{"id":3557,"date":"2012-09-18T17:47:55","date_gmt":"2012-09-18T17:47:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3557"},"modified":"2012-09-18T17:47:55","modified_gmt":"2012-09-18T17:47:55","slug":"bc-joga-us-2-bi-para-segurar-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3557","title":{"rendered":"BC joga US$ 2 bi para segurar real"},"content":{"rendered":"\n<p>A perspectiva de uma enxurrada de d\u00f3lares no pa\u00eds, por causa das medidas de est\u00edmulo monet\u00e1rio adotadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), voltou a puxar a cota\u00e7\u00e3o para baixo ontem. O d\u00f3lar j\u00e1 abriu em queda e atingiu o menor patamar do dia, R$ 2,016. Meia hora depois, o Banco Central (BC) interveio no mercado para segurar a moeda, fazendo uma esp\u00e9cie de compra de d\u00f3lares no mercado futuro, no valor de US$ 2,1 bilh\u00f5es. A opera\u00e7\u00e3o foi bem-sucedida: o d\u00f3lar fechou em alta de 0,94%, cotada a R$ 2,030 para venda.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o leil\u00e3o de contratos de swap cambial reverso (que equivalem \u00e0 compra de d\u00f3lares no mercado futuro), o d\u00f3lar atingiu a m\u00e1xima do dia, a R$ 2,035. Na semana passada, o BC j\u00e1 havia feito tr\u00eas leil\u00f5es para tentar segurar a moeda acima de R$ 2. S\u00f3 na sexta-feira, foram dois e, mesmo assim, a divisa encerrou o dia em queda de 0,39%, a R$ 2,022 na venda. No total, j\u00e1 s\u00e3o US$ 5,1 bilh\u00f5es, em quatro interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O d\u00f3lar vem se desvalorizando frente ao real e a outras moedas depois que o Fed anunciou, na \u00faltima quinta-feira, que vai comprar US$ 40 bilh\u00f5es em t\u00edtulos ligados ao mercado imobili\u00e1rio por m\u00eas. A possibilidade de um novo &#8220;tsunami monet\u00e1rio&#8221; j\u00e1 est\u00e1 levando o governo brasileiro a considerar voltar a elevar a cobran\u00e7a do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) sobre empr\u00e9stimos no exterior com prazo de at\u00e9 cinco anos. A taxa\u00e7\u00e3o foi revogada h\u00e1 alguns meses devido \u00e0 queda do fluxo de recursos ap\u00f3s o agravamento da crise global.<\/p>\n<p>&#8211; Para o BC, o c\u00e2mbio agora flutua s\u00f3 para cima. A autoridade monet\u00e1ria criou as bandas, com piso de R$ 2 at\u00e9 R$ 2,10, e agora faz todo o poss\u00edvel para manter a moeda nesse intervalo. O problema \u00e9 que a tend\u00eancia do d\u00f3lar \u00e9 de queda no mundo, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil. E quando o Fed come\u00e7ar a injetar os US$ 40 bilh\u00f5es mensais, a press\u00e3o ser\u00e1 maior &#8211; avalia Jo\u00e3o Medeiros, diretor da corretora Pionner.<\/p>\n<p>&#8211; S\u00f3 com os leil\u00f5es de swap cambial ser\u00e1 dif\u00edcil segurar a moeda acima dos R$ 2. Certamente o governo ter\u00e1 que voltar a mexer no Imposto Sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) para desincentivar capta\u00e7\u00f5es no exterior, se quiser manter a cota\u00e7\u00e3o acima de R$ 2 &#8211; diz Reginaldo Galhardo, gerente de c\u00e2mbio da corretora Treviso.<\/p>\n<p>governo continuar\u00e1 a atuar, diz barbosa<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Nelson Barbosa, por sua vez, disse ontem que o governo continuar\u00e1 atuando firmemente para controlar o c\u00e2mbio, que &#8220;ainda est\u00e1 bem apreciado&#8221;. Segundo Barbosa, ainda \u00e9 cedo para avaliar o impacto do novo pacote do BC americano, mas a Fazenda n\u00e3o hesitar\u00e1 em voltar a &#8220;regular os fluxos&#8221; de recursos externos e o mercado de derivativos.<\/p>\n<p>&#8211; O governo atua e vai continuar atuando no c\u00e2mbio &#8211; avisou ele, durante o 9\u00ba F\u00f3rum Econ\u00f4mico, promovido pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), em S\u00e3o Paulo. &#8211; Esperamos que isso (a inje\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria) fique circulando na pr\u00f3pria economia americana e ajude em sua recupera\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Tomaremos todas as medidas necess\u00e1rias para evitar aprecia\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Perguntado se o governo j\u00e1 estaria trabalhando em novas medidas Barbosa disse:<\/p>\n<p>&#8211; Medida cambial a gente n\u00e3o anuncia antes, a gente toma e explica depois.<\/p>\n<p>Para Sidney Nehme, da corretora NGO, o Brasil n\u00e3o ter\u00e1 um &#8220;tsunami monet\u00e1rio&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; O Brasil j\u00e1 n\u00e3o tem tanta atratividade como antes. O juro caiu e hoje fazer opera\u00e7\u00f5es de arbitragem com d\u00f3lares j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 vantajoso. A tend\u00eancia de baixa do d\u00f3lar nos \u00faltimos dias foi mais um movimento de expectativas.