{"id":3762,"date":"2012-10-26T18:29:47","date_gmt":"2012-10-26T18:29:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3762"},"modified":"2012-10-26T18:29:47","modified_gmt":"2012-10-26T18:29:47","slug":"comercio-mundial-tem-queda-pelo-3o-mes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3762","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio mundial tem queda pelo 3\u00ba m\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p>O com\u00e9rcio mundial continua caindo, refletindo menor demanda global e menos poder de compra de consumidores, principalmente nas economias desenvolvidas. Em agosto, as exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es declinaram 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, em queda pelo terceiro m\u00eas consecutivo, conforme dados divulgados ontem pelo Centro de An\u00e1lise Econ\u00f4mica (CPB, em ingl\u00eas), da Holanda, cujas cifras s\u00e3o acompanhadas atentamente pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio (OMC).<\/p>\n<p>No acumulado entre janeiro e agosto, a expans\u00e3o ficou pr\u00f3xima de 2%, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2011. A OMC j\u00e1 revisou para baixo suas proje\u00e7\u00f5es, de 3,7% para 2,5% de crescimento do com\u00e9rcio internacional em volume, em 2012, diante da deteriora\u00e7\u00e3o maior que a esperada no crescimento da economia mundial.<\/p>\n<p>As transa\u00e7\u00f5es comerciais de agosto sugerem que a expans\u00e3o continuar\u00e1 quase nula para o resto do ano. A consultoria Capital Economics, de Londres, estima que o com\u00e9rcio mundial em volume n\u00e3o crescer\u00e1 mais de 2% em 2012, comparado a 5,8% no ano passado e 215,1% em 2010.<\/p>\n<p>Em agosto, as economias emergentes registraram queda tanto nas exporta\u00e7\u00f5es como nas importa\u00e7\u00f5es. Por sua vez, o Jap\u00e3o teve a maior queda nas importa\u00e7\u00f5es, de 3,9%, comparado a julho. E os EUA, um maior decl\u00ednio nas exporta\u00e7\u00f5es, de 2,6%<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial global estagnou em agosto, depois de leve alta de 0,3% em julho. A produ\u00e7\u00e3o declinou nos EUA e tamb\u00e9m no Jap\u00e3o e na Europa Central.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vale reduz investimentos, prepara venda de ativos e busca s\u00f3cios para projetos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A Vale anunciou ontem a entrada em novo ritmo de crescimento. O tom cauteloso adotado pelo diretor de Finan\u00e7as e Rela\u00e7\u00f5es com Investidores, Luciano Siani, para explicar o tombo de quase 60% no lucro da mineradora no terceiro trimestre n\u00e3o deixou d\u00favidas de que o momento \u00e9 de ajustes, o que inclui investimentos menores, venda de ativos menos rent\u00e1veis e a busca de mais parceiros para seus projetos.<\/p>\n<p>Sem adiantar cifras, o executivo afirmou apenas que o or\u00e7amento para 2013 ser\u00e1 menor que o deste ano. Inicialmente, os investimentos para este ano chegariam a US$ 21 bilh\u00f5es. At\u00e9 setembro, a cifra alocada foi de US$ 12,253 bilh\u00f5es. &#8220;O momento \u00e9 de se fazer mais com menos.&#8221;<\/p>\n<p>Siani lembra que o investimento a ser anunciado ainda ser\u00e1 o maior entre as empresas privadas brasileiras. &#8220;A Vale tem sido \u00e1gil ao se adaptar (\u00e0 atual realidade da economia mundial).&#8221;<\/p>\n<p>Ontem, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, participou de audi\u00eancia com a presidente Dilma Rousseff, em Bras\u00edlia. Saiu pelos fundos, fugindo ao cerco dos jornalistas. Segundo fontes do governo, Ferreira comunicou a Dilma interesse da Vale em participar de concess\u00e3o de ferrovias.