{"id":3777,"date":"2012-10-30T16:38:47","date_gmt":"2012-10-30T16:38:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3777"},"modified":"2012-10-30T16:38:47","modified_gmt":"2012-10-30T16:38:47","slug":"a-batalha-das-ideias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3777","title":{"rendered":"\u201cA Batalha das Ideias\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u201cA Batalha das Ideias\u201d<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/index.php?autman=Dick%20e%20Mirian%20Emanuelsson*&amp;submit=Buscar\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n<p>Dick e Mirian Emanuelsson*<\/p>\n<p>Nesta entrevista com o actual director da ANNCOL, P\u00e1vel Blanco, secret\u00e1rio-geral do Partido Comunista do M\u00e9xico diz: \u00abProcurar manter um discurso de classe \u00e9 afastarmo-nos do discurso populista, do discurso simp\u00e1tico, que cai bem. Defendemos a posi\u00e7\u00e3o marxista-leninista, mesmo que esta seja inc\u00f3moda e ainda que, por vezes, fiquemos em minoria.\u00bb<\/p>\n<p>Aproveitando o Encontro do F\u00f3rum de S\u00e3o Paulo, em Caracas (Venezuela), entrevistamos P\u00e1vel Blanco Cabrera, Secret\u00e1rio-Geral do Partido Comunista do M\u00e9xico.<\/p>\n<p><strong>Dick Emanuelson (DE): &#8211; Em breves palavras, fale-nos da hist\u00f3ria do Partido Comunista do M\u00e9xico (PCM), do seu papel ao longo da hist\u00f3ria do M\u00e9xico\u2026<\/strong><\/p>\n<p><strong>P\u00e1vel Blanco Cabrera (PBC): &#8211; <\/strong>O PCM foi fundado em 1919 como sec\u00e7\u00e3o mexicana da Internacional Comunista. Foi o primeiro partido pol\u00edtico do M\u00e9xico, o segundo partido comunista da Am\u00e9rica Latina, depois da sec\u00e7\u00e3o fundada na Argentina e, temos a honra de diz\u00ea-lo, sempre fomos um partido de luta, que organiza os sectores em luta, sindicatos, os trabalhadores, os mineiros, e temos estes sindicatos foram formados pelo melhor do M\u00e9xico: os trabalhadores da cultura.<\/p>\n<p>Por exemplo, o principal sindicato mineiro foi fundado pelo camarada David Alfaro Siqueiros, dirigente da Central Sindical Unit\u00e1ria do M\u00e9xico \u2013 CSUT \u2013 e nas nossas fileiras militaram Mella, Diego Rivera, isto \u00e9, sempre houve uma interpenetra\u00e7\u00e3o entre o trabalho e a cultura na luta pela constru\u00e7\u00e3o do PCM que, como qualquer outra organiza\u00e7\u00e3o de luta, trouxe grandes contributos. Mas tamb\u00e9m cometemos erros. Digo cometemos porque n\u00f3s assumimos totalmente a hist\u00f3ria do nosso partido e do nosso movimento.<\/p>\n<p><strong>Auto-dissolu\u00e7\u00e3o e reorganiza\u00e7\u00e3o do PCM<\/strong><\/p>\n<p>O nosso maior erro foi nos anos 80, quando o partido decidiu liquidar-se. De 1981 a 1994 o partido n\u00e3o existiu no nosso pa\u00eds e, a 20 de Novembro de 1994, apelou-se \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o do partido. E fez-se num momento de desideologiza\u00e7\u00e3o, sob a primeira necessidade de fazer uma forte cr\u00edtica do capitalismo, ao fim da Hist\u00f3ria. Quando predominavam as ideias de Fukuyama e a desesperan\u00e7a, dissemos: h\u00e1 que fazer uma cr\u00edtica profunda do capitalismo e uma autocr\u00edtica dos processos de constru\u00e7\u00e3o socialista, do que se chamava socialismo real, assumindo a necessidade de continuar a sua constru\u00e7\u00e3o. Defendendo a constru\u00e7\u00e3o socialista do s\u00e9culo XX, fizemos uma cr\u00edtica \u00e0 chamada ideia da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana, que foi uma dos motores para que o movimento oper\u00e1rio perdesse a sua independ\u00eancia de classe.