<\/p>\n<p>Repetindo o ministro da Fazenda, Guido Mantega , Barbosa disse que o pa\u00eds crescer\u00e1 entre 4% e 5%, com a infla\u00e7\u00e3o convergindo ao centro da meta no fim de 2013, o que dispensaria uma retomada da alta nos juros como projetam os analistas de mercado.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o em crescer entre 4% e 5% com a infla\u00e7\u00e3o convergindo para a meta. A expectativa era que o IPCA caminhasse para 4,7% j\u00e1 este ano, contudo choques de oferta, como o dos gr\u00e3os nos Estados Unidos, elevaram o \u00edndice para 5%. Mas esses s\u00e3o fatores transit\u00f3rios, que n\u00e3o impedem a converg\u00eancia adiante &#8211; disse o secret\u00e1rio-executivo.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Ibovespa, principal \u00edndice da Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa), fechou em queda de 0,48% ontem, aos 61.805 pontos, ap\u00f3s operar com volatilidade durante todo o dia por causa do vencimento de op\u00e7\u00f5es sobre a\u00e7\u00f5es, encerrando um ciclo de sete preg\u00f5es de alta. S\u00f3 na semana passada, a Bolsa teve valoriza\u00e7\u00e3o de 6,5% &#8211; a maior alta semanal do ano &#8211; e os investidores aproveitaram para embolsar lucros.<\/p>\n<p>Quedas nas bolsas europeias e americanas<\/p>\n<p>O setor de energia el\u00e9trica ajudou a segurar um recuo maior do Ibovespa, mostrando recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a forte queda da semana passada, quando o governo anunciou as novas regras de renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es. As a\u00e7\u00f5es da Cteep (Transmiss\u00e3o Paulista PN) subiram 7,56% .<\/p>\n<p>&#8211; A tend\u00eancia de longo prazo para a Bovespa \u00e9 de alta, mas vemos hoje (ontem) uma corre\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, com o mercado embolsando parte dos lucros ap\u00f3s sete preg\u00f5es de ganhos &#8211; disse o analista gr\u00e1fico da Ativa Corretora no Rio de Janeiro, Gilberto Coelho.<\/p>\n<p>Na Europa, os preg\u00f5es tiveram um dia de corre\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s as altas verificadas na semana passada depois da decis\u00e3o do Fed. A Bolsa de Frankfurt se desvalorizou 0,11%; a de Paris, 0,78%; e a de Londres, 0,37%. Nos Estados Unidos, as Bolsas tamb\u00e9m passaram por movimento de venda de ativos. O S&amp;P 500 caiu 0,31%; o Dow Jones se desvalorizou 0,30% e o Nasdaq perdeu 0,17%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos se preparam para financiar infraestrutura<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os bancos esperam um verdadeiro &#8220;boom&#8221; de financiamento de projetos de infraestrutura a partir do pr\u00f3ximo ano e j\u00e1 come\u00e7aram a se movimentar. Com carteiras que variam de R$ 10 bilh\u00f5es a R$ 20 bilh\u00f5es em an\u00e1lise neste ano, as grandes institui\u00e7\u00f5es como Ita\u00fa, Bradesco, Santander e HSBC, projetam expans\u00e3o anual da ordem de 25% dessa modalidade, acima de outros segmentos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>O otimismo se materializa nas contrata\u00e7\u00f5es de novos profissionais. Os bancos j\u00e1 pensam em ampliar as equipes de &#8220;project finance&#8221;. &#8220;Essa \u00e1rea trata de projetos com matura\u00e7\u00e3o de anos. S\u00f3 contratamos quando esperamos uma expans\u00e3o&#8221;, diz Alberto Zoffmann, diretor do Ita\u00fa BBA. &#8220;H\u00e1 uma demanda reprimida e estamos buscando oportunidades&#8221; completa o executivo. O Ita\u00fa analisa cerca de 45 projetos que somam R$ 20 bilh\u00f5es em investimento. A cifra corresponde ao tamanho dos projetos e n\u00e3o \u00e0 fatia a ser financiada.<\/p>\n<p>Segundo estimativa da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Infraestrutura e das Ind\u00fastrias de Base (Abdib), os projetos de infraestrutura devem demandar investimentos de R$ 922 bilh\u00f5es no per\u00edodo de 2011 a 2016, o que daria algo em torno de R$ 184,4 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>Considerando a m\u00e9dia de desembolsos do BNDES nos \u00faltimos dois anos, de R$ 55 bilh\u00f5es, sobrariam R$ 130 bilh\u00f5es para a iniciativa privada. Do total, segundo os bancos, entre R$ 80 bilh\u00f5es e R$ 100 bilh\u00f5es ser\u00e3o financiados por meio de d\u00edvida. O BNDES costuma participar com 60% a 80% do valor a ser financiado, mas diante do grande n\u00famero de projetos previstos, espera-se que essa participa\u00e7\u00e3o se reduza com a entrada de recursos da inciativa privada.