{"id":3813,"date":"2012-11-07T16:56:15","date_gmt":"2012-11-07T16:56:15","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3813"},"modified":"2012-11-07T16:56:15","modified_gmt":"2012-11-07T16:56:15","slug":"endividamento-bate-novo-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3813","title":{"rendered":"Endividamento bate novo recorde"},"content":{"rendered":"\n<p>Impulsionado pelo aumento do cr\u00e9dito, principalmente o imobili\u00e1rio, o endividamento do brasileiro bateu novo recorde em agosto. Segundo o Banco Central, a d\u00edvida total das fam\u00edlias com os bancos correspondia, naquele m\u00eas, a 44,5% da renda acumulada nos \u00faltimos 12 meses, superando os 44% de julho.<\/p>\n<p>Outro indicador, o que mede o comprometimento do sal\u00e1rio com o pagamento mensal de d\u00edvidas banc\u00e1rias, tamb\u00e9m cresceu em agosto, para 22,4%, acima dos 22,1% de julho. \u00c9 o maior porcentual da s\u00e9rie iniciada em 2005, junto com o dado de junho, tamb\u00e9m de 22,4%.<\/p>\n<p>O BC atribui o aumento nesses indicadores, entre outros motivos, \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, que s\u00e3o d\u00edvidas de alto valor, mas com prazo mais longo. Esse \u00e9 um dos fatores que explicam a diferen\u00e7a entre o endividamento total e a parcela que \u00e9 usada mensalmente para pagar d\u00edvidas. Al\u00e9m disso, a institui\u00e7\u00e3o afirma que muitos consumidores est\u00e3o apenas trocando o pagamento do aluguel pela presta\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Apesar de representar cerca de um quarto das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito para pessoa f\u00edsica, o cr\u00e9dito habitacional responde por pouco mais de 5% do gasto mensal com d\u00edvidas. J\u00e1 o cr\u00e9dito rotativo, como cheque especial e cart\u00e3o, representa quase um ter\u00e7o dessas despesas, embora tenha participa\u00e7\u00e3o menor no cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Na semana passada, o diretor de Assuntos Internacionais e de Regula\u00e7\u00e3o do Sistema Financeiro do BC, Luiz Awazu Pereira, disse que o grau de endividamento de fam\u00edlias, empresas e governo, no Brasil, \u00e9 muito mais baixo que em pa\u00edses avan\u00e7ados em crise. Ele rebateu tamb\u00e9m cr\u00edticas a uma suposta bolha de cr\u00e9dito no Pa\u00eds e disse que h\u00e1 hoje uma tend\u00eancia de estabiliza\u00e7\u00e3o e queda da inadimpl\u00eancia, embora o indicador permane\u00e7a no n\u00edvel recorde de 5,9% desde julho.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao comprometimento da renda, dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) mostram que o n\u00edvel brasileiro est\u00e1 acima do verificado em pa\u00edses como EUA e Espanha, que t\u00eam patamar mais alto, no entanto, de endividamento das fam\u00edlias. A explica\u00e7\u00e3o para a diferen\u00e7a, mais uma vez, est\u00e1 no cr\u00e9dito imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>O BC, em relat\u00f3rio de setembro, diz que a gradual substitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito ao consumo pelo financiamento habitacional tende a favorecer a queda do comprometimento de renda para padr\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Outro dado destacado pelo BC \u00e9 que o gasto mensal com presta\u00e7\u00f5es \u00e9 cada vez mais destinado ao abatimento das d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Em agosto, 14,5% da renda foram destinados \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o, novo recorde, acima dos 14,3% de julho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Abismo fiscal desafia os EUA<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O presidente eleito dos Estados Unidos, antes mesmo do fim da contagem oficial de votos, j\u00e1 estar\u00e1 sob press\u00e3o dos mercados financeiros, do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e de alguns dos principais l\u00edderes mundiais para desmontar o chamado &#8220;abismo fiscal&#8221;, um conjunto de cortes autom\u00e1ticos de gastos e aumentos de impostos que entra automaticamente em vigor em janeiro, se governo e Congresso dos EUA n\u00e3o chegarem a um acordo alternativo..