{"id":3825,"date":"2012-11-08T17:06:22","date_gmt":"2012-11-08T17:06:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3825"},"modified":"2012-11-08T17:06:22","modified_gmt":"2012-11-08T17:06:22","slug":"desempenho-fraco-da-industria-pode-levar-cni-a-revisar-projecoes-para-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3825","title":{"rendered":"Desempenho fraco da ind\u00fastria pode levar CNI a revisar proje\u00e7\u00f5es para 2012"},"content":{"rendered":"\n<p>O fraco desempenho da ind\u00fastria em setembro levou a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) a diminuir o otimismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o do setor. As proje\u00e7\u00f5es feitas para este ano &#8211; crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 1,9% da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o &#8211; ser\u00e3o revistas em breve.<\/p>\n<p>&#8220;A recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, que todos est\u00e3o esperando para este \u00faltimo per\u00edodo do ano, est\u00e1 mais fraca do que o previsto &#8220;, disse o gerente-executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. &#8220;O resultado para o \u00faltimo trimestre pode ser pior do que o estimado.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela CNI, a utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada ficou est\u00e1vel em setembro ante agosto, em dados dessazonalizados, mantendo patamar de 80,9%. Em setembro deste ano, sem ajuste, o indicador ficou em 82,1%.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que o faturamento real da ind\u00fastria recuou 1,7% no per\u00edodo, ante agosto, feitos os ajustes sazonais, e caiu 0,5% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>O emprego ficou est\u00e1vel em setembro, na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior, e teve retra\u00e7\u00e3o de 0,6% ante setembro de 2011. O n\u00famero de horas trabalhadas caiu 0,7% na ind\u00fastria em setembro, ante agosto, com ajuste. Em rela\u00e7\u00e3o a setembro de 2011, houve diminui\u00e7\u00e3o de 3,8%.<\/p>\n<p>A massa salarial real na ind\u00fastria teve desempenho negativo em setembro, com queda de 0,6% ante agosto. O dado \u00e9 deflacionado pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), mas n\u00e3o \u00e9 dessazonalizado. Em compara\u00e7\u00e3o com setembro de 2011, o indicador recuou 0,1%. O rendimento m\u00e9dio real, que n\u00e3o \u00e9 dessazonalizado, mas corrigido pela infla\u00e7\u00e3o, caiu 1% ante agosto e cresceu 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a setembro de 2011.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma rejeita mudan\u00e7as na MP do setor el\u00e9trico<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Em jantar no Pal\u00e1cio da Alvorada, anteontem, a presidente Dilma Rousseff afirmou que n\u00e3o vai aceitar que o Congresso mude o texto da medida provis\u00f3ria 579\/2012, para aumentar o valor da indeniza\u00e7\u00e3o e o teto tarif\u00e1rio para os novos contratos do setor el\u00e9trico. O recado foi dado ao relator da MP, o l\u00edder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). O texto estabelece novas regras para o setor el\u00e9trico e reduz as tarifas ao consumidor e \u00e0 ind\u00fastria, 20% em m\u00e9dia, a partir de fevereiro. O objetivo \u00e9 reduzir o Custo Brasil e aumentar a competitividade das empresas brasileiras.<\/p>\n<p>&#8211; Aqueles que n\u00e3o concordarem, devolvam a concess\u00e3o &#8211; afirmou Dilma.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 antecipar a renova\u00e7\u00e3o dos contratos que vencem at\u00e9 2017, desde que as empresas aceitem as novas condi\u00e7\u00f5es. O governo pagar\u00e1 indeniza\u00e7\u00f5es de mais de R$ 20 bilh\u00f5es no total para geradoras e transmissoras que renovarem seus contratos at\u00e9 2024 cobrando tarifas menores.