<\/p>\n<p>S\u00f3 o pacote de concess\u00f5es de ferrovias e rodovias, de R$ 133 bilh\u00f5es, anunciado no m\u00eas passado, demandar\u00e1 investimento de R$ 79,5 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos cinco anos. Novos programas est\u00e3o previstos nas \u00e1reas de aeroportos, saneamento, energia e petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>No Bradesco BBI, o n\u00famero de financiamentos de projetos em estrutura\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 maior que no ano passado. Entre eles est\u00e3o os financiamentos para energia, rodovias e portos e um projeto de minera\u00e7\u00e3o integrado com a parte log\u00edstica, diz Rui Gomes J\u00fanior, respons\u00e1vel pela \u00e1rea.<\/p>\n<p>O Bradesco tamb\u00e9m analisa alternativas para o pagamento de concess\u00f5es dos tr\u00eas aeroportos leiloados neste ano: de Guarulhos, Bras\u00edlia e Viracopos (Campinas). &#8220;J\u00e1 h\u00e1 consultas de empresas tamb\u00e9m para disputa da licita\u00e7\u00e3o das rodovias BR 116 e BR 040&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es que estavam fora do mercado tamb\u00e9m montam \u00e1reas novas, como a Caixa Econ\u00f4mica Federal, bastante ativa no segmento de saneamento mas que prepara um banco de investimento, e os americanos Morgan Stanley e J.P. Morgan.<\/p>\n<p>Alexandre Castanheira, diretor do Morgan Stanley, afirma que a ideia do banco \u00e9 participar do esfor\u00e7o de levantamento de recursos para projetos de infraestrutura, sempre pensando em uma sa\u00edda via mercado de capitais. &#8220;Queremos atuar como assessor financeiro, levantando capital para diferentes estruturas, desde d\u00edvidas s\u00eanior at\u00e9 a parcela de a\u00e7\u00f5es&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O project finance \u00e9 a ferramenta dominante no mundo para viabilizar os empreendimentos de infraestrutura por permitir que as receitas futuras dos projetos sejam usadas para quitar os empr\u00e9stimos, sem necessidade de garantia dos acionistas e por prazos mais longos. Na Europa, antes da crise, era comum os bancos financiarem projetos de 10 anos a 12 anos. Cen\u00e1rio que deve mudar com as novas regras para o setor banc\u00e1rio conhecidas como Basileia 3.<\/p>\n<p>No Brasil, no entanto, sempre coube aos bancos (incluindo o BNDES) assumir as fases de maior risco, como os projetos iniciais ou a fase de constru\u00e7\u00e3o do empreendimento, com os chamados empr\u00e9stimos-ponte, de prazos mais curtos, com o BNDES assumindo o longo prazo. A tend\u00eancia agora \u00e9 de maior participa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras em todo o processo, dividindo a parcela longa com os investidores privados.<\/p>\n<p>At\u00e9 por isso as deb\u00eantures de infraestrutura &#8211; emiss\u00e3o de d\u00edvida sob o regime da Lei 12.431, que conta com isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda sobre os rendimentos para investidores pessoas f\u00edsicas e estrangeiros &#8211; se mostram como alternativa. Segundo Sergio Monaro, diretor do HSBC, elas devem responder por 10% a 15% do percentual financiado, num primeiro momento, servindo ainda para os bancos liberarem capital para novos empreendimentos.<\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para incrementar a alavancagem do BNDES. \u00c0 medida que se repliquem os casos, o investidor pode querem ampliar essa fatia&#8221;, diz. No limite, as deb\u00eantures poderiam responder por metade do total.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora houve apenas uma emiss\u00e3o por esse regime, do Grupo Triunfo, que captou R$ 100 milh\u00f5es para a hidrel\u00e9trica Garibaldi, no Rio Canoas, em Santa Catarina, com taxa de 7,89% mais varia\u00e7\u00e3o do IPCA. O Santander, coordenador da oferta, vai encarteirar os pap\u00e9is at\u00e9 o fim da constru\u00e7\u00e3o, para depois vender as deb\u00eantures no mercado secund\u00e1rio. H\u00e1 outra oferta em andamento, da Autoban.<\/p>\n<p>A expectativa de retorno ainda \u00e9 uma inc\u00f3gnita, segundo executivos ouvidos pelo Valor. Como a taxa do BNDES, a TJLP, est\u00e1 em 5,5%, contra 7,5% da Selic, o pr\u00eamio para atrair investidores privados ainda precisa ser elevado.<\/p>\n<p>Muitos acreditam que os investidores possam se interessar por deb\u00eantures com taxas reais (descontada a infla\u00e7\u00e3o) de 8% a 9%. Isso representaria um pr\u00eamio interessante sobre os pap\u00e9is do governo atrelados a \u00edndices de pre\u00e7os. Em um projeto com taxa interna de retorno entre 10% a 12%, seria poss\u00edvel pensar nessa possibilidade.