<\/p>\n<p>Investidores viram com bons olhos a mudan\u00e7a da Vale. As a\u00e7\u00f5es subiram forte, apesar do lucro em queda. A &#8220;arruma\u00e7\u00e3o de casa&#8221; ficar\u00e1 mais clara em novembro, quando a Vale anunciar\u00e1 seu plano estrat\u00e9gico. Todas as aten\u00e7\u00f5es estar\u00e3o voltadas ao megaprojeto Serra Sul, no Par\u00e1. Or\u00e7ado em US$ 19,5 bilh\u00f5es e com capacidade para 90 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio, o investimento \u00e9 priorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para conseguir caixa para desenvolver Serra Sul com tranquilidade, a companhia j\u00e1 programa novos desinvestimentos. Em maio, a Vale vendeu seu ativo de carv\u00e3o t\u00e9rmico na Col\u00f4mbia por n\u00e3o considerar o segmento no seu foco estrat\u00e9gico. Siani adianta que outras opera\u00e7\u00f5es est\u00e3o no radar para os pr\u00f3ximos &#8220;seis, 12 e 18 meses&#8221;. E deu algumas pistas.<\/p>\n<p>Segundo ele, as vendas v\u00e3o se concentrar em ativos no exterior, fora do foco estrat\u00e9gico da empresa e considerados &#8220;pequenos para o tamanho da Vale&#8221;. A expectativa \u00e9 de que siga a mesma linha da venda de ativos de carv\u00e3o t\u00e9rmico na Col\u00f4mbia e os de Caulim, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse movimento, a Vale pretende ampliar parcerias para reduzir o desembolso de recursos. Mas Siani avisa que as associa\u00e7\u00f5es n\u00e3o v\u00e3o incluir os ativos de min\u00e9rio de ferro, carro-chefe da companhia. Com as parcerias, a ideia \u00e9 desenvolver bons projetos sem que a Vale precise desembolsar tanto. &#8220;Nosso intuito \u00e9 viabilizar os projetos e n\u00e3o interromp\u00ea-los.&#8221; A escolha dos parceiros, revelou, vai se dar pela vis\u00e3o de longo prazo e pelo objetivo de ampliar os ativos.<\/p>\n<p>As parcerias devem incluir os segmentos de n\u00edquel, fertilizantes e carv\u00e3o. Os neg\u00f3cios na \u00e1rea de log\u00edstica, como portos e ferrovias, tamb\u00e9m ser\u00e3o reavaliados.<\/p>\n<p>O executivo n\u00e3o adiantou qual ser\u00e1 o futuro dos ativos de \u00f3leo e g\u00e1s da mineradora. Entretanto, informou que a companhia j\u00e1 recebeu propostas de compra.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo grego manter\u00e1 cortes mesmo sem apoio<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O ministro das Finan\u00e7as, Yannis Stournaras, disse que o governo grego apresentar\u00e1 um plano de cortes or\u00e7ament\u00e1rios de bilh\u00f5es de euros a autoridades da zona do euro e que apesar da recusa de seus parceiros na coaliza\u00e7\u00e3o governista a apoiar qualquer reforma trabalhista, prosseguir\u00e1 com os cortes exigidos.<\/p>\n<p>&#8220;Este \u00e9 o \u00fanico obst\u00e1culo que resta para termos um acordo. Eu espero que eles concordem&#8221;, afirmou Stournaras, acrescentando que \u00e9 altamente improv\u00e1vel que os credores do pa\u00eds aceitem compromissos adicionais sobre as necessidades de empr\u00e9stimos de resgate.<\/p>\n<p>Ele afirmou que o Esquerda Democr\u00e1tica deveria aprovar o pacote de austeridade o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, mas que, independentemente do que o partido decidir, o pr\u00f3ximo conjunto de medidas de austeridade ser\u00e1 apresentado ao Parlamento na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>&#8220;Exaust\u00e3o&#8221;. O ministro cancelou ontem uma apari\u00e7\u00e3o no Parlamento depois de ir ao hospital por causa de sintomas de gripe e exaust\u00e3o. Stournaras foi aconselhado a descansar. &#8220;Ele foi ao m\u00e9dico e diagnosticado com exaust\u00e3o e gripe forte&#8221;, disse um porta-voz do Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as.<\/p>\n<p>O predecessor de Stournaras, Vassilis Rapanos, foi levado \u00e0s pressas ao hospital depois de ter sido nomeado ministro em junho, reclamando de fortes dores abdominais, n\u00e1usea e diarreia. Poucos dias depois ele recusou o cargo.