{"id":3703,"date":"2012-10-15T17:59:16","date_gmt":"2012-10-15T17:59:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3703"},"modified":"2012-10-15T17:59:16","modified_gmt":"2012-10-15T17:59:16","slug":"demanda-chinesa-cai-e-afeta-venda-de-minerio-e-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3703","title":{"rendered":"Demanda chinesa cai e afeta venda de min\u00e9rio e petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa come\u00e7ou a afetar mais fortemente as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras nos dois \u00faltimos meses. As exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro e de petr\u00f3leo, que est\u00e3o entre os tr\u00eas principais itens vendidos pelo Brasil ao pa\u00eds asi\u00e1tico, j\u00e1 apresentam queda no acumulado de janeiro a setembro n\u00e3o s\u00f3 em valores, mas tamb\u00e9m em volume.<\/p>\n<p>O volume de min\u00e9rio de ferro vendido aos chineses caiu 1,68% e o de petr\u00f3leo, 15,37%. Para especialistas, a queda do min\u00e9rio, embora pequena, \u00e9 emblem\u00e1tica e gera uma preocupa\u00e7\u00e3o para 2013, quando a economia chinesa pode perder ainda mais ritmo, o que pode provocar impacto maior para a exporta\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Em agosto, o volume de venda de min\u00e9rio de ferro aos chineses teve forte queda, de 8,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado. Em setembro, a queda, embora menor, tamb\u00e9m foi significativa (4,78%). O desempenho dos \u00faltimos dois meses fez o quantum do min\u00e9rio de ferro exportado para a China apresentar redu\u00e7\u00e3o no acumulado de janeiro a setembro, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. At\u00e9 julho, a perda estava apenas na compara\u00e7\u00e3o mensal entre um ano e outro, mas as quedas ainda n\u00e3o haviam invertido o sinal da varia\u00e7\u00e3o positiva do acumulado.<\/p>\n<p>A queda de volume de janeiro a setembro, de 1,68%, \u00e9 vista como um sinalizador de que o impacto da desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa pode ir al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o de valores da exporta\u00e7\u00e3o brasileira, fen\u00f4meno que j\u00e1 estava mais evidente desde o in\u00edcio do ano. Em valor, a exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio para a China caiu 26,7% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o chinesa, lembra Jos\u00e9 Augusto de Castro, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), tem grande impacto sobre a exporta\u00e7\u00e3o brasileira, porque a China \u00e9 o principal parceiro comercial do pa\u00eds. De janeiro a setembro, os chineses compraram metade do min\u00e9rio de ferro exportado pelo Brasil e um quinto do petr\u00f3leo brasileiro vendido no exterior.<\/p>\n<p>Para Castro, o embarque de min\u00e9rio de ferro brasileiro para os chineses em 2012 deve ser semelhante ao total do ano passado, em volume. O risco maior de redu\u00e7\u00e3o, avalia, fica para 2013.<\/p>\n<p>O economista Fabio Silveira, s\u00f3cio da RC Consultores, tem opini\u00e3o semelhante. Ele lembra que a desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa em 2012 deve ser maior que a inicialmente prevista. No ano que vem, prev\u00ea, a perda de ritmo deve continuar.<\/p>\n<p>Silveira estima que a China crescer\u00e1 7% este ano e 6,5% em 2013, bem abaixo dos 10% a 11% dos anos anteriores. Inicialmente, diz o economista, a previs\u00e3o para o crescimento chin\u00eas em 2012 era de 7,5%. A desacelera\u00e7\u00e3o do pa\u00eds asi\u00e1tico deve repercutir no resultado da balan\u00e7a comercial brasileira. Silveira acredita que o saldo total brasileiro em 2012 chegue perto dos US$ 18 bilh\u00f5es. Para o ano que vem, por\u00e9m, ele projeta saldo de US$ 10 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo, outro item importante na exporta\u00e7\u00e3o aos chineses, tamb\u00e9m registrou queda em termos de quantidade. De janeiro a setembro, o valor embarcado de petr\u00f3leo para a China caiu 5,97% em valores e 15,37% em volume, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. No caso do petr\u00f3leo, diz Castro, al\u00e9m da desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa, a redu\u00e7\u00e3o de volume importado pode ser resultado tamb\u00e9m da escolha de outros fornecedores.