{"id":3590,"date":"2012-09-23T04:47:18","date_gmt":"2012-09-23T04:47:18","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3590"},"modified":"2012-09-23T04:47:18","modified_gmt":"2012-09-23T04:47:18","slug":"estamos-dispostos-a-buscar-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3590","title":{"rendered":"\u201cEstamos dispostos a buscar a Paz\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cEstamos dispostos a buscar a Paz\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO Presidente repete que n\u00e3o pensa em cometer os erros do passado e confiamos que seja assim. Voc\u00ea sabe que o principal erro de todos os processos anteriores foi o de chegar \u00e0 mesa e exigir a rendi\u00e7\u00e3o\u201d, disse o comandante Timole\u00f3n Jim\u00e9nez ao diretor do VOZ.<\/p>\n<p>Timole\u00f3n Jim\u00e9nez, comandante-em-chefe do Estado \u00a0Maior Central das FARC-EP, \u00e9 a cabe\u00e7a vis\u00edvel do legend\u00e1rio movimento guerrilheiro, hoje comprometido na busca da paz democr\u00e1tica, mediante um novo di\u00e1logo com o Governo Nacional. \u00c9 a continuidade de uma orienta\u00e7\u00e3o da guerrilha das FARC-EP. J\u00e1 o havia dito Manuel Marulanda ao VOZ, durante os di\u00e1logos de Cagu\u00e1n: \u201cA paz \u00e9 uma bandeira dos revolucion\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>Esta entrevista ocorre em um momento hist\u00f3rico, \u00e0s portas de um novo esfor\u00e7o para conseguir a paz na Col\u00f4mbia. Aqui est\u00e3o as respostas de Timole\u00f3n Jim\u00e9nez, concretas, precisas. Poderia-se dizer, sem falso otimismo, que a paz est\u00e1 mais perto do que antes, por\u00e9m, todavia, h\u00e1 muito pela frente a percorrer. Todo o pa\u00eds espera que n\u00e3o seja uma nova frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Come\u00e7a um novo processo de di\u00e1logo com um Governo de alguma maneira herdeiro da \u201cseguran\u00e7a democr\u00e1tica\u201d uribista. Como as FARC abordam isso?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s sempre estivemos dispostos a buscar solu\u00e7\u00f5es distintas da guerra. Com Uribe n\u00e3o foi poss\u00edvel, pelo seu aberto desconhecimento de nossa condi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Santos n\u00e3o \u00e9 somente herdeiro da seguran\u00e7a democr\u00e1tica, mas tamb\u00e9m uma das suas estrelas protagonistas. De fato, com maquiagens de vocabul\u00e1rio, tem continuado com isso. Por\u00e9m como ele mesmo disse, decidiu assumir os riscos de dialogar e deu passos positivos neste sentido. Qualquer colombiano diria que o verdadeiro risco \u00e9 a guerra e n\u00e3o o di\u00e1logo, por isso n\u00e3o vacilamos em aceitar as conversa\u00e7\u00f5es para buscar a paz. Quanto ao modo de abordar o novo processo, diria que o fazemos com grandes expectativas de alcan\u00e7ar o fim do conflito. O Presidente repete que n\u00e3o pensa em cometer os erros do passado e confiamos que seja assim. Voc\u00ea sabe que o principal erro de todos os processos anteriores foi o de chegar \u00e0 mesa e exigir a rendi\u00e7\u00e3o, sem vontade real de atender \u00e0 solu\u00e7\u00e3o das causas que deram origem e seguem alimentando a confronta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A agenda contempla o tema do \u201cabandono das armas\u201d, que seria o ponto de chegada do acordo de paz. Que expectativas t\u00eam as FARC a respeito?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o haveria sentido iniciar um processo que caminhasse para o termo definitivo do conflito sem contemplar o abandono de armas como ponto de chegada. Largar as armas consiste na aboli\u00e7\u00e3o do emprego da for\u00e7a, da apela\u00e7\u00e3o a qualquer tipo de viol\u00eancia, para a obten\u00e7\u00e3o de fins econ\u00f4micos ou pol\u00edticos. \u00c9 um verdadeiro adeus \u00e0s armas. Se conseguirmos que na Col\u00f4mbia isso seja uma realidade, nosso pa\u00eds daria um salto enorme adiante. Confiamos novamente que a administra\u00e7\u00e3o Santos, e todos os setores empenhados