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que os pap\u00e9is possam atrair duas fontes de recursos, primordialmente. O financiador cl\u00e1ssico ser\u00e1 o fundo de pens\u00e3o brasileiro, em busca de retornos maiores em um cen\u00e1rio de queda da taxa Selic. O segundo aplicador esperado \u00e9 o estrangeiro. &#8220;J\u00e1 estamos em conversas com grandes fundos&#8221;, diz Eduardo Borges, do Santander. O discurso da presidente Dilma Rousseff ao anunciar as concess\u00f5es de ferrovias e rodovias chamou a aten\u00e7\u00e3o desses investidores, diz Zoffmann, do Ita\u00fa. &#8220;O governo criou um ambiente positivo para o segmento.&#8221;<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, os bancos esperam que os fundos estrangeiros que j\u00e1 t\u00eam recursos investidos em t\u00edtulos p\u00fablico no Brasil possam destinar uma parcela para os pap\u00e9is privados. &#8220;No passado, os investidores estrangeiros talvez nem quisessem conversar. Agora ligam para saber o que est\u00e1 acontecendo. \u00c9 uma mudan\u00e7a grande&#8221;, diz Monaro.<\/p>\n<p>Novos entrantes ainda est\u00e3o fora de alcance. Al\u00e9m do desconhecimento desses fundos com rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds, o mercado brasileiro n\u00e3o est\u00e1 preparado para oferecer prote\u00e7\u00e3o cambial (hedge) para prazos t\u00e3o longos. H\u00e1 ainda a competi\u00e7\u00e3o com outros emergentes, como Turquia e Indon\u00e9sia, por exemplo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo agora quer licitar aeroportos no &#8216;Modelo Vale&#8217;<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ter constatado o desinteresse de grandes operadoras europeias e asi\u00e1ticas em associar-se \u00e0 Infraero, com uma participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria, o governo recuou do modelo de concess\u00e3o de aeroportos que vinha ganhando for\u00e7a nas \u00faltimas semanas e j\u00e1 pensa em uma nova alternativa. Agora, a aposta \u00e9 voltar ao desenho de repassar \u00e0 iniciativa privada uma fatia majorit\u00e1ria dos aeroportos do Gale\u00e3o (RJ) e Confins (MG).<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff resiste em aplicar o mesmo formato do leil\u00e3o que concedeu tr\u00eas terminais estrat\u00e9gicos, em fevereiro. Ela pretende deixar as empreiteiras fora da disputa e restringir a licita\u00e7\u00e3o \u00e0s operadoras estrangeiras. Tamb\u00e9m prefere um leil\u00e3o no qual o vencedor n\u00e3o seja escolhido pelo maior valor de outorga, mas por pontua\u00e7\u00e3o que privilegie crit\u00e9rios t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>A gota d&#8221;\u00e1gua para o abandono da proposta levada recentemente \u00e0 Europa, por uma comitiva de ministros e altos funcion\u00e1rios encabe\u00e7ada pela ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, foi o fracasso da consulta feita \u00e0 Changi &#8211; que administra o aeroporto de Cingapura e se associou \u00e0 Odebrecht para participar da primeira rodada de privatiza\u00e7\u00e3o dos aeroportos, tendo ficado em segundo lugar na disputa por Viracopos. Em teleconfer\u00eancia com autoridades brasileiras, os asi\u00e1ticos disseram n\u00e3o \u00e0 proposta de entrar na Infraero com participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o do governo, obtida pelo Valor, previa a cria\u00e7\u00e3o da Infrapar e a busca de um s\u00f3cio estrangeiro para ficar com uma fatia de 20% a 49% da nova subsidi\u00e1ria da Infraero. Da mesma forma que j\u00e1 ocorre com a Petrobras e a Eletrobras, a Infrapar estaria livre da Lei 8.666\/93, driblando as amarras do regime de contrata\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Gale\u00e3o e de Confins, a subsidi\u00e1ria herdaria as participa\u00e7\u00f5es da Infraero &#8211; 49% do capital &#8211; nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Bras\u00edlia. O modelo n\u00e3o agradou a nenhuma operadora.