{"id":3643,"date":"2012-10-02T19:48:44","date_gmt":"2012-10-02T19:48:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3643"},"modified":"2012-10-02T19:48:44","modified_gmt":"2012-10-02T19:48:44","slug":"supremo-conclui-que-pt-comprou-apoio-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3643","title":{"rendered":"Supremo conclui que PT comprou apoio pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou ontem as primeiras quadrilhas do mensal\u00e3o e confirmou que o esquema operado por Marcos Val\u00e9rio foi usado pelo PT para comprar apoio pol\u00edtico para o governo Lula. Segundo os ministros, havia um grupo no PP e outro no PL (atual PR) unidos para receber dinheiro do valerioduto. A Corte tamb\u00e9m atestou que pol\u00edticos do PTB e o ex-l\u00edder do PMDB Jos\u00e9 Borba foram corrompidos. Na fatia do processo que teve o julgamento conclu\u00eddo ontem, foram condenados 12 r\u00e9us ligados aos partidos. Entre eles, o delator do esquema e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Os tr\u00eas foram enquadrados em corrup\u00e7\u00e3o passiva e lavagem de dinheiro. Valdemar tamb\u00e9m foi condenado por forma\u00e7\u00e3o de quadrilha.<\/p>\n<p>O julgamento do processo come\u00e7ou em 2 de agosto. Desde ent\u00e3o, foram condenados 22 dos 37 r\u00e9us. Quatro foram absolvidos. A partir de amanh\u00e3, o relator, Joaquim Barbosa, come\u00e7ar\u00e1 a analisar a conduta de dez r\u00e9us acusados de corrup\u00e7\u00e3o ativa (os pagadores da propina). Entre eles, o ex-ministro da Casa Civil Jos\u00e9 Dirceu.<\/p>\n<p>Na conclus\u00e3o desta parte do julgamento, ministros descartaram a tese da defesa de que o dinheiro foi usado para alimentar o caixa dois dos partidos. Segundo os advogados, os recursos serviram para quitar d\u00edvidas da campanha de 2002 e programar os gastos com as elei\u00e7\u00f5es de 2004. No entanto, para o STF, o PT comprou apoio pol\u00edtico de parlamentares para o governo Lula em vota\u00e7\u00f5es importantes. O presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, afirmou que n\u00e3o se pode falar de caixa dois, pois o dinheiro do mensal\u00e3o era de origem p\u00fablica, n\u00e3o privada.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o se pode sequer alegar forma\u00e7\u00e3o de caixa dois com dinheiro p\u00fablico. Ao tipificar como delito eleitoral a pr\u00e1tica do caixa eleitoral paralelo, (o legislador) somente trabalhou com a hip\u00f3tese da natureza privada de recursos financeiros repassados informalmente a candidatos. Dinheiro privado que pode, desde que devidamente registrado, bancar campanhas, pr\u00e9-exclu\u00eddo desse financiamento o dinheiro de natureza p\u00fablica. Dinheiro p\u00fablico n\u00e3o pode circular, se n\u00e3o formalmente, sob r\u00edgido controle de \u00f3rg\u00e3os igualmente p\u00fablicos &#8211; afirmou.<\/p>\n<p>Ministros afastam a tese do caixa dois<\/p>\n<p>Marco Aur\u00e9lio Mello tamb\u00e9m afastou o argumento da defesa:<\/p>\n<p>&#8211; Essa corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o visou a cobrir defici\u00eancia de caixa dos diversos partidos envolvidos na esp\u00e9cie, mas sim a base de sustenta\u00e7\u00e3o para aprovar-se determinadas reformas, sofrendo, com isso, a pr\u00f3pria sociedade brasileira.<\/p>\n<p>O ministro argumentou que os partidos t\u00eam &#8220;postura antag\u00f4nica em rela\u00e7\u00e3o uns aos outros&#8221;. Por isso, n\u00e3o comprou a vers\u00e3o da defesa de que o PT repassara quantias milion\u00e1rias para outras legendas sem pedir nada em troca. Marco Aur\u00e9lio acrescentou que o dinheiro foi mal aplicado:<\/p>\n<p>&#8211; A meu ver, aqui se utilizou muito mal a prata, talvez por se tratar de um dinheiro f\u00e1cil. Houve, sem d\u00favida alguma, a partir da entrega dos numer\u00e1rios, atos de of\u00edcio nas diversas vota\u00e7\u00f5es procedidas na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Entre os condenados, est\u00e3o assessores parlamentares, donos de empresas usadas para escamotear a origem e