<\/p>\n<p>Nos nove primeiros meses do ano, o min\u00e9rio de ferro e o petr\u00f3leo foram, respectivamente, o segundo e o terceiro itens mais importante da pauta brasileira de exporta\u00e7\u00e3o \u00e0 China. O primeiro foi a soja, que teve evolu\u00e7\u00e3o em sentido oposto. Beneficiada por pre\u00e7os relativamente altos, a exporta\u00e7\u00e3o de soja teve eleva\u00e7\u00e3o forte tanto em valor quanto em volume. De janeiro a setembro deste ano, o valor exportado do gr\u00e3o aos chineses teve eleva\u00e7\u00e3o de 21,7% em valores e de 15% em volume. Atualmente 70% do volume de soja exportado pelo Brasil vai para os chineses.<\/p>\n<p>Castro diz, por\u00e9m, que o aumento precisa ser relativizado. Por uma quest\u00e3o sazonal, diz, essa exporta\u00e7\u00e3o concentra-se na primeira metade do ano. Ou seja, no resultado anual ao fim de 2012 a soja continuar\u00e1 representativa na exporta\u00e7\u00e3o brasileira para a China, mas ter\u00e1 fatia de participa\u00e7\u00e3o menor.<\/p>\n<p>De qualquer forma, produtos tamb\u00e9m importantes na pauta para os chineses continuam apresentando eleva\u00e7\u00e3o, como o a\u00e7\u00facar e a celulose. O problema, lembra Silveira, \u00e9 que a desacelera\u00e7\u00e3o da China \u00e9 reflexo do baixo crescimento da economia americana e da crise da zona do euro, cen\u00e1rios que n\u00e3o ter\u00e3o mudan\u00e7a r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Rodrigo Branco, economista da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex), lembra que not\u00edcias recentes sobre a China revelam alta estocagem de a\u00e7o. &#8220;Isso mostra que n\u00e3o houve demanda suficiente para a oferta planejada pelo governo chin\u00eas.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Esse aumento de estoques afetou inicialmente os pre\u00e7os e agora come\u00e7a a atingir volumes comercializados no mercado internacional&#8221;, diz Silveira, da RC. Ele acredita que afrouxamento monet\u00e1rio americano deve trazer um &#8220;refresco&#8221; para o cen\u00e1rio mundial, mas n\u00e3o uma mudan\u00e7a sustentada.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Na reuni\u00e3o do FMI, ina\u00e7\u00e3o e desaven\u00e7as<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Uma re uni\u00e3o de autoridades financeiras aprofundou, em vez de diminuir, os conflitos entre algumas das maiores economias, levantando novas d\u00favidas sobre a capacidade dos reguladores de dar grandes passos para acelerar a recupera\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>As autoridades europeias iniciam esta semana uma c\u00fapula importante ap\u00f3s intensas discuss\u00f5es em T\u00f3quio sobre os danos da austeridade. Uma disputa territorial entre a China e Jap\u00e3o, a segunda e a terceira maiores economias do mundo, foi levada \u00e0 confer\u00eancia sem nenhum sinal de resolu\u00e7\u00e3o, gerando um novo risco para o crescimento mundial. Muitas das autoridades do universo financeiro se concentraram em acusar os EUA, a maior economia do mundo, de colocar uma nova nuvem sobre os mercados mundiais por n\u00e3o p\u00f4r em ordem sua bagun\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<p>Durante a crise financeira de 2008, as reuni\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional e do Banco Mundial foram usadas para angariar apoio para a\u00e7\u00f5es coletivas, incluindo est\u00edmulos coordenados e resgates de bancos. Na \u00faltima