{"id":3729,"date":"2012-10-20T00:53:13","date_gmt":"2012-10-20T00:53:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3729"},"modified":"2017-11-19T10:22:44","modified_gmt":"2017-11-19T13:22:44","slug":"outubro-ou-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3729","title":{"rendered":"Outubro ou nada"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2012\/10\/12-10-17_mauro-iasi_outubro-ou-nada.jpg?w=747&#038;h=213&#038;fit=300%2C213\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Mauro Iasi*<\/p>\n<p>Uma fam\u00edlia de nobres voltava a S\u00e3o Petersburgo com seus in\u00fameros filhos e malas volumosas. Havia se retirado em fevereiro para fugir dos acontecimentos tr\u00e1gicos que haviam derrubado o Czar e n\u00e3o havia acompanhado o desenvolvimento pol\u00edtico que levara os trabalhadores ao poder em outubro. Pateticamente parada na plataforma e acostumada com um servilhismo milenar, esperava que algum carregador implorasse para levar as bagagens da fam\u00edlia em troca de alguns m\u00edseros copeques.<\/p>\n<p>Depois de esperar em v\u00e3o por um bom tempo, um criado (nobres n\u00e3o se dignavam a falar com pobres) vai buscar informa\u00e7\u00f5es e ouve a seguinte resposta: \u201cagora somos livres, se quiser carregue suas malas\u201d!<\/p>\n<p>Era a grande revolu\u00e7\u00e3o de Outubro que emergia l\u00e1 de onde costuma vir as coisas dos explorados, da periferia, das sombras esquecidas sob a ofuscante apar\u00eancia de riqueza das sociedades opulentas, dos cantos obscuros que o olhar hip\u00f3crita quer esquecer ou incorpora como normal. Em meio \u00e0 trag\u00e9dia da guerra, a barb\u00e1rie em sua forma mais did\u00e1tica, a vida resistia e se levantava contra a fome e a morte.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Russa marcou de forma definitiva a hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX em muitas \u00e1reas (ver a colet\u00e2nea organizada por Milton Pinheiro \u2013 Outubro e as experi\u00eancias socialistas do s\u00e9culo XX\u00a0 &#8211; Salvador: Quarteto, 2010), como acontecimento pol\u00edtico, como experi\u00eancia hist\u00f3rica de um Estado Prolet\u00e1rio, como base de transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas fundadas na socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o, nas pr\u00e1ticas do planejamento, como influ\u00eancia pol\u00edtica direta nos rumos do movimento comunista internacional e a forma\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e t\u00e1ticas do movimento revolucion\u00e1rio mundial.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer sua import\u00e2ncia no desenvolvimento da cultura (\u00e9 s\u00f3 pensar em Vladimir Maiakoviski na poesia e Sergei Eisenstein para o cinema), o ulterior desenvolvimento da m\u00fasica (Prokofiev, Straviski) e dan\u00e7a, das ci\u00eancias (Luria, Vigotski, Bakthin, e tantos outros), o desenvolvimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico (Sakharov, Andr\u00e9i Kolmog\u00f3rov, etc.). No entanto, quisera me deter numa outra dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>Certos acontecimentos hist\u00f3ricos despertam algo um pouco mais intang\u00edvel que suas manifesta\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas, culturais e t\u00e9cnico-cient\u00edficas. A revolu\u00e7\u00e3o russa se espalhou pelo mundo, sem internet e televis\u00e3o, numa velocidade que precisa ser compreendida. N\u00e3o apenas se expandiu enquanto processo revolucion\u00e1rio que em menos de seis meses havia sa\u00eddo da Europa oriental e chegado ao mar do Jap\u00e3o, se alastrado como fogo em palha pelo antigo imp\u00e9rio czarista, como atravessou o oceano e incendiou o cora\u00e7\u00e3o e as esperan\u00e7as dos trabalhadores das partes mais distantes do globo.