{"id":3646,"date":"2012-10-03T18:53:12","date_gmt":"2012-10-03T18:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3646"},"modified":"2012-10-03T18:53:12","modified_gmt":"2012-10-03T18:53:12","slug":"tesouro-libera-r-20-bi-para-o-bndes-e-divida-publica-cresce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3646","title":{"rendered":"Tesouro libera R$ 20 bi para o BNDES e d\u00edvida p\u00fablica cresce"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tesouro Nacional deve liberar nas pr\u00f3ximas semanas entre R$ 20 bilh\u00f5es e R$ 25 bilh\u00f5es de mais um empr\u00e9stimo ao BNDES. \u00c9 a segunda parcela do empr\u00e9stimo total de R$ 45 bilh\u00f5es anunciado em abril entre as medidas do Plano Brasil Maior de est\u00edmulo \u00e0 ind\u00fastria.<\/p>\n<p>A primeira parcela de R$ 10 bilh\u00f5es foi transferida em junho. Em janeiro, o BNDES j\u00e1 havia recebido R$ 10 bilh\u00f5es de uma linha de R$ 55 bilh\u00f5es liberada no ano passado. Segundo apurou a Ag\u00eancia Estado, as negocia\u00e7\u00f5es para a nova parcela devem ser conclu\u00eddas na pr\u00f3xima semana. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que ela seja de R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com mais esse dinheiro, o Tesouro ter\u00e1 injetado este ano R$ 61,1 bilh\u00f5es no BNDES, na Caixa Econ\u00f4mica Federal e no Banco do Brasil por meio de empr\u00e9stimos feitos com t\u00edtulos p\u00fablicos. Esses aportes est\u00e3o sendo feitos pelo governo para aumentar a oferta de cr\u00e9dito e estimular a retomada do crescimento, que ainda n\u00e3o ganhou o ritmo desejado pela equipe econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Efeito Colateral. Os empr\u00e9stimos aos bancos p\u00fablicos &#8211; que j\u00e1 representam cerca de 1,5% do PIB em 2012 &#8211; \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo aumento da chamada d\u00edvida bruta do governo. Pelas novas previs\u00f5es do Banco Central (BC), a d\u00edvida bruta vai dar este ano um salto de 3 pontos porcentuais, passando de 54,2% para 57,2 %do PIB.<\/p>\n<p>Aumentos t\u00e3o fortes de um ano para o outro s\u00f3 ocorreram em 2002 e 2009, anos de crise. A proje\u00e7\u00e3o anterior do BC era de que a d\u00edvida bruta fechasse 2012 em 55,8% do PIB.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a d\u00edvida bruta est\u00e1 sofrendo o impacto do ajuste que o BC tem sido obrigado a fazer para retirar recursos do mercado. As opera\u00e7\u00f5es compromissadas bateram recorde por causa da libera\u00e7\u00e3o dos compuls\u00f3rios dos bancos e das compras de d\u00f3lar que o BC faz para evitar que o real volte a se valorizar.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s recua ao n\u00edvel de 2009<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os mais recentes dados de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo da Petrobr\u00e1s, referentes a agosto, mostram que a companhia voltou aos n\u00edveis de janeiro de 2009, de 1,92 milh\u00e3o de barris de \u00f3leo por dia. A Petrobr\u00e1s atribui o recuo no m\u00eas a paradas para manuten\u00e7\u00e3o em duas plataformas, parte dos planos da companhia para recuperar os volumes extra\u00eddos.