{"id":3593,"date":"2012-09-24T19:15:34","date_gmt":"2012-09-24T19:15:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3593"},"modified":"2012-09-24T19:15:34","modified_gmt":"2012-09-24T19:15:34","slug":"brasiguaios-apoiam-franco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3593","title":{"rendered":"Brasiguaios apoiam Franco"},"content":{"rendered":"\n<p>Em lua de mel com o governo do Paraguai, l\u00edderes dos agricultores brasileiros que vivem no pa\u00eds vizinho sa\u00edram em defesa do presidente Federico Franco. Para o assessor de Assuntos Internacionais da Presid\u00eancia do Brasil, Marco Aur\u00e9lio Garcia, os &#8220;brasiguaios&#8221; est\u00e3o sendo usados por Franco como forma de pressionar pelo cancelamento da suspens\u00e3o do pa\u00eds do Mercosul e da Unasul (Uni\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas).<\/p>\n<p>A suspens\u00e3o do Paraguai desses organismos dura desde o impeachment rel\u00e2mpago do ex-presidente Fernando Lugo, em junho \u00faltimo, visto pelos vizinhos e parceiros de bloco como um golpe institucional.<\/p>\n<p>O \u00faltimo epis\u00f3dio de atrito entre Brasil e Paraguai come\u00e7ou na quarta-feira passada, quando Franco atendeu a um convite dos brasiguaios, alinhados a ele desde a troca de governo, para visitar a cidade de Santa Rita, onde vive uma grande comunidade de agricultores brasileiros. Ali, Franco recebeu manifesta\u00e7\u00f5es de apoio, disse que sua rela\u00e7\u00e3o de amizade era com o povo brasileiro, n\u00e3o com o governo, e enviou um recado \u00e0 presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>&#8220;Eu fa\u00e7o votos para que a senhora presidente [Dilma] escute seus compatriotas, vizinhos, e que possa escutar os cidad\u00e3os paraguaios de origem brasileira que vivem aqui&#8221;, afirmou ele. &#8220;Depois de escut\u00e1-los, ela poder\u00e1 entender que o que aconteceu aqui foi uma mudan\u00e7a de governo como consequ\u00eancia de um julgamento pol\u00edtico e constitucionalmente aceito.&#8221;<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o brasileira veio dois dias depois, por meio de Garcia, ao ser questionado por rep\u00f3rteres em Bras\u00edlia sobre o encontro. &#8220;N\u00e3o gostar\u00edamos que cidad\u00e3os brasileiros ou de dupla nacionalidade fossem instrumentalizados em fun\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica nacional&#8221;, afirmou ele.<\/p>\n<p>O coment\u00e1rio do assessor da presidente fez os brasiguaios sa\u00edrem em defesa do presidente Franco. No mesmo dia, eles soltaram uma nota repudiando a declara\u00e7\u00e3o. &#8220;A comunidade imigrante n\u00e3o est\u00e1 nem se sente utilizada de nenhuma forma pelo novo governo do presidente Federico Franco, por ter em conta a situa\u00e7\u00e3o de paz que se encontra em seu trabalho di\u00e1rio nos dias atuais&#8221;, diz o documento.<\/p>\n<p>A paz a que se refere o documento est\u00e1 na sensa\u00e7\u00e3o entre os brasiguaios de que Franco atua para conter as invas\u00f5es de suas terras, algo que, na opini\u00e3o dos agricultores, o ex-presidente Lugo estimulava. &#8220;No governo Lugo, o imigrante era perseguido, as invas\u00f5es de terra eram constantes e as ordens de desocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o eram obedecidas&#8221;, disse o agricultor Darci Bortoloso, presidente da cooperativa Copronar e h\u00e1 35 anos no Paraguai, um dos signat\u00e1rios da nota. &#8220;O ambiente agora \u00e9 mais tranquilo, de trabalho, uni\u00e3o, sem \u00f3dio entre brasileiros e paraguaios.&#8221;<\/p>\n<p>Outro signat\u00e1rio, Juacir Reposse, agricultor que recebeu o presidente Franco em um almo\u00e7o em sua casa, em Santa Rita, faz duras cr\u00edticas ao Brasil por sua postura diante do atual governo paraguaio. &#8220;A presidente Dilma nos deu um chute na bunda&#8221;, disse ao Valor. Para ele, Dilma e os presidentes Cristina Kirchner, da Argentina, e Jos\u00e9 Mujica, do Uruguai, s\u00f3 criticaram a troca de governo &#8220;porque Lugo era da linha deles, de guerrilheiros&#8221;.<\/p>\n<p>Reposse \u00e9 um dos fundadores de Santa Rita, munic\u00edpio com 30 mil habitantes, dos quais 90% s\u00e3o brasileiros ou descendentes, de acordo com ele.