{"id":3705,"date":"2012-10-16T18:19:51","date_gmt":"2012-10-16T18:19:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3705"},"modified":"2012-10-16T18:19:51","modified_gmt":"2012-10-16T18:19:51","slug":"faltam-r-9-bi-anuais-para-saneamento-diz-cni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3705","title":{"rendered":"Faltam R$ 9 bi anuais para saneamento, diz CNI"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo federal precisa investir cerca de R$ 17 bilh\u00f5es por ano para conseguir universalizar os servi\u00e7os de \u00e1gua e esgoto no pa\u00eds, por\u00e9m, essas aplica\u00e7\u00f5es n\u00e3o passam de R$ 8 bilh\u00f5es. Na avalia\u00e7\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), as defici\u00eancias na \u00e1rea de saneamento b\u00e1sico reduzem a produtividade dos trabalhadores, aumentam os custos de instala\u00e7\u00e3o de empresas e prejudicam o desenvolvimento de setores como o de turismo.<\/p>\n<p>Os preju\u00edzos para o setor produtivo ser\u00e3o discutidos hoje no semin\u00e1rio Saneamento B\u00e1sico: Como Eliminar os Gargalos e Universalizar os Servi\u00e7os, organizado pela CNI, em parceria com Instituto Trata Brasil e Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Base (ABDIB). No evento, a ind\u00fastria defender\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de incentivos, como desonera\u00e7\u00e3o dos investimentos, para aumentar a participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada no setor. Atualmente, apenas 10% dos brasileiros s\u00e3o atendidos por empresas privadas de saneamento.<\/p>\n<p>Um levantamento feito pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) e Instituto Trata Brasil, com n\u00fameros referentes a 2009, mostra que a produtividade dos trabalhadores que t\u00eam acesso \u00e0 rede de saneamento b\u00e1sico \u00e9 13,3% maior do que aqueles que vivem em cidades onde n\u00e3o h\u00e1 servi\u00e7os de \u00e1gua e esgoto. Segundo estudo, a universaliza\u00e7\u00e3o poderia injetar R$ 41,5 bilh\u00f5es na economia por ano devido ao aumento da produtividade do trabalhador, causado pela menor incid\u00eancia de doen\u00e7as e, consequentemente, de aus\u00eancia no trabalho. Esse ganho mais que compensaria os investimentos que deveriam ser feitos para levar o saneamento b\u00e1sico a 47% da popula\u00e7\u00e3o brasileira (91 milh\u00f5es de pessoas) que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 rede de abastecimento de \u00e1gua e de coleta de esgoto.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do Instituto Trata Brasil, \u00c9dison Carlos, o investimento em infraestrutura registrou crescimento nos \u00faltimos anos, por\u00e9m, \u00e9 insuficiente para as necessidades do pa\u00eds. J\u00e1 o diretor de Pol\u00edticas e Estrat\u00e9gia da CNI, Jos\u00e9 Augusto Fernandes, disse que no semin\u00e1rio quer chamar a aten\u00e7\u00e3o do governo sobre a necessidade de acelerar o ritmo dos investimentos. Al\u00e9m da desonera\u00e7\u00e3o do investimento, a CNI vai defender a melhora do sistema de regula\u00e7\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o e choque de gest\u00e3o e efici\u00eancia.<\/p>\n<p>Para suprir a falta de investimentos, empresas privadas est\u00e3o destinando recursos para melhoria do saneamento b\u00e1sico. A Veracel Celulose investiu em projeto de saneamento b\u00e1sico para beneficiar duas comunidades que vivem pr\u00f3ximas as suas f\u00e1bricas. Em Barrol\u00e2ndia, no munic\u00edpio de Belmonte (BA), a companhia construiu 12 quil\u00f4metros de redes de esgoto 6 quil\u00f4metros de drenagem fluvial, al\u00e9m de uma esta\u00e7\u00e3o de tratamento de esgoto. No distrito de Ponto Central, no munic\u00edpio de Santa Cruz Cabr\u00e1lia (Bahia), a Veracel Celulose investiu, entre 2009 e 2010, na implanta\u00e7\u00e3o do sistema de tratamento de \u00e1gua. Segundo o gerente de sustentabilidade da Veracel Celulose, Renato Gomes Carneiro Filho, o perfil dessas comunidades mudou com a melhoria de qualidade de vida devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Ele ressaltou que os investimentos nas cidades nas foram poss\u00edveis gra\u00e7as a parcerias com os governos estadual e municipal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>EUA e Brasil querem rela\u00e7\u00f5es pragm\u00e1ticas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Acordos