{"id":3636,"date":"2012-10-01T19:22:27","date_gmt":"2012-10-01T19:22:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3636"},"modified":"2012-10-01T19:22:27","modified_gmt":"2012-10-01T19:22:27","slug":"ajuda-a-bancos-vai-elevar-deficit-e-divida-da-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3636","title":{"rendered":"Ajuda a bancos vai elevar d\u00e9ficit e d\u00edvida da Espanha"},"content":{"rendered":"\n<p>A admiss\u00e3o \u00e9 feita num momento em que cresce o temor quanto \u00e0 solv\u00eancia do pa\u00eds, o que tem elevado seus custos de empr\u00e9stimos e pressionado o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy a solicitar um resgate da Uni\u00e3o Europeia para continuar se financiando.<\/p>\n<p>A quarta maior economia da zona do euro sofre as consequ\u00eancias do colapso do mercado imobili\u00e1rio depois de uma d\u00e9cada de boom, o que derrubou as receitas fiscais do pa\u00eds, minguou a demanda interna e sobrecarregou seus bancos com bilh\u00f5es de euros em d\u00edvidas de recebimento duvidoso.<\/p>\n<p>No plano de or\u00e7amento de 2013, apresentado s\u00e1bado, o governo informou que o pacote de ajuda aos bancos vai inflar seu d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio para cerca de 7,4% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Excluindo o efeito de medidas para ajudar os bancos a digerir uma enorme pilha de ativos imobili\u00e1rios t\u00f3xicos, o governo afirmou que o pais vai cumprir a meta de d\u00e9ficit de 6,3% do PIB para 2012 com que havia se comprometido para receber um resgate da Uni\u00e3o Europeia. N\u00e3o foi poss\u00edvel contatar imediatamente um porta-voz da Comiss\u00e3o Europeia, o bra\u00e7o executivo da UE, para comentar o assunto.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o governo espanhol voltou a subir sua estimativa de d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio para o ano fiscal de 2011, dos 8,96% do PIB divulgados anteriormente para 9,44% do PIB, para ter em conta as medidas para ajudar seus bancos. \u00c9 a segunda vez que o governo revisa o d\u00e9ficit do or\u00e7amento do ano passado.<\/p>\n<p>As revis\u00f5es do or\u00e7amento ocorrem num per\u00edodo em que Rajoy enfrenta crescentes cr\u00edticas dos c\u00edrculos sociais e pol\u00edticos contra seu pacote de medidas de austeridade e de reforma econ\u00f4mica. No s\u00e1bado, milhares de manifestantes assediaram o Parlamento nacional, em Madri, pela terceira vez s\u00f3 na semana passada para protestar contra os cortes de gastos e aumentos de impostos.<\/p>\n<p>O governo j\u00e1 solicitou \u00e0 UE at\u00e9 \u20ac 100 bilh\u00f5es (US$ 128,6 bilh\u00f5es) em ajuda para fortalecer seus bancos. Mas, depois que uma auditoria independente realizada pela consultoria americana Oliver Wyman mostrou que os bancos precisam de menos de \u20ac 54 bilh\u00f5es em capital novo, o governo anunciou sexta-feira que pode precisar apenas de \u20ac 40 bilh\u00f5es em fundos da UE porque um novo banco estatal, que reunir\u00e1 os ativos t\u00f3xicos, vai ajudar a reduzir as necessidades de capital e alguns dos bancos ser\u00e3o capazes de levantar fundos por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O conselho de administra\u00e7\u00e3o do Banco Popular Espa\u00f1ol &#8211; o maior banco entre as institui\u00e7\u00f5es que negociam a\u00e7\u00f5es em bolsa a precisar de capital &#8211; aprovou, no domingo, um plano para vender at\u00e9 \u20ac 2,5 bilh\u00f5es em novas a\u00e7\u00f5es aos investidores para evitar ter de aceitar a ajuda da UE, disse uma pessoa familiarizada com a situa\u00e7\u00e3o. O Banco Popular precisa de \u20ac 3,2 bilh\u00f5es em capital adicional, constatou a auditoria.<\/p>\n<p>O governo tamb\u00e9m disse em sua apresenta\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento que sua carga de d\u00edvida vai saltar este ano e no pr\u00f3ximo. A rela\u00e7\u00e3o entre d\u00edvida e PIB da Espanha deve subir para 85,3% em 2012 e para 90,5% em 2013. No in\u00edcio deste ano, o governo previa uma rela\u00e7\u00e3o entre d\u00edvida e PIB de cerca de 80% para este ano.