{"id":3681,"date":"2012-10-09T23:20:42","date_gmt":"2012-10-09T23:20:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3681"},"modified":"2012-10-09T23:20:42","modified_gmt":"2012-10-09T23:20:42","slug":"perspectivas-e-deveres-da-luta-anti-imperialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3681","title":{"rendered":"Perspectivas e Deveres da Luta Anti-imperialista"},"content":{"rendered":"\n<p>Respons\u00e1vel pelas Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do CC<\/p>\n<p>Nosso partido tem travado uma luta pol\u00edtica dura e complexa neste per\u00edodo, particularmente nas complicadas condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas e pol\u00edticas que foram causadas pela crise capitalista. Uma crise que levou a 1,5 milh\u00e3o de desempregados em um pa\u00eds de apenas 11 milh\u00f5es de habitantes e provocou uma ofensiva muito intensa do capital, de seu governo e da UE [Uni\u00e3o Europeia], que reduziu direitos trabalhistas, sal\u00e1rios, pens\u00f5es, destruiu e \u00a0est\u00e1 destruindo os estratos pequeno-burgueses urbanos e rurais, e est\u00e1 amea\u00e7ando os trabalhadores com o pesadelo do desemprego, inclusive aqueles do setor p\u00fablico, que por muitos anos mantiveram a ilus\u00e3o de que ningu\u00e9m poderia demit\u00ed-los.<\/p>\n<p>A crise capitalista vai se aprofundar ainda mais na Gr\u00e9cia e na UE. J\u00e1\u00a0se admite que a crise vai se manifestar em todos os Estados-membros da UE que ainda n\u00e3o a manifestaram com impacto similar, enquanto outros pa\u00edses ao redor do mundo mostram sinais de desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A crise capitalista em curso demonstra os impasses da via de desenvolvimento capitalista: a pobreza, o desemprego, a mis\u00e9ria das camadas populares. Mas, por outro lado, o sistema pol\u00edtico burgu\u00eas ainda tem &#8220;reservas&#8221;, \u00e9 capaz de influenciar a consci\u00eancia dos trabalhadores, dos jovens, atrav\u00e9s da televis\u00e3o, internet, cinema, escola, igreja, bem como atrav\u00e9s de toda uma \u201crede de seguran\u00e7a\u201d do sistema, composta por partidos que sustentam concep\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas burguesas e oportunistas. Um exemplo disso \u00e9 o argumento de que nas condi\u00e7\u00f5es da crise hoje os trabalhadores n\u00e3o deveriam mais lutar dentro dos par\u00e2metros de suas necessidades contempor\u00e2neas, mas deveriam rebaixar as suas demandas, alegadamente porque n\u00f3s estamos &#8220;todos no mesmo barco da economia nacional&#8221; que n\u00e3o devemos deixar afundar.<\/p>\n<p>O sistema pol\u00edtico burgu\u00eas inventou formas de manipular o conjunto dos trabalhadores que, no per\u00edodo anterior, participaram das grandes lutas da classe trabalhadora que explodiram na Gr\u00e9cia. Ele sabe que estes setores da classe trabalhadora e dos estratos intermedi\u00e1rios n\u00e3o adquiriram a necess\u00e1ria experi\u00eancia pol\u00edtica e s\u00e3o basicamente orientados pelo desejo de uma outra forma de administra\u00e7\u00e3o que possa supostamente parar a espiral descendente e assim imediatamente resolver seus problemas &#8211; sem tocar nas bases da explora\u00e7\u00e3o capitalista e na filia\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia \u00e0s institui\u00e7\u00f5es imperialistas da OTAN e da UE. Deste modo, no per\u00edodo anterior, vimos a m\u00eddia burguesa utilizando o chamado &#8220;movimento de cidad\u00e3os indignados&#8221;, que promoveu de maneira frequentemente reacion\u00e1ria sua avers\u00e3o a toda forma de organiza\u00e7\u00e3o (partidos e sindicatos), bem como a confus\u00e3o ideol\u00f3gica de que a crise seria supostamente causada pela &#8220;corrup\u00e7\u00e3o&#8221; dos pol\u00edticos, ou por uma &#8220;falta de democracia&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi por acaso que eles tentaram promover algo que em grande medida\u00a0 conseguiram: disseminar entre os trabalhadores de