<\/p>\n<p>Estima-se que vivam no Paraguai cerca de 400 mil brasileiros. Eles s\u00e3o respons\u00e1veis por aproximadamente 70% da produ\u00e7\u00e3o de soja, principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo federal volta a ampliar benef\u00edcios fiscais<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo federal ampliou mais uma vez os benef\u00edcios fiscais concedidos para v\u00e1rios setores econ\u00f4micos com o objetivo de estimular o crescimento e reduzir as press\u00f5es inflacion\u00e1rias no pr\u00f3ximo ano. Com a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 582, foi reduzida a tributa\u00e7\u00e3o incidente sobre a renda do caminhoneiro aut\u00f4nomo, prorrogada a desonera\u00e7\u00e3o de massas aliment\u00edcias e criado regime especial de suspens\u00e3o tempor\u00e1ria de pagamento de impostos. O impacto fiscal ser\u00e1 de, pelo menos, R$ 3,542 bilh\u00f5es no acumulado entre 2013 e 2014, sendo que R$ 2,011 bilh\u00f5es apenas no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Editada na sexta-feira, a MP 582 confirmou a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para mais 15 setores. Essa medida j\u00e1 havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em 2013, 40 setores deixar\u00e3o de pagar 20% de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha de pagamento para contribuir com uma al\u00edquota de 1% ou 2% sobre o faturamento. O custo ser\u00e1 de R$ 12,830 bilh\u00f5es em 2013. Considerando os novos benef\u00edcios da MP 582, esse valor sobe para R$ 14,830 bilh\u00f5es. O montante se aproxima dos R$ 15,2 bilh\u00f5es que foram reservados no or\u00e7amento de 2013 para essa finalidade. Mas, segundo Mantega, esse valor \u00e9 uma refer\u00eancia e pode ser elevado.<\/p>\n<p>No caso do caminhoneiro aut\u00f4nomo, o governo reduziu de 40% para 10% da receita bruta a incid\u00eancia do Imposto de Renda (IR). &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 que tenha barateamento de seu custo, refletindo indiretamente no [pre\u00e7o do] pr\u00f3prio frete&#8221;, explicou o subsecret\u00e1rio de Tributa\u00e7\u00e3o da Receita Federal, Sandro Serpa. Al\u00e9m disso, foi prorrogada por mais um ano &#8211; ou seja, at\u00e9 dezembro de 2013 -, a desonera\u00e7\u00e3o de PIS\/Cofins para massas aliment\u00edcias. A ren\u00fancia fiscal ser\u00e1 de R$ 629 milh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>A MP 582 criou tamb\u00e9m o Regime Especial de Incentivo ao Desenvolvimento da Infraestrutura da Ind\u00fastria de Fertilizantes (Reif), que come\u00e7a a funcionar em 2013 e representar\u00e1 uma ren\u00fancia de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 363,06 milh\u00f5es em dois anos. &#8220;Estamos desonerando e tornando mais barato o investimento&#8221;, afirmou Serpa, acrescentando que espera o repasse do benef\u00edcio para os pre\u00e7os. O governo ampliou o Regime Especial Tribut\u00e1rio para a Ind\u00fastria de Defesa (Retid). Quando o produto for vendido para a Uni\u00e3o, a ind\u00fastria ser\u00e1 desonerada de PIS\/Pasep, Cofins e de IPI.<\/p>\n<p>A Receita Federal explicou tamb\u00e9m, na sexta-feira, a instru\u00e7\u00e3o normativa que alterou o Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof). O objetivo \u00e9 estimular as exporta\u00e7\u00f5es por meio da suspens\u00e3o tempor\u00e1ria de impostos e agilizar o despacho de insumos e partes destinadas a processos industriais. O valor m\u00ednimo de exporta\u00e7\u00e3o anual para que a empresa ingresse no regime foi reduzido de algo entre US$ 10 milh\u00f5es e US$ 20 milh\u00f5es para US$ 10 milh\u00f5es. Antes, o piso variava conforme o setor. Agora, al\u00e9m de n\u00e3o existir essa diferencia\u00e7\u00e3o, o regime foi estendido para todos os segmentos econ\u00f4micos. &#8220;Isso abre a possibilidade de maior ades\u00e3o&#8221;, afirmou o subsecret\u00e1rio de Aduana e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Receita, Ernani Checcucci.