<\/p>\n<p>Fitch reavalia Eletrobras<\/p>\n<p>A raz\u00e3o desse pagamento \u00e9 ressarcir investimentos ainda n\u00e3o amortizados. As concess\u00f5es de quem n\u00e3o aceitar as novas condi\u00e7\u00f5es ir\u00e3o a leil\u00e3o. O montante anunciado, por\u00e9m, ficou muito abaixo do esperado pelas companhias. Deputados e senadores apresentaram emendas \u00e0 MP para tentar aumentar esses valores, e as empresas amea\u00e7am ir \u00e0 Justi\u00e7a. A Eletrobras, por exemplo, esperava receber R$ 30 bilh\u00f5es e ter\u00e1 R$ 14 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios para renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es do setor el\u00e9trico adotados pelo governo levou a ag\u00eancia de rating Fitch colocar ontem em perspectiva negativa a nota de classifica\u00e7\u00e3o de risco da Eletrobras, empresa considerada a mais afetada pelas medidas, atualmente de BBB (grau de investimento). Segundo a Fitch, a indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 14 bilh\u00f5es oferecida pelo governo n\u00e3o seria suficiente para a empresa compensar os novos patamares de tarifas. Um rebaixamento da nota significaria custos maiores para a empresa financiar seus projetos. A Fitch tamb\u00e9m alertou para impactos de neutro a negativo em outras empresas do setor, como a Cteep, Copel e Cemig.<\/p>\n<p>fiscaliza\u00e7\u00e3o contra apag\u00e3o<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio do Planalto pretende fazer um cavalo de batalha em torno disso e aposta que deputados e senadores n\u00e3o ter\u00e3o coragem de votar contra a redu\u00e7\u00e3o de tarifa. A presidente sustentou ainda que n\u00e3o h\u00e1 descumprimento de contrato.<\/p>\n<p>&#8211; O pa\u00eds carregou nos \u00faltimos 15 anos a precifica\u00e7\u00e3o desses ativos, feita pelo Fernando Henrique (Cardoso), para acumular lucros gigantescos para o setor &#8211; disse um dos presentes no jantar, dando o tom da conversa com Dilma.<\/p>\n<p>A presidente citou ainda o apag\u00e3o do \u00faltimo dia 26, que atingiu o Nordeste e \u00e1reas do Tocantins e do Par\u00e1, causado por uma pane em uma linha da Taesa, controlada pela Cemig. A presidente disse que os t\u00e9cnicos chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que foi um erro de opera\u00e7\u00e3o, uma falha no sistema de trabalho. Para evitar a repeti\u00e7\u00e3o de problemas como esse, disse querer que as empresas fiscalizem umas \u00e0s outras.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Apesar de cr\u00e9dito contido, mercado n\u00e3o espera a\u00e7\u00e3o do BCE<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Em um ano na presid\u00eancia do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi vem reiteradamente alertando para as condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito na zona do euro, motivo pelo qual n\u00e3o s\u00f3 levou a cabo redu\u00e7\u00f5es na taxa de juros (&#8220;repo rate&#8221;) para 0,75% como tamb\u00e9m da taxa de dep\u00f3sito, para zero.<\/p>\n<p>No mais, injetou \u20ac 1 trilh\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es de LTRO (de refinanciamento de longo prazo) e anunciou em setembro o programa de compra de ativos OMT (&#8220;Outright Monetary Transactions&#8221;), dando a possibilidade de os pa\u00edses membros terem seus t\u00edtulos soberanos comprados no secund\u00e1rio pelo ESM (Mecanismo Europeu de Estabilidade) sob condicionalidades. Este \u00faltimo ainda n\u00e3o estreou porque n\u00e3o houve demanda oficial dos pa\u00edses na al\u00e7a de mira do mercado e que n\u00e3o est\u00e3o na tutela da troica, como Espanha e It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Apesar da oferta de dinheiro a custos t\u00e3o baixos, o cr\u00e9dito continua com taxas de crescimento negativas, o que est\u00e1 na base das reclama\u00e7\u00f5es de Draghi de que os mecanismos de transmiss\u00e3o monet\u00e1ria est\u00e3o, na verdade, obstru\u00eddos.