{"id":3679,"date":"2012-10-09T18:33:00","date_gmt":"2012-10-09T18:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3679"},"modified":"2012-10-09T18:33:00","modified_gmt":"2012-10-09T18:33:00","slug":"bndes-tera-aporte-do-tesouro-em-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3679","title":{"rendered":"BNDES ter\u00e1 aporte do Tesouro em 2012"},"content":{"rendered":"\n<p>O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou ontem, ap\u00f3s uma palestra na FGV, no centro do Rio, que o banco est\u00e1 avaliando o valor que precisar\u00e1 receber de aporte do Tesouro ainda em 2012. O Congresso aprovou um refor\u00e7o de caixa de R$ 45 bilh\u00f5es ao banco, sendo que at\u00e9 o momento o BNDES j\u00e1 recebeu R$ 10 bilh\u00f5es. Coutinho mant\u00e9m a previs\u00e3o de R$ 150 bilh\u00f5es em desembolsos no ano.<\/p>\n<p>Mas para 2013 ele espera que os desembolsos da institui\u00e7\u00e3o com infraestrutura v\u00e3o crescer 10% &#8211; ou um pouco mais &#8211; sobre um valor que deve atingir US$ 32,8 bilh\u00f5es em 2012. Para Coutinho, os novos pacotes do governo na \u00e1rea de transporte, que incentivam concess\u00f5es, ser\u00e3o os respons\u00e1veis por esta alta.<\/p>\n<p>&#8211; A infraestrutura est\u00e1 crescendo. Na opera\u00e7\u00e3o direta do banco, tende a subir de 20% a 25% em 2013. Na opera\u00e7\u00e3o indireta (quando o recursos \u00e9 repassado por outra institui\u00e7\u00e3o financeira), os desembolsos sobem mais devagar, de maneira que, no total, os desembolsos com infraestrutura devem crescer 10%. Talvez at\u00e9 um pouco mais &#8211; disse.<\/p>\n<p>Coutinho afirmou ainda que estas iniciativas do governo federal tendem a influenciar mais nos desembolsos do banco a partir de mar\u00e7o ou abril de 2013. Mas ele disse que o BNDES n\u00e3o dever\u00e1 absorver totalmente o financiamento destes novos investimentos:<\/p>\n<p>&#8211; Como n\u00f3s esperamos tamb\u00e9m atrair o setor privado com as deb\u00eantures incentivadas, eu acredito que haver\u00e1 um impacto, alguma demanda adicional (destes novos programas de log\u00edstica), mas que n\u00f3s poderemos, talvez em 2013, administr\u00e1-la, porque n\u00f3s teremos tamb\u00e9m o retorno de algumas opera\u00e7\u00f5es de curto prazo, capital de giro, que n\u00f3s usamos para enfrentar o per\u00edodo mais dif\u00edcil agora em 2012 &#8211; afirmou Coutinho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vendas de materiais de constru\u00e7\u00e3o recuam<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>As vendas de materiais de constru\u00e7\u00e3o, tanto no varejo como na ind\u00fastria, ca\u00edram em setembro, refletindo o menor dinamismo do mercado de constru\u00e7\u00e3o civil nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, as vendas industriais de cimento para o mercado interno somaram 5,6 mil toneladas, um volume 3,2% menor em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2011, aponta pesquisa do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria do Cimento. E, a cada trimestre, as vendas s\u00f3 perderam f\u00f4lego.<\/p>\n<p>No primeiro trimestre, o mercado dom\u00e9stico de cimento crescia a uma taxa de 13,7% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011. No segundo trimestre, o acr\u00e9scimo foi de 5,9% nas mesmas bases de compara\u00e7\u00e3o. No terceiro trimestre, a alta foi de 3,5%.<\/p>\n<p>&#8220;A taxa de crescimento \u00e9 menor, mas o desempenho continua positivo&#8221;, observa o presidente do Snic, Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Carvalho. Ele explica que o ajuste ocorreu em raz\u00e3o da conjuntura, isto \u00e9, do menor crescimento esperado para o Pa\u00eds neste ano.