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, desde 20 de Novembro de 1994 que estamos neste processo de reorganiza\u00e7\u00e3o, nascemos sob o nome de Partido dos Comunistas dos Mexicanos, e no nosso IV Congresso, em 2010, recuper\u00e1mos o nome de Partido Comunista do M\u00e9xico. Recuper\u00e1mos tamb\u00e9m toda a hist\u00f3ria de luta dos comunistas do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>A \u00abinstitucionaliza\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum de S. Paulo<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Como se podem resumir as linhas orientadoras deste F\u00f3rum? Podem ver-se alguns objectivos estrat\u00e9gicos nas discuss\u00f5es, nos documentos apresentados no F\u00f3rum ou ser\u00e1 que h\u00e1 um pouco a sensa\u00e7\u00e3o que a direita se reagrupou na Am\u00e9rica Latina e que as for\u00e7as progressistas e de esquerda ou as suas correntes mais consequentes est\u00e3o em retrocesso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PCB: &#8211;<\/strong> Pensamos que n\u00e3o h\u00e1 apenas uma s\u00f3 defini\u00e7\u00e3o. A defini\u00e7\u00e3o de esquerda, hoje, \u00e9 insuficiente porque o seu conceito tem implica\u00e7\u00f5es perversas, de frouxid\u00e3o, pelo menos no continente latino-americano. Isto \u00e9, se por esquerda dizemos aqueles que apenas se op\u00f5em ao neoliberalismo, ent\u00e3o ter\u00edamos a\u00ed as for\u00e7as que apostam na gest\u00e3o keynesiana do capitalismo. E vemos que h\u00e1 determinados processos pol\u00edticos que chegaram ao governo e dizem apoiar a esquerda, mas t\u00eam pr\u00e1ticas pr\u00f3prias do capitalismo, pol\u00edticas repressivas.<\/p>\n<p>Por exemplo, temos muitas d\u00favidas em classificar como de esquerda a pr\u00e1tica de Rafael Correa. Inclusive ter\u00edamos muito cuidado em chamar de esquerda \u00e0queles que promovem a interven\u00e7\u00e3o no Haiti. Ou a quem promove os transg\u00e9nicos, ou a quem se compromete com o imperialismo nos biocombust\u00edveis, ou a quem devasta a selva amaz\u00f3nica. Pensamos que esses n\u00e3o s\u00e3o de esquerda, no entanto, no nosso continente t\u00eam Bilhete de Identidade que diz que eles poder\u00e3o ser de esquerda.<\/p>\n<p>Apoiamos muito mais a ideia que a no\u00e7\u00e3o de esquerda tem de ter um conte\u00fado anticapitalista, que tem de lutar pelo poder popular, pela expropria\u00e7\u00e3o dos monop\u00f3lios e por regula\u00e7\u00f5es sobre o capital internacional.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum de S. Paulo quando nasce em 1990 nasce numa realidade muito diferente da de hoje, est\u00e1vamos num per\u00edodo de refluxo de contra-revolu\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e outros pa\u00edses, com todo o drama que isso significou, que os escombros do Muro de Berlim n\u00e3o sufocaram s\u00f3 os comunistas.<\/p>\n<p>Os cr\u00edticos do comunismo, por exemplo os trotskistas, diziam que no dia em que fosse derrubada a burocracia sovi\u00e9tica emergiria uma democracia socialista. Mas naquele processo tamb\u00e9m os trotskistas foram derrotados. A derrota foi de toda a esquerda, por isso, quando o Partido Comunista Cubano e o Partido dos Trabalhadores do Brasil concordaram em lan\u00e7ar o F\u00f3rum de S. Paulo pareceu-nos uma iniciativa muito positiva.<\/p>\n<p>Hoje o contexto mudou, e neste novo contexto emergiu o processo Bolivariano na Venezuela, que irradia para o Equador e a Bol\u00edvia, e at\u00e9 irradia mais al\u00e9m. Surgiu o Ex\u00e9rcito Zapatista de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional \u2013 EZLN.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma esquerda social e pol\u00edtica que n\u00e3o est\u00e1 expressa no F\u00f3rum de S. Paulo, j\u00e1 que ali predomina, sobretudo, a institucionalidade. N\u00f3s pensamos que \u00e9 um aspecto importante, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico.<\/p>\n<p><strong>O exemplo da Marcha Patri\u00f3tica<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Acreditas que se esquecem dos movimentos sociais e de outras for\u00e7as?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211; <\/strong>Claro, \u00e9 um espa\u00e7o que n\u00e3o rivaliza, mas \u00e9 um outro espa\u00e7o. Olhe o Movimento Continental Bolivariano, onde n\u00f3s, como partido comunista, participamos no F\u00f3rum e no Movimento, porque pensamos que ali se est\u00e3o a expressar outras for\u00e7as. Inclusive, agora temos essa coisa t\u00e3o maravilhosa que \u00e9 o Movimento da Marcha Patri\u00f3tica na Col\u00f4mbia. Que est\u00e1 a tentar expressar-se no F\u00f3rum, que \u00e9 uma outra categoria de esquerda que n\u00e3o est\u00e1 ali presente e que n\u00e3o pode conter-se numa camisa-de-for\u00e7a.