na viol\u00eancia como m\u00e9todo de a\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica, coincidam conosco neste crit\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>Os \u201cerros do passado\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Presidente Santos tem dito que seu Governo requer que este processo de di\u00e1logo \u201cn\u00e3o repita os erros do passado\u201d; que existe a garantia de que se vai conduzir ao fim do conflito; e que o Governo manter\u00e1 as opera\u00e7\u00f5es militares e a press\u00e3o militar sobre as FARC. Quais s\u00e3o os pressupostos da insurg\u00eancia para que o processo termine em \u00eaxito?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; A oligarquia dominante na Col\u00f4mbia, solidamente apoiada pelos Governos dos Estados Unidos, leva j\u00e1 quase 50 anos apostando no exterm\u00ednio das guerrilhas. Doze presidentes, um com mandato repetido, prometeram invariavelmente nosso fim e deram carta branca ao aparato militar para cumpr\u00ed-lo. Quando Santos ordena incrementar as opera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o est\u00e1 dando satisfa\u00e7\u00f5es ao setores de extrema direita, o faz porque acredita como eles, como fizeram todos os governos anteriores, que na verdade poderemos nos render pelo emprego da for\u00e7a. Precisamente \u00e9 este o c\u00edrculo vicioso que precisa ser rompido. Se voc\u00ea observa o resultado das pesquisas que indicam grande aprova\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es de paz, se dar\u00e1 conta de que a imensa maioria dos colombianos n\u00e3o compartilha da sa\u00edda militar, entre outras coisas porque, com maior sanidade do que seus governantes, sabe que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel. N\u00f3s partimos da ideia de que este processo ser\u00e1 exitoso, na medida em que essas grandes maiorias que se inclinam pela solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica tenham oportunidade de falar, de mobilizarem-se, de influir, de decidir a respeito. E as estamos convidando a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>Em v\u00e1rios setores que ap\u00f3iam o di\u00e1logo se est\u00e1 planejando a proposta de tr\u00e9gua, de cessar-fogo e de interrup\u00e7\u00e3o das hostilidades. Como opinam as FARC-EP?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Estamos completamente de acordo. Sempre foi uma de nossas primeiras considera\u00e7\u00f5es ao se produzirem aproxima\u00e7\u00f5es com os distintos governos. Desafortunadamente, a oligarquia colombiana tem pendido para que os di\u00e1logos se produzam em meio \u00e0 confronta\u00e7\u00e3o. Se os processos passados tivessem sido acompanhados de um mecanismo dessa natureza, haveriam de ter outro tipo de desfecho.<\/p>\n<p>&#8211; Na Col\u00f4mbia, as classes dominantes, sua classe pol\u00edtica e seus meios de comunica\u00e7\u00e3o sofrem da mania de olhar somente um dos lados. Informar da matan\u00e7a de 30 guerrilheiros em um bombardeio a\u00e9reo desperta seus aplausos, enquanto que baixas oficiais em combate s\u00e3o repudiadas como assassinatos. Com tal manipula\u00e7\u00e3o se busca tamb\u00e9m nos pressionar grosseiramente nas mesas de di\u00e1logos.<\/p>\n<p><strong>O papel do VOZ<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00eas, como meio alternativo de her\u00f3ica resist\u00eancia, s\u00e3o talvez quem de maneira mais honrada informaram ao pa\u00eds, desde d\u00e9cadas atr\u00e1s, da infame persegui\u00e7\u00e3o criminal praticada na Col\u00f4mbia contra este tipo de organiza\u00e7\u00f5es. Dos arquivos do VOZ poderia elaborar-se a mais fidedigna hist\u00f3ria dos crimes de Estado contra o povo do pa\u00eds. O n\u00famero de v\u00edtimas na Col\u00f4mbia se equipara ao espantoso holocausto judeu na Europa ocupada pelos nazistas. Ent\u00e3o adquire singular import\u00e2ncia o papel dos distintos movimentos sociais, sindicais, agr\u00e1rios, populares, que o Estado colombiano pretende ignorar ao abordar com migalhas, de maneira individual, um ou outro caso emblem\u00e1tico. Essa Col\u00f4mbia ignorada e vitimizada \u00e9 a que tem que colocar-se de p\u00e9 agora para reclamar por seus mortos e desaparecidos, para exigir o fim definitivo da guerra, para impedir que se consagre a impunidade, para exigir a satisfa\u00e7\u00e3o dos velhos clamores pelos que foi violentada de modo t\u00e3o generalizado e atroz.