{"id":3574,"date":"2012-09-20T19:21:37","date_gmt":"2012-09-20T19:21:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3574"},"modified":"2012-09-20T19:21:37","modified_gmt":"2012-09-20T19:21:37","slug":"brasil-tem-o-cartao-mais-caro-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3574","title":{"rendered":"Brasil tem o cart\u00e3o mais caro do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar da queda dos juros b\u00e1sicos da economia &#8211; que est\u00e3o no seu menor patamar hist\u00f3rico &#8211; os brasileiros ainda pagam a maior taxa m\u00e9dia no cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Levantamento em nove pa\u00edses &#8211; Argentina, Chile, Col\u00f4mbia, Peru, Venezuela, M\u00e9xico, EUA e Reino Unido, al\u00e9m do Brasil &#8211; mostrou que o pa\u00eds cobra 238,30% ao ano. O n\u00famero \u00e9 mais de quatro vezes o registrado pelo Peru, o segundo colocado, com taxa de 55%, muito pr\u00f3xima aos 54,24% do Chile.<\/p>\n<p>A Argentina \u00e9 o quarto pa\u00eds com a maior taxa, de 50%, seguido por M\u00e9xico (33,8%), Venezuela (33%) e Col\u00f4mbia (29,23%). Nos EUA e no Reino Unido, a taxa \u00e9 muito inferior, de 16,89% e 18,7%, respectivamente. O estudo incluiu dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as (Anefac), da Proteste e dos sites Index Credit Cards e Money Facts, dos EUA e Reino Unido, respectivamente.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 um absurdo a diferen\u00e7a de taxa de juros. N\u00e3o tem justificativa, nem mesmo a inadimpl\u00eancia &#8211; diz a economista da Proteste Hessia Costella.<\/p>\n<p>Inadimpl\u00eancia e juros: c\u00edrculo vicioso<\/p>\n<p>Nem a redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros da economia teve impacto nos juros m\u00e9dios do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, que se mant\u00eam inalterados em 238,30% anuais desde fevereiro de 2010.<\/p>\n<p>&#8211; Existe um c\u00edrculo vicioso. A inadimpl\u00eancia \u00e9 alta porque os juros s\u00e3o elevados. E os juros elevados acabam aumentando a inadimpl\u00eancia. Se os juros fossem menores, a inadimpl\u00eancia cairia &#8211; diz o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira.<\/p>\n<p>&#8211; A taxa de 238,30% ao ano \u00e9 elevad\u00edssima, para n\u00e3o dizer absurda ou irreal &#8211; afirma, por sua vez, o educador financeiro Mauro Calil.<\/p>\n<p>Segundo o Banco Central (BC), a inadimpl\u00eancia no cart\u00e3o de cr\u00e9dito chegava a 28,10% em julho ( atrasos com mais de 90 dias), contra m\u00e9dia de 7,9% no cr\u00e9dito para a pessoa f\u00edsica. O volume movimentado no rotativo em julho, diz o BC, foi de R$ 37 bilh\u00f5es. Para Hessia, quem entra no rotativo dificilmente sai porque as taxas s\u00e3o muito altas.<\/p>\n<p>Uma d\u00edvida no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, diz Oliveira, leva seis meses e meio para dobrar de valor, a uma taxa m\u00e9dia de 10,69% por m\u00eas (238,30% por ano). Os n\u00fameros s\u00e3o mais expressivos quando se olha al\u00e9m da m\u00e9dia. Segundo a Anefac, a taxa varia entre 26,82% e 628,76% ao ano, ou 2% a 18% ao m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8211; O cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 o principal meio de pagamento quando se trata de inadimpl\u00eancia &#8211; afirma Mauro Calil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do juro alto, o tema desperta pol\u00eamica devido a algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas do mercado brasileiro de cart\u00f5es. Aqui, todos t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito rotativo. Quando o consumidor opta por pagar o valor m\u00ednimo da fatura, j\u00e1 faz uso desse financiamento, e inicia seu processo de refinanciamento. L\u00e1 fora, o rotativo n\u00e3o \u00e9 dispon\u00edvel em todas as op\u00e7\u00f5es do mercado.<\/p>\n<p>Empresas: rotativo representa s\u00f3 2%<\/p>\n<p>O parcelamento sem juros &#8211; praticamente uma exclusividade brasileira &#8211; tamb\u00e9m pesa sobre os custos do setor, segundo seus representantes. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Cart\u00f5es de Cr\u00e9dito e Servi\u00e7os (Abecs) diz que 50% do faturamento dos cart\u00f5es no Brasil v\u00eam do parcelamento sem juros.<\/p>\n<p>Outra diferen\u00e7a \u00e9 a data em que o juro come\u00e7a a incidir sobre as compras. No Brasil, isso s\u00f3 ocorre quando a pessoa atrasa o pagamento ou opta por pagar o valor m\u00ednimo. Ou seja, quem est\u00e1 com a fatura em dia pode ter at\u00e9 40 dias de financiamento sem custo.<\/p>\n<p>&#8211; L\u00e1 fora, n\u00e3o existe opera\u00e7\u00e3o sem juros. O pagamento do juro ocorre a partir do dia seguinte ao da compra, enquanto aqui se cobra o juro apenas a partir do dia de vencimento da fatura. Al\u00e9m disso, temos o parcelado sem juros. Tudo isso tem custo &#8211; defende o vice-presidente comercial da Mastercard Brasil e Cone Sul, Jo\u00e3o Pedro Paro.<\/p>\n<p>Segundo a Abecs, no exterior o saldo do rotativo representa 80% das compras. No Brasil, 70% do saldo a receber n\u00e3o t\u00eam juros e o rotativo representa menos de 2% do volume total.<\/p>\n<p>Atendente de uma padaria da Vila Ol\u00edmpia, em S\u00e3o Paulo, Vital Abreu Neto diz, orgulhoso, que nunca se endividou no cart\u00e3o de cr\u00e9dito e revela o segredo: nunca pagar o valor m\u00ednimo.<\/p>\n<p>&#8211; Se voc\u00ea paga o m\u00ednimo, a d\u00edvida dobra &#8211; diz ele.<\/p>\n<p>Mastercard e Visa, as principais bandeiras globais, argumentam que s\u00e3o os emissores dos cart\u00f5es (bancos, redes varejistas e outros) que definem as taxas de juros. Isso explica, segundo elas, o fato de que a mesma bandeira ter taxas de juros d\u00edspares em diferentes pa\u00edses. A Federa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Bancos (Febraban) diz que a Abecs \u00e9 a entidade indicada para tratar do assunto.