{"id":3624,"date":"2012-09-28T18:55:17","date_gmt":"2012-09-28T18:55:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3624"},"modified":"2012-09-28T18:55:17","modified_gmt":"2012-09-28T18:55:17","slug":"bc-preve-pib-de-16-e-indica-que-juro-nao-vai-subir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3624","title":{"rendered":"BC prev\u00ea PIB de 1,6% e indica que juro n\u00e3o vai subir"},"content":{"rendered":"\n<p>A economia brasileira vai crescer menos e conviver com mais infla\u00e7\u00e3o este ano, informou o Banco Central. Por outro lado, a taxa de juros n\u00e3o dever\u00e1 subir no ano que vem, ao contr\u00e1rio do que v\u00eam afirmando os analistas do mercado financeiro. As novas proje\u00e7\u00f5es fazem parte do Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado ontem.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de crescimento do PIB foi cortada de 2,5% para apenas 1,6%, n\u00edvel classificado de &#8220;piada&#8221; pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, h\u00e1 apenas tr\u00eas meses. Ontem, ele evitou a imprensa. Passou a manh\u00e3 reunido com a presidente Dilma Rousseff. O Planalto minimizou o corte da estimativa, avaliando que a economia j\u00e1 est\u00e1 reagindo aos est\u00edmulos dados pelo governo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a infla\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 maior do que o esperado. O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) dever\u00e1 chegar ao fim do ano em 5,2%, ante 4,9% projetados em junho. Para 2013, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,9%.<\/p>\n<p>Os valores est\u00e3o acima do centro da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), mas dentro da margem de toler\u00e2ncia de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.<\/p>\n<p>O diretor de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do BC, Carlos Hamilton de Ara\u00fajo, n\u00e3o descartou novos cortes na taxa b\u00e1sica de juros, atualmente em 7,5%. Reconheceu, por\u00e9m, que, ap\u00f3s a redu\u00e7\u00e3o de 0,5 ponto realizada no fim de agosto passado, &#8220;o espa\u00e7o para corte dos juros diminuiu&#8221;.<\/p>\n<p>Ara\u00fajo tamb\u00e9m avaliou que, em 2013, os pre\u00e7os seguir\u00e3o comportados. &#8220;Entendo que h\u00e1 mais risco para baixo do que para cima.&#8221; As duas declara\u00e7\u00f5es, combinadas, foram lidas pelo mercado financeiro como sinal que os juros permanecer\u00e3o est\u00e1veis em 7,5% por um bom tempo, contrariando as estimativas dos analistas privados, que projetam a taxa em 8,25% no fim de 2013. Mas concordam com o que disse o ministro Mantega ao Estado no dia 16: que n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio subir os juros no ano que vem.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do BC, por\u00e9m, destoam das declara\u00e7\u00f5es de Mantega em outros pontos. Ao avaliar que a atividade econ\u00f4mica est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o, o Relat\u00f3rio estima que, no fim do primeiro semestre de 2013, a economia estar\u00e1 crescendo a uma velocidade de 3,3% ao ano. \u00c9 bem distante do que espera Mantega &#8211; uma taxa anualizada na casa dos 4% nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Houve diferen\u00e7a tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao impacto do corte nas contas de luz sobre a infla\u00e7\u00e3o de 2013. Enquanto Mantega espera uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 1 ponto porcentual na taxa, o BC fala em efeito &#8220;na vizinhan\u00e7a&#8221; de 0,5 ponto.