{"id":3739,"date":"2012-10-23T17:53:58","date_gmt":"2012-10-23T17:53:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3739"},"modified":"2012-10-23T17:53:58","modified_gmt":"2012-10-23T17:53:58","slug":"subsidios-brasileiros-voltam-a-ser-questionados-na-omc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3739","title":{"rendered":"Subs\u00eddios brasileiros voltam a ser questionados na OMC"},"content":{"rendered":"\n<p>A Uni\u00e3o Europeia, os Estados Unidos e outros parceiros continuam apresentando quest\u00f5es para o Brasil responder na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) sobre subs\u00eddios dados ao setor privado, alimentando suspeitas sobre v\u00e1rios programas. Antecedendo reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Subs\u00eddios, que acontece hoje, o Brasil precisou responder a quest\u00f5es formuladas pela Uni\u00e3o Europeia sobre incentivos para o desenvolvimento da cadeia produtiva no setor farmac\u00eautico, por meio do programa Profarma.<\/p>\n<p>O Canad\u00e1 pediu informa\u00e7\u00f5es sobre o Profarma e sobre o programa Pro-Aeron\u00e1utica, pelo qual o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) financia investimentos feitos por pequenas e m\u00e9dias empresas que participam da cadeia de produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria aeron\u00e1utica. Tamb\u00e9m pediu esclarecimentos sobre o programa agr\u00edcola Pr\u00eamio para Escoamento do Produto.<\/p>\n<p>Os fundos de investimentos para Amazonas, Nordeste e Esp\u00edrito Santo e o c\u00e1lculo do pre\u00e7o internacional do diesel para o setor pesqueiro tamb\u00e9m est\u00e3o sendo questionados pelos parceiros comerciais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os EUA apresentam uma s\u00e9rie de indaga\u00e7\u00f5es sobre a reforma da lei de antidumping e apontam falta de detalhes sobre prazos para investiga\u00e7\u00f5es, por exemplo, aparentemente suspeitando de maior liberdade da autoridade investigadora. A ironia \u00e9 que os EUA s\u00e3o o pa\u00eds mais condenado na OMC pela flexibilidade com que aplica os instrumentos de defesa comercial.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es nos comit\u00eas da OMC s\u00e3o normais. O Brasil explica como funcionam os programas e procura argumentar que s\u00e3o compat\u00edveis com as regras da OMC. Mas a evid\u00eancia \u00e9 que o Brasil vem sendo alvo de maior monitoramento dos parceiros, que j\u00e1 t\u00eam insistido que o pa\u00eds se torna mais protecionista.<\/p>\n<p>Existe expectativa em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio sobre protecionismo que a OMC divulgar\u00e1 na semana que vem. Dessa vez, por press\u00e3o do Brasil e outros parceiros, o monitoramento deve vir em outro formato, com a inclus\u00e3o de medidas tomadas por pa\u00edses desenvolvidos, que at\u00e9 agora vinham sendo ignoradas.<\/p>\n<p>Ontem, no Comit\u00ea de Salvaguardas, a Uni\u00e3o Europeia, a Austr\u00e1lia, a \u00c1frica do Sul e o Chile indagaram sobre o est\u00e1gio da investiga\u00e7\u00e3o que o Brasil faz para eventual salvaguarda contra o vinho estrangeiro. A resposta foi de que a autoridade investigadora continua examinando os dados que lhe foram apresentados. No Brasil, o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento confirmou que n\u00e3o ser\u00e3o adotadas salvaguardas contra o vinho importado.<\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o no momento entre os membros da OMC, no entanto, \u00e9 com o plano da Ucr\u00e2nia de elevar as tarifas de importa\u00e7\u00e3o de 371 produtos al\u00e9m do que \u00e9 permitido pelos acordos internacionais, na maior ilustra\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia protecionista que se propaga no mundo. Exporta\u00e7\u00f5es de carnes e de dezenas de manufaturados brasileiros dever\u00e3o ser submetidas a al\u00edquotas mais elevadas para entrar no mercado ucraniano.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses t\u00eam at\u00e9 o come\u00e7o de dezembro para decidir se pedem in\u00edcio de negocia\u00e7\u00f5es por compensa\u00e7\u00f5es com a Ucr\u00e2nia. Mas at\u00e9 agora nenhum pa\u00eds acionou o mecanismo. A percep\u00e7\u00e3o generalizada em Genebra \u00e9 de que a Ucr\u00e2nia exagerou. A dimens\u00e3o de seu plano \u00e9 t\u00e3o grande que traz uma amea\u00e7a ao pr\u00f3prio sistema da OMC e deve ser repelido.<\/p>\n<p>Em Paris, o governo do socialista Fran\u00e7ois Hollande deu um &#8220;upgrade&#8221; na visita que a presidente Dilma Rousseff faz a Paris nos dias 11 e 12 de dezembro. Em vez de visita oficial, foi elevada a visita de Estado, algo que s\u00f3 ocorre duas ou tr\u00eas vezes por ano entre os muitos chefes de Estado que passam pela capital francesa..