<\/p>\n<p>Atualmente, o Recof beneficia 23 empresas. Segundo o subsecret\u00e1rio, 185 companhias poder\u00e3o ingressar no regime. Dentre elas, 12 pertencem \u00e0 linha azul, programa aduaneiro em que a empresa se compromete em manter auditorias internas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Endividado, brasileiro n\u00e3o paga condom\u00ednio<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Com 43% da renda comprometida com d\u00edvidas, muitas fam\u00edlias est\u00e3o sendo obrigadas a escolher as contas que ser\u00e3o pagas no fim do m\u00eas. E, para desespero de muitos s\u00edndicos, a fatura est\u00e1 sobrando para os condom\u00ednios. Como a multa por atraso \u00e9 de apenas 2% mais juro de 1% mensal e as administradoras relutam em encaminhar os nomes dos inadimplentes para o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC), a op\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo quitar o cart\u00e3o de cr\u00e9dito e reduzir os d\u00e9bitos no cheque especial, cujas taxas de juros giram em torno de 10% ao m\u00eas. N\u00e3o \u00e0 toa, o calote nos condom\u00ednios disparou, girando em torno de 20% no Distrito Federal e na maior parte do pa\u00eds, \u00edndice tr\u00eas vezes maior do que os 7% considerados aceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos sindicatos da habita\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio estaduais (Secovi) e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Administradoras de Im\u00f3veis (Abadi), ainda que o atraso n\u00e3o tenha alcan\u00e7ado um n\u00edvel alarmante, os n\u00fameros atuais mostram que os riscos de descontrole s\u00e3o grandes, pois a inadimpl\u00eancia est\u00e1 avan\u00e7ando mesmo com o forte aumento da renda dos trabalhadores \u2014 pelos c\u00e1lculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o ganho real (acima da infla\u00e7\u00e3o) foi de 8,3% nos \u00faltimos dois anos. A ideia dos s\u00edndicos \u00e9 fazer uma ampla campanha de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito para estancar a sangria no caixa dos condom\u00ednios.<\/p>\n<p>Bola de neve<\/p>\n<p>O s\u00edndico Alo\u00edsio Ara\u00fajo Silva tem a exata no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 administrar um condom\u00ednio em dificuldades, onde os moradores simplesmente deixam de honrar seus compromissos. Em 2004, quando assumiu o comando das contas de dois pr\u00e9dios com 672 apartamentos do Residencial Europa, no Gama, mais da metade \u2014 exatos 53% \u2014 das resid\u00eancias n\u00e3o pagava o condom\u00ednio de R$ 100. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o estava ca\u00f3tica. As pessoas tinham esquecido que a taxa do condom\u00ednio \u00e9 a divis\u00e3o dos gastos dos pr\u00e9dios. Eu tinha menos da metade do dinheiro necess\u00e1rio em m\u00e3os para manter os edif\u00edcios em ordem&#8221;, relembra.<\/p>\n<p>Para piorar, as d\u00edvidas do Residencial Europa, segundo Alo\u00edsio, eram astron\u00f4micas: R$ 174 mil em contas de \u00e1gua, R$ 37 mil em energia el\u00e9trica, funcion\u00e1rios com at\u00e9 tr\u00eas meses de sal\u00e1rio atrasados, R$ 315 mil com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e R$ 80 mil com o Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). &#8220;Nenhum s\u00edndico durava no cargo. Al\u00e9m de n\u00e3o pagarem o condom\u00ednio, muitos moradores n\u00e3o honravam o financiamento imobili\u00e1rio. Por n\u00e3o ter dinheiro para investir, aqui era conhecido como favel\u00e3o&#8221;, conta, a contragosto.<\/p>\n<p>Ciente de que tinha de reverter os problemas o mais rapidamente poss\u00edvel, Alo\u00edsio ajudou na renegocia\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas dos financiamentos imobili\u00e1rios com a Caixa Econ\u00f4mica Federal e recorreu \u00e0 Justi\u00e7a para receber todas as taxas atrasadas. Deu resultado. Hoje, a inadimpl\u00eancia no Residencial Europa caiu para 20%, o piso dos dois pr\u00e9dios foi trocado; os elevadores, modernizados; a pintura, refeita; e o sistema de \u00e1gua, individualizado. &#8220;O \u00edndice de atraso, no entanto, ainda \u00e9 alto. Muitas vezes, temos que cobrar taxas extras para fazer melhorias, o que provoca muita discuss\u00e3o entre os que pagam o condom\u00ednio em dia. Eles s\u00e3o obrigados a arcar com os custos de quem n\u00e3o paga&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p>No Residencial