reuni\u00e3o anual, que terminou ontem, os reguladores passaram a bola para futuras reuni\u00f5es, apesar de um alerta do FMI de que o mundo est\u00e1 perigosamente se aproximando de uma recess\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;As rea\u00e7\u00f5es tardias \u00e0 crise, especialmente na zona do euro, levaram ao ac\u00famulo de problemas intrat\u00e1veis&#8221;, disse Guido Mantega a outros ministros da Fazenda reunidos no s\u00e1bado. &#8220;Neste est\u00e1gio, n\u00e3o h\u00e1 &#8211; se \u00e9 que houve em algum momento &#8211; solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis.&#8221;<\/p>\n<p>Os formuladores de pol\u00edticas enfrentam uma s\u00e9rie de escolhas dif\u00edceis nas pr\u00f3ximas semanas:<\/p>\n<p>Os chefes de Estado europeus, que se re\u00fanem quinta e sexta-feira em Bruxelas, precisam decidir como resgatar, mais uma vez, a economia profundamente abalada da Gr\u00e9cia antes que o pa\u00eds fique sem dinheiro no pr\u00f3ximo m\u00eas, correndo o risco de ser expelido da zona do euro. O ministro da Fazenda da Su\u00e9cia surpreendeu ao sugerir em T\u00f3quio que essa poderia ser a melhor solu\u00e7\u00e3o. Os l\u00edderes tamb\u00e9m pressionar\u00e3o a Espanha para que aceite um pacote de resgate antes que os investidores partam para o ataque e criem uma nova rodada de instabilidade do mercado depois de semanas de relativa calma.<\/p>\n<p>A China precisa encontrar formas de conter um decl\u00ednio no crescimento econ\u00f4mico, apesar da dificuldade de se chegar a um consenso pol\u00edtico durante a mudan\u00e7a de lideran\u00e7a, que acontece uma vez a cada d\u00e9cada e come\u00e7ar\u00e1 em novembro. Pequim vai mostrar na quinta-feira o grau de seriedade da desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ao divulgar os n\u00fameros mais recentes do PIB.<\/p>\n<p>Os EUA t\u00eam menos de tr\u00eas meses para resolver um impasse no corte do d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio antes que altas de impostos e cortes de gastos autom\u00e1ticos entrem em vigor e empurrem a economia de volta \u00e0 recess\u00e3o. O Jap\u00e3o tem um prazo ainda menor: o pa\u00eds precisa superar a paralisia pol\u00edtica para resolver uma batalha sobre o teto da d\u00edvida at\u00e9 o fim de novembro, um problema que come\u00e7a a abalar os mercados aqui.<\/p>\n<p>Muitas autoridades reunidas em T\u00f3quio admitiram que uma nova onda de pavor nos mercados financeiros pode ser necess\u00e1ria para for\u00e7ar mais a\u00e7\u00e3o em \u00e1reas como a zona euro.<\/p>\n<p>&#8220;Os mercados est\u00e3o fazendo seu trabalho&#8221;, disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard. &#8220;Eles assustam os pol\u00edticos [e os levam] a fazer a coisa certa [&#8230;] Estou relativamente otimista de que vamos chegar l\u00e1. Se vai ser suave ou n\u00e3o, teremos que ver&#8221;.<\/p>\n<p>Quando a crise financeira eclodiu em 2008, a cartilha global para os formuladores de pol\u00edticas econ\u00f4micas era mais clara: resgatar os sistemas financeiros, afrouxar a pol\u00edtica monet\u00e1ria e lan\u00e7ar programas governamentais de est\u00edmulo. Hoje, suas op\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais limitadas, j\u00e1 que precisam cortar os or\u00e7amentos e reformar suas economias subjacentes, apesar do profundo descontentamento do p\u00fablico com essa desacelera\u00e7\u00e3o mais recente, mesmo depois de quatro anos de esfor\u00e7os para combater a crise.<\/p>\n<p>&#8220;O clima da economia mundial azedou&#8221;, disse o presidente do banco central israelense, Stanley Fischer. &#8220;As expectativas n\u00e3o s\u00e3o muito positivas no momento.