<\/p>\n<p>De acordo com estudo feito pela entidade, 75% das vendas de cimento do mercado interno s\u00e3o para edifica\u00e7\u00f5es e, dessa parcela, mais da metade para constru\u00e7\u00e3o civil residencial. &#8220;A desacelera\u00e7\u00e3o est\u00e1 vindo desse segmento e ela n\u00e3o est\u00e1 sendo compensada pelas obras de infraestrutura.&#8221;<\/p>\n<p>Outro dado do setor confirma o menor dinamismo na constru\u00e7\u00e3o civil residencial. Em setembro, as vendas de material de constru\u00e7\u00e3o no varejo, por exemplo, ca\u00edram 2,5% em rela\u00e7\u00e3o a agosto, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Comerciantes de Material de Constru\u00e7\u00e3o (Anamaco). Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2011, a retra\u00e7\u00e3o foi de 6% e em 12 meses at\u00e9 setembro a alta foi de apenas 0,5%.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udio Conz, presidente da Anamaco, atribui a queda \u00e0 greve banc\u00e1ria, uma vez que os materiais de constru\u00e7\u00e3o t\u00eam a venda atrelada ao cr\u00e9dito. Mas, entre janeiro e setembro, s\u00f3 dois meses tiveram desempenho positivo. Por isso, a meta do in\u00edcio do ano de elevar em 8% as vendas foi revista para 4,5% e agora j\u00e1 est\u00e1 em 3%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Regula\u00e7\u00e3o empurra fundos de pens\u00e3o para b\u00f4nus de governos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os fundos de pens\u00e3o ser\u00e3o obrigados a comprar grandes parcelas dos trilh\u00f5es em b\u00f4nus soberanos de vencimento dilatado de Estados Unidos, Reino Unido e Uni\u00e3o Europeia (UE) a serem emitidos nos pr\u00f3ximos anos &#8211; mas com consequ\u00eancias desastrosas, segundo especialistas.<\/p>\n<p>Regulamenta\u00e7\u00f5es e press\u00e3o financeira do g\u00eanero dos definidos pela diretriz da UE conhecida como Solv\u00eancia 2 &#8211; por meio das quais os governos est\u00e3o pressionando os investidores institucionais a comprar t\u00edtulos &#8211; for\u00e7ar\u00e3o os fundos de pens\u00e3o a investir em b\u00f4nus governamentais. O problema \u00e9 que os b\u00f4nus do governo oferecem retornos reais baixos ou negativos que v\u00e3o corroer os fundos de pens\u00e3o e aumentar seus d\u00e9ficits crescentes.<\/p>\n<p>Embora a press\u00e3o financeira possa ajudar governos a diminu\u00edrem o endividamento, esse tipo de pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9, absolutamente, favor\u00e1vel aos fundos de pens\u00e3o, disse Jerome Booth, diretor de pesquisa da administradora de investimentos Ashmore.<\/p>\n<p>&#8220;A press\u00e3o financeira funciona bem, como funcionou ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, mas \u00e9 distorsiva&#8221;, diz. &#8220;Embora seja boa para o contribuinte, como poupador acho-a absurda. Qualquer pessoa que investe em b\u00f4nus soberanos tem algumas justificativas a dar.&#8221;<\/p>\n<p>A recente pol\u00edtica monet\u00e1ria dos mercados desenvolvidos j\u00e1 deprimiu os rendimentos dos b\u00f4nus governamentais, mas t\u00e9cnicos dizem que a situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser pior. Uma das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 que, no longo prazo, um per\u00edodo de infla\u00e7\u00e3o alta ou de fortes flutua\u00e7\u00f5es cambiais levar\u00e3o a uma grande deteriora\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos b\u00f4nus governamentais.<\/p>\n<p>Acrescenta Booth: &#8220;Nos mercados, o risco est\u00e1 sempre mudando. N\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel p\u00f4r o dinheiro das pessoas em dep\u00f3sitos ou b\u00f4nus do governo&#8221;.