para facilitar e apressar a concess\u00e3o de patentes, acabar com a dupla tributa\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios entre Brasil e Estados Unidos e eliminar a necessidade de vistos de viagem entre os dois pa\u00edses formam uma estrat\u00e9gia &#8220;pragm\u00e1tica&#8221; dos empres\u00e1rios americanos e brasileiros, resumiu ontem o presidente da Embraer, Frederico Curado, tamb\u00e9m presidente da se\u00e7\u00e3o brasileira do Conselho Empresarial Brasil-EUA. O objetivo \u00e9 garantir a aproxima\u00e7\u00e3o comercial e de investimentos entre os dois pa\u00edses, disse, ao abrir ontem a reuni\u00e3o plen\u00e1ria do Conselho.<\/p>\n<p>O presidente da Cargill, Gregory Page, tamb\u00e9m presidente da se\u00e7\u00e3o americana do Conselho, que re\u00fane as empresas da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e da C\u00e2mara Americana de Com\u00e9rcio, chegou a defender a transforma\u00e7\u00e3o do atual acordo &#8220;estrat\u00e9gico&#8221; Brasil-EUA em um tratado mais abrangente, com abertura de mercados, regras de compras governamentais, para barreiras t\u00e9cnicas ao com\u00e9rcio e para medidas sanit\u00e1rias e fitossanit\u00e1rias &#8211; padr\u00e3o nos acordos de livre com\u00e9rcio dos EUA.<\/p>\n<p>O presidente da Coteminas, Josu\u00e9 Gomes da Silva, disse ser &#8220;desejo antigo&#8221; dos empres\u00e1rios a forma\u00e7\u00e3o de um acordo de livre com\u00e9rcio e investimentos que defendeu &#8220;como meta&#8221;. Curado esclareceu, por\u00e9m, que, apesar do interesse no livre com\u00e9rcio, o Conselho Empresarial &#8220;abra\u00e7a uma estrat\u00e9gia em etapas&#8221;.<\/p>\n<p>Neste ano, a balan\u00e7a comercial entre os dois pa\u00edses, que, em 2011 apresentou d\u00e9ficit em torno de US$ 8 bilh\u00f5es em favor dos EUA, deve mostrar melhoria para o Brasil, que ter\u00e1 reduzida \u00e0 metade a diferen\u00e7a entre as importa\u00e7\u00f5es dos EUA e as exporta\u00e7\u00f5es ao pa\u00eds, segundo previu o presidente do Conselho de Com\u00e9rcio Exterior da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), Rubens Barbosa. De janeiro a setembro, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras aos EUA cresceram 11%, ou, se exclu\u00eddas as vendas de petr\u00f3leo, 8,3%, &#8220;s\u00f3 atr\u00e1s das exporta\u00e7\u00f5es \u00e0 China&#8221;, comparou a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, ao explicar por que o Brasil acompanha com &#8220;expectativa&#8221; os sinais da economia americana.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rios e autoridades elogiaram a proximidade entre os dois governos. Em novembro, durante visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, ser\u00e1 anunciado um acordo abrangente de est\u00edmulo para integra\u00e7\u00e3o de atividades industriais do setor a\u00e9reo dos dois pa\u00edses, segundo informou o diretor do Departamento de Estados Unidos e Canad\u00e1 do Itamaraty, Carlos Henrique Abreu e Silva. Brasil e EUA tamb\u00e9m discutem iniciativas que podem aproximar produtores americanos e brasileiros em outros setores, como o t\u00eaxtil, que discute investimentos comuns para produ\u00e7\u00e3o no Haiti e exporta\u00e7\u00e3o aos dois mercados.<\/p>\n<p>Os representantes do setor privado mostraram interesse em aprofundar acordos de defesa da propriedade intelectual. Abreu e Silva foi cautelosos, por\u00e9m, comentando que a rela\u00e7\u00e3o bilateral exige modelos de acordo comercial diferentes dos tradicionais negociados internacionalmente &#8211; refer\u00eancia velada \u00e0s d\u00favidas, no governo, sobre a vantagem de novos compromissos em prote\u00e7\u00e3o a patentes ou investimentos.<\/p>\n<p>Antiga reivindica\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios, o acordo sobre bitributa\u00e7\u00e3o enfrenta resist\u00eancias na Receita Federal. O primeiro passo para sua realiza\u00e7\u00e3o, um j\u00e1 acordo firmado pelos dois governos para interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, n\u00e3o foi votado no Senado, onde \u00e9 contestado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Segundo avaliou o presidente da se\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo da C\u00e2mara Americana de Com\u00e9rcio, Gabriel Rico, o Brasil pode ser prejudicado se n\u00e3o aprovar o acordo at\u00e9 o in\u00edcio do ano que vem, quando entra em vigor a nova lei de transpar\u00eancia tribut\u00e1ria dos EUA, criando \u00f4nus financeiro aos bancos que negarem ao governo dados sobre seus clientes, para fins fiscais.