Rhodes, tamb\u00e9m no Gama, o s\u00edndico Jo\u00e3o Jos\u00e9 Neto chega a comemorar a taxa de inadimpl\u00eancia de apenas 3%. O problema \u00e9 o valor das d\u00edvidas acumuladas: R$ 50 mil. Com o atraso, ele ressalta que os projetos de melhoria do pr\u00e9dio est\u00e3o parados. A reforma do piso do estacionamento, prevista h\u00e1 dois anos n\u00e3o tem prazo para acontecer. &#8220;S\u00f3 conseguiremos fazer as melhorias quando recuperarmos os d\u00e9bitos em atraso&#8221;, diz. Motivo: o arrecadado atual s\u00f3 \u00e9 suficiente para cobrir os gastos fixos, como \u00e1gua e energia, que variam de R$ 16 mil a R$ 17 mil. &#8220;Tento ao m\u00e1ximo evitar maiores problemas aos moradores. Mas todos precisam colaborar&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Justi\u00e7a<\/p>\n<p>Para o advogado do Sindicato dos Condom\u00ednios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondom\u00ednio-DF), D\u00e9lzio Oliveira, o aumento do calote nos cond\u00f4minos foi estimulado depois da publica\u00e7\u00e3o, em 2002, do novo C\u00f3digo Civil, que reduziu de 20% para 2% a multa sobre o atraso. Al\u00e9m desse encargo, o inadimplente paga juros mensais de 1% e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. &#8220;Se atrasar o condom\u00ednio, a pessoa arcar\u00e1 com encargos entre 15% e 16% ao ano. No cart\u00e3o de cr\u00e9dito, por exemplo, a taxa sobe para 238% ao ano, em m\u00e9dia. Por isso, o brasileiro prefere ficar devendo para o condom\u00ednio&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A presidente da Abadi, Deborah Mendon\u00e7a, aconselha aos s\u00edndicos que, em casos graves de inadimpl\u00eancia, recorram \u00e0 Justi\u00e7a. &#8220;A associa\u00e7\u00e3o estimula a cobran\u00e7a das d\u00edvidas formalmente, pois um condom\u00ednio com alto \u00edndice de inadimpl\u00eancia \u00e9 um condom\u00ednio falido&#8221;, define. Ela explica que, geralmente, os s\u00edndicos procuram os tribunais somente depois de tr\u00eas meses de calote na d\u00edvida. &#8220;Primeiro h\u00e1 o di\u00e1logo e o envio de cartas de cobran\u00e7a. Depois, a a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a&#8221;, completa.<\/p>\n<p>O advogado Ricardo Trotta vai al\u00e9m e lembra que, desde 2008, os s\u00edndicos ganharam o direito de protestar a d\u00edvida, o que permite negativar o devedor no SPC com mais agilidade. Para ele, no entanto, falta iniciativa, por parte dos administradores, na hora de recorrer \u00e0 Justi\u00e7a. &#8220;Por mais que o n\u00famero de a\u00e7\u00f5es tenha crescido, ainda n\u00e3o \u00e9 comum que os s\u00edndicos recorram aos tribunais. Eles querem evitar o desgaste dentro do condom\u00ednio. Afinal, voc\u00ea cruza com os devedores todos os dia no elevador&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Diante da postura mais flex\u00edvel dos s\u00edndicos, o advogado e especialista financeiro Luiz Felizardo Barroso aconselha aos devedores que renegociem os d\u00e9bitos com o condom\u00ednio, pedindo at\u00e9 desconto das multas se for comprovada a real incapacidade de pagamento. N\u00e3o se pode esquecer que ningu\u00e9m est\u00e1 livre do desemprego ou de doen\u00e7as graves na fam\u00edlias, que exigem gastos elevados e inesperados. Segundo ele, os acordos administrativos s\u00e3o mais comuns do que parecem e podem ser fechados em, no m\u00e1ximo, um m\u00eas, diferentemente das a\u00e7\u00f5es judiciais que podem levar mais de dois anos para serem conclu\u00eddas. &#8220;\u00c9 relevante que o morador tenha consci\u00eancia de que a cobran\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Barroso alerta, no entanto, aos que pagam condom\u00ednio que fiquem atentos \u00e0s cobran\u00e7as indevidas. &#8220;\u00c9 importante conferir, por exemplo, se as taxas extras s\u00e3o legais. Se n\u00e3o, podem caracterizar improbidade administrativa por parte dos s\u00edndicos. &#8220;Nesses casos, os moradores podem e devem relatar o caso por meio de uma a\u00e7\u00e3o judicial&#8221;, aconselha.