<\/p>\n<p>A Bacia de Campos em 2009 respondia por 86% da produ\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds e hoje tem participa\u00e7\u00e3o de 80%. Nesse principal centro produtor nacional, a queda desde janeiro deste ano foi de 200 mil barris\/dia, ou cerca de 11% da produ\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p>Recuos reincidentes dos \u00faltimos tempos preocupam a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP), que cobrou da empresa novos planos para desenvolver cerca de 15 campos. A Petrobr\u00e1s j\u00e1 entregou uma leva da papelada, cujo primeiro prazo venceu no \u00faltimo fim de semana. O cronograma para apresenta\u00e7\u00e3o dos planos continua nos pr\u00f3ximos meses e a ANP tem um prazo regimental de 180 dias para avali\u00e1-los, embora pretenda emitir seu parecer antes do limite.<\/p>\n<p>Pr\u00e9-sal<\/p>\n<p>O objetivo da ag\u00eancia \u00e9 verificar se as jazidas est\u00e3o recebendo investimentos adequados e tendo o melhor aproveitamento poss\u00edvel. O entendimento \u00e9 de que a Petrobr\u00e1s se voltou ao pr\u00e9-sal nos \u00faltimos anos, reduzindo os investimentos no p\u00f3s-sal.<\/p>\n<p>No entanto, apesar do potencial, o pr\u00e9-sal responde hoje por apenas 5% da produ\u00e7\u00e3o da companhia. Po\u00e7os no p\u00f3s-sal apresentaram decl\u00ednio natural na extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e, sem novas perfura\u00e7\u00f5es, os campos se manter\u00e3o com o potencial de explora\u00e7\u00e3o aqu\u00e9m do esperado.<\/p>\n<p>A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, chegou a afirmar em meados de setembro que a queda de produ\u00e7\u00e3o era preocupante e que a petroleira precisaria realizar um esfor\u00e7o adicional de intensifica\u00e7\u00e3o da perfura\u00e7\u00e3o de novos po\u00e7os. &#8220;A produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo tem de subir. Isso me preocupa neste momento. O momento \u00e9 de acelerar a produ\u00e7\u00e3o&#8221;, disse ela, na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em agosto, a Petrobr\u00e1s produziu 1,927 milh\u00e3o de barris de \u00f3leo por dia, resultado maior apenas do que os 1,922 milh\u00e3o de barris\/dia em janeiro de 2009. A m\u00e9dia mensal de 1,997 milh\u00e3o de barris\/dia este ano tamb\u00e9m s\u00f3 \u00e9 melhor do que a m\u00e9dia de 2009, ano quando foram produzidos 1,97 milh\u00e3o de barris \/dia.<\/p>\n<p>A queda \u00e9 maior na Bacia de Campos, onde se concentram os grandes campos produtores do p\u00f3s-sal. Houve redu\u00e7\u00e3o de 11% desde janeiro, de 1,753 milh\u00e3o barris\/dia para 1,551 milh\u00e3o de barris\/dia em agosto. Segundo a Petrobr\u00e1s, o resultado mensal foi prejudicado pelas paradas programadas para manuten\u00e7\u00e3o das plataformas P-52 (campo de Roncador) e FPSO-Cidade de Niter\u00f3i (Marlim Leste).<\/p>\n<p>As manuten\u00e7\u00f5es fazem parte do Programa de Aumento da Efici\u00eancia Operacional da Bacia da Campos (Proef), criado h\u00e1 dois meses para restaurar a efici\u00eancia operacional da Bacia de Campos a seus n\u00edveis hist\u00f3ricos de produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximos de 90%. A companhia, que no \u00faltimo plano de neg\u00f3cios (2012-2016) divulgado em junho reduziu em at\u00e9 1 milh\u00e3o de barris\/dia as metas de produ\u00e7\u00e3o para esta d\u00e9cada, prev\u00ea aumento dos volumes produzidos apenas a partir de 2014.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Espanha nega que pedir\u00e1 ajuda financeira em breve<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, negou que esteja prestes a pedir socorro financeiro para o pa\u00eds. Segundo o jornal espanhol &#8220;El Pa\u00eds&#8221;, em uma entrevista coletiva ap\u00f3s uma c\u00fapula de l\u00edderes das comunidades aut\u00f4nomas, ao ser perguntado se pensava em pedir ajuda ainda esta semana, Rajoy foi enf\u00e1tico: &#8220;n\u00e3o&#8221;. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 not\u00edcia veiculada pela ag\u00eancia Reuters, de que o pedido de resgate seria feito este fim de semana, Rajoy afirmou:<\/p>\n<p>&#8211; Pode ser que essa ag\u00eancia esteja mais bem informada que eu, mas se o que eu digo serve, eu digo que n\u00e3o &#8211; disse ele a jornalistas.<\/p>\n<p>A Reuters citava como fontes autoridades europeias.<\/p>\n<p>A negativa de Rajoy puxou as principais Bolsas para baixo, devido \u00e0 expectativa de que a crise continue se arrastando. Esse sentimento foi refor\u00e7ado pela decis\u00e3o da ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Moody&#8221;s de adiar a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados de sua revis\u00e3o da economia espanhola. A expectativa \u00e9 que o pa\u00eds perca o grau de investimento. A decis\u00e3o da Moody&#8221;s, prevista para setembro, deve sair ainda este m\u00eas.<\/p>\n<p>Londres caiu 0,19%, Frankfurt, 0,28%, e Paris, 0,60%. J\u00e1 Madri fechou em alta de 1%. Em Nova York, o \u00edndice Dow Jones recuou 0,24%, enquanto Nasdaq e S&amp;P avan\u00e7aram 0,21% e 0,09%, respectivamente.<\/p>\n<p>Gr\u00e9cia continua a negociar<\/p>\n<p>J\u00e1 a Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa), depois de fechar em alta na segunda-feira, teve queda de 0,59% ontem, aos 59.222 pontos. Durante o dia, com a expectativa de um pedido de socorro por parte da Espanha, a Bolsa chegou a subir 0,87%.<\/p>\n<p>&#8211; Se a Espanha pedir ajuda, ser\u00e1 positivo para devolver o apetite ao risco dos investidores &#8211; disse Hersz Ferman, gestor da Yield Capital.<\/p>\n<p>O d\u00f3lar comercial teve ligeira alta de 0,04%, a R$ 2,027. Entre as a\u00e7\u00f5es mais negociadas, os pap\u00e9is preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras subiram 0,84%, a R$ 22,70, enquanto Vale PNA caiu 0,26%, a R$ 35,15, e OGX Petr\u00f3leo ON (ordin\u00e1ria, com voto) recuou 3,17%, a R$ 5,80. A maior alta foi Oi ON: 4,21%, a R$ 10,39, gra\u00e7as \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o de venda de im\u00f3veis avaliados em R$ 455 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a Gr\u00e9cia realizou ontem nova rodada de negocia\u00e7\u00f5es com credores internacionais, a fim de resolver diverg\u00eancias sobre \u00ac 2 bilh\u00f5es em cortes de gastos. \u00c9 preciso haver acordo antes de um encontro de ministros no pr\u00f3ximo dia 8. Representantes dos credores, ao chegarem para as reuni\u00f5es, enfrentaram protestos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 um painel apontado pela Comiss\u00e3o Europeia recomendou que os bancos da regi\u00e3o separem suas unidades de investimento, que representam maior risco, a fim de preservar o sistema financeiro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com baixa arrecada\u00e7\u00e3o e mais gastos, governo desiste de cumprir meta fiscal<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo deve desistir de cumprir a meta fiscal de 2012. Proje\u00e7\u00f5es de fontes do governo indicam que, por causa da baixa arrecada\u00e7\u00e3o e do crescimento das despesas, s\u00e3o poucas as possibilidades de se chegar ao fim do ano com saldo positivo de pelo menos R$ 139,8 bilh\u00f5es, ou 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nas contas do setor p\u00fablico, como \u00e9 o objetivo do governo.<\/p>\n<p>Dados mais recentes obtidos pelo Estado apontam que faltaria cerca de 0,4 ponto porcentual do PIB, aproximadamente R$ 18 bilh\u00f5es, para o cumprimento da meta. A depender do quanto o Tesouro Nacional recorra a manobras at\u00e9 o fim do ano para aumentar receitas artificialmente ou adiar despesas, o &#8220;buraco&#8221; nas contas pode ser menor.