<\/p>\n<p><strong>O que pensa a respeito dos 6 a 8 meses imaginados pelo Presidente Santos?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Trata-se de uma expectativa que ele est\u00e1 criando por sua conta, na contram\u00e3o do pactado na letra e esp\u00edrito do Encontro Explorat\u00f3rio. Ali se combinou n\u00e3o se estabelecer datas fatais, nem sequer pelo uso da palavra \u201cmeses\u201d, de modo que o que expressa o Presidente nos indica a dificuldade que teremos neste caminho que empreendemos. Tamb\u00e9m evidencia de maneira clara a estrat\u00e9gia que v\u00e3o implementar: quando n\u00e3o obtiverem \u00eaxito na mesa, tentar\u00e3o impor suas posi\u00e7\u00f5es pela m\u00eddia. Para chegar a Havana e realizar o Encontro Explorat\u00f3rio custou dois anos, quando inicialmente se acreditou que seria quest\u00e3o de semanas. E n\u00e3o foi precisamente por causa da insurg\u00eancia, tema do qual n\u00e3o quero dar pormenores por respeito ao compromisso de manter por ora em reserva os detalhes a respeito, ainda que, pelas cr\u00f4nicas que t\u00eam sa\u00eddo na m\u00eddia, a contraparte pare\u00e7a ter se esquecido disso.<\/p>\n<p><strong>Um assunto dos colombianos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que proposta pol\u00edtica fazem as FARC-EP aos colombianos ao come\u00e7ar o di\u00e1logo?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Mobilizar-se em torno do fim definitivo do conflito. A guerra ou a paz s\u00e3o assuntos que dizem respeito a todos n\u00f3s colombianos e estamos obrigados a nos pronunciarmos. O governo pretende que os di\u00e1logos se realizem exclusivamente entre seus porta-vozes e os nossos, de modo discret\u00edssimo, sem confus\u00e3o, como repete insistentemente. Como quando Laureano G\u00f3mez e Lleras Camargo assinaram na Europa os acordos de Sitges e Benidorm. Al\u00e9m disso, o governo pretende que as FARC d\u00eaem ali um endosso aos seus planos de governo, como sendo o mais conveniente para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8211; Ou seja, que se desconhe\u00e7a outra vez a popula\u00e7\u00e3o colombiana, que se pactue \u00e0s suas costas o que na verdade s\u00f3 interessa e conv\u00e9m \u00e0s transnacionais, banqueiros, empres\u00e1rios e latifundi\u00e1rios. Isso n\u00e3o pode acontecer mais neste pa\u00eds. As grandes maiorias devem ser escutadas e atendidas. Nossa proposta aponta pra isso.<\/p>\n<p><strong>Por que decidiram as FARC assumir esta nova tentativa de paz? Debilidade? Estrat\u00e9gia? Realismo?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Os que afirmam que a press\u00e3o militar foi definitiva para nos trazer a uma negocia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica esquecem que esta d\u00e9cada de guerra\u00a0 foi deflagrada quando Pastrana p\u00f4s fim de maneira unilateral ao processo de paz que se celebrava em Cagu\u00e1n. \u00c9 o Estado que regressa \u00e0 Mesa de Di\u00e1logos com as FARC, para o que deve ter feito suas avalia\u00e7\u00f5es internas. Uma delas, n\u00e3o tornada p\u00fablica, foi relacionada ao reconhecimento de que o enorme esfor\u00e7o realizado para nos vencer resultou in\u00fatil. As FARC ainda est\u00e3o aqui, combatendo, resistindo, avan\u00e7ando. Agora voltamos ao cen\u00e1rio natural da pol\u00edtica, ao di\u00e1logo civilizado. \u00c9 absurdo dizer que fomos obrigados a sentar \u00e0 mesa, quando foi o Estado que a abandonara furioso. \u00a0Dialogamos porque a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica foi sempre uma bandeira nossa e do movimento popular.