<\/p>\n<p>A aposta geral \u00e9 que, ao final, o problema ser\u00e1 resolvido, pois a alternativa de n\u00e3o fazer nada \u00e9 ruim para todos os partidos pol\u00edticos. O FMI estima que o &#8220;abismo fiscal&#8221;, se n\u00e3o resolvido, teria um impacto negativo equivalente a quatro pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) americano. \u00c9 o suficiente para transformar em recess\u00e3o o j\u00e1 fraco crescimento, de cerca de 2%, esperado para 2013.<\/p>\n<p>&#8220;No fim das contas, haver\u00e1 press\u00e3o suficiente da comunidade empresarial e financeira para o Congresso agir&#8221;, afirma Helen Fessenden, analista de economia americana da Eurasia Group, uma consultoria de risco pol\u00edtico sediada em Nova York. &#8220;O presidente eleito tem todo o interesse em evitar um novo mergulho recessivo nos Estados Unidos.&#8221;<\/p>\n<p>O vencedor das elei\u00e7\u00f5es americanas, em que o presidente Barack Obama disputava um segundo mandato contra o republicano Mitt Romney, n\u00e3o havia sido declarado at\u00e9 o fechamento dessa edi\u00e7\u00e3o, ontem \u00e0 noite.<\/p>\n<p>Ele ter\u00e1 que negociar com um Congresso em fim de mandato, com muitos membros que n\u00e3o foram reconduzidos ao cargo. Numa nota aos seus clientes, a Eurasia diz que, em Washington, muitos acreditam que haver\u00e1 um freio de arruma\u00e7\u00e3o nesta primeira semana, em que cada lado avaliar\u00e1 o seu poder de barganha depois da elei\u00e7\u00e3o e definir\u00e1 sua melhor estrat\u00e9gia daqui por diante.<\/p>\n<p>A simples demora em encontrar uma solu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, poder\u00e1 ter consequ\u00eancias negativas na economia real. &#8220;Existe essa confian\u00e7a de que, no fim, tudo vai ser resolvido. Mas, at\u00e9 l\u00e1, podemos ter muita volatilidade&#8221;, disse o economista-chefe do Banco Ita\u00fa Unibanco, Ilan Goldfajn, em uma entrevista recente.<\/p>\n<p>O &#8220;abismo fiscal&#8221; \u00e9 um conjunto de US$ 600 bilh\u00f5es em cortes de gastos e aumento de impostos que entra em vigor em janeiro, se nada for feito para desmont\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Uma parte importante dele \u00e9 formada pela extin\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de imposto de renda concedida h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada pelo governo republicano de George W. Bush. Outro componente s\u00e3o cortes autom\u00e1ticos de gastos militares e de despesas com programas sociais.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um gatilho foi criado no ano passado dentro das negocia\u00e7\u00f5es para aumentar o limite de endividamento p\u00fablico, e ser\u00e1 disparado agora porque o Congresso fracassou em chegar a um acordo para fazer um ajuste fiscal.<\/p>\n<p>O FMI vem alertando os Estados Unidos, h\u00e1 quase um ano, para desmontar esse gatilho fiscal, o que afastaria o risco de recess\u00e3o e reduziria o ambiente de incerteza que adia os investimentos. As economias desenvolvidas e emergentes mais importantes do mundo cobraram a resolu\u00e7\u00e3o do problema em reuni\u00e3o do G-20 na Cidade do M\u00e9xico, no come\u00e7o da semana.<\/p>\n<p>Na campanha eleitoral, nenhum dos dois candidatos fez muito barulho em torno do abismo fiscal, evitando aprofundar as divis\u00f5es pol\u00edticas sobre o assunto. O consenso \u00e9 que Romney, se eleito, teria mais chances de arrancar um acordo para pelo menos adiar a resolu\u00e7\u00e3o do problema em alguns meses, para depois que ele tivesse assumido o cargo. Ele, por\u00e9m, teria que lidar tanto com os radicais de seu Partido Republicano quanto com a m\u00e1 vontade de parte da oposi\u00e7\u00e3o democrata. No caso de uma vit\u00f3ria de Obama, mesmo num cen\u00e1rio em que ele seja eleito com pouco apoio no Congresso, haveria o caminho alternativo de usar dos poderes executivos para adiar aumentos de impostos e cortes de gastos, evitando, de imediato, o pior do abismo fiscal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>ANP amplia dados das \u00e1reas que v\u00e3o a licita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Enquanto o governo n\u00e3o d\u00e1 o sinal verde para a realiza\u00e7\u00e3o da 11\u00aa rodada de licita\u00e7\u00f5es de \u00e1reas explorat\u00f3rias de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) est\u00e1 atualizando a base de dados sobre os blocos que ser\u00e3o ofertadas no leil\u00e3o. Os trabalhos envolvem o aprofundamento das informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 coletadas e a contrata\u00e7\u00e3o de processamento de dados s\u00edsmicos.