nosso pa\u00eds a ilus\u00e3o de que a crise capitalista e o Memorando s\u00e3o resultado de corre\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas (por exemplo, do pensamento neoliberal) ou auto-interessadas, formas incompetentes e subservientes de gest\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o por parte do pessoal pol\u00edtico da burguesia. Que se houvesse uma negocia\u00e7\u00e3o &#8220;honesta&#8221; com base em posi\u00e7\u00f5es &#8220;patri\u00f3ticas&#8221; \/ &#8220;sociais&#8221; por parte de um governo &#8220;competente&#8221;, ent\u00e3o as pessoas estariam em uma situa\u00e7\u00e3o melhor. Esta foi a base da l\u00f3gica rasa anti-memorando, que foi e \u00e9 continuamente promovida pelo SYRIZA &#8211; uma fus\u00e3o de for\u00e7as oportunistas com desgastadas for\u00e7as do social-democrata PASOK -, \u00a0pelos Gregos Independentes &#8211; uma dissid\u00eancia de direita do partido Nova Democracia (ND) -, e at\u00e9 mesmo pelo neonazi Aurora Dourada. Isso demonstra a ilus\u00e3o a respeito de uma solu\u00e7\u00e3o imediata, sem conflito e sem ruptura com o capital e a UE. Esta \u00e9 uma &#8220;t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o&#8221; para o capital e a &#8220;isca&#8221; usada para &#8220;capturar&#8221; a classe oper\u00e1ria e outras camadas populares na sua estrat\u00e9gia de salvaguardar a base s\u00f3cio-econ\u00f4mica do sistema capitalista e a renova\u00e7\u00e3o do seu pessoal pol\u00edtico. Em condi\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria relativa ou mesmo absoluta e de desemprego, de inseguran\u00e7a, infelizmente grande parte dos trabalhadores pode cair nesta armadilha, tal como foi demonstrado pelos resultados das duas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es, o Partido Comunista enfrenta uma luta dura, ideol\u00f3gica, pol\u00edtica e organizativa contra as for\u00e7as burguesas e oportunistas. \u00c9\u00a0importante que o PC esclare\u00e7a os trabalhadores sobre o verdadeiro dilema, que \u00e9: ou\u00a0 segue-se com os monop\u00f3lios, com o capital conduzindo a economia e detendo o poder pol\u00edtico, ou segue-se com o povo no comando da economia e no poder.<\/p>\n<p>O KKE defende que a crise capitalista expressa o agravamento da contradi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica entre o car\u00e1ter social da produ\u00e7\u00e3o e do trabalho e a apropria\u00e7\u00e3o privada capitalista dos seus resultados. Posi\u00e7\u00f5es que atribuem as causas da crise \u00e0s pol\u00edticas administrativas, algumas vezes culpando a administra\u00e7\u00e3o neoliberal, outra vezes a \u201cpostura subserviente\u201d dos governos burgueses e a incompet\u00eancia dos negociadores s\u00e3o irreais e perigosas! Isto porque elas escondem o fato de que as negocia\u00e7\u00f5es com os credores e a implementa\u00e7\u00e3o de medidas anti-populares ocorreram depois do estouro da crise. Eles escondem como operam as leis do sistema de explora\u00e7\u00e3o e que a hist\u00f3ria das crises demonstra que elas se manifestam no tempo sem levar em conta se est\u00e1 em andamento uma forma de administra\u00e7\u00e3o social-democrata ou liberal. Elas ocorrem devido ao agravamento das contradi\u00e7\u00f5es do sistema, a anarquia, a desigualdade que caracteriza a produ\u00e7\u00e3o capitalista, assim como a superacumula\u00e7\u00e3o de capital a partir da explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho que foi concentrada na fase de crescimento econ\u00f4mico, n\u00e3o podem encontrar sa\u00eddas seguras com alta taxa de lucratividade em um ambiente onde as condi\u00e7\u00f5es de vida absoluta e relativa da classe trabalhadora est\u00e3o se deteriorando. Tanto antes como durante a crise, uma ofensiva sistem\u00e1tica foi organizada pela classe burguesa \u2013 uma guerra contra a classe trabalhadora e os direitos trabalhistas e populares, com o objetivo de reduzir o pre\u00e7o da for\u00e7a de trabalho e aumentar a competitividade e rentabilidade do capital.