<\/p>\n<p>Assim, Dilma ter\u00e1 direito a desfile com bandeirinhas pela avenida Champs-\u00c9lys\u00e9es, jantar de gala no pal\u00e1cio presidencial e discurso na Assembleia Nacional. Os franceses, por\u00e9m, n\u00e3o parecem alimentar muita esperan\u00e7a de confirma\u00e7\u00e3o da compra de ca\u00e7as para a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira, que vem se arrastando h\u00e1 anos e tem como competidores a francesa Dassault, a sueca Saab e a americana Boeing.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pagamento de 13\u00ba injetar\u00e1 R$ 131 bi na economia<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio a cerca de 80 milh\u00f5es de empregados do mercado de trabalho formal, aposentados e pensionistas deve adicionar R$ 131 bilh\u00f5es \u00e0 economia do pa\u00eds at\u00e9 dezembro, de acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese). Os R$ 131 bilh\u00f5es correspondem a 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para este ano. O total \u00e9 10,5% maior que o pago em 2011, segundo o Dieese. O n\u00famero de pessoas que receber\u00e1 benef\u00edcio \u00e9 cerca de 2,5% superior ao calculado em 2011.<\/p>\n<p>Dos cerca de 80 milh\u00f5es de brasileiros que devem receber o 13\u00ba sal\u00e1rio neste ano, 30 milh\u00f5es, ou 37% do total, s\u00e3o aposentados ou pensionistas da Previd\u00eancia Social. Os empregados formais (49 milh\u00f5es de pessoas) correspondem a 62% do total, dos quais quase 2 milh\u00f5es (2,4%) s\u00e3o empregados dom\u00e9sticos com carteira de trabalho.<\/p>\n<p>Do montante a ser pago a t\u00edtulo de 13\u00ba, cerca de 20%, ou pouco mais de R$ 26 bilh\u00f5es, ir\u00e3o aos benefici\u00e1rios do INSS. Outros R$ 93 bilh\u00f5es, ou 71% do total, ir\u00e3o para os empregados formalizados, incluindo os empregados dom\u00e9sticos. Aos aposentados e pensionistas da Uni\u00e3o, caber\u00e1 o equivalente a R$ 6,4 bilh\u00f5es (4,9%) e aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 5,3 bilh\u00f5es (4,1%).<\/p>\n<p>No Estado de S\u00e3o Paulo, ser\u00e3o pagos a t\u00edtulo de 13\u00ba sal\u00e1rio cerca de R$ 39,4 bilh\u00f5es, 30% do total do Brasil e 58,7% da regi\u00e3o sudeste. Cerca de 21 milh\u00f5es de pessoas receber\u00e3o o benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, o setor de servi\u00e7os responde pela maior parcela (60,2%) dos R$ 131 bilh\u00f5es que ser\u00e3o liberados com o 13\u00ba sal\u00e1rio. Em sua metodologia, o Dieese incluiu a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica em servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Do total de 47,4 milh\u00f5es de trabalhadores em atividade no setor formal, de acordo com o estudo, 25 milh\u00f5es est\u00e3o no setor de servi\u00e7os, e o 13\u00ba sal\u00e1rio que lhes ser\u00e1 pago deve injetar R$ 55 bilh\u00f5es na economia, de um total de R$ 91,3 bilh\u00f5es que ser\u00e3o acrescentados pelo setor formal &#8211; aposentados e pensionistas adicionar\u00e3o cerca de R$ 37,8 bilh\u00f5es \u00e0 economia via pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ainda considerando o mercado de trabalho formal, a contribui\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria ser\u00e1 de 20,3%, com inje\u00e7\u00e3o de R$ 18,5 bilh\u00f5es. Em seguida v\u00eam com\u00e9rcio (R$ 11,4 bilh\u00f5es, 12,5% do mercado formal), constru\u00e7\u00e3o civil (R$ 4,6 bilh\u00f5es, 5%) e agropecu\u00e1ria, extra\u00e7\u00e3o vegetal, ca\u00e7a e pesca (R$ 1,7 bilh\u00e3o, 1,9%).<\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio do 13\u00ba sal\u00e1rio pago ao setor formal corresponde a R$ 1.926. Considerando o total de quase 80 milh\u00f5es de pessoas que receber\u00e3o o pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio, incluindo aposentados e pensionistas, a m\u00e9dia cai para R$ 1.632 em 2012. No setor formal, a maior m\u00e9dia deve ser paga para os trabalhadores do setor de servi\u00e7os (R$ 2.199). A ind\u00fastria vem em seguida, com pagamento m\u00e9dio no valor de R$ 2.077.<\/p>\n<p>A estimativa feita pelo Dieese leva em conta dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego. Tamb\u00e9m foram consideradas informa\u00e7\u00f5es da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2011.