<\/p>\n<p>Pelo menos seis administradoras de aeroportos foram consultadas: a alem\u00e3 Fraport (Frankfurt), a francesa ADP (Paris), a holandesa Schipol (Amsterd\u00e3), a brit\u00e2nica BAA (Londres), a coreana Incheon (Seul) e a Changi (Cingapura). S\u00f3 a BAA, mesmo sem entusiasmo, deixou a porta aberta para eventual associa\u00e7\u00e3o com a Infraero como minorit\u00e1ria. Ela \u00e9 controlada hoje pela espanhola Ferrovial. A Fraport surpreendeu os ministros por sua franqueza &#8220;germ\u00e2nica&#8221; e foi enf\u00e1tica ao defender a retomada do modelo de concess\u00f5es &#8220;puras&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar da frustra\u00e7\u00e3o dos planos, o governo ainda resiste a voltar para esse modelo. Uma terceira op\u00e7\u00e3o, que agora come\u00e7a a ser estudada, envolve o retorno da Infraero \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de minorit\u00e1ria &#8211; com, no m\u00e1ximo, 49% de participa\u00e7\u00e3o. Mas considera a possibilidade de uma &#8220;golden share&#8221; para a estatal. Por isso, est\u00e1 sendo chamada no Pal\u00e1cio do Planalto de &#8220;modelo Vale &#8221; ou &#8220;modelo Embraer &#8220;, em refer\u00eancia \u00e0s duas empresas que foram privatizadas nos anos 90, preservando poder de veto ao Estado nas decis\u00f5es mais estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 evitar a participa\u00e7\u00e3o de empreiteiras, como ocorreu no leil\u00e3o de fevereiro. Na ocasi\u00e3o, todos os 11 grupos que entraram na disputa tinham a presen\u00e7a das gigantes nacionais da constru\u00e7\u00e3o. Odebrecht e Queiroz Galv\u00e3o lideraram seus cons\u00f3rcios diretamente, enquanto outras tiveram participa\u00e7\u00e3o indireta, por meio da CCR (Camargo Corr\u00eaa e Andrade Gutierrez) e OAS (Invepar).<\/p>\n<p>Para Dilma, Gale\u00e3o e Confins enfrentam menos gargalos do que as tr\u00eas primeiras concess\u00f5es e os principais investimentos para amplia\u00e7\u00e3o de capacidade de seus terminais j\u00e1 foram contratados pela Infraero, tornando dispens\u00e1vel a presen\u00e7a de empreiteiras no neg\u00f3cio. O objetivo maior nesses dois aeroportos, na avalia\u00e7\u00e3o da presidente, \u00e9 melhorar a capacidade de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo leil\u00e3o tamb\u00e9m pode aposentar o maior valor de outorga como crit\u00e9rio para a defini\u00e7\u00e3o do vencedor. Auxiliares diretos de Dilma avaliam que isso pode levar \u00e0 vit\u00f3ria de quem tem mais &#8220;bala na agulha&#8221; para oferecer \u00e1gios robustos, n\u00e3o importa se com propostas vi\u00e1veis ou n\u00e3o do ponto de vista financeiro, impedindo a escolha das grandes operadoras, que podem transferir mais &#8220;know-how&#8221; \u00e0 Infraero. Por isso, a ideia \u00e9 ter uma disputa em que a proposta t\u00e9cnica defina os vencedores.<\/p>\n<p>Outro grupo de assessores presidenciais avalia que h\u00e1 uma forma mais simples de apertar o funil da concorr\u00eancia: aumentar, de 5 milh\u00f5es para mais de 40 milh\u00f5es por ano, o n\u00famero m\u00ednimo de passageiros que um aeroporto estrangeiro precisa movimentar para que sua operadora seja habilitada ao leil\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>O desenho final do modelo dever\u00e1 jogar o an\u00fancio do pacote de aeroportos, que deveria sair neste m\u00eas, somente para outubro. Al\u00e9m do novo sistema de administra\u00e7\u00e3o do Gale\u00e3o e de Confins, o governo pretende anunciar um plano de avia\u00e7\u00e3o regional, com investimentos de at\u00e9 R$ 4 bilh\u00f5es. Tamb\u00e9m publicar\u00e1 decreto que libera a explora\u00e7\u00e3o comercial de novos aeroportos voltados para a avia\u00e7\u00e3o executiva.<\/p>\n<p>De qualquer forma, segundo avaliam interlocutores de Dilma, n\u00e3o d\u00e1 mais para insistir na busca de um s\u00f3cio minorit\u00e1rio para a Infraero. Mesmo alterando o regime estatut\u00e1rio da estatal e liberando-a da Lei de Licita\u00e7\u00f5es, ela continuaria sendo submetida a fiscaliza\u00e7\u00f5es do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) e correria o risco de ver projetos parados.<\/p>\n<p>Apesar do receio em dizer isso abertamente aos ministros brasileiros, as operadoras estrangeiras comentaram com grupos privados brasileiros qual \u00e9 a maior preocupa\u00e7\u00e3o que t\u00eam em assumir uma participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria na Infraero: a &#8220;falta de liquidez&#8221; de um ativo como esse.<\/p>\n<p>Um exemplo citado pelas operadoras \u00e9 o da Hochtief, uma das maiores construtoras da Alemanha, que comprou fatias minorit\u00e1rias em aeroportos como os de Atenas e Hamburgo &#8211; em modelo semelhante ao que o governo brasileiro quer aplicar na Infraero.<\/p>\n<p>No ano passado, o grupo espanhol ACS, do empres\u00e1rio Florentino P\u00e9rez, presidente do Real Madrid, fez uma oferta hostil e assumiu o controle da Hochtief, mas n\u00e3o se interessou por esses ativos na \u00e1rea de aeroportos. Desde ent\u00e3o, tenta vender a participa\u00e7\u00e3o nas operadoras de Atenas e Hamburgo, sem sucesso.