&#8221;<\/p>\n<p>Os bancos centrais adotaram medidas sem precedentes para apoiar o crescimento, indo at\u00e9 o limite de seus poderes. Agora, a bola est\u00e1 no campo de pol\u00edticos que evitaram a\u00e7\u00f5es radicais sobre quest\u00f5es pol\u00eamicas durante anos. Para salvar a recupera\u00e7\u00e3o, eles precisam superar rapidamente grandes obst\u00e1culos pol\u00edticos em casa para conseguir qualquer avan\u00e7o em quest\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante que fiquemos \u00e0 mesa e trabalhemos nessas quest\u00f5es&#8221;, disse ontem a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, no discurso de encerramento da reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos dias anteriores, os pol\u00edticos passaram muito tempo apontando o dedo uns para os outros, em parte para esquivar-se da culpa, em parte para pressionar os colegas a tomar medidas.<\/p>\n<p>&#8220;A Europa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica regi\u00e3o onde h\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas&#8221;, disse Ewald Nowotny, membro da diretoria do Banco Central Europeu. &#8220;Eu senti pelo menos o mesmo grau de nervosismo sobre o precip\u00edcio fiscal dos EUA como sobre os desdobramentos na Europa.&#8221;<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio do Tesouro americano, Tim Geithner, reconheceu que os EUA precisam de uma abordagem mais &#8220;equilibrada&#8221; para reduzir seu d\u00e9ficit e d\u00edvida durante v\u00e1rios anos, mas tamb\u00e9m disse que a economia americana enfrenta &#8220;ventos contr\u00e1rios da Europa&#8221;. Embora ele tenha elogiado a zona do euro por ter elaborado uma estrat\u00e9gia para superar seus problemas, acrescentou: &#8220;O que importa \u00e9 como isso ser\u00e1 aplicado na pr\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que um &#8220;otimismo prudente&#8221; sobre a economia da Europa \u00e9 aconselh\u00e1vel, oferecendo uma vis\u00e3o um pouco mais positiva sobre as perspectivas da zona do euro do que o FMI.<\/p>\n<p>Mas os desentendimentos entre as autoridades da zona do euro se ampliaram em T\u00f3quio, \u00e0 medida que esquentava o debate sobre como alterar o foco do bloco na austeridade fiscal.<\/p>\n<p>O FMI quer que a Gr\u00e9cia seja autorizada a ter mais tempo para cumprir suas metas de redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit, e alguns l\u00edderes europeus sugeriram apoio a essa flexibilidade nesta semana. A Alemanha, no entanto, se recusa a relaxar sua insist\u00eancia de que um aperto no cinto fiscal \u00e9 o caminho certo para seus vizinhos do sul, particularmente a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia afirmou que ficar\u00e1 sem dinheiro antes do fim de novembro, for\u00e7ando uma decis\u00e3o por parte da UE nas pr\u00f3ximas semanas sobre um novo resgate ou reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida para manter o pa\u00eds na zona do euro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Conte\u00fado local desafia o setor de petr\u00f3leo<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s \u00e9 a grande aposta do Brasil na \u00e1rea de energia para os pr\u00f3ximos anos. Segundo o Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia 2021, do governo federal, o setor vai responder por 68% dos investimentos, estimados em US$ 1 trilh\u00e3o. No mesmo per\u00edodo, a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo deve passar dos atuais 2 milh\u00f5es de barris por dia para 5,4 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios.<\/p>\n<p>O ambiente de neg\u00f3cios est\u00e1 cheio de oportunidades, mas tamb\u00e9m de desafios. Um dos maiores \u00e9 conseguir desenvolver uma cadeia de fornecedores a tempo de atender a demanda, que cresce em ritmo explosivo, e de forma a cumprir os requisitos de nacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde 2005, a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) exige de 37% a 85% de conte\u00fado local dos cons\u00f3rcios respons\u00e1veis pela explora\u00e7\u00e3o em cada po\u00e7o. A requisi\u00e7\u00e3o varia de acordo com a profundidade em que est\u00e1 o petr\u00f3leo e da etapa da explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As multinacionais de equipamentos que entraram de cabe\u00e7a nesse mercado desenvolveram estrat\u00e9gias variadas para aumentar a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos seus produtos. A General Electric (GE) inovou ao adaptar fornecedores do setor automotivo para atender \u00e0s demandas do setor petroleiro.