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Saldo da balan\u00e7a atinge US$ 17 bi no ano<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira registrou d\u00e9ficit de US$ 422 milh\u00f5es na terceira semana de outubro, informou o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior. O saldo negativo resulta da diferen\u00e7a entre US$ 4,389 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es e US$ 4,811 bilh\u00f5es em importa\u00e7\u00f5es no per\u00edodo. No m\u00eas, o resultado das transa\u00e7\u00f5es comerciais brasileiras ainda \u00e9 positivo em US$ 1,309 bilh\u00e3o. No ano, o saldo positivo \u00e9 de US$ 17,033 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 877,8 milh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es na terceira semana de outubro \u00e9 19,3% inferior \u00e0 m\u00e9dia at\u00e9 a segunda semana. Na compara\u00e7\u00e3o com outubro do ano passado a m\u00e9dia di\u00e1ria de embarques caiu 8,5% em fun\u00e7\u00e3o da diminui\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados e itens b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>Os manufaturados recuaram 5,9%, dos US$ 388,2 milh\u00f5es de m\u00e9dia di\u00e1ria em outubro de 2011 para US$ 365,2 milh\u00f5es acumulados at\u00e9 a terceira semana de outubro deste ano. A redu\u00e7\u00e3o foi resultado dos embarques menores de avi\u00f5es, ve\u00edculos de carga, autom\u00f3veis de passageiros, m\u00e1quinas para terraplenagem, combust\u00edveis e lubrificantes, tratores e partes de motores para autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Para os produtos b\u00e1sicos a m\u00e9dia diminuiu 14,1% na mesma compara\u00e7\u00e3o, passando de US$ 546,5 milh\u00f5es em outubro de 2011 para US$ 469,4 milh\u00f5es nas tr\u00eas primeiras semanas deste m\u00eas. A queda \u00e9 reflexo de exporta\u00e7\u00f5es menores de petr\u00f3leo em bruto, caf\u00e9 em gr\u00e3o, min\u00e9rio de ferro e soja em gr\u00e3o.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de semimanufaturados cresceram 6,1% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, de US$ 150,6 milh\u00f5es para US$ 159,7 milh\u00f5es, em grande parte pelo aumento de embarque de alum\u00ednio bruto, \u00f3leo de soja em bruto, ouro, a\u00e7\u00facar em bruto, ferro fundido e ferro ligas.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es diminu\u00edram 7% na terceira semana de outubro de 2012, com m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 919,6 milh\u00f5es, ante US$ 989,1 milh\u00f5es em todo o m\u00eas de outubro de 2011. No comparativo, diminu\u00edram os gastos, principalmente, com combust\u00edveis e lubrificantes, ve\u00edculos autom\u00f3veis e partes, borracha e obras e sider\u00fargicos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC vai criar departamento para fiscalizar institui\u00e7\u00f5es financeiras<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O diretor de Fiscaliza\u00e7\u00e3o do Banco Central (BC), Anthero Meirelles, disse que a institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 estruturando um departamento para supervis\u00e3o de conduta das institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>Com a amplia\u00e7\u00e3o desta unidade submetida \u00e0 diretoria de Fiscaliza\u00e7\u00e3o e que deve ser conclu\u00edda no pr\u00f3ximo ano, segundo Meirelles, \u00e9 poss\u00edvel que o nome atual do departamento seja alterado para Supervis\u00e3o de Condutas. A vantagem que a reforma do Departamento de Controle de Il\u00edcitos trar\u00e1 para o trabalho de fiscaliza\u00e7\u00e3o e monitoramento do sistema financeiro \u00e9 que, em vez de a autoridade monet\u00e1ria olhar as informa\u00e7\u00f5es isoladamente, passar\u00e1 a ter uma vis\u00e3o geral do todo.<\/p>\n<p>Hoje, o BC recebe em tempo real as informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s opera\u00e7\u00f5es do sistema financeiro, mas a autoridade quer ter uma vis\u00e3o mais abrangente de todas as atividades do mercado ao mesmo tempo. &#8220;\u00c0s vezes, uma opera\u00e7\u00e3o pode nem afetar o sistema financeiro, mas pode oferecer algum risco de imagem, por exemplo. Por isso estamos estruturando este departamento agora&#8221;, explicou Meirelles, que participou do 33\u00ba Congresso Brasileiro Auditoria Interna (Conbrian 2012).<\/p>\n<p>O sistema de monitoramento do BC \u00e9 dividido em sete itens: monitoramento do sistema financeiro, de cr\u00e9dito, de liquidez de mercado, monitoramento dos mercados financeiros, de c\u00e2mbio, de risco sist\u00eamico e detec\u00e7\u00e3o de fraudes. &#8220;O monitoramento de cr\u00e9dito se d\u00e1 via nossa Central de Cr\u00e9dito, onde todas as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito devem ser registradas e essa base de dados trabalha tanto individualmente por institui\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m pela pr\u00f3pria din\u00e2mica do mercado de cr\u00e9dito, para dar subs\u00eddios para pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es prudenciais&#8221;, explicou. Nessa Central de Cr\u00e9dito devem ser registradas todas as opera\u00e7\u00f5es com valores de acima de R$ 1 mil. Antes, s\u00f3 eram registradas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito com valores superiores a R$ 5 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Ao passar de R$ 5 mil para R$ 1 mil, 99% de