<\/p>\n<p>No vermelho<\/p>\n<p>Veja o percentual m\u00e9dio de inadimpl\u00eancia nas principais capitais do pa\u00eds<\/p>\n<p>Cidades \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00cdndice de atraso<\/p>\n<p>Rio de Janeiro \u00a0 \u00a011% a 15%<\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u00a0 \u00a010% a 20%<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u00a0 \u00a014% a 20%<\/p>\n<p>Fortaleza \u00a0 \u00a015% a 20%<\/p>\n<p>Curitiba \u00a0 \u00a015% a 20%<\/p>\n<p>Fontes: Condom\u00ednios, sindicatos estaduais da habita\u00e7\u00e3o (Secovi) e Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Administradoras de Im\u00f3veis (Abadi)<\/p>\n<hr \/>\n<p>Arrecada\u00e7\u00e3o de impostos cai de novo<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o da Receita Federal, sem considerar a parcela previdenci\u00e1ria, vai continuar em queda em agosto. A baixa nominal &#8211; quando n\u00e3o se considera a infla\u00e7\u00e3o &#8211; ser\u00e1 de aproximadamente 0,9%, caindo de R$ 49,6 bilh\u00f5es em agosto de 2011 para R$ 49,2 bilh\u00f5es no m\u00eas passado. O recuo real, portanto, ser\u00e1 ainda maior. Mesmo negativo, o resultado pode indicar alguma recupera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a julho, quando a queda nominal foi superior: 8,78% em rela\u00e7\u00e3o a igual m\u00eas de 2011.<\/p>\n<p>As contas feitas pelo Valor com base no 4\u00ba Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Receitas e Despesas Prim\u00e1rias do Minist\u00e9rio do Planejamento consideram os recolhimentos administrados pela Receita Federal, como o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto de Renda de Pessoa F\u00edsica e Jur\u00eddica (IRPF e IRPJ), Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF), Imposto Territorial Rural (ITR), Cofins, PIS\/Pasep, Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e Cide, por exemplo, mas excluem as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1ria e ao Plano de Seguridade do Servidor (PSS).<\/p>\n<p>O levantamento, portanto, inclui os tributos que mais oscilam de acordo com a atividade econ\u00f4mica. &#8220;Eles s\u00e3o reflexo do baixo dinamismo. A recupera\u00e7\u00e3o da economia est\u00e1 demorando mais do que se esperava&#8221;, avaliou o especialista em contas p\u00fablicas Mansueto Almeida. No come\u00e7o do ano ningu\u00e9m esperava um aumento entre 1,5% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, o &#8220;n\u00edvel de desacelera\u00e7\u00e3o foi muito al\u00e9m do esperado&#8221;, completou o economista.<\/p>\n<p>A expectativa do governo era que a economia voltasse a registrar aumento no ritmo de crescimento no segundo semestre. Na arrecada\u00e7\u00e3o, isso ainda n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>Em julho, a arrecada\u00e7\u00e3o administrada pela Receita, exceto a parte previdenci\u00e1ria e do PSS, tamb\u00e9m registrou queda nominal &#8211; de 8,78% &#8211; em rela\u00e7\u00e3o a julho de 2011. Considerando todas as receitas administradas pelo Fisco, o recuo nominal foi de 3,53%. No m\u00eas, a arrecada\u00e7\u00e3o total, incluindo as administradas por outros \u00f3rg\u00e3os, caiu 2,55% nominalmente. Todas essas compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a igual m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo que a economia esteja em um processo de retomada [de crescimento], h\u00e1 uma defasagem para isso aparecer na arrecada\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Almeida. Segundo ele, os recolhimentos de julho e agosto ainda sofrem efeitos do primeiro semestre, que foi considerado ruim pelo pr\u00f3prio governo. Para ele, o cumprimento do super\u00e1vit prim\u00e1rio &#8220;vai ficar dependendo de receitas extraordin\u00e1rias e dividendos&#8221;, mecanismo que o governo est\u00e1 usando para atingir a meta.