<\/p>\n<p>O ex-ministro de Finan\u00e7as Evangelos Venizelos, um dos tr\u00eas l\u00edderes da coaliz\u00e3o conservadora da Gr\u00e9cia que teve papel importante na negocia\u00e7\u00e3o do segundo resgate de 130 bilh\u00f5es foi hospitalizado em novembro por causa de problemas estomacais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Empr\u00e9stimos caem 1,3% na zona do euro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A inje\u00e7\u00e3o de 1 trilh\u00e3o pelo Banco Central Europeu (BCE) pode ter servido como um bal\u00e3o de oxig\u00eanio para bancos da Espanha ou da It\u00e1lia. Mas dados revelados ontem confirmam que esse dinheiro n\u00e3o chegou at\u00e9 as fam\u00edlias e os empr\u00e9stimos dados por bancos a privados voltou a se contrair.<\/p>\n<p>Apenas no m\u00eas de setembro, a redu\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos nos 17 pa\u00edses da zona do euro foi de 1,3%. Agosto j\u00e1 havia registrado uma queda de 0,6%. Desde abril, a queda nos empr\u00e9stimos chegou a mais de 143 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Parte da queda \u00e9 explicada diante dos esfor\u00e7os de bancos em reduzir suas balan\u00e7as de pagamentos e responder \u00e0s novas exig\u00eancias de capital da Uni\u00e3o Europeia. Nos \u00faltimos dias, bancos como Santander, Credit Suisse e UBS anunciaram plano para reduzir custos pelos maus resultados.<\/p>\n<p>A inje\u00e7\u00e3o de recursos pelo BCE tem criado atritos entre os europeus e pa\u00edses como o Brasil, que acusam Bruxelas de ter inundado o mercado com dinheiro que, no lugar de incentivar a economia, acaba indo para investimentos especulativos.<\/p>\n<p>Para analistas, o risco \u00e9 de que a Europa siga o caminho do Jap\u00e3o no in\u00edcio dos anos 90. T\u00f3quio registrou queda significativa dos cr\u00e9ditos, o que acabou tendo levando o pa\u00eds para a sua &#8220;d\u00e9cada perdida&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Emenda indica que Espanha vai acessar cr\u00e9dito de 60 bi<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A Espanha dever\u00e1 acessar os 60 bilh\u00f5es de uma linha de cr\u00e9dito europeia definida em junho para recapitalizar seus bancos em dificuldades. \u00c9 o que indica uma emenda a um projeto de lei no Congresso, embora o governo ainda planeje usar apenas 40 bilh\u00f5es desse montante.<\/p>\n<p>A proposta &#8211; uma emenda de um projeto de lei sobre reforma do setor financeiro &#8211; ainda n\u00e3o foi votada. Ela foi apresentado pelo Partido Popular, que tem maioria absoluta. A reforma do setor financeiro tem de ser aprovada antes do fim de novembro, como parte das condi\u00e7\u00f5es para a Espanha conseguir ajuda para seus bancos.<\/p>\n<p>Uma porta-voz do Minist\u00e9rio da Economia disse que a medida tem o objetivo de garantir que o governo tenha fundos suficientes para sustentar os bancos, mas ainda estima que apenas cerca de 40 bilh\u00f5es ser\u00e3o usados.<\/p>\n<p>Um teste de estresse independente do sistema financeiro da Espanha publicado no m\u00eas passado mostrou que os bancos precisam de cerca de 60 bilh\u00f5es para resistir \u00e0 s\u00e9ria contra\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Rating<\/p>\n<p>Ainda ontem, a ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito Standard &amp; Poor&#8221;s reduziu os ratings de v\u00e1rios bancos franceses, incluindo BNP Paribas, advertindo que eles est\u00e3o ficando mais expostos a uma poss\u00edvel prolongada recess\u00e3o na zona do euro.<\/p>\n<p>Citando riscos econ\u00f4micos, incluindo um mercado imobili\u00e1rio superaquecido na Fran\u00e7a, a S&amp;P cortou os ratings que medem o risco de contraparte do BNP e de dois bancos menores, que n\u00e3o s\u00e3o listados em bolsas. A ag\u00eancia tamb\u00e9m alterou a perspectiva de dez bancos, incluindo o Societ\u00e9 G\u00e9n\u00e9rale e o Cr\u00e9dit Agricole de &#8220;est\u00e1vel&#8221; para &#8220;negativa&#8221;. O BNP se recusou a comentar.<\/p>\n<p>Bancos franceses t\u00eam diminu\u00eddo sua exposi\u00e7\u00e3o a economias perif\u00e9ricas da zona do euro, incluindo a Gr\u00e9cia, ao longo do ano passado. No entanto, eles t\u00eam grande exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 It\u00e1lia, que est\u00e1 em recess\u00e3o. &#8220;Os riscos econ\u00f4micos sob os quais bancos franceses operam aumentaram, em nossa opini\u00e3o, deixando-os moderadamente mais expostos \u00e0 possibilidade de uma recess\u00e3o mais prolongada na zona do euro&#8221;, disse a S&amp;P em comunicado.