todas as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito passaram a ser registradas com detalhes, como localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e a renda do tomador do cr\u00e9dito. O outro 1% passou a ser registrado, mas n\u00e3o em detalhes&#8221;, disse Meirelles que falou para uma plateia formada por mais de 500 auditores internos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Capta\u00e7\u00f5es de empresas v\u00e3o a US$ 40 bi e batem recorde<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As grandes companhias brasileiras que acessam de forma recorrente o mercado internacional para se financiar, como Vale, Petrobras e Banco do Brasil, j\u00e1 atingiram seus objetivos or\u00e7ament\u00e1rios para o ano. Isso n\u00e3o significa, no entanto, que os bancos de investimentos deem o ano por encerrado.<\/p>\n<p>Segundo executivos ouvidos pelo Valor, ainda s\u00e3o esperadas capta\u00e7\u00f5es que somam algo entre US$ 5 bilh\u00f5es e US$ 7 bilh\u00f5es at\u00e9 o encerramento de 2012. Mas o volume de b\u00f4nus corporativos emitidos j\u00e1 soma US$ 40,384 bilh\u00f5es, at\u00e9 ontem, patamar recorde para o mercado empresarial brasileiro.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dois meses, os executivos acreditam que o mercado se tornar\u00e1 mais favor\u00e1vel para capta\u00e7\u00f5es de empresas estreantes, ou mesmo para a antecipa\u00e7\u00e3o de &#8220;funding&#8221; para investimentos programados para o pr\u00f3ximo ano, j\u00e1 que as taxas se mant\u00eam nos m\u00ednimos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Um exemplo de novata \u00e9 a Caixa Econ\u00f4mica Federal, que visita investidores nesta semana para fazer sua primeira coloca\u00e7\u00e3o externa, para captar algo entre US$ 1 bilh\u00e3o e US$ 1,5 bilh\u00e3o, com pap\u00e9is de dez anos &#8211; em um programa que pode atingir US$ 5 bilh\u00f5es. A Samarco Minera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m prepara um lan\u00e7amento de t\u00edtulos de dez anos para os pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Construtora Norberto Odebrecht acessou ontem investidores internacionais para captar mais US$ 450 milh\u00f5es com pap\u00e9is de 30 anos, em um reabertura. Foi um claro exemplo do que os especialistas chamam de uma opera\u00e7\u00e3o de &#8220;oportunidade&#8221;, para se aproveitar de uma condi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de mercado, conseguindo taxa abaixo de 6%.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda estamos com um &#8220;pipe-line&#8221; bastante robusto&#8221;, diz Paulo Rog\u00e9rio Caffarelli, vice-presidente de atacado do Banco do Brasil. O banco que j\u00e1 incomoda os privados em diversos setores se tornou agressivo tamb\u00e9m nesse nicho e assumiu recentemente a segunda posi\u00e7\u00e3o do ranking da Anbima, atr\u00e1s apenas do J.P. Morgan e desbancando l\u00edderes tradicionais desse segmento como HSBC e Santander al\u00e9m, \u00e9 claro, dos brasileiros Ita\u00fa e Bradesco.<\/p>\n<p>As capta\u00e7\u00f5es de recursos realizadas pelas empresas brasileiras no exterior neste ano j\u00e1 superaram todo o volume do ano passado (US$ 37,206 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>O avan\u00e7o se deu em meio \u00e0 piora das condi\u00e7\u00f5es internacionais ao longo do primeiro semestre, quando o quadro da crise da d\u00edvida soberana se agravou na Europa. O desempenho mostra, portanto, que o apetite por pap\u00e9is brasileiros n\u00e3o foi t\u00e3o afetado pelo aumento da avers\u00e3o ao risco global.<\/p>\n<p>A demanda pelos pap\u00e9is \u00e9 um bom term\u00f4metro. Das opera\u00e7\u00f5es realizadas neste m\u00eas, o Banco do Brasil e a OAS tiveram procura da ordem de cinco vezes superior \u00e0 oferta, enquanto a BR Malls atraiu mais de US$ 1 bilh\u00e3o para uma emiss\u00e3o de US$ 175 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Vale ponderar que os b\u00f4nus ganharam for\u00e7a neste ano ao tomarem o lugar dos empr\u00e9stimos sindicalizados, que at\u00e9 2011 representavam quase metade dos recursos externos (US$ 28,6 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Essa alternativa praticamente secou em 2012 (US$ 2 bilh\u00e3o) devido aos problemas dos bancos europeus &#8211; os mais ativos nesse segmento &#8211; e tamb\u00e9m pela taxa\u00e7\u00e3o imposta pelo governo para linhas inferiores a cinco anos (depois reduzida para dois anos). Os pr\u00e9-pagamentos de exporta\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m serviam a empresas atuantes no com\u00e9rcio internacional, tamb\u00e9m foram limitados pelo Banco Central a um ano de prazo.