<\/p>\n<p>Assim, \u00e9\u00a0de grande import\u00e2ncia que os trabalhadores entendam as causas reais da crise e dos problemas que eles experimentam e hoje est\u00e3o se tornando mais agudos.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0um fen\u00f4meno independente, uma vez que emerge das entranhas da sociedade capitalista e exacerba as contradi\u00e7\u00f5es inter-estatais, as rivalidades inter-imperialistas, e causas realinhamentos tanto na UE como a n\u00edvel global e, claro, fortalece as desiguais rela\u00e7\u00f5es de inter-depend\u00eancia.<\/p>\n<p>Por exemplo, dentro da UE um confronto muito dif\u00edcil est\u00e1\u00a0ocorrendo neste per\u00edodo sobre a forma como as perdas decorrentes do agravamento e aprofundamento da crise ser\u00e3o distribu\u00eddas e sobre os rumos futuros da zona do euro. Por este motivo algumas for\u00e7as social-democratas tentam capturar os trabalhadores em conceitos que s\u00e3o utilizados para a sua manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-ideol\u00f3gica, propondo uma outra forma de gerir a crise atrav\u00e9s de uma &#8220;frente dos pa\u00edses do Sul&#8221; contra o &#8220;Norte rico&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que a classe burguesa tem procurado dividir os trabalhadores atrav\u00e9s de quest\u00f5es geogr\u00e1ficas, raciais e religiosas, enevoando o ponto de vista de classe sobre as quest\u00f5es. Mas aqui estamos lidando com uma tentativa de &#8220;mobilizar&#8221; camadas populares em torno de objetivos definidos pela classe burguesa de cada pa\u00eds, nas suas duras rivalidades inter-imperialistas, dentro e fora da UE. As for\u00e7as oportunistas sustentam enormes responsabilidades com rela\u00e7\u00e3o a isso. Especificamente o SYRIZA em nosso pa\u00eds, o Partido da Esquerda Europeia (PEE) na Europa, que participam ativamente espalhando ilus\u00f5es de que, ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de Hollande na Fran\u00e7a, &#8220;novos ventos est\u00e3o soprando&#8221; a partir do sul. Estas for\u00e7as, apesar de sua fraseologia de &#8220;esquerda&#8221;, procuram santificar a UE, humanizar o capitalismo e n\u00e3o hesitam em tomar partido de um ou outro bloco imperialista, \u00e0s vezes elogiando Hollande e os governos da It\u00e1lia e da Espanha sobre a maneira como eles negociaram no \u00e2mbito da UE e em outros momentos elogiam Obama a respeito de sua forma escolhida de gerir a crise. Eles escondem do povo que a UE \u00e9 uma uni\u00e3o do capital que n\u00e3o pode ser reformada e que a \u00fanica perspectiva que serve aos interesses dos trabalhadores \u00e9 a sa\u00edda dela, atrav\u00e9s do estabelecimento do poder popular em cada pa\u00eds, o que ir\u00e1 garantir que as fun\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas satisfa\u00e7am as necessidades das pessoas e n\u00e3o a rentabilidade do capital.<\/p>\n<p>E neste ponto eu gostaria de salientar o seguinte: como voc\u00eas devem saber, a possibilidade de formar um governo de &#8220;esquerda&#8221; era uma quest\u00e3o importante nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es. E eles insistiram em chamar o KKE para participar. Nosso partido se recusou do in\u00edcio ao fim a participar de um tal governo, pois est\u00e1 plenamente ciente de que nenhum governo que administra o capitalismo, o poder dos monop\u00f3lios e da propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o, nenhum governo que implementa um programa baseado em lucros capitalistas, na competitividade, na produtividade e na \u00a0lucratividade dos grandes grupos empresariais pode seguir uma linha pol\u00edtica a favor da classe trabalhadora e das camadas populares.<\/p>\n<p>Nenhum governo deste tipo, que opera dentro dos marcos da UE e da OTAN, da propriedade capitalista e do poder burgu\u00eas, pode controlar as leis do sistema, suas contradi\u00e7\u00f5es, e prevenir a eclos\u00e3o da crise capitalista.