{"id":3584,"date":"2012-09-21T18:31:07","date_gmt":"2012-09-21T18:31:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3584"},"modified":"2012-09-21T18:31:07","modified_gmt":"2012-09-21T18:31:07","slug":"eua-pressionam-brasil-por-alta-de-tarifas-de-importacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3584","title":{"rendered":"EUA pressionam Brasil por alta de tarifas de importa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo de Barack Obama faz amea\u00e7as ao Brasil por causa de sua pol\u00edtica de eleva\u00e7\u00e3o de tarifas de importa\u00e7\u00e3o, insinua que poderia responder com barreiras contra bens brasileiros e faz um alerta: a atitude do Brasil pode afetar a rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Numa carta enviada ao chanceler Antonio Patriota, o governo americano ainda diz ter sido informado de que as barreiras adotadas pelo governo Dilma Rousseff nas \u00faltimas semanas n\u00e3o seriam as \u00faltimas. Uma nova leva de eleva\u00e7\u00e3o de tarifas est\u00e1 sendo examinada por Bras\u00edlia e seu debate p\u00fablico est\u00e1 programado para ocorrer em outubro.<\/p>\n<p>Datada de 19 de setembro, a carta \u00e9 o sinal mais claro desde o in\u00edcio da crise econ\u00f4mica da insatisfa\u00e7\u00e3o do governo americano com a atitude do Brasil. Assinada pelo representante de Com\u00e9rcio do governo Barack Obama, Ron Kirk, o protesto ocorre num momento em que o presidente precisa mostrar que est\u00e1 defendendo os interesses de empresas e trabalhadores americanos. Em menos de dois meses, os Estados Unidos ter\u00e3o elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O governo brasileiro classificou de &#8220;injustific\u00e1vel&#8221; e &#8220;inaceit\u00e1vel&#8221; o documento.<\/p>\n<p>&#8220;Termos fortes&#8221;. Diante da crise nos pa\u00edses ricos, Obama e outros l\u00edderes de pa\u00edses desenvolvidos contam cada vez mais com as exporta\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses emergentes. Mas, para isso, precisam que esses mercados mantenham suas portas abertas.<\/p>\n<p>&#8220;Escrevo para declarar nos termos mais fortes e claros a preocupa\u00e7\u00e3o dos EUA em rela\u00e7\u00e3o aos aumentos de tarifa planejados e propostos no Brasil e no Mercosul&#8221;, indica Kirk j\u00e1 na primeira linha.<\/p>\n<p>O motivo da carta foi a decis\u00e3o do governo brasileiro de elevar o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o para cem produtos, medida que j\u00e1 havia sido precedida por outras barreiras. O Brasil insiste que tem o direito legal de elevar essas tarifas, pois as aplicadas no Brasil est\u00e3o pr\u00f3ximas de 12%, e o compromisso internacional do Pa\u00eds na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) aponta para um teto de 35%.<\/p>\n<p>O governo americano, por\u00e9m, diz que n\u00e3o est\u00e1 seguro de que as tarifas estejam de acordo com a lei. &#8220;O aumento de tarifas no Brasil vai, de forma significativa, restringir o com\u00e9rcio e representa claramente uma medida protecionista&#8221;, diz Kirk.<\/p>\n<p>Para a Casa Branca, os produtos protegidos pelo Brasil atingem de forma desproporcional as exporta\u00e7\u00f5es americanas. Al\u00e9m disso, teriam sido adotadas barreiras no ano passado, cujo resultado seria &#8220;uma deteriora\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de acesso ao mercado do Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>De forma diplom\u00e1tica, Kirk faz duas amea\u00e7as. A primeira \u00e9 que a atitude do Brasil poderia minar a rela\u00e7\u00e3o bilateral. A segunda, mais velada, \u00e9 de que essa rea\u00e7\u00e3o poderia se espalhar por outros parceiros comerciais, que &#8220;poderiam responder na mesma moeda&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cen\u00e1rio 2013 traz al\u00edvio ao governo<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Num cen\u00e1rio onde o crescimento da economia global ser\u00e1 muito baixo ainda por uns dois anos, o governo brasileiro admite que a infla\u00e7\u00e3o, este ano, poder\u00e1 ficar pr\u00f3xima dos 5,3% que o mercado prev\u00ea &#8211; por causa do choque das commodities &#8211; mas conta com um IPCA abaixo de 5% para o ano que vem.