{"id":3662,"date":"2012-10-05T19:45:51","date_gmt":"2012-10-05T19:45:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3662"},"modified":"2012-10-05T19:45:51","modified_gmt":"2012-10-05T19:45:51","slug":"moodys-pode-rever-a-nota-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3662","title":{"rendered":"Moody&#8217;s pode rever a nota do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>A ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Moody&#8221;s vai analisar ainda este ano os dados da economia brasileira para decidir se o pa\u00eds ter\u00e1 elevada sua nota ou permanecer\u00e1 no patamar atual. Hoje, pelos crit\u00e9rios da Moody&#8221;s, o Brasil tem nota &#8220;Baa2&#8221;, um est\u00e1gio inicial na sua escala de grau de investimento, com perspectiva positiva. A avalia\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 a mesma do Peru e inferior \u00e0 do M\u00e9xico, que tem nota &#8220;Baa1&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar de avan\u00e7os importantes, como a queda dos juros para o patamar de 7,5%, o Brasil ainda tem defici\u00eancias fiscais que o impedem de ascender ao clube das economias emergentes com nota &#8220;A&#8221; na escala da ag\u00eancia, como a China e o Chile.<\/p>\n<p>&#8211; O Brasil, que sempre foi fraco nas finan\u00e7as governamentais, est\u00e1 forte agora, mas ainda fraco em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses com nota &#8220;A&#8221; &#8211; observou Mauro Leos, analista s\u00eanior de cr\u00e9dito da Moody&#8221;s, ressaltando que o pa\u00eds precisa de regras fiscais &#8220;mais claras&#8221;.<\/p>\n<p>Para Leos, a pr\u00f3pria redu\u00e7\u00e3o da Selic j\u00e1 \u00e9 fator importante para melhor equilibrar as contas p\u00fablicas. Segundo ele, embora as receitas governamentais continuem crescendo, as despesas com custeio avan\u00e7am num ritmo ainda forte, o que pesa negativamente na avalia\u00e7\u00e3o de risco do pa\u00eds. Por isso, se tiver sua nota elevada este ano o Brasil deve avan\u00e7ar apenas um degrau, para &#8220;Baa1&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; A administra\u00e7\u00e3o atual vem tentando estabelecer limites para os gastos a m\u00e9dio prazo. E embora isso implique discuss\u00f5es com o Congresso, que s\u00e3o dif\u00edceis, est\u00e1-se olhando para a frente &#8211; disse Leos, para quem o governo Dilma est\u00e1 focado em buscar uma estrutura fiscal que fortale\u00e7a o setor privado.<\/p>\n<p>Nesse sentido, observou o economista, outro fator importante para ascender na escala da Moody&#8221;s \u00e9 o Brasil voltar a crescer mais fortemente. E a perspectiva de que os juros continuar\u00e3o baixos, em sua opini\u00e3o, \u00e9 um dado a favor nesse processo. Mas ressaltou:<\/p>\n<p>&#8211; Isso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de fazer, e leva tempo. \u00c9 preciso investir mais, e para isso \u00e9 necess\u00e1rio poupar mais &#8211; disse Leos, lembrando que o BNDES \u00e9 ainda o principal financiador dos investimentos de longo prazo no pa\u00eds, e que \u00e9 preciso que haja outras fontes.<\/p>\n<p>Concorr\u00eancia sob encomenda<\/p>\n<p>O avan\u00e7o dos bancos p\u00fablicos no mercado de cr\u00e9dito, sob &#8220;encomenda&#8221; do governo, \u00e9 saud\u00e1vel para estimular a concorr\u00eancia, mas acaba expondo essas institui\u00e7\u00f5es a riscos maiores e ainda dif\u00edceis de serem avaliados. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 da vice-presidente de Cr\u00e9dito da ag\u00eancia Moody&#8221;s, Ceres Lisboa, que considera a Caixa Econ\u00f4mica como o caso que mais preocupa, pela pouca experi\u00eancia que teria em v\u00e1rios segmentos de cr\u00e9dito em que passou a atuar, como autom\u00f3veis e consumo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Crise freia com\u00e9rcio do Brasil com a Europa<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Brasil caminha para ter o pior ano de seu com\u00e9rcio com a Europa em uma d\u00e9cada. C\u00e1lculos de diplomatas brasileiros fornecidos ao &#8220;Estado&#8221; apontam que a previs\u00e3o \u00e9 de que o super\u00e1vit comercial com os europeus deve ser o mais fraco desde 2002.