{"id":3743,"date":"2012-10-23T19:50:33","date_gmt":"2012-10-23T19:50:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3743"},"modified":"2012-10-23T19:50:33","modified_gmt":"2012-10-23T19:50:33","slug":"luiz-carlos-prestes-num-livro-de-anita-leocadia-prestes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3743","title":{"rendered":"Luiz Carlos Prestes num livro de Anita Leoc\u00e1dia Prestes"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Luiz Carlos Prestes <\/strong><\/p>\n<p><strong>Num livro de Anita Leoc\u00e1dia Prestes <\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cO legado de Luiz Carlos Prestes, uma vez apropriado pelas novas gera\u00e7\u00f5es, representa uma amea\u00e7a para as classes dominantes. Eis a raz\u00e3o por que a Hist\u00f3ria oficial e os meios de comunica\u00e7\u00e3o se esfor\u00e7am por manter sil\u00eancio a respeito dele, ou, quando compelidos a lembram, tratam de distorcer as suas ideias e de caluniar a sua actua\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Este livro de Anita Leoc\u00e1dia Prestes \u00e9 antes de mais uma fascinante viagem pela Hist\u00f3ria do Brasil durante mais de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>Luiz Carlos Prestes &#8211; O combate por um partido revolucion\u00e1rio (1958-1990) * <\/strong>permite ao leitor, da primeira \u00e0 \u00faltima pagina, acompanhar o percurso e as lutas de um homem que deixou marcas inapag\u00e1veis no caminhar do seu povo.<\/p>\n<p>A autora escreve como historiadora. Filha de Lu\u00eds Carlos Prestes, n\u00e3o h\u00e1 no seu livro um s\u00f3 par\u00e1grafo sobre a rela\u00e7\u00e3o familiar com o revolucion\u00e1rio que foi secret\u00e1rio-geral do Partido Comunista Brasileiro durante quase quarenta anos.<\/p>\n<p>Anita Prestes dedicou anos ao estudo de uma documenta\u00e7\u00e3o em parte in\u00e9dita ou esquecida e divulga os resultados da sua pesquisa.<\/p>\n<p>Ao oferecer aos leitores uma vers\u00e3o historiogr\u00e1fica enraizada em factos desmonta \u00abfalsifica\u00e7\u00f5es e deturpa\u00e7\u00f5es existentes sobre Prestes e os comunistas, difundidas pela hist\u00f3ria oficial produzida pelos intelectuais comprometidos com os donos do poder\u00bb.<\/p>\n<p>A obra n\u00e3o \u00e9 ostensivamente apolog\u00e9tica. Mas Anita apresenta de Prestes, atrav\u00e9s suas atitudes e op\u00e7\u00f5es politicas, um retrato que encaminha os leitores para a conclus\u00e3o de que foi um revolucion\u00e1rio que quase n\u00e3o cometeu erros.<\/p>\n<p>Acontece que, por humanos, n\u00e3o h\u00e1 revolucion\u00e1rios perfeitos, e Prestes n\u00e3o foi excep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira parte do livro abrange o per\u00edodo que vai da Declara\u00e7\u00e3o de Mar\u00e7o de 1958 que definiu a revolu\u00e7\u00e3o brasileira como democr\u00e1tica e nacional ao golpe de Estado de 1964. A segunda parte incide sobre acontecimentos compreendidos entre o golpe militar fascizante e a amnistia de 1979. A terceira parte ilumina a luta permanente de Prestes contra o reformismo e em defesa de um partido comunista revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>O golpe agravou as diverg\u00eancias existentes na esquerda brasileira, nomeadamente no PCB, atingido pela cis\u00e3o que dera origem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do PCdo B, hoje uma organiza\u00e7\u00e3o social-democrata, integrada no sistema, mas inicialmente maoista.\u00a0Naqueles anos, dois partidos comunistas de prest\u00edgio, o chin\u00eas e o cubano, apoiavam as for\u00e7as que na Am\u00e9rica Latina preconizavam a luta armada para a tomada do poder.<\/p>\n<p>Luiz Carlos Prestes considerava que no Brasil n\u00e3o estavam reunidas condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para o assalto ao poder atrav\u00e9s da luta armada e privilegiava a intensifica\u00e7\u00e3o da luta de massas no combate \u00e0 ditadura. Mas a maioria do Comit\u00e9 Central, distanciada da sua posi\u00e7\u00e3o, insistia numa t\u00e1ctica insepar\u00e1vel das velhas ilus\u00f5es de que na burguesia nacional os sectores \u00abprogressistas\u00bb eram anti-imperialistas e que no ex\u00e9rcito os oficiais nacionalistas acabariam por entrar em choque com o n\u00facleo dura da ditadura.