<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9 Silva, chefe de mercado de d\u00edvida do Deutsche Bank em Nova York, as empresas que ainda planejam emitir b\u00f4nus neste ano devem esperar o fim do per\u00edodo de divulga\u00e7\u00e3o de balan\u00e7os nas pr\u00f3ximas duas semanas &#8211; chamado de &#8220;blackout&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Veremos, at\u00e9 o fim do ano, mais empresas boas acessando o mercado&#8221;, acrescenta. &#8220;Uma vez que estejam liberadas de obriga\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o de resultados, acredito que haver\u00e1 nova onda de emiss\u00f5es, justamente para tirar proveito das condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n<p>O momento de fato \u00e9 positivo. Al\u00e9m dos juros nos Estados Unidos estarem pr\u00f3ximos das m\u00ednimas hist\u00f3ricas, os principais bancos centrais do mundo est\u00e3o em meio a programas de afrouxamento monet\u00e1rio para estimular suas economias ainda vacilantes, injetando recursos diretamente nos mercados monet\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Federal Reserve, banco central americano, lan\u00e7ou recentemente a terceira etapa do &#8220;quantitative easing&#8221; (QE3), prometendo a recompra de pap\u00e9is do mercado imobili\u00e1rio, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Jap\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e3o bastante atuantes para prover liquidez.<\/p>\n<p>Para o Brasil, no entanto, o fluxo de moeda estrangeira tem se mostrado modesto. Desde agosto, o pa\u00eds registra sa\u00eddas l\u00edquidas de capital que somam R$ 2,7 bilh\u00f5es. Apenas em outubro, at\u00e9 o dia 11, as sa\u00eddas superam as entradas em US$ 1,3 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Parte desse movimento na contram\u00e3o se deve aos controles cambiais impostos pelo governo brasileiro \u00e0 entrada de capital, al\u00e9m da forte atua\u00e7\u00e3o recente do Banco Central para manter a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar ao redor de R$ 2 como forma de favorecer a balan\u00e7o comercial brasileira.<\/p>\n<p>At\u00e9 por isso, os investidores que pretendem alocar seus recursos em ativos brasileiros de renda fixa preferem aplicar em t\u00edtulos lan\u00e7ados diretamente no exterior neste momento.<\/p>\n<p>Mas o apetite dos investidores em meio ao excesso de liquidez n\u00e3o est\u00e1 restrito ao Brasil. No mesmo dia em que a OAS emitiu US$ 500 milh\u00f5es com b\u00f4nus para 2019, a Pemex, gigante mexicana do setor petroleiro, emitiu US$ 1 bilh\u00e3o em d\u00edvida com vencimento em 2044 e a Eslov\u00eania colocou US$ 2,25 bilh\u00f5es em t\u00edtulos soberanos de dez anos.<\/p>\n<p>Ainda assim, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds emergente que mais fez emiss\u00f5es at\u00e9 agora no ano, com 11,6% de todas as coloca\u00e7\u00f5es de d\u00edvida no mundo, de acordo com dados da Dealogic, empresa que compila dados financeiros mundiais. Na sequ\u00eancia vem R\u00fassia (9,6%), Coreia do Sul (8,3%), China (7,3%) e Hong Kong (6,6%). As emiss\u00f5es de d\u00edvida corporativa atingiram US$ 1,68 trilh\u00e3o globalmente, volume 12% maior que o total emitido durante todo o ano de 2011.<\/p>\n<hr \/>\n<p>China passa os EUA em vendas para o Brasil<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mesmo com a freada no desembarque de ve\u00edculos chineses em territ\u00f3rio brasileiro, a China tornou-se em 2012 o pa\u00eds que mais exporta para o Brasil. Os chineses tomaram o lugar que era historicamente, at\u00e9 o ano passado, dos Estados Unidos. A nova classifica\u00e7\u00e3o dos chineses, segundo economistas, veio para ficar. A lideran\u00e7a \u00e9 resultado de uma mudan\u00e7a estrutural de longo prazo na pauta de exporta\u00e7\u00e3o da China. Al\u00e9m disso, a eleva\u00e7\u00e3o dos investimentos chineses no Brasil dever\u00e1 alavancar nos pr\u00f3ximos anos o com\u00e9rcio intracompanhias, ainda pequeno entre brasileiros e chineses.<\/p>\n<p>Em 2002 a China era o s\u00e9timo fornecedor mais importante do Brasil no mercado internacional, respondendo por 3,3% das importa\u00e7\u00f5es brasileiras. De l\u00e1 para c\u00e1, a fatia chinesa nos desembarques brasileiros aumentou a cada ano. Em 2012, no acumulado at\u00e9 setembro, a China atingiu participa\u00e7\u00e3o de 15,2%, com R$ 25,1 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo os Estados Unidos venderam ao Brasil o total de R$ 23,8 bilh\u00f5es. Os americanos, que tinham fatia de 21,8% h\u00e1 dez anos, t\u00eam hoje participa\u00e7\u00e3o de 14,4% nas importa\u00e7\u00f5es brasileiras. Os dados s\u00e3o do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (Mdic).