<\/p>\n<p>A julgar pela \u00faltima pesquisa do BCE sobre empr\u00e9stimos banc\u00e1rios (&#8220;Banking Lending Survey&#8221;, relativa ao terceiro trimestre), isso \u00e9 verdade. A oferta de cr\u00e9dito est\u00e1 mais restrita e a demanda, mais t\u00edmida. Houve aumento l\u00edquido do n\u00famero de bancos que reportaram restri\u00e7\u00f5es de oferta de cr\u00e9dito a empresas n\u00e3o financeiras (15%) e ao consumidor (3%). O mesmo ocorreu com os empr\u00e9stimos hipotec\u00e1rios (12%). Os bancos tamb\u00e9m mostraram maior queda l\u00edquida na demanda de empresas n\u00e3o financeiras (28%), cr\u00e9dito ao consumo (22%) e imobili\u00e1rio (25%).<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9: o que mais o BCE pode fazer para &#8220;rodar a roda&#8221;?<\/p>\n<p>Para as 12 casas consultadas pelo Valor Data, nada ser\u00e1 anunciado hoje na reuni\u00e3o do BCE. Bank of America Merrill Lynch, Bank of Ireland, BNP Paribas, Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC, J.P. Morgan, Jefferies, Morgan Stanley, Nomura e UBS acreditam que o BCE n\u00e3o alterar\u00e1 a taxa b\u00e1sica de juros da zona do euro. A maioria deles tamb\u00e9m acredita que n\u00e3o haver\u00e1 detalhamento do programa OMT.<\/p>\n<p>H\u00e1 raz\u00f5es para n\u00e3o se esperar a\u00e7\u00f5es agora: as novas proje\u00e7\u00f5es para a economia da regi\u00e3o s\u00f3 ser\u00e3o divulgadas na reuni\u00e3o de dezembro e, se n\u00e3o houve ativa\u00e7\u00e3o do OMT, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para o detalhamento do programa.<\/p>\n<p>As \u00faltimas proje\u00e7\u00f5es do BCE mostraram eleva\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 1,6% para 1,9% em 2013 e PIB m\u00e9dio com crescimento de 0,5% &#8211; de 1% em junho. Em dezembro, veremos o que mudou na percep\u00e7\u00e3o do banco central, inclusive seu primeiro olhar para 2014. Do lado da infla\u00e7\u00e3o, \u00e9 bom lembrar que boa parte da alta neste ano decorreu de aumento de impostos e pre\u00e7os administrados. Sendo assim, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel imaginar que esses efeitos impediriam o BCE de continuar a afrouxar a pol\u00edtica monet\u00e1ria se necess\u00e1rio, ainda mais em um contexto de crescimento p\u00edfio.<\/p>\n<p>Nesse sentido, tr\u00eas das casas consultadas aventam a possibilidade de uma redu\u00e7\u00e3o na taxa de juros a partir de dezembro. Para o Citi, se o BCE sinalizar no comunicado desta semana que os riscos para baixo em suas proje\u00e7\u00f5es podem se materializar, estar\u00e1 deixando a porta aberta para um corte no m\u00eas que vem. O banco acredita, contudo, que ainda que o juro seja reduzido, a taxa de dep\u00f3sitos provavelmente ser\u00e1 mantida em zero, o que estreitaria o corredor entre elas de 75 para 50 pontos-base. Essa opini\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo J.P. Morgan, que julga improv\u00e1vel uma taxa de dep\u00f3sitos negativa no curto prazo.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisa econ\u00f4mica do Morgan Stanley, por outro lado, acredita que em dezembro o BCE cortar\u00e1 em 25 pontos-base tanto os juros quanto a taxa de dep\u00f3sitos, mantendo a dist\u00e2ncia entre elas em 75 pontos &#8211; caso contr\u00e1rio, o impacto do afrouxamento monet\u00e1rio ser\u00e1 reduzido.<\/p>\n<p>O Deutsche Bank defende que a necessidade do corte \u00e9 evidente diante das condi\u00e7\u00f5es da economia, mas demorar\u00e1 para ser reconhecida pelo BCE, tanto que novas a\u00e7\u00f5es viriam apenas no fim do terceiro trimestre de 2013.