<\/p>\n<p>Pa\u00edses como a Dinamarca introduziram mudan\u00e7as a fim de reduzir a necessidade dos fundos de pens\u00e3o de comprar t\u00edtulos para compensar suas obriga\u00e7\u00f5es. A Su\u00e9cia recentemente mudou a maneira pela qual os passivos s\u00e3o calculados. Mas em outros pa\u00edses os fundos de pens\u00e3o est\u00e3o acumulando pap\u00e9is do governo.<\/p>\n<p>Stewart Cowley, diretor de renda fixa e de macroeconomia da Old Mutual Asset Managers, diz que isso \u00e9 um erro, porque a categoria de ativos n\u00e3o equivaler\u00e1 aos passivos futuros: &#8220;Apesar disso, ao mesmo tempo, os b\u00f4nus governamentais est\u00e3o sendo desovados e obrigam os fundos de pens\u00e3o a comprar a coisa errada. O que estamos fazendo \u00e9 transferir o risco governamental para os fundos de pens\u00e3o. Acho que isso n\u00e3o \u00e9 vantajoso para o benefici\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p>Um &#8220;tsunami de b\u00f4nus governamentais&#8221; dever\u00e1 ser emitido, mundialmente, nos pr\u00f3ximos anos. S\u00f3 nos Estados Unidos, poder\u00e1 haver US$ 5 trilh\u00f5es em nova emiss\u00e3o de b\u00f4nus at\u00e9 2017, calcula a gestora Schroders.<\/p>\n<p>Os b\u00f4nus do governo trazem atualmente consigo dois grandes riscos de peso, diz Mouhammed Choukeir, diretor de investimentos da Kleinwort Benson: &#8220;O primeiro \u00e9 que uma enxurrada de dinheiro entrando no mercado leva \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e, portanto, a um aumento das taxas de juros para compensar. O segundo \u00e9 a credibilidade dos emissores soberanos em termos de pagamento. Com enormes cargas de endividamento e d\u00e9ficits p\u00fablicos a perder de vista, \u00e9 dif\u00edcil ver como [os governos] v\u00e3o tapar esse buraco.&#8221;<\/p>\n<p>Outros, no entanto, est\u00e3o menos convencidos de que os t\u00edtulos do governo s\u00e3o inadequados para os fundos de pens\u00e3o. Charles Cowling, diretor-executivo da JLT Pension Capital Strategies, diz: &#8220;Voc\u00ea tem de partir do pressuposto de que, se voc\u00ea toca um programa de pens\u00e3o que gera uma promessa garantida, o investimento mais razo\u00e1vel \u00e9 o que mais se aproxima de igualar o seu passivo. E esse investimento s\u00e3o os b\u00f4nus soberanos&#8221;.<\/p>\n<p>O risco de inadimpl\u00eancia dos principais tomadores &#8211; como Reino Unido, Fran\u00e7a ou Alemanha &#8211; \u00e9 &#8220;desprez\u00edvel ou m\u00ednimo&#8221;, acrescenta Cowling.<\/p>\n<p>Pode n\u00e3o fazer mais sentido falar de uma &#8220;taxa isenta de risco&#8221; para b\u00f4nus soberanos, mas eles s\u00e3o os que mais se aproximam, para os investidores, de ativos seguros. Por outro lado, investidores em b\u00f4nus soberanos poder\u00e3o obter retornos reais negativos, mas n\u00e3o h\u00e1 muitas outras alternativas. Os investidores podem assumir mais risco &#8211; e muitos assumem, aplicando em b\u00f4nus corporativos e em pap\u00e9is de alto rendimento &#8211; mas, segundo Cowling, o ponto de partida natural para um fundo \u00e9 equiparar ativos a passivos. &#8220;B\u00f4nus governamentais ainda fazem sentido para uma s\u00e9rie de programas. Mas, com as taxas de juros t\u00e3o baixas e sem salvaguarda contra todas as possibilidades de infla\u00e7\u00e3o, os d\u00e9ficits s\u00e3o grandes.