{"id":380,"date":"2010-04-05T20:40:59","date_gmt":"2010-04-05T20:40:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=380"},"modified":"2010-04-05T20:40:59","modified_gmt":"2010-04-05T20:40:59","slug":"washington-planeja-novas-bases-militares-no-brasil-e-peru-para-conter-a-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/380","title":{"rendered":"WASHINGTON PLANEJA NOVAS BASES MILITARES NO BRASIL E PERU PARA CONTER A VENEZUELA"},"content":{"rendered":"\n<p>Enquanto a Venezuela se prepara para receber Vladimir Putin, com quem ir\u00e1 concretizar v\u00e1rios conv\u00eanios que incluem a entrega de helic\u00f3pteros Mi-17 e a aquisi\u00e7\u00e3o de 92 tanques russos T-72 e o lan\u00e7a-m\u00edsseis m\u00faltiplo Smerch, o porta-avi\u00f5es estadunidense \u201cUSS Carl Vinson\u201d anda pelas costas do Peru realizando manobras conjuntas com a For\u00e7a A\u00e9rea e a Armada peruana. O porta-avi\u00f5es USS Carl Vinson \u2013 o terceiro maior do Pent\u00e1gono \u2013 est\u00e1 acompanhado por uma frota de ataque, composta por v\u00e1rios navios de assalto, destroyers, componentes a\u00e9reos e helic\u00f3pteros anti-submarinos.<\/p>\n<p>Porta-vozes do Pent\u00e1gono t\u00eam afirmado que Washington realiza estas manobras militares na regi\u00e3o de forma rotineira. A presen\u00e7a militar estadunidense est\u00e1 sendo incrementada de maneira alarmante no hemisf\u00e9rio desde o ano de 2006, quando a Venezuela estabeleceu rela\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de defesa com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Foi naquele momento que o governo estadunidense classificou a Venezuela como um pa\u00eds \u201cque n\u00e3o colabora suficientemente com a luta contra o terrorismo\u201d e imp\u00f4s a proibi\u00e7\u00e3o de venda de armamento e equipamentos de defesa ao pa\u00eds. Como consequ\u00eancia, o governo de Hugo Ch\u00e1vez teve que buscar outro s\u00f3cio que n\u00e3o estava sujeito \u00e0s press\u00f5es de Washington. A Venezuela, pa\u00eds ent\u00e3o dependente dos norte americanos, em mat\u00e9ria de defesa, tinha duas op\u00e7\u00f5es: deixar que suas For\u00e7as Armadas se debilitem e o pa\u00eds fique sem capacidade de defesa ou encontrar outros pa\u00edses n\u00e3o subordinados \u00e0 agenda de Washington que tamb\u00e9m possu\u00edssem a capacidade tecnol\u00f3gica para satisfazer suas necessidades de defesa.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a Venezuela comprou armas russas no total de 4 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, e mant\u00e9m projetos em mat\u00e9ria de energia e transfer\u00eancia de tecnologia com o governo da R\u00fassia que buscam estreitar as rela\u00e7\u00f5es entre dois mega-produtores de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>MAIS BASES MILITARES NA REGI\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O Secret\u00e1rio de Defesa dos EUA, Robert Gates, anunciou uma visita ao Brasil em abril para concretizar planos de cria\u00e7\u00e3o de uma base militar conjunta no Rio de Janeiro para \u201cvigiar o tr\u00e1fico de drogas na regi\u00e3o\u201d. A base, que poder\u00e1 ser parte de um eixo entre Estados Unidos, Portugal e Brasil, cobrir\u00e1 a zona do Atl\u00e2ntico Sul e servir\u00e1 para a coopera\u00e7\u00e3o multinacional \u201ccontra o tr\u00e1fico de drogas e o terrorismo\u201d.<\/p>\n<p>Na semana passada, o Embaixador de Washington na Col\u00f4mbia, William Brownfield, revelou que seu pa\u00eds j\u00e1 estava firmando acordos militares com dois pa\u00edses latinoamericanos. Brownfield se negou a revelar os nomes dos dois pa\u00edses com os quais, segundo ele, \u201cj\u00e1 estavam prontos\u201d os acordos que permitiriam uma expans\u00e3o militarista dos Estados Unidos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Um acordo militar entre Col\u00f4mbia e Washington causou graves preocupa\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o quando foi anunciado no ano passado. Al\u00e9m de permitir a ocupa\u00e7\u00e3o de sete bases militares na Col\u00f4mbia, o acordo tamb\u00e9m autoriza Washington a usar todo o territ\u00f3rio colombiano para realizar opera\u00e7\u00f5es militares. Um documento oficial da For\u00e7a A\u00e9rea dos EUA, de maio de 