<\/p>\n<p>No seu plano de or\u00e7amento de 2013, o governo informou que o aumento agudo da d\u00edvida leva em conta a linha de cr\u00e9dito que a UE est\u00e1 liberando para os bancos do pa\u00eds, a contribui\u00e7\u00e3o da Espanha para o resgate de os outros pa\u00edses da zona euro e o financiamento dos subs\u00eddios de energia el\u00e9trica. Os 27 pa\u00edses da UE tinham uma rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB m\u00e9dia de 83% at\u00e9 o fim do primeiro trimestre de 2012.<\/p>\n<p>A Espanha tinha a esperan\u00e7a de que a carga de d\u00edvida da ajuda da UE ao sistema banc\u00e1rio pudesse ser transferida para o fundo de resgate da regi\u00e3o, depois que um acordo entre os chefes de Estado europeus em junho pareceu abrir as portas para esse tipo de transfer\u00eancia. Mas uma declara\u00e7\u00e3o na semana passada dos ministros das Finan\u00e7as da Alemanha, Holanda e Finl\u00e2ndia jogou \u00e1gua fria na ideia, ao sugerir que essa possibilidade n\u00e3o deve ser aberta para planos de resgate existentes, como o da Espanha.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento de austeridade da Espanha para 2013 inclui aumentos de impostos e cortes de gastos da ordem de \u20ac 13 bilh\u00f5es por parte do governo central. Incluindo as medidas e cortes anunciados anteriormente a serem implementados pelos governos regionais e municipais, a Espanha pretende reduzir seu d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio em \u20ac 37 bilh\u00f5es at\u00e9 o ano que vem. Mesmo assim, muitos analistas acreditam que uma recess\u00e3o econ\u00f4mica profunda possa tornar mais dif\u00edcil para a Espanha cumprir seus compromissos com a UE de reduzir o d\u00e9ficit para 4,5% do PIB em 2013 e para 2,8% em 2014.<\/p>\n<p>Em discurso durante um evento de campanha antes das elei\u00e7\u00f5es regionais de 21 de outubro no Pa\u00eds Basco, Rajoy disse que seu governo, de linha conservadora, teve de fazer cortes or\u00e7ament\u00e1rios profundos por causa da m\u00e1 gest\u00e3o econ\u00f4mica do governo do ex-primeiro-ministro socialista Jos\u00e9 Luis Rodr\u00edguez Zapatero. &#8220;Essa \u00e9 a origem de muitas das nossas dificuldades&#8221;, disse Rajoy em Vitoria, capital da regi\u00e3o espanhola do Pa\u00eds Basco.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos ter\u00e3o de explicar custo de tarifas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Com o aumento da oferta de cr\u00e9dito no Pa\u00eds, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, quer monitorar os custos efetivos das opera\u00e7\u00f5es financeiras e vai come\u00e7ar colocando uma lente de aumento sobre as tarifas dos bancos.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos verificar quanto, de fato, se cobra na ponta ao consumidor&#8221;, afirmou a secret\u00e1ria Juliana Pereira da Silva, que discutir\u00e1 hoje com representantes do Banco Central (BC) como se dar\u00e1 esse monitoramento.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais uma ofensiva do governo na \u00e1rea financeira. Bras\u00edlia est\u00e1 insatisfeita com o pequeno repasse da redu\u00e7\u00e3o dos juros ao consumidor, com a alta das tarifas cobradas pelos bancos e com as elevadas taxas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito para clientes e lojistas. Para acirrar a concorr\u00eancia no mercado, o governo tem acionado os bancos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira batalha da Secretaria Nacional do Consumidor em rela\u00e7\u00e3o ao setor. A secretaria esteve, junto com o Banco Central, por tr\u00e1s da unifica\u00e7\u00e3o dos nomes das tarifas banc\u00e1rias, mas o avan\u00e7o \u00e9 considerado insuficiente para que o consumidor compare os servi\u00e7os oferecidos pelos diferentes bancos.