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios anteriores ao documento de avalia\u00e7\u00e3o de receitas e despesas divulgado na quinta-feira mostraram que a expectativa de arrecada\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria para agosto \u00e9 de aproximadamente R$ 24 bilh\u00f5es e a do Plano de Seguridade do Servidor, que sofre altera\u00e7\u00f5es m\u00ednimas no ano, deve ser de R$ 1,8 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Se confirmadas essas previs\u00f5es, as receitas administradas pela Receita, que representam quase toda arrecada\u00e7\u00e3o federal, devem somar R$ 75 bilh\u00f5es em agosto &#8211; dado aproximado ao que ser\u00e1 divulgado amanh\u00e3. Isso significa alta nominal de 2,7% na compara\u00e7\u00e3o com agosto de 2011 &#8211; resultado puxado pelas contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, ligadas \u00e0 massa salarial. N\u00e3o foi poss\u00edvel obter informa\u00e7\u00f5es sobre os recolhimentos n\u00e3o administrados pela Receita, que completam a arrecada\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>O desemprego oculto dos EUA<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Quando Daniel McCune graduou-se na universidade h\u00e1 tr\u00eas anos, ele acreditava que suas boas notas lhe renderiam um emprego como analista de intelig\u00eancia no governo dos Estados Unidos. Diplomado em Servi\u00e7os e Hist\u00f3ria do Governo pela Universidade de Liberty, de Virginia, McCune enviou o curr\u00edculo para v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os, como a Ag\u00eancia de Seguran\u00e7a Nacional (NSA, na sigla em ingl\u00eas) e o FBI (a pol\u00edcia federal americana). Sem sucesso, o jovem de 26 anos jogou a toalha em outubro passado, juntando-se a milh\u00f5es de cidad\u00e3os frustrados que abandonaram a procura por um trabalho.<\/p>\n<p>Voltou a New Concord, em Ohio, para viver com os pais que o ajudam a quitar a d\u00edvida universit\u00e1ria de US$ 20 mil. &#8220;Eu n\u00e3o gosto, \u00e9 vergonhoso. N\u00e3o quero ser um fardo&#8221;, disse. Durante a crise financeira, de 2007 a 2009, a maior economia do planeta perdeu 8,7 milh\u00f5es de postos de trabalho e recuperou, at\u00e9 agora, pouco mais de metade disso. Ou seja, cerca de 4 milh\u00f5es de pessoas ainda n\u00e3o conseguiram se recolocar. Se todas essas pessoas tivessem permanecido no mercado, a taxa de desemprego de agosto, de 8,1%, seria de 10,5%, de acordo com economistas. Eles calculam ainda que \u00e9 preciso criar 125 mil empregos por m\u00eas apenas para que o indicador atual seja mantido.<\/p>\n<p>A crise tamb\u00e9m representa um desafio para a tentativa de reelei\u00e7\u00e3o do presidente Barack Obama. O aumento do desemprego levou o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, a lan\u00e7ar na semana passada um novo programa de inje\u00e7\u00e3o de recursos na economia. Ser\u00e3o US$ 40 bilh\u00f5es por m\u00eas, at\u00e9 que o desemprego caia. Essa decis\u00e3o tem sido motivo de enormes cr\u00edticas por parte do governo brasileiro. E caso se encontre com Obama, a presidente Dilma Rousseff far\u00e1 quest\u00e3o de deixar isso claro.<\/p>\n<p>2 tri de euros para socorro<\/p>\n<p>A capacidade de empr\u00e9stimo do futuro Mecanismo Europeu de Estabilidade (Mede), o fundo de ajuda permanente da Zona do Euro, ser\u00e1 ampliada a 2 trilh\u00f5es de euros, muito al\u00e9m dos 500 bilh\u00f5es de euros previstos at\u00e9 agora, afirma a revista alem\u00e3 Der Spiegel. Os pa\u00edses da Eurozona preparam o aumento para ajudar, em caso de necessidade, grandes economias como a It\u00e1lia e a Espanha, destaca a publica\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o cita fontes. O modelo ser\u00e1 o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef), criado na primavera de 2010 ap\u00f3s o in\u00edcio da crise grega. O Mede deve entrar em vigor no pr\u00f3ximo ano. Se for aprovado, o uso das mesmas t\u00e9cnicas de refor\u00e7o de capital do Feef, o mecanismo ter\u00e1 mais poder para empr\u00e9stimos sem que os governos tenham de contribuir com mais recursos. O projeto enfrenta a oposi\u00e7\u00e3o da Finl\u00e2ndia, que bloqueou uma aprova\u00e7\u00e3o r\u00e1pida no Eurogrupo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo faz refor\u00e7o no capital da Caixa e do BB<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os empr\u00e9stimos concedidos pela Uni\u00e3o \u00e0 Caixa Econ\u00f4mica Federal e ao Banco do Brasil (BB) t\u00eam o objetivo de ampliar a capacidade de oferta de cr\u00e9dito e &#8220;garantir a continuidade do aumento de participa\u00e7\u00e3o [dessas institui\u00e7\u00f5es]&#8221; no mercado, afirmou o Minist\u00e9rio da Fazenda em nota \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Segundo medida provis\u00f3ria publicada na sexta-feira, a Uni\u00e3o dar\u00e1 cr\u00e9dito de at\u00e9 R$ 13 bilh\u00f5es \u00e0 Caixa e de R$ 8,1 bilh\u00f5es ao BB. Os recursos ser\u00e3o um h\u00edbrido de capital e d\u00edvida e ser\u00e3o aptos a integrar o patrim\u00f4nio de refer\u00eancia dos bancos, o que garante o aumento de suas carteiras de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>O governo, por\u00e9m, definiu o destino dos recursos. Na Caixa, R$ 3 bilh\u00f5es destinam-se ao financiamento de material de constru\u00e7\u00e3o e bens de consumo dur\u00e1vel para pessoas f\u00edsicas, R$ 3,8 bilh\u00f5es s\u00e3o para projetos de infraestrutura e o restante \u00e9 de uso livre. J\u00e1 para o BB, os R$ 8,1 bilh\u00f5es devem ser destinados \u00e0 safra agr\u00edcola 2012\/13.<\/p>\n<p>Com a opera\u00e7\u00e3o, o BB deve fortalecer seu \u00edndice de Basileia &#8211; que mede a capacidade de alavancagem das institui\u00e7\u00f5es financeiras &#8211; em at\u00e9 1,2 ponto, calculam analistas do J. Safra. Dessa forma, o \u00edndice pode chegar a 15,4%, ante 14,2% no segundo trimestre. A opera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dar\u00e1 f\u00f4lego \u00e0 Caixa, cujo \u00edndice de Basileia est\u00e1 em 12,7%, pr\u00f3ximo do limite m\u00ednimo definido pelo Banco Central de 11%, segundo fonte ouvida pelo Valor.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma quer fim de &#8220;clube fechado&#8221; no FMI e Bird<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff desembarcou ontem em Nova York disposta a levar \u00e0 abertura da 67\u00aa Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), amanh\u00e3, a mensagem do &#8220;multilateralismo&#8221;. Na vis\u00e3o da presidente, n\u00e3o existe momento melhor para reiterar em seu discurso aos pa\u00edses ricos que a globaliza\u00e7\u00e3o, t\u00e3o falada em diversos idiomas, deve ser estendida \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, no caso o Banco Mundial (Bird) e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), hoje comandados como verdadeiros clubes fechados pelos Estados Unidos e a Europa.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Dilma est\u00e1 pronta para dizer \u00e0s demais na\u00e7\u00f5es que, sem estabilidade econ\u00f4mica e paz, n\u00e3o haver\u00e1 o sonhado desenvolvimento sustent\u00e1vel, tema da Rio+20, da qual saiu um documento considerado t\u00edmido do ponto de vista dos ambientalistas. O desenvolvimento sustent\u00e1vel, ali\u00e1s, ser\u00e1 o grande nicho que permear\u00e1 todo o discurso da presidente, uma vez que esse tema vai muito al\u00e9m da defesa do meio ambiente e perpassa a economia, assunto que ela considera fundamental para tratar na Assembleia da ONU.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o da l\u00edder brasileira, a solu\u00e7\u00e3o para a crise europeia requer uma receita um pouco diferente da que vem sendo executada. Afinal, as medidas de conten\u00e7\u00e3o de gastos adotadas pelos governos travaram o crescimento econ\u00f4mico de v\u00e1rios pa\u00edses. Gr\u00e9cia, Espanha e Portugal, por exemplo, est\u00e3o em s\u00e9rias dificuldades. Diante desse quadro, \u00e9 imposs\u00edvel prever por quanto tempo os pa\u00edses emergentes, como o Brasil e a China, aguentar\u00e3o o tranco e continuar\u00e3o sustentando a expans\u00e3o global.<\/p>\n<p>Logo nas primeiras horas da manh\u00e3, em Nova York, Dilma chamou ministros que a acompanhavam para trocar ideias sobre o discurso que far\u00e1 amanh\u00e3 na ONU e o roteiro novaiorquino. Ela queria saber tamb\u00e9m a respeito do encontro entre o seu ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Antonio Patriota, e a presidente eleita da Comiss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana, Nikososana Zuma. A sul-africana Nikososana, segundo diplomatas brasileiros, foi incisiva ao falar da sua esperan\u00e7a de ver o Brasil liderando a busca pelo multilateralismo econ\u00f4mico e pol\u00edtico. Os pa\u00edses africanos, assim como o governo brasileiro, desejam um assento no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, que at\u00e9 hoje n\u00e3o veio.