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Carros econ\u00f4micos v\u00e3o pagar menos IPI<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Governo e montadoras conseguiram fechar um acordo para regulamentar o novo regime automotivo que entra em vigor em 2013. O an\u00fancio deve ocorrer hoje e a publica\u00e7\u00e3o do decreto com as novas regras amanh\u00e3. As negocia\u00e7\u00f5es foram coordenadas pelo ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, Fernando Pimentel.<\/p>\n<p>As empresas concordaram em fazer uma redu\u00e7\u00e3o de 12% no consumo atual de combust\u00edvel, medido em megajoules por quil\u00f4metro. Essa meta ter\u00e1 de ser atingida at\u00e9 2017, mas as montadoras que anteciparem os prazos ganhar\u00e3o b\u00f4nus para reduzir a al\u00edquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).<\/p>\n<p>O IPI est\u00e1 subindo em 30 pontos porcentuais para empresas importadoras e para aquelas instaladas no Pa\u00eds que n\u00e3o atenderem aos requisitos do novo regime automotivo.<\/p>\n<p>As montadoras poder\u00e3o ter descontos dessa alta do IPI principalmente se atingirem as metas de redu\u00e7\u00e3o de consumo de combust\u00edvel e as de utiliza\u00e7\u00e3o de componentes nacionais.<\/p>\n<p>Para calcular o valor do desconto com o uso de pe\u00e7as nacionais, o governo criou um \u00edndice. Esse \u00edndice vai retratar a porcentagem da produ\u00e7\u00e3o que \u00e9 coberta por pe\u00e7as nacionais e servir\u00e1 como um multiplicador para calcular qual o desconto a empresa ter\u00e1 direito sobre o imposto. Quanto maior o resultado da multiplica\u00e7\u00e3o, menor o imposto a ser pago.<\/p>\n<p>O multiplicador para c\u00e1lculo do uso de pe\u00e7as nacionais e que indicar\u00e1 o tamanho da queda de IPI para ve\u00edculos leves come\u00e7a em 1,3, mas vai sendo reduzido em 0,1 ponto porcentual por ano at\u00e9 atingir o \u00edndice 1 em 2017.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do multiplicador \u00e9 um modo de for\u00e7ar o uso crescente de pe\u00e7as nacionais. Para obter o mesmo desconto de imposto, as montadoras ter\u00e3o de gastar mais com pe\u00e7as nacionais.<\/p>\n<p>Caminh\u00f5es. Para o setor de caminh\u00f5es, haver\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o diferenciada por segmento. Foi encontrada uma f\u00f3rmula que permite o controle de pe\u00e7as importadas nas empresas que s\u00f3 produzem caminh\u00f5es pesados e para aquelas que fabricam caminh\u00f5es leves ou os dois tipos.<\/p>\n<p>Esse segmento dever\u00e1 ter um redutor que, na pr\u00e1tica, permite um porcentual maior de importa\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as e partes do que para ve\u00edculos leves.<\/p>\n<p>A proposta do governo era dividir as regras do regime automotivo em caminh\u00f5es mais pesados e mais leves. No entanto, como o mercado de caminh\u00f5es tem uma dispers\u00e3o muito grande em termos de valor agregado e de nacionaliza\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea) argumentou que \u00e9 dif\u00edcil fazer esse controle na f\u00e1brica porque algumas pe\u00e7as e equipamentos fazem parte de todos os tipos de ve\u00edculos. O setor de caminh\u00f5es \u00e9 um dos que est\u00e3o reagindo mais lentamente aos incentivos.<\/p>\n<p>Cotas. Outro ponto importante da regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de uma cota de importa\u00e7\u00e3o para as montadoras sem o aumento de 30 pontos porcentuais de IPI. A cota geral deve ficar em 4,8 mil ve\u00edculos por ano, mas cada empresa ter\u00e1 um b\u00f4nus extra com base na m\u00e9dia das exporta\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos quatro anos.<\/p>\n<p>O regime automotivo &#8211; que vai vigorar entre 2013 e 2017 &#8211; prev\u00ea que, al\u00e9m do uso de componentes nacionais, ganhar\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o do IPI as empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento, que cumprirem um programa de etiquetagem do Inmetro (que mede a efici\u00eancia energ\u00e9tica dos autom\u00f3veis), e que realizarem atividades fabris e de infraestrutura de engenharia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Lobbies atacam MP do setor el\u00e9trico<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Medida Provis\u00f3ria 579, que reduz as tarifas de energia el\u00e9trica e permite a prorroga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es do setor, recebeu 431 emendas parlamentares e j\u00e1 se tornou alvo de intenso lobby no Congresso. As atuais concession\u00e1rias buscam suavizar as regras para renovar os contratos de usinas hidrel\u00e9tricas e de linhas de transmiss\u00e3o, enquanto a ind\u00fastria faz uma ofensiva para maximizar a queda de pre\u00e7os no mercado livre, que atende aos grandes consumidores empresariais.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0s discuss\u00f5es, fracassou ontem a primeira tentativa de instalar uma comiss\u00e3o mista para analisar a MP, por falta de qu\u00f3rum. Os integrantes da comiss\u00e3o j\u00e1 foram designados e o PMDB reivindica para si a relatoria, com o senador Renan Calheiros (AL) despontando como favorito. A alta quantidade de emendas &#8211; s\u00f3 superada recentemente pelas apresentadas \u00e0 medida provis\u00f3ria do C\u00f3digo Florestal que substitui os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto original &#8211; pode mexer substancialmente nas regras rec\u00e9m-anunciadas pelo governo para renovar as concess\u00f5es com vencimento entre 2015 e 2017.