<\/p>\n<p>Em uma foto de grevistas em um porto nos EUA na mesma \u00e9poca pode se ver ao fundo uma faixa na qual se l\u00ea: \u201cfa\u00e7amos como nossos irm\u00e3os russos\u201d. No Brasil as greves oper\u00e1rias se alastravam at\u00e9 a greve geral de 1917 e a Revolu\u00e7\u00e3o russa foi saudada pelo movimento anarco-sindicalista como express\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria enquanto emiss\u00e1rios eram mandados para l\u00e1 para colher informa\u00e7\u00f5es e prestar solidariedade. Poucos anos depois, nos anos vinte, quando o car\u00e1ter marxista da experi\u00eancia sovi\u00e9tica se torna evidente, distanciando-se, portanto, dos princ\u00edpios anarquistas, forma-se um movimento comunista que n\u00e3o tem paralelo com nenhum outro por sua escala mundial, sua forma de organiza\u00e7\u00e3o e sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Partidos Comunistas s\u00e3o formados em toda a Am\u00e9rica Latina, assim como em quase todos os mais distantes rinc\u00f5es do planeta, dos EUA at\u00e9 a China. Evidente que a forma\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e da III Internacional Comunista explicam a iniciativa e mais, a necessidade, de uma organiza\u00e7\u00e3o internacional, mas n\u00e3o sua aceita\u00e7\u00e3o e r\u00e1pido desenvolvimento. H\u00e1 elementos objetivos e subjetivos que precisam ser levados em conta.<\/p>\n<p>Os objetivos s\u00e3o por demais conhecidos e podem ser resumidos na pr\u00f3pria internacionaliza\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista e sua transforma\u00e7\u00e3o em imperialismo, mas n\u00e3o podemos compreender a dimens\u00e3o desse fen\u00f4meno sem entender que a revolu\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica foi um evento catalisador de esperan\u00e7as de todos os explorados.<\/p>\n<p>Como nos dizia Marx para que se forje uma classe revolucion\u00e1ria \u00e9 necess\u00e1rio que se manifeste uma classe que se apresente como um entrave de car\u00e1ter universal, ao mesmo tempo em que outra consiga expressar atrav\u00e9s de sua particularidade os contornos de uma emancipa\u00e7\u00e3o universal. Falando da Alemanha, Marx afirmava que faltava: \u201cgrandeza de alma, que, por um momento apenas, os identificaria com a alma popular, a genialidade que instiga a for\u00e7a material ao poder pol\u00edtico, a aud\u00e1cia revolucion\u00e1ria que arremessa ao advers\u00e1rio a frase provocadora:\u00a0<em>Nada sou e serei tudo.<\/em>\u201d (Marx, K. Cr\u00edtica \u00e0 filosofia do Direito de Hegel. S\u00e3o Paulo, Boitempo: 2005: 154).<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de nenhum deslize idealista, mas de exata combina\u00e7\u00e3o de fatores que dada certas condi\u00e7\u00f5es materiais, que sem d\u00favida a guerra mundial propiciava, cria uma equa\u00e7\u00e3o na qual uma classe encontra as condi\u00e7\u00f5es de sua fus\u00e3o enquanto classe. Imersa na cotidianidade reificadora, submetida \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da explora\u00e7\u00e3o os trabalhadores vivem seu destino como uma condi\u00e7\u00e3o inescap\u00e1vel. Ainda que submetidos as mesmas condi\u00e7\u00f5es que seus companheiros, n\u00e3o vivem estas condi\u00e7\u00f5es como base para uma consci\u00eancia e a\u00e7\u00e3o comuns, mas como uma serialidade, nos termos de Sartre. A vida \u00e9 assim e \u00e9 imposs\u00edvel mud\u00e1-la.