<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff j\u00e1 foi informada da situa\u00e7\u00e3o e deu sinal verde para mudar o discurso em rela\u00e7\u00e3o ao cumprimento da meta. Provavelmente em dezembro, a equipe econ\u00f4mica dever\u00e1 anunciar que o objetivo n\u00e3o ser\u00e1 atingido. Por isso, lan\u00e7ar\u00e1 m\u00e3o do instrumento legal que lhe permite descontar os investimentos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) do conjunto das despesas realizadas este ano.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso permite que a meta seja dada como cumprida mesmo com resultado abaixo do estipulado. Essa prerrogativa foi usada em 2010.<\/p>\n<p>At\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, Dilma n\u00e3o queria nem ouvir falar em usar esse mecanismo, apesar de muitos de seus auxiliares argumentarem que o governo poderia perseguir metas fiscais menores, para abrir mais espa\u00e7o para os investimentos. Al\u00e9m disso, ponderavam, a principal raz\u00e3o para fechar as contas com saldo positivo \u00e9 manter a d\u00edvida sob controle, e o endividamento do setor p\u00fablico est\u00e1 em queda.<\/p>\n<p>Dilma resistia por entender que um resultado fiscal pequeno poderia ser mal recebido pelo mercado e atrapalhar sua estrat\u00e9gia de cortar os juros. Mas, diante das evid\u00eancias mais recentes, o abatimento dos investimentos do PAC passou a ser admitido.<\/p>\n<p>A presidente acha que esse pode ser um bom teste para o passo seguinte: adotar uma pol\u00edtica fiscal que admita esfor\u00e7os menores, desde que eles sejam suficientes para manter a d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico controlada, na casa dos 30% do PIB.<\/p>\n<p>Discute-se adotar essa estrat\u00e9gia a partir de 2013, baseada na expectativa de melhora do PIB, que automaticamente reduz o peso do endividamento l\u00edquido.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil est\u00e1 andando, e o super\u00e1vit prim\u00e1rio tinha a ver com um momento muito espec\u00edfico da economia, de juros altos para atrair capitais e assim fechar o balan\u00e7o de pagamentos, e elevado endividamento. J\u00e1 superamos essa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, disse ao Estado uma fonte qualificada da equipe econ\u00f4mica. &#8220;Em princ\u00edpio, se o crescimento voltar, como se espera, n\u00e3o precisar\u00edamos mais cumprir um super\u00e1vit prim\u00e1rio dessa ordem.&#8221;<\/p>\n<p>Atingir 30% do PIB para a d\u00edvida l\u00edquida p\u00fablica foi uma das metas da presidente Dilma Rousseff durante a campanha de 2010. Desde que assumiu o governo, ela reduziu a d\u00edvida l\u00edquida de 39,8% do PIB, em dezembro de 2010, para 35,1% do PIB em agosto passado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil crescer\u00e1 1,6%, metade da AL<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O desempenho mais fraco do Brasil, principal economia da Am\u00e9rica Latina e Caribe, vai puxar para baixo o crescimento da regi\u00e3o. De acordo com a previs\u00e3o da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal), a expans\u00e3o este ano ser\u00e1 de 3,2% frente \u00e0 previs\u00e3o anterior de 3,7%. J\u00e1 o Brasil crescer\u00e1 a metade (1,6%) em 2012, e n\u00e3o mais 2,7% previstos no relat\u00f3rio anterior, em junho.<\/p>\n<p>&#8220;A precariedade da economia mundial, provocada sobretudo pelas dificuldades que enfrentam Europa, EUA e China, pesou sobre o crescimento da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, regi\u00e3o que ter\u00e1 em 2012 uma expans\u00e3o menor que em anos anteriores&#8221;, informou a Cepal.