<\/p>\n<p>Hoje, as institui\u00e7\u00f5es financeiras t\u00eam de contar ao BC qual o teto de tarifas cobrado aos clientes. O problema, segundo a Senacon, \u00e9 que a obrigatoriedade \u00e9 insuficiente para que correntistas saibam de antem\u00e3o exatamente quanto v\u00e3o pagar de encargos.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que \u00e9 preciso um detalhamento maior, unificado e transparente dos servi\u00e7os ofertados. O ideal seria poder fazer escolhas de tarifas como se faz op\u00e7\u00f5es por compra de televis\u00f5es, comparando marcas e lojas a partir de par\u00e2metros \u00fanicos como tecnologia (LED ou LCD) e n\u00famero de polegadas.<\/p>\n<p>&#8220;Bola da vez&#8221;<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a de abertura de cr\u00e9dito \u00e9 considerada a &#8220;bola da vez&#8221;, porque os consumidores t\u00eam ganhado a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a nesse \u00e2mbito. De acordo com o site do Banco Central, elas podem chegar a R$ 5 mil, mas n\u00e3o se sabe quanto o cliente paga, em m\u00e9dia, por esse tipo de opera\u00e7\u00e3o. H\u00e1 relatos de pagamento de R$ 1 mil para essa opera\u00e7\u00e3o embutida em financiamento de ve\u00edculos, e que o consumidor nem se d\u00e1 conta de que est\u00e1 pagando.<\/p>\n<p>&#8220;Esse valor corresponde a uma parcela da compra de carro, e poderia ir para o consumo de um bem&#8221;, afirmou Juliana.<\/p>\n<p>A alta taxa de um servi\u00e7o n\u00e3o \u00e9 vista como um problema em si, pois cabe ao consumidor optar por esse ou aquele estabelecimento na hora de contrat\u00e1-lo. A quest\u00e3o, enfatizou Juliana, \u00e9 que o correntista tem de saber, antes de fechar um neg\u00f3cio, quais s\u00e3o exatamente as taxas cobradas pelas institui\u00e7\u00f5es para que possa fazer compara\u00e7\u00e3o e tomar sua decis\u00e3o, o que nem sempre ocorre. &#8220;O mercado tem liberdade, mas falta ao consumidor condi\u00e7\u00f5es para fazer compara\u00e7\u00f5es&#8221;, disse.<\/p>\n<p>As listas das maiores tarifas e taxas cobradas por banco pode ser acessada no site do BC. Mas isso n\u00e3o basta, avalia Juliana. &#8220;N\u00e3o adianta falar que a informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 no site do Banco Central ou no da Federa\u00e7\u00e3o dos Bancos, pois o cliente n\u00e3o acessa. \u00c9 preciso tratar a informa\u00e7\u00e3o de forma transparente&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p>Outra frente que a secret\u00e1ria promete explorar \u00e9 a dos juros embutidos nos produtos comprados em v\u00e1rias vezes, os famosos parcelamentos &#8220;sem juros&#8221;. &#8220;Isso tem de avan\u00e7ar e queremos aproveitar as normas e nosso conv\u00eanio com o Banco Central para criar instrumentos para o consumidor.&#8221;<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) informou que se pronunciar\u00e1 sobre o assunto &#8220;oportunamente&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BB recebe autoriza\u00e7\u00e3o para ampliar opera\u00e7\u00f5es nos EUA<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), um dos supervisores do sistema banc\u00e1rio americano, deu sinal verde para o Banco do Brasil ampliar as suas opera\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em 12 de outubro, o BB passa a operar oficialmente no territ\u00f3rio americano com a nova marca, Banco do Brasil Am\u00e9ricas. E coloca em marcha a estrat\u00e9gia de ampliar o portf\u00f3lio de produtos e de instala\u00e7\u00e3o de novas ag\u00eancias.<\/p>\n<p>No come\u00e7o do ano, o BB adquiriu um banco comunit\u00e1rio da Fl\u00f3rida, o Eurobank, com apenas tr\u00eas ag\u00eancias. A institui\u00e7\u00e3o apresentava algumas fragilidades financeiras, por isso o FDIC havia limitado sua amplia\u00e7\u00e3o de ativos e passivos.<\/p>\n<p>O BB pagou US$ 6 milh\u00f5es pelo Eurobank. Nos meses seguintes, injetou US$ 49,5 milh\u00f5es para refor\u00e7ar o capital do banco, al\u00e9m de promover um saneamento da carteira de ativos.