<\/p>\n<p>&#8220;Esses estudos nos ajudam a ter mais informa\u00e7\u00f5es sobre as bacias sedimentares e reduzem os riscos para os investidores&#8221;, explicou ontem o diretor da ANP Helder Queiroz, depois de participar de semin\u00e1rio sobre g\u00e1s natural no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia vai realizar em 14 de novembro uma licita\u00e7\u00e3o para aquisi\u00e7\u00e3o de dados s\u00edsmicos na Bacia do Paran\u00e1. O \u00f3rg\u00e3o regulador tamb\u00e9m possui uma licita\u00e7\u00e3o em andamento para a aquisi\u00e7\u00e3o de dados s\u00edsmicos na bacia dos Parecis, em Mato Grosso. A concorr\u00eancia, por\u00e9m, est\u00e1 &#8220;em suspenso&#8221;, segundo a ANP, por conta de liminar concedida \u00e0 Geoquasar Energy Solutions, uma das concorrentes.<\/p>\n<p>Outra licita\u00e7\u00e3o, para o processamento de 16 mil quil\u00f4metros de dados s\u00edsmicos 2D em seis bacias sedimentares (Acre, Solim\u00f5es, Amazonas, Maraj\u00f3, Parna\u00edba e Paran\u00e1) ocorreu em 25 de outubro. A concorr\u00eancia foi vencida pela Flamoil Servi\u00e7os, que ofereceu o menor pre\u00e7o pelo servi\u00e7o, de R$ 4,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a expectativa de aprova\u00e7\u00e3o da lei de distribui\u00e7\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo da camada pr\u00e9-sal at\u00e9 o fim do ano, o diretor da ANP disse que ser\u00e1 poss\u00edvel realizar a 11\u00aa rodada dentro do prazo previsto pelo governo, em maio de 2013. Apesar do leil\u00e3o n\u00e3o depender da aprova\u00e7\u00e3o da lei dos royalties, o governo n\u00e3o quer ofertar novas \u00e1reas enquanto n\u00e3o tiver batido o martelo sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos das atividades no pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>A ANP tamb\u00e9m pretende iniciar em janeiro um &#8220;road show&#8221; para apresentar \u00e0s principais petroleiras interessadas mais informa\u00e7\u00f5es sobre as \u00e1reas que ser\u00e3o leiloadas em 2013. A 11\u00aa rodada deve ofertar 174 blocos (87 em mar e 87 em terra) num total de 122 mil quil\u00f4metros quadrados, divididos em 17 setores em nove bacias sedimentares.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Atividade desacelera no setor de servi\u00e7os<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em ingl\u00eas) que mede a atividade do setor de servi\u00e7os no Brasil caiu de 52,8 pontos em setembro para 50,4 pontos em outubro, informou ontem o HSBC. Embora leituras acima da linha de 50 pontos indiquem aumento da atividade, o resultado do m\u00eas passado mostra que houve uma inesperada desacelera\u00e7\u00e3o no setor.<\/p>\n<p>&#8220;O \u00edndice permanece acima da linha d&#8221;\u00e1gua de 50, indicando expans\u00e3o, mas por pouca coisa. A desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento dos servi\u00e7os em outubro nos surpreendeu, pois nossa expectativa \u00e9 que a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ganhe velocidade no quarto trimestre&#8221;, afirmou, em relat\u00f3rio, Andr\u00e9 Loes, economista-chefe do HSBC.<\/p>\n<p>Loes notou, contudo, que o \u00edndice de expectativas &#8211; que mede a avalia\u00e7\u00e3o das empresas sobre o futuro, saltou de 67,5 para 86,8 entre setembro e outubro. &#8220;Mesmo que o setor tenha apresentado crescimento mais baixo do que o esperado, ao menos a confian\u00e7a do empres\u00e1rio apresentou melhora expressiva.&#8221;<\/p>\n<p>O PMI Composto, que engloba o setor de servi\u00e7os com o da ind\u00fastria, tamb\u00e9m desacelerou. Caiu de 52,2 pontos em setembro para 50,7 em outubro. &#8220;As empresas do setor privado brasileiro indicaram um volume mais elevado de novos trabalhos recebidos em outubro, o segundo aumento mensal sucessivo registrado. No entanto, o ritmo de expans\u00e3o foi modesto. Tanto os fabricantes quanto os provedores de servi\u00e7os registraram aumentos fracos.