{"id":3786,"date":"2012-11-02T02:52:12","date_gmt":"2012-11-02T02:52:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3786"},"modified":"2017-11-19T10:10:56","modified_gmt":"2017-11-19T13:10:56","slug":"as-atas-do-cc-que-dirigiu-a-revolucao-russa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3786","title":{"rendered":"As atas do CC que dirigiu a revolu\u00e7\u00e3o russa"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brasilescola.com\/upload\/conteudo\/images\/361b082d6543ffbd545b3c3bad702af7.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis (FDR)<\/p>\n<p>Reproduzimos no link que segue a introdu\u00e7\u00e3o de Giuseppe Boffa \u00e0 recompila\u00e7\u00e3o das atas do Comit\u00ea Central do Partido Bolchevique entre os VI e VII Congressos. Os documentos s\u00e3o mais de 300 p\u00e1ginas de atas das reuni\u00f5es do Comit\u00ea Central do\u00a0Partido Oper\u00e1rio Social-Democrata Russo (bolchevique)\u00a0realizadas entre 17 de agosto de 1917 e 25 de fevereiro de 1918, os anexos a estas, e ainda as indispens\u00e1veis notas.<\/p>\n<p>Segundo os editores do portal\u00a0<strong>odiario.info<\/strong>, de onde obtivemos o material, &#8220;o texto de Giuseppe Boffa \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 um indispens\u00e1vel guia de estudo, o que seria suficiente para justificar a sua publica\u00e7\u00e3o, como uma preciosa ajuda ao esclarecimento fundamentado de fatos, personagens da revolu\u00e7\u00e3o e seu papel nos acontecimentos que constituem o que Giuseppe Boffa classifica como a &#8216;p\u00e1gina mais importante de todo o movimento oper\u00e1rio e o ponto mais alto at\u00e9 agora alcan\u00e7ado por toda a hist\u00f3ria humana&#8217; &#8220;.<\/p>\n<p><strong>Os Bolcheviques e a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/index.php?autman=Miguel%20Urbano%20Rodrigues&amp;submit=Buscar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Miguel Urbano Rodrigues<\/a><\/p>\n<p>Odiario.info publicar\u00e1 texto para o qual, pela sua import\u00e2ncia, chamamos a aten\u00e7\u00e3o dos nossos leitores: a Introdu\u00e7\u00e3o que o historiador comunista italiano Giuseppe Boffa escreveu para as \u00abAtas das reuni\u00f5es do Comit\u00ea Central do Partido Oper\u00e1rio Social-Democrata Russo (bolchevique)\u00bb<sup>*<\/sup> realizadas entre Agosto de 17 e Fevereiro de 1918 (datas do calend\u00e1rio gregoriano).<\/p>\n<p>Passagens desse documento hist\u00f3rico foram citadas por Stalin, pela primeira vez, em 1924. Mas as \u00abAtas\u00bb somente foram publicadas na URSS ap\u00f3s o XX Congresso do PCUS. Em 1964 Fran\u00e7ois Maspero lan\u00e7ou uma edi\u00e7\u00e3o francesa e, em 1978, a Siglo XXI mexicana publicou as \u00abAtas\u00bb em castelhano sob o t\u00edtulo de \u00abLos Bolcheviques y la Revoluci\u00f3n de Octubre\u00bb. Foi um exemplar dessa edi\u00e7\u00e3o, hoje esgotada, que me chegou \u00e0s m\u00e3os, enviado por um camarada brasileiro.<\/p>\n<p>Li fascinado essas \u00abAtas\u00bb \u2013 mais de 300 p\u00e1ginas \u2013 quase sem interrup\u00e7\u00f5es. Com algumas lacunas, elas permitem ao leitor acompanhar os debates dram\u00e1ticos em que, durante sete meses, menos de tr\u00eas dezenas de revolucion\u00e1rios que formavam ent\u00e3o o Comit\u00ea Central do Partido Bolchevique (ainda fra\u00e7\u00e3o do Partido Oper\u00e1rio Social Democrata da R\u00fassia, POSDR) tomaram decis\u00f5es de que iria depender a vit\u00f3ria ou a derrota do projeto comunista.<\/p>\n<p>Estudei uma meia d\u00fazia de Hist\u00f3rias das Revolu\u00e7\u00f5es Russas de 1917, de autores sovi\u00e9ticos e ocidentais. Nenhuma \u00e9 t\u00e3o esclarecedora da atmosfera dessas reuni\u00f5es, nenhuma ilumina t\u00e3o profundamente como as \u00abAtas\u00bb as diverg\u00eancias que separavam os dirigentes bolcheviques unidos por um ideal comum.