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9rios golpes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mas ent\u00e3o as FARC n\u00e3o receberam golpes severos durante estes dez \u00faltimos anos?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o se pode negar que recebemos s\u00e9rios golpes. E extremamente dolorosos. As mortes de quatro membros do Secretariado Nacional n\u00e3o podem ser minimizadas. S\u00e3o muito duras tamb\u00e9m as mortes de combatentes sob o fogo dos bombardeios. Todavia, temos assimilado com coragem todos esses casos. Nenhum dos atuais membros do Secretariado conta com menos de trinta e cinco anos de experi\u00eancia guerrilheira, o que pode ser aplicado tamb\u00e9m a quase todo o Estado Maior Central. Os destaques n\u00e3o se improvisam. 48 anos de luta cont\u00ednua t\u00eam produzido uma formid\u00e1vel engrenagem. Seguimos adiante, com dor na alma, por\u00e9m mais experientes e confiantes de nossas raz\u00f5es. Em toda guerra h\u00e1 mortos. A campanha midi\u00e1tica insiste em nos apresentar como uma organiza\u00e7\u00e3o derrotada e sem futuro. Igual como sempre foi. Se fosse o caso de fazer frente a uma for\u00e7a derrotada, n\u00e3o estariam trabalhando para incrementar ainda mais a m\u00e3o-de-obra e o arsenal adquirido. S\u00e3o verdades que o Estado e os meios de comunica\u00e7\u00e3o ocultam deliberadamente.<\/p>\n<p><strong>Sendo assim, embora as FARC n\u00e3o executem a\u00e7\u00f5es do calibre das de quatorze anos atr\u00e1s, pode-se afirmar que a confronta\u00e7\u00e3o continua sendo de grandes propor\u00e7\u00f5es? O Ministro da Defesa a minimiza por completo e alega que a confronta\u00e7\u00e3o persiste apenas na \u00e1rea rural de dez munic\u00edpios isolados do pa\u00eds&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; As FARC-EP operamos e nos movemos nos mesmos territ\u00f3rios que eles ocupam. O suposto controle exercido pelos comandos conjuntos, for\u00e7as-tarefa, brigadas e batalh\u00f5es, \u00e9 posto em xeque com frequ\u00eancia pela atividade das guerrilhas m\u00f3veis. O n\u00famero de baixas das for\u00e7as armadas vem aumentando h\u00e1 algum tempo. Claro, tamb\u00e9m n\u00f3s recebemos golpes, muito mais publicizados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 que este \u00e9 o conflito. Uma guerra \u00e9 travada nas circunst\u00e2ncias, n\u00e3o h\u00e1 modos de opera\u00e7\u00e3o v\u00e1lidos para todas as situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 \u00f3bvio que as condi\u00e7\u00f5es de hoje n\u00e3o s\u00e3o as mesmas de uma d\u00e9cada atr\u00e1s, sobretudo pelo uso maci\u00e7o da avia\u00e7\u00e3o militar, mas a batalha \u00e9 di\u00e1ria. Em todos os blocos das FARC se trabalha em fun\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a desta situa\u00e7\u00e3o a qualquer momento. Seja como for, a perman\u00eancia do conflito implicar\u00e1 mais morte e destrui\u00e7\u00e3o, mais luto e l\u00e1grimas, mais pobreza e mis\u00e9ria para alguns e maior riqueza para outros. Imagine-se as vidas que teriam sido salvas nestes dez anos. Por isso, buscamos os di\u00e1logos, a solu\u00e7\u00e3o sem sangue, o entendimento por vias pol\u00edticas. Com esse prop\u00f3sito vamos a Havana. Confiamos que o Governo Nacional tamb\u00e9m entende a necessidade de p\u00f4r fim a t\u00e3o larga viol\u00eancia praticada contra o povo colombiano.<\/p>\n<p>Publicado por ANNCOL para FARC-EP 18\/09\/2012<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: PCB (Partido Comunista Brasileiro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nPrimeira entrevista exclusiva com o Comandante Timole\u00f3n Jim\u00e9nez (FARC-EP), realizada por Carlos Lozano, Diretor do seman\u00e1rio VOZ.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3590\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-3590","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-VU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3590"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3590\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}