<\/p>\n<p>De um lado, a nova crise europeia freou o consumo local e reduziu as importa\u00e7\u00f5es. De outro lado, o real valorizado e a falta de competitividade da ind\u00fastria nacional acabaram pesando na conta final. S\u00f3 para Portugal, a queda nas vendas \u00e9 de 30%, a maior redu\u00e7\u00e3o em pelo menos 23 anos.<\/p>\n<p>Em 2011, a balan\u00e7a comercial com os parceiros europeus terminou com saldo positivo para o Brasil de US$ 6,5 bilh\u00f5es. Dados oficiais apontam que, at\u00e9 o final de agosto deste ano, o cen\u00e1rio era bem diferente. As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a Europa recuaram 7,3%, enquanto as vendas europeias no mercado brasileiro cresceram mais de 4%. O resultado \u00e9 um super\u00e1vit de apenas US$ 1,1 bilh\u00e3o, num volume de com\u00e9rcio de US$ 64 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro meses do ano, as vendas poder\u00e3o permitir que o super\u00e1vit chegue a US$ 2 bilh\u00f5es. Mas, mesmo assim, o volume s\u00f3 encontra equivalente em 2002, quando o super\u00e1vit foi de apenas US$ 2,1 bilh\u00f5es. Em 2007, quando a crise ainda n\u00e3o havia chegado \u00e0 Europa, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras permitiram que o saldo a favor do Pa\u00eds chegasse a US$ 13 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Nem em 2009, p\u00e9ssimo ano para o com\u00e9rcio mundial, o super\u00e1vit brasileiro foi t\u00e3o pequeno quanto agora. Naquele momento, o saldo positivo para o Brasil foi de US$ 4,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas o que mais preocupa o governo \u00e9 que as vendas para os maiores mercados do bloco est\u00e3o em franca queda. No caso das vendas ao mercado italiano, o terceiro maior da zona do euro, a redu\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 de 9,6% de janeiro a agosto. Para a Fran\u00e7a, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras tiveram uma queda de 9%.<\/p>\n<p>Para a Alemanha, economia que supostamente n\u00e3o foi afetada pela crise da mesma forma que as demais, a redu\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 ainda maior. Comparando janeiro a agosto de 2011 com o mesmo per\u00edodo de 2012, a queda foi de 21%. Nem os produtos b\u00e1sicos resistiram e sofreram queda de 23% nas vendas ao mercado alem\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m preocupa o governo o fato de que, nos \u00faltimos anos, o com\u00e9rcio com a Europa era um dos pilares que permitiam ao Brasil manter seu super\u00e1vit na balan\u00e7a comercial. Com as economias do G-8, o Brasil completar\u00e1 seu quinto ano de d\u00e9ficit comercial. At\u00e9 agosto, o buraco chegava a US$ 10 bilh\u00f5es com esses pa\u00edses.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BCE decide manter juros em 0,75%<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, anunciou ontem que a institui\u00e7\u00e3o decidiu manter sua taxa b\u00e1sica de juros inalterada, em 0,75%. Em entrevista \u00e0 imprensa, Draghi reiterou que o euro \u00e9 irrevers\u00edvel e que a institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 pronta para comprar b\u00f4nus de economias problem\u00e1ticas da zona do euro.<\/p>\n<p>A Espanha, no entanto, ainda n\u00e3o se decidiu sobre um poss\u00edvel pedido de ajuda \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, o que abriria as portas para o BCE ativar seu programa de compras de d\u00edvida soberana.<\/p>\n<p>Draghi afirmou que a economia da zona do euro continuou fraca no terceiro trimestre deste ano. &#8220;Indicadores econ\u00f4micos, em especial os resultados de pesquisas qualitativas, confirmam a continua\u00e7\u00e3o da fraca atividade econ\u00f4mica no terceiro trimestre de 2012, em um ambiente caracterizado pela alta incerteza&#8221;, disse ele no discurso divulgado na \u00edntegra no website do BCE.<\/p>\n<p>Draghi destacou que o PIB da zona do euro teve contra\u00e7\u00e3o de 0,2% no segundo trimestre, em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre, ap\u00f3s o crescimento zero nos tr\u00eas primeiros meses do ano. Ele disse ainda que a economia deve continuar fraca e que a zona do euro vai se recuperar apenas muito gradualmente.