<\/p>\n<p>A iniciativa come\u00e7ou h\u00e1 pouco mais de um ano, quando a empresa implementou um programa para encontrar fornecedores para suas linhas de produ\u00e7\u00e3o que tinham dificuldade em comprar mat\u00e9ria-prima e componentes produzidos localmente. Entre os setores, um dos mais importantes foi o de equipamentos para petr\u00f3leo e g\u00e1s, que incluem a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores de natal, cabe\u00e7as de po\u00e7o, turbogeradores e v\u00e1lvulas.<\/p>\n<p>&#8220;Eles [do setor automotivo] tem uma mentalidade clara de qualidade e capacidade de investimento; n\u00e3o se assustam com a necessidade de investir dez ou quinze milh\u00f5es de reais em uma linha de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o diretor de suprimentos da GE Energy, Maur\u00edcio Valadares.<\/p>\n<p>Agora, no segundo semestre de 2012, est\u00e3o sendo fabricadas, por esses fornecedores, as primeiras pe\u00e7as produzidas para equipamentos de petr\u00f3leo e g\u00e1s da GE. De acordo com o diretor, um resultado bastante satisfat\u00f3rio e que vem mostrando o sucesso da iniciativa. &#8220;H\u00e1 dificuldades, como a quest\u00e3o de n\u00e3o serem pe\u00e7as seriadas [como no meio automotivo], mas, de forma geral, o saldo \u00e9 muito positivo&#8221;, afirma o executivo.<\/p>\n<p>Valadares conta que tem sido fundamental o engajamento da GE no processo de adapta\u00e7\u00e3o. A empresa envia &#8220;engenheiros residentes&#8221; que acompanham passo a passo da instala\u00e7\u00e3o da nova linha de montagem. A GE tem tamb\u00e9m, no Brasil, cerca de 30 engenheiros de qualidade que analisam pe\u00e7a a pe\u00e7a para saber se elas atendem aos padr\u00f5es da companhia.<\/p>\n<p>Outro caminho trabalhado pela GE foi de prospectar fornecedores estrangeiros. Em mar\u00e7o, a empresa promoveu um encontro entre 50 fornecedores internacionais e 50 locais. S\u00f3 na \u00e1rea de petr\u00f3leo e g\u00e1s, a empresa convenceu seis fabricantes a virem ao pa\u00eds (tr\u00eas da It\u00e1lia, um da Espanha, um dos Estados Unidos e um da Rep\u00fablica Tcheca). As empresas estudam se montar\u00e3o unidades pr\u00f3prias ou se ir\u00e3o se associar a fabricantes locais.<\/p>\n<p>A ABB, de sistemas e automa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m seguiu a linha de trabalhar com proximidade dos fornecedores. Em alguns casos, a companhia resolveu, por\u00e9m, produzir ela mesma componentes antes importados. \u00c9 o caso de disjuntores, motores, geradores e acionamentos el\u00e9tricos, usados em sistemas para o mercado de petr\u00f3leo e que passar\u00e3o a ser produzidos na nova f\u00e1brica da ABB em Sorocaba (SP). A empresa est\u00e1 investindo US$ 200 milh\u00f5es at\u00e9 2015 para ampliar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, com a constru\u00e7\u00e3o da unidade e a expans\u00e3o de outras f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>Para trazer a produ\u00e7\u00e3o para c\u00e1, no entanto, \u00e9 necess\u00e1rio haver condi\u00e7\u00f5es de mercado. &#8220;\u00c9 caro produzir no Brasil e isso tem que ser avaliado caso a caso, \u00e9 preciso haver ganho de escala, se n\u00e3o \u00e9 melhor comprar de terceiros&#8221;, afirma Sandy Taylor, presidente global da unidade de petr\u00f3leo e g\u00e1s da ABB.