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum de S. Paulo tem o desafio de n\u00e3o se contentar com a institucionalidade, de n\u00e3o se contentar com as experi\u00eancias governamentais, porque ter o governo n\u00e3o \u00e9 ter o poder. E finalmente, a experi\u00eancia tamb\u00e9m demonstra, como dizem os companheiros do EZLN, quando n\u00e3o h\u00e1 uma pol\u00edtica de transforma\u00e7\u00e3o v\u00e3o buscar coisas aos de cima e acabam por ficar por a\u00ed. Assim, a esquerda de classe, os de baixo, n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 representados.<\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; A insurrei\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 ausente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> A insurrei\u00e7\u00e3o\u2026, falemos do caso concreto da Col\u00f4mbia e dos camaradas das FARC que foram fundadores do F\u00f3rum de S. Paulo, e do debate inconsequente que houve dentro do F\u00f3rum e acabou por excluir algumas formas de luta. E a insurrei\u00e7\u00e3o colombiana tem v\u00e1rios m\u00e9ritos, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o de resistir \u00e0 oligarquia, contra a repress\u00e3o, defendendo o projecto pol\u00edtico bolivariano e uma paz com justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Tem al\u00e9m disso o m\u00e9rito de ser uma for\u00e7a que com a sua ac\u00e7\u00e3o e a sua presen\u00e7a evitou que a ALCA se impusesse, o que teria sido uma desgra\u00e7a para o continente. N\u00f3s, mexicanos, temos desde 1994 a experi\u00eancia do TLC ou NAFTA, como eles lhe chamam. Foi uma experi\u00eancia de deprecia\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, do n\u00edvel de vida do povo mexicano. Sabemos bem quanto o TLC teria sido nefasto para o continente. Uma das for\u00e7as que contribu\u00edram para evitar a ALCA foi Cuba, outra foi a Venezuela e a outra, que ningu\u00e9m quer nomear mas n\u00f3s fazemo-lo, foram as FARC.<\/p>\n<p><strong>A expuls\u00e3o das guerrilhas Latino-americanas<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Por que \u00e9 que as FARC t\u00eam de estar ausentes do F\u00f3rum, segundo os crit\u00e9rios inexactos de algumas for\u00e7as? E depois de 50 anos de exist\u00eancia, tal como o ELN?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211; <\/strong>50 anos de luta, de resist\u00eancia, e como estas h\u00e1 outras for\u00e7as no continente. N\u00f3s dizemos que a insurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito dos nossos povos a que n\u00e3o se pode renunciar, e pelo qual foram incentivados \u00e1 luta armada os pr\u00f3ceres dos nossos povos. Porque Hidalgo, Juarez, Morellos no M\u00e9xico foram obrigados \u00e0 luta armada contra o colonialismo, contra a interven\u00e7\u00e3o imperialista, contra a interven\u00e7\u00e3o francesa. Ent\u00e3o, a resist\u00eancia foi com pedras, machetes, espingardas, arcabuzes, canh\u00f5es e guerra de guerrilha.<\/p>\n<p>O que \u00e9 que Morellos teria feito por todo o M\u00e9xico contra o colonialismo espanhol se n\u00e3o fosse a guerra de guerrilha? Ent\u00e3o n\u00e3o venham para n\u00f3s com a est\u00f3ria de que a insurrei\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada ao terrorismo.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o discurso que nos tentam vender a partir da Casa Branca depois do 11 de Setembro, ou depois da montagem como n\u00f3s dizemos, que acaba por domesticar alguma esquerda. Hoje, n\u00f3s classificamo-nos como uma for\u00e7a revolucion\u00e1ria, de classe, e pensamos que a esquerda \u00e9 luta pela transforma\u00e7\u00e3o deste modo de produ\u00e7\u00e3o, baseado na propriedade privada e na apropria\u00e7\u00e3o por uns quantos da riqueza socialmente produzida.<\/p>\n<p>Por isso n\u00e3o admitimos que a esquerda se circunscreva a ac\u00e7\u00f5es governamentais, que mais n\u00e3o s\u00e3o que a outra face do capitalismo.<\/p>\n<p><strong>A aus\u00eancia de debate sobre a crise capitalista<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Quer dizer, a meta hist\u00f3rica do partido comunista, o socialismo, n\u00e3o se discute neste F\u00f3rum?