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores Independentes de Energia El\u00e9trica (Apine), que re\u00fane geradoras como a mineira Cemig e a paulista Cesp, pede a amplia\u00e7\u00e3o do prazo &#8211; de 30 para 90 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da MP &#8211; para a manifesta\u00e7\u00e3o formal de interesse das empresas na prorroga\u00e7\u00e3o de seus contratos. &#8220;Pode n\u00e3o parecer, mas \u00e9 um ponto importante. O prazo de 15 de outubro \u00e9 apertado&#8221;, diz o presidente da Apine, Luiz Fernando Vianna.<\/p>\n<p>A entidade tamb\u00e9m busca retirar usinas hidrel\u00e9tricas como S\u00e3o Sim\u00e3o (Cemig) e Tr\u00eas Irm\u00e3os (Cesp) das regras impostas pela MP 579. Como suas concess\u00f5es nunca foram prorrogadas, elas ainda t\u00eam direito a uma extens\u00e3o do contrato atual, por at\u00e9 20 anos. Mas &#8220;deram o azar&#8221; de estar com pedidos de renova\u00e7\u00e3o tramitando na Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) justamente agora e acabaram sendo igualmente afetadas pelas novas regras. Se nada mudar, essas usinas ser\u00e3o remuneradas apenas pelos custos de opera\u00e7\u00e3o e de manuten\u00e7\u00e3o, com tarifa bem inferior \u00e0 praticada hoje em dia.<\/p>\n<p>Para o deputado Ant\u00f4nio Imbassahy (PSDB-BA), integrante da comiss\u00e3o mista que analisar\u00e1 a MP das concess\u00f5es de energia el\u00e9trica, situa\u00e7\u00f5es como essa precisam ser discutidas. &#8220;Tem que haver cuidado para que o investidor se sinta confort\u00e1vel. Ainda h\u00e1 perplexidade com as medidas&#8221;, diz Imbassahy, ex-presidente da Eletrobras, entre 1995 e 1996.<\/p>\n<p>O parlamentar tucano apresentou 31 emendas, eliminando restri\u00e7\u00f5es ao mercado livre de energia e dando mais prazo para os pedidos de renova\u00e7\u00e3o dos contratos pelas atuais concession\u00e1rias, entre outras propostas. &#8220;A iniciativa do governo ao reduzir as tarifas, de forma geral, \u00e9 louv\u00e1vel. Mas a forma como isso foi feito ainda gera incertezas&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O senador Armando Monteiro Neto, ex-presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), diz que as ind\u00fastrias eletrointensivas merecem aten\u00e7\u00e3o especial e encaminhou quatro emendas \u00e0 MP 579. Ele argumenta que h\u00e1 espa\u00e7o para reduzir mais ainda as contas de luz, com redu\u00e7\u00f5es de tributos, al\u00e9m da retirada ou diminui\u00e7\u00e3o de outros encargos setoriais. &#8220;A minha linha \u00e9 garantir que esse processo de desonera\u00e7\u00e3o possa produzir efeitos na cadeia produtiva.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente da Abrace (associa\u00e7\u00e3o dos grandes consumidores industriais de energia), Paulo Pedrosa, foi pessoalmente ao Congresso em busca de apoio a ajustes na MP. Uma de suas prioridades \u00e9 tirar algumas amarras do mercado livre, como a permiss\u00e3o para vender &#8220;sobras&#8221; da energia contratada pelas empresas, e estender para a ind\u00fastria todos os benef\u00edcios da redu\u00e7\u00e3o de tarifas. A Abrace calcula, com base em estimativas de seus 46 associados, que a eletricidade paga por elas cair\u00e1 entre 9% e 16%.<\/p>\n<p>Esse percentual \u00e9 inferior \u00e0 queda de at\u00e9 28% divulgada pelo governo. Isso ocorre porque a energia vendida no mercado livre, onde atua a maioria das ind\u00fastrias, receber\u00e1 plenamente os efeitos da retirada de encargos, mas os ganhos propiciados pela redu\u00e7\u00e3o de tarifas das usinas j\u00e1 amortizadas se restringir\u00e1 ao mercado cativo &#8211; das distribuidoras -, que atende \u00e0s resid\u00eancias e ao pequeno com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Pedrosa garante que as sugest\u00f5es da Abrace, encaminhadas a v\u00e1rios parlamentares, n\u00e3o colocam em risco a ess\u00eancia das regras definidas pelo governo. &#8220;As nossas propostas reafirmam os conceitos da MP. S\u00e3o contribui\u00e7\u00f5es de aperfei\u00e7oamento&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O deputado Eduardo Sciarra (PSD-PR), que tamb\u00e9m faz parte da comiss\u00e3o mista, apresentou 20 emendas. Uma delas tenta incluir, na MP, uma &#8220;oportunidade extra&#8221; para a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia. Sciarra levantou dados sobre o or\u00e7amento da Aneel e chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que quase R$ 2 bilh\u00f5es foram contingenciados. Como a fonte de financiamento da ag\u00eancia \u00e9 uma taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o cobrada nas contas de luz e que representa cerca de 0,25% do que \u00e9 pago por todos os consumidores, o deputado quer que o encargo deixe de ser recolhido enquanto toda a receita do ano anterior n\u00e3o tiver sido efetivamente aplicada. O impacto estimado por ele \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o adicional de at\u00e9 R$ 0,55 por MWh.<\/p>\n<p>Embora o nome de Armando Monteiro Neto tenha surgido como uma possibilidade para a relatoria da MP, a maior aposta dos parlamentares \u00e9 que ela fique com Renan Calheiros, numa estrat\u00e9gia do governo para evitar sobressaltos na tramita\u00e7\u00e3o. Renan articula sua volta \u00e0 Presid\u00eancia do Senado, em 2013, e espera o aval do Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<hr \/>\n<p>M\u00e9xico quer ficar mais perto do Brasil<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O presidente eleito do M\u00e9xico, Enrique Pe\u00f1a Nieto, antecipou ontem um dos temas que tratar\u00e1 na reuni\u00e3o que ter\u00e1 hoje com a presidente Dilma Rousseff. No encontro com empres\u00e1rios na Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), ele disse que est\u00e1 interessado em alcan\u00e7ar uma maior integra\u00e7\u00e3o com o Brasil, a come\u00e7ar pelas rela\u00e7\u00f5es comerciais bilaterais.