<\/p>\n<p>Os dois governos est\u00e3o discutindo a lei fiscal americana e os bancos brasileiros j\u00e1 foram alertados, disse Rico, que se diz otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do acordo bilateral de transpar\u00eancia tribut\u00e1ria.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A crise mundial e o agroneg\u00f3cio<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio assegurar\u00e1, mais uma vez, o bom desempenho da balan\u00e7a comercial brasileira, mas, como outros setores da economia, j\u00e1 sente os efeitos da crise internacional. Nos nove primeiros meses do ano, as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio alcan\u00e7aram US$ 71,25 bilh\u00f5es, um valor excepcional se comparado com as exporta\u00e7\u00f5es totais do Pa\u00eds. No per\u00edodo, o setor respondeu por 39,5% de tudo o que o Pa\u00eds exportou, o que inclui min\u00e9rios, mat\u00e9rias-primas em geral, produtos semimanufaturados e manufaturados, al\u00e9m dos seus produtos agr\u00edcolas e agroindustriais. Mas esse valor \u00e9 apenas 0,5% maior do que o registrado nos nove primeiros meses de 2011 e, se o desempenho recente se repetir at\u00e9 dezembro, \u00e9 poss\u00edvel que o total exportado pelo agroneg\u00f3cio em 2012 seja menor do que o do ano passado.<\/p>\n<p>Gomo as importa\u00e7\u00f5es do setor diminu\u00edram 6,2% nos noves primeiros meses do ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2011, o saldo comercial cresceu 2,0%, tendo passado de US$ 58,05 bilh\u00f5es para US$ 59,22 bilh\u00f5es, valor mais N do que suficiente para compensar com grande folga o d\u00e9ficit comercial registrado pelo setor industrial. Mas, como as exporta\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m o saldo comercial do agroneg\u00f3cio tende a diminuir, embora, pelo valor que j\u00e1 atingiu, deva manter-se elevado nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Em setembro, de acordo com dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio alcan\u00e7aram US$ 8,68 bilh\u00f5es, 7,5% menos do que o valor exportado em setembro de 2011 e I,5% menor do que as exporta\u00e7\u00f5es de agosto deste ano. Redu\u00e7\u00e3o do volume exportado, queda dos pre\u00e7os internacionais ou a combina\u00e7\u00e3o desses fatores explicam a queda do valor exportado no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es do complexo soja (gr\u00e3o, farelo e \u00f3leo), principal item da pauta do agroneg\u00f3cio, ca\u00edram 30,8% em valor e 39,9% em volume na compara\u00e7\u00e3o com setembro de 2011. Um dos poucos setores que apresentaram aumento em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado foi o de carnes (de frango, bovina e de porco), com aumento de 3% em valor.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o mais preocupante dos dados recentes sobre o com\u00e9rcio exterior do agroneg\u00f3cio \u00e9 que est\u00e3o em queda, r\u00e1pida em alguns casos, as vendas para os principais mercados. Em setembro, as exporta\u00e7\u00f5es para os dois principais blocos compradores de produtos brasileiros, que respondem atualmente por 55% do total das vendas externas do setor, a \u00c1sia (exclu\u00eddo o Oriente M\u00e9dio) e a Uni\u00e3o Europeia, ca\u00edram 16,9% e II,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>Para a China, o maior cliente do agroneg\u00f3cio brasileiro, as exporta\u00e7\u00f5es em setembro foram 37,7% menores do que as de setembro de 2011. Nos nove primeiros meses do ano, as exporta\u00e7\u00f5es para a \u00c1sia ainda registram aumento expressivo, de 15,3%. No entanto, se se repetir a dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es para a China observada em setembro, essa varia\u00e7\u00e3o diminuir\u00e1 rapidamente, e poder\u00e1 se tornar negativa.