<\/p>\n<p>Naquele tempo n\u00e3o havia gravadores e as \u00abAtas\u00bb, anotadas \u00e0 m\u00e3o em folhas arrancadas de cadernos pela secret\u00e1ria do CC, Elena St\u00e1sova, apresentam naturalmente as insufici\u00eancias e falhas pr\u00f3prias do ambiente conspirativo posterior \u00e0s jornadas repressivas de Julho de 17.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o impede que a simples transcri\u00e7\u00e3o (mesmo parcial) das interven\u00e7\u00f5es dos principais dirigentes do CC represente uma contribui\u00e7\u00e3o para a Hist\u00f3ria muito mais valiosa do que as an\u00e1lises de escritores e acad\u00eamicos que n\u00e3o participaram dessas reuni\u00f5es secretas.<\/p>\n<p>A Introdu\u00e7\u00e3o facilita a reflex\u00e3o sobre uma Documenta\u00e7\u00e3o densa e valiosa. Boffa lembra que os debates incidiram sobretudo sobre dois temas: a insurrei\u00e7\u00e3o armada e, depois da tomada do poder pelos bolcheviques, a quest\u00e3o da paz com as Pot\u00eancias Centrais, ap\u00f3s o armist\u00edcio de 15 de Dezembro de 17 que suspendeu a guerra entre a jovem rep\u00fablica socialista e o Imp\u00e9rio Alem\u00e3o.<\/p>\n<p>Stalin, Sverdlov, Dzerzhinsky, Trotsky, Zinoviev, Kamenev, Bukharin, Preobrazhensky e Aleksandra Kollontay foram alguns dos membros do CC que ent\u00e3o discutiram em Petrogrado, por vezes com paix\u00e3o, as decis\u00f5es a serem tomadas. L\u00eanin n\u00e3o participou nas primeiras reuni\u00f5es porque estava na clandestinidade, perseguido pela pol\u00edcia de Kerenski.<\/p>\n<p>\u00abAs batalhas travadas no n\u00facleo de revolucion\u00e1rios que dirigiu a primeira revolu\u00e7\u00e3o socialista foram aut\u00eanticas lutas pol\u00edticas que puseram em jogo elementos essenciais da linha do partido e, por vezes, os fundamentos ideol\u00f3gicos do bolchevismo\u00bb \u2013 escreve Boffa.<\/p>\n<p>O primeiro grande choque de posi\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas ocorreu quando L\u00eanin colocou a necessidade urgente da insurrei\u00e7\u00e3o armada. Os bolcheviques estavam em minoria do Soviete de Petrogrado e a dualidade de poderes jogava ent\u00e3o a favor do governo de Kerenski. L\u00eanin considerava findo o per\u00edodo do desenvolvimento pac\u00edfico da revolu\u00e7\u00e3o porque os mencheviques e os socialistas revolucion\u00e1rios haviam optado por uma alian\u00e7a t\u00e1cita com a burguesia reacion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Da\u00ed o imperativo da insurrei\u00e7\u00e3o armada orientada para a tomada do poder.<\/p>\n<p>Quando L\u00eanin, em 15 de Setembro, apresentou a proposta tendente \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o \u00abt\u00e9cnica\u00bb da insurrei\u00e7\u00e3o, definindo esta como uma \u00abarte\u00bb, o debate foi prolongado e tenso.<\/p>\n<p>Dois dirigentes, Kamenev e Zinoviev, opuseram-se frontalmente. \u00c9 \u00fatil recordar que Kamenev, que dirigira com Stalin o Pravda, assumira uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica quando L\u00eanin, regressado do ex\u00edlio, exp\u00f4s \u00abAs Teses de Abril\u00bb que reformularam toda a estrat\u00e9gia do partido bolchevique. Mas, desta vez, Kamenev e Zinoviev n\u00e3o se limitaram a discordar. Violando a disciplina partid\u00e1ria, publicaram no jornal \u00abNovaya Zhizn\u00bb, de M\u00e1ximo Gorki (que ent\u00e3o n\u00e3o alinhava com os bolcheviques), um documento em que combatiam e denunciavam a insurrei\u00e7\u00e3o. Isto \u00e0s v\u00e9speras do assalto ao Pal\u00e1cio de Inverno.