<\/p>\n<p>Dos c\u00e1lculos e progn\u00f3sticos sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os n\u00e3o constam reajuste dos combust\u00edveis para o consumidor &#8211; afinal, a gasolina brasileira \u00e9 a mais cara de toda a Am\u00e9rica Latina &#8211; nem uma eventual flexibiliza\u00e7\u00e3o da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para algo inferior aos 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para aumentar o gasto p\u00fablico. O impacto direto de 0,54 ponto percentual no IPCA do pr\u00f3ximo ano, decorrente da queda nas tarifas de energia el\u00e9trica, j\u00e1 est\u00e1 na conta.<\/p>\n<p>O super\u00e1vit poder\u00e1 ser at\u00e9 menor, desde que a decis\u00e3o seja de desonerar mais a economia dos pesados tributos que lhe retiram competitividade. E, nesse aspecto, n\u00e3o se descarta a possibilidade, inclusive, de tornar duradouro o incentivo da redu\u00e7\u00e3o do IPI para os autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Tudo o que puder ser feito para desobstruir a atividade econ\u00f4mica da excessiva cunha fiscal e ajudar no controle da infla\u00e7\u00e3o ser\u00e1 analisado com boa vontade pela \u00e1rea econ\u00f4mica. Mas a pol\u00edtica fiscal deve estar associada ao ciclo econ\u00f4mico: mais restrita em per\u00edodos de crescimento e mais expansionista nos tempos de vacas magras.<\/p>\n<p>O IPCA -15 de 0,48% em setembro sobre agosto veio acima do que esperava o governo. O entendimento, por\u00e9m, \u00e9 que o maior peso do aumento dos pre\u00e7os internacionais das commodities agr\u00edcolas concentrou-se no \u00edndice deste m\u00eas. Em outubro ele deve vir menor.<\/p>\n<p>No balan\u00e7o de riscos da infla\u00e7\u00e3o, a nova rodada de expans\u00e3o monet\u00e1ria patrocinada pelo Federal Reserve americano (QE3) pode ser fonte de press\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses, mas uma desacelera\u00e7\u00e3o mais acentuada da China seria um neutralizador. O governo brasileiro est\u00e1 atento para o fato de que a transi\u00e7\u00e3o chinesa talvez n\u00e3o seja t\u00e3o suave quanto se imaginava e as autoridades, l\u00e1, n\u00e3o est\u00e3o demonstrando disposi\u00e7\u00e3o para evitar isso. Se os dados do governo da China n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis, a queda de pre\u00e7os do min\u00e9rio de ferro \u00e9 um sinal inquestion\u00e1vel da desacelera\u00e7\u00e3o, avalia uma fonte graduada.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica interna, finalmente, come\u00e7ou a aparecer nos indicadores e o crescimento no terceiro trimestre vai ser mais refor\u00e7ado do que foi nos dois primeiros. \u00c9 bastante prov\u00e1vel que o PIB cres\u00e7a 1% ou at\u00e9 um pouquinho mais sobre o segundo trimestre e j\u00e1 indique uma taxa anualizada de 4%, performance que o Banco Central esperava s\u00f3 para o quarto trimestre.<\/p>\n<p>Para al\u00edvio dos principais gestores da pol\u00edtica econ\u00f4mica, o conjunto de incentivos &#8211; fiscais, monet\u00e1rios e financeiros &#8211; tardou, mas n\u00e3o falhou. Come\u00e7am a aparecer resultados concretos. A retomada da produ\u00e7\u00e3o industrial, depois da redu\u00e7\u00e3o dos estoques, ainda \u00e9 liderada pelo setor de autom\u00f3veis, mas come\u00e7a a se disseminar. Esse movimento est\u00e1 na origem da melhora dos indicadores de confian\u00e7a dos empres\u00e1rios e dos consumidores dom\u00e9sticos, assim como a vis\u00e3o do pa\u00eds no exterior.<\/p>\n<p>O governo fez um trabalho para remover o mau humor que come\u00e7ou a contaminar os \u00e2nimos dos investidores internacionais com o Brasil nos \u00faltimos meses &#8211; motivado pela percep\u00e7\u00e3o de que a capacidade de a economia crescer mais do que 2% ao ano estava se esgotando.