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa no n\u00edvel global de empregos nas empresas privadas. &#8220;Os provedores de servi\u00e7os indicaram ter havido cria\u00e7\u00e3o de postos, citando a demanda mais forte e expans\u00e3o dos neg\u00f3cios. Em compara\u00e7\u00e3o, foram registradas perdas de empregos no setor industrial, com as empresas tentando reduzir os custos.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma investiu R$ 1,6 bi a menos em seguran\u00e7a<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>No primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff, os investimentos em seguran\u00e7a diminu\u00edram 21% em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo ano do governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Segundo dados do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, a Uni\u00e3o investiu R$ 5,7 bilh\u00f5es em 2011, enquanto no ano anterior o total de recursos na \u00e1rea chegou a R$ 7,3 bilh\u00f5es. As redu\u00e7\u00f5es mais significativas ocorreram na \u00e1rea da defesa civil (-66%) e na de informa\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia (-58%). No ano passado, a Uni\u00e3o investiu somente R$ 37,7 milh\u00f5es em intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso ver melhor o or\u00e7amento da Uni\u00e3o. Havia no Pronasci (Programa Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica com Cidadania) concentra\u00e7\u00e3o de atividades de outros \u00f3rg\u00e3os, que foram desmembradas em verbas para a Pol\u00edcia Federal, a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal. N\u00e3o houve corte, mas redu\u00e7\u00e3o dentro da linha dos demais minist\u00e9rios&#8221;, justificou o ministro da Justi\u00e7a, Jos\u00e9 Eduardo Martins Cardozo.<\/p>\n<p>A diretora do Departamento de Pesquisas da Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Isabel Seixas de Figueiredo, afirmou que nos primeiros anos de governo \u00e9 comum repensar os or\u00e7amentos e se definir para onde v\u00e3o os investimentos. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 crescer nos anos seguintes&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, apenas 6 Estados investiram menos no ano passado em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Ao todo, os gastos do Brasil com seguran\u00e7a p\u00fablica chegaram a R$ 51,6 bilh\u00f5es, o que corresponde a 14% a mais do que no ano anterior. Os principais aumentos ocorreram em Mato Grosso do Sul (37,7%) e na Bahia (30,8%). O crescimento em S\u00e3o Paulo (67,4%), segundo os autores do anu\u00e1rio, deve considerado \u00e0 parte, porque houve mudan\u00e7as na forma como o Estado contabilizou recursos em cada um dos anos.<\/p>\n<p>Entre os Estados que ca\u00edram, a principal redu\u00e7\u00e3o ocorreu no Rio Grande do Sul (-28,4%). A diminui\u00e7\u00e3o no or\u00e7amento da Uni\u00e3o \u00e9 a segunda maior se comparada \u00e0s 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 mais importante, no entanto, discutir a qualidade dos gastos, como esses investimentos s\u00e3o feitos e os resultados obtidos&#8221;, afirmou o soci\u00f3logo Renato S\u00e9rgio de Lima, coordenador geral do anu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Homic\u00eddios. Como os dados do F\u00f3rum consideram a situa\u00e7\u00e3o dos Estados no ano passado, a crise da seguran\u00e7a p\u00fablica ocorrida principalmente a partir do segundo semestre em S\u00e3o Paulo n\u00e3o aparece nos n\u00fameros. O Estado, que desde o ano 2000 conseguiu reduzir as taxas de assassinatos, chegou em 2011 como o Estado com menor quantidade de homic\u00eddios por 100 mil habitantes: 10,8.<\/p>\n<p>Santa Catarina, que em 2010 era o Estado com taxas menores que as de S\u00e3o Paulo, aumentou as taxas de assassinatos no ano passado. Pelo estudo, Alagoas ainda continua no topo do ranking, com 76,3 homic\u00eddios por 100 mil habitantes, seguido do Esp\u00edrito Santo (45,6 ). Os n\u00fameros do anu\u00e1rio foram refor\u00e7ado pela lei nacional de 2012 que criou o sistema nacional de seguran\u00e7a, mas ainda n\u00e3o levam em conta dados de nove Estados: Acre, Amap\u00e1, Minas Gerais, Par\u00e1, Paran\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte, Roraima e Santa Catarina.