<\/p>\n<p>Dada a escassez de novidades no comunicado, \u00e9 prov\u00e1vel que Draghi seja novamente pressionado na sess\u00e3o de perguntas e respostas da confer\u00eancia de imprensa sobre o (n\u00e3o) pedido de resgate da Espanha, a situa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia e as condicionalidades do OMT. O presidente do BCE, contudo, deve continuar a se esquivar das perguntas relacionadas \u00e0 Espanha e, segundo o Nomura, dever\u00e1 repetir as respostas conferidas na \u00faltima reuni\u00e3o: que o OMT est\u00e1 pronto para ser ativado e que um resgate depende apenas da decis\u00e3o dos governos. De novo: o BCE n\u00e3o pode fazer pelos pa\u00edses o que eles mesmos n\u00e3o fazem.<\/p>\n<p>Em tempo: O Banco da Inglaterra (BoE) deve ficar quieto nesta reuni\u00e3o, segundo a pesquisa Valor Data. O programa de compras de ativos, de 375 bilh\u00f5es de libras, acaba neste m\u00eas, e 11 das 12 casas consultadas n\u00e3o contam com sua extens\u00e3o. O Goldman Sachs \u00e9 o \u00fanico a acreditar que o BoE anunciar\u00e1 uma expans\u00e3o de 25 bilh\u00f5es de libras esta semana, por haver necessidade de mais est\u00edmulos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os continua elevada<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O IPCA de outubro mostrou mais uma vez um quadro inflacion\u00e1rio pouco confort\u00e1vel, embora n\u00e3o explosivo. A alta de 0,59% do indicador n\u00e3o se resumiu \u00e0s press\u00f5es mais fortes dos grupos de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas e vestu\u00e1rio. O \u00edndice de difus\u00e3o, que mostra o percentual de itens com varia\u00e7\u00e3o positiva, atingiu 68,8% no m\u00eas passado, acima dos 66,3% de setembro. \u00c9 o n\u00famero mais alto desde 2005, como destacou o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, s\u00f3cio da Schwartsman &amp; Associados. Isso mostra uma infla\u00e7\u00e3o mais disseminada, que subiu bastante n\u00e3o apenas por causa do avan\u00e7o de 1,36% de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o a alta de 0,51% dos servi\u00e7os, id\u00eantica \u00e0 de setembro, mesmo num m\u00eas em que o item empregado dom\u00e9stico, com grande peso no grupo, caiu 0,16%. A quest\u00e3o \u00e9 que v\u00e1rios outros itens subiram com for\u00e7a. Entre os servi\u00e7os pessoais, cabeleireiro avan\u00e7ou 1,1% em outubro, por exemplo. J\u00e1 o subgrupo consertos e manuten\u00e7\u00e3o teve alta de 1,05%. Alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio, inclu\u00eddo pelo BC no grupo de servi\u00e7os a partir deste ano, subiu 0,99% &#8211; aumento que tamb\u00e9m reflete a alta forte de alimentos e bebidas.<\/p>\n<p>O mercado de trabalho aquecido, com desemprego baixo e rendimento crescente, abre espa\u00e7o para os prestadores de servi\u00e7os promoverem altas mais salgadas de pre\u00e7os. Em 12 meses, o grupo subiu 7,98%, uma fonte importante de press\u00e3o para o IPCA, que teve aumento de 5,45% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Outro sinal de que a infla\u00e7\u00e3o mais elevada n\u00e3o se deve apenas \u00e0 alta de alimentos ou ao vestu\u00e1rio \u00e9 dado pelo comportamento dos n\u00facleos, que buscam excluir, ou pelo menos diminuir, o peso dos itens mais vol\u00e1teis. O n\u00facleo por dupla pondera\u00e7\u00e3o, que reduz a influ\u00eancia dos itens que mais oscilam, subiu 0,55% em outubro, mais que o 0,51% de setembro.<\/p>\n<p>Em 12 meses, o aumento \u00e9 de 5,59%, bem acima do centro da meta, de 4,5%. O n\u00facleo calculado por m\u00e9dias aparadas com suaviza\u00e7\u00e3o &#8211; que elimina as 20% maiores altas e 20% maiores baixas e dilui em 12 meses alguns itens, como pre\u00e7os administrados &#8211; teve alta de 0,54% em outubro e de 5,69% em 12 meses, segundo c\u00e1lculos da LCA Consultores.