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211; <\/strong>N\u00e3o, n\u00e3o discute. Neste momento de afundamento do capitalismo n\u00e3o se est\u00e1 a discutir. H\u00e1 para a\u00ed uma teoriza\u00e7\u00e3o de que a crise que arrancou com a crise dos cr\u00e9ditos \u00e9 uma crise diferente. Ou que j\u00e1 foi superada. De acordo com a an\u00e1lise marxista estamos a viver uma crise estrutural do capitalismo, de sobre-acumula\u00e7\u00e3o e sobreprodu\u00e7\u00e3o que para n\u00f3s, tal como a analisamos, n\u00e3o \u00e9 uma crise que v\u00e1 superar-se, bem pelo contr\u00e1rio, a UE est\u00e1 a cair. Tal como tudo o que foi para o capitalismo os anos 90, a uni\u00e3o do mercado livre, a uni\u00e3o monet\u00e1ria, o capitalismo. A crise iniciada com os cr\u00e9ditos, hoje n\u00e3o est\u00e1 superada. Temos uma resposta da classe trabalhadora na Europa, sobretudo na Gr\u00e9cia, com o proletariado e os movimentos, \u00e9 uma luta que est\u00e1 activa. N\u00f3s pensamos que face ao capitalismo \u00e9 uma luta por uma alternativa. Como \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel que no F\u00f3rum n\u00e3o se fa\u00e7a essa discuss\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Os marxistas, os economistas marxistas que j\u00e1 desde 2009 n\u00e3o fazem uma confer\u00eancia internacional de economistas na cidade de Havana\u2026<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> Mas h\u00e1 outros espa\u00e7os, por exemplo o di\u00e1logo internacional dos partidos comunistas e oper\u00e1rios. Este ano vamos reunir-nos, tal como fazemos h\u00e1 alguns anos, como no encontro na \u00cdndia, depois em S. Paulo ou na Gr\u00e9cia, a discuss\u00e3o tem sido isso, \u00abcrise, revolu\u00e7\u00e3o, alternativa\u00bb, pelo menos para os partidos comunistas isso est\u00e1 claro. Apesar de todas as dificuldades pensamos que h\u00e1 que fazer um esfor\u00e7o pela converg\u00eancia, pela unidade e o significativo que \u00e9 o F\u00f3rum ir reunir em Caracas. Pois j\u00e1 se sabe que \u00e9 preciso incentivar a solidariedade com o processo pol\u00edtico bolivariano.<\/p>\n<p>Neste momento a lideran\u00e7a apoia-se no companheiro Hugo Ch\u00e1vez e h\u00e1 que apoiar isso, h\u00e1 que ter um olhar cr\u00edtico e ser autocr\u00edtico dos processos. Sabemos que n\u00e3o h\u00e1 processos perfeitos e que, n\u00e3o tendo que ser complacentes, h\u00e1 que cerrar fileiras.<\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Falemos agora do M\u00e9xico. J\u00e1 passaram quatro dias depois das elei\u00e7\u00f5es em que Lopez Obrador perdeu novamente. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2006 o ELZN recomendava a absten\u00e7\u00e3o, qual foi o papel do PCM e da esquerda de uma maneira geral sobre a candidatura de Lopez Obrador?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> Um esclarecimento pr\u00e9vio: em 2005 o EZLN lan\u00e7ou a \u00abSexta Declara\u00e7\u00e3o da Selva Lacandona\u00bb, um movimento alternativo a esta esquerda dos de cima. Porque no M\u00e9xico, alguns identificam Lopez Obrador como de esquerda, mas n\u00f3s sabemos que ele representa os interesses monopolistas de Carlos Slim e da burguesia de Monterrey. Representa interesses do grande capital, n\u00e3o representa os interesses dos trabalhadores, apesar do discurso populista em defensa de pol\u00edticas assistencialistas. Ent\u00e3o, o ELZN disse que essa esquerda, a dos de cima, n\u00e3o representava os interesses dos trabalhadores, nem dos camponeses, nem das mulheres, nem do movimento ind\u00edgena, nem do movimento l\u00e9sbico-gay, nem dos trabalhadores subalternos, nem dos emigrantes, isto \u00e9, n\u00e3o representava a classe dos oprimidos e explorados.<\/p>\n<p><strong>A esquerda e L\u00f3pez Obrador<\/strong><\/p>\n<p>Havia que construir outra geografia pol\u00edtica, para os de baixo e \u00e0 esquerda. A nossa posi\u00e7\u00e3o foi de cr\u00edtica ao que se passava, a Obrador, a Calder\u00f3n e a Madrazo que era o candidato do PRI. E o que colocava a Outra Campanha, que foi a forma que tomou a iniciativa do EZLN, era promover a converg\u00eancia de toda a esquerda revolucion\u00e1ria sob a consigna: votes ou n\u00e3o votes, organiza-te e luta.