{"id":3771,"date":"2012-10-29T18:11:54","date_gmt":"2012-10-29T18:11:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3771"},"modified":"2012-10-29T18:11:54","modified_gmt":"2012-10-29T18:11:54","slug":"efeito-argentina-pode-tirar-05-ponto-do-pib-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3771","title":{"rendered":"&#8216;Efeito Argentina&#8217; pode tirar 0,5 ponto do PIB brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p>O tombo das exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina pode tirar at\u00e9 0,5 ponto percentual do crescimento brasileiro neste ano, contando os efeitos diretos e indiretos. De janeiro a setembro, as vendas para o pa\u00eds vizinho recuaram 20,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011, devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o das barreiras comerciais implementadas pelo governo argentino e da forte desacelera\u00e7\u00e3o da economia. O consenso aponta hoje para uma expans\u00e3o na casa de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2012.<\/p>\n<p>A LCA Consultores estima que o impacto direto do mergulho das exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina deve &#8220;roubar&#8221; 0,2 ponto do PIB brasileiro em 2012. Os efeitos indiretos sobre investimento, emprego e renda podem tirar mais 0,3 ponto, diz o economista-chefe da LCA, Br\u00e1ulio Borges. Para o diretor do Departamento de Com\u00e9rcio Exterior da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, a forte queda das exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina far\u00e1 o crescimento brasileiros ser 0,3 a 0,4 ponto menor neste ano.<\/p>\n<p>Os dois ressaltam a import\u00e2ncia da Argentina como destino de bens manufaturados brasileiros. &#8220;Em 2011, a Argentina comprou 22% dos manufaturados vendidos pelo Brasil&#8221;, diz Borges, apontando o efeito multiplicador do setor manufatureiro sobre o resto da economia, dado o maior valor agregado desses produtos.<\/p>\n<p>Para calcular quanto o recuo das exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina tende a &#8220;roubar&#8221; de crescimento do PIB brasileiro neste ano, Borges considerou que as vendas externas brasileiras v\u00e3o manter em 2012 inteiro o mesmo ritmo de janeiro a setembro. Nesse per\u00edodo, as exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina, em valor, recuaram os j\u00e1 mencionados 20,2%, enquanto as vendas para o resto do mundo, excluindo as destinadas ao pa\u00eds vizinho, ca\u00edram 3,5%. &#8220;Se as exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina tivessem neste ano o mesmo ritmo das vendas para os outros pa\u00edses, as exporta\u00e7\u00f5es totais teriam uma varia\u00e7\u00e3o 1,5 ponto percentual maior do que de fato ter\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Para a contabilidade do PIB, o que importa s\u00e3o os volumes, mas por enquanto s\u00f3 h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre quantidades exportadas no primeiro semestre deste ano. Nesse per\u00edodo, o volume exportado para a Argentina caiu 15,8% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de 2011, sendo o grande fator que explica o tombo de pouco mais de 15% do valor das vendas &#8211; os pre\u00e7os tiveram alta de 0,7%, segundo a Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos de Com\u00e9rcio Exterior (Funcex)<\/p>\n<p>Nos seus c\u00e1lculos, Borges considerou para 2012 um recuo de 20% do volume exportado para a Argentina e de 3,5% para o conjunto dos outros parceiros, por entender que quase toda a queda das vendas se deve a quantidades menores, e n\u00e3o ao movimento de pre\u00e7os. Levando em conta que as vendas externas de bens representam cerca de 90% das exporta\u00e7\u00f5es totais de bens e servi\u00e7os, que t\u00eam peso de 11,9% no PIB, ele chega a um impacto direto negativo de 0,2 ponto sobre o crescimento neste ano. &#8220;Mas esse \u00e9 apenas efeito direto, que ignora os impactos sobre o resto da economia e o fato de que as exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina t\u00eam valor agregado elevado. O impacto indireto pode chegar a 0,3 ponto&#8221;, diz Borges.<\/p>\n<p>Para Giannetti, os analistas superestimam os efeitos do crescimento menor da China sobre o Brasil, deixando em segundo plano o impacto do tombo das exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina, um grande comprador de manufaturados.