<\/p>\n<p>No Relat\u00f3rio, o BC ainda alfineta o Minist\u00e9rio da Fazenda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica fiscal. Essa vari\u00e1vel era tratada pela autoridade monet\u00e1ria como um aux\u00edlio no corte de juros, mas ontem foi classificada como &#8220;ligeiramente expansionista&#8221;. Grosso modo, quer dizer que o governo vem aumentando os gastos, o que pode puxar a infla\u00e7\u00e3o para cima<\/p>\n<hr \/>\n<p>Valor da Petrobras cai R$ 65 bi em dois anos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Dois anos depois da capitaliza\u00e7\u00e3o da Petrobras, que aumentou a base acion\u00e1ria da companhia em 48%, h\u00e1 poucos motivos para comemora\u00e7\u00e3o entre investidores. O valor de mercado da empresa agora \u00e9 de R$ 303 bilh\u00f5es, R$ 65 bilh\u00f5es a menos que em 27 de setembro de 2010, quando houve a cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento dos novos pap\u00e9is na bolsa.<\/p>\n<p>Para que a Petrobras recupere o seu maior valor de mercado hist\u00f3rico, do dia 21 de maior de 2008, quando valia R$ 510 bilh\u00f5es, as a\u00e7\u00f5es preferenciais precisam subir 53% a partir do n\u00edvel atual e as ordin\u00e1rias, 80%. Para os acionistas, a dist\u00e2ncia \u00e9 ainda maior (ver mais nesta p\u00e1gina).<\/p>\n<p>Os pap\u00e9is preferenciais acumulam queda de 19% desde 31 de agosto de 2009, quando a megaoferta foi anunciada, enquanto as a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias desvalorizaram-se 31% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Desde o dia em que reestrearam no mercado, depois da capitaliza\u00e7\u00e3o, a baixa \u00e9 mais amena: de 7% para as a\u00e7\u00f5es preferenciais, mais l\u00edquidas e sem direito a voto, e de 15% para as ordin\u00e1rias.<\/p>\n<p>A desvaloriza\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais preocupante considerando que a perspectiva de produ\u00e7\u00e3o de mais de um milh\u00e3o de barris por dia no pr\u00e9-sal a partir de 2017 est\u00e1, ao menos parcialmente, incorporada ao pre\u00e7o da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Somos conhecidos no mundo como os maiores descobridores de reservas em \u00e1reas profundas&#8221;, comentou a presidente Maria das Gra\u00e7as Foster, na semana passada, em depoimento na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>A Petrobras j\u00e1 fez 63 notifica\u00e7\u00f5es de descobertas no pr\u00e9-sal e tem outras 189 descobertas em outras \u00e1reas, segundo Gra\u00e7a. O potencial recuper\u00e1vel totaliza 31,5 bilh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente.<\/p>\n<p>Em termos de reservas, nenhuma outra companhia mundial possui nada parecido com a Petrobras, lembra Mauro Rodrigues da Cunha, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Investidores no Mercado de Capitais (Amec).<\/p>\n<p>As acumula\u00e7\u00f5es na camada rochosa de sete mil metros de profundidade, que ocupa uma faixa de 800 quil\u00f4metros do litoral de Santa Catarina ao Esp\u00edrito Santo, representam um ter\u00e7o das descobertas de petr\u00f3leo no mundo nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Atualmente, o \u00f3leo extra\u00eddo do pr\u00e9-sal corresponde a 5% da produ\u00e7\u00e3o da companhia, equivalente 192 mil barris por dia, mas deve responder por 31% do total em 2016, informou a Petrobras em painel na Rio Oil e Gas.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar o aumento de produ\u00e7\u00e3o, o atual plano de investimentos, revisado anualmente, prev\u00ea desembolsos de US$ 236,5 bilh\u00f5es entre 2012 e 2016. Os investimentos s\u00e3o 5,2% superiores em rela\u00e7\u00e3o ao projeto para 2011 a 2015, mas as metas de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s s\u00e3o menores. A Petrobras espera extrair 3,3 milh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente por dia em 2016, 18% a menos que os 4 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios previstos para 2015.<\/p>\n<p>Gra\u00e7a diz que a empresa &#8220;aprendeu algumas li\u00e7\u00f5es&#8221; e que o novo plano \u00e9 mais realista que os anteriores. Mas ainda vale questionar se, n\u00e3o fosse a companhia controlada pelo governo, o tamanho seria menor, sugere um relat\u00f3rio da Gera\u00e7\u00e3o Futuro.