<\/p>\n<p>Pe\u00f1a Nieto destacou a import\u00e2ncia das economias dos dois pa\u00edses e a oportunidade que t\u00eam agora de se complementarem. Disse ainda que pretende encontrar os pontos em comum dos setores econ\u00f4micos de ambos pa\u00edses e se comprometeu em ser um &#8220;promotor constante da integra\u00e7\u00e3o comercial&#8221;. Outro plano \u00e9 modernizar a estatal petrol\u00edfera Pemex, citando os modelos brasileiro e colombiano, que facilitam uma maior participa\u00e7\u00e3o do setor privado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para Coutinho, pa\u00eds precisa zelar por real menos apreciado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defendeu ontem a manuten\u00e7\u00e3o do real desvalorizado nos n\u00edveis atuais a fim de ajudar a estimular a economia brasileira. &#8220;Precisamos zelar pela manuten\u00e7\u00e3o de um c\u00e2mbio menos apreciado&#8221;, disse durante a abertura do F\u00f3rum Nacional &#8211; Sess\u00e3o Especial, do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do banco. Jos\u00e9 Roberto Mendon\u00e7a de Barros, da MB Associados, convidado do evento, fez cr\u00edticas \u00e0 forma como o governo conduz o processo de redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia. E Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), afirmou que &#8220;o Brasil precisa de a\u00e7\u00f5es voltadas para as pequenas empresas&#8221;.<\/p>\n<p>Coutinho, que fez palestra no painel &#8220;Competitividade da ind\u00fastria e aumento dos investimentos&#8221; aponta o c\u00e2mbio como um dos principais instrumentos para garantir a competitividade da ind\u00fastria brasileira. A manifesta\u00e7\u00e3o de Coutinho a favor do real desvalorizado ocorre na esteira das interven\u00e7\u00f5es do Banco Central depois das medidas de afrouxamento monet\u00e1rio que v\u00eam sendo baixadas pelo Fed (Banco Central americano), nos Estados Unidos. &#8220;Acho que n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel descontar na competitividade do Brasil as distor\u00e7\u00f5es criadas fora do pa\u00eds. Numa vis\u00e3o de m\u00e9dio e longo prazo, devemos priorizar o nosso desenvolvimento&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Mesmo que ocorra uma valoriza\u00e7\u00e3o das commodities em fun\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do Fed, algo que o presidente do BNDES considera &#8220;incerto&#8221;, para ele o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es de enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o com aumento de produtividade e c\u00e2mbio menos apreciado.<\/p>\n<p>Coutinho fez considera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m sobre o cr\u00e9dito. &#8220;A redu\u00e7\u00e3o dos juros provocar\u00e1 uma mudan\u00e7a na capacidade de cr\u00e9dito do pa\u00eds. Vai ainda acelerar o sistema positivamente, criar a oportunidade de transformar a poupan\u00e7a em cr\u00e9dito e tamb\u00e9m transformar o mercado de capitais&#8221;. Para ele, o pa\u00eds precisa manter &#8220;bases sustent\u00e1veis de crescimento&#8221;, disse, referindo-se a uma taxa Selic em n\u00edveis baixos e um real menos apreciado em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar.<\/p>\n<p>O presidente do BNDES elogiou as medidas recentes tomadas pelo governo para reativar a economia, como a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia, o programa de concess\u00f5es em log\u00edstica e o an\u00fancio de novos leil\u00f5es de blocos de petr\u00f3leo pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP).<\/p>\n<p>J\u00e1 o economista Jos\u00e9 Roberto Mendon\u00e7a de Barros, que falou no painel &#8220;Vis\u00e3o de Brasil\/supera\u00e7\u00e3o da crise e cria\u00e7\u00e3o de oportunidades&#8221;, criticou a forma como o governo conduz o processo de redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia el\u00e9trica. &#8220;O modelo cria instabilidade e incerteza jur\u00eddica. A impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que o Brasil est\u00e1 mais comprometido em derrubar a infla\u00e7\u00e3o do que com outras coisas&#8221;, disse Mendon\u00e7a, referindo ao efeito imediato que a redu\u00e7\u00e3o das tarifas ter\u00e1 nos \u00edndices de pre\u00e7o ao consumidor.<\/p>\n<p>Mendon\u00e7a de Barros afirmou que &#8220;faltou transpar\u00eancia&#8221; nas inten\u00e7\u00f5es do governo em negociar a prorroga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es nas \u00e1reas de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o. Ele criticou ainda o prazo de 30 dias que o governo deu \u00e0s empresas para se manifestarem sobre os novos termos do modelo de concess\u00e3o. &#8220;Foi uma coisa feita de forma atropelada. Isto pode levar inseguran\u00e7a jur\u00eddica aos investidores privados e externos.&#8221;<\/p>\n<p>Marcelo Neri, participante do painel &#8220;Brasil, pa\u00eds de classe m\u00e9dia&#8221;, afirmou que &#8220;o pa\u00eds precisa de agenda pol\u00edtica voltada para os pequenos produtores&#8221;. Segundo ele, o pa\u00eds tem programas para grandes empresas, mas \u00e9 preciso aumentar o foco nas pequenas. &#8220;Precisamos trazer inova\u00e7\u00e3o desde baixo. A agenda do pa\u00eds para as empresas \u00e9 boa, mas n\u00e3o est\u00e1 completa.&#8221; Sobre as grandes empresas, disse que elas t\u00eam um papel importante na cria\u00e7\u00e3o de empregos. &#8220;O Brasil \u00e9 pa\u00eds de grandes produtores, de grandes empresas, que est\u00e3o ajudando a reduzir as desigualdades, com aumento da renda e do emprego&#8221;, afirmou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC do Jap\u00e3o afrouxa pol\u00edtica monet\u00e1ria em meio \u00e0 freada global<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Banco do Jap\u00e3o, banco central do pa\u00eds, afrouxou ontem a pol\u00edtica monet\u00e1ria ao aumentar seu programa de compra de ativos, ao passo que as perspectivas de recupera\u00e7\u00e3o de curto prazo da terceira maior economia do mundo pioraram por causa do enfraquecimento das exporta\u00e7\u00f5es e da prolongada desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento chin\u00eas.