<\/p>\n<p>Cedo ou tarde as promessas de &#8220;aliviar&#8221; o povo ser\u00e3o rasgadas, elas provar\u00e3o ser palavras vazias e as expectativas e esperan\u00e7as do povo por algo melhor ser\u00e3o substitu\u00eddas pela desilus\u00e3o e pelo retrocesso do movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9\u00a0de grande import\u00e2ncia que o KKE mantenha uma posi\u00e7\u00e3o de princ\u00edpio, rejeitando a possibilidade de participar de um governo de administra\u00e7\u00e3o burguesa ainda que tal governo seja chamado de &#8220;esquerda\u201d. Nosso partido optou por continuar a luta de classes, enfrentando as dificuldades, ciente de que, temporariamente, pode sofrer algumas perdas nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas estamos determinados a intensificar a nossa luta a respeito de cada problema do povo, formando as condi\u00e7\u00f5es para a liberta\u00e7\u00e3o das cadeias da explora\u00e7\u00e3o. Assim, avan\u00e7amos para a frente, focando sobretudo na recomposi\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio, no fortalecimento do movimento classista, da PAME, e na melhoria da atividade e da orienta\u00e7\u00e3o dos militantes dos sindicatos.<\/p>\n<p>N\u00f3s enfatizamos a pol\u00edtica de alian\u00e7as que elaboramos no 15\u00ba\u00a0congresso e nos subsequentes, a respeito da constru\u00e7\u00e3o de uma alian\u00e7a pol\u00edtico-social, a constru\u00e7\u00e3o da Frente de Luta Anti-Imperialista e Anti-Monopolista, baseada na alian\u00e7a entre a classe oper\u00e1ria, os pequenos e m\u00e9dios agricultores e os estratos da pequena-burguesia urbana, com a participa\u00e7\u00e3o de mulheres e jovens. Continuamos os esfor\u00e7os para a cria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-pol\u00edticas que conduzam a uma escalada da luta pelo poder popular, \u00e0 retirada da Uni\u00e3o Europeia e da OTAN, ao cancelamento unilateral da d\u00edvida, \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o concentrados, o desenvolvimento em favor do povo.<\/p>\n<p>Certas pessoas perguntam: Por que o KKE coloca a quest\u00e3o desta maneira? N\u00e3o entende que a atual correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as em escala global \u00e9 negativa? Que a solu\u00e7\u00e3o que prop\u00f5e, a ruptura com as organiza\u00e7\u00f5es imperialistas, requer sacrif\u00edcios dos povos?<\/p>\n<p>\u00c9 claro que sabemos que o caminho que propomos para o povo exige sacrif\u00edcios! Mas o caminho do desenvolvimento capitalista requer sacrif\u00edcios de qualquer maneira. Contudo, estes s\u00e3o sacrif\u00edcios que n\u00e3o beneficiam o povo, como podemos ver na nova rodada de contradi\u00e7\u00f5es imperialistas pelo controle e a redistribui\u00e7\u00e3o dos mercados, dos territ\u00f3rios, das fontes de energia e dos recursos naturais, que come\u00e7ou em nossa regi\u00e3o. Uma regi\u00e3o que possui importantes recursos naturais e inclui linhas centrais e obrigat\u00f3rias para o transporte mar\u00edtimo, rotas importantes para o transporte de energia do C\u00e1ucaso, do Mar C\u00e1spio, do Oriente M\u00e9dio e da \u00c1frica do Norte para os pa\u00edses da Europa, bem como para o Sudeste da \u00c1sia. Estes elementos atraem as pot\u00eancias imperialistas como um \u00edm\u00e3 e tornam a regi\u00e3o uma arena importante para a manifesta\u00e7\u00e3o de contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas e seus objetivos estrat\u00e9gicos, com a participa\u00e7\u00e3o e responsabilidade direta das classes burguesas e for\u00e7as pol\u00edticas burguesas dos Estados da regi\u00e3o que s\u00e3o uma parte do problema e tomam partido das uni\u00f5es imperialistas, a fim de servir aos seus pr\u00f3prios interesses. O exposto acima implicar\u00e1 guerras e interven\u00e7\u00f5es externas, a fim de indicar governos que s\u00e3o controlados por um ou outro poder imperialista, a fim de facilitar a redistribui\u00e7\u00e3o e o controle de mercados e recursos.