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para a Uni\u00e3o Europeia j\u00e1 registram redu\u00e7\u00e3o de 6,9% no acumulado dos nove primeiros meses do ano e tendem a acentuar a queda, dada a persist\u00eancia da crise pela qual passa o bloco e que afeta duramente todas as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. Os resultados das exporta\u00e7\u00f5es de outros produtos para a Uni\u00e3o Europeia s\u00e3o piores que os do agroneg\u00f3cio, pois as vendas totais do Brasil para o bloco em crise diminu\u00edram 8,1%. Nota divulgada no in\u00edcio do m\u00eas pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior indica a queda das exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro, produtos sider\u00fargicos, ouro em forma semimanufaturada, pl\u00e1sticos, produtos qu\u00edmicos e aparelhos eletr\u00f4nicos, al\u00e9m de produtos exportados pelo agroneg\u00f3cio, como caf\u00e9, celulose e carnes.<\/p>\n<p>Para o Brasil, este dever\u00e1 ser o pior ano do com\u00e9rcio com a Europa em uma d\u00e9cada. Mesmo assim, o resultado final ainda dever\u00e1 ser um saldo comercial favor\u00e1vel ao Brasil, mas o super\u00e1vit poder\u00e1 ser o menor desde 2002. Atrav\u00e9s da balan\u00e7a comercial, a crise europeia afeta diretamente toda a economia brasileira, incluindo o agroneg\u00f3cio, que continua sendo o setor mais din\u00e2mico do com\u00e9rcio exterior do Pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Eletrobras poder\u00e1 vender suas distribuidoras regionais<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Diante das regras impostas pelo governo para renova\u00e7\u00e3o de concess\u00f5es, a Eletrobras cogita vender ativos que s\u00e3o deficit\u00e1rios, principalmente distribuidoras regionais, para manter o retorno pr\u00f3ximo aos n\u00edveis atuais. &#8220;A estatal ter\u00e1 que cortar na carne e pode atingir o osso&#8221;, disse uma fonte pr\u00f3xima \u00e0 empresa. As concess\u00f5es que est\u00e3o por vencer at\u00e9 2017 s\u00f3 poder\u00e3o ser renovadas se a companhia aceitar retorno menor com esses ativos. A estatal teve lucro de R$ 2,6 bilh\u00f5es no primeiro semestre, crescente em rela\u00e7\u00e3o ao lucro de R$ 3,7 bilh\u00f5es em 2011.<\/p>\n<p>Desde o an\u00fancio da medida, no m\u00eas passado, executivos da Eletrobras debatem com a Uni\u00e3o formas de manter sua sa\u00fade financeira diante do novo cen\u00e1rio. No governo, h\u00e1 quem entenda que a venda de ativos, sobretudo distribuidoras estaduais adquiridas pela estatal nos \u00faltimos anos, seja percebida como privatiza\u00e7\u00e3o e, politicamente, abale os cr\u00e9ditos obtidos pelo governo com as medidas que reduziram a tarifa el\u00e9trica em m\u00e9dia 16,2% para consumo residencial e at\u00e9 28% para ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Para empresas, faltam informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>At\u00e9 ontem, prazo limite para as concession\u00e1rias se manifestarem, todas as empresas do grupo Eletrobras tinham registrado junto \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) a inten\u00e7\u00e3o de renovar as concess\u00f5es que det\u00eam sob as novas regras. O grupo poderia abrir m\u00e3o de ativos, como fez a Cemig, mas preferiu mant\u00ea-los, embora ainda possa mudar de posi\u00e7\u00e3o depois que todas as regras para a renova\u00e7\u00e3o ficarem mais claras com a tramita\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria (MP) 579 no Congresso.<\/p>\n<p>A Cemig deixou fora do pedido de renova\u00e7\u00e3o de concess\u00f5es as hidrel\u00e9tricas S\u00e3o Sim\u00e3o, de 1,7 mil megawatts (MW), Jaguara (424 MW) e Miranda (408 MW), que ainda poderiam ser renovadas por vinte anos segundo as regras antigas. As usinas podem ser relicitadas.<\/p>\n<p>A Eletrobras foi a empresa mais afetada com a redu\u00e7\u00e3o das tarifas, porque tem mais concess\u00f5es a vencer. Desde 20 de agosto &#8211; quando sua a\u00e7\u00e3o bateu em R$ 15,94, pico dos \u00faltimos meses, at\u00e9 ontem -, seu papel ordin\u00e1rio (ON) recuou 25%.<\/p>\n<p>Ontem, o presidente da empresa, Jos\u00e9 da Costa Carvalho Neto, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, reuniram-se em Manaus e assinaram o contrato de cria\u00e7\u00e3o da nova usina termel\u00e9trica Mau\u00e1, que ser\u00e1 a maior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mesmo reclamando da falta de informa\u00e7\u00f5es sobre as novas regras, as principais concession\u00e1rias de energia do pa\u00eds formalizaram ontem seus pedidos de renova\u00e7\u00e3o. Como forma de garantia, por\u00e9m, entregaram \u00e0 Aneel &#8220;condicionantes&#8221; para assinar os contratos.