<\/p>\n<p>Depois de crescer 8,9% em 2011, a economia argentina deve avan\u00e7ar 2,6% neste ano, segundo o FMI. Para explicar o recuo das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, Giannetti ressalta o peso das restri\u00e7\u00f5es impostas pelo pa\u00eds vizinho, que enfrenta problemas no balan\u00e7o de pagamentos. Segundo ele, h\u00e1 empres\u00e1rios que viram seus produtos levar at\u00e9 250 dias para entrar na Argentina.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Arrecada\u00e7\u00e3o cai e amea\u00e7a cumprimento de meta fiscal<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As medidas adotadas pelo governo federal para estimular o crescimento econ\u00f4mico ainda n\u00e3o trouxeram os resultados esperados e a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos e tributos apresentou em setembro a quarta queda real consecutiva. No m\u00eas passado, a Receita Federal do Brasil recolheu R$ 78,215 bilh\u00f5es em impostos, uma redu\u00e7\u00e3o real (corrigida pelo IPCA) de 1,08% em rela\u00e7\u00e3o a setembro de 2011. No acumulado do ano, a arrecada\u00e7\u00e3o somou R$ 751,791 bilh\u00f5es, uma expans\u00e3o real de 1,19% ante mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>O desempenho abaixo das expectativas levanta d\u00favidas sobre o cumprimento da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio, n\u00e3o s\u00f3 para este ano como tamb\u00e9m para 2013, porque os gastos do governo federal n\u00e3o param de crescer. O Banco Central, assim como o Minist\u00e9rio da Fazenda, acreditam numa recupera\u00e7\u00e3o da economia e, consequentemente, da arrecada\u00e7\u00e3o em 2013. A grande discuss\u00e3o, no entanto, \u00e9 a pol\u00edtica fiscal. Se ela se mantiver frouxa, segundo uma fonte de mercado, deve pressionar a infla\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a taxa b\u00e1sica de juros (Selic), atualmente de 7,25% ao ano.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, defende que o impacto da medidas de est\u00edmulo deve aparecer nos pr\u00f3ximos meses. Neste ano, segundo ele, a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que reduziu a lucratividade das empresas, e as desonera\u00e7\u00f5es feitas pelo governo foram respons\u00e1veis pela baixa da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desempenho das receitas em dezembro vai ajudar o desempenho da arrecada\u00e7\u00e3o de janeiro. &#8220;H\u00e1 uma defasagem de 30 dias, uma parte passa para o ano seguinte&#8221;, disse Barreto. O secret\u00e1rio projeta que o crescimento real de arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de apenas 1,5% em 2012, n\u00famero que pode ser revisto em novembro.<\/p>\n<p>O coordenador de previs\u00e3o e an\u00e1lise da Receita Federal, Raimundo Eloi de Carvalho, disse sexta-feira que a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos em setembro frustrou as expectativas, mas isso, segundo ele, n\u00e3o significa que a previs\u00e3o de crescimento de 1,5% n\u00e3o ser\u00e1 cumprida.<\/p>\n<p>Segundo dados da Receita, a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento provocou uma baixa na arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 1,7 bilh\u00e3o entre janeiro e setembro na compara\u00e7\u00e3o com 2011. O maior impacto, de R$ 600 milh\u00f5es, foi justamente nas contas de setembro, quando mais 11 setores foram beneficiados. Agora s\u00e3o 15. Em 2013, essa press\u00e3o continuar\u00e1, pois mais 25 setores ser\u00e3o beneficiados.<\/p>\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre autom\u00f3veis somou R$ 3,343 bilh\u00f5es no acumulado de janeiro a setembro, o que representa queda real de 41,45% ante igual per\u00edodo de 2011. O resultado \u00e9 justificado pela redu\u00e7\u00e3o do IPI de carros, adotada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda em maio para estimular as vendas. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff anunciou a segunda prorroga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, agora v\u00e1lida at\u00e9 31 de dezembro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES negocia com o governo o uso do Fundo Soberano para se capitalizar<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Irrigado este ano com R$ 40 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos do Tesouro Nacional, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) come\u00e7ou a negociar com o governo uma capitaliza\u00e7\u00e3o efetiva para o in\u00edcio de 2013. Ao contr\u00e1rio dos recursos repassados como financiamento de longo prazo pelo Tesouro &#8211; R$ 285 bilh\u00f5es autorizados desde 2009, dos quais R$ 270 bilh\u00f5es j\u00e1 repassados -, o banco de fomento pleiteia o repasse de a\u00e7\u00f5es de estatais do Fundo Soberano Brasileiro (FSB).<\/p>\n<p>Os pap\u00e9is ingressariam no BNDES como capital efetivo, elevando o patrim\u00f4nio de refer\u00eancia, usado como par\u00e2metro para defini\u00e7\u00e3o do limite de empr\u00e9stimo a cada empresa ou projeto. No \u00faltimo balan\u00e7o divulgado, o patrim\u00f4nio de refer\u00eancia do BNDES \u00e9 de R$ 94,041 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O banco pode correr o risco de emprestar at\u00e9 25% desse valor (R$ 23,5 bilh\u00f5es) para apenas um projeto ou grupo empresarial. O governo j\u00e1 abriu exce\u00e7\u00f5es a esses limites, nos empr\u00e9stimos aos setores de petr\u00f3leo, minera\u00e7\u00e3o e el\u00e9trico, permitindo financiamentos maiores a Petrobr\u00e1s, Vale e grupo Eletrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Segundo fontes ouvidas pela Ag\u00eancia Estado, a Caixa Econ\u00f4mica Federal, j\u00e1 capitalizada dessa forma em agosto, com R$ 1,5 bilh\u00e3o em a\u00e7\u00f5es da Eletrobr\u00e1s, estaria tamb\u00e9m reivindicando nova opera\u00e7\u00e3o do tipo.<\/p>\n<p>O BNDES tamb\u00e9m j\u00e1 recebeu recursos de forma semelhante. No in\u00edcio do m\u00eas, o banco incorporou no estatuto social um aumento de capital de R$ 6,783 bilh\u00f5es, em opera\u00e7\u00f5es de 2010 e 2011, com repasse de a\u00e7\u00f5es da Petrobr\u00e1s. O capital social do BNDES \u00e9 de R$ 36,340 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Fundo<\/p>\n<p>Administrado pelo Tesouro, o FSB det\u00e9m a\u00e7\u00f5es de empresas como Eletrobr\u00e1s, Petrobr\u00e1s e Banco do Brasil. No caso do BNDES, o repasse de a\u00e7\u00f5es do BB seria de pouca serventia, pois n\u00e3o podem ser inclu\u00eddas no patrim\u00f4nio de refer\u00eancia, por ser tratar de institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>A reivindica\u00e7\u00e3o do BNDES n\u00e3o \u00e9 vista como urgente. Na verdade, a diretoria do banco tem negocia\u00e7\u00e3o permanente pela capitaliza\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, o Tesouro, \u00fanico acionista do banco, repassa os empr\u00e9stimos, mas n\u00e3o resolve em definitivo as necessidades do banco.<\/p>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es do Tesouro com BNDES, Caixa e Banco do Brasil tiveram in\u00edcio como medida de exce\u00e7\u00e3o, no auge da crise internacional, mas se tornaram t\u00e1tica recorrente. Com a estrat\u00e9gia, o Tesouro capta recursos com emiss\u00e3o de t\u00edtulos de d\u00edvida, em vez de retir\u00e1-los do Or\u00e7amento. Assim, aumenta a capacidade de emprestar dos bancos sem afetar o super\u00e1vit prim\u00e1rio (sem levar em conta juros da d\u00edvida) das contas p\u00fablicas. O aumento de capital com a\u00e7\u00f5es da Petrobr\u00e1s tamb\u00e9m preserva o super\u00e1vit.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a estrat\u00e9gia gera custos: como a taxa paga pelo governo nos t\u00edtulos \u00e9 superior \u00e0 cobrada pelo BNDES nos financiamentos, o governo sai perdendo na opera\u00e7\u00e3o. Por isso, t\u00eam sido alvo de cr\u00edticas de economistas. H\u00e1 duas semanas, em palestra no Rio, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco chamou a aten\u00e7\u00e3o para &#8220;um exagero de criatividade&#8221; do governo e classificou os artif\u00edcios cont\u00e1beis de &#8220;quase pornogr\u00e1ficos&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o economista Mansueto Almeida Jr., especialista em contas p\u00fablicas do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), o estoque de d\u00edvida repassada aos bancos p\u00fablicos chega a R$ 400 bilh\u00f5es desde 2007 e j\u00e1 virou uma &#8220;bola de neve&#8221;. Ao &#8220;transformar parte da d\u00edvida em receita prim\u00e1ria&#8221;, a estrat\u00e9gia n\u00e3o deixa claro o c\u00e1lculo de custos e benef\u00edcios. &#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil no Brasil construir o trem-bala do que aumentar os gastos com sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil \u00e9 um dos l\u00edderes protecionistas, diz estudo<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Brasil foi um dos pa\u00edses que lideraram o movimento protecionista no mundo em 2012, adotando uma s\u00e9rie de barreiras comerciais que acabaram afetando diversos setores da economia. O alerta faz parte de um levantamento realizado pela ONU, OCDE e OMC, a pedido do G-20.