<\/p>\n<p>\u00abTraidores e fura greves\u00bb foram express\u00f5es usadas por L\u00eanin para definir a atitude dos dois dirigentes a que o ligava uma s\u00f3lida amizade pessoal. Mas, apesar de ter pedido a expuls\u00e3o de ambos do CC e do partido, a sugest\u00e3o n\u00e3o obteve maioria e ambos permaneceram em fun\u00e7\u00f5es. O que confere \u00e0s \u00abAtas\u00bb um interesse especial \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o resumida das interven\u00e7\u00f5es dos membros do CC que participaram nessas tempestuosas reuni\u00f5es. Elas contribuem para desmontar as especula\u00e7\u00f5es que correram mundo sobre o que se passou nessas jornadas no Instituto Smolny, quartel-general bolchevique. O pr\u00f3prio John Reed, um amigo da Revolu\u00e7\u00e3o, apresenta uma vers\u00e3o inexata dos debates no seu livro \u00abDez dias que abalaram o mundo\u00bb. A proposta de insurrei\u00e7\u00e3o foi aprovada com os votos contra de Kamenev e Zinoviev.<\/p>\n<p>As d\u00favidas de alguns n\u00e3o surpreendem. Esses veteranos bolcheviques n\u00e3o tinham resposta para uma pergunta: era poss\u00edvel uma revolu\u00e7\u00e3o socialista na R\u00fassia atrasada antes da sua vit\u00f3ria num pa\u00eds desenvolvido do Ocidente? Ou deveria a revolu\u00e7\u00e3o evoluir como democr\u00e1tica e nacional?<\/p>\n<p>L\u00eanin foi o primeiro a compreender que somente a insurrei\u00e7\u00e3o armada poderia travar a contrarrevolu\u00e7\u00e3o em marcha, apoiada pelas pot\u00eancias imperialistas.<\/p>\n<p>O DILEMA DE BREST-LITOVSKY<\/p>\n<p>A outra quest\u00e3o que preencheu as agendas de sucessivas reuni\u00f5es do CC e ali exaustivamente debatida foi a da atitude a assumir perante a Alemanha imperial ap\u00f3s a tomada do poder pelo Partido Bolchevique.<\/p>\n<p>Na Confer\u00eancia de Abril, em 1917,o Partido tinha decidido opor-se a uma \u00abpaz separada\u00bb com a Alemanha e \u00abpropor a todos os povos uma paz democr\u00e1tica, isto \u00e9, sem anexa\u00e7\u00f5es nem repara\u00e7\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p>O andamento da Hist\u00f3ria tinha tornado ut\u00f3pica essa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o no CC do debate sobre a Paz iniciado ap\u00f3s o armist\u00edcio de 15 de Dezembro \u00e9 a mais ampla e emocionante das registadas pelas \u00abAtas\u00bb. Foram dram\u00e1ticos, veementes, os debates sobre o tema.<\/p>\n<p>As cl\u00e1usulas de paz apresentadas pelos alem\u00e3es e austr\u00edacos eram indecorosas e humilhantes. Exigiam territ\u00f3rios com um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e metade da sua ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O partido estava dividido, com destacados dirigentes a defender posi\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis. A tend\u00eancia maiorit\u00e1ria, invocando decis\u00f5es tomadas no in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o de Fevereiro, optava pela \u00abguerra revolucion\u00e1ria\u00bb como resposta ao imperialismo alem\u00e3o. Trotsky pretendia que se declarasse finda a guerra e se desmobilizasse o ex\u00e9rcito, mas sem assinar a paz.<\/p>\n<p>A \u00fanica posi\u00e7\u00e3o realista e l\u00facida, mas minorit\u00e1ria, era a de L\u00eanin. As condi\u00e7\u00f5es alem\u00e3s eram monstruosas. Mas a \u00abguerra revolucion\u00e1ria\u00bb era uma ideia rom\u00e2ntica. Os soldados desertavam em massa da frente; na pr\u00e1tica, j\u00e1 n\u00e3o havia ex\u00e9rcito. A op\u00e7\u00e3o de Trotsky era tamb\u00e9m inaceit\u00e1vel, porque partia de uma hip\u00f3tese improv\u00e1vel no momento: a revolu\u00e7\u00e3o imediata na Alemanha.