<\/p>\n<p>Outra que aposta em trazer processos da fabrica\u00e7\u00e3o de equipamentos para o Brasil \u00e9 a Rolls Royce, que est\u00e1 fazendo investimentos da ordem de R$ 200 milh\u00f5es em uma nova f\u00e1brica, em Santa Cruz (RJ). A unidade \u00e9 parte do plano de substituir importa\u00e7\u00f5es, no valor de US$ 1,5 bilh\u00e3o nos pr\u00f3ximos dez anos, e estreitar o relacionamento com fornecedores brasileiros.<\/p>\n<p>Atualmente, os turbogeradores da companhia t\u00eam parte do material comprado localmente e parte importada. A montagem \u00e9 feita parcialmente no exterior e a expectativa \u00e9 que esses processos sejam nacionalizados at\u00e9 2016.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da empresa no Brasil, Francisco Itzaina, a estrat\u00e9gia de fazer uma transi\u00e7\u00e3o gradual \u00e9 muito importante para a empresa e permitir\u00e1 que ela chegue a 50% das plataformas da Petrobras nos pr\u00f3ximos anos &#8211; hoje, a empresa atende a 40% das plataformas da estatal.<\/p>\n<p>A companhia analisa com cuidado quais processos e materiais podem ser feitos e adquiridos localmente, sem comprometer a competitividade. No passado, relata Itzaina, a Rolls Royce teve experi\u00eancias negativas como a tentativa de produzir, no pa\u00eds, m\u00f3dulos de energia para plataformas. &#8220;O jeito que foi exigido n\u00e3o era o nosso forte, t\u00ednhamos de comprar a\u00e7o em pouca quantidade e n\u00e3o era l\u00f3gico fazer assim&#8221;, diz. Segundo o executivo, foi e est\u00e1 sendo um processo de aprendizagem para os empres\u00e1rios do setor. Os m\u00f3dulos, por exemplo, passaram a ser fabricados pelos estaleiros, que j\u00e1 adquirem a\u00e7o em escala para construir embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da competitividade dos equipamentos com maior grau de nacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um ponto que vem sendo analisado de perto pela Siemens. O diretor da divis\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s da empresa no Brasil, Welter Ben\u00edcio, considera que a empresa tem alguma &#8220;tranquilidade&#8221; em cumprir os requisitos de nacionaliza\u00e7\u00e3o, por estar h\u00e1 d\u00e9cadas estabelecida no pa\u00eds. No entanto, ele afirma que a Siemens decidiu manter certos componentes importados por raz\u00f5es estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>Sobre usar uma cadeia de fornecedores locais ou instalar linhas de produ\u00e7\u00e3o de componentes para atender aos requisitos de nacionaliza\u00e7\u00e3o, Ben\u00edcio entende que o importante \u00e9 saber o que deve ou n\u00e3o ser terceirizado. &#8220;Aquilo que \u00e9 &#8220;core&#8221; \u00e9 mantido dentro de casa, outros componentes, que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o vitais, a gente passa para fora, como componentes mec\u00e2nicos, el\u00e9tricos.&#8221;<\/p>\n<p>O executivo afirma que expandir a produ\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 um caminho importante para o pa\u00eds e que tem o apoio das empresas do setor. O processo, por\u00e9m, deve ser feito analiticamente, trazendo linhas de montagem de componentes na medida em que for vi\u00e1vel e terceirizando com fornecedores locais ao passo em que a cadeia for se desenvolvendo. &#8220;Quanto mais madura for a cadeia, mais f\u00e1cil ser\u00e1 para n\u00f3s terceirizar.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Porque a &#8216;Classe D&#8217; \u00e9 o alvo da vez<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O crescimento da classe m\u00e9dia brasileiro nos \u00faltimos anos colocou o pa\u00eds no radar das grandes empresas globais, tanto das que j\u00e1 possu\u00edam opera\u00e7\u00f5es aqui quanto dos que ainda n\u00e3o haviam acordado para a import\u00e2ncia do nosso mercado. O foco desse impulso foi a classe C. Agora, as empresas que pretendem expandir seus neg\u00f3cios j\u00e1 dedicam aten\u00e7\u00e3o ao estrato mais baixo, a classe D. Em 2011, esse grupo de consumidores movimentou R$ 363,3 bilh\u00f5es na economia, devendo neste ano ampliar essa presen\u00e7a para<\/p>\n<p>R$ 409 bilh\u00f5es, segundo pesquisas do Instituto Data Popular e da Whirpool, multinacional norte-americana que \u00e9 dona de v\u00e1rias marcas de eletrodom\u00e9sticos, incluindo a Brastemp.