<\/p>\n<p>A \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio, entre outras regi\u00f5es, est\u00e3o em ponto de ebuli\u00e7\u00e3o, e assim a guerra imperialista e a subsequente paz imperialista n\u00e3o s\u00e3o quest\u00f5es estranhas ao povo grego, tendo em conta que o nosso pa\u00eds \u00e9 um membro da UE e da OTAN, tem bases dos EUA-OTAN, e tem uma posi\u00e7\u00e3o geo-estrat\u00e9gica extremamente importante para a condu\u00e7\u00e3o de guerras imperialistas.<\/p>\n<p>A grande base a\u00e9rea e naval que os EUA possuem em nosso pa\u00eds, em Suda, Creta, bem como o espa\u00e7o a\u00e9reo, territorial e mar\u00edtimo do nosso pa\u00eds em geral, foram utilizados na \u00faltima guerra imperialista contra a L\u00edbia. Ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o imperialista contra a L\u00edbia, que foi seguida pela divis\u00e3o do butim, as amea\u00e7as turcas contra o Chipre est\u00e3o se intensificando, as rela\u00e7\u00f5es entre a Turquia e Israel est\u00e3o se agudizando, a agressividade de Israel contra o povo da Palestina, do L\u00edbano e do Egito foi refor\u00e7ada, enquanto o plano para uma interven\u00e7\u00e3o imperialista na S\u00edria est\u00e1 em curso, visando tamb\u00e9m um ataque contra o Ir\u00e3, usando o pretexto de seu programa nuclear. Estes acontecimentos est\u00e3o relacionados com os realinhamentos gerais da regi\u00e3o, ligados ao plano imperialista para um &#8220;Novo Oriente M\u00e9dio&#8221;, com as mudan\u00e7as em curso no norte da \u00c1frica e no Oriente M\u00e9dio ap\u00f3s a derrubada dos governos anti-populares no Egito e na Tun\u00edsia, com a tentativa de reorganizar o sistema pol\u00edtico burgu\u00eas, de modo que corresponda \u00e0s necessidades atuais da lucratividade capitalista. Esta realidade tem sido distorcida pela posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;Primavera \u00c1rabe&#8221;, que \u00e9 enfatizada por for\u00e7as burguesas e oportunistas, embelezando os regimes burgueses que surgiram ap\u00f3s as mobiliza\u00e7\u00f5es populares no Egito e na Tun\u00edsia, ocultando que o regime de explora\u00e7\u00e3o permanece, que novas e duras\u00a0 medidas est\u00e3o sendo impostas sobre o povo.<\/p>\n<p>N\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0nenhum segredo que os imperialistas est\u00e3o invocando em cada ocasi\u00e3o in\u00fameros pretextos, como agora na S\u00edria, onde come\u00e7aram com a quest\u00e3o da &#8220;democracia&#8221; e agora focam no tema das armas qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas, a fim de justificar uma interven\u00e7\u00e3o. Os desdobramentos na S\u00edria s\u00e3o um resultado flagrante do imperialismo dos EUA, da UE, da OTAN, bem como da Turquia, do Qatar, da Ar\u00e1bia Saudita e de Israel contra este pa\u00eds.<\/p>\n<p>Tornou-se \u00f3bvio que os EUA, a UE e Israel est\u00e3o interessados na desestabiliza\u00e7\u00e3o e enfraquecimento do regime burgu\u00eas s\u00edrio, que se op\u00f5e \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das posi\u00e7\u00f5es e planos imperialistas na regi\u00e3o e \u00e9 um aliado de for\u00e7as na Palestina, L\u00edbano, etc., que est\u00e3o em conflito com os EUA, OTAN e Israel. N\u00e3o nos esque\u00e7amos de que, hoje, territ\u00f3rios s\u00edrios est\u00e3o sob ocupa\u00e7\u00e3o estrangeira (israelense)! O enfraquecimento do regime ou mesmo a sua queda pode agu\u00e7ar o apetite para os planos imperialistas para um ataque ao Ir\u00e3, com o pretexto de seu programa nuclear. Isso pode at\u00e9 mesmo levar a novos desmembramentos de Estados da regi\u00e3o e a um efeito domin\u00f3 de desestabiliza\u00e7\u00e3o e derramamento de sangue, algo que vai provocar novas guerras imperialistas e interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta \u00e9\u00a0a raz\u00e3o pela qual os trabalhadores devem distinguir qual \u00e9 a principal quest\u00e3o em cada conjuntura! E a quest\u00e3o mais importante aqui \u00e9 que a perigosa escalada da interven\u00e7\u00e3o