<\/p>\n<p>&#8220;Os temores de que a Petrobras mantenha seu plano de investimentos inalterado, independentemente do cen\u00e1rio econ\u00f4mico e setorial, bem como da situa\u00e7\u00e3o financeira da empresa, prejudicam o valor das a\u00e7\u00f5es da estatal na Bovespa&#8221;, diz a corretora.<\/p>\n<p>&#8220;O preju\u00edzo aos investidores nasce na capitaliza\u00e7\u00e3o e segue em outras quest\u00f5es, com perdas financeiras e de credibilidade&#8221;, nota Cunha, da Amec. A defasagem no repasse de pre\u00e7os de produtos refinados, a produ\u00e7\u00e3o estagnada e investimentos mais altos do que se imaginava afastaram investidores, que h\u00e1 alguns anos reconheceram no Brasil uma grande oportunidade.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a interven\u00e7\u00e3o do governo, que usou a capitaliza\u00e7\u00e3o para aumentar a pr\u00f3pria participa\u00e7\u00e3o na estatal &#8211; e que continua a interferir em pol\u00edticas de pre\u00e7o de derivados, por exemplo -, prejudica estrangeiros e minorit\u00e1rios, ao diluir sua participa\u00e7\u00e3o e afast\u00e1-los das principais decis\u00f5es da companhia.<\/p>\n<p>Um exemplo da politiza\u00e7\u00e3o do setor \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da refinaria Abreu e Lima. Projetada para refinar tamb\u00e9m o petr\u00f3leo da Venezuela, n\u00e3o recebeu os investimentos do pa\u00eds vizinho at\u00e9 hoje. Enquanto isso, a Petrobras bancou sozinha o projeto, cujo or\u00e7amento previsto em US$ 2,3 bilh\u00f5es passou para mais de US$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Enquanto as a\u00e7\u00f5es da Petrobras patinam, os pap\u00e9is das petrol\u00edferas americanas ExxonMobil e Chevron, que atuam no pa\u00eds e possuem participa\u00e7\u00f5es em blocos do pr\u00e9-sal no Brasil &#8211; a ExxonMobil abandonou o \u00fanico bloco que possu\u00eda na Bacia de Santos em abril, ap\u00f3s encontrar um po\u00e7o seco e dois com \u00f3leo -, avan\u00e7am 55% em dois anos, na cota\u00e7\u00e3o em d\u00f3lares. Os pap\u00e9is preferenciais da Petrobras, em d\u00f3lares, no mesmo per\u00edodo, ca\u00edram 21,5%.<\/p>\n<p>O fundo de \u00edndice SPDR S&amp;P Oil &amp; Gas Exploration &amp; Production, que compila o retorno ao acionista das principais petrol\u00edferas mundiais, avan\u00e7a 56% desde o primeiro an\u00fancio da capitaliza\u00e7\u00e3o e 32,8% desde a estreia dos novos pap\u00e9is no mercado, em 27 de setembro de 2010. O desempenho revela o peso dos problemas de credibilidade da estatal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras companhias do setor.<\/p>\n<p>Os preju\u00edzos estendem-se ao Ibovespa. A a\u00e7\u00e3o preferencial da Petrobras, na atual carteira, possui o segundo maior peso na composi\u00e7\u00e3o do \u00edndice, de 8,22%, atr\u00e1s apenas da Vale, cujo peso \u00e9 de 9,13%. Na \u00e9poca da estreia das a\u00e7\u00f5es da capitaliza\u00e7\u00e3o, o peso da petrol\u00edfera era ainda maior no Ibovespa, de 9,77%. A carteira \u00e9 revisada trimestralmente. O principal \u00edndice da bolsa brasileira recua 7% desde setembro de 2009, e cai 11,3% em rela\u00e7\u00e3o a dois anos antes.<\/p>\n<p>A Petrobras arrecadou R$ 120,36 bilh\u00f5es (sendo R$ 40 bilh\u00f5es em dinheiro) com a emiss\u00e3o de 4,27 bilh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es. Entretanto, voltou ao mercado de d\u00edvida diversas vezes depois, para financiar seus projetos.<\/p>\n<p>A petrol\u00edfera n\u00e3o respondeu ao pedido de entrevista at\u00e9 o fechamento desta reportagem.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ainda faltam R$ 43 bi para governo cumprir meta de super\u00e1vit deste ano<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Para cumprir a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 96,9 bilh\u00f5es estipulada para este ano, o governo central ter\u00e1 que fazer uma economia 84% superior \u00e0 registrada nos \u00faltimos quatro meses de 2011, em valores nominais. O super\u00e1vit para esse per\u00edodo ter\u00e1 de ser de R$ 43,4 bilh\u00f5es, uma cifra bastante superior \u00e0 do ano passado, quando o esfor\u00e7o fiscal exigiu um saldo de R$ 23,6 bilh\u00f5es nominais.