<\/p>\n<p>Autoridades locais se deslocaram para os Estados Unidos e Europa, numa opera\u00e7\u00e3o para &#8220;separar o que era conjuntural do que era estrutural&#8221; no comportamento do PIB e indicar os passos que o governo preparava para incentivar o investimento &#8211; das concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos para o setor privado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia.<\/p>\n<p>&#8220;O crescimento atrav\u00e9s da expans\u00e3o do consumo n\u00e3o se esgotou, mas governo est\u00e1 mudando seu foco para o investimento&#8221;, comentou a fonte.<\/p>\n<p>A necessidade de proceder a essa transi\u00e7\u00e3o &#8211; do incentivo ao consumo para medidas de est\u00edmulo ao aumento da oferta &#8211; come\u00e7ou a ficar clara para o governo no primeiro trimestre deste ano. Em janeiro j\u00e1 estava n\u00edtido que, diante da crise instalada, os pa\u00edses maduros estavam fazendo coisas que jamais fariam em tempos de normalidade, como, por exemplo, subtrair da popula\u00e7\u00e3o parte da rede de benef\u00edcios sociais. Eles v\u00e3o sair da crise, portanto, mais competitivos do que entraram.<\/p>\n<p>&#8220;Se estamos chorando hoje, vamos chorar muito mais l\u00e1 na frente&#8221;, resumiu uma alta fonte do governo, para retratar a discuss\u00e3o naquele momento.<\/p>\n<p>A partir desse debate, entraram na agenda do Planalto temas que entendeu-se necess\u00e1rio para o pa\u00eds avan\u00e7ar, como a redu\u00e7\u00e3o do &#8220;spread&#8221; banc\u00e1rio e retomada da expans\u00e3o da oferta de cr\u00e9dito pelos bancos p\u00fablicos e privados, a reforma nas regras de corre\u00e7\u00e3o da caderneta de poupan\u00e7a, o corte nas tarifas de energia, assim como a cria\u00e7\u00e3o de programas de qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e tudo o mais que for preciso para melhorar a competitividade.<\/p>\n<p>Os juros b\u00e1sicos (taxa Selic) estavam em queda desde agosto do ano anterior e o c\u00e2mbio come\u00e7ou a se desvalorizar de mar\u00e7o em diante. Mas foi ficando mais vis\u00edvel para todos, no governo, que isso n\u00e3o seria suficiente para colocar a economia brasileira nos trilhos.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic de 12,5% para 7,5% ao ano p\u00f4s os juros no Brasil em um outro padr\u00e3o. &#8220;Tivemos condi\u00e7\u00f5es de convergir (para taxas reais internacionais), porque tem uma crise internacional. Agora, os outros pa\u00edses foram muito mais longe com a taxa de juros&#8221;, comentou a fonte. Isso est\u00e1 sendo, de qualquer forma, um importante aprendizado. O mercado, resistente, se convenceu de que \u00e9 poss\u00edvel o pa\u00eds viver num ambiente de juros em patamares mais razo\u00e1veis.<\/p>\n<p>Por outro lado, para o governo tamb\u00e9m foi pedag\u00f3gico, pois mostrou que juros mais baixos n\u00e3o \u00e9 tudo, assim como desvaloriza\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio. H\u00e1 outras quest\u00f5es que emperram as engrenagens da economia e que precisam ser tratadas.<\/p>\n<p>Agora, se a Selic vai ficar est\u00e1vel por um bom tempo ou n\u00e3o, quem dir\u00e1 \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o, concluiu a fonte.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Emprego tem forte alta no IBGE, mas dados do Caged s\u00e3o fracos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Duas pesquisas divulgadas ontem &#8211; a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Minist\u00e9rio do Trabalho &#8211; mostram que o emprego continua crescendo, mas divergem sobre o ritmo da cria\u00e7\u00e3o de vagas. A pesquisa do IBGE indicou um forte aumento da ocupa\u00e7\u00e3o em agosto e gerou, com isso, expectativas de que esteja em curso uma retomada forte da economia, especialmente porque dos 155 mil novos ocupados, 100 mil foram contratados pela ind\u00fastria das seis regi\u00f5es metropolitanas abrangidas pelas pesquisa. No Caged, o saldo surpreendeu pelo lado contr\u00e1rio: veio bem abaixo do esperado e, com isso, e &#8220;esfriou&#8221; as expectativas otimistas feitas pela manh\u00e3.