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o veio na sequ\u00eancia do terceiro afrouxamento quantitativo (QE3) do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e em meio a temores de que uma disputa territorial com a China, o maior parceiro comercial do Jap\u00e3o, vai prejudicar ainda mais as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas o presidente do banco central japon\u00eas, Masaaki Shirakawa, destacou que a a\u00e7\u00e3o foi incentivada por recentes dados decepcionantes e n\u00e3o pela a\u00e7\u00e3o do Fed, enquanto protestos anti-Jap\u00e3o na China tiveram participa\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o de afrouxar a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&#8220;As economias internacionais est\u00e3o desacelerando mais do que prev\u00edamos, e \u00e9 por isso que diminu\u00edmos a perspectiva econ\u00f4mica do Jap\u00e3o&#8221;, afirmou Shirakawa em entrevista ap\u00f3s a decis\u00e3o. &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o pode ser atrasada em aproximadamente um semestre.&#8221;<\/p>\n<p>O BC japon\u00eas aumentou o programa de compra de ativos e de empr\u00e9stimos, atualmente sua principal ferramenta de afrouxamento monet\u00e1rio, em 10 trilh\u00f5es de ienes (US$ 127 bilh\u00f5es) &#8211; o dobro da quantia habitual &#8211; para 80 trilh\u00f5es de ienes, com o avan\u00e7o destinado a compras de t\u00edtulos governamentais e t\u00edtulos do Tesouro com desconto.<\/p>\n<p>Um quinto da economia. O est\u00edmulo total \u00e9 agora equivalente a quase um quinto da economia japonesa. O BC tamb\u00e9m projetou recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica moderada \u00e0 frente. &#8220;Os indicadores econ\u00f4micos do Jap\u00e3o t\u00eam se mostrado fracos, portanto a a\u00e7\u00e3o do BC faz sentido por essa perspectiva&#8221;, afirmou o economista s\u00eanior do Sumitomo Mitsui Asset Management em T\u00f3quio, Hiroaki Muto. &#8220;Shirakawa tem enviado mensagens de que o BC nem sempre faz o que o mercado espera, mas eu acho que o BC ficou um pouco surpreso com o lan\u00e7amento do QE3 do Fed.&#8221;<\/p>\n<p>Uma sequ\u00eancia recente de dados fracos, incluindo uma queda nas exporta\u00e7\u00f5es e na produ\u00e7\u00e3o industrial, deixou as autoridades do BC japon\u00eas menos convencidas de que a demanda global vai se recuperar em breve para ajudar na recupera\u00e7\u00e3o da economia dependente de exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES: log\u00edstica \u00e9 &#8216;calcanhar de aquiles&#8217; do pa\u00eds<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Os problemas de log\u00edstica s\u00e3o o &#8220;calcanhar de aquiles&#8221; da competitividade brasileira, afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ontem, durante a abertura do F\u00f3rum Nacional &#8211; Novos Caminhos do Desenvolvimento, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos, do ex-ministro Jo\u00e3o Paulo Reis Veloso. Ele afirmou que a elabora\u00e7\u00e3o de grandes projetos de investimento de infraestrutura, combinada com os pacotes de concess\u00e3o de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, s\u00e3o hoje o grande desafio do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8211; O Brasil tem muitas oportunidades relevantes de investimentos &#8211; disse.<\/p>\n<p>O economista Jos\u00e9 Roberto Mendon\u00e7a de Barros, da MB Associados, alertou, por\u00e9m, que as diversas mudan\u00e7as de regras na concess\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos podem afastar o investidor privado. Segundo ele, isso teria ocorrido nas novas regras para o setor el\u00e9trico:<\/p>\n<p>&#8211; Foi uma surpresa total para o setor el\u00e9trico. As empresas precisam tomar a decis\u00e3o sobre partir para a renova\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o ou para sua devolu\u00e7\u00e3o antes de saber qual \u00e9 o valor de reembolso. Tudo tem sido muito em cima da hora. O m\u00ednimo de que precisamos \u00e9 clareza de regras. Chega a deixar a impress\u00e3o que baixar a infla\u00e7\u00e3o pesou mais no timing.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto gera d\u00favidas ambientais<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As reservas de g\u00e1s de xisto despontam como alternativa energ\u00e9tica mais barata e abundante. O xisto \u00e9 uma rocha sedimentar rica em material org\u00e2nico, encontrada em muitas partes do mundo, e que come\u00e7ou a ser explorado h\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada, quando empresas americanas desenvolveram novas t\u00e9cnicas de fraturar a rocha (fracking) e perfur\u00e1-la horizontalmente. Essa t\u00e9cnica utiliza uma mistura de \u00e1gua, areia e produtos qu\u00edmicos para penetrar as camadas de xisto e extrair g\u00e1s natural dos poros das rochas.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 justamente o sistema de explora\u00e7\u00e3o que tem levantado questionamentos por parte dos ambientalistas. O g\u00e1s de xisto lan\u00e7a menos gases de efeito estufa na atmosfera quando comparado com petr\u00f3leo ou carv\u00e3o, por\u00e9m existem d\u00favidas sobre os efeitos de sua explora\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que n\u00e3o se tem muitas informa\u00e7\u00f5es sobre os produtos qu\u00edmicos usados e quais os efeitos que, ao longo do tempo, o seu acumulo no sub solo pode causar ao ambiente.