<\/p>\n<p>Trotsky chefiava a delega\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica nas conversa\u00e7\u00f5es com os alem\u00e3es, os austr\u00edacos, os turcos e os b\u00falgaros. A aus\u00eancia de um consenso levou-o a tomar uma decis\u00e3o unilateral que mereceu severas cr\u00edticas de L\u00eanin: retirou-se de Brest declarando finda a guerra, mas n\u00e3o assinou a paz. Na pr\u00e1tica imp\u00f4s a f\u00f3rmula \u00abnem guerra nem paz!\u00bb<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o alargada do CC no dia 23 de Fevereiro em que participaram 60 destacados bolcheviques foi angustiante. As \u00abAtas\u00bb transmitem a atmosfera emocionante daquela sess\u00e3o em que se jogava a sorte da Revolu\u00e7\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Os alem\u00e3es tinham denunciado o armist\u00edcio e, em 21 de fevereiro de 1918, desencadearam uma ofensiva em todas as frentes e, sem encontrar praticamente resist\u00eancia, estavam quase \u00e0s portas de Petrogrado.<\/p>\n<p>Na sua interven\u00e7\u00e3o final, L\u00eanin, que amea\u00e7ou demitir-se, esbo\u00e7ou um cen\u00e1rio de trag\u00e9dia: \u00abSe n\u00e3o assinais \u2013 disse \u2013 estareis subscrevendo a condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte do poder sovi\u00e9tico dentro de tr\u00eas semanas\u00bb. L\u00eanin convenceu. Mas a assinatura no dia 3 de mar\u00e7o e a posterior ratifica\u00e7\u00e3o do Tratado de Brest deixaram sequelas muito dolorosas. Alguns comiss\u00e1rios do povo demitiram-se, abrindo feridas no partido.<\/p>\n<p>Resta acrescentar que o Tratado de Brest foi declarado nulo pela R\u00fassia em 13 de novembro, dois dias ap\u00f3s a capitula\u00e7\u00e3o da Alemanha. Mas, antes de findar a I Guerra Mundial, as pot\u00eancias capitalistas iniciaram o cerco \u00e0 jovem Rep\u00fablica Sovi\u00e9tica. Os japoneses, em abril, tomaram Vladivostok no Extremo Oriente; os ingleses e os norte-americanos desembarcaram nas terras \u00e1rticas da R\u00fassia; as esquadras brit\u00e2nica e francesa bloquearam os portos do Mar Negro, enquanto os generais brancos preparavam uma longa guerra civil.<\/p>\n<p>Giuseppe Boffa, sublinhando que a Revolu\u00e7\u00e3o ganhara por um alto pre\u00e7o a sua primeira batalha defensiva, afirma que os acontecimentos daqueles meses entre o VI e o VII Congressos do Partido Bolchevique ficaram a assinalar \u00abo ponto mais alto de toda a hist\u00f3ria humana\u00bb. \u00c9 minha convic\u00e7\u00e3o de que partido algum se aproximou tanto da imagem da democracia ideal como o bolchevique naquelas jornadas.<\/p>\n<p>As \u00abActas\u00bb enfeixadas em \u00abLos Bolcheviques y la Revolucion de Octubre\u00bb constituem a mais convincente resposta \u00e0s campanhas anticomunistas que deturpam e caluniam o centralismo democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Vila Nova de Gaia, 28 de Setembro de 2012<\/p>\n<p>*O texto a que o autor se refere foi publicado no dia 29 de setembro de 2012 e tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina da Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis em <a href=\"..\/fdr\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=293:as-atas-do-cc-que-dirigiu-a-revolucao-russa&amp;catid=8:biblioteca-comunista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/pcb.org.br\/fdr<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nBE\n\n\n\n\n\n\n\n\nFunda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis (FDR)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3786\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[74],"tags":[],"class_list":["post-3786","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c87-revolucao-russa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Z4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3786"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3786\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}