<\/p>\n<p>Os dois levantamentos &#8211; PME e Caged &#8211; usam metodologias muito distintas. A do IBGE \u00e9 feita com base em pesquisas de rua com a popula\u00e7\u00e3o e envolve emprego formal, informal e por conta pr\u00f3pria nas seis regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas. O Caged \u00e9 um registro feito mensalmente pelas empresas no Minist\u00e9rio do Trabalho e, por isso, s\u00f3 envolve vagas formais, mas tem car\u00e1ter nacional.<\/p>\n<p>Segundo os dados do Caged, a economia brasileira criou 100,9 mil vagas com carteira assinada em agosto, resultado 47% inferior ao do mesmo m\u00eas do ano passado, quando foram gerados 190,4 mil postos de trabalho.<\/p>\n<p>O resultado de agosto deste ano \u00e9 o pior para o m\u00eas desde 2003, quando 79,7 mil empregos foram criados no m\u00eas. O saldo de agosto ficou abaixo da m\u00e9dia das proje\u00e7\u00f5es apuradas pelo Valor Data, de 185,9 mil novas vagas no m\u00eas.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego de seis regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds ficou em 5,3% em agosto, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE. O \u00f3rg\u00e3o divulgou que, em junho, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o ficou em 5,9% e, em julho, o \u00edndice apontou desemprego de 5,4% &#8211; os dois \u00edndices n\u00e3o haviam sido divulgados antes porque funcion\u00e1rios do \u00f3rg\u00e3o estavam em greve. A taxa de desemprego de agosto ficou abaixo da expectativa m\u00e9dia de seis economistas consultados pelo Valor Data, de 5,6% da Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA). O intervalo das proje\u00e7\u00f5es variou de 5,4% a 5,9%.<\/p>\n<p>Os resultados da PME, do IBGE, mostram que as medidas de incentivo ao consumo lan\u00e7adas pelo governo, como a redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para determinados segmentos da ind\u00fastria, est\u00e3o ajudando a elevar a gera\u00e7\u00e3o de empregos, diz gerente da coordena\u00e7\u00e3o de trabalho e rendimento do instituto, Cimar Azeredo. &#8220;O mercado de trabalho est\u00e1 aquecido, mas ainda \u00e9 preciso mais tempo para verificar a intensidade desse aquecimento&#8221;, pondera ele.<\/p>\n<p>Pela PME, a ind\u00fastria foi o setor que mais criou empregos em agosto &#8211; foram 100 mil no m\u00eas passado. Pelo Caged, a ind\u00fastria gerou 16 mil novas vagas no m\u00eas passado. Para Caio Machado, economista da LCA Consultores, o comportamento da ind\u00fastria durante o ano, quando houve recuo da produ\u00e7\u00e3o, foi de segurar o n\u00edvel do emprego. Agora, o aumento da produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feito com a m\u00e3o de obra que foi retida, por isso ele avalia que o resultado do Caged reflete melhor o comportamento do emprego no setor.<\/p>\n<p>&#8220;Os empres\u00e1rios est\u00e3o mais cautelosos neste ano. Eles preferiram manter a m\u00e3o de obra e diminuir a produ\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque ao demitir, al\u00e9m do custo, h\u00e1 dificuldade em encontrar depois m\u00e3o de obra qualificada. Ent\u00e3o o que vamos ver daqui para frente \u00e9 um n\u00edvel de emprego positivo, mas em um ritmo mais fraco&#8221;, avalia Machado, da LCA.<\/p>\n<p>O governo prev\u00ea um ritmo mais forte de contrata\u00e7\u00f5es em setembro, mas espera que sejam abertas menos vagas que no mesmo m\u00eas do ano passado, quando o saldo foi positivo em 209 mil empregos, disse o secret\u00e1rio substituto de Pol\u00edticas P\u00fablicas de Emprego do Minist\u00e9rio do Trabalho, Rodolfo Torelly. Ele destacou que, apesar de a agricultura ter cortado 16,6 mil vagas em agosto, esse montante foi inferior ao do mesmo per\u00edodo do ano passado (19,5 mil desligamentos).