<\/p>\n<p>N\u00f3s partimos da ideia de que temos de procurar protagonismo social porque nenhuma sa\u00edda vir\u00e1 de cima. Como dizia Marx: a emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores ter\u00e1 de ser obra dos trabalhadores. O que o povo organizado n\u00e3o fizer, ningu\u00e9m o far\u00e1 por ele. Nestas circunst\u00e2ncias o que veio a seguir foi uma grande repress\u00e3o sobre o povo em Atenco, sobre as comunidades zapatistas e n\u00e3o foi poss\u00edvel construir uma converg\u00eancia da esquerda anticapitalista face a este processo. O PCM declarou na sua Confer\u00eancia Nacional que n\u00e3o nos rev\u00edamos no apoio a Obrador nem a Pe\u00f1a Nieto e, naturalmente, muito menos ao PAN.<\/p>\n<p>Lan\u00e7\u00e1mos uma consigna que dizia que n\u00e3o havia que apoiar nenhum dos candidatos e que o que havia que fazer era questionar a legitimidade dessa falsa democracia burguesa, que na realidade apenas representa o poder dos monop\u00f3lios. Inici\u00e1mos uma campanha nesse sentido e confirmaram-se os piores progn\u00f3sticos, tal como n\u00f3s previmos, o PRI ganhou por uma \u00fanica raz\u00e3o, porque t\u00eam mais monop\u00f3lios a seu favor.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, Slim, a burguesia de Monterrey apoiaram Obrador, mas Pe\u00f1a Nieto tinha o apoio da Televisa, da Telef\u00f3nica MoviStar, para citar apenas o sector das comunica\u00e7\u00f5es. A disputa era ver quem ganhava o favor de mais monop\u00f3lios, e ela foi ganha pelo PRI, foi a\u00ed que se definiu a elei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o importa que as massas, ingenuamente, tenha depositado esperan\u00e7as em Obrador, porque no M\u00e9xico quem decide s\u00e3o os monop\u00f3lios.<\/p>\n<p><strong>\u00abConstruir uma alternativa de poder popular\u00bb<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Qual ser\u00e1 a factura que os monop\u00f3lios v\u00e3o apresentar ao candidato vitorioso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211; <\/strong>A privatiza\u00e7\u00e3o da PEMEX (Petr\u00f3leos do M\u00e9xico, empresa p\u00fablica), da energia el\u00e9ctrica, para entregar \u00e0s multinacionais como a Uni\u00e3o Fenosa (espanhola), a luta pelo monop\u00f3lio da telefonia celular, manuten\u00e7\u00e3o do monop\u00f3lio das frequ\u00eancias televisivas, reforma das leis laborais para desvalorizar o trabalho, diminui\u00e7\u00e3o dos direitos sindicais e laborais, e repress\u00e3o sobre algumas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; E como ser\u00e1 a resposta popular?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211; <\/strong>Organizar-se para construir uma alternativa de poder popular e n\u00e3o esperar pelas elei\u00e7\u00f5es daqui a 6 anos. Temos que sair \u00e0s ruas, aprender com a hist\u00f3ria do povo do M\u00e9xico, mas aprender tamb\u00e9m com o que aconteceu na Bol\u00edvia, no Equador, independentemente das cr\u00edticas que temos sobre o que fez Rafael Correa ou o que tenham feito outras for\u00e7as. A verdade \u00e9 que houve um movimento social capaz de romper com a institucionalidade e com o esquema da burguesia de que a pol\u00edtica s\u00f3 se faz dentro dos limites da institucionalidade burguesa, a partir de um acto eleitoral. A pol\u00edtica tem que exercer-se todos os dias. A nossa maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a internacionaliza\u00e7\u00e3o do terrorismo de Estado. Por exemplo, Pe\u00f1a Nieto nomeou como assessor de seguran\u00e7a algu\u00e9m que deixou uma esteira de sangue e terror na Col\u00f4mbia, que \u00e9 o general Oscar Naranjo, participante numa reuni\u00e3o com Vicente Fox e \u00c1lvaro Uribe onde se indicou o PCM como um alvo, porque sabem que somos uma for\u00e7a que n\u00e3o podem controlar. Apesar de ser uma pequena for\u00e7a n\u00e3o compreendemos por que raz\u00e3o o general Naranjo exerce tanta viol\u00eancia sobre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Pensamos que temos de conseguir que o PC seja uma for\u00e7a com o direito que tem de se expressar, p\u00fablica e legalmente, e o direito de existir. Se ningu\u00e9m conseguiu recusar-nos o direito de exist\u00eancia, nem sequer a contra-revolu\u00e7\u00e3o, nem quando Gorbatchov recomendou que os partidos comunistas se transformassem em for\u00e7as social-democratas nos liquidaram, n\u00e3o o vai ser um general que al\u00e9m de atolado em corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 o respons\u00e1vel do paramilitarismo.