<\/p>\n<p>Welber Barral, ex-secret\u00e1rio de com\u00e9rcio exterior, diz que a pauta de exporta\u00e7\u00e3o da China para o Brasil se diversificou muito mais que a dos americanos. Em 2002, avi\u00f5es, helic\u00f3pteros e suas partes, al\u00e9m de turborreatores estavam entre os principais itens que os brasileiros compravam dos Estados Unidos. Esses bens continuam entre os mais importantes na lista dos itens comprados dos americanos. H\u00e1 dez anos, o coque e a hulha estavam entre as importa\u00e7\u00f5es brasileiras mais representativas com origem da China. Atualmente esse produtos deram lugar a manufaturados, como eletr\u00f4nicos e suas partes, al\u00e9m de material de transporte.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio entre o Brasil e os Estados Unidos, argumenta Barral, mudou menos porque \u00e9 mais dependente do com\u00e9rcio intracompanhias. A pauta da exporta\u00e7\u00e3o dos chineses para o Brasil, de forma diferente, reflete a diversifica\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o que aconteceu no pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Barral estima que os chineses continuar\u00e3o liderando a exporta\u00e7\u00e3o ao Brasil, principalmente quando os investimentos do pa\u00eds asi\u00e1tico em territ\u00f3rio brasileiro amadurecerem. Al\u00e9m da pauta diversificada de exporta\u00e7\u00e3o dos chineses, a corrente de com\u00e9rcio entre Brasil e China passar\u00e1 a contar tamb\u00e9m com as trocas intracompanhias. Segundo dados da Renai, org\u00e3o do Mdic, a China, em 2011, foi o 12 \u00ba pa\u00eds com maior valor em investimentos anunciados no Brasil. A China ficou com 3,8% do valor dos an\u00fancios do ano passado.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o chin\u00eas com o com\u00e9rcio intracompanhias, diz Jos\u00e9 Augusto de Castro, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), dever\u00e1 se intensificar de forma acelerada nos pr\u00f3ximos anos. &#8220;O ritmo ser\u00e1 alto porque os investimentos chineses estar\u00e3o em crescimento, bem diferente dos investimentos americanos, que j\u00e1 est\u00e3o quase todos maturados.&#8221;<\/p>\n<p>Castro tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a da pauta de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds asi\u00e1tico. As vendas da China para o exterior, que antes eram de produtos de baixo valor agregado, ficaram cada vez mais sofisticados, com maior intensidade tecnol\u00f3gica. &#8220;As importa\u00e7\u00f5es da China n\u00e3o s\u00e3o mais de quinquilharias, ou de produtos t\u00eaxteis e de cal\u00e7ados. Hoje importamos bens de capital chineses.&#8221;<\/p>\n<p>Dados do Mdic mostram que em 2002 os bens de capital representavam 13,4% das importa\u00e7\u00f5es brasileiras &#8220;made in China&#8221;. Essa fatia avan\u00e7ou e atualmente alcan\u00e7a 23,4%. Os bens intermedi\u00e1rios, que eram 67,3% h\u00e1 dez anos, hoje representam 56,6%. Esse avan\u00e7o da China nos produtos mais intensivos em tecnologia, inclusive m\u00e1quinas e equipamentos, diz Castro, foi propiciado pelo crescimento do pa\u00eds asi\u00e1tico em ritmo muito acima da m\u00e9dia exatamente nos \u00faltimos dez anos. Os Estados Unidos, ao contr\u00e1rio, tiveram ponto alto de crescimento perto de 2002 e viram v\u00e1rias empresas deslocando produ\u00e7\u00e3o para o territ\u00f3rio chin\u00eas, em raz\u00e3o do baixo custo de m\u00e3o de obra e de outros fatores de produ\u00e7\u00e3o. O crescimento americano na \u00faltima d\u00e9cada atingiu o pico em 2004, com alta de 3,5%. O ponto mais alto da China foi em 2007, com 11,2%. Para este ano, o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) prev\u00ea para a China crescimento de 7,8% e, para a os Estados Unidos, 2,2%.<\/p>\n<p>Especialista em com\u00e9rcio exteriod, Fernando Ribeiro, t\u00e9cnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mico Aplicada (Ipea), faz ressalva semelhante. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a quest\u00e3o do crescimento da China. O desempenho das empresas americanas no per\u00edodo tamb\u00e9m foi fraco.&#8221;<\/p>\n<p>O avan\u00e7o chin\u00eas nas importa\u00e7\u00f5es, argumenta Ribeiro, n\u00e3o se restringe ao Brasil. &#8220;Trata-se de uma mudan\u00e7a estrutural na qual a China tornou-se, ao longo do tempo, a principal fornecedora de diversos pa\u00edses, com ganho de &#8220;market share&#8221; no mercado mundial.