<\/p>\n<p>No ano, at\u00e9 agosto, o governo acumulou R$ 53,5 bilh\u00f5es para pagar os juros da d\u00edvida interna, para uma meta no exerc\u00edcio de R$ 96,9 bilh\u00f5es. Para atingi-la, a m\u00e9dia mensal dos super\u00e1vits restantes deste ano ter\u00e1 de ser de R$ 10,8 bilh\u00f5es. Para se ter uma dimens\u00e3o do que isso significa, em agosto a m\u00e9dia foi de R$ 1,583 bilh\u00f5es, o pior desempenho para o m\u00eas desde 2002, quando foi feita uma economia de R$ 1,3 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Para fechar as contas do ano o Tesouro Nacional conta com uma receita m\u00e9dia mensal de R$ 3,2 bilh\u00f5es, que estaria &#8220;garantida&#8221; mediante o recebimento dos dividendos das empresas estatais.<\/p>\n<p>O Tesouro j\u00e1 embolsou R$ 16,125 bilh\u00f5es em dividendos at\u00e9 agosto, 26,7% a mais do que em igual per\u00edodo do ano passado. Mas segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o de receitas e despesas do Minist\u00e9rio do Planejamento, a previs\u00e3o para o ano \u00e9 obter R$ 29 bilh\u00f5es, cifra recorde que ser\u00e1 usada para compensar parte da perda de arrecada\u00e7\u00e3o verificada neste ano, decorrente da queda da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Em 2012, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) foi respons\u00e1vel por quase 60% de todos os dividendos pagos \u00e0 Uni\u00e3o. O banco de fomento repassou R$ 9,36 bilh\u00f5es em dividendos, sendo R$ 4 bilh\u00f5es somente em agosto. O Banco do Brasil aparece em segundo lugar, transferindo R$ 1,96 bilh\u00e3o. Depois vem a Petrobras com R$ 1,88 bilh\u00e3o. A Caixa Econ\u00f4mica Federal encerra a lista dos grandes pagadores de dividendos, contribuindo com R$ 1,5 bilh\u00e3o, valor integralmente repassado em agosto.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que quando a receita cresce um pouco menos se tem como estrat\u00e9gia aumentar a participa\u00e7\u00e3o dos dividendos. &#8220;N\u00e3o tem problema nisso&#8221;, acredita ele, para quem o que diferencia essa pr\u00e1tica do que era no passado \u00e9 que as empresas p\u00fablicas que antes davam preju\u00edzo agora d\u00e3o lucro.<\/p>\n<p>O restante dos recursos o governo ter\u00e1 de obter com a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos e contribui\u00e7\u00f5es &#8211; ordin\u00e1ria e extraordin\u00e1ria &#8211; ou com a redu\u00e7\u00e3o de despesas.<\/p>\n<p>Augustin explicou que no fim do ano passado e no come\u00e7o deste ano foi feito um forte esfor\u00e7o fiscal para ancorar a pol\u00edtica monet\u00e1ria. Ent\u00e3o, diz, \u00e9 normal que os resultados, agora, sejam menores.<\/p>\n<p>Em percentual do Produto Interno Bruto (PIB), o super\u00e1vit prim\u00e1rio deste ano, at\u00e9 agosto, est\u00e1 em 1,85%, resultado 28% menor que o observado em igual per\u00edodo do ano passado, quando a economia para o pagamento de juros somava 2,58% do PIB.<\/p>\n<p>A meta para o ano \u00e9 atingir um super\u00e1vit de 3,1% do PIB e isso est\u00e1 mantido, segundo Augustin, que se mostra confiante na recupera\u00e7\u00e3o das receitas no restante do ano, bem como com a retomada do crescimento econ\u00f4mico. Ele reafirmou que h\u00e1 uma &#8220;tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o das receitas&#8221; e que a atividade vai atingir um ritmo &#8220;bem mais vigoroso&#8221; no fim de 2012 e ainda mais favor\u00e1vel para 2013.<\/p>\n<p>Um dos argumentos do secret\u00e1rio para manter o discurso de que a meta cheia de super\u00e1vit ser\u00e1 cumprida \u00e9 que a economia acumulada at\u00e9 agosto (R$ 53,5 bilh\u00f5es) est\u00e1 16,3% acima da meta para o per\u00edodo, que era de R$ 46 bilh\u00f5es. &#8220;O prim\u00e1rio tem meses diferenciados&#8221; e tende a ser mais elevado nos \u00faltimos meses do ano, disse.