<\/p>\n<p><strong>A combina\u00e7\u00e3o de todas as formas de luta<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Vemos, praticamente todos os dias, que h\u00e1 grandes movimentos sociais e de massas em curso, no M\u00e9xico, e tamb\u00e9m, que h\u00e1 sectores de jovens que se organizam mais forte e mais resolutamente. Um exemplo \u00e9 o movimento YO SOY 132. Que express\u00e3o tem e de onde vem? porque tamb\u00e9m tem rapazes da universidade privada questionando o monop\u00f3lio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de Carlos Slim.<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> N\u00f3s vemos isso como muito positivo, porque socialmente expressa que \u00e9 um produto da crise, isto \u00e9, a pequena burguesia que resiste aos efeitos do processo de proletariza\u00e7\u00e3o e pauperiza\u00e7\u00e3o, porque a crise do capitalismo tira-lhes um determinado status de vida e eles compreendem a necessidade que, de alguma maneira, t\u00eam de entrar na luta contra os grandes interesses monopolistas. \u00c9 sadio que apresentem a determina\u00e7\u00e3o de rebentar com o monop\u00f3lio da Televisa, tal como a Televis\u00e3o Azteca, democratizar os media.<\/p>\n<p>Consideramos que isso nunca ir\u00e1 suceder em capitalismo, que s\u00f3 num quadro de poder popular haver\u00e1 possibilidade de novas cadeias de comunica\u00e7\u00e3o. Por agora no M\u00e9xico fala-se muito de um terceiro canal, mas quem \u00e9 que vai fazer uma televis\u00e3o alternativa que possa servir a comunidade? ou ser\u00e1 o monop\u00f3lio de Carlos Slim que vai fazer uma nova cadeia?<\/p>\n<p>Apesar de tudo vemos como muito positivo que se tenha iniciado a discuss\u00e3o do tema dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Porque isto \u00e9 o aparelho ideol\u00f3gico do Estado para manter o controlo das massas, \u00e9 a velha ideia expressa por Karl Marx, a ideologia dominante \u00e9 a ideologia da classe dominante, e hoje vemos que os meios de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o a sua coluna vertebral. \u00c9 muito positivo este debate porque permite que surjam os canais alternativos, que exista possibilidade de canais cooperativos, das ONGs, das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. \u00c9 isso que estamos a colocar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participamos da luta dos trabalhadores do magist\u00e9rio em Oaxaca, em Guerrero, em Chiapas e a\u00ed vemos que h\u00e1 uma grande disposi\u00e7\u00e3o para a luta, pelo que temos o problema de construir uma frente, mas uma frente que ter\u00e1 de ser uma verdadeira frente que n\u00e3o possa ser subordinada \u00e1 pol\u00edtica da burguesia, mas que seja uma verdadeira frente popular com autonomia de classe e com as suas pr\u00f3prias bandeiras.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9xico e Estados Unidos<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Falemos agora sobre os Estados Unidos do M\u00e9xico. Todas as not\u00edcias dos grandes media n\u00e3o chegam ao fundo do que mencionaste. N\u00e3o falam das grandes manifesta\u00e7\u00f5es de luta, falam do narcotr\u00e1fico. O Plano M\u00e9rida, a Iniciativa M\u00e9xico, o Puebla Panam\u00e1. Como perspectivas as coisas com um governo PRI, que imagino n\u00e3o ser\u00e1 muito diferente do PAN, porque estes dois partidos t\u00eam a mesma depend\u00eancia dos EUA, e a press\u00e3o que este pa\u00eds exerce sobre um pa\u00eds enorme, com 105 milh\u00f5es de habitantes e tamb\u00e9m com uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para os Estados Unidos na Am\u00e9rica Latina.