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Investimento federal cai 21,26%<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Um dos destaques do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o, entre 2010 e 2011, em 21,26% dos gastos em seguran\u00e7a p\u00fablica pelo governo federal \u2014 R$ 5,7 bilh\u00f5es foram destinados para a \u00e1rea. Segundo a secret\u00e1ria nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Regina Miki, n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o, mas, sim, uma &#8220;descentraliza\u00e7\u00e3o&#8221; dos recursos. No entanto, o especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica da Universidade de Bras\u00edlia Ant\u00f4nio Fl\u00e1vio Testa afirma que os governos n\u00e3o tratam o tema como prioridade. &#8220;Os recursos s\u00e3o mal aplicados. N\u00e3o h\u00e1 planejamento e os equipamentos acabam tornando-se obsoletos porque n\u00e3o h\u00e1 or\u00e7amento destinado \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o.&#8221; No mesmo per\u00edodo, as unidades da Federa\u00e7\u00e3o investiram um total de R$ 45,6 bilh\u00f5es no setor.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, Alagoas registrou o maior n\u00famero de homic\u00eddios dolosos (com inten\u00e7\u00e3o de matar), com 74,5 mortes para cada 100 mil habitantes em 2011. O n\u00famero \u00e9 9,3% superior ao registrado em 2010. Em segundo lugar, ficou o Esp\u00edrito Santo, com uma taxa de 44,8, seguido pela Para\u00edba, com 43,1 por 100 mil.<\/p>\n<p>Outro destaque da pesquisa diz respeito ao sistema carcer\u00e1rio, que conta com 295,41 mil vagas para comportar 471,25 mil presos \u2014 a m\u00e9dia nacional \u00e9 de 1,6 detento por vaga. Em Alagoas, a raz\u00e3o chega a 2,6. Do total de presos no pa\u00eds, 36,9% est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria \u2014 casos ainda n\u00e3o julgados. &#8220;Esses n\u00fameros evidenciam a inoper\u00e2ncia da Justi\u00e7a. H\u00e1 presos que ficam mais de uma d\u00e9cada em situa\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria, cumprindo pena sem terem sido julgados,&#8221; critica Ant\u00f4nio Fl\u00e1vio Testa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com medo de calote, bancos desaceleram repasses do BNDES<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a falta de demanda dos empres\u00e1rios por financiamentos que est\u00e1 fazendo bilh\u00f5es de reais ficarem represados no BNDES, mesmo com a cobran\u00e7a de juros reais negativos nos empr\u00e9stimos desde setembro. Tradicionais repassadores de quase metade dos recursos do BNDES, os bancos tamb\u00e9m est\u00e3o freando a oferta desse cr\u00e9dito para as companhias.<\/p>\n<p>Dados do Banco Central mostram um descompasso entre o crescimento do estoque de cr\u00e9dito desembolsado diretamente pelo BNDES e pelos agentes repassadores. De janeiro a setembro, o saldo de empr\u00e9stimos diretos do BNDES cresceu 8,9%, para R$ 233,4 bilh\u00f5es, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano passado. J\u00e1 nos repasses o avan\u00e7o foi de apenas 3,7%, para R$ 212,9 bilh\u00f5es (ver gr\u00e1fico).<\/p>\n<p>Nos balan\u00e7os dos tr\u00eas maiores bancos privados, a perda de f\u00f4lego dos repasses j\u00e1 ficou clara. Bradesco e Santander mostraram que suas carteiras atreladas ao BNDES encolheram 2,45% e 15,4%, respectivamente, nos 12 meses at\u00e9 setembro. No Ita\u00fa Unibanco, a expans\u00e3o foi pequena, de 1,4%.<\/p>\n<p>Tr\u00eas bancos de m\u00e9dio e grande portes repassadores de recursos do BNDES relataram ao Valor que alguns fatores t\u00eam tornado o empr\u00e9stimo de recursos do BNDES menos interessantes. Um deles \u00e9 a inadimpl\u00eancia das pessoas jur\u00eddicas, que ronda os 4% h\u00e1 quase um ano. &#8220;O apetite n\u00e3o mudou. O que est\u00e1 diferente \u00e9 o risco de cr\u00e9dito das empresas, que aumentou. \u00c9 por isso que menos opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o aprovadas&#8221;, disse o diretor de uma institui\u00e7\u00e3o privada.<\/p>\n<p>Nos repasses, quem assume o risco de cr\u00e9dito das transa\u00e7\u00f5es s\u00e3o os bancos, por isso o cuidado deles. Se a companhia n\u00e3o honrar a d\u00edvida, quem tem de fazer isso \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o repassadora.