a finalidade das cifras e cinco ex-deputados: Jefferson, Pedro Corr\u00eaa (PP-PE), Bispo Rodrigues (PL-RJ), Romeu Queiroz (PTB-MG) e Jos\u00e9 Borba (ex-PMDB-PR). Com exce\u00e7\u00e3o de Henry, os deputados e ex-deputados foram condenados por unanimidade por corrup\u00e7\u00e3o passiva. Tamb\u00e9m por unanimidade, foi absolvido o ex-assessor do PL Ant\u00f4nio Lamas por falta de provas, como pedira o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>Ontem votaram os ministros Dias Toffoli, Marco Aur\u00e9lio, Celso de Mello e Ayres Britto. Os dois \u00faltimos, como Luiz Fux, na semana passada, e o relator, Joaquim Barbosa, condenaram todos os r\u00e9us, menos Ant\u00f4nio Lamas, por todos os crimes dos quais eram acusados. O presidente do STF deu especial aten\u00e7\u00e3o a Marcos Val\u00e9rio, que n\u00e3o estava sendo julgado ontem.<\/p>\n<p>&#8211; Um protagonista em especial confirma esse quase consenso de acusa\u00e7\u00e3o e defesa quanto \u00e0 materialidade dos fatos. Esse protagonista se chama Marcos Val\u00e9rio. Ele parece ter o dom da ubiquidade e o mais agudo faro desencavador de dinheiro. \u00c9 praticamente imposs\u00edvel deixar de vincul\u00e1-lo a quase todos os r\u00e9us desta a\u00e7\u00e3o penal &#8211; disse ele. &#8211; Era praticamente imposs\u00edvel n\u00e3o saber que lidar com Marcos Val\u00e9rio seria participar de um sofisticado esquema de corrup\u00e7\u00e3o, lavagem de capitais e forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, para dizer o m\u00ednimo.<\/p>\n<p>No intervalo da sess\u00e3o alguns ministros participaram do plantio de \u00e1rvores no Bosque dos Ministros, uma tradi\u00e7\u00e3o no STF desde 2000. O procurador-geral, Roberto Gurgel, tamb\u00e9m compareceu.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mundo ter\u00e1 1 bilh\u00e3o de idosos em dez anos e falta estrat\u00e9gia, adverte ONU<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O mundo ter\u00e1 1 bilh\u00e3o de idosos dentro de dez anos e os pa\u00edses devem adotar estrat\u00e9gias pr\u00f3prias, em especial na \u00e1rea de sa\u00fade, para assegurar o bem-estar presente e futuro desse segmento da popula\u00e7\u00e3o. O alerta \u00e9 de um relat\u00f3rio divulgado ontem, em Genebra, pelo Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>De acordo com a ONU, 1 em cada 9 pessoas no mundo tem 60 anos ou mais (o equivalente a 11,5% da popula\u00e7\u00e3o mundial) e o envelhecimento, embora seja um fen\u00f4meno comum a na\u00e7\u00f5es ricas e pobres, est\u00e1 aumentando mais rapidamente nos pa\u00edses em desenvolvimento &#8211; onde vivem 2 de cada 3 pessoas idosas.<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, o n\u00famero de idosos no mundo aumentou em 178 milh\u00f5es de pessoas. A cada segundo, 2 pessoas celebram o 60.\u00ba anivers\u00e1rio. O relat\u00f3rio atribui o crescimento dessa faixa a melhoras na nutri\u00e7\u00e3o, nos avan\u00e7os da medicina, nos cuidados com a sa\u00fade, no ensino e no bem-estar econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Esse conjunto de fatores fez crescer substancialmente a expectativa de vida no mundo &#8211; hoje, de 78 anos nos pa\u00edses desenvolvidos e de 68 anos nas regi\u00f5es em desenvolvimento. Em 2050, a popula\u00e7\u00e3o idosa mundial dever\u00e1 atingir 2 bilh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 como enfrentar esse crescimento. &#8220;As implica\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas deste fen\u00f4menos s\u00e3o profundas, estendendo-se para muito al\u00e9m do idoso e sua fam\u00edlia, alcan\u00e7ando a sociedade inteira&#8221;, afirma o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, o relat\u00f3rio sugere a ado\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas, estrat\u00e9gias, planos e leis espec\u00edficos para os mais velhos. Hoje, 47% dos idosos e 23,8% das idosas participam da for\u00e7a de trabalho. O drama \u00e9 quando eles deixarem de trabalhar. Apenas um ter\u00e7o dos pa\u00edses do mundo, que