&#8221;<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que a infla\u00e7\u00e3o pode se intensificar grandemente nos pr\u00f3ximos meses, piorando a situa\u00e7\u00e3o? Simon Foster, diretor-executivo da UBS Global Asset Management, diz que, apesar da explos\u00e3o das demonstra\u00e7\u00f5es de resultados dos bancos centrais, &#8220;a ocorr\u00eancia de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o parece prov\u00e1vel nos pr\u00f3ximos 12 meses e o calote n\u00e3o est\u00e1 em pauta neste momento&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e9r\u00f4me Broustra, diretor de taxas mundiais da \u00e1rea de renda fixa da Axa Investment Managers, acrescenta: &#8220;J\u00e1 passou a \u00e9poca em que se sai de uma recess\u00e3o com uma taxa de juros de 5%. Se o crescimento gerar um retorno s\u00f3lido, [poder\u00e1 haver problema com os pre\u00e7os dos b\u00f4nus soberanos], mas este n\u00e3o \u00e9 o nosso cen\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Novo fundo europeu de socorro passa a funcionar e espera pedido da Espanha<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os governos europeus implementaram seu fundo permanente de \u20ac 500 bilh\u00f5es para ajudar pa\u00edses endividados e, n\u00e3o pela primeira vez na crise que j\u00e1 dura tr\u00eas anos, se mostraram confiantes de que n\u00e3o haver\u00e1 necessidade de um est\u00edmulo financeiro extra no curto prazo.<\/p>\n<p>Os ministros das Finan\u00e7as dos 17 pa\u00edses do euro declararam que j\u00e1 est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em ingl\u00eas), afirmando ao mesmo tempo que a Espanha, seu maior potencial cliente no curto prazo, n\u00e3o est\u00e1 prestes a recorrer ao fundo. Eles tamb\u00e9m adiaram as decis\u00f5es sobre a pr\u00f3xima parcela de ajuda financeira \u00e0 Gr\u00e9cia e um programa de ajuda para o Chipre.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do ESM &#8220;d\u00e1 credibilidade \u00e0 estrat\u00e9gia dos Estados membros da zona do euro com ferramentas muito melhores para responder de maneira apropriada a crises futuras&#8221;, disse ontem o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, antes do in\u00edcio da reuni\u00e3o dos ministros das Finan\u00e7as dos pa\u00edses do euro.<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do fundo foi facilitada pela proposta feita em agosto pelo Banco Central Europeu (BCE), de comprar b\u00f4nus de pa\u00edses com problemas fiscais &#8211; que derrubou as taxas de juros na Espanha e na It\u00e1lia, e deu aos governos europeus tempo para enfrentar as causas da crise.<\/p>\n<p>Os b\u00f4nus de dez anos do governo espanhol apresentaram ontem taxa de retorno de 5,71%, em compara\u00e7\u00e3o ao pico de 7,62% registrado em julho. Nos b\u00f4nus italianos de dez anos, houve queda de 6,60% para 5,08% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>O ESM vai substituir o Fundo Europeu de Estabiliza\u00e7\u00e3o Financeira (EFSF, na sigla em ingl\u00eas), que j\u00e1 gastou \u20ac 192 bilh\u00f5es de seus \u20ac 440 bilh\u00f5es com ajudas a Irlanda, Portugal e Gr\u00e9cia. Os dois fundos v\u00e3o operar em paralelo at\u00e9 a desativa\u00e7\u00e3o do EFSF em meados de 2013.<\/p>\n<p>Controlado pelos ministros das Finan\u00e7as do euro, o ESM poder\u00e1 emprestar diretamente para os governos, interferir nos mercados de b\u00f4nus, oferecer linhas de cr\u00e9dito e fornecer empr\u00e9stimos que poder\u00e3o ser usados para recapitalizar bancos. Ele poder\u00e1 injetar diretamente capital nos bancos somente quando a zona do euro estabelecer uma autoridade supervisora central, o que possivelmente se dar\u00e1 em 2013.<\/p>\n<p>O ESM herdou esses poderes do fundo tempor\u00e1rio que o antecedia. Por enquanto, ele prosseguir\u00e1 sem duas outras ferramentas do EFSF que ainda n\u00e3o foram usadas: os certificados de securitiza\u00e7\u00e3o de d\u00edvida e os ve\u00edculos de investimentos conjuntos, que foram criados para usar a alavancagem para multiplicar seu impacto.