<\/p>\n<p>Pelos dados do Caged, a constru\u00e7\u00e3o civil contratou em agosto 64,3% a menos que no mesmo per\u00edodo do ano passado, ao registrar cria\u00e7\u00e3o de 11,2 mil vagas no per\u00edodo ante 31,6 mil em agosto do ano passado. A baixa na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o foi de 54,2%. Em agosto do ano passado, foram 35,9 mil contrata\u00e7\u00f5es, e neste ano o saldo positivo foi de 16,4 mil. Na atividade extrativa mineral, o recuo foi de 56,9%, caindo de 1,9 mil para 859 vagas formais. Apesar de ter sido o setor que mais contratou no m\u00eas (54,3 mil), o segmento de servi\u00e7os registrou recuo de 42,4%, pois no mesmo m\u00eas de 2011 havia criado 94,4 mil postos de trabalho.<\/p>\n<p>A abertura mais fraca de vagas no mercado de trabalho em agosto &#8211; 100.938 postos ante 142.496 ocupa\u00e7\u00f5es em julho &#8211; \u00e9 reflexo da produ\u00e7\u00e3o da economia do segundo trimestre, de acordo com o Bradesco. Para o banco, tanto julho, que superou para cima as expectativas, quanto agosto, que veio abaixo do esperado pelo mercado, n\u00e3o est\u00e3o ligados aos primeiros sinais de retomada que a economia brasileira vem dando no \u00faltimo m\u00eas.<\/p>\n<p>Os dados de agosto do Caged representam &#8220;um ponto fora da curva&#8221;, na avalia\u00e7\u00e3o do economista-chefe da TOV Corretora, Pedro Paulo Silveira. Os c\u00e1lculos da TOV mostram que, se descontados os efeitos sazonais, a gera\u00e7\u00e3o de empregos foi de 50,2 mil no m\u00eas passado, muito aqu\u00e9m das 95 mil vagas abertas em julho. &#8220;Desde fevereiro, v\u00ednhamos constatando uma desacelera\u00e7\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o de emprego, mas o resultado de agosto veio muito fora da trajet\u00f3ria prevista&#8221;, diz Silveira.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A\u00e7\u00e3o de BCs n\u00e3o deve inundar Brasil de d\u00f3lares<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O fluxo de recursos para Brasil n\u00e3o deve receber um impulso ap\u00f3s as novas medidas de est\u00edmulo anunciadas pelos bancos centrais dos Estados Unidos, da zona do euro e do Jap\u00e3o, nem impactar significativamente a taxa de c\u00e2mbio nos pr\u00f3ximos meses, segundo avaliam estrategistas consultados pelo Valor.<\/p>\n<p>Essa expectativa decorre principalmente da pol\u00edtica intervencionista do governo brasileiro na economia &#8211; e n\u00e3o apenas no c\u00e2mbio -, que tem gerado um sentimento de incerteza entre investidores, limitando especialmente o fluxo de curto prazo, respons\u00e1vel pela aprecia\u00e7\u00e3o do real durante a d\u00e9cada passada.<\/p>\n<p>A queda do juro b\u00e1sico, que reduziu ainda mais os ganhos dos aplicadores, o crescimento menor da economia e as incertezas que ainda permeiam os mercados globais tamb\u00e9m s\u00e3o apontados como fatores desfavor\u00e1veis a uma maci\u00e7a entrada de recursos ao Brasil.<\/p>\n<p>Por outro lado, apontam os analistas, as recentes medidas anunciadas pelo governo para ampliar a competitividade de setores de base da economia tendem a favorecer o Investimento Estrangeiro Direto (IED), com potencial para estimular a aprecia\u00e7\u00e3o da moeda brasileira, mas apenas no m\u00e9dio e longo prazos.<\/p>\n<p>&#8220;O QE3 [programa do BC dos EUA] certamente refor\u00e7ou o carry trade [tomada de empr\u00e9stimo a juro baixo para investir em ativos com retorno maior] em mercados emergentes, mas o Brasil vai ficar de fora disso&#8221;, diz a estrategista de c\u00e2mbio para a Am\u00e9rica Latina do RBS Securities, Flavia Cattan-Naslausky. &#8220;O estrangeiro sabe que h\u00e1 uma forte coordena\u00e7\u00e3o para manter o real depreciado e prefere n\u00e3o arriscar ser pego em mais uma mudan\u00e7a de regras&#8221;, acrescenta a profissional.