somam 28% da popula\u00e7\u00e3o mundial, conta com planos de prote\u00e7\u00e3o social abrangente para os idosos. Nos pa\u00edses em desenvolvimento, os custos com pagamento de pens\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o idosa variam de 0,7% a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>Furo<\/p>\n<p>No Brasil &#8211; que tem 23,5 milh\u00f5es de idosos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) de 2011 -, a quest\u00e3o previdenci\u00e1ria tamb\u00e9m \u00e9 apontada como o principal problema decorrente do envelhecimento, segundo o geriatra Fernando Bignardi, coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Unifesp. &#8220;Todo o processo foi calculado para pessoas que viveriam at\u00e9 70 anos. Com o aumento dos anos de vida, est\u00e1 havendo um furo no c\u00e1lculo. Agora \u00e9 preciso pensar em como garantir uma renda m\u00ednima para as pessoas que est\u00e3o envelhecendo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O segundo problema, para ele, \u00e9 que a medicina convencional n\u00e3o se preparou para atender os idosos. &#8220;A medicina convencional atribui a cada diagn\u00f3stico, um tratamento. N\u00e3o \u00e9 incomum encontrar um idoso com a prescri\u00e7\u00e3o de 80 c\u00e1psulas por dia.&#8221;<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio adverte que sa\u00eddas precisam ser adotadas desde j\u00e1. Hoje, apenas o Jap\u00e3o tem um \u00edndice de idosos que corresponde a mais de 30% da popula\u00e7\u00e3o. Por volta de 2050 &#8211; quando haver\u00e1 mais idosos que crian\u00e7as menores de 15 anos em todo o mundo-, outros 64 pa\u00edses far\u00e3o parte deste grupo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil se defende culpando a crise<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Pressionado por seus grandes parceiros comerciais, como Estados Unidos, Europa e Jap\u00e3o, o Brasil contestou ontem, numa reuni\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), em Genebra, as cr\u00edticas de que estaria se rendendo ao protecionismo, isto \u00e9, erguendo barreiras contra produtos estrangeiros, na contram\u00e3o das regras do com\u00e9rcio internacional. O Brasil justificou suas a\u00e7\u00f5es, sobretudo na ind\u00fastria automobil\u00edstica, culpando a crise mundial e as medidas de incentivo adotadas pelos pa\u00edses ricos para escapar dela. E disse que tudo o que o governo fez foi o que os outros tamb\u00e9m fizeram: proteger sua ind\u00fastria. Duas decis\u00f5es brasileiras est\u00e3o na mira dos parceiros: as regras para reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, taxada de injusta, e as exig\u00eancias e barreiras na abertura do mercado de telefonia de quarta gera\u00e7\u00e3o (4G) no Brasil, considerada discriminat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Conte\u00fado nacional em 4G \u00e9 alvo de cr\u00edticas<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma a\u00e7\u00e3o formal na OMC &#8211; isto \u00e9, disputa &#8211; contestando as medidas brasileiras. Mas a press\u00e3o articulada pelos pa\u00edses ricos \u00e9 um sinal de impaci\u00eancia. EUA e Jap\u00e3o est\u00e3o irritados com as regras para a telefonia 4G, que exigem conte\u00fado nacional m\u00ednimo de 60% para quem quiser participar das licita\u00e7\u00f5es para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, fornecimento de equipamentos e sistemas. O primeiro leil\u00e3o foi em 12 de junho e movimentou R$ 2,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Num discurso lido pela diplomata M\u00e1rcia Donner, o Brasil argumentou que as regras de licita\u00e7\u00e3o para o 4G foram desenhadas para &#8220;melhorar a competitividade num setor brasileiro conhecido por ser aberto&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Todo o procedimento foi n\u00e3o discriminat\u00f3rio e consistente com as regras da OMC &#8211; insistiu a diplomata.