{"id":3746,"date":"2012-10-24T15:02:17","date_gmt":"2012-10-24T15:02:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3746"},"modified":"2012-10-24T15:02:17","modified_gmt":"2012-10-24T15:02:17","slug":"europa-diminui-exposicao-a-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3746","title":{"rendered":"Europa diminui exposi\u00e7\u00e3o a Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Os bancos europeus reduziram em quase US$ 30 bilh\u00f5es sua exposi\u00e7\u00e3o no Brasil entre abril e junho, incluindo opera\u00e7\u00f5es em moeda local, com o estoque no pa\u00eds atingindo o menor volume em um ano, revela o Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais (BIS).<\/p>\n<p>Na outra dire\u00e7\u00e3o, bancos brasileiros aceleraram suas opera\u00e7\u00f5es externas em pa\u00edses desenvolvidos e na Am\u00e9rica Latina no mesmo per\u00edodo. Sua exposi\u00e7\u00e3o no exterior cresceu US$ 21,6 bilh\u00f5es, com alta de 24,3% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre e superando a barreira de US$ 100 bilh\u00f5es pela primeira vez.<\/p>\n<p>Para analistas, a contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o aumento de calotes, a fragilidade no pre\u00e7o de ativos, a deteriora\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios e a intensifica\u00e7\u00e3o de riscos financeiros ou pol\u00edticos levaram os bancos da zona euro a continuarem reduzindo seus balan\u00e7os.<\/p>\n<p>Conhecido como &#8220;o banco dos bancos centrais&#8221;, o BIS mostra que em um ano, at\u00e9 junho, a exposi\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es europeias declinou US$ 414 bilh\u00f5es nos pa\u00edses em desenvolvimento, totalizando agora US$ 3,2 trilh\u00f5es. Na Am\u00e9rica Latina, US$ 89,6 bilh\u00f5es foram cortados pelos bancos europeus, com destaque para Brasil.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o de bancos estrangeiros no pa\u00eds diminuiu US$ 78,8 bilh\u00f5es em um ano, at\u00e9 junho, ficando em US$ 507,5 bilh\u00f5es. Grande parte da contra\u00e7\u00e3o ocorreu nas opera\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas. As opera\u00e7\u00f5es externas sofreram baixa de US$ 11,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No rastro da liquidez fornecida pelo Banco Central Europeu (BCE) no final de dezembro, os bancos europeus tinham elevado as opera\u00e7\u00f5es no Brasil entre janeiro e mar\u00e7o. Mas isso n\u00e3o durou e entre abril e junho houve retra\u00e7\u00e3o de US$ 31,9 bilh\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es estrangeiras, dos quais US$ 29,2 bilh\u00f5es por parte dos europeus.<\/p>\n<p>A banca espanhola fez corte de US$ 17,6 bilh\u00f5es na sua exposi\u00e7\u00e3o no Brasil no segundo trimestre. Os bancos brit\u00e2nicos diminu\u00edram as opera\u00e7\u00f5es no pa\u00eds em US$ 9,2 bilh\u00f5es e os japoneses, em cerca de US$ 2 bilh\u00f5es. J\u00e1 os americanos aumentaram o volume em US$ 800 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim, em um ano, at\u00e9 o final de junho, a retra\u00e7\u00e3o de bancos espanh\u00f3is no Brasil somou US$ 40,8 bilh\u00f5es. Os brit\u00e2nicos cortaram US$ 20 bilh\u00f5es, enquanto os americanos mantiveram volumes est\u00e1veis.<\/p>\n<p>J\u00e1 bancos brasileiros continuaram sua expans\u00e3o no exterior, agora com exposi\u00e7\u00e3o de US$ 105 bilh\u00f5es. Nos pa\u00edses europeus, as institui\u00e7\u00f5es brasileiras tinham US$ 30,1 bilh\u00f5es ao final de junho, 30,3% a mais do que ao final de mar\u00e7o. Em Portugal, a exposi\u00e7\u00e3o brasileira subiu da m\u00e9dia de US$ 1 bilh\u00e3o em trimestres anteriores para US$ 4 bilh\u00f5es entre abril e junho. Nos EUA, as opera\u00e7\u00f5es cresceram 28%. Mas a maior alta percentual foi na Argentina, com bancos brasileiros elevando sua posi\u00e7\u00e3o no pa\u00eds para US$ 14,5 bilh\u00f5es, ou 178,8% a mais do que no primeiro trimestre.