&#8221;<\/p>\n<p>Aos poucos, diz o pesquisador do Ipea, a China passou a fornecedora de produtos mais simples at\u00e9 bens mais sofisticados, ganhando o mercado de fornecedores tradicionais de bens de capital, como os Estados Unidos, Alemanha e demais pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>Dados da Abimaq, que re\u00fane as ind\u00fastrias de m\u00e1quinas e equipamentos, mostram que a China em 2002 era o 14\u00ba fornecedor externo de bens de capital mec\u00e2nicos ao Brasil. Na \u00e9poca, os chineses venderam menos de US$ 100 milh\u00f5es nesse tipo de bem para os brasileiros. Neste ano, no acumulado at\u00e9 agosto, a China \u00e9 a segunda origem mais importante dessas mesmas m\u00e1quinas, com US$ 2,8 bilh\u00f5es em vendas ao Brasil. Os americanos ainda continuam no topo da lista, com US$ 5 bilh\u00f5es, mas perderam terreno. Em 2002, os Estados Unidos eram respons\u00e1veis por 38% dos bens de capital mec\u00e2nicos desembarcados no Brasil. Agora essa fatia \u00e9 de 25%. O desempenho chin\u00eas j\u00e1 deixou para tr\u00e1s os alem\u00e3es, que tradicionalmente eram o segundo fornecedor estrangeiro das m\u00e1quinas. A Alemanha, no acumulado at\u00e9 agosto, vendeu US$ 2,5 bilh\u00f5es em m\u00e1quinas ao Brasil.<\/p>\n<p>Para Ribeiro, a tend\u00eancia da China como principal fornecedor do Brasil j\u00e1 est\u00e1 dada e deve se manter. &#8220;As exporta\u00e7\u00f5es da China crescem mais r\u00e1pido que a m\u00e9dia mundial h\u00e1 muito tempo e isso n\u00e3o deve mudar no curto prazo&#8221;, diz. O economista lembra que, mesmo com a desacelera\u00e7\u00e3o da sua economia, a China ainda permanecer\u00e1 com crescimento relativamente alto.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Atividade tem recupera\u00e7\u00e3o em outubro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Depois de um setembro fraco, com queda expressiva nas vendas de autom\u00f3veis e estimativa de recuo da produ\u00e7\u00e3o industrial, a atividade econ\u00f4mica mostra uma recupera\u00e7\u00e3o moderada neste m\u00eas, segundo empres\u00e1rios e l\u00edderes de associa\u00e7\u00f5es setoriais. Divulgada ontem, a pr\u00e9via de outubro do \u00edndice de confian\u00e7a da ind\u00fastria da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) tamb\u00e9m confirma essa melhora da atividade &#8211; subiu 1,3% em rela\u00e7\u00e3o a setembro, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias de sazonais (ler abaixo).<\/p>\n<p>O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de A\u00e7o (Inda), Carlos Loureiro, v\u00ea um outubro &#8220;um pouco melhor&#8221; para o setor do que setembro, mas n\u00e3o aposta em &#8220;grande crescimento&#8221; neste m\u00eas. As vendas em setembro ficaram em 341 mil toneladas, 10% inferiores a agosto. A m\u00e9dia por dia \u00fatil, contudo, foi 8% superior.<\/p>\n<p>Segundo Loureiro, os setores de ve\u00edculos, autope\u00e7as e m\u00e1quinas agr\u00edcolas t\u00eam feito encomendas mais expressivas. J\u00e1 os pedidos de empresas ligadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil e de bens de capital est\u00e3o mais fracos, um sinal pouco animador para o investimento. &#8220;O pior j\u00e1 ficou para tr\u00e1s, mas n\u00e3o vejo a perspectiva de um crescimento forte&#8221;, diz Loureiro, para quem que a ind\u00fastria vive um ano sofr\u00edvel. Ele, que j\u00e1 apostou em alta de 6% para a distribui\u00e7\u00e3o de a\u00e7o neste ano, prev\u00ea hoje expans\u00e3o de apenas 2%.<\/p>\n<p>Um bom term\u00f4metro para as encomendas da ind\u00fastria fora da cadeia automobil\u00edstica, o setor de papel\u00e3o ondulado aposta em resultados mais expressivos no fim do ano. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Papel\u00e3o Ondulado (ABPO), Ricardo Trombini, n\u00e3o viu a queda em setembro com preocupa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que agosto foi um m\u00eas recorde, com expedi\u00e7\u00e3o de 300,9 mil toneladas, e setembro teve quatro dias \u00fateis a menos do que o m\u00eas anterior. Em setembro, as vendas dom\u00e9sticas recuaram 6% em rela\u00e7\u00e3o a agosto &#8211; uma queda de 1,5% nas contas da LCA Consultores, na s\u00e9rie com ajuste sazonal. Na m\u00e9dia di\u00e1ria, as vendas avan\u00e7aram 5%. &#8220;J\u00e1 percebemos um ritmo melhor do n\u00edvel de atividade.&#8221;<\/p>\n<p>Os ramos industriais que mais demandam no momento s\u00e3o os de alimentos e bebidas e higiene e beleza, mas o presidente da ABPO diz que segmentos com incentivos do governo, como eletroeletr\u00f4nicos, m\u00f3veis e linha branca, mant\u00eam seu perfil de consumo em n\u00edvel que considera satisfat\u00f3rio. No come\u00e7o do ano, a entidade previa aumento de 2,5% nas vendas em rela\u00e7\u00e3o a 2011, percentual j\u00e1 atingido no acumulado de janeiro a setembro. Com a redu\u00e7\u00e3o do IPI para alguns setores e encomendas mais fortes, Trombini acredita que esse avan\u00e7o pode chegar a 3%.<\/p>\n<p>O presidente da Ind\u00fastria S\u00e3o Roberto, Roberto Nicolau Jeha, tamb\u00e9m relata um outubro melhor do que setembro. Empresa de papel\u00e3o ondulado, a S\u00e3o Roberto registra boas encomendas dos setores de alimentos, bebidas e limpeza, muitas delas ligadas \u00e0s festas de fim de ano. &#8220;Mas o ano est\u00e1 dif\u00edcil&#8221;, diz Jeha, prevendo uma expans\u00e3o de 1% a 2% para a companhia em 2012. C\u00e2mbio e juros em n\u00edveis mais adequados ajudam a economia, mas o cr\u00e9dito ainda n\u00e3o deslanchou e a infraestrutura continua muito ruim, afirma ele.