<\/p>\n<p>Executivos de bancos relataram que para assumir determinadas opera\u00e7\u00f5es teriam de cobrar mais, hoje. Os spreads dos repasses do BNDES s\u00e3o determinados pelo pr\u00f3prio banco estatal, o que inviabiliza ajustes em momentos de pico da inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>O BNDES nega, por\u00e9m, que esteja com um crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o de risco diferente daquele usado por seus repassadores. &#8220;O que acontece \u00e9 que o BNDES acaba pegando empresas com perfis diferentes dos demais bancos. Ficamos com companhias maiores, que embutem um risco menor&#8221;, afirmou Edson Moret, chefe do departamento de suporte e controle das opera\u00e7\u00f5es indiretas do BNDES.<\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a na forma de remunera\u00e7\u00e3o paga pelo BNDES aos bancos repassadores tamb\u00e9m est\u00e1 desestimulando as opera\u00e7\u00f5es. No fim de agosto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros de uma das principais linhas do BNDES, o Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento (PSI), de 5,5% para 2,5% ao ano. Isso tornou os juros do cr\u00e9dito negativos depois de descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A comiss\u00e3o dos agentes repassadores, por\u00e9m, ficou mantida em 3% ao ano, como era antes do an\u00fancio de Mantega. Por\u00e9m, o pagamento de meio ponto percentual desse total ao banco passou a ser de responsabilidade direta do BNDES. O governo j\u00e1 afirmou que far\u00e1 esse pagamento, mas a operacionaliza\u00e7\u00e3o disso com a Secretaria do Tesouro Nacional ainda n\u00e3o est\u00e1 sacramentada, o que tem levantado incerteza entre alguns agentes privados.<\/p>\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, hoje eu s\u00f3 concedo empr\u00e9stimos para quem eu acho que tem um risco adequado para um spread de 2,5%. O que vier depois \u00e9 lucro&#8221;, explicou o executivo de um banco de m\u00e9dio porte.<\/p>\n<p>Moret, do BNDES, afirmou que a preocupa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras \u00e9 desnecess\u00e1ria. &#8220;Em mar\u00e7o de 2013, os bancos v\u00e3o receber essa parcela da comiss\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O ritmo mais lento de desembolsos tem levado os bancos a acreditar que em breve o governo anunciar\u00e1 mais uma vez a extens\u00e3o do PSI, criado em 2009 para financiar a aquisi\u00e7\u00e3o de bens de capital, investimento e tecnologia. Previsto para terminar em agosto, o programa foi prorrogado para dezembro deste ano. Mesmo assim, os desembolsos ainda engatinham, algo que o BNDES espera reverter em breve. &#8220;Posso garantir que o n\u00edvel j\u00e1 est\u00e1 maior&#8221;, diz Morte. O an\u00fancio com os resultados ser\u00e1 feito nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cr\u00e9dito acelera na China<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os quatro maiores bancos estatais da China &#8211; Banco Comercial e Industrial, Banco de Constru\u00e7\u00e3o, Banco da China e Banco Agr\u00edcola &#8211; concederam aproximadamente 100 bilh\u00f5es de yuans (US$ 16 bilh\u00f5es) em empr\u00e9stimos nos \u00faltimos tr\u00eas dias de outubro, segundo apontou o jornal &#8220;21st. Century Business Herald&#8221;, citando estimativas de fontes do setor.<\/p>\n<p>Essas quatro institui\u00e7\u00f5es geralmente respondem por um ter\u00e7o dos novos cr\u00e9ditos em yuan emitidos pelo sistema banc\u00e1rio da China e suas a\u00e7\u00f5es no fim de outubro podem ter sido uma resposta ao pedido do governo do pa\u00eds para estimular o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Esse montante de 100 bilh\u00f5es de yuans se traduziria num total de 220 bilh\u00f5es de yuans em novas opera\u00e7\u00f5es em todo outubro, aponta a reportagem, acrescentando que 95% desses cr\u00e9ditos destinaram-se aos setores da chamada economia real, como ind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os bancos desembolsaram 623,2 bilh\u00f5es de yuans em setembro, abaixo dos 703,9 bilh\u00f5es de yuans de agosto, mostraram dados do Banco do Povo da China. O resultado de setembro ficou abaixo da previs\u00e3o dos economistas, de 665 bilh\u00f5es de yuans.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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