<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, disse ontem que os pa\u00edses desenvolvidos est\u00e3o exportando a crise econ\u00f4mica para o resto do mundo. Ela condenou a pol\u00edtica monet\u00e1ria expansionista e o protecionismo adotados pelas na\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas para enfrentar a crise econ\u00f4mica global. Falando na abertura da C\u00fapula Am\u00e9rica do Sul &#8211; Pa\u00edses \u00c1rabes (Aspa), Dilma disse que essa postura, al\u00e9m de n\u00e3o livrar os pa\u00edses ricos dos problemas econ\u00f4micos, ainda exporta esses problemas para o mundo:<\/p>\n<p>&#8211; Os chamados &#8220;afrouxamentos monet\u00e1rios&#8221;, ao desvalorizar as moedas dos pa\u00edses desenvolvidos, tornam esses pa\u00edses artificialmente mais competitivos. O efeito cumulativo dessas pol\u00edticas monet\u00e1rias expansionistas, conjugadas a uma exagerada austeridade, exporta a crise para o resto do mundo e n\u00e3o resolve os graves problemas dos pa\u00edses desenvolvidos, como o desemprego galopante e a desesperan\u00e7a. O acesso a nossos mercados \u00e9 extremamente facilitado por essas pol\u00edticas de desvaloriza\u00e7\u00e3o das moedas. E um protecionismo disfar\u00e7ado reduz as exporta\u00e7\u00f5es dos nossos pa\u00edses em desenvolvimento &#8211; afirmou a presidente, defendendo maior interc\u00e2mbio entre latino-americanos e \u00e1rabes.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Cepal destacou que a desacelera\u00e7\u00e3o mostrada pelas economias em 2011 se prolongou para o primeiro semestre de 2012, o que provocou a redu\u00e7\u00e3o na proje\u00e7\u00e3o de crescimento para o ano. Mas a comiss\u00e3o informou que a expans\u00e3o regional foi impulsionada sobretudo pelo consumo privado, embora a crise global tenha debilitado a demanda externa, derrubando os pre\u00e7os de bens de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2013, uma expans\u00e3o de 4%<\/p>\n<p>Frente a este cen\u00e1rio, a Cepal reduziu sua proje\u00e7\u00e3o de crescimento para a Argentina a 2% neste ano, ante 3,5% anteriormente, e manteve a do M\u00e9xico em 4%. A previs\u00e3o para a economia do Chile \u00e9 de expans\u00e3o de 5% e, para o Peru, de 5,9% em 2012. A Col\u00f4mbia deve crescer 4,5%, e a Venezuela expandir 5%. S\u00f3 o Paraguai registraria uma contra\u00e7\u00e3o de 2% este ano na regi\u00e3o, enquanto o Panam\u00e1 lideraria o crescimento com 9,5%.<\/p>\n<p>Para 2013, a expectativa \u00e9 de que Am\u00e9rica Latina e Caribe cres\u00e7am 4%, com o Brasil se recuperando para registrar uma expans\u00e3o de 4%, assim como o M\u00e9xico.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo atinge pico de investimentos, com R$ 18,3 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo paulista vai superar o pico de investimentos feitos em 2010, \u00faltimo ano de Jos\u00e9 Serra (PSDB) \u00e0 frente do Estado. Para 2013, est\u00e3o previstos R$ 18,3 bilh\u00f5es de investimentos diretos dos cofres p\u00fablicos, sem contar os recursos pr\u00f3prios de empresas como Metr\u00f4 ou Desenvolvimento Rodovi\u00e1rio S.A. (Dersa). O recorde anterior, h\u00e1 dois anos, foi de R$ 16,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros constam do pr\u00f3prio Projeto de Lei do Or\u00e7amento estadual para 2013, que est\u00e1 no site da Assembleia Legislativa. Os dados revelam que, enquanto o or\u00e7amento cresceu sem parar desde 2009, os investimentos p\u00fablicos em obras como hospitais, habita\u00e7\u00e3o popular, estradas e tratamento de esgoto, por exemplo, acabaram diminuindo em 2011 e 2012.