<\/p>\n<p>A Changi rejeitou compara\u00e7\u00f5es entre o modelo elaborado para a Infraero e a ofensiva que fez na R\u00fassia, em junho, ao comprar 30% de participa\u00e7\u00e3o em quatro aeroportos, incluindo o de Sochi, sede dos Jogos Ol\u00edmpicos de Inverno de 2014. Embora seja minorit\u00e1ria, a Changi se associou a parceiros locais e esses aeroportos n\u00e3o t\u00eam nenhuma participa\u00e7\u00e3o estatal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma vetar\u00e1 artigo de MP que limita desonera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff decidiu ontem vetar o artigo do projeto de convers\u00e3o em lei, da medida provis\u00f3ria 563, que ampliou o conceito de receita bruta para efeito do c\u00e1lculo da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pessoal de dezenas de setores. A san\u00e7\u00e3o da MP ser\u00e1 publicada na edi\u00e7\u00e3o de hoje do &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221;. A mudan\u00e7a no conceito provocou uma s\u00e9rie de reclama\u00e7\u00f5es das empresas, que alegaram que a mudan\u00e7a do texto original aumentaria a carga tribut\u00e1ria, em vez de diminu\u00ed-la.<\/p>\n<p>Segundo fonte da \u00e1rea econ\u00f4mica, o objetivo do governo era apenas &#8220;atualizar e melhorar&#8221; o conceito de receita bruta. N\u00e3o havia, em tese, a inten\u00e7\u00e3o de aumentar a tributa\u00e7\u00e3o para compensar parte da perda de receita ocasionada pela desonera\u00e7\u00e3o da folha. O que se diz no Minist\u00e9rio da Fazenda \u00e9 que o governo tem elaborado medidas para reduzir o peso dos tributos e tornar as companhias brasileiras mais competitivas. Oficialmente, a Fazenda informou que estava disposta a negociar o assunto com os empres\u00e1rios. A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) e Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) n\u00e3o comentaram o assunto.<\/p>\n<p>Com o objetivo de estimular a atividade econ\u00f4mica, o governo editou a MP 563 em abril para ampliar para 15 o n\u00famero de setores beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a desonera\u00e7\u00e3o da folha para mais 25 setores, sendo que dez atendiam a pleitos de parlamentares e os outros 15 segmentos ser\u00e3o contemplados em nova medida provis\u00f3ria que dever\u00e1 ser editada nos pr\u00f3ximos dias. A partir de 2013, um total de 40 setores deixar\u00e1 de pagar contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de 20% sobre a folha de pagamento para desembolsar entre 1% e 2% sobre o faturamento bruto.<\/p>\n<p>Segundo fonte da \u00e1rea econ\u00f4mica, praticamente todas as emendas de inclus\u00f5es de segmentos foram beneficiadas. Mas h\u00e1 alguns subsetores que solicitaram ficar de fora e, portanto, poder\u00e3o ser vetados do projeto de convers\u00e3o da MP. Mas a fonte n\u00e3o detalhou quais seriam esses subsetores.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m havia a expectativa de que a presidente Dilma atendesse ao pleito do ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, e vetasse artigos da MP que faziam mudan\u00e7as na forma de c\u00e1lculo da Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais (Cfem).<\/p>\n<p>A MP muda a forma de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL) e do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ). O pagamento desses tributos passaria a ser baseado em valores de mercado e n\u00e3o em valores faturados pelas empresas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Corte no juro b\u00e1sico estaria perto do fim<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A inje\u00e7\u00e3o de R$ 30 bilh\u00f5es no sistema financeiro, depois da redu\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios dos bancos anunciada pelo Banco Central (BC) na sexta-feira, indica que o ciclo de redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, estaria chegando ao fim. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), que em informativo divulgado ontem diz que a libera\u00e7\u00e3o dos recursos recomendaria &#8220;alguma parcim\u00f4nia adicional&#8221; na decis\u00e3o futura sobre os juros.