<\/p>\n<p>O presidente da autoridade monet\u00e1ria explicou que as a\u00e7\u00f5es adotadas pelo BCE impulsionam o crescimento, mas a atividade econ\u00f4mica \u00e9 prejudicada pelos processos de ajuste nos balan\u00e7os patrimoniais de empresas dos setores financeiro e n\u00e3o financeiro, al\u00e9m das altas taxas de desemprego e da recupera\u00e7\u00e3o desigual dentro do bloco.<\/p>\n<p>Antes do BCE, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em ingl\u00eas) tamb\u00e9m deixou inalterada sua taxa de juros principal, em 0,50%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC fala em calibrar pol\u00edtica para manter PIB<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O mundo come\u00e7a a entrar em uma nova fase da crise mundial. Se, de uma lado, os riscos de uma ruptura do sistema financeiro foram minimizados pelas \u00faltimas medidas dos bancos centrais e das autoridades europeias, ao mesmo tempo, a perspectiva \u00e9 de um longo per\u00edodo de &#8220;crescimento med\u00edocre&#8221; nas principais economias do mundo, sejam elas desenvolvidas ou emergentes.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio pessimista em termos de crescimento mundial, tra\u00e7ado ontem pelo diretor da \u00e1rea internacional e de regula\u00e7\u00e3o do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, em discurso em S\u00e3o Paulo, exige que a autoridade monet\u00e1ria seja &#8220;capaz de calibrar o ponto mais favor\u00e1vel onde se maximizam as chance de crescimento&#8221; da economia brasileira, sem comprometer a estabilidade monet\u00e1ria e financeira.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de uma redu\u00e7\u00e3o dos riscos de cauda [evento de ruptura], aumentam ligeiramente &#8211; pela persist\u00eancia do baixo crescimento &#8211; os riscos para o ritmo que ter\u00e1 a atividade nos seus polos mais din\u00e2micos. Dado o impulso acumulado j\u00e1 amplo e efetivo ao nosso crescimento, \u00e9 importante ser capaz de calibrar o ponto mais favor\u00e1vel onde se maximizam as chances do nosso crescimento continuar a acelerar, minimizando os riscos para a nossa estabilidade monet\u00e1ria e financeira.&#8221;<\/p>\n<p>Na \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), o BC divulgou um comunicado que dividiu o mercado. Ao citar que s\u00f3 faria movimentos adicionais de corte de juros com a &#8220;m\u00e1xima parcim\u00f4nia&#8221;, muitos analistas entenderam que o ciclo de queda da taxa de juros, que recuou 5 pontos percentuais desde agosto do ano passado, para 7,5% ao ano, estaria encerrado.<\/p>\n<p>Mas parte dos operadores ainda acredita em novo corte de pelo menos 0,25 ponto percentual na reuni\u00e3o do Copom da pr\u00f3xima semana, vis\u00e3o que pode ganhar for\u00e7a ap\u00f3s o discurso de ontem.<\/p>\n<p>O diretor do BC incluiu uma nova palavra-chave que deve chamar a aten\u00e7\u00e3o do mercado, ao afirmar que o BC ter\u00e1 que &#8220;calibrar&#8221; as decis\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria para equilibrar o baixo crescimento mundial com o risco de infla\u00e7\u00e3o e estabilidade financeira no Brasil.<\/p>\n<p>Awazu fez quest\u00e3o ainda de reafirmar que o atual choque de commodities mundial que afeta tamb\u00e9m os pre\u00e7os no Brasil &#8220;deve ter efeitos mais amenos e tempor\u00e1rios&#8221;, quando comparado ao ciclo de 2010\/2011. &#8220;\u00c9 prov\u00e1vel que estejamos frente a um per\u00edodo de baixo crescimento global mais persistente e mais longo, e com poss\u00edveis efeitos negativos sobre os polos mais din\u00e2micos da recupera\u00e7\u00e3o global&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O que est\u00e1 talvez surgindo como uma nova quest\u00e3o mais recentemente \u00e9 o efeito da &#8220;persist\u00eancia&#8221; desse quadro de crescimento med\u00edocre por um per\u00edodo mais prolongado do que originalmente se antecipava, como uma esp\u00e9cie de extens\u00e3o do Jap\u00e3o p\u00f3s-bolha&#8221;, completou em palestra em evento na BM&amp;FBovespa, na tarde de ontem, em S\u00e3o Paulo, com a presen\u00e7a do comiss\u00e1rio para servi\u00e7os financeiros da Uni\u00e3o Europeia, Michel Barnier.