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o houve apenas m\u00e1s not\u00edcias no front inflacion\u00e1rio. A alta de 1,36% dos alimentos no IPCA de outubro j\u00e1 ficou abaixo da varia\u00e7\u00e3o de 1,56% registrada pelo grupo no IPCA-15, indicando desacelera\u00e7\u00e3o nas cota\u00e7\u00f5es desses produtos. Al\u00e9m disso, o IGP-DI de outubro teve defla\u00e7\u00e3o de 0,31%, puxado para baixo pela queda 1,34% dos pre\u00e7os agropecu\u00e1rios e de 0,42% dos pre\u00e7os industriais, sempre no atacado. Alimentos em queda no atacado v\u00e3o produzir algum al\u00edvio no varejo, tirando press\u00e3o dos IPCs.<\/p>\n<p>O ponto \u00e9 que a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tende a seguir elevada. O mercado de trabalho segue firme, e a economia se recupera, ainda que a um ritmo n\u00e3o muito forte. Para este ano, o IPCA deve fechar na casa de 5,5%, percentual que pode se repetir em 2013, mesmo com o corte das tarifas de energia tirando algo como 0,6 ponto percentual do IPCA. A converg\u00eancia para o centro da meta, de 4,5% parece muito improv\u00e1vel.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desembolsos do BNDES em outubro atingem R$ 14 bi, 5% acima do projetado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) desembolsou em outubro R$ 14 bilh\u00f5es, 5% a mais que o valor projetado pelo banco para o per\u00edodo. A informa\u00e7\u00e3o foi dada ontem pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. De acordo com ele, a expectativa de desembolso para o ano permanece por volta dos R$ 150 bilh\u00f5es. Coutinho participou de evento promovido pela Academia Brasileira de Ci\u00eancias, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Se a demanda de fato se acelerar, n\u00f3s poderemos chegar l\u00e1, vamos trabalhar eficientemente&#8221;, disse Coutinho, que destacou que a demanda de consultas nas linhas de opera\u00e7\u00e3o indireta aumentaram em outubro. Ele tamb\u00e9m destacou que a posi\u00e7\u00e3o &#8220;mais seletiva&#8221; dos bancos p\u00fablicos para liberar empr\u00e9stimos para empresas, em fun\u00e7\u00e3o do crescimento da inadimpl\u00eancia desde o ano passado, tende a se atenuar na medida em que a economia retomar o crescimento.<\/p>\n<p>O ritmo mais lento de desembolsos tem levado o mercado a considerar que o governo pode decidir, mais uma vez, pela extens\u00e3o do Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento, com taxas de 2,5% para o financiamento de bens de capital, investimento e tecnologia, que tem previs\u00e3o para se encerrar em dezembro. O prazo anterior era agosto.<\/p>\n<p>&#8220;Em tese n\u00f3s temos que trabalhar com o PSI at\u00e9 o fim do ano&#8221;, afirmou o presidente do BNDES, que evitou dizer se o programa ser\u00e1 estendido ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Coutinho reiterou ainda que h\u00e1 a previs\u00e3o de que o empr\u00e9stimo para a usina hidrel\u00e9trica de Belo Monte, no Rio Xingu, Par\u00e1, seja aprovado ainda neste ano. &#8220;N\u00f3s estamos trabalhando para concluir a aprova\u00e7\u00e3o este ano&#8221;, disse Coutinho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o continua se equilibrando no fio da navalha<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O choque na oferta de alimentos, que entrou pela porta de uma grande seca nos Estados Unidos e se espalhou por mercados cerealistas locais, parece ter esgotado a capacidade de empurrar a infla\u00e7\u00e3o para cima. Nem por isso o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que \u00e9 base para o sistema de metas de infla\u00e7\u00e3o, deixar\u00e1 de sofrer o impacto de altas de outros pre\u00e7os. \u00c9 certo que o \u00edndice continuar\u00e1 a evoluir no fio da navalha, embora sem amea\u00e7a de superar o teto da meta.