<\/p>\n<p>A Companhia Energ\u00e9tica de S\u00e3o Paulo (Cesp), por exemplo, quer receber indeniza\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 8 bilh\u00f5es por investimentos ainda n\u00e3o amortizados. Segundo a Cesp, a Aneel quer indenizar a empresa em R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>partes t\u00eam Diferentes crit\u00e9rios<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Concession\u00e1rias de Energia (Abce), Alexei Macorin, explica que, por serem &#8220;muitos dados, muitos n\u00fameros e muitas empresas, diverg\u00eancias podem ocorrer&#8221; entre empresas e governo. J\u00e1 o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Grandes Empresas de Transmiss\u00e3o de Energia El\u00e9trica (Abrate), Jos\u00e9 Claudio Cardoso, diz que os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o ser\u00e3o diferentes, o que &#8220;fatalmente vai gerar diverg\u00eancia de n\u00fameros&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 preciso que haja boa vontade dos dois lados. Se houver intransig\u00eancia, algumas empresas n\u00e3o v\u00e3o assinar os contratos. As concession\u00e1rias querem continuar com suas opera\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 preciso ter condi\u00e7\u00f5es para isso. Por isso os condicionantes &#8211; disse Macorin.<\/p>\n<p>O cronograma do governo prev\u00ea a divulga\u00e7\u00e3o das novas tarifas e indeniza\u00e7\u00f5es para 1\u00ba de novembro. Depois disso, as empresas ter\u00e3o at\u00e9 4 de dezembro para assinar os contratos. A assinatura tamb\u00e9m depende da aprova\u00e7\u00e3o, no Congresso, da MP 579 sobre a renova\u00e7\u00e3o antecipada das concess\u00f5es. Para o setor, confirmar o interesse em renovar a concess\u00e3o sem informa\u00e7\u00f5es ou aprova\u00e7\u00e3o da MP poderia trazer inseguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se as diverg\u00eancias de fato ocorrerem, o processo de renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es deve ter uma etapa extra, a de negocia\u00e7\u00f5es, avalia Macorin.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES pode elevar desembolsos a R$ 160 bi<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O presidente do Banco Nacio nal do Desenvolvimento Eco n\u00f4mico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que os desembolsos do banco oficial poder\u00e3o ser elevados de um patamar ao redor de R$ 150 bilh\u00f5es em 2012 para uma mar ca em torno de R$ 160 bilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>&#8220;Isso vai depender das condi \u00e7\u00f5es gerais da economia, n\u00e3o se trata de uma meta, \u00e9 apenas uma previs\u00e3o&#8221;, destacou Couti nho durante semin\u00e1rio em T\u00f3quio.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do BNDES, um dos carros-chefe desse avan\u00e7o dever\u00e1 ser os financiamentos para infraestrutura, cuja previs\u00e3o de cresci mento \u00e9 de 25% no pr\u00f3ximo ano, de uma marca ao redor de R$ 64 bilh\u00f5es para R$ 8o bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de recursos pelo BNDES para projetos de longa matura\u00e7\u00e3o, entre eles em rodo vias, portos e saneamento b\u00e1si co, superou neste anoa concess\u00e3o de financiamentos do ban co para a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Coutinho fez os coment\u00e1 rios ao participar de um semi n\u00e1rio de comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos de coopera\u00e7\u00e3o entre o BNDES e o JBIC, o banco de desenvolvimento do Jap\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>70% da alta do cr\u00e9dito vem do BB e da Caixa<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os bancos p\u00fablicos responderam por 71% do aumento do estoque de cr\u00e9dito no Pa\u00eds em 2012, enquanto os privados nacionais tiveram participa\u00e7\u00e3o de 17% e os privados estrangeiros, de 12%. Os dados, extra\u00eddos do relat\u00f3rio de pol\u00edtica monet\u00e1ria e cr\u00e9dito do Banco Central (BC) de agosto, foram compilados pelo economista Roberto Lu\u00eds Troster, que durante anos dirigiu a \u00e1rea econ\u00f4mica da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban).<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a no desempenho repete o cen\u00e1rio de 2008 e 2009, quando as institui\u00e7\u00f5es controladas pelo governo federal tamb\u00e9m expandiram os empr\u00e9stimos em velocidade muito superior \u00e0 dos concorrentes privados. Para muitos analistas, por\u00e9m, as semelhan\u00e7as param por a\u00ed. Eles argumentam que, l\u00e1 atr\u00e1s, a conjuntura era de cr\u00e9dito travado em raz\u00e3o da crise global. Hoje, o dinheiro circula normalmente.<\/p>\n<p>O abismo entre os n\u00fameros \u00e9 explicado pela estrat\u00e9gia distinta adotada pelos dois ramos da ind\u00fastria financeira em 2012. Por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econ\u00f4mica Federal, o p\u00fablico vem atuando conforme a orienta\u00e7\u00e3o do governo de 1) estimular a atividade econ\u00f4mica com mais cr\u00e9dito e 2) aumentar a concorr\u00eancia no setor financeiro.<\/p>\n<p>Os privados, de seu lado, sofreram durante boa parte do ano com o aumento da inadimpl\u00eancia, que os levou a ficar mais cautelosos na concess\u00e3o de empr\u00e9stimos. A tend\u00eancia para os calotes, ali\u00e1s, \u00e9 de queda neste \u00faltimo trimestre do ano, de acordo com especialistas.<\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que os \u00edndices de efici\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas \u00e9 pior e elas n\u00e3o suportam as redu\u00e7\u00f5es de taxas de juros (aos clientes) como as que t\u00eam sido feitas&#8221;, argumenta Troster. &#8220;A conta vai chegar e ser\u00e1 necess\u00e1rio mais refor\u00e7os de capital. Quem pagar\u00e1 \u00e9 o contribuinte. H\u00e1 uma socializa\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo.&#8221;<\/p>\n<p>Troster ressalva que concorda com o argumento dos dirigentes dos bancos p\u00fablicos de que \u00e9 poss\u00edvel reduzir taxas as taxas cobradas dos clientes. &#8220;Mas, para tanto, \u00e9 preciso reduzir custos e n\u00e3o subsidiar pre\u00e7os baixos.&#8221;<\/p>\n<p>O analista de institui\u00e7\u00f5es financeiras da Austin Rating, Lu\u00eds Miguel Santacreu, tamb\u00e9m tem uma vis\u00e3o cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estrat\u00e9gia dos bancos p\u00fablicos, ainda que menos \u00e1cida que a de Troster. &#8220;A exposi\u00e7\u00e3o dessas institui\u00e7\u00f5es ao risco aumentou&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Ele observa que, se houver um problema econ\u00f4mico inesperado, como o recrudescimento da crise global, os bancos p\u00fablicos poder\u00e3o ter problemas. &#8220;S\u00f3 ent\u00e3o saberemos se a pol\u00edtica de cr\u00e9dito do BB e da Caixa hoje est\u00e1 sendo bem feita.&#8221; Santacreu lembra que, hoje, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber. &#8220;Em um primeiro momento, os \u00edndices de inadimpl\u00eancia de quem expande fortemente o cr\u00e9dito tendem a se manter est\u00e1veis ou at\u00e9 melhorar.&#8221;<\/p>\n<p>Defesa da estrat\u00e9gia<\/p>\n<p>Em conversa com o Estado, o vice-presidente de Neg\u00f3cios de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, defende a estrat\u00e9gia da institui\u00e7\u00e3o e rebate os cr\u00edticos. &#8220;Discordo veementemente da ideia de que estamos elevando o risco de nossas opera\u00e7\u00f5es&#8221;, disse. &#8220;N\u00e3o alteramos em nada nossa pol\u00edtica de concess\u00e3o de cr\u00e9dito, embora estejamos crescendo mais do que os concorrentes.&#8221;<\/p>\n<p>Abreu destaca dois dados. O primeiro deles \u00e9 uma medida que aponta, m\u00eas a m\u00eas, o porcentual de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito que registraram atrasos j\u00e1 na terceira presta\u00e7\u00e3o do financiamento. &#8220;Esse indicador tem mostrado estabilidade, at\u00e9 com uma certa melhora&#8221;, afirmou. &#8220;Se perceb\u00eassemos alguma piora, certamente far\u00edamos ajustes em nossa opera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O segundo dado \u00e9 o que mede o risco dos clientes do banco. Uma resolu\u00e7\u00e3o do Banco Central (BC) define que um cliente do sistema financeiro nacional deve ser enquadrado conforme uma escala que come\u00e7a com AA e termina com H. &#8220;No nosso caso, a participa\u00e7\u00e3o de clientes no intervalo AA at\u00e9 C vem aumentando trimestre ap\u00f3s trimestre, o que significa que a qualidade da carteira est\u00e1 at\u00e9 melhorando&#8221;, garante.