<\/p>\n<p>O diretor do BC fez quest\u00e3o ainda de refor\u00e7ar algumas vezes durante seu discurso que o pa\u00eds mant\u00e9m o compromisso com o trip\u00e9 de pol\u00edtica econ\u00f4mica adotado h\u00e1 mais de dez anos. Segundo ele, a &#8220;manuten\u00e7\u00e3o do trip\u00e9 responsabilidade fiscal, c\u00e2mbio flutuante e regime de metas para a infla\u00e7\u00e3o tem sido capaz de guiar e consolidar a confian\u00e7a dos agentes, mesmo nas situa\u00e7\u00f5es excepcionais do mundo de hoje&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>As palavras de Awazu parecem direcionadas \u00e0s cr\u00edticas que o BC recebe atualmente por sua atua\u00e7\u00e3o. Segundo economistas de mercado ouvidos recentemente pelo Valor, a autoridade monet\u00e1ria estaria se mostrando mais preocupada com o crescimento do que com a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, desenvolvemos um arcabou\u00e7o robusto para garantir simultaneamente a nossa estabilidade macroecon\u00f4mica, infla\u00e7\u00e3o na meta, e a nossa estabilidade financeira&#8221;, diz Awazu.<\/p>\n<p>Mas ele tamb\u00e9m destacou a recupera\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico, como tem sido cada vez mais frequente nos \u00faltimos discursos do BC, tendo como pano de fundo as atuais medidas do governo federal para ampliar a oferta da economia brasileira.<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 bem posicionado, com uma estabilidade macro e financeira consolidada, empenhado em refor\u00e7ar suas pol\u00edticas de oferta, de melhora de sua log\u00edstica, infraestrutura e capital humano para apoiar a sua retomada do crescimento em curso.&#8221;<\/p>\n<p>Se a busca pela infla\u00e7\u00e3o na meta continua sendo prioridade, o regime de c\u00e2mbio flutuante tamb\u00e9m se mant\u00e9m em plena execu\u00e7\u00e3o, diz o diretor do BC. Segundo ele, essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de gosto pessoal, mas sim de se valer de um instrumento que se mostrou efetivo para amortecer choques externos.<\/p>\n<p>&#8220;A sociedade brasileira se beneficiou do regime de c\u00e2mbio flutuante. \u00c9 a primeira linha de defesa para choques externos. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de desejo pessoal. \u00c9 um instrumento importante para dar robustez ao nosso trip\u00e9 [de pol\u00edtica econ\u00f4mica]&#8221;, disse, em resposta a uma pergunta sobre o fato de o governo sistematicamente defender um piso ao redor de R$ 2 para o d\u00f3lar nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>Awazu reconheceu que o ambiente internacional hoje \u00e9 mais &#8220;complexo&#8221; e, por isso, exige um &#8220;gerenciamento&#8221; tamb\u00e9m mais complexo da economia. Mas ele enfatizou que \u00e9 preciso reconhecer que esse &#8220;gerenciamento tem sido bem-sucedido&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ao mesmo tempo que o regime de c\u00e2mbio flutuante tem a capacidade de eliminar volatilidades excessivas, a necessidade de se preservar o c\u00e2mbio como amortecedor de choques externos tem sido muito \u00fatil ao pa\u00eds.&#8221;<\/p>\n<p>A robustez e solidez do sistema financeiro brasileiro foi outro fator determinante para o enfrentamento da crise, disse Awazu. &#8220;Nosso sistema financeiro \u00e9 s\u00f3lido, com elevados n\u00edveis de capital, de cobertura da inadimpl\u00eancia por provis\u00f5es e de liquidez das carteiras&#8221;, diz. Al\u00e9m disso, ele ressaltou que o sistema \u00e9 resistente a choques, como mostraram os testes de estresse apresentados esta semana no Relat\u00f3rio de Estabilidade Financeira, e a exposi\u00e7\u00e3o a riscos externos \u00e9 pequena.<\/p>\n<p>O diretor reafirmou ainda que o arcabou\u00e7o brasileiro mant\u00e9m sob uma mesma autoridade o papel de supervisor e de regulador do sistema. &#8220;Esse sistema coordenado foi abandonado, mas agora est\u00e1 sendo adotado de novo nos pa\u00edses avan\u00e7ados por ser mais eficiente.&#8221;<\/p>\n<p>Por fim, Awazu apontou que o sistema brasileiro ainda tem espa\u00e7o para mais aprofundamentos. &#8220;Nosso sistema tem crescido em tamanho, sofistica\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o, acompanhando o progresso econ\u00f4mico e social do pa\u00eds. Destaca-se ainda o saud\u00e1vel processo de inclus\u00e3o financeira observado na \u00faltima d\u00e9cada, o que permitiu a expans\u00e3o do cr\u00e9dito que, n\u00e3o obstante, quando comparado a outras economias, ainda apresenta um baixo patamar em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB). Tudo isso indica haver espa\u00e7o para continuar se expandindo de forma sustent\u00e1vel nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, concluiu o diretor do BC.