<\/p>\n<p>Vivi no Brasil, como militante do PCB, os anos terr\u00edveis do Acto Institucional n\u00ba 5, que instituiu o terror fascizante no pa\u00eds.\u00a0Participei ent\u00e3o no quarteto \u2013 Jarbas Holanda, Milton Coelho da Gra\u00e7a, Rodolfo Konder e eu \u2013 que dirigiu o seman\u00e1rio Fato Novo, citado por Anita. O director era Paulo Duarte, um professor liberal progressista, mas o jornal fora criado para defender posi\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias do partido. A sua linha editorial era t\u00e3o amb\u00edgua que me afastei quando elogiou o presidente Medici e o general Albuquerque Lima e criticou o Papa e Jean Paul Sartre por terem assumido posi\u00e7\u00e3o contra a ditadura brasileira.<\/p>\n<p>Pronunciando-se contra teses apresentadas na Confer\u00eancia Extraordin\u00e1ria Estadual de S\u00e3o Paulo, Prestes desancou a linha capituladora em ascens\u00e3o e acusou os comunistas de S\u00e3o Paulo (e de outros Estados) de se colocarem \u00aba reboque da burguesia, abandonando na pr\u00e1tica a luta pelo progresso e a emancipa\u00e7\u00e3o nacional\u00bb. Esses e outros dirigentes, ao defenderem a ilus\u00e3o da conquista do \u00abpoder local\u00bb estavam na pr\u00e1tica a transformar \u00abo Partido Comunista em exclusivamente, ou principalmente, eleitoreiro\u00bb.<\/p>\n<p>O VI Congresso, realizado em rigorosa clandestinidade em 1967, reflectiu as profundas clivagens abertas no Partido. As teses mantinham a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica anterior, sustentando que \u00aba actual etapa da revolu\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 (\u2026) anti -imperialista e anti-feudal\u00bb.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o de Prestes era dif\u00edcil. Em Havana a Confer\u00eancia Tricontinental, no ano anterior, estimulara as tend\u00eancias que no PCB preconizavam a luta armada, sob as formas da guerrilha urbana e da guerrilha rural.<\/p>\n<p>Prestes fez concess\u00f5es \u00e0s tend\u00eancias reformistas. O seu objectivo \u2013 escreve Anita \u2013 era manter a unidade \u00abe derrotar as posi\u00e7\u00f5es esquerdistas, mais perigosas naquele momento, pois poderiam levar ao esfacelamento da organiza\u00e7\u00e3o\u00bb.\u00a0Para o secret\u00e1rio-geral do PCB a derrota da ditadura s\u00f3 seria poss\u00edvel \u00abatrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o de massas, o que exige dos comunistas n\u00e3o fazer nada que os afaste das massas\u00bb.<\/p>\n<p>A fac\u00e7\u00e3o da chamada \u00abcorrente revolucionaria\u00bb, liderada por Carlos Marighella, n\u00e3o tardou a desconhecer a disciplina partid\u00e1ria, optando por uma estrat\u00e9gia incompat\u00edvel com as decis\u00f5es do Congresso.\u00a0Os dissidentes, por\u00e9m, dividiram\u2013se quando Marighella negou a necessidade do partido revolucion\u00e1rio e fundou com C\u00e2mara Ferreira a Ac\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional-ALN.\u00a0Tr\u00eas ex-dirigentes do PCB, M\u00e1rio Alves, Apol\u00f3nio de Carvalho e Jacob Gorender criaram ent\u00e3o o Partido Comunista Brasileiro Revolucion\u00e1rio-PCBR.<\/p>\n<p>Anita cita os factos, mas n\u00e3o acompanha a luta dessas organiza\u00e7\u00f5es, limitando-se a recordar que foram todas aniquiladas rapidamente pelo ex\u00e9rcito e pelas pol\u00edcias, incluindo o PC do B.<\/p>\n<p>Transcorrido meio s\u00e9culo, \u00e9 poss\u00edvel, recordar sem paix\u00e3o aquela \u00e9poca dram\u00e1tica e concluir que n\u00e3o havia ap\u00f3s o AI-5 estrat\u00e9gia alguma v\u00e1lida para a tomada do poder. Conheci alguns dos comunistas que romperam com o PCB. A influ\u00eancia de Mao, de Fidel, do Che, de Fanon era identific\u00e1vel nas posi\u00e7\u00f5es defendidas pelos dirigentes das diferentes organiza\u00e7\u00f5es que optaram pela luta armada. Quase todos, sobretudo Marighella, merecem o meu respeito. Discordei deles e do seu romantismo revolucion\u00e1rio, mas viveram e morreram como revolucion\u00e1rios, coerentes com o seu ide\u00e1rio de comunistas.