<\/p>\n<p>Segundo estudo da KPMG realizado no ano passado, o Brasil tem reservas de 226 trilh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos (TCFs) de g\u00e1s de xisto e ocupa a d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o numa pesquisa com doze pa\u00edses. As maiores reservas ent\u00e3o na China (1.275 de TCFs) e os Estados Unidos (862 trilh\u00f5es de (TCFs).<\/p>\n<p>C\u00e1lculo preliminar da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) indica que o volume recuper\u00e1vel de g\u00e1s n\u00e3o-convencional em tr\u00eas bacias sedimentares terrestres &#8211; Parna\u00edba, Parecis e Rec\u00f4ncavo &#8211; poderia chegar a 200 trilh\u00f5es de TCFs se fossem repetidas as mesmas condi\u00e7\u00f5es encontradas no Texas.<\/p>\n<p>A Shell vai perfurar o primeiro po\u00e7o explorat\u00f3rio na bacia do S\u00e3o Francisco (MG) no pr\u00f3ximo ano, disse o presidente da multinacional no Brasil, Andr\u00e9 Ara\u00fajo. A petroleira possui cinco blocos de explora\u00e7\u00e3o na bacia, com forte potencial para descobertas de g\u00e1s natural.<\/p>\n<hr \/>\n<p>IBGE vai mudar metodologia usada para medir PIB<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo das Contas Nacionais vai mudar. A presidente do IBGE, Wasm\u00e1lia Bivar, disse ontem que as altera\u00e7\u00f5es na metodologia est\u00e3o previstas para serem divulgadas entre o fim de 2014 e in\u00edcio de 2015. Haver\u00e1 mudan\u00e7a no tratamento de ativos, instrumentos financeiros e dados de empresas multiterritoriais &#8211; no caso do Brasil, a hidrel\u00e9trica de Itaipu, por exemplo.<\/p>\n<p>Em investimento, que cai h\u00e1 quatro trimestres sobre o trimestre anterior, ser\u00e3o incorporados gastos com software, pesquisa e desenvolvimento, al\u00e9m de gastos militares e com banco de dados. A informa\u00e7\u00e3o foi publicada ontem pelo jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;.<\/p>\n<p>Impacto ainda n\u00e3o calculado<\/p>\n<p>H\u00e1 press\u00e3o no governo para que o investimento aumente no Brasil diante do fraco desempenho da economia. No primeiro semestre, o crescimento foi de apenas 0,6%, o menor desde a recess\u00e3o de 2009. A parcela do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) destinada a aumentar a capacidade produtiva do pa\u00eds, a taxa de investimento, estava em 17,9% no terceiro trimestre, menor que a do mesmo per\u00edodo de 2011, de 18,8%.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a agregaria valor \u00e0 taxa, mas o IBGE n\u00e3o faz c\u00e1lculos sobre esse impacto. Wasm\u00e1lia taxa de &#8220;especula\u00e7\u00e3o&#8221; qualquer conta nesse sentido:<\/p>\n<p>&#8211; Mudan\u00e7as nos pesos dos setores ou na varia\u00e7\u00e3o s\u00e3o meras especula\u00e7\u00f5es. Ainda s\u00e3o desconhecidas, mas podemos adiantar que o impacto nas estruturas das Contas Nacionais ser\u00e1 bem menor que em 2007, quando v\u00e1rias bases de dados foram incorporadas ao PIB.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria, que deve fechar o ano em queda, a principal altera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a retirada de edi\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o de um dos maiores setores da economia. Na produ\u00e7\u00e3o industrial, o setor representa 4%. O grupo passar\u00e1 a ser integrado em servi\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8211; O entendimento nas discuss\u00f5es da Comiss\u00e3o de Estat\u00edsticas das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o de livros e jornais \u00e9 intelectual. \u00c9 importante destacar que essas formas diferentes de medir o PIB ainda n\u00e3o est\u00e3o em vigor em nenhum pa\u00eds do mundo &#8211; disse Roberto Olinto, coordenador de Contas Nacionais do IBGE.<\/p>\n<p>Sobre a nova metodologia para medir o investimento, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, afirmou que se trata de uma quest\u00e3o t\u00e9cnica:<\/p>\n<p>&#8211; O que interessa \u00e9 a tend\u00eancia. Sempre ach\u00e1vamos que havia certa subestimativa da forma\u00e7\u00e3o de capital (nos dados do PIB), mas isso \u00e9 tema t\u00e9cnico. O importante \u00e9 que precisamos poupar mais e investir mais &#8211; afirmou. &#8211; Nenhuma economia consegue crescer sem elevar investimentos para evitar gargalos ou para corrigir grandes inefici\u00eancias.<\/p>\n<p>Segundo Wasm\u00e1lia, a s\u00e9rie ser\u00e1 revisada de 1996 at\u00e9 hoje. Para o economista Jos\u00e9 Roberto Mendon\u00e7a de Barros, da MB Associados, a nova forma de c\u00e1lculo da participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria \u00e9 complexa, mas a do investimento est\u00e1 em linha com o resto do mundo:<\/p>\n<p>&#8211; Nos EUA, h\u00e1 muito tempo os disp\u00eandios com software s\u00e3o contabilizados como investimentos para novos projetos, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 trocar o software da folha de pagamento.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Incorporadoras fazem cr\u00e9dito imobili\u00e1rio desacelerar<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia de uma entressafra de lan\u00e7amentos no mercado imobili\u00e1rio ao longo do primeiro semestre, a forte expans\u00e3o do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio em anos anteriores deu lugar aos primeiros sinais de modera\u00e7\u00e3o na carteira dos bancos. Enquanto o estoque chegou a apresentar um crescimento anual de quase 54% no fim de 2010, a velocidade caiu para 39% nos \u00faltimos doze meses encerrados em julho deste ano, \u00faltimo dado dispon\u00edvel na s\u00e9rie hist\u00f3rica do Banco Central (BC).