<\/p>\n<p>Para o FDIC, gestor do seguro dep\u00f3sito nos Estados Unidos que tem poderes de supervis\u00e3o, esse processo est\u00e1 conclu\u00eddo. Sob o comando do BB, o Eurobank j\u00e1 \u00e9 um banco s\u00f3lido e pode voltar a ampliar as suas atividades.<\/p>\n<p>No plano de neg\u00f3cios apresentado \u00e0s autoridades americanas, o BB informou que pretende ter 16 ag\u00eancias banc\u00e1rias nos pr\u00f3ximos cinco anos. O objetivo \u00e9 ampliar a base de clientes, hoje de 1,5 mil, para cerca de 100 mil correntistas at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o descartamos fazer novas aquisi\u00e7\u00f5es para crescer nos Estados Unidos&#8221;, afirmou Leandro Alves, presidente do Banco do Brasil Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Com a libera\u00e7\u00e3o pelo FDIC, o BB tamb\u00e9m ir\u00e1 ampliar o portf\u00f3lio de produtos, incluindo cart\u00e3o de cr\u00e9dito, banco no celular e uma rede de 50 mil terminais de auto-atendimento (ATMs) com atendimento tanto em ingl\u00eas quanto em portugu\u00eas. No ano que vem, o BB vai oferecer financiamento imobili\u00e1rio para a aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o no varejo americano \u00e9 um desejo antigo do BB. Em 2008, o banco federal havia obtido autoriza\u00e7\u00e3o dos reguladores americanos para iniciar uma opera\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, ou seja, formar um banco do zero. Mas os planos foram adiados, devido \u00e0 crise financeira que atingiu os Estados Unidos.<\/p>\n<p>O BB escolheu come\u00e7ar na Fl\u00f3rida porque \u00e9 um Estado com grande concentra\u00e7\u00e3o de brasileiros (que algumas estimativas colocam em 300 mil), com perfil de renda diversificado. H\u00e1 imigrantes que se mudaram para &#8220;fazer a Am\u00e9rica&#8221;, mas tamb\u00e9m um grande grupo de turistas e de brasileiros de alta renda que resolveram morar nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 instalar ag\u00eancias tamb\u00e9m em Massachusetts, Nova York e Nova Jersey, Estados com grande concentra\u00e7\u00e3o de brasileiros. E tamb\u00e9m atrair outras comunidades de latino-americanos. &#8220;O Brasil tem uma boa aceita\u00e7\u00e3o nos demais pa\u00edses da regi\u00e3o&#8221;, disse Alves.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Chineses querem reduzir peso do investimento no PIB<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A China come\u00e7a gradualmente a abandonar o modelo de crescimento turbinado por investimentos que vigorou nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas e levou o pa\u00eds a construir a gigantesca ind\u00fastria sider\u00fargica, que responde por quase metade da produ\u00e7\u00e3o mundial de a\u00e7o e consome 60% do min\u00e9rio de ferro exportado no planeta.<\/p>\n<p>Para alguns analistas, a atual capacidade das sider\u00fargicas e os estoques que ser\u00e3o acumulados com o menor ritmo de crescimento podem levar a excesso na oferta de a\u00e7o. A consequ\u00eancia seria a redu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada da produ\u00e7\u00e3o, que derrubaria o pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro no mercado internacional.<\/p>\n<p>Entre os mais pessimistas est\u00e3o Matthew Cross e Ivan Lee, analistas de a\u00e7o e ferro da Nomura Equity Research em Hong Kong. &#8220;Acreditamos que o aumento na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o pode exacerbar os problemas atuais e aumentar a possibilidade de uma redu\u00e7\u00e3o desordenada de estoques e um grande, involunt\u00e1rio corte de produ\u00e7\u00e3o e, na nossa vis\u00e3o, as sider\u00fargicas est\u00e3o provavelmente adiando o inevit\u00e1vel&#8221;, escreveram, em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Raja Mukherji, do fundo de investimentos PIMCO, tamb\u00e9m ressaltou os problemas trazidos pelo excesso de capacidade de produ\u00e7\u00e3o do setor em nota divulgada no m\u00eas passado. &#8220;A ind\u00fastria sider\u00fargica chinesa apresenta v\u00e1rios sinais de s\u00e9rias dificuldades econ\u00f4micas, trazidas pela velocidade e a dimens\u00e3o sem precedentes de sua expans\u00e3o&#8221;, escreveu Mukherji, que tamb\u00e9m fica em Hong Kong.