<\/p>\n<p>O rating do BNP foi reduzido de AA- para A+. A S&amp;P tamb\u00e9m cortou os ratings de contraparte do Solfea, uma subsidi\u00e1ria da companhia el\u00e9trica GDF Suez de A para A- e da Cofidis, um bra\u00e7o de cr\u00e9dito de consumidor do banco cooperativo Cr\u00e9dit Mutuel, de A- para BBB+.<\/p>\n<p>A perspectiva para esses tr\u00eas bancos \u00e9 negativa. A S&amp;P tamb\u00e9m disse ter perspectiva para o Societ\u00e9 G\u00e9n\u00e9rale, Cr\u00e9dit Agricole, BPCE, Cr\u00e9dit Mutuel, Banque Postale e RCI Banque, controlado pela Renault.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Congresso infla Or\u00e7amento<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O or\u00e7amento de 2013 para l\u00e1 de otimista enviado pelo governo ao Congresso, em agosto deste ano, ancorado num crescimento da economia de 4,5%, n\u00e3o foi suficiente. A C\u00e2mara e o Senado pretendem inflar ainda mais as receitas do ano que vem para acomodar mais despesas, como as tradicionais emendas de parlamentares. O relator do Comit\u00ea de Receitas da Lei Or\u00e7ament\u00e1ria para 2013, na Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento, deputado Claudio Puty (PT-PA), aumentou em R$ 23,8 bilh\u00f5es a previs\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio apresentado ontem, al\u00e9m de acreditar que a economia vai crescer 4,5% \u2014 o que o mercado j\u00e1 descartou e que nem o governo acredita mais \u2014, o deputado aposta no aumento del3% da massa salarial para o incremento de recursos nos cofres p\u00fablicos maior que o esperado pelo Pal\u00e1cio do Planalto. O relator admitiu que parte do dinheiro inclu\u00eddo se destina a emendas parlamentares e \u00e0s compensa\u00e7\u00f5es da Lei Kandir a estados e munic\u00edpios que perdem com impostos menores sobre as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a entrega do relat\u00f3rio, o pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 a vota\u00e7\u00e3o pelos integrantes da Comiss\u00e3o Mista, o que deve acontecer na pr\u00f3xima semana. A partir da\u00ed, abre-se o prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de emendas. O projeto de Or\u00e7amento precisa ser apreciado pelo plen\u00e1rio do Congresso at\u00e9 22 de dezembro.<\/p>\n<p>Para o economista Felipe Salto, da Tend\u00eancias Consultoria, os n\u00fameros est\u00e3o inflados demais. de crescimento de 3,8%, com vi\u00e9s de baixa. Isso fica bem abaixo da estimativa do relator&#8221;, afirma. Para ele, a massa salarial, que ajuda a aumentar a receita das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, aumentar\u00e1, mas o impacto sobre as receitas n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o expressivo por conta das desonera\u00e7\u00f5es da folha de pagamento das empresas. O governo substituiu, a partir de setembro, os 20% de contribui\u00e7\u00e3o patronal de 40 setores produtivos pelo percentual de 1% e 2% sobre o faturamento.<\/p>\n<p>O acr\u00e9scimo de receitas n\u00e3o previstas no projeto or\u00e7ament\u00e1rio do Executivo j\u00e1 \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o no Congresso. O deputado Cl\u00e1udio Puty alega que o governo \u00e9 &#8220;conservador&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa de arrecada\u00e7\u00e3o e que, por isso, o Legislativo acaba revisando os valores. Com governo e Congresso inflando receitas, o que acontece na pr\u00e1tica \u00e9 a constante revis\u00e3o do Or\u00e7amento pelo Minist\u00e9rio do Planejamento durante o ano de sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Frustra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Por\u00e9m, desde 2009, at\u00e9 as reestimativas feitas pelo governo para se adequar \u00e0 realidade do que entra e sai dos cofres p\u00fablicos t\u00eam sido frustradas e sistematicamente ajustadas por conta da crise internacional. O mesmo acontecer\u00e1 em 2013, na avalia\u00e7\u00e3o de Felipe Salto. &#8220;N\u00e3o tem nada de novo nisso&#8221;, constata ele.