<\/p>\n<p>Por isso, diz a nota, &#8220;aumentaram as chances de a Selic permanecer nos atuais 7,5% ao ano por um per\u00edodo razo\u00e1vel de tempo&#8221;. Para a Febraban, &#8220;as aten\u00e7\u00f5es do mercado agora devem voltar-se para o comportamento da infla\u00e7\u00e3o num quadro de retomada da economia e de um cen\u00e1rio externo um pouco mais favor\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, tamb\u00e9m acredita que a libera\u00e7\u00e3o dos compuls\u00f3rios reduz as chances de uma nova queda da Selic. Segundo ele, parte do dinheiro liberado pelo BC deve ser aplicado em t\u00edtulos p\u00fablicos, e outra, direcionada para o setor privado, na forma de concess\u00e3o de cr\u00e9dito e compra de t\u00edtulos de d\u00edvida privada. Com isso, o economista espera aumento da concess\u00e3o de cr\u00e9dito e da concorr\u00eancia entre os bancos:<\/p>\n<p>&#8211; Se esse novo cr\u00e9dito for concedido com an\u00e1lise criteriosa, viria acompanhado de uma melhora nos \u00edndices de inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, o afrouxamento do compuls\u00f3rio visa a socorrer os bancos de menor porte, que continuam com dificuldades para captar recursos:<\/p>\n<p>&#8211; Os grandes bancos podem voltar a comprar carteiras de cr\u00e9dito dos bancos menores. Comprar carteiras, que pagam entre 120% e 130% do CDI, \u00e9 um neg\u00f3cio muito lucrativo, desde que feita uma boa avalia\u00e7\u00e3o do risco desses cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de R$ 30 bilh\u00f5es de dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios foi uma rea\u00e7\u00e3o do governo \u00e0 freada no crescimento e na queda de custos dos empr\u00e9stimos. Os dados mais recentes do BC mostram que o volume de cr\u00e9dito dos bancos p\u00fablicos subiu 1,5% em julho, enquanto, o setor privado apresentou uma leve retra\u00e7\u00e3o de 0,1%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa cobrada nos empr\u00e9stimos a pessoas f\u00edsicas ficou, em m\u00e9dia, em 36,2% ao ano, o menor patamar desde 2000. Dessa taxa, 28,4 pontos percentuais s\u00e3o spread banc\u00e1rio. Para a pessoa f\u00edsica, o spread caiu 5,3 pontos percentuais desde o in\u00edcio do ano, e os juros, 7,6 pontos. Os bancos argumentam que a queda do spread \u00e9 mais lenta por causa da inadimpl\u00eancia. Em julho, esta passou de 7,8% para 7,9%, o maior patamar desde 2009.<\/p>\n<p>Em seu arsenal, o BC disp\u00f5e de um estoque de R$ 383 bilh\u00f5es em dep\u00f3sito compuls\u00f3rios &#8211; \u00faltimo n\u00famero dispon\u00edvel. Mas esse volume j\u00e1 recuou em decorr\u00eancia de outras medidas do BC, como a libera\u00e7\u00e3o de R$ 18 bilh\u00f5es para os bancos financiarem autom\u00f3veis.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Previs\u00e3o de crescimento cai para 1,57% este ano<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Pela s\u00e9tima semana seguida, os analistas do mercado financeiro diminu\u00edram a previs\u00e3o de crescimento da economia brasileira em 2012, desta vez para apenas 1,57%. Na semana passada, a estimativa dos especialistas ouvidos na pesquisa semanal do Banco Central (BC) era de crescimento de 1,62%. Em junho, quando o banco Cr\u00e9dit Suisse &#8211; a primeira institui\u00e7\u00e3o a prever um crescimento de 1,5% em 2012 &#8211; divulgou sua proje\u00e7\u00e3o, o ministro Guido Mantega disse que era uma &#8220;piada&#8221;. Agora, a maioria das proje\u00e7\u00f5es caminha para esse patamar. O Minist\u00e9rio da Fazenda trabalha com uma expectativa de 2% de crescimento.<\/p>\n<p>Mas os especialistas esperam que a atividade se recupere no ano que vem com mais for\u00e7a. Os est\u00edmulos dados pelo governo federal com corte de impostos e as sucessivas quedas de juros promovidas pelo BC mant\u00eam intacta a previs\u00e3o de crescimento de 4% em 2013 h\u00e1 seis semanas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a estimativa deste ano para infla\u00e7\u00e3o oficial (medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo, IPCA) subiu pela d\u00e9cima semana seguida. Passou de 5,24% para 5,26%. No entanto, para 2013, caiu de 5,54% para 5,50%. A meta do governo \u00e9 de 4,5%, com margem de toler\u00e2ncia de dois pontos percentuais para cima e para baixo.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o para a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) para dezembro foi mantida pela sexta semana consecutiva em 7,25% ao ano, sendo que hoje est\u00e1 em 7,5% ao ano.<\/p>\n<p>&#8211; O Copom (Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central) n\u00e3o vai levar a Selic para abaixo de 7%, pois as expectativas de infla\u00e7\u00e3o sa\u00edram do lugar. Por isso, abriu m\u00e3o de usar as opera\u00e7\u00f5es de mercado aberto para baixar os juros e est\u00e1 lan\u00e7ando m\u00e3o do instrumento do recolhimento dos compuls\u00f3rios para atingir esses objetivos &#8211; disse o economista da corretora Gradual Andr\u00e9 Perfeito.<\/p>\n<p>Na sua vis\u00e3o, o BC preferiu diminuir a parcela dos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios para estimular o cr\u00e9dito em vez de cortar a Selic.