<\/p>\n<p>Em sua avalia\u00e7\u00e3o, a demanda de a\u00e7o na China alcan\u00e7ou n\u00edvel pr\u00f3ximo do pico e ter\u00e1 dificuldades de ampliar na medida em que o pa\u00eds reduz o peso dos investimentos na expans\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>No ano passado, a capacidade instalada da ind\u00fastria de a\u00e7o do pa\u00eds atingiu 850 milh\u00f5es de toneladas, mas a produ\u00e7\u00e3o foi de 683 milh\u00f5es, o equivalente a 46% do total mundial.<\/p>\n<p>A quantidade de a\u00e7o fabricado pela China superou a soma das toneladas que sa\u00edram das sider\u00fargicas dos 16 pa\u00edses que apareceram em seguida no ranking. O segundo colocado, o Jap\u00e3o, fabricou 108 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos analistas da Nomura, proje\u00e7\u00f5es de aumento no consumo de a\u00e7o na China tendem a ser exageradas por n\u00e3o descontarem os efeitos do megapacote de investimentos lan\u00e7ado em 2008, que elevou a demanda pelo produto a um n\u00edvel artificialmente alto.<\/p>\n<p>&#8220;Usar o &#8220;ano passado&#8221; como o ponto inicial de an\u00e1lise n\u00e3o faz o ajuste ao impacto do pacote de est\u00edmulo de 2008, que salvou a economia da China de entrar em uma recess\u00e3o pela antecipa\u00e7\u00e3o de investimentos de capital e uma grande eleva\u00e7\u00e3o do patamar b\u00e1sico do consumo anual de metais&#8221;, observaram.<\/p>\n<p>Cross e Lee ressaltaram que estimativas n\u00e3o adaptadas \u00e0s distor\u00e7\u00f5es provocadas pelo est\u00edmulo tendem a superestimar a demanda futura da China por a\u00e7o e, por tabela, min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estrangeiro investir\u00e1 como local<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O novo fundo de private equity da Kinea contou com esfor\u00e7os de capta\u00e7\u00e3o exclusivamente no pa\u00eds. Mesmo assim, atraiu a gestora americana Siguler Guff, especializada em investir em portf\u00f3lios de v\u00e1rias gestoras &#8211; os chamados &#8220;fundos de fundos&#8221;.<\/p>\n<p>Com um total de US$ 10 bilh\u00f5es sob gest\u00e3o, a Siguler possui investimentos em algumas das principais firmas de private equity brasileiras, como G\u00e1vea e P\u00e1tria, mas foi a primeira vez que aceitou compartilhar o mesmo fundo dos investidores institucionais locais.<\/p>\n<p>Com diverg\u00eancias sobre a estrutura de governan\u00e7a dos fundos, investidores nacionais e estrangeiros costumam ser alocados em estruturas distintas. Algumas gestoras preferem, inclusive, levantar recursos exclusivamente no exterior.<\/p>\n<p>O foco da disc\u00f3rdia \u00e9 o chamado comit\u00ea de investimento &#8211; respons\u00e1vel por aprovar os neg\u00f3cios selecionados pelos gestores. Enquanto os grandes investidores locais, como fundos de pens\u00e3o, exigem assento nesse comit\u00ea, os estrangeiros preferem delegar as decis\u00f5es de investimento aos gestores.<\/p>\n<p>&#8220;Conhecemos o trabalho da equipe que hoje est\u00e1 na Kinea, por isso nos sentimos confort\u00e1veis em participar do fundo ao lado dos investidores locais, que se profissionalizaram muito nos \u00faltimos anos&#8221;, afirma o diretor respons\u00e1vel pelo escrit\u00f3rio da Siguler Guff no pa\u00eds, Cesar Collier, que acabou sendo eleito pelos cotistas minorit\u00e1rios para represent\u00e1-los no comit\u00ea de investimentos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Franceses protestam contra pacto fiscal<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Milhares de manifestantes marcharam pelas ruas de Paris ontem contra o pacto fiscal europeu, na primeira grande exibi\u00e7\u00e3o de insatisfa\u00e7\u00e3o p\u00fablica contra o presidente da Fran\u00e7a, Fran\u00e7ois Hollande, desde sua elei\u00e7\u00e3o, em maio. A manifesta\u00e7\u00e3o, organizada