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio descartou a possibilidade de rever os investimentos do ano por quest\u00f5es fiscais. &#8220;Investimento \u00e9 a prioridade do governo. Temos trabalhado para aument\u00e1-lo e vamos seguir fazendo isso&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estudo lan\u00e7a d\u00favida sobre super\u00e1vit<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Banco Central conseguiu, com um estudo anexado ao Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado ontem, lan\u00e7ar d\u00favidas sobre a necessidade de o setor p\u00fablico manter um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) &#8211; meta prevista na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) at\u00e9 2015. Segundo o estudo, com um super\u00e1vit um pouco menor, n\u00e3o s\u00f3 a d\u00edvida l\u00edquida cair\u00e1, em compara\u00e7\u00e3o com o PIB, como a pr\u00f3pria d\u00edvida bruta.<\/p>\n<p>O super\u00e1vit prim\u00e1rio utilizado no estudo foi de 2,8% do PIB no per\u00edodo de 2012 a 2014 e de 2,7% do PIB em 2015 e 2016. Com isso, a d\u00edvida l\u00edquida cairia de 35,2% do PIB (previs\u00e3o para este ano) para 28,8% do PIB em 2016. A d\u00edvida bruta cairia de 57,2% do PIB em 2012 para 46,3% do PIB em 2016.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que essa queda acentuada da rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB decorreria tamb\u00e9m de um crescimento m\u00e9dio anual da economia de 4% no per\u00edodo considerado e da manuten\u00e7\u00e3o da taxa de juros (Selic) m\u00e9dia em torno de 8,5% ao ano &#8211; par\u00e2metros de mercado, divulgados no Relat\u00f3rio Focus e utilizados pelo BC em seu estudo.<\/p>\n<p>\u00c9 inevit\u00e1vel perguntar qual \u00e9 o objetivo da divulga\u00e7\u00e3o desse estudo pelo BC, pois n\u00e3o h\u00e1 novidade nessas proje\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o feitas, rotineiramente, por analistas, acad\u00eamicos e economistas de todos os matizes. Qualquer economista chega \u00e0 conclus\u00e3o de que, hoje, a redu\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB pode ser obtida com super\u00e1vit menor que 3,1% do PIB.<\/p>\n<p>O inusitado \u00e9 a decis\u00e3o do BC de divulgar essas proje\u00e7\u00f5es feitas com base em par\u00e2metros de mercado, que s\u00e3o, no que se refere aos super\u00e1vits prim\u00e1rios, diferentes daqueles fixados na LDO. Para fazer suas proje\u00e7\u00f5es para a trajet\u00f3ria da infla\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses, o pr\u00f3prio BC trabalhou com um super\u00e1vit de 3,1% do PIB, sem ajustes, at\u00e9 2014, como est\u00e1 dito no relat\u00f3rio, tendo a autoridade monet\u00e1ria advertido, inclusive, que seu &#8220;cen\u00e1rio prospectivo para a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 condicionado \u00e0 materializa\u00e7\u00e3o das trajet\u00f3rias com as quais trabalha para vari\u00e1veis fiscais&#8221;.<\/p>\n<p>Pode-se chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que o BC tem d\u00favidas sobre a manuten\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit de 3,1% do PIB nos pr\u00f3ximos anos, principalmente porque est\u00e1 dito, no relat\u00f3rio, que &#8220;iniciativas recentes apontam o balan\u00e7o do setor p\u00fablico se deslocando de uma posi\u00e7\u00e3o de neutralidade para ligeiramente expansionista&#8221;. Nessa perspectiva, a publica\u00e7\u00e3o do estudo seria uma esp\u00e9cie de tentativa do BC de municiar a opini\u00e3o p\u00fablica com an\u00e1lise t\u00e9cnica para uma eventual decis\u00e3o do governo de reduzir a meta fiscal neste e nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Alternativamente, pode-se concluir que o BC, embora admita que um super\u00e1vit menor \u00e9 suficiente para reduzir a d\u00edvida\/PIB, considera necess\u00e1rio manter a meta de 3,1% do PIB como forma de a pol\u00edtica fiscal contribuir para o controle da demanda e, assim, ajudar no combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Quem tiver outra explica\u00e7\u00e3o que apresente.