<\/p>\n<p>\u00c9 o menor avan\u00e7o registrado pela modalidade desde o in\u00edcio da crise de 2008, quando o estoque apresentou um pequeno repique de queda em meio \u00e0 retra\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o ocorre mesmo com o avan\u00e7o do programa de habita\u00e7\u00e3o popular do governo federal, o Minha Casa Minha Vida. Para se ter uma ideia do vigor do Minha Casa, nesta segunda fase de contrata\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ou em 2011, j\u00e1 foram assinados quase 900 mil contratos, enquanto no cr\u00e9dito imobili\u00e1rio tradicional, que usa recursos da poupan\u00e7a, o total de im\u00f3veis financiados somou pouco mais de 707 mil no mesmo per\u00edodo, desde janeiro do ano passado.<\/p>\n<p>Os bancos p\u00fablicos continuam com apetite nos dois mercados. No ano, registraram expans\u00e3o do estoque de opera\u00e7\u00f5es de 22%, contra 17% das institui\u00e7\u00f5es privadas no cr\u00e9dito habitacional com recursos da poupan\u00e7a. Com isso, passaram a responder por 77% de todo o estoque nessa faixa de mercado. A disposi\u00e7\u00e3o foi refor\u00e7ada pelo programa oficial de baixa renda onde dividem a totalidade dos contratos e esperam chegar a 2,4 milh\u00f5es de unidades at\u00e9 2014.<\/p>\n<p>Segundo Gueitiro Matsuo Genso, diretor do Banco do Brasil, \u00e9 poss\u00edvel pensar que o pa\u00eds possa atingir uma carteira de R$ 1,5 trilh\u00e3o em cr\u00e9dito imobili\u00e1rio at\u00e9 2020, o que seria equivalente a 16% do PIB em cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. Hoje o estoque \u00e9 de R$ 242 bilh\u00f5es, 5,6% do PIB, segundo o BC.<\/p>\n<p>Mas, de fato, h\u00e1 uma desacelera\u00e7\u00e3o neste momento, fruto de um &#8220;freio de arruma\u00e7\u00e3o&#8221; no credito imobili\u00e1rio ligado ao momento das construtoras, diz Jos\u00e9 Roberto Machado Filho, diretor executivo de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio do Santander. &#8220;Isso acarretou um menor n\u00famero de lan\u00e7amentos no primeiro semestre&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Segundo ele, a retomada da demanda das construtoras e incorporadoras deve ocorrer no fim do ano. Mas a procura das pessoas f\u00edsicas por financiamento continua &#8220;bastante forte&#8221;.<\/p>\n<p>Os desembolsos do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, que hoje est\u00e3o praticamente andando de lado, devem mostrar retomada no come\u00e7o do ano que vem, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio e Poupan\u00e7a (Abecip) e diretor do Bradesco, Octavio de Lazari Junior.<\/p>\n<p>Ele concorda que o per\u00edodo ruim das incorporadoras e construtoras \u00e9 a principal explica\u00e7\u00e3o para o empate do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. Enquanto os desembolsos para as pessoas f\u00edsicas cresceram 23% nos primeiros sete meses do ano, para as pessoas jur\u00eddicas ca\u00edram 28,5%.<\/p>\n<p>Ele acredita que a &#8220;arruma\u00e7\u00e3o&#8221; das construtoras (com a resolu\u00e7\u00e3o de atrasos e de outros problemas para as empresas) deva ser menos intensa j\u00e1 no come\u00e7o do pr\u00f3ximo ano. A Abecip estima que o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio cres\u00e7a 15% este ano, em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, ante estimativas iniciais de 30%. At\u00e9 julho, a expans\u00e3o foi de 20,9%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Leil\u00f5es de 2013 em xeque<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O an\u00fancio da retomada dos leil\u00f5es de petr\u00f3leo em 2013 foi visto com um certo al\u00edvio por especialistas do setor, mas com ressalvas. &#8220;O segmento vem sendo desprestigiado pelo governo: estava h\u00e1 quatro anos sem boas not\u00edcias. A simples sinaliza\u00e7\u00e3o de que haver\u00e1 uma autoriza\u00e7\u00e3o para o primeiro leil\u00e3o da camada pr\u00e9-sal \u00e9 positiva&#8221;, destacou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. A grande d\u00favida, segundo ele, \u00e9 se o Executivo conseguir\u00e1 atrair os l\u00edderes de mercado ou apenas os &#8220;peixes pequenos&#8221;, como ocorreu com a concess\u00e3o dos aeroportos este ano.<\/p>\n<p>O ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, informou anteontem que, em maio, ser\u00e3o licitados 174 po\u00e7os \u2014 metade em terra, metade em mar \u2014 e, em novembro, dever\u00e1 ser realizada a primeira rodada de leil\u00f5es da camada pr\u00e9-sal. O \u00faltima s\u00e9rie de leil\u00f5es (10\u00aa) ocorreu em 2008 e, desde ent\u00e3o, Lob\u00e3o vinha anunciando datas que n\u00e3o se concretizaram. &#8220;Vou torcer, mas s\u00f3 vou acreditar quando sair o edital&#8221;, cravou Pires.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do economista, a demora para o Congresso Nacional aprovar o projeto de lei sobre a partilha dos royalties do pr\u00e9-sal entre os estados tamb\u00e9m gera incertezas. Al\u00e9m disso, as exig\u00eancias impostas pelo marco regulat\u00f3rio do pr\u00e9-sal, como a obrigatoriedade de a Petrobras ter participa\u00e7\u00e3o de 30% nos cons\u00f3rcios e o \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o de 60%, poder\u00e3o afugentar os grandes investidores. &#8220;Quando s\u00e3o criados muitos obst\u00e1culos, as piores empresas acabam ganhando&#8221;, alertou Pires. Para ele, o governo errou na estrat\u00e9gia ao paralisar os preg\u00f5es. &#8220;Col\u00f4mbia, Estados Unidos e v\u00e1rios pa\u00edses africanos<\/p>\n<p>est\u00e3o atraindo o dinheiro dos grandes investidores que poderiam ter vindo para c\u00e1. O pa\u00eds est\u00e1 perdendo oportunidades e gera\u00e7\u00e3o de emprego&#8221;, pontuou.