<\/p>\n<p>Os encontros bilaterais da presidente ainda n\u00e3o foram fechados. At\u00e9 ontem \u00e0 tarde, estava previsto apenas que ela teria um encontro com o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, do qual participaria o presidente da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Automobilismo (Fia), Jean Todt, que atualmente lidera uma campanha de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, a presidente deve passar a a manh\u00e3 no plen\u00e1rio da ONU, pois quer acompanhar o discurso do presidente dos EUA, Barack Obama. A possibilidade de uma conversa com o norte-americano voltou \u00e0 pauta da viagem, mas at\u00e9 ontem n\u00e3o havia sido confirmada. A passagem de Obama por Nova York deve ser r\u00e1pida por conta da campanha pela reelei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o est\u00e1 descartado um encontro da l\u00edder brasileira com a chanceler alem\u00e3, Angela Merkel. Em Berlim, no ano passado, Dilma criticou as medidas adotadas pelo governo alem\u00e3o para conter a crise europeia e Merkel n\u00e3o gostou das cr\u00edticas. Agora, em Nova York, ser\u00e1 a oportunidade de desanuviar o ambiente entre as duas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Construtoras t\u00eam interesse em hidrel\u00e9tricas argentinas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, disse na semana passada que v\u00e1rias empresas brasileiras de engenharia, como Odebrecht, OAS, Camargo Corr\u00eaa e Andrade Gutierrez, demonstraram interesse em participar da licita\u00e7\u00e3o para constru\u00e7\u00e3o das usinas hidrel\u00e9tricas Presidente N\u00e9stor Kirchner e Governador Jorge Cerpernic. As usinas ser\u00e3o constru\u00eddas no Rio Santa Cruz, prov\u00edncia de Santa Cruz, na Patag\u00f4nia, e ter\u00e3o capacidade combinada de 1,74 mil megawatts (MW).<\/p>\n<p>Segundo ele, agora as empresas buscam um s\u00f3cio argentino e uma solu\u00e7\u00e3o de financiamento, duas das condi\u00e7\u00f5es da licita\u00e7\u00e3o. Vido destacou que, al\u00e9m de um empr\u00e9stimo do BNDES, as empresas tamb\u00e9m poderiam buscar um financiamento com institui\u00e7\u00f5es &#8220;globais&#8221;.<\/p>\n<p>A presidente Cristina Kirchner anunciou no fim de agosto a licita\u00e7\u00e3o do projeto, que j\u00e1 havia sido licitado h\u00e1 dois anos para um cons\u00f3rcio entre a Andrade Gutierrez e a IMPSA. Na ocasi\u00e3o, o projeto era estimado em US$ 4 bilh\u00f5es, dos quais 88% seriam de financiamento p\u00fablico.<\/p>\n<p>Em abril deste ano, ap\u00f3s expropriar a petroleira YPF, Cristina Kirchner anulou a concorr\u00eancia. Agora, o projeto \u00e9 estimado em US$ 5 bilh\u00f5es, e os empreendedores ter\u00e3o de se responsabilizar por 50% dos investimentos.<\/p>\n<p>Vido esteve na sede da Fiesp na quinta-feira, onde apresentou a cerca de 60 empres\u00e1rios convidados as condi\u00e7\u00f5es para participa\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras na licita\u00e7\u00e3o. Ele comentou que ainda ter\u00e1 encontros com representantes de empresas russas e chinesas.<\/p>\n<p>Uruguaiana. O ministro Julio de Vido confirmou que est\u00e3o adiantadas as negocia\u00e7\u00f5es com o governo brasileiro e com o grupo AES para fornecimento de energia \u00e0 usina t\u00e9rmica AES Uruguaiana. A usina est\u00e1 sem operar h\u00e1 mais de tr\u00eas anos, desde que o pa\u00eds vizinho deixou de entregar g\u00e1s para a geradora por causa de sua crise energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um empreendimento que nos interessa&#8221;, comentou, sem dar detalhes sobre as bases do acordo que est\u00e1 sendo desenhado. Segundo Vido, as negocia\u00e7\u00f5es, que estavam paradas nos \u00faltimos anos, foram retomadas h\u00e1 cerca de quatro meses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3593\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3593","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-VX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3593"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3593"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3593"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3593"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}