<\/p>\n<p><strong>O EXILIO E O REGRESSO<\/strong><\/p>\n<p>A riqueza documental do livro de Anita Leoc\u00e1dia dificulta s\u00ednteses clarificadoras sobre as diferentes fases da luta de Prestes nela iluminadas.\u00a0Em 1971, a direc\u00e7\u00e3o do Partido, perante a intensifica\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o e a queda de aparelhos clandestinos, decidiu que Prestes devia sair do Brasil. Em breve alguns dos mais destacados membros do CC deixaram tamb\u00e9m o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o central do Partido, A Voz Oper\u00e1ria, passou, a partir de l976, a ser editado em Paris, sob a responsabilidade de um n\u00facleo de dirigentes que defendiam teses reformistas, incompat\u00edveis com as posi\u00e7\u00f5es do secret\u00e1rio-geral.<\/p>\n<p>Prestes, exilado em Moscovo, com outros camaradas, acompanhava com muita dificuldade, pela escassez de contactos e falta de informa\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, os acontecimentos do Brasil. \u00a0Anita lembra que, opondo-se \u00e0s tend\u00eancias de concilia\u00e7\u00e3o com a \u00abdemocracia burguesa\u00bb e os militares, defendeu tenazmente o combate contra a ditadura, tendo por objectivo o advento de um \u00abnovo tipo de democracia\u00bb avan\u00e7ada que fosse \u00abuma forma de transi\u00e7\u00e3o a um poder de car\u00e1cter revolucion\u00e1rio\u00bb.<\/p>\n<p>Denunciou insistentemente a escalada fascista e terrorista do governo de Geisel (qualificado em Portugal por M\u00e1rio Soares de \u00abgeneral human\u00edssimo&#8221;). Mas n\u00e3o foi ouvido e o seu isolamento aprofundou-se.<\/p>\n<p>Reencontrei Luiz Carlos Prestes em Moscovo, em Junho de 1979. Est\u00e1vamos ambos em tratamento, ocupando quartos vizinhos num hospital da capital sovi\u00e9tica. Tive assim a oportunidade de manter com ele durante semanas longas conversas de que guardo lembran\u00e7a inesquec\u00edvel.\u00a0Recordo que, ao ouvi-lo evocar epis\u00f3dios da Coluna Prestes, do golpe dos generais ap\u00f3s a ren\u00fancia de J\u00e2nio, e sobretudo comentar as cis\u00f5es do PCB e o desvio de direita do Partido, insisti repetidamente para que iniciasse a escrita de Mem\u00f3rias porque as lutas da sua vida se haviam tornado p\u00e1ginas da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea do Brasil.<\/p>\n<p>Poucos meses depois, abrangido pela amnistia, Prestes regressava ao Brasil.\u00a0Encontrou um partido irreconhec\u00edvel, com um Comit\u00e9 Central controlado por uma maioria em ruptura com a tradi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do Partido e os princ\u00edpios e valores do marxismo-leninismo.<\/p>\n<p>A Carta aos Comunistas, divulgada pelo secret\u00e1rio-geral de Mar\u00e7o de 1980, desencadeou o choque frontal.\u00a0<em>\u00abUm partido comunista \u2013 afirmava nela \u2013 n\u00e3o pode, em nome de uma suposta democracia abstracta e acima das classes, abdicar do seu papel revolucion\u00e1rio e assumir a posi\u00e7\u00e3o de freio dos movimentos populares, de fiador de um pacto com a burguesia\u00bb<\/em>.<\/p>\n<p>A galopada para a direita do CC n\u00e3o me surpreendeu. A agravar a op\u00e7\u00e3o revisionista, os dirigentes que regressavam da Europa Ocidental estavam contaminadas pelo eurocomunismo que florescia nos partidos franc\u00eas, espanhol e italiano.<\/p>\n<p>O mesmo ocorria com destacados intelectuais do Partido. Em encontros com Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho, ao passarem por Lisboa de regresso ao Brasil, pressenti que iriam contribuir para aumentar a confus\u00e3o no debate ideol\u00f3gico. Talentosos pensadores, tiveram o m\u00e9rito de difundir no Brasil o melhor de Gramsci e Luk\u00e1cs, mas, permanecendo marxistas, tinham absorvido uma dose preocupante do eurocomunismo, nomeadamente do italiano que estava a empurrar o PCI para a sua destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltei a encontrar Prestes por tr\u00eas vezes em Lisboa. Na primeira, ele concedeu uma extensa entrevista a \u00abo di\u00e1rio\u00bb que eu ent\u00e3o dirigia. E participou de um com\u00edcio grandioso na Pra\u00e7a de Touros, com \u00c1lvaro Cunhal e Rodney Arismendi, do PC do Uruguai.