pela coliga\u00e7\u00e3o Frente de Esquerda, acontece dois dias antes do in\u00edcio das discuss\u00f5es entre os parlamentares sobre o projeto de lei que trata do acordo fiscal. Os ativistas pedem que seja realizada uma consulta popular sobre o tratado, que imp\u00f5e medidas de conten\u00e7\u00e3o de gastos aos membros da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Na sexta-feira passada, Hollande anunciou o maior ajuste fiscal em 30 anos, que inclui aumento de impostos e corte de gastos, com o objetivo de poupar \u00ac 30 bilh\u00f5es at\u00e9 o fim de 2013. A iniciativa faz parte de um movimento maior, em que outros pa\u00edses europeus se comprometeram a seguir um maior rigor nas contas p\u00fablicas, como manter o d\u00e9ficit fiscal em 3% do Produto Interno Bruto (soma de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds). Hoje, o d\u00e9ficit franc\u00eas est\u00e1 em 4% do PIB.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ontem, o ministro do Or\u00e7amento da Fran\u00e7a, Jerome Cahuzac, afirmou que n\u00e3o haver\u00e1 aumento de impostos em 2014 e que, em 2015, os tributos poder\u00e3o ser reduzidos.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s enfrentaremos dois anos dif\u00edceis, indiscutivelmente, muito dif\u00edceis. Mas n\u00e3o haver\u00e1 um maior esfor\u00e7o fiscal depois disso&#8230; A partir de 2015 esperamos reduzir taxas obrigat\u00f3rias &#8211; disse Cahuzac \u00e0 r\u00e1dio francesa Europe 1.<\/p>\n<p>No fim de semana, tamb\u00e9m houve protestos em Madri e Lisboa, contra as medidas de austeridade.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Min\u00e9rio lidera exporta\u00e7\u00f5es do Brasil<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Nem mesmo os otimistas acreditam que o pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro voltar\u00e1 ao n\u00edvel de US$ 130\/tonelada registrado em julho. Para eles, o novo n\u00edvel de equil\u00edbrio est\u00e1 na casa de US$ 110 a US$ 120, que poderia ser alcan\u00e7ado nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>O principal fator que sustenta as previs\u00f5es \u00e9 o alto custo de produ\u00e7\u00e3o das mineradoras chinesas, que tendem a sair do mercado quando a cota\u00e7\u00e3o do produto cai abaixo de US$ 120. A consequ\u00eancia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da oferta dom\u00e9stica e o aumento das importa\u00e7\u00f5es, o que eleva o pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Segundo fontes do setor, a China consome 1,1 bilh\u00e3o de toneladas de min\u00e9rio de ferro por ano, das quais entre 350 milh\u00f5es e 400 milh\u00f5es s\u00e3o produzidas no pa\u00eds. Cerca de 40% da oferta dom\u00e9stica \u00e9 de alto custo e tende a ser interrompida quando a cota\u00e7\u00e3o cai abaixo de US$ 120.<\/p>\n<p>O que aumenta o custo de produ\u00e7\u00e3o na China \u00e9 o fato de o min\u00e9rio local ter apenas 20% de conte\u00fado de ferro, o que exige extra\u00e7\u00f5es de grandes quantidades para obten\u00e7\u00e3o do produto final. O min\u00e9rio brasileiro chega a ter 62% de ferro.<\/p>\n<p>Por isso, mesmo se for inclu\u00eddo o valor do frete, o produto da Vale pode chegar aos portos chineses a um pre\u00e7o menor que o extra\u00eddo dentro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O vertiginoso aumento da demanda chinesa transformou o min\u00e9rio de ferro no principal produto de exporta\u00e7\u00e3o brasileiro e levou os pre\u00e7os do produto a n\u00edveis inimagin\u00e1veis no come\u00e7o do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Em 2001, a China assumiu a posi\u00e7\u00e3o de maior comprador do min\u00e9rio de ferro brasileiro, com importa\u00e7\u00f5es de US$ 482,6 milh\u00f5es, o equivalente a 0,83% das vendas totais do pa\u00eds ao exterior. No ano passado, foram US$ 19,8 bilh\u00f5es, participa\u00e7\u00e3o de 7,73% no total dos embarques.