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos estatais voltam a salvar as contas p\u00fablicas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Com a arrecada\u00e7\u00e3o das receitas em queda, coube aos bancos estatais salvarem as contas do governo em agosto. Conforme antecipou o Estado, eles repassaram ao Tesouro Nacional R$ 5,8 bilh\u00f5es em pagamento de dividendos, o que resultou em um super\u00e1vit prim\u00e1rio (saldo para pagamento de juros) de R$ 1,58 bilh\u00e3o. Sem os dividendos, as contas do governo central (Tesouro, Previd\u00eancia e Banco Central) teriam amargado no m\u00eas passado um d\u00e9ficit de R$ 4,24 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, as empresas estatais j\u00e1 repassaram R$ 16,1 bilh\u00f5es em dividendos \u00e0 Uni\u00e3o, 26,7% a mais que no mesmo per\u00edodo do ano passado. O governo espera receber este ano R$ 29 bilh\u00f5es. Essa pol\u00edtica ajudou o governo a acumular, entre janeiro e agosto, um saldo prim\u00e1rio de R$ 53,5 bilh\u00f5es, o que corresponde a 1,85% do PIB. Ainda assim o resultado \u00e9 23,4% menor que o apurado nos oito primeiros meses do ano passado.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que quando as receitas reagem menos, o governo tem como estrat\u00e9gia aumentar a participa\u00e7\u00e3o dos dividendos. &#8220;N\u00e3o vemos problema nisso. Felizmente as empresas estatais t\u00eam lucro.&#8221; Ele argumentou que esses dividendos s\u00e3o distribu\u00eddos quando \u00e9 poss\u00edvel e negou que haja manobra do governo para aument\u00e1-los ou antecip\u00e1-los.<\/p>\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) pagou R$ 4 bilh\u00f5es em agosto; a Caixa, R$ 1,5 bilh\u00e3o, o Banco do Brasil repassou R$ 199,4 milh\u00f5es e o Banco do Nordeste, R$ 115,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio disse que h\u00e1 uma tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Ele destacou que em agosto j\u00e1 houve um pequeno crescimento nominal das receitas administradas em rela\u00e7\u00e3o a agosto de 2011 e lembrou que houve queda nominal das receitas em junho e julho, em fun\u00e7\u00e3o de uma arrecada\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria nestes meses em 2011.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, as receitas do governo cresceram 7,2%, bem abaixo da expans\u00e3o de 12,2% das despesas. Os gastos com investimentos sustentaram o aumento das despesas. Eles somaram R$ 42,9 bilh\u00f5es de janeiro a agosto, 29,1% a mais que no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;A prioridade \u00e9 com os investimentos&#8221;, disse o secret\u00e1rio. Augustin diz que haver\u00e1 uma expans\u00e3o ainda maior com este tipo de gastos com a consolida\u00e7\u00e3o dos projetos previstos na segunda fase do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>PIB. O secret\u00e1rio tamb\u00e9m espera que o crescimento econ\u00f4mico esteja &#8220;bem mais vigoroso&#8221; no fim do ano e com tend\u00eancia mais favor\u00e1vel em 2013. Ele afirmou que n\u00e3o faria progn\u00f3stico sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas enfatizou que a preocupa\u00e7\u00e3o do governo neste momento \u00e9 saber como a economia vai terminar o ano.<\/p>\n<p>&#8220;Enxergamos nas receitas uma recupera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos meses anteriores, o que significa que a atividade est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, citou. Augustin disse que a economia estar\u00e1 crescendo a um ritmo entre 4% a 4,5% em novembro e dezembro deste ano. &#8220;O importante \u00e9 uma tend\u00eancia de crescimento no fim do ano.