imperialista da UE-EUA-OTAN na regi\u00e3o, que ocorre no terreno da dura concorr\u00eancia com a R\u00fassia e a China, inclui o perigo de uma guerra generalizada, inicialmente contra S\u00edria, mas tamb\u00e9m contra o Ir\u00e3, o que ter\u00e1 consequ\u00eancias desastrosas para os povos de nossa regi\u00e3o. As pot\u00eancias imperialistas que interv\u00eam em todos os sentidos (pol\u00edtico, econ\u00f4mico, militar) nos assuntos internos da S\u00edria, junto com os meios de comunica\u00e7\u00e3o que possuem, desinformam as pessoas a fim de justificar uma nova guerra imperialista.. Estes desdobramentos na S\u00edria complementam a ocupa\u00e7\u00e3o do Iraque, do Afeganist\u00e3o e da L\u00edbia.<\/p>\n<p>Os povos precisam resistir de forma maci\u00e7a \u00e0s interven\u00e7\u00f5es, se opor \u00e0 guerra imperialista e ao sistema capitalista que \u00e9 sua causa. Os acontecimentos na S\u00edria s\u00e3o uma quest\u00e3o para o seu pr\u00f3prio povo. Eles s\u00e3o respons\u00e1veis \u200b\u200bpor decidir o rumo do seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Camaradas,<\/p>\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es da aprofundamento da crise capitalista e das contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas, \u00e9\u00a0necess\u00e1rio que sejamos claros sobre contra quem estamos lutando. Quem \u00e9\u00a0o inimigo dos movimentos sindicais e populares? H\u00e1 muitos que v\u00e3o responder que &#8220;existe um inimigo, o imperialismo&#8221; mas, na pr\u00e1tica, cada pessoa pode responder de forma diferente em ess\u00eancia. Isto porque existe uma concep\u00e7\u00e3o &#8220;anti-imperialista&#8221; rasa, como dir\u00edamos, que tra\u00e7a uma equival\u00eancia entre o imperialismo e seu poder de lideran\u00e7a, os EUA. Os EUA est\u00e3o hoje se tornando cada vez mais agressivos, a fim de salvaguardar a sua posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica em rela\u00e7\u00e3o aos poderes globais e regionais ascendentes. Mas a identifica\u00e7\u00e3o entre o imperialismo e os EUA, a vis\u00e3o que\u00a0 afirma existir um \u201cImp\u00e9rio&#8221;, esquece da concep\u00e7\u00e3o leninista de imperialismo, no centro do qual reside o capitalismo monopolista. Este ponto de vista equivocado \u00e9 natural e justificadamente contraposto aos EUA, mas n\u00e3o tem qualquer oposi\u00e7\u00e3o, por exemplo, a uma igualmente imperialista UE. Na verdade, certas for\u00e7as tratam a UE de forma equivocada, como um &#8220;contrapeso&#8221; aos EUA e buscam o avan\u00e7o de sua unifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar. \u00c9 claro que est\u00e3o cometendo um erro! A UE, assim como outras economias emergentes hoje, e outras organiza\u00e7\u00f5es inter-estatais regionais que foram formadas, por exemplo, no territ\u00f3rio da antiga URSS ou na Am\u00e9rica Latina, n\u00e3o podem desempenhar um papel substancialmente positivo nos neg\u00f3cios globais em favor da classe trabalhadora e estratos populares, pois eles t\u00eam o monop\u00f3lio capitalista em seu DNA. O assim chamado \u201cmundo multi-polar\u201d da assim chamada \u201cnova arquitetura das rela\u00e7\u00f5es internacionais\u201d n\u00e3o \u00e9 um mundo de paz e seguran\u00e7a para os povos, mas um mundo de galopantes contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas. Neste mundo, o Direito Internacional, tal como os povos conheciam da \u00e9poca em que existia a URSS, n\u00e3o mais \u00e9 uma realidade, uma vez que ora \u00e9 formado e implementado n\u00e3o como resultado das correla\u00e7\u00f5es de for\u00e7as entre pa\u00edses capitalistas e socialistas, mas como resultado da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre pa\u00edses capitalistas.