\u00a0Na \u00faltima, ele j\u00e1 havia rompido com o Partido, e regressava de uma tourn\u00e9e pela Europa em que fora recebido por Podgorny, Marchais e Berlinguer.<\/p>\n<p>Foi gratificante rever o camarada e amigo, mas tamb\u00e9m doloroso porque o reencontro foi marcado pela omiss\u00e3o de temas que eu n\u00e3o queria abordar para n\u00e3o o ferir e pela admira\u00e7\u00e3o que me inspirava.<\/p>\n<p>A sua sa\u00edda do Partido fora a meu ver um erro pol\u00edtico. Era dentro do PCB e n\u00e3o fora que, a meu ver, ele deveria conduzir a luta contra os \u00abrenovadores\u00bb (palavra que anos depois seria utilizada pelos ex- comunistas portugueses) da Comiss\u00e3o Executiva do CC que impunham a sua vontade ao Partido. Entregue a essa gente, o PCB caiu numa situa\u00e7\u00e3o que velhos militantes definiram como de \u00aborfandade\u00bb.<\/p>\n<p>De tombo em tombo, sob a direc\u00e7\u00e3o de Roberto Freire \u2013 hoje dirigente de um partido integrado no sistema capitalista \u2013 o PCB seguiu o rumo do italiano, coveiro do PCI. Rasgou o Programa, renunciou aos s\u00edmbolos e ao marxismo e acabou por mudar de nome.<\/p>\n<p>Fui testemunha dessa agonia ao voltar ao Brasil em 1989 para acompanhar as primeiras elei\u00e7\u00f5es presidenciais post ditadura. Doeu-me verificar que Prestes apoiava a candidatura de Leonel Brizola. O caudilho ga\u00facho, aventureiro populista, era ent\u00e3o uma sombra do pol\u00edtico que em 1961 liderara a resist\u00eancia ao golpe da troika fascizante Od\u00edlio Deniz, Sylvio Heck e Grun Moss. Conheci-o em Lisboa onde cultivara uma rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de intimidade com M\u00e1rio Soares, o principal respons\u00e1vel pela contra-revolu\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>Nenhum revolucion\u00e1rio \u2013 repito \u2013 \u00e9 perfeito.<\/p>\n<p>N\u00e3o revi mais Prestes. Mas numa passagem breve pelo Brasil, quando ele dobrara j\u00e1 os 90 anos, falamos pelo telefone. Eu estava em S\u00e3o Paulo e convidou-me a visit\u00e1-lo no Rio. N\u00e3o foi poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Identifico-me com Anita quando ela, na conclus\u00e3o do seu importante livro, escreve:<\/p>\n<p><em>&#8220;O legado de Luiz Carlos Prestes, uma vez apropriado pelas novas gera\u00e7\u00f5es, representa uma amea\u00e7a para as classes dominantes. Eis a raz\u00e3o por que a Hist\u00f3ria oficial e os meios de comunica\u00e7\u00e3o se esfor\u00e7am por manter sil\u00eancio a respeito dele, ou, quando compelidos a lembrar, tratam de distorcer as suas ideias e de caluniar a sua actua\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em>.<\/p>\n<p>Hoje a sua traject\u00f3ria de grande revolucion\u00e1rio e a sua luta merecem em todo o mundo a admira\u00e7\u00e3o dos aut\u00eanticos comunistas.<\/p>\n<p>N\u00e3o viveu o suficiente para acompanhar a ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 a palavra \u2013 como organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria marxista-leninista, do PCB, o Partido de que foi secret\u00e1rio-geral.<\/p>\n<p><em>Vila Nova de Gaia, 20 de Outubro de 2012-10-19<\/em><\/p>\n<p><em>Notas:<\/em><\/p>\n<p><em>Editora Express\u00e3o Popular, S\u00e3o Paulo, 2012<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Anita Leoc\u00e1dia Prestes nasceu na pris\u00e3o da Gestapo de Barnimstrasse na Alemanha nazi, onde sua m\u00e3e, Olga Benario Prestes, extraditada do Brasil de Vargas, fora internada, gr\u00e1vida e depois transferida para um campo de exterm\u00ednio onde morreu.\u00a0Actualmente \u00e9 professora de Hist\u00f3ria Comparada na Universidade Federal do Rio de Janeiro no curso de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2652\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2652<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: ILCP\n\n\n\n\n\n\n\n\nMiguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3743\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-3743","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Yn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3743"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3743\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}