<\/p>\n<p>Globalmente, os empr\u00e9stimos internacionais ca\u00edram quase US$ 600 bilhoes entre abril e junho. A contra\u00e7\u00e3o ocorreu basicamente nos pa\u00edses desenvolvidos. Os bancos europeus continuaram a reduzir fortemente opera\u00e7\u00f5es na periferia em crise na zona do euro.<\/p>\n<p>Em um ano, at\u00e9 junho, o corte de cr\u00e9dito externo para Gr\u00e9cia, Portugal, Irlanda, Espanha e It\u00e1lia foi de US$ 864 bilh\u00f5es, sendo 80% feito pela banca europeia. O corte de financiamento ao setor p\u00fablico desses pa\u00edses prossegue. A exposi\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es estrangeiras na It\u00e1lia declinou de US$ 1,2 trilh\u00e3o para US$ 834 bilh\u00f5es em um ano. Por sua vez, bancos internacionais mantiveram fortes volumes de cr\u00e9dito para Alemanha e Fran\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Inten\u00e7\u00e3o de consumo cai em outubro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) espera que a disposi\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias para comprar melhore em novembro e em dezembro em rela\u00e7\u00e3o ao que foi observado em outubro, quando a Inten\u00e7\u00e3o de Consumo das Fam\u00edlias (ICF) caiu 0,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. O otimismo, diz Bruno Fernandes, economista da CNC, se deve \u00e0 proximidade das festas de fim de ano.<\/p>\n<p>&#8220;A confian\u00e7a dos brasileiros apresentou comportamento moderado em outubro&#8221;, disse Fernandes. A CNC estima que o com\u00e9rcio cres\u00e7a 8% em 2012 em rela\u00e7\u00e3o a 2011, per\u00edodo em que a entidade projeta crescimento de 1,5% para o Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>A atual modera\u00e7\u00e3o na confian\u00e7a dos brasileiros, afirma o economista, se deve a incertezas em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho, geradas pelo ritmo moderado da economia brasileira. &#8220;Esse comportamento n\u00e3o \u00e9 de agora, vem ocorrendo nos \u00faltimos meses. Isso n\u00e3o quer dizer que temos um resultado ruim do ICF&#8221;, disse o economista da CNC.<\/p>\n<p>Para 2013, a entidade ainda n\u00e3o tem proje\u00e7\u00e3o de crescimento para o com\u00e9rcio, mas espera que, com a acelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, o varejo venha a melhorar seu desempenho, com vendas crescendo acima de 8%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Atividade da ind\u00fastria tem recuo forte em setembro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A atividade da ind\u00fastria brasileira recuou significativamente em setembro, de acordo com a pesquisa Sondagem Industrial divulgada ontem pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). O \u00edndice de produ\u00e7\u00e3o industrial cedeu a 47,1 pontos em setembro, de 54,7 pontos em agosto. Valores acima de 50 representam aumento da produ\u00e7\u00e3o. A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que o uso efetivo da capacidade instalada ficou bem abaixo do normal para o m\u00eas: o indicador caiu de 46,2 pontos em agosto para 43,8 pontos no m\u00eas passado, em uma escala na qual 50 pontos representam uso da capacidade igual ao usual para o m\u00eas e acima disso, utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade maior que a normal.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que a menor produ\u00e7\u00e3o se traduziu em redu\u00e7\u00e3o dos estoques, o que pode dar f\u00f4lego \u00e0 ind\u00fastria nos pr\u00f3ximos meses (ler abaixo). O indicador do n\u00edvel de estoque efetivo em rela\u00e7\u00e3o ao planejado, por exemplo, caiu de 51,8 pontos em agosto para 50,6 pontos em setembro, aproximando do limite de 50 pontos &#8211; acima desse n\u00famero, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 de que h\u00e1 estoques indesejados.<\/p>\n<p>O setor de ve\u00edculos automotores teve a maior queda na produ\u00e7\u00e3o entre os setores levantados pela CNI. O indicador apurado para esse ramo de atividade caiu de 58,1 pontos em agosto para 41,4 pontos em setembro deste ano, o que indica contra\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o. De acordo com o economista da CNI, Marcelo de Azevedo, tal queda se deve ao ajuste nos estoque das montadoras.