<\/p>\n<p>N\u00e3o satisfeitos, os Estados Unidos partiram para um jogo ir\u00f4nico de perguntas sobre como o governo define &#8220;tecnologia brasileira&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Que crit\u00e9rio \u00e9 esse? A tecnologia tem que ser desenvolvida no Brasil? Tecnologia desenvolvida no Brasil por uma empresa estrangeira ou por estrangeiros trabalhando para empresa brasileira \u00e9 considerada tecnologia brasileira? &#8211; perguntaram representantes dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Mas foi sobre as mudan\u00e7as no regime automotivo &#8211; contestadas sobretudo por Uni\u00e3o Europeia (UE) e Austr\u00e1lia &#8211; que a diplomacia brasileira gastou mais tempo para se explicar.<\/p>\n<p>Diplomata cita c\u00e2mbio para defender medidas<\/p>\n<p>E a defesa na OMC seguiu \u00e0 risca a linha do discurso recente da presidente Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU: ao reduzir o IPI para montadoras que fa\u00e7am investimentos e produzam seus carros no pa\u00eds, o Brasil n\u00e3o est\u00e1 discriminando as estrangeiras, mas sim se defendendo comercialmente.<\/p>\n<p>&#8211; Taxas de c\u00e2mbio tamb\u00e9m tiveram um impacto negativo no nosso setor automotivo, j\u00e1 que o real brasileiro continua sobrevalorizado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s moedas de seus principais parceiros comerciais, como no caso do euro e do d\u00f3lar americano &#8211; disse M\u00e1rcia Donner, no discurso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, argumentou a diplomata, desde o in\u00edcio da atual crise econ\u00f4mica em 2008, o setor automobil\u00edstico brasileiro &#8220;teve que lidar com efeitos sist\u00eamicos dos planos de recupera\u00e7\u00e3o adotados por v\u00e1rios pa\u00edses desenvolvidos para salvar sua pr\u00f3pria ind\u00fastria automotiva&#8221;. M\u00e1rcia Donner passou boa parte do discuso explicando o novo regime automotivo &#8211; o Inovar-Auto &#8211; que ser\u00e1 introduzido em 2013, frisando que ele n\u00e3o ser\u00e1 uma mera extens\u00e3o do atual.<\/p>\n<p>&#8211; O novo regime \u00e9 fundamentalmente diferente. Foi desenhado para permitir \u00e0 ind\u00fastria automotiva brasileira a recuperar sua competitividade -justificou.<\/p>\n<p>As explica\u00e7\u00f5es brasileiras acabaram com o governo garantindo que todas as tr\u00eas categorias de empresas que poder\u00e3o participar do novo regime automotivo &#8211; as que produzem carros no Brasil, as que comercializam carros no pa\u00eds e as que t\u00eam planos de investimentos &#8211; v\u00e3o se beneficiar com incentivos do Inovar-Auto.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo vai receber R$ 2,8 bi de dividendos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo federal vai receber, pelo menos, R$ 2,76 bilh\u00f5es em dividendos da Caixa Econ\u00f4mica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), em setembro, para compensar a frustra\u00e7\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o de tributos. Em agosto, o Tesouro Nacional se utilizou do resgate antecipado de t\u00edtulos de empresas estatais federais para alavancar o montante de dividendos recebidos.<\/p>\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o foi feita por meio de duas portarias, publicadas ontem no &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221;, com a data de sexta-feira. O objetivo \u00e9 que a entrada de dividendos impacte as contas p\u00fablicas ainda em setembro, ajudando no cumprimento da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>De acordo com as portarias, a Caixa vai resgatar antecipadamente R$ 1,5 bilh\u00e3o de Letras do Tesouro Nacional (LTN), que venceriam em 1\u00ba de janeiro de 2013. No caso do BNDES, o resgate ser\u00e1 de R$ 1,26 bilh\u00e3o em pap\u00e9is atrelados a \u00edndice de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Para o ano, o Tesouro Nacional projeta receber R$ 29 bilh\u00f5es em dividendos &#8211; um recorde. De janeiro a agosto, as empresas estatais federais j\u00e1 transferiram aos cofres p\u00fablicos R$ 16,125 bilh\u00f5es. Considerando os R$ 2,76 