<\/p>\n<p>De acordo com o crit\u00e9rio da Data Popular, a classe D \u00e9 composta por fam\u00edlias que t\u00eam renda m\u00e9dia de R$ 952. Esse segmento, juntamente com os do estrato inferior, teve ganho de renda de 28% nos \u00faltimos dez anos. A classe intermedi\u00e1ria (C) teve aumento maior, de 54%. Mas as classes mais ricas (A e B) avan\u00e7aram menos do que as mais pobres: 18% (leia quadro abaixo).<\/p>\n<p>O s\u00f3cio-diretor do Data Popular Renato Meirelles explica que as pessoas de baixa renda, que antes n\u00e3o tinham sequer geladeira ou fog\u00e3o, passaram a incluir esses produtos na lista de compras. Dados da Whirpool mostram que, em 2002, apenas 64% dos lares da classe D tinha um televisor, 70%, uma geladeira, e s\u00f3 10%, um celular. Em 2012 a realidade mudou e a presen\u00e7a da TV subiu para 97%, da geladeira para 96% e do celular para 86% (leia quadro ao lado).<\/p>\n<p>Apesar do peso conquistado no mercado, a classe D tende a diminuir nos pr\u00f3ximos anos porque o ritmo de crescimento de renda continua acelerado e esse estrato ascender\u00e1 socialmente. \u201cAs empresas que souberem se relacionar com esse p\u00fablico ter\u00e3o mais chance de dar certo no mercado e conquistar esses consumidores\u201d, completa o diretor do Data Popular. Ele relata que muitas grandes redes de varejo est\u00e3o abrindo lojas na periferia exatamente para ficar mais perto desse p\u00fablico.<\/p>\n<p>O professor de economia de empresas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Otto Nogame ressalta que, mesmo com a disposi\u00e7\u00e3o de ir \u00e0s compras, parte significativa dos gastos da classe D \u00e9 com alimenta\u00e7\u00e3o e transportes. Na opini\u00e3o do especialista, somente ap\u00f3s atender as necessidades b\u00e1sicas, esses brasileiros pensam em adquirir produtos de linha branca ou de higiene pessoal. \u201cH\u00e1 grande preocupa\u00e7\u00e3o com a est\u00e9tica, sobretudo entre as mulheres. O creme de pele, que antes era um luxo, ganhou espa\u00e7o no or\u00e7amento\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Bom pagador<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser exigente, quem tem renda m\u00e9dia familiar de R$ 952 mant\u00e9m as contas em dia. Conforme o s\u00f3cio da consultoria de varejo e planejamento Neocom Informa\u00e7\u00e3o Aplicada, Alexandre Ayres, a condi\u00e7\u00e3o de bom pagador \u00e9 predominante porque somente pelo acesso ao cr\u00e9dito esse tipo de consumidor consegue satisfazer o desejo de ter uma m\u00e1quina de lavar ou uma televis\u00e3o em casa. Ayres tamb\u00e9m afirma que os programas de transfer\u00eancia de renda e promo\u00e7\u00e3o social conduzidos pelo governo foram fundamentais para refor\u00e7ar o or\u00e7amento dessas fam\u00edlias. \u201cBoa parcela desses benef\u00edcios est\u00e1 concentrada no Norte e Nordeste, regi\u00f5es onde essas classes s\u00e3o representativas\u201d, observa.<\/p>\n<p>Sob encomenda<\/p>\n<p>Interessada em faturar com vendas para esse p\u00fablico, a Phillips \u2014 gigante holandesa que produz eletrodom\u00e9sticos e eletr\u00f4nicos \u2014 tra\u00e7ou uma estrat\u00e9gia para impulsionar os neg\u00f3cios com televisores de LED para a classe D. Alessandra Aguiar, gerente de marketing de produtos da TP Vision Brasil, respons\u00e1vel pela divis\u00e3o de TVs da Philips, informa que uma linha desse produto, no valor m\u00e9dio de R$ 1 mil, \u00e9 a aposta da marca para atrair esse p\u00fablico.