&#8221;<\/p>\n<p>Ontem, o Banco Central revisou a previs\u00e3o de crescimento do PIB este ano de 2,5% para 1,6%. A proje\u00e7\u00e3o oficial do minist\u00e9rio da Fazenda \u00e9 de 2%. O secret\u00e1rio acredita que as pol\u00edticas governamentais tiveram sucesso em reanimar a economia, mas destacou que a crise tem influenciado neste resultado. &#8220;Evidente que a crise se estendeu bastante e \u00e9 natural que haja dificuldade. O movimento recente da economia \u00e9 animador e esperamos terminar o ano com crescimento forte&#8221;, completou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cameron sobre o Brasil: &#8216;Se n\u00e3o pode venc\u00ea-los, junte-se a eles&#8217;<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>No primeiro dia de sua visita oficial ao Brasil, o primeiro-ministro brit\u00e2nico, David Cameron, afirmou ontem que o crescimento da economia brasileira transformou o pa\u00eds em um parceiro preferencial para o Reino Unido. Em discurso na Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), ele lembrou que no ano passado o Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do mundo. Depois, no Rio, reuniu-se com a presidente da Petrobras, Maria das Gra\u00e7as Foster, que apresentou o Plano de Neg\u00f3cios da empresa, que tem investimentos previstos de US$ 236,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Acompanhado de uma comitiva de 50 empres\u00e1rios, o premier tamb\u00e9m visitou a sede do BNDES, antes de jantar com o governador Sergio Cabral. Hoje, Cameron se encontra com a presidente Dilma Rousseff, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s, brit\u00e2nicos, temos um ditado: se n\u00e3o pode venc\u00ea-los, junte-se a eles &#8211; disse Cameron, na Fiesp.<\/p>\n<p>Ele mencionou os setores de energia, defesa, infraestrutura, educa\u00e7\u00e3o e farmac\u00eautica, como os preferidos pelos brit\u00e2nicos para um interc\u00e2mbio.<\/p>\n<p>&#8211; O Brasil vai ter de investir em gera\u00e7\u00e3o de energia e o Reino Unido quer participar disso &#8211; afirmou o premier. &#8211; Na \u00e1rea de defesa, podemos participar do processo de moderniza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas brasileiras, como dois pa\u00edses podem e devem fazer.<\/p>\n<p>Ainda falando sobre o atual momento da economia brasileiro aos empres\u00e1rios na Fiesp, ele recorreu a uma met\u00e1fora do futebol:<\/p>\n<p>&#8211; O futebol foi inventado no Reino Unido, mas aperfei\u00e7oado no Brasil &#8211; afirmou ele, sem fazer coment\u00e1rio sobre as barreiras comerciais que o Brasil tem anunciado nos \u00faltimos dias, a pretexto de defender a ind\u00fastria local da invas\u00e3o de produtos importados, barreiras que desagradam ao governo brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>No encontro com Gra\u00e7a Foster, Cameron destacou a enorme capacidade da ind\u00fastria brasileira de petr\u00f3leo e g\u00e1s e a oportunidade para que as empresas brit\u00e2nicas trabalhem em conjunto com a Petrobras.<\/p>\n<p>A presidente da Petrobras destacou a abertura da Petrobras \u00e0 ind\u00fastria do Reino Unido. &#8220;N\u00f3s temos um enorme potencial na \u00e1rea de petr\u00f3leo e g\u00e1s, um enorme desafio e estamos abertos \u00e0 ind\u00fastria brit\u00e2nica de produtos e servi\u00e7os&#8221;, afirmou Gra\u00e7a em nota.<\/p>\n<p>A maior comitiva brit\u00e2nica<\/p>\n<p>Cameron desembarcou em S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s participar da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Nova York. Seu primeiro compromisso foi uma visita \u00e0 f\u00e1brica brit\u00e2nica JCB, de equipamentos pesados, em Sorocaba (SP).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da comitiva de 50 empres\u00e1rios de v\u00e1rios setores, acompanharam ainda o premier brit\u00e2nico o ministro para Assuntos Estrangeiros do Reino Unido, Hugo Swire, o ministro para Com\u00e9rcio e Investimentos, Lord Green. O embaixador do Reino Unido no Brasil, Allan Charlton, tamb\u00e9m participou da reuni\u00e3o na Fiesp.