<\/p>\n<p>Vil\u00f5es, mais uma vez, da eleva\u00e7\u00e3o do IPCA em outubro, os alimentos j\u00e1 deram o que tinham de dar para desviar o \u00edndice da rota desejada para o centro da meta de infla\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m divulgado ontem, o \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os (IGP-DI), da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, apontou defla\u00e7\u00e3o, causada principalmente pelo recuo dos pre\u00e7os agr\u00edcolas no \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado, principal elemento da composi\u00e7\u00e3o do IGP. \u00c9 uma indica\u00e7\u00e3o segura de que, nos pr\u00f3ximos meses, os alimentos dar\u00e3o folga aos \u00edndices ao consumidor.<\/p>\n<p>Com a sa\u00edda de cena dos alimentos, por\u00e9m, outros grupos de pre\u00e7os devem manter a infla\u00e7\u00e3o sob press\u00e3o. Em outubro, houve altas em seis dos nove grupos do IPCA, com destaque para vestu\u00e1rio, que subiu al\u00e9m do previsto, mesmo para o per\u00edodo de mudan\u00e7a de cole\u00e7\u00f5es e consequente alta nos pre\u00e7os. Tamb\u00e9m os pre\u00e7os dos ve\u00edculos voltaram a subir.<\/p>\n<p>Todas as medidas de n\u00facleo de infla\u00e7\u00e3o continuaram avan\u00e7ando em rela\u00e7\u00e3o a setembro. E, mesmo quando se exclui o item alimentos, o \u00edndice de difus\u00e3o de altas, tomado o conjunto de pre\u00e7os do IPCA, manteve-se em torno de 65%. O fato de a difus\u00e3o das altas ter se estabilizado n\u00e3o indica despreocupa\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, mostra que as press\u00f5es atingem quase dois ter\u00e7os dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>A difus\u00e3o das altas nos pre\u00e7os, contudo, n\u00e3o pode ser tomada como indicativo de descontrole nos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o. Nos pr\u00f3ximos meses, os analistas preveem al\u00edvio nas press\u00f5es em alimentos e vestu\u00e1rio e novas altas em itens dos grupos habita\u00e7\u00e3o, transportes e despesas pessoais.<\/p>\n<p>Tudo bem medido, as proje\u00e7\u00f5es apontam para eleva\u00e7\u00f5es mensais do IPCA entre 0,5% e 0,6%, nos dois meses que faltam para fechar o ano. Isso significa que continuar\u00e1 a subir, mas n\u00e3o a ponto de escapar das vizinhan\u00e7as de 5,5% &#8211; ponto equidistante entre o centro e o teto da meta de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Outubro tem maior sa\u00edda de d\u00f3lares em 28 meses<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O aumento nas remessas de lucros e dividendos ao exterior por empresas estrangeiras instaladas no Brasil \u00e9 o respons\u00e1vel pela forte sa\u00edda de d\u00f3lares do pa\u00eds, de US$ 3,823 bilh\u00f5es, em outubro, terceiro m\u00eas seguido de fluxo cambial negativo &#8211; o pior resultado desde junho de 2010. Para os pr\u00f3ximos meses, a expectativa \u00e9 de fluxo fraco, por conta dessas remessas e pela percep\u00e7\u00e3o que as constantes interven\u00e7\u00f5es do governo no c\u00e2mbio t\u00eam mantido afastados parte dos investidores estrangeiros.<\/p>\n<p>A d\u00favida agora \u00e9 se o Banco Central ter\u00e1 de inverter a m\u00e3o em algum momento e oferecer liquidez ao mercado, j\u00e1 que o fluxo negativo levou os bancos a fecharem outubro com posi\u00e7\u00e3o vendida de US$ 3,658 bilh\u00f5es no d\u00f3lar \u00e0 vista. Essa \u00e9 a primeira vez que essas institui\u00e7\u00f5es encerram um m\u00eas apostando na desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda americana desde dezembro de 2011. Para economistas, leil\u00f5es de venda de moeda \u00e0 vista pelo BC n\u00e3o condizem com a atual pol\u00edtica cambial, dado que a valoriza\u00e7\u00e3o do real poderia colocar em risco a ainda t\u00edmida retomada da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Para Roberto Serra, gestor da Fram Capital, uma sa\u00edda para o BC seria realizar leil\u00f5es de venda de d\u00f3lares conjugados com leil\u00f5es de compra.