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a entrega do relat\u00f3rio do projeto de lei do Or\u00e7amento de 2013, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 a vota\u00e7\u00e3o pelos integrantes da Comiss\u00e3o Mista, o que deve acontecer na pr\u00f3xima semana, segundo previs\u00e3o do seu presidente, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). A partir da\u00ed, abre-se o prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de emendas para os relatores setoriais definirem quais ser\u00e3o atendidas. O projeto do Or\u00e7amento precisa ser apreciado pelo plen\u00e1rio do Congresso at\u00e9 o dia 22 de dezembro.<\/p>\n<p>Concess\u00f5es<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, dos R$ 23,8 bilh\u00f5es a mais de receitas, R$ 13,4 bilh\u00f5es ser\u00e3o de impostos e contribui\u00e7\u00f5es administrados pela Secretaria da Receita Federal e R$ 2,7 bilh\u00f5es pelo INSS. As concess\u00f5es p\u00fablicas v\u00e3o gerar mais R$ 3,3 bilh\u00f5es do que o previsto pelo governo, al\u00e9m de R$ 2,3 bilh\u00f5es a mais em dividendos das estatais e R$ 2,1 bilh\u00f5es provenientes de aumento com compensa\u00e7\u00f5es financeiras de recursos minerais. Mas uma pequena parte desse acr\u00e9scimo, R$ 1,8 bilh\u00e3o, vai para estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Segundo Puty, n\u00e3o foram levados em considera\u00e7\u00e3o os royalties referentes aos leil\u00f5es da camada pr\u00e9-sal, pois as normas regulamentadoras ainda n\u00e3o foram aprovadas pelo Congresso. A concess\u00e3o dos aeroportos do Gale\u00e3o (RJ) e de Viracopos (SP) v\u00e3o gerar R$ 900 milh\u00f5es e o pagamento pelas concess\u00f5es da banda 4G de telefonia celular, R$ 369 milh\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES financiar\u00e1 pacote de portos e aeroportos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) vai financiar dois ter\u00e7os de todos os investimentos previstos no plano de concess\u00f5es de portos e aeroportos, que o governo deve lan\u00e7ar em novembro.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho, a decis\u00e3o \u00e9 &#8220;participar pesadamente do financiamento das infraestruturas de log\u00edstica&#8221; do Pa\u00eds. Essa participa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inclui a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos para obras em rodovias e ferrovias.<\/p>\n<p>&#8220;Deveremos financiar um porcentual importante, dois ter\u00e7os em m\u00e9dia, de todo o investimento em portos e aeroportos&#8221;, enfatizou o executivo ontem, ap\u00f3s participar de solenidade no Pal\u00e1cio do Planalto. &#8220;S\u00e3o infraestruturas que t\u00eam um prazo de matura\u00e7\u00e3o relativamente longo e demandam um cr\u00e9dito de longo prazo&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Coutinho estima que a emiss\u00e3o de t\u00edtulos (deb\u00eantures) para financiar projetos de infraestrutura poder\u00e1 girar de R$ 40 bilh\u00f5es a R$ 50 bilh\u00f5es no pr\u00f3ximo ano. &#8220;Acho que o potencial de emiss\u00e3o de deb\u00eantures para infraestrutura \u00e9 muito grande, j\u00e1 a partir do pr\u00f3ximo ano&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Incentivos<\/p>\n<p>A primeira etapa do programa de log\u00edstica, lan\u00e7ada em agosto pela presidente Dilma Rousseff, trata das concess\u00f5es de ferrovias e rodovias. O plano do governo prev\u00ea um total de R$ 133 bilh\u00f5es em investimentos num per\u00edodo de 25 anos. Agora ser\u00e1 a vez dos portos e aeroportos. O plano tem por objetivo incentivar investimentos p\u00fablicos e privados na infraestrutura do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os ajustes feitos pelo governo nas regras sobre a emiss\u00e3o desse tipo de papel devem ajudar a aumentar o apetite por esse tipo de mecanismo, usado para captar recursos no mercado financeiro. Os investidores que comprarem essas deb\u00eantures est\u00e3o isentos do pagamento de Imposto de Renda.