<\/p>\n<p>Os ministros das Finan\u00e7as elogiaram a reestrutura\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da Espanha, recusaram-se a pressionar o governo espanhol por mais cortes no or\u00e7amento e disseram que o programa de aux\u00edlio banc\u00e1rio implementado em julho vai custar menos que os \u20ac 100 bilh\u00f5es disponibilizados. Os desembolsos que ocorrer\u00e3o sob o programa ser\u00e3o efetuados pelo ESM a partir de novembro.<\/p>\n<p>&#8220;A Espanha tamb\u00e9m est\u00e1 sofrendo com o problema do cont\u00e1gio, assim como outros pa\u00edses, e com as especula\u00e7\u00f5es resultantes das incertezas que cercam a zona do euro como um todo&#8221;, disse o ministro das Finan\u00e7as da Alemanha, Wolfgang Schaeuble. &#8220;Mas a Espanha n\u00e3o precisa de um programa de assist\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Protestos de rua contra a austeridade pesaram na decis\u00e3o do governo espanhol de n\u00e3o pedir um pacote completo de ajuda financeira at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>O ministro da Economia do pa\u00eds, Luis de Guindos, defendeu o projeto de or\u00e7amento de 2013 contra as afirma\u00e7\u00f5es do BC espanhol e de algumas autoridades europeias, de que ele depende de proje\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas otimistas para reduzir o d\u00e9ficit \u00e0 meta europeia de 4,5% do PIB. &#8220;O or\u00e7amento para o ano que vem foi colocado na mesa e \u00e9 um esfor\u00e7o significativo em termos de ajuste or\u00e7ament\u00e1rio&#8221;, disse Guindos.<\/p>\n<p>O governo do Jap\u00e3o dever\u00e1 dizer aos pa\u00edses europeus que est\u00e1 pronto para comprar os b\u00f4nus a serem emitidos pelo ESM, segundo informa\u00e7\u00e3o do jornal &#8220;Nikkei&#8221;. O an\u00fancio dever\u00e1 ocorrer nesta semana em T\u00f3quio, onde acontecem as reuni\u00f5es anuais do Fundo Monet\u00e1rio Internacional e do Banco Mundial pela primeira vez desde 1964.<\/p>\n<p>A crise da d\u00edvida da zona do euro ser\u00e1 um ponto alto das discuss\u00f5es programadas para T\u00f3quio. O Jap\u00e3o pedir\u00e1 aos integrantes do bloco de moeda comum que promovam reformas estruturais e a consolida\u00e7\u00e3o fiscal, ao mesmo tempo em que vai assegurar que segue preparado para ajudar, caso a Europa fa\u00e7a sua parte.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Banco Mundial rebaixa previs\u00e3o de crescimento da China<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Banco Mundial reduziu ontem sua previs\u00e3o de crescimento da China em 2012 de 8,2% para 7,7%, que ser\u00e1 o mais baixo \u00edndice de expans\u00e3o da segunda maior economia do mundo em mais de uma d\u00e9cada. Para o pr\u00f3ximo ano, a institui\u00e7\u00e3o prev\u00ea rea\u00e7\u00e3o da atividade e alta de 8,1% do PIB.<\/p>\n<p>O menor ritmo chin\u00eas e a retra\u00e7\u00e3o na demanda nas regi\u00f5es desenvolvidas levaram o Banco Mundial a tamb\u00e9m rever sua estimativa de crescimento do leste da \u00c1sia de 7,6% para 7,2% &#8211; os dados excluem Jap\u00e3o e \u00cdndia. Os n\u00fameros revistos ontem haviam sido apresentados em maio.<\/p>\n<p>Segundo a institui\u00e7\u00e3o, a perda de f\u00f4lego da China foi provocada pela debilidade nas exporta\u00e7\u00f5es e menor aumento dos investimentos, dois dos principais pilares da expans\u00e3o do pa\u00eds nos \u00faltimos anos. Em 2011, a China cresceu 9,3%.