<\/p>\n<p>Num esfor\u00e7o de identificar o comportamento dos governos diante da crise e monitorar a situa\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio mundial, as entidades estimam que as press\u00f5es protecionistas t\u00eam crescido em todos os continentes e o informe tamb\u00e9m n\u00e3o deixa de apontar para a Europa como uma das regi\u00f5es que t\u00eam contribu\u00eddo para o protecionismo. O que tamb\u00e9m preocupa \u00e9 que as barreiras, que prometiam ser tempor\u00e1rias, come\u00e7am a se perpetuar.<\/p>\n<p>O levantamento ser\u00e1 publicado nessa segunda-feira, simultaneamente em Paris e Genebra. Mas partes de uma vers\u00e3o preliminar \u00e0 qual o Estado obteve acesso revelam a preocupa\u00e7\u00e3o das entidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incapacidade de a economia mundial voltar a se recuperar e o impacto disso para o com\u00e9rcio e investimentos.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da OMC, a expans\u00e3o do com\u00e9rcio mundial ser\u00e1 de no m\u00e1ximo 2,5% em 2012, depois de rever para baixo em duas vezes a previs\u00e3o. Diante ainda de um desemprego recorde em v\u00e1rios pa\u00edses, a estimativa da entidade \u00e9 de que governos continuam sofrendo press\u00f5es de setores atingidos para que sejam protegidos da concorr\u00eancia estrangeira.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, medidas como a eleva\u00e7\u00e3o de taxas de importa\u00e7\u00e3o e programas para dar privil\u00e9gios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional s\u00e3o listados como exemplos de atitudes contr\u00e1rias \u00e0 liberaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Itamaraty insiste que elevar as tarifas aos n\u00edveis que legalmente tem direito na OMC n\u00e3o representa uma viola\u00e7\u00e3o das regras internacionais e aponta que o Pa\u00eds est\u00e1 apenas usando o espa\u00e7o de pol\u00edtica p\u00fablica a que tem direito pelas regras.<\/p>\n<p>Queixas<\/p>\n<p>O que pa\u00edses ricos se queixam \u00e9 de que, no \u00e2mbito do G-20, o Brasil firmou com os demais governos um compromisso para n\u00e3o elevar barreiras. Diplomatas europeus e americanos j\u00e1 se queixaram, em reuni\u00f5es fechadas com o governo brasileiro, das novas medidas do Pa\u00eds. Outros, como Canad\u00e1 e Jap\u00e3o, preferiram atacar as barreiras em reuni\u00f5es na OMC.<\/p>\n<p>Num estudo que ser\u00e1 tamb\u00e9m publicado nos pr\u00f3ximos dias pela entidade Global Trade Alert, financiada pelo Banco Mundial, o Brasil aparece com um dos pa\u00edses que menos visaram as empresas estrangeiras ao adotar barreiras comerciais, pelo menos entre as sete maiores economias do mundo. Jap\u00e3o e Europa estariam entre aqueles que mais medidas tomaram que acabam discriminando empresas estrangeiras. Esse grupo adotou quase 900 das 1,5 mil barreiras comerciais criadas por governo desde a eclos\u00e3o da crise internacional, em 2008.<\/p>\n<p>Impacto<\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o \u00e9 que, desde 2008, pelo menos 3% do com\u00e9rcio mundial foi afetado por medidas protecionistas e pol\u00edticas que governos prometiam que seriam tempor\u00e1rias acabaram se consolidando como novas realidades.<\/p>\n<p>Em termos de investimentos, o levantamento chama a aten\u00e7\u00e3o para a prolifera\u00e7\u00e3o de medidas protecionistas. &#8220;Vemos com preocupa\u00e7\u00e3o o aumento de medidas relacionadas aos investimentos com um cunho nacionalista&#8221;, afirmou James Zhan, diretor do Departamento de Investimentos da Unctad e um dos respons\u00e1veis pela elabora\u00e7\u00e3o do levantamento.