<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> O PRI, h\u00e1 que diz\u00ea-lo, nos seus 70 anos adquiriu uma grande experi\u00eancia. N\u00f3s pensamos que n\u00e3o \u00e9 o mesmo PRI de ent\u00e3o. Se assim fosse n\u00e3o t\u00ednhamos onde colocar os seis anos de administra\u00e7\u00e3o, de 1934 a 1940, do general L\u00e1zaro C\u00e1rdenas, que sendo um governo burgu\u00eas teve uma atitude positiva sobre a guerra civil, expropriou o petr\u00f3leo, repartiu terras. \u00c9 dif\u00edcil um discurso a preto e branco. O PRI tem uma estrat\u00e9gia que lhe permite fazer flores na pol\u00edtica externa, ele foi o \u00fanico que n\u00e3o rompeu rela\u00e7\u00f5es com Cuba\u2026<\/p>\n<p>Pensamos que vai regressar a essa pol\u00edtica externa camale\u00f3nica, um governo que pode tomar determinadas atitudes na pol\u00edtica exterior e uma dura repress\u00e3o para o povo do M\u00e9xico. Agora mesmo, Pe\u00f1a Nieto est\u00e1 a recuperar o discurso da autodetermina\u00e7\u00e3o, que dizemos bom, progressista para os povos, mas que sabemos ser demag\u00f3gico.<\/p>\n<p>N\u00f3s pensamos que, enquanto n\u00e3o rompermos com o TLC, a possibilidade de o povo do M\u00e9xico ter um bom n\u00edvel de vida \u00e9 praticamente imposs\u00edvel. N\u00e3o v\u00e3o romper com o TLC, s\u00f3 o povo organizado e com uma forte organiza\u00e7\u00e3o o far\u00e1.<\/p>\n<p><strong>O narcotr\u00e1fico<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; At\u00e9 onde chegam os tent\u00e1culos do narcotr\u00e1fico? Chegam \u00e0 c\u00fapula pol\u00edtica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> Talvez se devesse antes perguntar onde \u00e9 que n\u00e3o chegam os seus tent\u00e1culos, n\u00f3s falamos do cartel de Los Pinos, que \u00e9 onde despacha o Presidente da Rep\u00fablica. As institui\u00e7\u00f5es governamentais est\u00e3o envolvidas com o narcotr\u00e1fico. Toda a gente o sabe, est\u00e1 documentado [Ver \u201cO narcotr\u00e1fico: o aumento da viol\u00eancia no M\u00e9xico\u201d,<a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=1909]\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=1909]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Fala-se que as armas s\u00e3o trazidas pelos narcotraficantes dos EUA, incluso que a DEA esteve metida numa opera\u00e7\u00e3o de armas\u2026<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> Na opera\u00e7\u00e3o R\u00e1pido e Furioso o que \u00e9 que fez Obama? Por que raz\u00e3o quis que isso fosse segredo de Estado? Tamb\u00e9m h\u00e1 um envolvimento dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a dos EUA com a circula\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de droga. N\u00e3o pode haver uma pol\u00edtica moral do grande capital de investiga\u00e7\u00e3o da droga quando s\u00e3o eles pr\u00f3prios a promov\u00ea-la. Consideramos que \u00e0 volta de tudo isto h\u00e1 uma grande demagogia, tanto o PRI como o PAN est\u00e3o envolvidos com os cart\u00e9is da droga.<\/p>\n<p><strong>A teoria de Lenine do Imperialismo e os monop\u00f3lios<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 queria acrescentar uma coisa mais sobre o assunto EUA: n\u00f3s vemos a quest\u00e3o do imperialismo como a colocava Lenine. O capitalismo da \u00e9poca dos monop\u00f3lios, e estes mesmos, n\u00e3o t\u00eam nacionalidade. Dou-lhe um exemplo: h\u00e1 uma companhia semi-industrial mineira no M\u00e9xico, onde se verificou o crime de Pasta de Conchas, no qual morreram mais de 40 mineiros. A Industrial Mineira do M\u00e9xico explora trabalhadores no Peru numa minera\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto. Mas explora tamb\u00e9m mineiros em Arizona. Os monop\u00f3lios n\u00e3o s\u00e3o norte-americanos, tamb\u00e9m h\u00e1 monop\u00f3lios mexicanos.<\/p>\n<p>A nossa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 cair no discurso f\u00e1cil de que os gringos s\u00e3o os respons\u00e1veis. Sim, na Casa Branca est\u00e3o os principais criminosos deste continente, mas os monop\u00f3lios tamb\u00e9m s\u00e3o mexicanos. Dou-lhe outro exemplo: havia um monop\u00f3lio que espoliava os propriet\u00e1rios venezuelanos, chama-se CEMEX, n\u00e3o \u00e9 preciso o monop\u00f3lio ser norte-americano para ter uma pol\u00edtica imperialista.