<\/p>\n<p>O economista-chefe do Ita\u00fa Unibanco, Ilan Goldfajn, diz n\u00e3o ver uma press\u00e3o de aprecia\u00e7\u00e3o do real &#8220;t\u00e3o forte&#8221; ap\u00f3s o an\u00fancio dos est\u00edmulos monet\u00e1rios nos EUA, o que o leva a manter a expectativa de que o d\u00f3lar termine o ano a R$ 1,95. Em recente relat\u00f3rio, o banco argumentou que essa estimativa tem como base &#8220;os fundamentos&#8221; da economia brasileira, mas destacou que os riscos de alta da moeda americana se elevaram.<\/p>\n<p>Entre novembro de 2008 e mar\u00e7o de 2010 &#8211; per\u00edodo de vig\u00eancia do &#8220;QE1&#8221;, por meio do qual o Federal Reserve (Fed, banco central americano) injetou US$ 1,725 trilh\u00e3o na economia dos Estados Unidos -, o Brasil recebeu fluxo cambial positivo l\u00edquido de US$ 17,990 bilh\u00f5es, o que ajudou a derrubar a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar de R$ 2,536 no fim de 2008 para o piso de R$ 1,70 em outubro de 2009.<\/p>\n<p>Durante o &#8220;QE2&#8221; &#8211; entre novembro de 2010 e junho de 2011, quando o Fed despejou mais US$ 600 bilh\u00f5es no sistema financeiro -, o fluxo de recursos ao Brasil foi ainda maior, totalizando US$ 40,148 bilh\u00f5es de saldo positivo. E a cota\u00e7\u00e3o da moeda americana voltou a recuar, atingindo m\u00ednimas n\u00e3o vistas desde janeiro de 1999, quando o regime do c\u00e2mbio brasileiro passou a ser flutuante.<\/p>\n<p>Analistas destacam, contudo, que nessas duas rodadas de afrouxamento monet\u00e1rio o juro no Brasil ainda era de dois d\u00edgitos e, principalmente, o grau de intervencionismo do governo no c\u00e2mbio era menor. &#8220;Hoje, a din\u00e2mica \u00e9 outra, sobretudo porque n\u00e3o se via antes um governo t\u00e3o explicitamente contra a alta do real&#8221;, afirma Flavia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o an\u00fancio do QE3 (afrouxamento monet\u00e1rio) pelo Fed na semana passada, autoridades do governo t\u00eam reiterado em coro o discurso contra uma nova onda de valoriza\u00e7\u00e3o da moeda brasileira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse recentemente que o governo tomar\u00e1 &#8220;todas as medidas necess\u00e1rias&#8221; para conter a alta da moeda brasileira, afirma\u00e7\u00e3o repetida pelo secret\u00e1rio-executivo da pasta, Nelson Barbosa.<\/p>\n<p>Paralelamente, o BC voltou a atuar no mercado, retomando as vendas de swap cambial reverso (contratos que funcionam como compra futura de d\u00f3lares), visando afastar o d\u00f3lar do &#8220;piso&#8221; dos R$ 2,00. Esse pano de fundo combinado com a desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico brasileiro leva o estrategista-chefe de c\u00e2mbio para a Am\u00e9rica Latina do BBVA, Alejandro Cuadrado, a n\u00e3o esperar &#8220;mudan\u00e7as significativas no fluxo cambial nos pr\u00f3ximos meses&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Conforme nos aproximamos do fim do ciclo de al\u00edvio monet\u00e1rio e com a recupera\u00e7\u00e3o da atividade ainda incipiente, ainda esperamos que as autoridades se concentrem em conter uma potencial aprecia\u00e7\u00e3o do real, mantendo r\u00edgida a pol\u00edtica cambial do pa\u00eds&#8221;, avalia o estrategista.<\/p>\n<p>O estrategista s\u00eanior de c\u00e2mbio para a Am\u00e9rica Latina do Scotiabank, Eduardo Suarez, diz ser &#8220;c\u00e9tico&#8221; quanto a expectativa de fortes ingressos de capitais.<\/p>\n<p>Ontem o d\u00f3lar fechou em baixa, descolado do exterior. A oscila\u00e7\u00e3o da moeda foi limitada durante a sess\u00e3o, com agentes convencidos que uma varia\u00e7\u00e3o muito grande elevaria a possibilidade de novas interven\u00e7\u00f5es no c\u00e2mbio pelo BC. A moeda americana caiu 0,2%, para R$ 2,023.