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 a maior comitiva de neg\u00f3cios (brit\u00e2nica) que j\u00e1 veio ao Brasil &#8211; disse Cameron.<\/p>\n<p>O Brasil exporta cerca de US$ 5 bilh\u00f5es para o Reino Unido, que importa outros US$ 3 bilh\u00f5es. Muito pouco para uma corrente conjunta de com\u00e9rcio de US$ 1,6 trilh\u00e3o. Al\u00e9m disso, em 2011 o Brasil investiu quase US$ 1 bilh\u00e3o no Reino Unido, enquanto os brit\u00e2nicos aportaram aqui US$ 3 bilh\u00f5es. A gigante brit\u00e2nica do setor de defesa General Dynamics UK, aproveitou a visita de Cameron para anunciar a abertura de uma subsidi\u00e1ria no Rio.<\/p>\n<p>&#8211; Expliquei ao primeiro ministro que n\u00f3s n\u00e3o queremos nenhum tipo de protecionismo. O que queremos aqui \u00e9 a competitividade &#8211; afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao comentar a reuni\u00e3o com o premier brit\u00e2nico.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Espanha prev\u00ea nova reforma econ\u00f4mica<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo da Espanha apresentou ontem um novo pacote de reformas econ\u00f4micas e seu projeto de or\u00e7amento para 2013, em meio a crescentes tens\u00f5es pol\u00edticas e sociais e renovados temores com a economia do pa\u00eds nos mercados financeiros.<\/p>\n<p>A vice-primeira-ministra da Espanha, Soraya Saenz de Santamar\u00eda, disse em uma coletiva de imprensa que o governo tamb\u00e9m planeja usar quase 3,06 bilh\u00f5es do fundo de reservas de pens\u00f5es do pa\u00eds &#8220;para cobrir algumas necessidades do Tesouro&#8221;. Mas ela n\u00e3o deu mais detalhes sobre o assunto. Criado na d\u00e9cada de 1990 para garantir o pagamento das aposentadorias, o fundo tinha 66,8 bilh\u00f5es no fim do ano passado, levantados por meio de contribui\u00e7\u00f5es de seguridade social de trabalhadores espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>O governo tamb\u00e9m confirmou ontem que vai criar uma ag\u00eancia para monitorar o or\u00e7amento das administra\u00e7\u00f5es regionais e garantir que elas cumpram as medidas para controlar os gastos e reduzir o d\u00e9ficit para 4,5% do PIB no ano que vem. Santamar\u00eda comentou que os gastos p\u00fablicos respondem por 63,5% do or\u00e7amento espanhol e por isso \u00e9 importante control\u00e1-los. Quanto \u00e0s receitas, a vice-premi\u00ea disse que a arrecada\u00e7\u00e3o do governo est\u00e1 em linha com as proje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o governo estima que a economia deve continuar encolhendo, com retra\u00e7\u00e3o de 0,5% em 2013. &#8220;N\u00f3s prevemos uma destrui\u00e7\u00e3o de empregos mais leve no ano que vem&#8221;, comentou o ministro de Or\u00e7amento, Crist\u00f3bal Montoro. Ele disse ainda estar confiante que a meta de um d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio de 6,3% este ano ser\u00e1 cumprida, tanto pelo governo central como pelas administra\u00e7\u00f5es regionais.<\/p>\n<p>Santamar\u00eda comentou tamb\u00e9m que o governo deve apresentar outros projetos de reformas para impulsionar a competitividade da economia. Uma mudan\u00e7a na idade m\u00ednima de aposentadoria n\u00e3o est\u00e1 descartada.<\/p>\n<p>O plano de reformas est\u00e1 bem concentrado e em certas \u00e1reas vai al\u00e9m do que a Comiss\u00e3o Europeia recomendou, afirmou o comiss\u00e1rio Europeu para os Assuntos Econ\u00f4micos e Monet\u00e1rios, Olli Rehn. Segundo ele, a proposta or\u00e7ament\u00e1ria representa um grande passo e inclui medidas concretas.<\/p>\n<p>As reformas est\u00e3o claramente orientadas para alguns dos desafios pol\u00edticos mais urgentes. O aumento da flexibilidade da produ\u00e7\u00e3o e dos mercados de trabalho ser\u00e1 realmente fundamental para impulsionar o crescimento e o emprego e apoiar a consolida\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria&#8221;, afirmou Rehn em um comunicado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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