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o ano em que Serra saiu do governo estadual para se candidatar \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, houve uma queda de cerca de 13% nos investimentos em um ano &#8211; em 2011, primeiro ano do governo Geraldo Alckmin (PSDB), R$ 14,1 bilh\u00f5es foram gastos em novas obras. Em 2012, o valor previsto subiu para R$ 15,6 bilh\u00f5es, ainda menos do que em 2010.<\/p>\n<p>Nesse mesmo per\u00edodo, o crescimento do or\u00e7amento foi ininterrupto. O valor total arrecadado pelo governo estadual passou de R$ 118,4 bilh\u00f5es em 2009 para R$ 173,1 bilh\u00f5es no ano que vem &#8211; um salto de quase 50% em apenas cinco anos. Uma das principais explica\u00e7\u00f5es para um aumento t\u00e3o r\u00e1pido \u00e9 a arrecada\u00e7\u00e3o com impostos estaduais, como ICMS. Apenas esse imposto \u00e9 respons\u00e1vel por R$ 113,7 bilh\u00f5es da previs\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>\u00c1reas<\/p>\n<p>O maior gasto do governo estadual no ano que vem ser\u00e1 em educa\u00e7\u00e3o. A \u00e1rea vai receber R$ 35,5 bilh\u00f5es, entre investimentos e gastos com o pagamento de professores e funcion\u00e1rios. O valor corresponde \u00e0 quase o or\u00e7amento todo de uma cidade do porte de S\u00e3o Paulo &#8211; que, neste ano, dever\u00e1 arrecadar cerca de R$ 38 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Do total investido na educa\u00e7\u00e3o, cerca de R$ 9,4 bilh\u00f5es dever\u00e3o ser gastos com as universidades p\u00fablicas paulistas.<\/p>\n<p>Depois da educa\u00e7\u00e3o, outra \u00e1rea priorit\u00e1ria \u00e9 a seguran\u00e7a p\u00fablica, com R$ 18,8 bilh\u00f5es. A sa\u00fade vem em terceiro lugar, com R$ 17,4 bilh\u00f5es. De toda essa quantia, cerca de R$ 650 milh\u00f5es ser\u00e3o para novos investimentos. Um dos principais projetos planejados pelo governo estadual nessa \u00e1rea \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de cinco hospitais por meio de Parceria P\u00fablico-Privada (PPP).<\/p>\n<p>A \u00e1rea de habita\u00e7\u00e3o vai receber R$ 2,1 bilh\u00f5es no pr\u00f3ximo ano e programas sociais como o Renda Cidad\u00e3, Viva Leite e a rede Bom Prato ter\u00e3o, juntos, R$ 900 milh\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cr\u00edticas ao expansionismo monet\u00e1rio<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff fez novas cr\u00edticas aos pa\u00edses de economias desenvolvidas com pol\u00edticas monet\u00e1rias expansionistas, ao discursar ontem na 3\u00aa C\u00fapula Am\u00e9rica do Sul &#8211; Pa\u00edses \u00c1rabes, em Lima.<\/p>\n<p>A presidente enfatizou que a pr\u00e1tica torna os pa\u00edses desenvolvidos &#8220;artificialmente competitivos&#8221;. Segundo Dilma, o mundo passa hoje, &#8220;sem sombra de d\u00favida&#8221;, por grandes transforma\u00e7\u00f5es e a crise financeira internacional propaga-se por todos os pa\u00edses, trazendo &#8220;novos desafios&#8221;, entre os quais a necessidade de refor\u00e7ar a coordena\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, desenvolvendo a coopera\u00e7\u00e3o regional &#8220;em bases equ\u00e2nimes e solid\u00e1rias&#8221;.<\/p>\n<p>Dilma disse que o Brasil apoia esfor\u00e7os da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e da Liga \u00c1rabe em favor de uma solu\u00e7\u00e3o negociada para o conflito na S\u00edria e que o pa\u00eds defende uma confer\u00eancia para a discuss\u00e3o de uma zona livre de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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