<\/p>\n<hr \/>\n<p>China: ind\u00fastria desacelera pelo 11\u00ba m\u00eas<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A ind\u00fastria chinesa sofreu retra\u00e7\u00e3o pelo 11\u00ba m\u00eas consecutivo em setembro, apontou a pesquisa \u00cdndice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em ingl\u00eas), do banco HSBC, indicando que a segunda maior economia do mundo deve registrar o s\u00e9timo trimestre de crescimento lento. Esse \u00e9 o per\u00edodo mais longo de retra\u00e7\u00e3o do PMI desde que o HSBC iniciou a pesquisa, em 2004. A leitura preliminar do indicador mostrou que a atividade se estabilizou em setembro ap\u00f3s atingir a m\u00ednima de nove meses em agosto, passando de 47,6 para 47,8 pontos. Uma leitura abaixo de 50 indica retra\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>&#8211; O crescimento industrial da China ainda est\u00e1 lento, mas o ritmo da desacelera\u00e7\u00e3o est\u00e1 se estabilizando. As atividades industriais permanecem sem brilho, devido a fracos fluxos de novos neg\u00f3cios e a um processo de consumo de estoque mais longo do que o esperado &#8211; disse \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias Reuters o economista-chefe do HSBC para a China, Qu Hongbin, para quem as recentes medidas de est\u00edmulo do governo devem proporcionar uma ligeira melhora no quarto trimestre.<\/p>\n<p>Pequim j\u00e1 anunciou que investir\u00e1 US$ 150 bilh\u00f5es em projetos de infraestrutura, reduziu a taxa b\u00e1sica de juros duas vezes e promoveu v\u00e1rias inje\u00e7\u00f5es de dinheiro no mercado. Mas o sub\u00edndice do PMI que mede a produ\u00e7\u00e3o recuou a 47 pontos, o menor patamar desde novembro de 2011.<\/p>\n<p>Bovespa tem leve alta, de 0,06%<\/p>\n<p>O dado afetou a maior parte dos mercados, sendo que a Bolsa de Xangai recuou 2,08%, atingindo seu menor patamar desde fevereiro de 2009. T\u00f3quio fechou em queda de 1,57%, e Hong Kong, de 1,20%. Na Europa, Londres caiu 0,57%, e Paris, 0,62%. Frankfurt ficou praticamente est\u00e1vel, com ligeira queda de 0,02%.<\/p>\n<p>J\u00e1 os mercados brasileiro e americano acabaram tendo leve recupera\u00e7\u00e3o no fim do preg\u00e3o. O Ibovespa, principal \u00edndice da Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa), depois de cair 1,12% pela manh\u00e3, fechou com ganho de 0,06%, aos 61.687 pontos e volume de R$ 6,2 bilh\u00f5es. Em Nova York, o Dow Jones teve alta de 0,14%, enquanto Nasdaq e S&amp;P recuaram 0,21% e 0,05%, respectivamente.<\/p>\n<p>Essa recupera\u00e7\u00e3o foi puxada por dados americanos. O \u00edndice de atividade industrial da Filad\u00e9lfia ficou melhor que o esperado. A queda foi de 1,9 ponto, contra expectativa de 4 pontos negativos. Al\u00e9m disso, o n\u00famero de pedidos de seguro-desemprego registrou queda de tr\u00eas mil na semana passada, recuando de 385 mil para 382 mil.<\/p>\n<p>&#8211; Os dados mais fracos da ind\u00fastria na China deram o tom do mercado na maior parte do dia, mas a recupera\u00e7\u00e3o dos \u00edndices nos EUA ajudou o Ibovespa a encerrar quase em estabilidade &#8211; afirmou Lu\u00eds Gustavo Pereira, estrategista da Futura corretora.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Honduras planeja ceder novas cidades a estrangeiros<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo de Honduras pretende levar o neoliberalismo no pa\u00eds a um novo patamar e est\u00e1 desenvolvendo um plano para entregar a investidores estrangeiros a cria\u00e7\u00e3o e boa parte do controle de tr\u00eas novas cidades. Inicialmente, o projeto era para a constru\u00e7\u00e3o de cidades-Estado inspiradas em Cingapura e Hong Kong, que contariam com suas pr\u00f3prias leis, sistema tribut\u00e1rio, Judici\u00e1rio e for\u00e7as policiais, mas, devido \u00e0 forte oposi\u00e7\u00e3o que encontrou, agora a iniciativa est\u00e1 colocada num n\u00edvel um pouco abaixo, de zonas livres aut\u00f4nomas que n\u00e3o colocariam em quest\u00e3o a soberania do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O objetivo do governo de Porfirio Lobo, que chegou \u00e0 Presid\u00eancia de Honduras em elei\u00e7\u00f5es realizadas ap\u00f3s o golpe