2009, explicava que Washington necessitava assegurar a presen\u00e7a na Col\u00f4mbia para realizar opera\u00e7\u00f5es militares de \u201camplo espectro\u201d por toda a Am\u00e9rica do Sul, e para \u201ccombater a constante amea\u00e7a&#8230; dos governos anti-estadunidenses na regi\u00e3o\u201d. O documento tamb\u00e9m explicava que atrav\u00e9s das bases militares na Col\u00f4mbia, as For\u00e7as Armadas estadunidenses \u201cmelhorar\u00e3o sua capacidade de executar uma guerra r\u00e1pida\u201d na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi concretizado no final de 2009 um acordo entre EUA e Panam\u00e1, para estabelecer 11 bases militares operativas para \u201clutar contra o narcotr\u00e1fico\u201d. EUA ocupavam a base a\u00e9rea Howard no Panam\u00e1 at\u00e9 o ano de 1999, quando acabou o acordo militar entre os dois pa\u00edses. Em vez de abrir outra grande base militar na regi\u00e3o, e com a desculpa de lutar contra o narcotr\u00e1fico, Washington optou por estabelecer v\u00e1rias \u201cLocalidades de Opera\u00e7\u00f5es Avan\u00e7adas\u201d (Forward Operating Location \u201cFOL\u201d em ingl\u00eas), em El Salvador (Comalapa), Equador (Manta), Aruba e Curazao. Em 2009, todos os contatos para estas bases militares foram renovados menos no Equador. N\u00e3o obstante, a presen\u00e7a militar dos EUA em Manta foi facilmente transferida para a Col\u00f4mbia com o novo acordo EUA\/Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Estas bases permitem aos EUA um alcance regional a n\u00edvel a\u00e9reo e mar\u00edtimo.<\/p>\n<p><strong>HOLANDA PREPARA GUERRA COM VENEZUELA<\/strong><\/p>\n<p>As bases de Washington em Aruba e Curazao, ilhas que formam parte do Reino da Holanda, tem sido utilizadas durante os \u00faltimos anos para intimidar e provocar a Venezuela. Entre visitas de porta-avi\u00f5es, submarinos nucleares, avi\u00f5es de guerra e milhares de soldados e for\u00e7as especiais estadunidenses, estas pequenas ilhas \u2013 a apenas alguns quil\u00f4metros da costa venezuelana \u2013 est\u00e3o no meio de um conflito crescente entre Washington e Venezuela. Ao mesmo tempo, o governo holand\u00eas promoveu uma campanha contra o governo de Hugo Ch\u00e1ves, intentando demonstrar que a Venezuela tem planos de invadir as ilhas holandesas (Aruba, Bonaire e Curaza).<\/p>\n<p>O governo venezuelano recha\u00e7ou tais acusa\u00e7\u00f5es de maneira contundente. N\u00e3o obstante, um dos jornais mais lidos na Holanda, <em>De Telegraaf<\/em>, publicou hoje um artigo entitulado \u201cVenezuela amea\u00e7a com Guerra\u201d, que revelava que \u201cO Departamento de Defesa da Holanda est\u00e1 considerando seriamente que o pa\u00eds poderia entrar em guerra com a Venezuela devido \u00e0s suas inten\u00e7\u00f5es de cercar as antilhas holandesas\u201d.<\/p>\n<p>Holanda, aliada estreita dos EUA e membro da OTAN, tem permitido a expans\u00e3o militarista dos EUA em Aruba e Curazao durante os \u00faltimos anos para tentar contrabalan\u00e7ar a influ\u00eancia regional da Venezuela. Tamb\u00e9m, logo ap\u00f3s o terremoto no Haiti em janeiro passado, Washington aproveitou a situa\u00e7\u00e3o para enviar milhares de soldados ao Caribe, acompanhados por equipes militares especialistas em tecnologia de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A crescente presen\u00e7a militar estadunidense na Am\u00e9rica Latina evidencia as intens\u00f5es de recuperar seu poder e domina\u00e7\u00e3o numa da regi\u00f5es mais ricas em recursos estrat\u00e9gicos do mundo.<\/p>\n<p><em>Traduzido por Dario da Silva<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Eva Golinger\n\n\n\n\nEva Golinger\nCaracas, 01\/04\/2010.\n\u00c0s v\u00e9speras da primeira visita do Primeiro Ministro da R\u00fassia, Vladimir Putin, \u00e0 Venezuela e da realiza\u00e7\u00e3o de acordos para incrementar a capacidade de defesa do governo venezuelano, Washington move suas pe\u00e7as para recuperar sua domina\u00e7\u00e3o militar na regi\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/380\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-380","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-68","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/380\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}