<\/p>\n<p>Apenas os indicadores para a ind\u00fastria de bebidas e para a de derivados de petr\u00f3leo apontaram em setembro que a utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada est\u00e1 acima no usual para o m\u00eas; sete, dos 28 setores pesquisados, apontaram \u00edndices abaixo de 40 pontos (uso da capacidade bem abaixo do normal), entre eles os de t\u00eaxteis, autom\u00f3veis e inform\u00e1tica e aparelhos \u00f3pticos.<\/p>\n<p>O setor de bebidas terminou setembro como o de melhor desempenho no pa\u00eds: seu indicador de evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o chegou a 64,2 pontos, o de evolu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de empregados foi a 56,8 pontos, e o de estoques, em rela\u00e7\u00e3o ao planejado, caiu para 40,8. O setor tem a expectativa de demanda mais otimista da ind\u00fastria, 70,5 pontos.<\/p>\n<p>&#8220;A retomada do investimento vai se dar quando a demanda se recuperar&#8221;, previu Azevedo. Os indicadores mostram que, em todas as regi\u00f5es e na maioria dos setores h\u00e1, em outubro, expectativa de maior demanda, maior compra de mat\u00e9rias primas e manuten\u00e7\u00e3o ou aumento do n\u00famero de empregados. Os empres\u00e1rios avaliam que sua margem de lucro operacional no terceiro trimestre foi negativa, mas o indicador elevou-se em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior e \u00e9 o maior do ano.<\/p>\n<p>&#8220;Os investimentos v\u00eam caindo por quatro trimestres consecutivos e essa dura\u00e7\u00e3o da queda \u00e9 preocupante&#8221;, disse o economista da CNI Marcelo de \u00c1vila. &#8220;O investimento est\u00e1 mais barato, vai ter est\u00edmulo, mas primeiro \u00e9 preciso aumentar a ocupa\u00e7\u00e3o da capacidade instalada&#8221;, analisou o especialista. &#8220;Acreditamos que, em 2013, com o efeito das concess\u00f5es de infraestrutura e da taxa de juros, haver\u00e1 crescimento mais equilibrado criando um c\u00edrculo virtuoso.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ainda \u00e9 cedo para falar em retomada de investimentos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>S\u00e3o duas as principais mensagens da Sondagem Industrial de setembro, divulgada ontem pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI): ainda \u00e9 cedo para falar em retomada dos investimentos que garantir\u00e3o o crescimento sustentado; o ajuste nos estoques das empresas permite dizer que uma pol\u00edtica que assegure a continuidade da demanda tem chances de estimular a amplia\u00e7\u00e3o do parque industrial &#8211; e os investimentos.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o recuou em setembro, na compara\u00e7\u00e3o com agosto. O indicador da CNI ficou em 47,1 pontos (numa escala em que 50 significa manuten\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, e acima disso, amplia\u00e7\u00e3o). Em agosto foi o contr\u00e1rio, a produ\u00e7\u00e3o industrial estava bem acima do esperado (54,7). O mais not\u00e1vel foi o ajuste de estoques, cujo \u00edndice ficou em 50, apontando satisfa\u00e7\u00e3o das empresas com a situa\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 uma excelente not\u00edcia: a queda da produ\u00e7\u00e3o, diferentemente dos per\u00edodos anteriores, provocou ajuste nos estoques&#8221;, disse o analista da CNI Marcelo Souza Azevedo.<\/p>\n<p>Apenas no Sul os estoques efetivos est\u00e3o bem acima do planejado. No Sudeste est\u00e3o um pouco al\u00e9m do que previam as ind\u00fastrias, mas no Nordeste h\u00e1 equil\u00edbrio, e no Norte e Centro-Oeste est\u00e3o at\u00e9 abaixo. Em todas as regi\u00f5es h\u00e1 capacidade ociosa e \u00e9 sens\u00edvel a queda de produ\u00e7\u00e3o no Sudeste e no Sul. No Nordeste, h\u00e1 crescimento.