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Meta \u00e9 elevar investimentos de 2013 em 10%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo trabalha para aumentar a taxa de investimento da economia em 10% no pr\u00f3ximo ano, elevando o estoque para algo pr\u00f3ximo de 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa taxa, medida pela Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo (FBCF), isto \u00e9, a compra de bens de capital (m\u00e1quinas e equipamentos) e os gastos com constru\u00e7\u00e3o civil, estava em 17,88% do PIB no segundo trimestre, a mais baixa desde o terceiro trimestre de 2009.<\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o do investimento \u00e9 considerada crucial pelo governo para sustentar o crescimento do PIB a taxas mais elevadas e sem gerar infla\u00e7\u00e3o. A taxa de investimento real vem caindo desde o segundo trimestre de 2010. Entrou em terreno negativo no primeiro trimestre deste ano, quando caiu 2,06% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011, e acelerou o recuo no segundo trimestre (-3,7%). \u00c9 por essa raz\u00e3o que o governo vem adotando, desde maio, v\u00e1rias medidas para reduzir custos financeiros e de produ\u00e7\u00e3o e ampliar os investimentos em infraestrutura.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda trabalhava, inicialmente, com meta de expans\u00e3o de 15% dos investimentos em 2013. Agora, segundo informou ao Valor um integrante da equipe econ\u00f4mica, a meta \u00e9 avan\u00e7ar 10%. Trata-se de objetivo mais realista, uma vez que, mesmo ap\u00f3s a forte queda dos juros, da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar e da concess\u00e3o de in\u00fameros est\u00edmulos fiscais e credit\u00edcios, o investimento est\u00e1 demorando a reagir.<\/p>\n<p>&#8220;O investimento \u00e9 priorit\u00e1rio&#8221;, disse um ministro. &#8220;O modelo de crescimento da economia [baseado nos \u00faltimos anos na expans\u00e3o do consumo e do cr\u00e9dito] n\u00e3o se esgotou, mas o governo quer focar o investimento&#8221;, atestou outra fonte.<\/p>\n<p>O governo acredita que, no momento, h\u00e1 v\u00e1rios sinais positivos indicando recupera\u00e7\u00e3o &#8220;gradual&#8221; da economia. Entre esses, destaca-se a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios. O \u00cdndice de Confian\u00e7a da Ind\u00fastria (ICI), apurado pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, avan\u00e7ou 0,9% entre agosto e setembro, atingindo 105 pontos, valor pr\u00f3ximo da m\u00e9dia hist\u00f3rica recente (105,4 pontos).<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de economistas oficiais, \u00e9 pelo canal da confian\u00e7a, batizado na diretoria do Banco Central (BC) de &#8220;CNN channel&#8221;, uma refer\u00eancia ao notici\u00e1rio internacional, que a crise internacional mais tem afetado a atividade econ\u00f4mica no Brasil. Os empres\u00e1rios temem o agravamento da crise financeira mundial e, por isso, seguram os investimentos.<\/p>\n<p>O governo acha, entretanto, que o risco de um cen\u00e1rio extremo na Europa \u00e9 bem menor hoje e que, por isso, o humor estaria mudando. &#8220;Os est\u00edmulos monet\u00e1rios e financeiros, mesmo com atraso, n\u00e3o perderam efic\u00e1cia&#8221;, explicou uma fonte graduada.<\/p>\n<p>De fato, o cr\u00e9dito cresceu, em agosto, a um ritmo superior ao do m\u00eas anterior. O estoque, nesse per\u00edodo, saltou de 50,8% para 51% do PIB. O governo acredita que a recente libera\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios, no total de R$ 30 bilh\u00f5es, al\u00e9m de injetar liquidez no sistema (para ajudar bancos pequenos e m\u00e9dios), aumentar\u00e1 a concess\u00e3o de cr\u00e9dito e reduzir\u00e1 os spreads banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;Compuls\u00f3rio mais baixo reduz custos dos bancos e abre espa\u00e7o para mais redu\u00e7\u00e3o dos juros&#8221;, explicou uma fonte. &#8220;Curiosamente, esse \u00e9 um processo [a diminui\u00e7\u00e3o dos spreads] que caminha mais rapidamente no momento em que a economia d\u00e1 uma recuperada e o volume de neg\u00f3cios aumenta. Os pr\u00f3prios bancos ficam mais \u00e0 vontade para poder reduzir spreads, porque estar\u00e3o compensando no volume de neg\u00f3cios.