<\/p>\n<p>Sobre a decis\u00e3o do governo brasileiro de ampliar o prazo para a redu\u00e7\u00e3o do IPI pelo menos at\u00e9 o final do ano, Zhan estima que o &#8220;julgamento ainda est\u00e1 em aberto&#8221; para determinar se o impacto ser\u00e1 positivo ou n\u00e3o. &#8220;Temos visto v\u00e1rias empresas anunciarem que v\u00e3o investir no Brasil na produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos&#8221;, disse. &#8220;Eu classifico esses investimentos como uma esp\u00e9cie de estrat\u00e9gia para saltar as barreiras impostas.&#8221;<\/p>\n<p>BMW e Volvo foram algumas das montadoras que anunciaram investimentos em produ\u00e7\u00e3o no Brasil. No primeiro semestre do ano, a ONU constatou que o fluxo de investimentos no mundo caiu em 8% diante da desacelera\u00e7\u00e3o da economia mundial. Zhan, por\u00e9m, alerta que o principal fator que vai determinar o fluxo no m\u00e9dio prazo de investimentos \u00e9 a prolifera\u00e7\u00e3o de medidas nacionalistas por governos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cr\u00e9dito pode crescer 16,3% em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Se o ano que vem promete uma melhora significativa do crescimento da economia em rela\u00e7\u00e3o a 2012, o cr\u00e9dito, por enquanto, n\u00e3o parece que ter\u00e1 um desempenho t\u00e3o superior. A proje\u00e7\u00e3o de 31 institui\u00e7\u00f5es financeiras ouvidas pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) \u00e9 que o avan\u00e7o do estoque ser\u00e1 de 16,3% em 2013. Nos 12 meses encerrados em setembro, o cr\u00e9dito cresceu 15,8%.<\/p>\n<p>Ainda que sugira certa estabilidade, economistas apontam em uma diferen\u00e7a crucial para o cen\u00e1rio de cr\u00e9dito do ano que vem: que a inadimpl\u00eancia, enfim, mostrar\u00e1 tend\u00eancia de queda, ainda que o recuo seja modesto. Por enquanto, por\u00e9m, isso custa a se firmar. A taxa de atrasos acima de 90 dias em setembro foi de 5,9%, patamar em que resiste h\u00e1 tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>&#8220;A redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia tem demorado mais do que se esperava. Nossa expectativa \u00e9 que ela fique clara no quarto trimestre e no primeiro do ano que vem&#8221;, avalia Maur\u00edcio Molan, economista-chefe do Santander, que trabalha com estimativa de avan\u00e7o de 15% a 20% do cr\u00e9dito no m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>Ele afirma que na medida em que os spreads de cr\u00e9dito brasileiros se aproximem dos padr\u00f5es internacionais, a tend\u00eancia \u00e9 que a taxa de inadimpl\u00eancia fa\u00e7a o mesmo, e que as vari\u00e1veis reforcem a queda uma da outra. &#8220;Estamos no in\u00edcio de um processo permanente de redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A inadimpl\u00eancia est\u00e1 se acomodando, mas a redu\u00e7\u00e3o depende tamb\u00e9m de uma retomada do ritmo de concess\u00e3o do cr\u00e9dito&#8221;, diz Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi, associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane as financeiras. &#8220;Sem novas concess\u00f5es, o estoque leva mais tempo para se renovar e a inadimpl\u00eancia demora para cair&#8221;, afirma. Para ele, essa \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o dos bancos terem ampliado esfor\u00e7os de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos da LCA Consultores apontam que a m\u00e9dia di\u00e1ria das concess\u00f5es de cr\u00e9dito com ajuste sazonal atingiu R$ 9,3 bilh\u00f5es em setembro. O dado representou uma queda de 1,9% ante agosto, completando o terceiro resultado negativo seguido. Na pessoa f\u00edsica, o recuo das concess\u00f5es foi de 3% em setembro, ap\u00f3s ajuste.<\/p>\n<p>A LCA, que estima crescimento de 16,5% do cr\u00e9dito no ano que vem, trouxe uma das poucas boas not\u00edcias recentes do cr\u00e9dito. Em agosto, pela primeira vez desde a segunda metade de 2011, os setores do com\u00e9rcio varejista ligados ao cr\u00e9dito tiveram desempenho superior \u00e0queles ligados \u00e0 renda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3771\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3771","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-YP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3771"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3771\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}