<\/p>\n<p>No setor qu\u00edmico, ap\u00f3s um agosto forte, a expectativa de F\u00e1tima Ferreira, diretora de economia da associa\u00e7\u00e3o do segmento (Abiquim), \u00e9 que setembro tenha mantido o ritmo do m\u00eas anterior e outubro tamb\u00e9m mostre bom desempenho. F\u00e1tima afirma que o terceiro trimestre \u00e9 o melhor per\u00edodo do ano para o setor qu\u00edmico, marcado pelas encomendas de fim de ano da ind\u00fastria, mas avalia que uma conjuntura mais favor\u00e1vel tamb\u00e9m est\u00e1 por tr\u00e1s dos resultados mais robustos. &#8220;A partir de agosto, sentimos uma melhora do ambiente. Alguns clientes da nossa ind\u00fastria que est\u00e3o se beneficiando com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento est\u00e3o consumindo mais.&#8221; A economista tamb\u00e9m avalia que o c\u00e2mbio de R$ 2 foi positivo para o setor. De janeiro a agosto, o volume importado no setor encolheu 5,2%, enquanto a produ\u00e7\u00e3o cresceu 2,4%.<\/p>\n<p>No segmento de materiais de constru\u00e7\u00e3o, agosto pareceu indicar um quadro de retomada colocado em xeque por setembro, segundo Walter Cover, presidente da associa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria do setor (Abramat). Descontados os fatores sazonais, as vendas do setor encolheram 6,7% em setembro, ap\u00f3s alta de 8% na medi\u00e7\u00e3o anterior. Cover credita parte do desempenho ruim ao menor n\u00famero de dias \u00fateis de setembro e \u00e0 greve dos bancos, que, de acordo com ele, diminuiu o volume de neg\u00f3cios. Ele afirma, contudo, que o comportamento do varejo &#8211; com peso de cerca de 50% nas vendas do segmento &#8211; continuou deixando a desejar, enquanto o setor de infraestrutura seguiu em ritmo lento e o de incorpora\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias perdeu f\u00f4lego. &#8220;O cr\u00e9dito est\u00e1 melhorando, mas ainda h\u00e1 problemas.&#8221;<\/p>\n<p>Para os meses finais do ano, a expectativa da Abramat \u00e9 que as vendas registrem crescimento nas compara\u00e7\u00f5es m\u00eas a m\u00eas, puxadas pelo varejo, que pode ter aquecimento adicional devido ao destravamento do cr\u00e9dito pelos bancos p\u00fablicos. Cover observa, por\u00e9m, que os tr\u00eas meses finais n\u00e3o devem salvar o resultado de 2012, para o qual a associa\u00e7\u00e3o espera crescimento de 3,4% &#8220;\u00c9 um n\u00famero baixo. No come\u00e7o do ano, esper\u00e1vamos algo na faixa de 4,5%.&#8221;<\/p>\n<p>A Lupo \u00e9 outra empresa que, depois de um setembro fraco, tem um desempenho melhor neste m\u00eas. O inverno mais quente que o usual e a falta de chuvas prejudicaram os resultados da empresa em setembro, quando o faturamento recuou 8% sobre o mesmo m\u00eas do ano passado, desempenho muito aqu\u00e9m da meta da empresa de 12% de crescimento. Valqu\u00edrio Cabral J\u00fanior, diretor-comercial da Lupo, acredita que setembro pode ter sido o pior m\u00eas do ano, per\u00edodo marcado por estoques mais altos que o planejado no varejo e consequente queda na produ\u00e7\u00e3o. Outubro, no entanto, j\u00e1 d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o: nos primeiros 18 dias do m\u00eas, o faturamento avan\u00e7ou 17% sobre igual per\u00edodo de 2011. &#8220;As lojas come\u00e7aram a escoar a mercadoria em estoque e acreditamos que no \u00faltimo trimestre do ano, vamos crescer 10% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, salvando o ano.&#8221; Para ele, parte dessa proje\u00e7\u00e3o reflete a sazonalidade, mas tamb\u00e9m uma melhora da economia no fim do ano.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias do Mobili\u00e1rio (Abim\u00f3vel), Jos\u00e9 Luiz Diaz Fernandez, diz que o n\u00edvel de ociosidade das empresas associadas foi reduzido em cerca de 20% na passagem do segundo para o terceiro trimestre como reflexo de encomendas mais firmes do varejo para o fim do ano. Desde agosto, o setor conta com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento. Segundo Fernandez, a medida est\u00e1 come\u00e7ando a refletir agora nos pre\u00e7os finais, aumentando o efeito do corte de impostos. Devido aos incentivos do governo e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis do cr\u00e9dito, ele acha que o setor, que cresceu 2,5% de janeiro a agosto, crescer\u00e1 4,5% no ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3739\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3739","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Yj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3739"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3739\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}