<\/p>\n<p>S\u00e9tima queda. As autoridades de Pequim v\u00e3o anunciar nas pr\u00f3ximas semanas o resultado do PIB do per\u00edodo de julho a setembro, que deve marcar o s\u00e9timo trimestre consecutivo de redu\u00e7\u00e3o no ritmo de expans\u00e3o do pa\u00eds. Entre abril e junho, a alta foi de 7,6%, o menor \u00edndice desde o in\u00edcio de 2009, quando a crise financeira global estava no auge.<\/p>\n<p>&#8220;A desacelera\u00e7\u00e3o da China neste ano \u00e9 significativa&#8221;, ressalta o relat\u00f3rio do Banco Mundial. &#8220;O \u00edmpeto de crescimento deve ser fraco nos pr\u00f3ximos meses, com limitada flexibilidade da pol\u00edtica, corre\u00e7\u00e3o no mercado imobili\u00e1rio e demanda externa d\u00e9bil.&#8221; A estimativa de 7,7% \u00e9 bem pr\u00f3xima da meta oficial de crescimento para este ano, de 7,5%, que na pr\u00e1tica funciona como um piso para a expans\u00e3o econ\u00f4mica. Nos oito anos anteriores, o \u00edndice fixado pelo governo era de 8% e foi sempre superado pelo resultado final do PIB.<\/p>\n<p>A China conseguiu ficar imune aos efeitos da crise global gra\u00e7as a um megapacote de est\u00edmulo anunciado em novembro de 2008. Nos tr\u00eas anos seguintes, houve uma explos\u00e3o de empr\u00e9stimos banc\u00e1rios e de investimentos, com in\u00edcio de obras de infraestrutura em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>O j\u00e1 elevado peso dos investimentos na composi\u00e7\u00e3o do PIB cresceu de maneira desproporcional e acendeu a luz amarela em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade desse modelo de crescimento. O Banco Mundial observa que o cen\u00e1rio mudou no ano passado: &#8220;Em 2011, o consumo chin\u00eas contribuiu mais para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do que os investimentos, pela primeira vez desde que os registros come\u00e7aram, em 1952&#8221;, diz o relat\u00f3rio da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a avalia\u00e7\u00e3o de alguns analistas de que o movimento indicava o in\u00edcio do &#8220;rebalanceamento&#8221; da economia pode ser frustrada pelo esperado aumento dos investimentos nos pr\u00f3ximos meses, acredita o banco.<\/p>\n<p>Desde maio, o governo chin\u00eas acelerou a aprova\u00e7\u00e3o de projetos de infraestrutura e no m\u00eas passado anunciou obras no valor de US$ 150 bilh\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Balan\u00e7a tem super\u00e1vit de US$ 16,5 bi no ano<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira registrou super\u00e1vit de US$ 812 milh\u00f5es na primeira semana de outubro, com US$ 5,356 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es e US$ 4,544 bilh\u00f5es em importa\u00e7\u00f5es. No ano, o resultado das transa\u00e7\u00f5es comerciais brasileiras \u00e9 positivo em US$ 16,537 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo do ano passado, o saldo era positivo em US$ 23,634 bilh\u00f5es. Os dados foram divulgados ontem pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento.<\/p>\n<p>De janeiro \u00e0 primeira semana de outubro deste ano (194 dias \u00fateis), as vendas ao exterior somaram US$ 185,952 bilh\u00f5es (m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 958,5 milh\u00f5es). O resultado \u00e9 4,8% inferior ao aferido no mesmo per\u00edodo de 2011 (US$ 1,007 bilh\u00e3o). As importa\u00e7\u00f5es no ano est\u00e3o em US$ 169,415 bilh\u00f5es, com m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 873,3 milh\u00f5es. O valor \u00e9 1,4% menor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia registrada no mesmo per\u00edodo de 2011 (US$ 885,4 milh\u00f5es)<\/p>\n<p>A m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 1,071 bilh\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es na primeira semana deste m\u00eas \u00e9 3,2% inferior \u00e0 m\u00e9dia di\u00e1ria registrada em todo o m\u00eas de outubro de 2011 (US$ 1,107 bilh\u00e3o). Os produtos b\u00e1sicos recuaram 7,6%, dos US$ 546,45 milh\u00f5es de m\u00e9dia di\u00e1ria de outubro de 2011 para US$ 505,1 milh\u00f5es na primeira semana de outubro deste ano.