<\/p>\n<p>Confidencial<\/p>\n<p>Na audi\u00eancia p\u00fablica de ontem na C\u00e2mara dos Deputados, a presidente da Petrobras, Maria das Gra\u00e7as Foster, confirmou que a companhia tem interesse em participar dos leil\u00f5es em 2013. A estatal discute parcerias para a explora\u00e7\u00e3o de eventuais blocos a ser arrematados. &#8220;Com certeza, temos recursos e teremos s\u00f3cios, mas isso \u00e9 absolutamente confidencial&#8221;, afirmou. Gra\u00e7a ainda defendeu a aprova\u00e7\u00e3o do projeto de lei dos royalties do petr\u00f3leo, que j\u00e1 passou pelo Senado e aguarda vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara. &#8220;Torna-se imperioso que haja uma defini\u00e7\u00e3o para essa quest\u00e3o&#8221;, afirmou ela.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mantega diz a europeus que crise vai durar mais 3 anos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os pa\u00edses emergentes, como Brasil, China, \u00cdndia e R\u00fassia, ter\u00e3o de se adaptar para continuar crescendo porque a crise na Europa n\u00e3o ter\u00e1 solu\u00e7\u00e3o em curto prazo. A avalia\u00e7\u00e3o foi feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ontem, em Paris, onde se encontrou com uma plateia de dirigentes de 14 multinacionais francesas. Para o brasileiro, os pa\u00edses europeus est\u00e3o &#8220;estagnados&#8221;, as medidas para socorrer sua economia s\u00e3o &#8220;postergados para a eternidade&#8221; e n\u00e3o haver\u00e1 solu\u00e7\u00e3o em menos de dois ou tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico foi feito no fim da manh\u00e3, em conversa com jornalistas ap\u00f3s a palestra a portas fechadas que realizou na Embaixada do Brasil a diretores e presidentes de companhias como Carrefour, Casino, Dassault, Peugeot, BNP Paribas e Alstom. &#8220;Mostrei a eles por que o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es de continuar em sua trajet\u00f3ria de crescimento, apesar da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica internacional&#8221;, disse Mantega. &#8220;A crise vai continuar, principalmente na Europa, onde n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o de curto prazo.&#8221; Segundo o ministro, as medidas adotadas pela Uni\u00e3o Europeia para combater os efeitos da turbul\u00eancia, como a cria\u00e7\u00e3o do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), a nova supervis\u00e3o do sistema financeiro ou ainda a compra de t\u00edtulos das d\u00edvidas soberanas pelo Banco Central Europeu (BCE) &#8220;t\u00eam dificuldades de sair do papel&#8221;. &#8220;Isso significa que pa\u00edses emergentes t\u00eam de se organizar para poder fazer face a essa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, pregou.<\/p>\n<p>Para Mantega, o Brasil j\u00e1 est\u00e1 crescendo a um ritmo mais acelerado. &#8220;Nossa economia est\u00e1 acelerando no segundo semestre. Temos v\u00e1rios indicadores mostrando isso e vamos terminar o ano crescendo 4%&#8221;, disse, citando os programas de est\u00edmulo, como a desonera\u00e7\u00e3o das folhas de pagamento, a redu\u00e7\u00e3o do custo de energia e a queda da taxa de juros. Al\u00e9m disso, afirmou, o Pa\u00eds n\u00e3o enfrenta risco inflacion\u00e1rio.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Odebrecht ganha concess\u00e3o no Peru<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Um cons\u00f3rcio liderado pelo grupo brasileiro Odebrecht ganhou uma licita\u00e7\u00e3o para a reforma de 114,6 quil\u00f4metros de rodovias de acesso a Lima, capital do Peru. A sociedade L\u00edneas Viales de Lima far\u00e1 investimentos de US$ 500 milh\u00f5es de 2013 a 2015 e depois ser\u00e1 concession\u00e1ria das estradas por 30 anos, quando poder\u00e1 cobrar tarifas de ped\u00e1gio.<\/p>\n<p>O projeto, que foi batizado pelo cons\u00f3rcio de &#8220;Vias Nuevas de Lima&#8221;, foi criado pela pr\u00f3pria Odebrecht, que o apresentou \u00e0 cidade de Lima. S\u00e3o tr\u00eas rodovias (Panamericana Norte, Panamericana Sur e Ramiro Prial\u00e9).<\/p>\n<p>Em maio, o conselho metropolitano declarou que o projeto era de interesse p\u00fablico. Ap\u00f3s essa decis\u00e3o, foi aberto um per\u00edodo de tr\u00eas meses para que outros interessados pudessem apresentar propostas para atuar na concess\u00e3o do empreendimento, sendo que a melhor proposta seria a vencedora &#8211; segundo informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelas autoridades peruanas.<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio da Odebrecht foi declarado o vencedor, mas a municipalidade de Lima n\u00e3o deixou claro se outros participantes chegaram a apresentar propostas para o projeto. Procurada, a assessoria de imprensa do grupo n\u00e3o tinha mais detalhes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do novo contrato, o grupo brasileiro tem quatro concess\u00f5es de infraestrutura no Peru. Dois s\u00e3o de rodovias, com prazo de dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 25 anos. Outros dois s\u00e3o relacionadas \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o do rio Huancabamba, obra com objetivo de gerar energia e promover irriga\u00e7\u00e3o de \u00e1reas peruanas. O grupo tamb\u00e9m atua na constru\u00e7\u00e3o de diferentes projetos, como o da hidrel\u00e9trica de Chaglla &#8211; com US$ 1,2 bilh\u00e3o em investimentos totais e capacidade instalada de 402 megawatts. Ao todos, est\u00e3o em andamento mais de dez projetos no pa\u00eds executados pela companhia. As Am\u00e9ricas do Sul e Central, excetuando o Brasil, respondem por cerca de 20% do faturamento global do grupo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3574\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3574","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-VE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3574\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}