bilh\u00f5es, autorizados por portarias publicadas ontem, esse valor sobe para R$ 18,885 bilh\u00f5es. Ou seja, entre setembro e dezembro, ainda ser\u00e3o repassados R$ 10,115 bilh\u00f5es ao Tesouro. Boa parte dos dividendos est\u00e3o sendo pagos pelos BNDES que, com a opera\u00e7\u00e3o de ontem, j\u00e1 contribuiu com R$ 10,620 bilh\u00f5es. A Caixa repassou mais R$ 3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na semana passada, o secret\u00e1rio do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 novidade nenhuma&#8221; no n\u00edvel de dividendos pagos pelas empresas ao governo. O que est\u00e1 diferente, segundo ele, \u00e9 que as empresas p\u00fablicas davam preju\u00edzo e agora d\u00e3o lucro.<\/p>\n<p>A antecipa\u00e7\u00e3o do pagamento de dividendos \u00e9 um mecanismo adotado pelo Tesouro Nacional para compensar a perda de receitas causada pela menor lucratividade das empresas e pelo impacto de medidas de est\u00edmulo econ\u00f4mico como a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento. No pr\u00f3ximo ano, por exemplo, 40 setores econ\u00f4micos ser\u00e3o beneficiados com a desonera\u00e7\u00e3o da folha o que implicar\u00e1 a ren\u00fancia de R$ 12,830 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>De janeiro a agosto deste ano, a perda de arrecada\u00e7\u00e3o foi de R$ 34 bilh\u00f5es, segundo o quarto relat\u00f3rio bimestral de Avalia\u00e7\u00e3o de Receitas e Despesas Prim\u00e1rias, divulgado no m\u00eas passado pelo Minist\u00e9rio do Planejamento.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Planos de previd\u00eancia devem substituir R$ 24 bi em t\u00edtulos p\u00fablicos<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do governo de limitar a parcela de t\u00edtulos p\u00f3s-fixados e de curto prazo nas m\u00e3os de fundos de previd\u00eancia privada abertos (PGBL e VGBL) deve envolver a substitui\u00e7\u00e3o de aproximadamente R$ 150 bilh\u00f5es em ativos, sendo apenas R$ 24 bilh\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos. Essa \u00e9 a estimativa feita por fontes do mercado, a partir de um levantamento junto \u00e0 parte da ind\u00fastria de fundos. As regras para essa substitui\u00e7\u00e3o est\u00e3o em negocia\u00e7\u00e3o e um projeto final deve ser levado \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) na pr\u00f3xima reuni\u00e3o, prevista para o dia 25 de novembro.<\/p>\n<p>O patrim\u00f4nio dos fundos de previd\u00eancia aberta, classificados de &#8220;fundos de investimento especialmente constitu\u00eddos&#8221;, soma R$ 336 bilh\u00f5es, sendo que R$ 240 bilh\u00f5es est\u00e3o aplicados em ativos de renda fixa e R$ 96 bilh\u00f5es em outros ativos. Foi feito um levantamento com um grupo de institui\u00e7\u00f5es que respondem por 87% da ind\u00fastria e o que se observa \u00e9 que, do volume destinado \u00e0 renda fixa, R$ 64 bilh\u00f5es s\u00e3o t\u00edtulos p\u00fablicos e privados indexados ao CDI &#8211; sendo R$ 20 bilh\u00f5es apenas em t\u00edtulos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Existe ainda uma parcela de R$ 57 bilh\u00f5es aplicados em opera\u00e7\u00f5es compromissadas, que \u00e9 afetada pela medida por causa do prazo m\u00e9dio baixo. Ou seja, R$ 121 bilh\u00f5es &#8211; ou 60% &#8211; dos ativos desse grupo do mercado s\u00e3o pass\u00edveis de ajuste pelas novas regras.<\/p>\n<p>Estima-se, assim, que a ind\u00fastria toda tenha cerca de R$ 150 bilh\u00f5es de seus ativos desenquadrados, seja pelo tipo de indexador, seja pelo prazo a vencer. Mas o volume de t\u00edtulos p\u00fablicos indexados \u00e0 Selic &#8211; as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) &#8211; envolvidos representam uma parcela minorit\u00e1ria, estimada em aproximados R$ 24 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 que, gradativamente, esses pap\u00e9is sejam substitu\u00eddos por NTN-Bs, t\u00edtulos de longo prazo indexados ao IPCA, ou prefixados como NTN-Fs, que tamb\u00e9m s\u00e3o mais longos. De todo modo, como h\u00e1 um