<\/p>\n<p>&#8220;Esse tipo de opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o tira d\u00f3lar das reservas, e, como tem volta (o BC recompra os d\u00f3lares), o impacto no d\u00f3lar seria mais leve&#8221;, diz. O BC, por\u00e9m, s\u00f3 lan\u00e7ar\u00e1 m\u00e3o desse instrumento caso o fluxo continue negativo, com sa\u00eddas iguais ou mais fortes que as mais recentes, diz. &#8220;N\u00e3o vejo cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o firme no fluxo nos pr\u00f3ximos meses, mas precisaria haver sa\u00eddas muito volumosas para que o BC se visse obrigado a prover liquidez ao mercado.&#8221;<\/p>\n<p>A \u00faltima vez em que o BC fez leil\u00e3o de empr\u00e9stimo com compromisso de recompra foi em dezembro de 2011, mas acabou n\u00e3o aceitando nenhuma proposta.<\/p>\n<p>&#8220;Esse fluxo foi significativo, sim, mas j\u00e1 estava dentro do pre\u00e7o desde meados de julho. O mercado j\u00e1 sabia que haveria mais sa\u00eddas que entradas em outubro&#8221;, diz Tarc\u00edsio Rodrigues, diretor de c\u00e2mbio do Banco Paulista. Ele concorda que o fluxo deve se manter perto do equil\u00edbrio nestes \u00faltimos dois meses do ano. Dessa forma, n\u00e3o seria necess\u00e1rio que o BC oferecesse d\u00f3lares para suprir o mercado. Para ele, nem mesmo a proximidade com o teto da banda cambial do BC, de R$ 2,05, seria suficiente para que a autoridade monet\u00e1ria atuasse na ponta vendedora.<\/p>\n<p>&#8220;O BC n\u00e3o quer o d\u00f3lar perto de R$ 2 nem muito perto de R$ 2,05. Mas o detalhe \u00e9 que, mais para cima, ele tem mais paci\u00eancia&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O grande fluxo negativo de outubro, na opini\u00e3o de Tiago Carlos, economista da Link Investimentos, foi algo pontual, especialmente na conta financeira, que apenas no \u00faltimo dia do m\u00eas registrou sa\u00edda l\u00edquida de US$ 3,037 bilh\u00f5es. Nesse dia, al\u00e9m de remessas de lucros e dividendos, houve tamb\u00e9m uma sa\u00edda significativa relacionada ao pagamento da compra de uma empresa estrangeira por uma corpora\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;Pelo volume e pela concentra\u00e7\u00e3o num \u00fanico dia, \u00e9 poss\u00edvel dizer que foi algo muito restrito. N\u00e3o significa que sa\u00eddas volumosas v\u00e3o ser tend\u00eancia agora&#8221;, disse. Apesar da expectativa de sa\u00eddas de d\u00f3lares at\u00e9 pelo menos dezembro, Carlos acredita que a taxa de c\u00e2mbio continuar\u00e1 oscilando entre R$ 2,02 e R$ 2,05. O economista considera que os n\u00edveis ainda elevados do Investimento Estrangeiro Direto (IED) ainda devem evitar um colapso do fluxo. &#8220;Essa conta ainda continua firme. E ainda tem as capta\u00e7\u00f5es de empresas, que tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00e3o deixar o fluxo ficar ainda mais negativo.&#8221;<\/p>\n<p>Em outubro, at\u00e9 o dia 19, segundo dados mais recentes do BC, o IED j\u00e1 somava US$ 3,8 bilh\u00f5es, mais da metade da previs\u00e3o do BC para o m\u00eas cheio, de US$ 6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O impacto do fluxo no d\u00f3lar ontem foi limitado, com a moeda subindo 0,10% a R$ 2,034. Segundo Rodrigues, o ganho na ter\u00e7a foi devido a uma sa\u00edda &#8220;pontual&#8221; de d\u00f3lares do pa\u00eds, uma vez que o mercado j\u00e1 esperava fluxo negativo em outubro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3825\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3825","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ZH","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3825"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3825\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}