<\/p>\n<p>A not\u00edcia \u00e9 boa porque, com estoques ajustados, ap\u00f3s um processo iniciado em maio, press\u00f5es adicionais de demanda ter\u00e3o reflexo imediato no aumento da ocupa\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas, reduzindo a capacidade ociosa e gerando incentivos ao investimento. Em setembro, o indicador da utiliza\u00e7\u00e3o de capacidade industrial efetivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade instalada ficou em 43,8. Em agosto, tinha sido de 46,2 e, em julho, 43,4.<\/p>\n<p>Claro, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 igual em todos os setores: os fabricantes de vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e produtos de inform\u00e1tica e \u00f3pticos ainda se queixam de estoques acima do desejado, al\u00e9m de 54 pontos.<\/p>\n<p>Chamam a aten\u00e7\u00e3o os indicadores negativos sobre situa\u00e7\u00e3o financeira das ind\u00fastrias: no terceiro trimestre, ela melhorou em 16 dos 28 setores pesquisados, mas apenas um segmento, o de bebidas, mostra-se satisfeito com seu lucro operacional, e s\u00f3 o setor de biocombust\u00edveis n\u00e3o se queixa de dificuldades no acesso ao cr\u00e9dito. As empresas n\u00e3o apontam mais os juros como grande problema, mas t\u00eam dificuldades em obter financiamento, aparentemente devido \u00e0 maior cautela dos bancos, temerosos com o aumento da inadimpl\u00eancia. A a\u00e7\u00e3o dos bancos estatais pressionando a oferta de cr\u00e9dito pode ter um papel importante para enfrentar esse problema.<\/p>\n<p>Os economistas da CNI tinham expectativa de melhoria da situa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria neste ano. Agora acreditam que o trimestre que come\u00e7a neste m\u00eas poder\u00e1 finalmente mostrar uma mudan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o, reflexo das medidas de incentivo governamentais e da queda nas taxas de juros. Mas, devido \u00e0 persist\u00eancia da alta capacidade ociosa, ningu\u00e9m se arrisca a apostar no crescimento dos investimentos em curto prazo, embora se mantenha a expectativa de boas not\u00edcias, em ritmo lento, nesse campo a partir de 2013.<\/p>\n<hr \/>\n<p>PIB do agroneg\u00f3cio cai 1,77% at\u00e9 julho, diz CNA<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Produto Interno Bruto (PIB) do agroneg\u00f3cio teve queda de 1,77% de janeiro a julho, conforme levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA) feito em parceria com o Cepea\/Esalq. Segundo a entidade, a agricultura registrou uma retra\u00e7\u00e3o de 2,18%, enquanto a pecu\u00e1ria cresceu 2,76%.<\/p>\n<p>O estudo explica que a queda foi influenciada pela redu\u00e7\u00e3o da produtividade de diversas culturas e pela seca que atrapalhou o desenvolvimento das lavouras.<\/p>\n<p>Entretanto, a alta das cota\u00e7\u00f5es de importantes produtos agr\u00edcolas, como soja, milho, trigo e caf\u00e9, ajudou o PIB a n\u00e3o amargar uma retra\u00e7\u00e3o ainda maior.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostrou que o faturamento do setor agropecu\u00e1rio deve crescer 8,7% em 2012 e chegar aos R$ 357,3 bilh\u00f5es. O Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o (VBP) foi revisado para cima levando em conta a eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os das principais commodities agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Somente o faturamento bruto da agricultura atingir\u00e1 R$ 225,3 bilh\u00f5es, com expans\u00e3o de 12,3% na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, influenciado, entre outros fatores, pelo aumento da receita da soja. A oleaginosa deve ter desempenho 20,8% superior ao de 2011, alcan\u00e7ando uma cifra de R$ 68,3 bilh\u00f5es, diante da previs\u00e3o de uma safra menor no Brasil e nos Estados Unidos. Conforme o estudo, os pre\u00e7os da soja no mercado dom\u00e9stico n\u00e3o tiveram fortes altas durante o m\u00eas, mas se manteve em patamares elevados em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mantega admite &#8216;flutua\u00e7\u00e3o suja&#8217;<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O pa\u00eds est\u00e1 vivendo uma &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; cujos efeitos