{"id":367,"date":"2010-03-30T18:36:07","date_gmt":"2010-03-30T18:36:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=367"},"modified":"2010-03-30T18:36:07","modified_gmt":"2010-03-30T18:36:07","slug":"o-valor-da-mercadoria-forca-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/367","title":{"rendered":"O valor da mercadoria for\u00e7a de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p>O que define o valor de uma mercadoria \u00e9 a quantidade de for\u00e7a de trabalho depreendida para a sua produ\u00e7\u00e3o. Toda mercadoria, ou seja, tudo que \u00e9 feito pela m\u00e3o humana e que se destina \u00e0 troca no mercado \u00e9, na pr\u00e1tica, trabalho materializado em forma de capital. Pela quantidade de trabalho socialmente necess\u00e1rio para a produ\u00e7\u00e3o de determinada mercadoria \u00e9 estabelecido o seu valor.<\/p>\n<p>For\u00e7a de trabalho \u00e9 energia f\u00edsica e mental depreendida pelo trabalhador no processo de produ\u00e7\u00e3o. Quando o trabalhador entra na f\u00e1brica descansado e no final do turno sai cansado, nada mais foi que o uso da sua for\u00e7a de trabalho nas horas que labutou. Toda a sua energia f\u00edsica e intelectual foi transferida para a mercadoria produzida.<\/p>\n<p>A for\u00e7a de trabalho termina tamb\u00e9m sendo uma mercadoria. \u00c9 uma mercadoria especial porque tem o poder de criar outro valor. O valor da for\u00e7a de trabalho, como as demais mercadorias, tamb\u00e9m \u00e9 definido pelo valor do custo da sua produ\u00e7\u00e3o. O trabalhador para continuar trabalhador precisa de comida, bebida, moradia, enfim, precisa manter a si e a sua fam\u00edlia. Esses gastos que ele faz para manter a si e sua fam\u00edlia \u00e9 o custo da sua manuten\u00e7\u00e3o e da sua reprodu\u00e7\u00e3o enquanto trabalhador. A soma de tudo que ele gasta mensalmente para manter a si e a sua fam\u00edlia \u00e9 o valor da mercadoria for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>No Brasil, segundo dados do DIEESE, o sal\u00e1rio compat\u00edvel com a manuten\u00e7\u00e3o do trabalhador e sua fam\u00edlia \u00e9 algo em torno de R$ 2.0000,00, no entanto temos um sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 510,00. Os pisos salariais das categorias chegam a pouco mais do que isso. \u00c9 muito pouco. \u00c9 a prova cabal de que a mercadoria for\u00e7a de trabalho est\u00e1 muito aqu\u00e9m do seu valor real. O trabalhador est\u00e1 recebendo mais ou menos a quarta parte do que deveria receber mensalmente pelo trabalho que realiza. Por isso \u00e9 necess\u00e1ria a consci\u00eancia da classe que n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica governamental que vai recuperar o poder de compra dos sal\u00e1rios. Somente a luta da classe, com independ\u00eancia dos patr\u00f5es e dos governos, poder\u00e1 mudar este quadro.<\/p>\n<p><em>* Paiva Neves \u00e9 dirigente do Sindicato dos Sapateiros do Cear\u00e1 e membro do Comit\u00ea Central do PCB e de seu Comit\u00ea Regional no Cear\u00e1<\/em><\/p>\n<p>Autor: Paiva Neves (*)<\/p>\n<p>O modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, historicamente, \u00e9 produtor de mercadorias. Isto porque, tudo que \u00e9 produzido tem como objetivo central o lucro. O lucro \u00e9 obtido atrav\u00e9s da extra\u00e7\u00e3o da mais valia no ato da produ\u00e7\u00e3o. No entanto, ele se concretiza plenamente quando a mercadoria \u00e9 levada ao mercado para ser trocada por dinheiro que por sua vez \u00e9 trocado por outras mercadorias para fazer mais dinheiro. Este processo continuado de troca \u00e9 o que caracteriza o capital.<\/p>\n<p>O que define o valor de uma mercadoria \u00e9 a quantidade de for\u00e7a de trabalho depreendida para a sua produ\u00e7\u00e3o. Toda mercadoria, ou seja, tudo que \u00e9 feito pela m\u00e3o humana e que se destina \u00e0 troca no mercado \u00e9, na pr\u00e1tica, trabalho materializado em forma de capital. Pela quantidade de trabalho socialmente necess\u00e1rio para a produ\u00e7\u00e3o de determinada mercadoria \u00e9 estabelecido o seu valor.<\/p>\n<p>For\u00e7a de trabalho \u00e9 energia f\u00edsica e mental depreendida pelo trabalhador no processo de produ\u00e7\u00e3o. Quando o trabalhador entra na f\u00e1brica descansado e no final do turno sai cansado, nada mais foi que o uso da sua for\u00e7a de trabalho nas horas que labutou. Toda a sua energia f\u00edsica e intelectual foi transferida para a mercadoria produzida.<\/p>\n<p>A for\u00e7a de trabalho termina tamb\u00e9m sendo uma mercadoria. \u00c9 uma mercadoria especial porque tem o poder de criar outro valor. O valor da for\u00e7a de trabalho, como as demais mercadorias, tamb\u00e9m \u00e9 definido pelo valor do custo da sua produ\u00e7\u00e3o. O trabalhador para continuar trabalhador precisa de comida, bebida, moradia, enfim, precisa manter a si e a sua fam\u00edlia. Esses gastos que ele faz para manter a si e sua fam\u00edlia \u00e9 o custo da sua manuten\u00e7\u00e3o e da sua reprodu\u00e7\u00e3o enquanto trabalhador. A soma de tudo que ele gasta mensalmente para manter a si e a sua fam\u00edlia \u00e9 o valor da mercadoria for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>No Brasil, segundo dados do DIEESE, o sal\u00e1rio compat\u00edvel com a manuten\u00e7\u00e3o do trabalhador e sua fam\u00edlia \u00e9 algo em torno de R$ 2.0000,00, no entanto temos um sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 510,00. Os pisos salariais das categorias chegam a pouco mais do que isso. \u00c9 muito pouco. \u00c9 a prova cabal de que a mercadoria for\u00e7a de trabalho est\u00e1 muito aqu\u00e9m do seu valor real. O trabalhador est\u00e1 recebendo mais ou menos a quarta parte do que deveria receber mensalmente pelo trabalho que realiza. Por isso \u00e9 necess\u00e1ria a consci\u00eancia da classe que n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica governamental que vai recuperar o poder de compra dos sal\u00e1rios. Somente a luta da classe, com independ\u00eancia dos patr\u00f5es e dos governos, poder\u00e1 mudar este quadro.<\/p>\n<p><em>* Paiva Neves \u00e9 dirigente do Sindicato dos Sapateiros do Cear\u00e1 e membro do Comit\u00ea Central do PCB e de seu Comit\u00ea Regional no Cear\u00e1<\/em><\/p>\n<p><em><\/p>\n<p><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Oper\u00e1rio &#8211; Portinari\n\n\n\n\nAutor: Paiva Neves (*)\nO modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, historicamente, \u00e9 produtor de mercadorias. Isto porque, tudo que \u00e9 produzido tem como objetivo central o lucro. O lucro \u00e9 obtido atrav\u00e9s da extra\u00e7\u00e3o da mais valia no ato da produ\u00e7\u00e3o. No entanto, ele se concretiza plenamente quando a mercadoria \u00e9 levada ao mercado para ser trocada por dinheiro que por sua vez \u00e9 trocado por outras mercadorias para fazer mais dinheiro. 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