<\/p>\n<p>Chamamos muito a aten\u00e7\u00e3o para esse discurso f\u00e1cil, h\u00e1 que ter uma pol\u00edtica anti-monopolista, n\u00e3o h\u00e1 imperialismo bom ou imperialismo mau; h\u00e1 umas ONGs, sobretudo ligadas \u00e0 social-democracia, que v\u00eam com o discurso de que se lig\u00e1ssemos os nossos povos \u00e0 UE talvez a espolia\u00e7\u00e3o tivesse um rosto mais am\u00e1vel para n\u00f3s. N\u00f3s pensamos que a UE, os EUA, os monop\u00f3lios baseiam-se na explora\u00e7\u00e3o, tal como os monop\u00f3lios mexicanos.<\/p>\n<p>Carlos Slim, com Am\u00e9rica M\u00f3vil, toda a espolia\u00e7\u00e3o sobre as telecomunica\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina n\u00e3o \u00e9 um capitalismo menos mau que o norte-americano. Por isso falamos de um anti-imperialismo consequente e n\u00e3o ca\u00edmos num anti norte-americanismo prim\u00e1rio. Contudo, sabemos que os EUA, em 1897, despojou o M\u00e9xico de mais de metade do seu territ\u00f3rio. H\u00e1 um grande ressentimento contra o governo norte-americano. Mas temos de construir uma rede de solidariedade com os trabalhadores norte-americanos que \u00e9 um grande povo, um povo que luta. Povo que teve grandes homens, como Malcom X.<\/p>\n<p><strong>Contra a corrente<\/strong><\/p>\n<p><strong>DE: &#8211; Que poderia fazer este F\u00f3rum com uma mais intensa luta de classes neste continente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>PBC: &#8211;<\/strong> Por isso n\u00f3s dizemos que somos um partido comunista inc\u00f3modo, porque sempre procuramos um crit\u00e9rio de classe. Se nos perguntam qualquer coisa, por exemplo sobre a China, dizemos que a\u00ed h\u00e1 um capitalismo na produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ca\u00edmos no discurso de que a\u00ed h\u00e1 socialismo. Procurar manter um discurso de classe \u00e9 afastarmo-nos do discurso populista, do discurso simp\u00e1tico, que cai bem. Defendemos a posi\u00e7\u00e3o marxista-leninista, mesmo que esta seja inc\u00f3moda e ainda que, por vezes, fiquemos em minoria. Lenine ensinou-nos que, por vezes, h\u00e1 que nadar contra a corrente e, tal como Lenine e Rosa Luxemburgo, n\u00e3o temos receio de o fazer.<\/p>\n<p>Simultaneamente combatemos o sectarismo, n\u00e3o queremos ficar isolados, entendemos que a revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de uma vanguarda, mas t\u00eam de ser as classes e as massas a participar nela. Por enquanto somos uma pequena organiza\u00e7\u00e3o mas colocamos frontalmente os nossos objectivos.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, o F\u00f3rum de S. Paulo est\u00e1 limitado a um espa\u00e7o de encontros, enquanto n\u00e3o puder discutir-se a partir de uma perspectiva de classe e anticapitalista o F\u00f3rum continuar\u00e1 limitado a um espa\u00e7o de interc\u00e2mbio diplom\u00e1tico. Esta \u00e9 a realidade.<\/p>\n<p>Esta entrevista foi publicada em:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/anncol.eu\/index.php\/el-mundo\/latinoamerica\/mexiko\/248-mexico-archivo\/321-la-batalla-de-las-ideas-entrevista-con-pavel-blanco-cabrera-secretario-general-del-partido-comunista-de-mexico\" target=\"_blank\">http:\/\/anncol.eu\/index.php\/el-mundo\/latinoamerica\/mexiko\/248-mexico-archivo\/321-la-batalla-de-las-ideas-entrevista-con-pavel-blanco-cabrera-secretario-general-del-partido-comunista-de-mexico<\/a><\/p>\n<p>* Dick Emanuelson \u00e9 um jornalista sueco h\u00e1 v\u00e1rios anos correspondente de alguns jornais n\u00f3rdicos para a Am\u00e9rica Latina; presentemente assumiu tamb\u00e9m, temporariamente, a direc\u00e7\u00e3o da ANNCOL. Mirian Emanuelson \u00e9 jornalista.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Paulo Gasc\u00e3o<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2651\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2651<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nEntrevista com P\u00e1vel Blanco Cabrera\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3777\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-3777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-YV","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}