vencimento grande de LFT para ocorrer entre 2013 e 2015, a expectativa \u00e9 que a substitui\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a sem gerar press\u00f5es sobre os pre\u00e7os dos t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 pontos em debate entre representantes dos fundos de previd\u00eancia e o governo em torno do projeto que ser\u00e1 levado \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do CMN. Um deles \u00e9 se qual dever\u00e1 ser o limite para a parcela de p\u00f3s-fixados dentro da carteira dos fundos e qual o prazo m\u00e9dio m\u00ednimo a ser cumprido. O que parece estar decidido \u00e9 que os fundos ter\u00e3o um prazo superior a um ano para se enquadrar.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Frota das capitais quase dobra em 10 anos; SP ganha 3,4 mi de ve\u00edculos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A frota das 12 principais capi tais do Brasil praticamente do brou em dez anos. O cresci mento m\u00e9dio no n\u00famero de ve\u00edculos foi de 77%, sem que a infraestrutura vi\u00e1ria e os \u00f3r g\u00e3os de controle do tr\u00e2nsito acompanhassem o ritmo. Em S\u00e3o Paulo, a metr\u00f3pole que mais ganhou carros em n\u00fame ros absolutos, as ruas recebe ram 3,4 milh\u00f5es entre 2001 e 2011. As 12 principais metr\u00f3po les somam 20 milh\u00f5es de ve\u00ed culos, o que corresponde a 44% da frota nacional.<\/p>\n<p>A conta \u00e9 do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles e usa dados do De partamento Nacional de Tr\u00e2nsi to (Denatran). Segundo o elaborador do estudo, o pesquisador Juciano Martins Rodrigues, fo ram analisadas informa\u00e7\u00f5es de 253 munic\u00edpios. &#8220;Usamos os cri t\u00e9rios do IBGE (Instituto Brasilei ro de Geografia e Estat\u00edstica) para selecionar as capitais de Estado que formavam regi\u00f5es metropo litanas&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo e Rio, capitais que j\u00e1 tinham as maiores frotas de car ros do Pa\u00eds, ficam nas \u00faltimas po si\u00e7\u00f5es do ranking elaborado pe lo estudo &#8211; que classifica o cresci mento de frota de acordo com o crescimento relativo, ou seja, pe lo porcentual de aumento do n\u00fa mero de carros. O Rio \u00e9 o lanter na: crescimento de 67%, embora isso signifique acr\u00e9scimo de 1 mi lh\u00e3o de carros no per\u00edodo. J\u00e1 S\u00e3o Paulo teve crescimento popula cional de 7,9% na d\u00e9cada, segun do dados da Funda\u00e7\u00e3o Seade &#8211; e o porcentual de aumento de car ros foi de 68,2%.<\/p>\n<p>Com o crit\u00e9rio porcentual, a regi\u00e3o metropolitana de Ma naus \u00e9 a campe\u00e3. O aumento da frota foi de 141,9%. A cidade ganhou 209 mil ve\u00edculos (saltou de 147 mil, em 2001, para 357 mil).<\/p>\n<p>As capitais n\u00e3o estavam prepa radas para receber tantos carros a mais. Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, em 2001 havia 1,2 mil agen-tes da Companhia de Engenha ria de Tr\u00e1fego (GET) orientando tr\u00e2nsito nas ruas. De l\u00e1 para c\u00e1, mesmo com dois concursos p\u00fa blicos para marronzinhos, esse n\u00famero n\u00e3o chega a 2 mil. A principal obra vi\u00e1ria no per\u00edodo foi a amplia\u00e7\u00e3o da Marginal do Tiete, que trouxe mais tr\u00eas pistas para a via expressa. Nesse per\u00edodo, a velocidade m\u00e9dia dos carros no hor\u00e1rio de pico, medida pela CET no Corredor Eus\u00e9bio Matoso-Rebou\u00e7as-Consola\u00e7\u00e3o, caiu de 17,9 km\/h para 7,6 km\/h.<\/p>\n<p>O crescimento da frota de ve\u00edculos \u00e9 um fen\u00f4meno que vem sendo notado h\u00e1 alguns anos, mas ainda n\u00e3o havia sido analisa do como o Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles fez. Para especialistas e autoridades, o avan\u00e7o resulta de tr\u00eas fatores: aumento da renda da popula\u00e7\u00e3o (especialmente da classe C), redu\u00e7\u00f5es fiscais do go verno federal e facilidades de cr\u00e9 dito promovidas pelos bancos.