<\/p>\n<p>&#8220;Essa lei foi aperfei\u00e7oada e estamos em tratativas com bancos de investimentos e fundos de pens\u00e3o, de maneira a tornar esse um instrumento de mobiliza\u00e7\u00e3o de poupan\u00e7a e de compartilhamento do financiamento de longo prazo junto com o BNDES&#8221;, informou.<\/p>\n<p>Coutinho ponderou que, com a queda da taxa de juros, os t\u00edtulos do Tesouro Nacional passaram a oferecer rendimento mais baixo. Assim, tanto os fundos de investimento &#8211; para remunerar seus cotistas -, quanto os fundos de pens\u00e3o, precisam buscar novas alternativas de rendimento mais alto. &#8220;E n\u00e3o h\u00e1 nada melhor do que os investimentos em infraestrutura&#8221;, garantiu.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do BNDES, investimentos em rodovias, portos e aeroportos podem oferecer retorno com perfil de longo prazo e com risco relativamente baixo.<\/p>\n<p>&#8220;O prazo dessas deb\u00eantures tem de ser, no m\u00ednimo, de quatro anos. Mas, idealmente, essas deb\u00eantures t\u00eam de ser compat\u00edveis com os prazos dos investimentos&#8221;, explicou. &#8220;Elas precisam ter prazos longos, sen\u00e3o todos os investimentos de longo prazo ficam por conta do BNDES, que j\u00e1 est\u00e1 sobrecarregado&#8221;, completou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cresce d\u00e9ficit comercial da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) mostra que o d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o se aprofundou este ano. De janeiro a setembro do ano passado, o saldo negativo era de US$ 35,3 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo deste ano, o d\u00e9ficit foi de US$ 38,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A fatia dos produtos da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o na exporta\u00e7\u00e3o brasileira avan\u00e7ou de 57,7%, de janeiro a setembro de 2011, para 58,3% em igual per\u00edodo de 2012. O c\u00e1lculo leva em considera\u00e7\u00e3o a classifica\u00e7\u00e3o dos bens exportados pelos crit\u00e9rios da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n<p>O aumento, por\u00e9m, n\u00e3o se deve ao bom desempenho dos industrializados, mas sim a uma perda de participa\u00e7\u00e3o, provocada por queda de pre\u00e7os, dos produtos da agropecu\u00e1ria e da extra\u00e7\u00e3o mineral, diz o economista Rog\u00e9rio C\u00e9sar de Souza, do Iedi.<\/p>\n<p>Para Souza, a recupera\u00e7\u00e3o do saldo da balan\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve acontecer de forma imediata, mesmo com real mais desvalorizado em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar. Para o economista do Iedi, o longo tempo de deprecia\u00e7\u00e3o da moeda nacional fez diferen\u00e7a. &#8220;Isso alterou o arranjo da cadeia produtiva dom\u00e9stica&#8221;. A desestrutura\u00e7\u00e3o, diz, faz com que seja necess\u00e1rio prazo maior para reverter a deteriora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, contribuem negativamente a queda de demanda pela desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da China, da Europa e dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Olhando a exporta\u00e7\u00e3o pela classifica\u00e7\u00e3o da intensidade tecnol\u00f3gica, \u00e9 poss\u00edvel ver um d\u00e9ficit menor dos produtos de alta tecnologia em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Mesmo assim, o saldo negativo continua alto. O d\u00e9ficit de US$ 22,6 bilh\u00f5es no acumulado at\u00e9 setembro s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior que o de 2011.