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Atos firmados por Caracas s\u00e3o nulos, diz Paraguai<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O presidente da delega\u00e7\u00e3o do Paraguai no Parlamento do Mercosul (Parlasul), Alfonso Gonz\u00e1lez N\u00fa\u00f1ez, afirmou ontem que os documentos do bloco assinados por representantes da Venezuela &#8211; integrada ao grupo ap\u00f3s Assun\u00e7\u00e3o ser suspenso, em julho, em virtude do impeachment rel\u00e2mpago do ex-presidente Fernando Lugo &#8211; n\u00e3o ter\u00e3o validade oficial.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o \u00e9 mais uma mostra da resist\u00eancia do governo paraguaio ao ingresso da Venezuela no Mercosul, enquanto Assun\u00e7\u00e3o permanece suspenso do bloco. Segundo o jornal paraguaio ABC Color, Gonz\u00e1lez ratificou a decis\u00e3o do governo do pa\u00eds de recusar US$ 43 milh\u00f5es do Fundo de Converg\u00eancia Estrutural do Mercosul (Focem) previsto para ser usado na constru\u00e7\u00e3o de uma avenida em Assun\u00e7\u00e3o &#8211; em raz\u00e3o de a libera\u00e7\u00e3o do recurso estar assinada pelo chanceler venezuelano, Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, as autoridades paraguaias afirmaram que pretendem realizar a obra com pap\u00e9is do Tesouro do pa\u00eds. O governo de Assun\u00e7\u00e3o declarou que o recebimento da verba foi adiado &#8220;at\u00e9 que seja corrigida a grave ilegalidade cometida contra os direitos soberanos de participa\u00e7\u00e3o e delibera\u00e7\u00e3o&#8221; no Mercosul.<\/p>\n<p>No s\u00e1bado, o Paraguai apresentou um protesto formal aos governos de Argentina, Brasil e Uruguai contra a decis\u00e3o do bloco de suspender Assun\u00e7\u00e3o. Na nota oficial, segundo o ABC Color apresentada &#8220;por instru\u00e7\u00f5es expressas&#8221; do presidente Federico Franco e assinada pelo chanceler Jos\u00e9 F\u00e9lix Fern\u00e1ndez, o governo paraguaio afirma que &#8220;se reserva o direito de exigir repara\u00e7\u00e3o moral&#8221; contra &#8220;graves arbitrariedades&#8221;.]<\/p>\n<hr \/>\n<p>Secret\u00e1rio dos EUA vai a Pequim e pede modera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Com a autodesigna\u00e7\u00e3o de &#8220;mediador de conflitos&#8221; entre China e Jap\u00e3o, o secret\u00e1rio de Defesa dos EUA, Leon Panetta, desembarcou ontem em Pequim trazendo de T\u00f3quio pelo menos um documento pouco amistoso na pasta &#8211; o acordo para construir mais um sistema de radar antim\u00edsseis no sul japon\u00eas. Na parada anterior, Panetta havia assegurado que o objetivo do projeto \u00e9 proteger o Jap\u00e3o de eventuais ataques da Coreia do Norte. A China n\u00e3o pensa assim.<\/p>\n<p>&#8220;O prop\u00f3sito disso \u00e9 melhorar a nossa capacidade de defender o Jap\u00e3o e tamb\u00e9m ajudar o deslocamento de for\u00e7as dos EUA&#8221;, insistiu Panetta, ao lado do ministro japon\u00eas de Defesa, Satoshi Morimoto.<\/p>\n<p>Em entrevista para o National Security Channel, da revista Foreign Policy, Panetta afirmou estar no Oriente para apelar \u00e0 China e ao Jap\u00e3o por uma solu\u00e7\u00e3o mais pac\u00edfica poss\u00edvel &#8220;para suas disputas sobre o controle de ilhas do Mar da China&#8221;. Em especial, os EUA esperam conter o risco de a China reagir unilateralmente e envolv\u00ea-la em um mecanismo multilateral de resolu\u00e7\u00e3o dessa controv\u00e9rsia &#8211; algo de que a Associa\u00e7\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico (Asean, na sigla em ingl\u00eas) ainda n\u00e3o disp\u00f5e.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 \u00f3bvio que estamos preocupados com os protestos e com os conflitos em torno das Ilhas Senkaku&#8221;, afirmou o secret\u00e1rio, usando o nome em japon\u00eas do arquip\u00e9lago.<\/p>\n<p>Do Jap\u00e3o, Panetta levou o compromisso do ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Koichiro Gemba, de que o caso ser\u00e1 tratado com a &#8220;cabe\u00e7a fria&#8221;. Na China, Panetta ter\u00e1 um encontro amanh\u00e3 com o futuro presidente, Xi Jinping &#8211; que esteve ausente de atividades p\u00fablicas nas \u00faltimas duas semanas, fato que levantou rumores sobre sua sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3557\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3557","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Vn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3557","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3557"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3557\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}