<\/p>\n<p>De acordo com Abreu, essa melhora em meio \u00e0 forte expans\u00e3o do cr\u00e9dito \u00e9 explicada por dois fatores: clientes que n\u00e3o tomavam empr\u00e9stimos passaram a faz\u00ea-lo por causa do custo do dinheiro mais baixo; e as taxas de juros inferiores abriram espa\u00e7o na renda dos clientes para mais endividamento.<\/p>\n<p>O vice-presidente de finan\u00e7as da Caixa, Marcio Percival, tamb\u00e9m recha\u00e7a as cr\u00edticas. &#8220;Estamos crescendo com responsabilidade, com qualidade&#8221;, disse. Assim como Abreu, ele destaca alguns pontos para sustentar seu argumento. Em primeiro lugar, afirma que a Caixa est\u00e1 crescendo sobretudo em linhas de menor risco &#8211; imobili\u00e1rio e consignado. Em segundo, lembra que o banco vem crescendo nesse ritmo desde 2008. &#8220;E n\u00e3o tivemos alta da inadimpl\u00eancia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O terceiro ponto, segundo Percival, \u00e9 que o banco adota modelos de avalia\u00e7\u00e3o de risco &#8220;extremamente conservadores&#8221; e monitora frequentemente os dados de inadimpl\u00eancia. Por fim, o executivo cita que o crescimento da base de clientes tem se dado nas faixas de menor risco de clientes &#8211; de AA a C, como no Banco do Brasil. &#8220;Eu convido os analistas a se debru\u00e7ar com profundidade sobre os balan\u00e7os da Caixa.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>PIB pode perder for\u00e7a depois do 3\u00ba tri refor\u00e7ado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Principal vetor de acelera\u00e7\u00e3o da economia no terceiro trimestre, a redu\u00e7\u00e3o do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para ve\u00edculos foi eficaz para desovar estoques, reanimar a produ\u00e7\u00e3o nas f\u00e1bricas e provocar recorde de vendas, mas tornou-se fator de incerteza para uma retomada gradual da atividade. Mesmo que o benef\u00edcio fiscal seja prorrogado at\u00e9 o fim do ano, economistas apontam que a antecipa\u00e7\u00e3o de compras gerada pelo imposto menor n\u00e3o ir\u00e1 se repetir no quarto trimestre, perda de f\u00f4lego que tamb\u00e9m deve se refletir sobre a ind\u00fastria do setor.<\/p>\n<p>Tendo em vista esse movimento de satura\u00e7\u00e3o, alguns analistas j\u00e1 apostam em uma expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) mais fraca no \u00faltimo trimestre do ano em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, feitos os ajustes sazonais, ap\u00f3s um crescimento que, impulsionado pelo IPI reduzido, pode ultrapassar 1% no terceiro trimestre. Mesmo no grupo de economistas que projetam ritmo melhor nos \u00faltimos tr\u00eas meses do ano, o &#8220;efeito ressaca&#8221; do IPI \u00e9 colocado como uma poss\u00edvel amea\u00e7a \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>A antecipa\u00e7\u00e3o da demanda \u00e9 uma das raz\u00f5es elas quais as proje\u00e7\u00f5es do PIB para o ano continuam caindo na coleta feita pelo Banco Central (o boletim Focus), apesar dos bons dados do terceiro trimestre. Ontem, o Focus apontou nova queda na proje\u00e7\u00e3o para o PIB de 2012 de 1,57% para 1,54%.<\/p>\n<p>Fabio Ramos, da Quest Investimentos, afirma que as medidas de incentivo tiveram impacto muito forte sobre a atividade no terceiro trimestre, especialmente em agosto &#8211; m\u00eas em que, com a perspectiva de aumento de pre\u00e7os, foram vendidos mais de 405 mil carros, recorde hist\u00f3rico da s\u00e9rie da Fenabrave, entidade que re\u00fane as concession\u00e1rias do pa\u00eds. Em setembro, por\u00e9m, mesmo com o IPI reduzido ainda em vigor (o benef\u00edcio foi prorrogado at\u00e9 31 de outubro), as vendas recuaram para 127,9 mil unidades, volume 31,5% abaixo do registrado no m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Segundo Ramos, os dados piores sinalizam que os est\u00edmulos concedidos \u00e0 economia &#8220;v\u00e3o cobrar seu pre\u00e7o&#8221; no quarto trimestre, per\u00edodo para o qual estima alta de 0,7% para o PIB, desacelera\u00e7\u00e3o frente aos 1,2% projetados para o terceiro trimestre. &#8220;A expans\u00e3o ser\u00e1 menor n\u00e3o porque o governo vai remover o IPI, mas sim porque, quando os pre\u00e7os foram reduzidos com prazo de t\u00e9rmino, a demanda foi &#8220;empurrada&#8221; para o terceiro trimestre&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Com a intensa freada nas vendas, o f\u00f4lego no crescimento deixado por setembro para o quarto trimestre (o chamado &#8220;carry over&#8221;) deve ser menor, diz Thiago Carlos, economista da Link Investimentos, o que j\u00e1 diminui a capacidade de crescimento da economia no per\u00edodo. Ele calcula que esse repasse de junho para o terceiro trimestre foi de 0,5 ponto percentual, n\u00famero que deve ser reduzido pela metade na virada de setembro para outubro. Ele pondera, por\u00e9m, que essa estimativa \u00e9 controversa e o impacto negativo pode ser compensado se outubro for um m\u00eas de rea\u00e7\u00e3o nas concession\u00e1rias.