<\/p>\n<p>Algumas outras vis\u00f5es tamb\u00e9m lidam com o imperialismo de maneira equivocada, assim como fez Kautsky no passado, que \u00e9\u00a0 tomando-o como uma pol\u00edtica da classe dominante\u00a0 e n\u00e3o como um n\u00edvel no desenvolvimento do capitalismo que est\u00e1 conectado \u00e0 domina\u00e7\u00e3o do monop\u00f3lio na produ\u00e7\u00e3o capitalista, \u00e0 fus\u00e3o do capital industrial e financeiro, \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de capital e com o car\u00e1ter econ\u00f4mico das guerras imperialistas (a divis\u00e3o e redivis\u00e3o de mercados). Seria um erro s\u00e9rio para o movimento popular basear as suas esperan\u00e7as nas assim chamadas pot\u00eancias emergentes, ou escolher o seu lado. E isso porque, assim como Lenin alertou em sua confronta\u00e7\u00e3o com Kautsky, isso nos levaria \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o equivocada de que &#8220;os monop\u00f3lios na economia s\u00e3o compat\u00edveis com os m\u00e9todos n\u00e3o-monopolistas, n\u00e3o violentos, n\u00e3o-anexionistas na pol\u00edtica. [1]&#8221; Pois \u00e9 assim, camaradas: n\u00e3o podem existir pa\u00edses poderosos, onde as rela\u00e7\u00f5es capitalistas de produ\u00e7\u00e3o e os monop\u00f3lios capitalistas sejam dominantes, que sejam \u00a0ao mesmo tempo &#8220;pombas brancas da paz&#8221;. Esta seria uma ilus\u00e3o grave.<\/p>\n<p>Sim, \u00e9\u00a0verdade que hoje, mesmo que sejam mais fracos do que eram h\u00e1\u00a010 anos atr\u00e1s, os EUA mant\u00e9m a primeira posi\u00e7\u00e3o na &#8220;pir\u00e2mide&#8221; imperialista. Mas, como Lenin advertiu: &#8220;Meio s\u00e9culo atr\u00e1s, a Alemanha era um pa\u00eds miser\u00e1vel e insignificante, se sua for\u00e7a capitalista fosse comparada com a da Gr\u00e3-Bretanha daquele tempo; o Jap\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia, da mesma forma. \u00c9 \u2018conceb\u00edvel\u2019 que dentro de dez ou vinte anos as for\u00e7as relativas das pot\u00eancias imperialistas ir\u00e3o permanecer imut\u00e1veis? \u00c9 fora de quest\u00e3o&#8221;[2]. \u00c9 o caso atual!<\/p>\n<p>O desenvolvimento desigual do capitalismo, que \u00e9\u00a0 uma lei fundamental da produ\u00e7\u00e3o capitalista, provoca realinhamentos, mas estes est\u00e3o dentro do \u00e2mbito do sistema imperialista, entre as pot\u00eancias imperialistas e essas mudan\u00e7as n\u00e3o podem de forma alguma salvaguardar a paz e a seguran\u00e7a. A paz imperialista, por mais tempo que dure, prepara o terreno para novas guerras imperialistas!<\/p>\n<p>Em nossa opini\u00e3o uma coisa \u00e9\u00a0um regime socialista do povo tentar explorar as contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas a fim de desenvolver a luta de classes e proteger o poder da classe trabalhadora, e outra coisa distinta \u00e9 enganar os trabalhadores, promovendo falsas esperan\u00e7as sobre o papel das pot\u00eancias emergentes imperialistas e organiza\u00e7\u00f5es inter-estatais. \u00c9 por isso que chamamos a classe trabalhadora de nosso pa\u00eds a n\u00e3o escolher o campo imperialista. N\u00f3s persistimos com o slogan: &#8220;O povo \u00e9 a \u00fanica superpot\u00eancia!&#8221;<\/p>\n<p>Durante as guerras contra a Iugosl\u00e1via, Afeganist\u00e3o, Iraque e, mais recentemente, na L\u00edbia, bem como a respeito da guerra que est\u00e1\u00a0sendo preparada contra a S\u00edria e o Ir\u00e3, o nosso partido decisivamente se recusou a aceitar os argumentos dos governos burgueses e da m\u00eddia, da OTAN e da UE, que eram em grande medida reproduzidos entre as camadas populares por v\u00e1rias for\u00e7as de &#8220;esquerda&#8221;, isto \u00e9, pelas for\u00e7as do oportunismo. As for\u00e7as burguesas, tendo ao seu lado as for\u00e7as oportunistas, basearam a necessidade de uma interven\u00e7\u00e3o imperialista e algumas vezes da guerra, em cima da necessidade de &#8220;parar a limpeza \u00e9tnica\u201d, alegando por vezes supostas &#8220;raz\u00f5es humanit\u00e1rias&#8221;, ou a necessidade de &#8220;restaurar a democracia&#8221;, ou a &#8220;interrup\u00e7\u00e3o do uso de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa\u201d, ou mesmo em \u201capoio \u00e0 Primavera \u00c1rabe&#8221;. O partido abriu e mant\u00e9m uma frente pol\u00edtico-ideol\u00f3gica permanente contra essas for\u00e7as e n\u00e3o esquece por um s\u00f3 momento a posi\u00e7\u00e3o leninista da &#8220;impossibilidade de unidade com os oportunistas na \u00e9poca do imperialismo&#8221; e que &#8220;a luta contra o imperialismo \u00e9 uma frase vazia e falsa se n\u00e3o estiver indissoluvelmente ligada \u00e0 luta contra o oportunismo [3].