<\/p>\n<p>O gerente aposentado Pedro Manzoni, de 73 anos, \u00e9 um exemplo. Dono de um Corsa zero-quil\u00f4metro, diz trocar de carro a ca da vez que o ve\u00edculo atinge 20 mil km rodados. J\u00e1 cheguei a ter cinco em casa, quando os filhos moravam comigo. Hoje, tenho apenas o meu, mas os filhos con tinuam com os deles&#8221;.<\/p>\n<p>Redesenho<\/p>\n<p>O arquiteto e urba nista Benedito Lima de Toledo, professor da Facuidade de Arqui tetura e Urbanismo (FAU-USP), afirma que, em S\u00e3o Paulo, o n\u00fa cleo vi\u00e1rio central da cidade n\u00e3o acompanhou o crescimento da frota. &#8220;E isso n\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel&#8221;, afirma. Para ele, a cidade n\u00e3o po de ser redesenhada para se ade quar ao n\u00famero de carros. &#8220;Isso tem um pre\u00e7o social alt\u00edssimo, e a conta \u00e9 paga por todos, n\u00e3o s\u00f3 por quem tem carro.&#8221;<\/p>\n<p>Para Toledo, os ajustes que precisam ser feitos para minimi zar o tr\u00e2nsito ca\u00f3tico passam n\u00e3o s\u00f3 pelo aumento da malha do Metr\u00f4, mas por um replanejamento das \u00e1reas de paradas metrovi\u00e1rias.<\/p>\n<p>&#8220;As esta\u00e7\u00f5es precisam ter co m\u00e9rcio, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. N\u00e3o ser uma 25 de Mar\u00e7o, mas lojas que atendam \u00e0s necessida des b\u00e1sicas das pessoas.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desempenho de manufaturados ameniza queda das exporta\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O desempenho da exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados est\u00e1 contribuindo para os embarques totais ca\u00edrem menos. Em setembro a exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados teve eleva\u00e7\u00e3o de 2,9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2011, levando em conta a m\u00e9dia di\u00e1ria, enquanto b\u00e1sicos e semimanufaturados tiveram redu\u00e7\u00e3o de 7,9% e de 15,6%, respectivamente.<\/p>\n<p>No acumulado de janeiro a setembro a exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados &#8211; que inclui desde \u00f3leo combust\u00edvel a m\u00e1quinas industriais &#8211; apresenta queda, mas menor que as demais classes de produtos. Enquanto os b\u00e1sicos, como min\u00e9rio de ferro, e os semimanufaturados, como a\u00e7\u00facar e celulose, tiveram redu\u00e7\u00e3o de 5,4% e de 11%, respectivamente, manufaturados ca\u00edram 2,4%. O com\u00e9rcio exterior superou, em setembro, os efeitos das greves na fiscaliza\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e na Receita Federal, e registrou um saldo positivo de US$ 2,56 bilh\u00f5es. Neste ano, o super\u00e1vit acumulado \u00e9 de US$ 15,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para economistas, o bom desempenho das vendas aos Estados Unidos, segundo destino mais importante do Brasil, contribuiu para a evolu\u00e7\u00e3o dos manufaturados. No acumulado at\u00e9 setembro a exporta\u00e7\u00e3o brasileira aos americanos cresceu 11% enquanto as vendas totais do Brasil ao exterior ca\u00edram 4,9%. Cerca de 45% dos embarques brasileiros aos Estados Unidos s\u00e3o de manufaturados. Rodrigo Branco, economista da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex), lembra outros fatores que tamb\u00e9m contribu\u00edram. Os manufaturados foram menos afetados pela queda de pre\u00e7os e, al\u00e9m disso, os produtos da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a mostrar, mais recentemente, rea\u00e7\u00e3o nos volumes exportados em alguns segmentos.