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano a empresa deixar\u00e1 de fabricar aparelhos LCD e apostar\u00e1 nas duas linhas LED que j\u00e1 est\u00e3o no mercado. \u201cPesquisas mostram que 95% dos lares brasileiros ainda t\u00eam televis\u00e3o de tubo. Haver\u00e1 uma corrida para trocar esses aparelhos e o modelo mais simples que produzimos consome 10% menos energia do que as de LCD. Apostamos na classe D e sabemos o poder de compra que ela tem.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ades\u00e3o \u00e0s novas regras deixa el\u00e9tricas de novo na berlinda<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O preg\u00e3o desta segunda-feira promete volatilidade na Bovespa. Al\u00e9m do vencimento de op\u00e7\u00f5es sobre a\u00e7\u00f5es, o mercado dom\u00e9stico vai se ajustar \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es registradas pelas bolsas mundiais na sexta-feira, quando os neg\u00f3cios ficaram parados com o feriado nacional. Al\u00e9m disso, o setor el\u00e9trico volta \u00e0 berlinda, com o fim do prazo para as companhias informarem \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) se t\u00eam interesse em prorrogar a concess\u00e3o de ativos que vencem at\u00e9 2017 por mais 30 anos, conforme estabelece a Medida Provis\u00f3ria 579.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 quase como assinar um cheque em branco&#8221;, diz o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi. Ele lembra que as empresas assinar\u00e3o um acordo preliminar sem saber exatamente como ficar\u00e3o as tarifas e qual ser\u00e1 a indeniza\u00e7\u00e3o pelos ativos n\u00e3o amortizados. Pelo cronograma fixado pelo Minist\u00e9rio de Minas e Energia, o valor dos investimentos a serem indenizados s\u00f3 ser\u00e1 divulgado no dia 1\u00ba de novembro. As companhias que manifestarem interesse at\u00e9 as 18 horas de hoje ter\u00e3o at\u00e9 4 de dezembro para assinar o contrato definitivo.<\/p>\n<p>Uma das primeiras a aceitar a proposta do governo foi a Transmiss\u00e3o Paulista (CTEEP). Os analistas do Barclays, Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, afirmaram em relat\u00f3rio que a decis\u00e3o \u00e9 negativa para investidores. &#8220;A CTEEP n\u00e3o ser\u00e1 capaz de pagar dividendos plenos sobre a indeniza\u00e7\u00e3o que receber\u00e1 pelos ativos n\u00e3o depreciados porque os n\u00edveis de endividamento precisar\u00e3o ser gerenciados, tendo em vista a acentuada queda nas receitas j\u00e1 a partir de 2013&#8221;, afirmaram.<\/p>\n<p>O Barclays estima que o retorno proporcionado pelos dividendos em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o da a\u00e7\u00e3o da companhia cair\u00e1 para 3%, contra os 15% previstos se ela rejeitasse o novo contrato. O pre\u00e7o-alvo das a\u00e7\u00f5es ser\u00e1 reduzido para R$ 26 no novo regime de concess\u00e3o, frente a R$ 31 se a CTEEP n\u00e3o aceitasse a proposta do governo. Na quinta-feira, a a\u00e7\u00e3o PN recuou 1,17%, para R$ 32,71. Outras empresas que j\u00e1 informaram \u00e0 Aneel que pretendem adotar as novas regras de concess\u00e3o foram Cesp, Furnas e CPFL.<\/p>\n<p>A Bovespa deve se ajustar ainda \u00e0s bolsas internacionais que operaram na sexta-feira. Na Europa, o \u00edndice Stoxx 600 caiu 0,52%. Wall Street teve a pior semana em quatro meses. Na sexta-feira, o Dow Jones subiu 0,02% para 13.328,85 pontos, mas na semana cedeu 2,1%. O Nasdaq cedeu 0,17% a 3.044 pontos (2,9% na semana), e o S&amp;P 500 recuou 0,30 a 1.428 pontos, sendo 2,2% na semana. A Bovespa subiu 1,21% na quinta-feira, a 59.161 pontos, acumulando ganho de 1% na semana e zerando perdas em outubro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3703\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3703","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-XJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3703\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}