<\/p>\n<p>Os embarques de alta tecnologia somaram nos primeiros nove meses deste ano US$ 7,1 bilh\u00f5es, o que significa eleva\u00e7\u00e3o de 6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. As importa\u00e7\u00f5es desses produtos tiveram leve recuo, de 0,6%.<\/p>\n<p>A maior deteriora\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o foi puxada pela ind\u00fastria de m\u00e9dia-alta tecnologia, que apresentou aumento do d\u00e9ficit, e pelo segmento de baixa tecnologia, que apresentou super\u00e1vit menor do que do ano passado.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria de m\u00e9dia-alta tecnologia \u00e9, desde 2008, a que mais contribui para o d\u00e9ficit da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o segmento apresentou saldo negativo de US$ 39,3 bilh\u00f5es, o que representa US$ 1 bilh\u00e3o a mais de d\u00e9ficit em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Dentro da m\u00e9dia-alta tecnologia, chama aten\u00e7\u00e3o o setor de ve\u00edculos, reboque e semirreboques. Levando em conta o per\u00edodo de janeiro a setembro, esse segmento era superavit\u00e1rio at\u00e9 2008. A partir de 2009, a deteriora\u00e7\u00e3o acentuou-se ano a ano e chegou a um d\u00e9ficit de US$ 5,4 bilh\u00f5es nos primeiros nove meses de 2012, ante saldo negativo de US$ 5 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>O desempenho das ind\u00fastrias de m\u00e9dia-baixa tecnologia e de baixa tecnologia preocupa, diz Souza. A balan\u00e7a dos bens de m\u00e9dia-baixa tecnologia era superavit\u00e1ria de janeiro a setembro desde 1989, o in\u00edcio da s\u00e9rie levantada pelo Iedi. A partir de 2010, por\u00e9m, o saldo desse tipo de ind\u00fastria passou a ter sinal negativo. Nos primeiros nove meses de 2012, o d\u00e9ficit foi de US$ 5,5 bilh\u00f5es, o que significa queda de 1,8% no saldo negativo em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria de m\u00e9dia-baixa tecnologia, diz Souza, os setores mais importantes s\u00e3o os de produtos met\u00e1licos e os de produtos de petr\u00f3leo refinado. Os d\u00e9ficits da ind\u00fastria de petr\u00f3leo refinado costumavam ser compensados pelos saldos positivos dos produtos met\u00e1licos. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, por\u00e9m, os super\u00e1vits dos produtos met\u00e1licos n\u00e3o foram suficientes para fazer essa compensa\u00e7\u00e3o, considerando-se os nove primeiros meses do ano.<\/p>\n<p>O setor de baixa tecnologia foi o \u00fanico superavit\u00e1rio no acumulado at\u00e9 setembro. O saldo positivo, por\u00e9m, caiu de US$ 31,8 bilh\u00f5es nos primeiros nove meses do ano passado para US$ 28,7 bilh\u00f5es este ano. A deteriora\u00e7\u00e3o foi provocada por eleva\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es e queda nas exporta\u00e7\u00f5es. Os embarques de produtos de baixa tecnologia somaram US$ 42,6 bilh\u00f5es no acumulado at\u00e9 setembro, o que significa recuo de 5,7% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011. A importa\u00e7\u00e3o desses tipos de bens somou US$ 13,9 bilh\u00f5es, com alta de 3,7%.<\/p>\n<p>Dentro da baixa tecnologia, as exporta\u00e7\u00f5es mais representativas s\u00e3o as da ind\u00fastria de alimentos, bebidas e fumo, que somaram US$ 31,9 bilh\u00f5es no acumulado at\u00e9 setembro deste ano. Essa venda ao exterior foi 5,1% menor do que a do ano passado.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, tiveram eleva\u00e7\u00e3o. A importa\u00e7\u00e3o de alimentos, bebidas e fumo, assim como a de t\u00eaxteis e cal\u00e7ados, bateu recorde para o per\u00edodo. Foram desembarcados, no acumulado at\u00e9 setembro, US$ 5,1 bilh\u00f5es em alimentos e bebidas e US$ 5,2 bilh\u00f5es em t\u00eaxteis e cal\u00e7ados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3762\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3762","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-YG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3762"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3762\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}