<\/p>\n<p>Os itens b\u00e1sicos que tiveram os embarques reduzidos foram, principalmente, caf\u00e9 em gr\u00e3o, min\u00e9rio de cobre, petr\u00f3leo e min\u00e9rio de ferro. Na mesma compara\u00e7\u00e3o, as exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados encolheram 9,4% e as vendas de semimanufaturados cresceram 30,2%.<\/p>\n<p>Na outra ponta, as importa\u00e7\u00f5es diminu\u00edram 8,1% na primeira semana de outubro de 2012, com m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 908,8 milh\u00f5es, ante US$ 989,3 milh\u00f5es em todo o m\u00eas de outubro de 2011.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas elevam previs\u00e3o para a infla\u00e7\u00e3o deste ano<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As expectativas do mercado para a infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em 2012 continuaram a se deteriorar, de acordo com o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central. Mas a proje\u00e7\u00e3o para a taxa de juros neste ano se manteve. A mediana das estimativas de cerca de cem institui\u00e7\u00f5es consultadas pelo BC para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2012 subiu, pela 13\u00aa semana consecutiva, de 5,36% para 5,42%. Para 2013 a mediana voltou a cair pela segunda vez, de 5,48% para 5,44%.<\/p>\n<p>A mediana para o IPCA em 12 meses tamb\u00e9m cedeu, pela quarta semana, de 5,52% para 5,50%.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostrou que o IPCA subiu 0,57% em setembro, ap\u00f3s alta de 0,41% em agosto. \u00c9 a maior varia\u00e7\u00e3o desde abril, quando o indicador marcou infla\u00e7\u00e3o de 0,64%.<\/p>\n<p>Os analistas tamb\u00e9m ficaram mais pessimistas em rela\u00e7\u00e3o ao desempenho da produ\u00e7\u00e3o industrial neste ano, e mantiveram est\u00e1veis as proje\u00e7\u00f5es para o Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>A mediana das estimativas para a ind\u00fastria passou de queda de 1,92% para contra\u00e7\u00e3o de 2%. Para 2013, o cen\u00e1rio melhorou um pouco, de expans\u00e3o de 4,10% para 4,15%.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es para a atividade industrial recuaram, apesar da produ\u00e7\u00e3o de agosto ter sido forte (embora abaixo das expectativas). Na semana passada, IBGE informou que a produ\u00e7\u00e3o industrial de agosto cresceu 1,5% ante julho, com ajuste sazonal terceiro resultado positivo consecutivo.<\/p>\n<p>Quanto ao PIB, a mediana das proje\u00e7\u00f5es do Focus seguiu est\u00e1vel em 1,57% pela terceira semana consecutiva. Para 2013, a mediana est\u00e1 estacionada em 4% h\u00e1 nove semanas.<\/p>\n<p>O Focus mostrou ainda que as expectativas para a taxa Selic n\u00e3o se alteraram. Para o fim de 2012, a mediana estacionou em 7,5%, n\u00edvel em que est\u00e1 atualmente, e para o fim de 2013 se manteve em 8%. O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) anuncia nesta semana uma nova decis\u00e3o sobre a Selic.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3679\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3679","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Xl","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3679","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3679"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3679\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}