&#8221;<\/p>\n<p>O governo cita outros aspectos que mostrariam a economia em processo de recupera\u00e7\u00e3o. Um deles \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos estoques da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Outro \u00e9 o ingresso de investimento estrangeiro direto (IED). Nos 12 meses conclu\u00eddos em agosto, entraram US$ 65,8 bilh\u00f5es no pa\u00eds por essa modalidade de investimento, indicando que, apesar do baixo crescimento do PIB nacional, os investidores seguem acreditando na economia brasileira.<\/p>\n<p>Outro aspecto mencionado pelas autoridades \u00e9 o fato de, hoje, o pa\u00eds ter uma taxa de c\u00e2mbio mais competitiva. Elas alegam que a volatilidade do c\u00e2mbio diminuiu muito nos \u00faltimos quatro meses e que isso ajuda tanto os exportadores quanto quem produz para o mercado interno. H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, com o efeito, sobre a cota\u00e7\u00e3o do real, da expans\u00e3o monet\u00e1ria promovida pelas principais economias do planeta. Uma forte entrada de d\u00f3lares provocar\u00e1 a valoriza\u00e7\u00e3o do real novamente.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sabemos o tamanho da encrenca, mas estamos preparados para agir&#8221;, disse uma fonte. O Banco Central acredita que, mesmo tendo um foco (o mercado imobili\u00e1rio americano), o afrouxamento quantitativo posto em pr\u00e1tica pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, vazar\u00e1 para os mercados de commodities e de moeda.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o do governo a esse &#8220;vazamento&#8221; ocorrer\u00e1 em duas frentes. Na primeira, o BC vai acelerar a compra de reservas cambiais e atuar no mercado futuro para manter a taxa de c\u00e2mbio em torno de R$ 2. Se mesmo assim o real apreciar, o governo usar\u00e1 o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) para aumentar a barreira de entrada. &#8220;Prefiro n\u00e3o utilizar o IOF, mas, se precisar, o faremos&#8221;, disse uma fonte.<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica trabalha, tamb\u00e9m, na elabora\u00e7\u00e3o de novas medidas destinadas a reduzir custos de produ\u00e7\u00e3o. Os pr\u00f3ximos pontos dessa agenda s\u00e3o a unifica\u00e7\u00e3o da Cofins e do PIS, medida que ser\u00e1 anunciada no fim do ano ou, no mais tardar, no in\u00edcio de 2013, e a unifica\u00e7\u00e3o, em 4%, da al\u00edquota interestadual do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Minist\u00e9rio da Fazenda deve preparar novas desonera\u00e7\u00f5es de impostos. &#8220;Existe uma tend\u00eancia em tornar permanentes as desonera\u00e7\u00f5es sobre bens de capital (m\u00e1quinas e equipamentos)&#8221;, informou um auxiliar da presidente Dilma Rousseff. N\u00e3o est\u00e1 descartada, por exemplo, a manuten\u00e7\u00e3o, a partir de janeiro, do prazo reduzido (de dez para cinco anos) da deprecia\u00e7\u00e3o acelerada de bens de capital &#8211; o benef\u00edcio, a princ\u00edpio, vigoraria apenas at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>O limite da concess\u00e3o de novas desonera\u00e7\u00f5es \u00e9 o resultado prim\u00e1rio das contas p\u00fablicas. Nos \u00faltimos dias, iniciou-se um debate sobre a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit &#8211; hoje, em torno de 3% do PIB -, desde que o espa\u00e7o fiscal seja usado para diminuir a carga tribut\u00e1ria. A medida j\u00e1 conta com a simpatia, inclusive, do BC, que vinha defendendo, at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s com intransig\u00eancia, o cumprimento da meta fiscal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3636\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-WE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}