<\/p>\n<p>Em certas condi\u00e7\u00f5es, no entanto, se produz uma situa\u00e7\u00e3o na qual a realidade se imp\u00f5e de tal forma que se torna imposs\u00edvel manter a impossibilidade de mud\u00e1-la, nas palavras de Sartre: \u201cA transforma\u00e7\u00e3o tem, pois, lugar quando a impossibilidade \u00e9 ela mesma imposs\u00edvel, ou se preferirem, quando um acontecimento sint\u00e9tico revela a impossibilidade de mudar como impossibilidade de viver\u201d (Sartre, J. Cr\u00edtica de la raz\u00f3n dial\u00e9ctica. Buenos Aires: Losada, 1979, v. 2, p.14). O pensador franc\u00eas tem em mente os acontecimentos da crise da monarquia absolta que levou a eclos\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, mas vemos claramente esses elementos na crise do czarismo nas condi\u00e7\u00f5es da guerra.<\/p>\n<p>Interessa-nos, no entanto, outra dimens\u00e3o desse fen\u00f4meno. Da mesma forma que um acontecimento sint\u00e9tico pode levar \u00e0 fus\u00e3o da classe e a supera\u00e7\u00e3o de sua situa\u00e7\u00e3o de serialidade, encontrando na a\u00e7\u00e3o do grupo as condi\u00e7\u00f5es para abrir a possibilidade de superar o campo pr\u00e1tico inerte, devemos supor que uma a\u00e7\u00e3o particular da magnitude de um processo revolucion\u00e1rio como o russo, provoca um efeito sobre os trabalhadores, mesmo aqueles que n\u00e3o estavam envolvidos direta e presencialmente nos acontecimentos.<\/p>\n<p>Ernesto Che Guevara denominava isso de \u201cconsci\u00eancia da possibilidade da vit\u00f3ria\u201d e inclui entre as condi\u00e7\u00f5es objetivas que torna poss\u00edvel uma revolu\u00e7\u00e3o. Quando os trabalhadores v\u00eaem os revolucion\u00e1rios russos varrerem seus tiranos, quebra-se a impress\u00e3o de naturaliza\u00e7\u00e3o e inevitabilidade com as quais revestiam suas condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia. \u00c9 poss\u00edvel mudar, nada somos, mas podemos ser tudo.<\/p>\n<p>Em um belo poema sovi\u00e9tico \u00e9 descrita a cena na qual uma camponesa que agora tinha acesso aos museus e suas obras de arte se det\u00eam diante de um quadro a admir\u00e1-lo. A autora do poema ent\u00e3o conclui: \u201cmal sabia que ali era uma obra de arte a admirar outra\u201d. Oper\u00e1rios assumem as f\u00e1bricas, as terras s\u00e3o entregues aos comit\u00eas agr\u00e1rios para serem repartidas. Soldados, oper\u00e1rios, camponeses, marinheiros, lotam os teatros antes privativos da nobreza russa, para ouvir Maiak\u00f3viski recitar os poemas que retira dos bolsos de seu enorme casaco e de seu cora\u00e7\u00e3o ainda maior.<\/p>\n<p>Suspendemos por um instante as enormes dificuldades que viriam, a guerra civil, o isolamento, a burocratiza\u00e7\u00e3o e a degenera\u00e7\u00e3o que culminaria no desfecho hist\u00f3rico de 1989. Naquele momento de maravilhoso caos, a vida flu\u00eda n\u00e3o como processo que aprisiona os seres humanos nas cadeias do estranhamento, mas como livre fluir de uma pr\u00e1xis transformadora. Tudo pode ser mudado. Podemos criar as crian\u00e7as de uma nova forma, e j\u00e1 vemos Makarenko e seu enorme cora\u00e7\u00e3o abrigando os \u00f3rf\u00e3os da guerra e reinventando a pedagogia, trabalhadores organizando as comiss\u00f5es de f\u00e1brica e Alexandra Kollontai olhando o mundo com os olhos de mulheres emancipadas.<\/p>\n<p>Enquanto o mundo capitalista preparava-se para esmagar a experi\u00eancia revolucion\u00e1ria russa (a rep\u00fablica dos trabalhadores seria atacada em 1918 por dez pot\u00eancias estrangeiras), o generoso cora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora acolhe esta experi\u00eancia como sua e a defende, sem conhec\u00ea-la profundamente, sem que a compreenda de todo, mas por que nela se reconhece.