<\/p>\n<p>A forte queda no pre\u00e7o internacional de min\u00e9rio de ferro, de US$ 129 por tonelada no ano passado para US$ 100 em m\u00e9dia neste ano provocou a frustra\u00e7\u00e3o, nas exporta\u00e7\u00f5es, de receitas equivalentes a US$ 6,7 bilh\u00f5es, segundo a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior, Tatiana Prazeres. Apesar da queda de 23,5% nas exporta\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a setembro do ano passado, as vendas de US$ 1 bilh\u00e3o em soja em gr\u00e3o, somadas \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de US$ 606 milh\u00f5es em farelo de soja (um aumento de 30%) surpreenderam especialistas, que imaginavam queda maior, j\u00e1 que boa parte da safra teve vendas antecipadas com a melhoria dos pre\u00e7os no in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>Uma \u00fanica opera\u00e7\u00e3o, a venda de equipamento para fabrica\u00e7\u00e3o de celulose para a Venezuela, por US$ 145 milh\u00f5es, influenciou no desempenho de exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados, que foi impulsionada principalmente pelo aumento nas vendas de \u00f3leos combust\u00edveis (US$ 325 milh\u00f5es, 184% acima do valor de setembro de 2011), etanol (US$ 331 milh\u00f5es, um aumento de 150%, principalmente aos Estados Unidos) e motores e geradores el\u00e9tricos (US$ 215 milh\u00f5es, 53% a mais que no mesmo m\u00eas do ano passado).<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 not\u00e1vel o aumento de exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados, e compensa em parte a queda nas vendas \u00e0 Argentina&#8221;, comentou o vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), Jos\u00e9 Augusto de Castro. &#8220;J\u00e1 devemos estar sentindo os efeitos de medidas como a desonera\u00e7\u00e3o das folhas de pagamento, o Reintegra, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real&#8221;, avaliou o diretor titular do Departamento de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Com\u00e9rcio Exterior da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de S\u00e3o Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca. O Brasil teve queda, por\u00e9m, na venda de avi\u00f5es (-14%) e motores e partes para ve\u00edculos (-11%).<\/p>\n<p>Com aumento principalmente das exporta\u00e7\u00f5es de produtos como suco de laranja, etanol e motores e turbinas de avia\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de produtos industrializados, o Brasil aumentou em quase 5% as vendas aos EUA, que ampliaram sua fatia no mercado mundial para produtos brasileiros, de menos de 10% entre janeiro e setembro de 2011 para 11,5% neste ano. J\u00e1 a Argentina reduziu em pouco mais de 25% as compras do Brasil em setembro, em compara\u00e7\u00e3o a setembro do ano passado. Acumulou uma queda de 20% nas importa\u00e7\u00f5es de mercadorias brasileiras neste ano e reduziu sua participa\u00e7\u00e3o no mercado para o Brasil de quase 9% nos primeiros nove meses de 2011 para 7,5% neste ano.<\/p>\n<p>Para Tatiana Prazeres, a forte retra\u00e7\u00e3o do mercado argentino se deveu \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o na economia mundial, \u00e0 queda de pre\u00e7os internacionais e \u00e0s barreiras impostas pelo governo vizinho a importa\u00e7\u00f5es, como forma de garantir uma melhoria nas contas externas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria argumentou que, embora n\u00e3o se possa falar de uma normaliza\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio bilateral, desde julho, quando autoridades dos dois governos se reuniram para evitar uma guerra comercial, as importa\u00e7\u00f5es argentinas v\u00eam crescendo, m\u00eas a m\u00eas. Em setembro, o aumento nas vendas brasileiras ao vizinho foi de 7,4%.<\/p>\n<p>Calculando-se pela m\u00e9dia di\u00e1ria, o Brasil reduziu em 4,7% as importa\u00e7\u00f5es de bens dur\u00e1veis, principalmente pela queda de 14% nas importa\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis, mas aumentou em 2% a compra de m\u00e1quinas e equipamentos para investimento na ind\u00fastria e em 7,5% a importa\u00e7\u00e3o de bens de consumo n\u00e3o dur\u00e1veis, principalmente produtos de toucador, alimentos e rem\u00e9dios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3643\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3643","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-WL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3643"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3643\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}