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Faturamento cresce na ind\u00fastria e CNI v\u00ea retomada<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mesmo com a utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica e recuo nos empregos, a ind\u00fastria encerrou o m\u00eas de agosto com forte crescimento no faturamento, de acordo com os dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie com ajuste sazonal, o faturamento real subiu 4,8% em agosto sobre julho, maior alta mensal desde fevereiro de 2011, e atingiu o maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2005. Em \u00edndice, o faturamento est\u00e1 em 130,1, crescimento de 30% desde 2006 e alta de 4,83% sobre dezembro de 2012. Sobre agosto do ano passado a alta \u00e9 de 7%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada (Nuci) encerrou agosto em 80,9 pontos, em estabilidade sobre julho, que teve sua leitura revisada de 81,6 pontos, para 80,9 pontos, tamb\u00e9m na s\u00e9rie com ajuste sazonal. A m\u00e9dia hist\u00f3rica, desde 2005, \u00e9 de 81,52%. O Nuci apresenta tend\u00eancia de queda desde fevereiro de 2011, quando marcava 83,3 pontos.<\/p>\n<p>O emprego, tamb\u00e9m dessazonalizado, mostrou retra\u00e7\u00e3o de 0,3% em agosto na compara\u00e7\u00e3o com julho, e caiu 1% sobre agosto de 2011. A massa salarial real tamb\u00e9m caiu no confronto mensal, cedendo 2,6%, mas sobre agosto do ano passado, apresentou crescimento de 4,6%.<\/p>\n<p>Para a CNI, os dados corroboram a expectativa de recupera\u00e7\u00e3o que a institui\u00e7\u00e3o tinha e tem para a ind\u00fastria nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;Com isso fica caracterizada uma melhora da atividade, sempre lembrando que o quadro geral que domina a economia mundial n\u00e3o mudou. O que mudou foram as vari\u00e1veis dom\u00e9sticas e alguns est\u00edmulos&#8221;, disse o gerente-executivo de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da CNI, Fl\u00e1vio Castelo Branco, ressalvando que os desafios de manter a produtividade permanecem.<\/p>\n<p>De acordo com Castelo Branco, essa postura positiva da CNI decorre da mudan\u00e7a de ambiente macroecon\u00f4mico dom\u00e9stico, como a altera\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o c\u00e2mbio\/ juros, e tamb\u00e9m capta alguma rea\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas de est\u00edmulo que foram implementadas pelo governo nos \u00faltimos meses, em especial aquelas voltadas aos bens dur\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para o economista-chefe do Banco Fator, Jos\u00e9 Francisco de Lima Gon\u00e7alves, quando os indicadores apontam um para cada lado, os n\u00fameros mais robustos s\u00e3o mesmo o faturamento e a renda, pois n\u00e3o abrem muito espa\u00e7o para discuss\u00f5es sobre metodologia de c\u00e1lculo.<\/p>\n<p>Mas mesmo com esses dois fatores mostrando varia\u00e7\u00e3o positiva no comparativo anual, Gon\u00e7alves ainda acha que \u00e9 cedo para afirmar que o setor industrial entrou em um per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos num per\u00edodo angustiante. N\u00e3o se sabe se essa virada \u00e9 uma recupera\u00e7\u00e3o firme ou alguma acomoda\u00e7\u00e3o mais leve&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alves reconhece, no entanto, que faz parte da &#8220;minoria&#8221;, j\u00e1 que a &#8220;maioria&#8221; dos analistas acredita que o Brasil crescer\u00e1 1% por trimestre daqui para frente.<\/p>\n<p>De acordo com o economista, al\u00e9m da falta de consist\u00eancia dos dados econ\u00f4micos, outro fator que o deixa reticente \u00e9 a pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o do Banco Central (BC), que tem previs\u00e3o de crescimento em 2013 para abaixo dos 4%. No Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o de setembro, o BC estima crescimento de 3,3% do PIB nos quatro trimestres at\u00e9 junho de 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3662\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-X4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3662\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}