ainda est\u00e3o por vir, avalia o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao referir-se \u00e0 queda da taxa b\u00e1sica de juros de 12,5% para 7,25% ao ano e \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio obtida nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, os efeitos dessas duas mudan\u00e7as podem ser at\u00e9 negativos, disse ele, seja porque o rendimento das aplica\u00e7\u00f5es financeiras fica baixo, ou porque empresas que ser\u00e3o beneficiadas por um c\u00e2mbio mais competitivo tamb\u00e9m tinham d\u00edvidas em moeda estrangeira. &#8220;Tem o custo de adapta\u00e7\u00e3o a esses novos pre\u00e7os, mas j\u00e1 come\u00e7amos a sentir os primeiros efeitos do c\u00e2mbio na rea\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de produtos manufaturados&#8221;, indicou, em conversa com o Valor.<\/p>\n<p>Do trip\u00e9 da pol\u00edtica econ\u00f4mica, formado pelo regime de metas para a infla\u00e7\u00e3o, super\u00e1vit fiscal e c\u00e2mbio flutuante, Mantega considera &#8220;permanentes, fundamentais&#8221; apenas dois: a meta de infla\u00e7\u00e3o, &#8221; que tem que ser mantida sob controle e n\u00e3o tem conversa&#8221; &#8211; e a pol\u00edtica de solidez fiscal. Sobre esse \u00faltimo, ele disse que continua em busca do super\u00e1vit prim\u00e1rio das contas p\u00fablicas de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), mas com a prerrogativa de poder descontar uma parcela dos investimentos de acordo com o comportamento da arrecada\u00e7\u00e3o e da necessidade de fazer desonera\u00e7\u00f5es de tributos.<\/p>\n<p>Para o ministro, a economia est\u00e1 reagindo e retomando o n\u00edvel de atividade compat\u00edvel com um crescimento de 4% a 4,5%. Salientou que houve menor ritmo de expans\u00e3o em setembro comparado com agosto, porque tamb\u00e9m houve, no m\u00eas passado, apenas 19 dias \u00fateis contra 23 dias \u00fateis em agosto. Dessazonalizando os dados, ele sustenta que houve crescimento.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sob risco, acredita o ministro. A taxa vinha convergindo para o centro da meta quando, em julho, os pre\u00e7os das commodities agr\u00edcolas subiram no mercado internacional, configurando-se um choque de oferta. &#8221; N\u00e3o h\u00e1 o que fazer com choque de pre\u00e7os de alimentos&#8221;, disse, olhando os dados de uma tabela de maneira minuciosa e identificando o que j\u00e1 est\u00e1 retrocedendo: &#8221; Veja, os pre\u00e7os das hortali\u00e7as e legumes j\u00e1 cederam, ca\u00edram 5,8% em quatro semanas&#8221;, comentou. Os \u00edndices gerais de pre\u00e7os tamb\u00e9m est\u00e3o se acalmando, reflexo da acomoda\u00e7\u00e3o no atacado e em um ou dois meses, calcula ele, isso vai se refletir nos pre\u00e7os do varejo. O choque de oferta \u00e9 passageiro, garante o ministro, e a margem de toler\u00e2ncia de dois pontos na meta de infla\u00e7\u00e3o de 4,5% \u00e9 para acomodar esses eventos.<\/p>\n<p>Para ele, o sinal vermelho da pol\u00edtica de controle da infla\u00e7\u00e3o acende no governo muito antes de ela apontar para o teto da meta, que \u00e9 de 6,5%, e n\u00e3o h\u00e1 risco de um recrudescimento dos \u00edndices de pre\u00e7os no ano que vem. &#8221; O Banco Central olha as tend\u00eancias e, tirando o risco eventual de choques de oferta, n\u00e3o h\u00e1 press\u00e3o inflacion\u00e1ria vinda de fora. O cen\u00e1rio externo \u00e9 mais de defla\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>A crise na zona do euro, na vis\u00e3o de Mantega, tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 tao prolongada quanto alguns imaginam. &#8221; A contra\u00e7\u00e3o l\u00e1 n\u00e3o se sustenta. N\u00e3o tem sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nem social&#8221;, acredita, vislumbrando mais uns dois anos de baixo crescimento.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 certeza de que o governo poder\u00e1 cumprir a meta fiscal de 2013, em princ\u00edpio de 3,1% do PIB. &#8220;Quando se pensa em pol\u00edtica fiscal, estamos sempre perseguindo a meta cheia, mas temos a prerrogativa de abater uma parte dos investimentos. O que n\u00e3o \u00e9 toler\u00e1vel \u00e9 deduzir gasto de custeio.