&#8221;<\/p>\n<p>Esta luta ideol\u00f3gica contra as for\u00e7as burguesas e oportunistas \u00e9 um componente da atividade anti-imperialista do nosso partido. Al\u00e9m disso, ela \u00e9 combinada com a atividade de vanguarda anti-imperialista dos comunistas nos sindicatos, nas fileiras da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), que \u00e9 o p\u00f3lo de orienta\u00e7\u00e3o classista dos sindicatos gregos, bem como nas organiza\u00e7\u00f5es de massa, tais como a Comit\u00ea Grego pela Distens\u00e3o e Paz Internacional (EEDYE).<\/p>\n<p>O \u00a0KKE apela para a classe trabalhadora, para os povos do nosso pa\u00eds e da nossa regi\u00e3o e destaca que os seus interesses s\u00e3o identificados com as lutas comuns anti-imperialista e anti-monop\u00f3lio, pela retirada das organiza\u00e7\u00f5es imperialistas, pelo fechamento das bases militares estrangeiras e a remo\u00e7\u00e3o das armas nucleares, pelo retorno das tropas das miss\u00f5es imperialistas, pela solidariedade com o povo palestino que experimenta a barb\u00e1rie israelense, bem como com todos os povos que lutam e tentam tra\u00e7ar o seu pr\u00f3prio caminho de desenvolvimento. A luta por esses objetivos, hoje, n\u00e3o pode ser separada da luta pelo poder.<\/p>\n<p>E a raz\u00e3o disto \u00e9\u00a0que as pessoas s\u00f3\u00a0 podem viver em paz e de forma criativa, utilizando os recursos naturais &#8211; que ser\u00e3o propriedade do povo &#8211; em benef\u00edcio pr\u00f3prio, pela \u00a0satisfa\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias necessidades, apenas numa realidade em que haja o poder popular e dos trabalhadores, apenas na realidade do socialismo.<\/p>\n<p>Condenamos as guerras imperialistas e lutamos pela retirada do nosso pa\u00eds delas! No entanto, sabemos que as guerras, que constituem a continua\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica por outros (e violentos) meios, s\u00e3o inevit\u00e1veis \u200b\u200benquanto a sociedade estiver dividida em classes, enquanto houver explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, enquanto o imperialismo dominar. A substitui\u00e7\u00e3o da guerra pela paz em benef\u00edcio do povo n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ada sem a substitui\u00e7\u00e3o do capitalismo pelo socialismo. Esta verdade torna a nossa luta hoje ainda mais oportuna e necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>[1] VI Lenin, Imperialism, the highest stage of capitalism. <a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1916\/imp-hsc\/index.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1916\/imp-hsc\/index.htm <\/a><\/p>\n<p>[2] VI Lenin, Imperialism, the highest stage of capitalism. <a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1916\/imp-hsc\/index.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1916\/imp-hsc\/index.htm <\/a><\/p>\n<p>[3] VI Lenin, Imperialism, the highest stage of capitalism. <a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1916\/imp-hsc\/index.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1916\/imp-hsc\/index.htm <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: KKE\n\n\n\n\n\n\n\n\nElisseos Vagenas, membro do CC do KKE,\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3681\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-3681","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Xn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3681"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3681\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}