militar que destituiu Manuel Zelaya em 2009, \u00e9 criar centenas de milhares de empregos e tornar o pa\u00eds mais atraente para investidores internacionais &#8211; de modo geral repelidos pela alta criminalidade, corrup\u00e7\u00e3o e instabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A base de Lobo no Congresso, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o das &#8220;regi\u00f5es especiais de desenvolvimento&#8221; (RED, na sigla em espanhol), ou ainda &#8220;cidades-modelo&#8221;, anunciou que, com a medida, &#8220;Honduras se converteu em pioneiro no mundo na cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os territoriais ideais para que capitais estrangeiros possam instalar-se em condi\u00e7\u00f5es de maior seguran\u00e7a jur\u00eddica, para gerar dinamismo econ\u00f4mico no pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do projeto, cr\u00edticos fizeram uma s\u00e9rie de obje\u00e7\u00f5es. Argumentaram que a cidade-Estado, com o seu conjunto pr\u00f3prio de leis, poderia ignorar os direitos trabalhistas dos hondurenhos e adotar padr\u00f5es baixos de prote\u00e7\u00e3o ao ambiente. Tamb\u00e9m apontaram a inconstitucionalidade do projeto, especialmente o fato de que o governo estaria abdicando da soberania sobre os territ\u00f3rios onde as cidades seriam constru\u00eddas.<\/p>\n<p>Houve, ent\u00e3o, um recuo por parte do governo e do MGK Group, grupo de investidores que participa da iniciativa. Michael Strong, diretor do MGK, diz que foi feita uma nova vers\u00e3o do projeto, com v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es. Segundo ele, agora &#8220;as terras [para as cidades] ser\u00e3o compradas a pre\u00e7os de mercado de pessoas que estar\u00e3o voluntariamente cedendo a propriedade&#8221;. Depois, ser\u00e3o passadas ao Estado, que as devolver\u00e1 por meio de um contrato de arrendamento.<\/p>\n<p>Strong diz ainda que houve muitos mal-entendidos quanto \u00e0s leis que valer\u00e3o nas cidades. &#8220;Muitas pessoas acreditam que os hondurenhos n\u00e3o estar\u00e3o sob a lei do pa\u00eds. A nossa proposta \u00e9 que os hondurenhos dentro das REDs ter\u00e3o a possibilidade de escolher a lei hondurenha, se preferirem.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos questionamentos jur\u00eddicos, a credibilidade do projeto foi colocada em d\u00favida tamb\u00e9m pela falta de informa\u00e7\u00f5es sobre o grupo de investidores. Inicialmente, o governo anunciou que a parceria era com a empresa NKG. Depois, houve refer\u00eancias ao nome MKG. Em seguida, quando a m\u00eddia hondurenha publicou que havia uma MKG que tinha se envolvido em um esc\u00e2ndalo na Venezuela, com a PDVSA, anunciou-se que o nome na verdade era MGK Group.<\/p>\n<p>O governo hondurenho sofreu h\u00e1 cerca de duas semanas um rev\u00e9s, quando o economista americano Paul Romer, da Universidade de Nova York, anunciou que estava se distanciando da iniciativa. Ele comandaria uma comiss\u00e3o encarregada de dar transpar\u00eancia ao projeto. Para desistir, Romer alegou falta de informa\u00e7\u00f5es e de meios para fiscalizar as negocia\u00e7\u00f5es do governo com o grupo de investidores.<\/p>\n<p>Apesar das justificativas dos defensores do plano, a Suprema Corte aceitou a interposi\u00e7\u00e3o de 14 recursos contra o projeto. Os recorrentes afirmam que o decreto afeta disposi\u00e7\u00f5es p\u00e9treas da Constitui\u00e7\u00e3o, como as relativas ao territ\u00f3rio nacional e \u00e0 forma de governo. Tamb\u00e9m impugnam os locais escolhidos para receber as novas cidades, j\u00e1 que a Carta n\u00e3o permite a propriedade por estrangeiros de terrenos situados numa faixa de 40 quil\u00f4metros a partir do litoral e das fronteiras. Segundo o presidente da Corte Suprema, Jorge Rivera Avil\u00e9s, a decis\u00e3o ser\u00e1 dada &#8220;oportunamente&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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