&#8221;<\/p>\n<p>A pol\u00edtica fiscal \u00e9 antic\u00edclica desde 2007-2008, e o que o governo persegue \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida como propor\u00e7\u00e3o do PIB e do d\u00e9ficit nominal. &#8220;No passado, ela n\u00e3o era antic\u00edclica e o governo mirava apenas o resultado prim\u00e1rio. N\u00f3s aperfei\u00e7oamos o conceito da pol\u00edtica fiscal, pois voc\u00ea pode fazer um belo super\u00e1vit prim\u00e1rio e ainda assim ter deteriora\u00e7\u00e3o fiscal, com aumento do d\u00e9ficit nominal&#8221;.<\/p>\n<p>Com o refor\u00e7o fiscal de 2011, criou-se condi\u00e7\u00f5es para o Banco Central aproveitar a crise das economias maduras para reduzir os juros b\u00e1sicos (a Selic). O corte de 5,25 pontos percentuais da Selic devolve a t\u00edtulo de juros, para o governo, algo como R$ 50 bilh\u00f5es, mencionou o ministro.<\/p>\n<p>O objetivo da pol\u00edtica econ\u00f4mica tem que ser compatibilizado, de forma que a infla\u00e7\u00e3o continue sob controle, o governo consiga obter uma taxa mais razo\u00e1vel de crescimento e consiga, tamb\u00e9m, um c\u00e2mbio que seja competitivo para a ind\u00fastria local. &#8220;Se exagerarmos em alguma dessas vari\u00e1veis, n\u00e3o conseguiremos cumprir esses objetivos. temos que compatibiliza-las&#8221;, disse Mantega.<\/p>\n<p>&#8220;A meta de infla\u00e7\u00e3o e o super\u00e1vit fiscal s\u00e3o b\u00e1sicos, fundamentais. N\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o cumpri-los&#8221;. Ele n\u00e3o admite que o governo esteja relaxando a meta de infla\u00e7\u00e3o, permitindo algo na casa dos 5,5% e n\u00e3o buscando o centro da meta, de 4,5%. &#8220;N\u00e3o est\u00e1 sendo relaxada, n\u00e3o&#8221;, assegurou, atribuindo o aumento do IPCA ao choque de pre\u00e7os das commodities agr\u00edcolas, decorrente da seca nos Estados Unidos, e problemas decorrentes de seca tamb\u00e9m aqui. Quanto \u00e0 taxa de c\u00e2mbio, reiterou que o governo optou por uma gest\u00e3o ativa. &#8221; O c\u00e2mbio n\u00e3o depende de n\u00f3s. O regime depende do mundo, dos nossos parceiros&#8221;.<\/p>\n<p>Mesmo com a deprecia\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar americano nos \u00faltimos seis meses, uma taxa ao redor de R$ 2 ainda estaria apreciada em cerca de 22% diante de uma cesta de moedas.<\/p>\n<p>O trip\u00e9, que tem sustentado a estabilidade econ\u00f4mica h\u00e1 13 anos, n\u00e3o \u00e9 um dogma. &#8220;Voc\u00ea pode ter o trip\u00e9 sendo rigorosamente cumprido e n\u00e3o crescer. Pode cumprir a meta de infla\u00e7\u00e3o com uma pol\u00edtica monet\u00e1ria contracionista. Poder\u00edamos estar com juros reais de 5%, com a infla\u00e7\u00e3o rigorosamente no centro da meta, mas sem crescimento&#8221;. Num per\u00edodo de crise glocal, por\u00e9m, a pol\u00edtica monet\u00e1ria tem que ser flex\u00edvel, disse.<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 confiante de que o crescimento econ\u00f4mico vir\u00e1 pelo aumento do investimento, como fruto do conjunto de medidas de redu\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o, da retomada das concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos para explora\u00e7\u00e3o do setor privado, pelo setor privado. Mantega atribui a demora da rea\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica \u00e0 crise externa. Os mercados da Europa pioraram substancialmente este ano e os EUA continuam andando de lado. Mas as mudan\u00e7as protagonizadas pelo governo v\u00e3o reverter o quadro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3746\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3746","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Yq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3746"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3746\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}