<\/p>\n<p>Para Lu\u00eds Ot\u00e1vio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil, outubro pode mostrar novo repique nas vendas, mas dificilmente o pico de agosto ser\u00e1 atingido. Ele avalia que o corte do imposto foi positivo por acelerar o processo de limpeza de estoques &#8211; que eram de 43 dias de vendas em maio, situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica desde a crise de 2008. Mas, ao contr\u00e1rio de mudan\u00e7as estruturais, como o aumento da oferta de cr\u00e9dito e da renda, diz Leal, desonera\u00e7\u00f5es fiscais n\u00e3o s\u00e3o suficientes para criar &#8220;demanda nova&#8221; e, por isso, t\u00eam efeito limitado sobre a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Assim, o analista acredita que, ap\u00f3s aumento que pode chegar a 1,5% no terceiro trimestre sobre o segundo, o crescimento do PIB deve voltar para algo pr\u00f3ximo a 1% no trimestre final de 2012. &#8220;Antes da redu\u00e7\u00e3o do IPI, t\u00ednhamos um cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o mais linear, que agora foi descartado&#8221;, afirmou Leal, destacando que medidas de incentivo causam oscila\u00e7\u00f5es no ritmo da economia.<\/p>\n<p>Vari\u00e1veis como melhora na confian\u00e7a do empresariado, ajuste de estoques e recupera\u00e7\u00e3o mais espalhada entre os setores industriais devem sustentar um avan\u00e7o maior do PIB no quarto trimestre, de acordo com Aur\u00e9lio Bicalho, economista do Ita\u00fa Unibanco, mas, para isso, \u00e9 preciso que com\u00e9rcio e produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos continuem em alta. Em seu cen\u00e1rio principal, Bicalho conta com alguma retomada nas vendas ap\u00f3s o tombo de setembro, mas pondera que desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias elevam a incerteza sobre o ritmo de atividade.<\/p>\n<p>O analista do Ita\u00fa observa que o setor automobil\u00edstico tem peso de cerca de 30% nas vendas do varejo ampliado, que incluem ve\u00edculos e material de constru\u00e7\u00e3o, e representa 13% da produ\u00e7\u00e3o industrial do pa\u00eds, apenas diretamente. Assim, pondera Bicalho, uma evolu\u00e7\u00e3o mais desfavor\u00e1vel desse ramo \u00e9 o principal risco \u00e0 sua proje\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o de 1,3% da economia entre o terceiro e o quarto trimestres.<\/p>\n<p>Segundo S\u00e9rgio Vale, economista-chefe da MB Associados, o IPI menor para carros deve ser estendido at\u00e9 o fim do ano e dinamizar a atividade em outubro e dezembro, mas a renova\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para garantir crescimento de 1,7% do PIB no \u00faltimo trimestre, proje\u00e7\u00e3o anterior da MB que foi revisada para 1% de forma preliminar. &#8220;A volatilidade de dados deve continuar, mas os picos e pisos ficam cada vez menores. O pico de 405 mil ve\u00edculos vendidos n\u00e3o vai se repetir&#8221;, disse Vale.<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Combat, economista-chefe da Conc\u00f3rdia Corretora, nota que, al\u00e9m dos bens dur\u00e1veis, outros produtos devem ter suas vendas afetadas pela forte antecipa\u00e7\u00e3o de consumo no terceiro trimestre, j\u00e1 que as fam\u00edlias que compraram autom\u00f3veis comprometeram parte consider\u00e1vel de sua renda com empr\u00e9stimos. &#8220;Provavelmente o consumo das fam\u00edlias no PIB n\u00e3o vir\u00e1 t\u00e3o forte como nos trimestres anteriores&#8221;, diz ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3705\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3705","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-XL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3705"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3705\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}