<\/p>\n<p>Paz, terra, p\u00e3o e sonhos voavam pelo mundo que o capital havia tornado um s\u00f3 e m\u00e3os calejadas, duras como a terra que trabalham, os seguram e se alimentam da esperan\u00e7a dos que se levantaram contra seus opressores. Corpos exauridos pela chacina di\u00e1ria das f\u00e1bricas caminham pelas ruas e olham em frente, levantam seus punhos e cantam a can\u00e7\u00e3o que os unia: se nada somos em tal mundo, sejamos tudo, \u00f3 produtores!<\/p>\n<p>Em tempos como os nossos, de hipocrisia deliberada, em tempos de humanidade desumanizada, de cotidianidade reificada, a consci\u00eancia da possibilidade da vit\u00f3ria se reverte em seu contr\u00e1rio e se manifesta novamente como uma consci\u00eancia da impossibilidade da mudan\u00e7a. Brecht nos alerta: nada deve parecer natural, porque nada deve parecer imposs\u00edvel de mudar e completa em outro poema: at\u00e9 quando o mundo ser\u00e1 governado por tiranos? At\u00e9 quando iremos suport\u00e1-los?<\/p>\n<p>Presos \u00e0 nova serialidade, fragmentados e divididos, submetidos \u00e0s novas cadeias de impossibilidades, escolhendo a cada quatro anos quem ir\u00e1 comandar sua explora\u00e7\u00e3o, nossa classe nem se lembra que teve um outubro e que fizemos a terra tremer e que os poderosos perderam o sono diante da imin\u00eancia de seu ju\u00edzo final.<\/p>\n<p>Diante da realidade do capital internacional que amea\u00e7a a humanidade, diante da barb\u00e1rie di\u00e1ria que amea\u00e7a minha classe, gestam-se novas impossibilidades de manter os limites do poss\u00edvel, crises did\u00e1ticas transformam em p\u00f3 certezas neo e p\u00f3s liberais arcaicos\/modernos e suas irracionalidades racionais. O p\u00f3lo da negatividade humana se reapresenta arrogante e prepotente. Muitos s\u00e3o os que se levantam ainda sem rumo, n\u00e3o importa, que se levantem e gritem, resistam e lutem. Mas, em sua marcha olhando para o futuro, resistindo contra as mazelas do presente desumano do capital, olhem por um momento para tr\u00e1s, vejam como j\u00e1 marchavam \u00e0 nossa frente nossos camaradas russos, vejam como iam decididos e corajosos abrindo caminho em dire\u00e7\u00e3o ao amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Marchemos para frente, tiremos nossa poesia do futuro, basta de anacronias e c\u00f3pias do passado, mas n\u00e3o nos esque\u00e7amos nunca que tivemos um Outubro, e foi nosso, e foi um grande Outubro vermelho e prolet\u00e1rio, e foi t\u00e3o grande que foi planet\u00e1rio, e foi t\u00e3o generoso e fraterno que nele se irmaram todos os trabalhadores do mundo e chegaram a acreditar que tudo podia mudar e, por um momento, mudaram tudo que podiam.<\/p>\n<p>Viva a revolu\u00e7\u00e3o Sovi\u00e9tica de 1917. Outubro&#8230; ou nada!<\/p>\n<p><strong>*Mauro Iasi<\/strong> \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, presidente da ADUFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro\u00a0<em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em> (Boitempo, 2002). Colabora para o\u00a0\u00a0<strong>Blog da Boitempo <\/strong>mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Boitempo\n\n\n\n\n\n\n\n\nMauro Luis Iasi\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3729\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[74],"tags":[],"class_list":["post-3729","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c87-revolucao-russa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Y9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3729\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}