{"id":3833,"date":"2012-11-09T15:57:28","date_gmt":"2012-11-09T15:57:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3833"},"modified":"2012-11-09T15:57:28","modified_gmt":"2012-11-09T15:57:28","slug":"republicanos-admitem-ceder-por-apcto-fiscal-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3833","title":{"rendered":"Republicanos admitem ceder por apcto fiscal nos EUA"},"content":{"rendered":"\n<p>Dois dias ap\u00f3s a reelei\u00e7\u00e3o de Barack Obama, a Casa Branca e os republicanos deram os passos iniciais para negocia\u00e7\u00f5es envolvendo o abismo fiscal, termo usado para designar o risco de impasse no Congresso sobre cortes de gastos e o fim de isen\u00e7\u00f5es, que devem retirar US$ 600 bilh\u00f5es da economia. Ontem, a administra\u00e7\u00e3o Obama e membros do Partido Democrata reagiram com otimismo \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do presidente da C\u00e2mara dos Deputados, o republicano John Boehner, que na quarta-feira defendeu o di\u00e1logo entre os dois lados em busca de um ponto de equil\u00edbrio. Boehner admitiu aumento nos impostos, embora sem detalhar quais &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o, os republicanos apoiavam a redu\u00e7\u00e3o no d\u00e9ficit apenas por meio do corte nos gastos, sem eleva\u00e7\u00e3o de tributos. Se h\u00e1 quatro anos a vit\u00f3ria de Obama foi atribu\u00edda aos jovens e negros, desta vez os hisp\u00e2nicos foram os fi\u00e9is da balan\u00e7a. O democrata obteve 71% dos votos de eleitores que se descrevem como hisp\u00e2nicos, ante 27% de Mitt Romney.<\/p>\n<p>Presidente republicano da C\u00e2mara dos Deputados deixa claro que partido deve ouvir mensagem das urnas e n\u00e3o descarta a possibilidade de aceitar medidas que incluam aumento de impostos para reduzir d\u00e9ficit; acordo tem de sair at\u00e9 31 de dezembro<\/p>\n<p>Dois dias ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o e com o presidente Barack Obama ainda descansando, a Casa Branca e os republicanos deram sinais de concilia\u00e7\u00e3o para iniciar as negocia\u00e7\u00f5es sobre o chamado &#8220;abismo fiscal&#8221;, termo usado para designar o risco de impasse no Congresso sobre cortes de gastos e o fim de isen\u00e7\u00f5es fiscais, que devem enxugar US$ 600 bilh\u00f5es da economia. O tema deve dominar a agenda pol\u00edtica dos EUA at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>Ao longo do dia de ontem, o governo Obama e membros do Partido Democrata reagiram com otimismo \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do presidente da C\u00e2mara dos Deputados, o republicano John Boehner, que na quarta-feira defendeu o di\u00e1logo entre os dois lados para atingirem um ponto de equil\u00edbrio, deixando claro ainda que reconhece o recado das urnas com a vit\u00f3ria de Obama e admitindo at\u00e9 mesmo um aumentos nos impostos, embora sem detalhar quais.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, os republicanos apoiavam a redu\u00e7\u00e3o no d\u00e9ficit apenas por meio do corte nos gastos, sem aumento nas al\u00edquotas de imposto. &#8220;Eu fiquei muito sensibilizado com o tom apresentado pelo presidente da C\u00e2mara, Boehner. Ele basicamente disse estar disposto a discutir o lado da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, algo que muitos de seu partido discordam. Tamb\u00e9m afirmou que o presidente venceu a elei\u00e7\u00e3o e deve nos liderar&#8221;, afirmou o senador democrata Charles Schumer, de Nova York.<\/p>\n<p>David Axelrod, principal estrategista pol\u00edtico democrata, afirmou que &#8220;todos devem ler os resultados e entender que o voto foi para uma coopera\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso estar com a cabe\u00e7a aberta&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A Casa Branca afirmou que Obama conversou com Boehner e outros membros do Congresso desde a sua vit\u00f3ria nas elei\u00e7\u00f5es, em busca de um acordo para evitar o abismo fiscal. &#8220;O presidente reiterou seu compromisso em busca de solu\u00e7\u00f5es bipartid\u00e1rias, por meio da redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit de uma forma balanceada, com cortes para a classe m\u00e9dia e os pequenos neg\u00f3cios&#8221;, relata a presid\u00eancia, por meio de um comunicado.<\/p>\n<p>O presidente tem maioria no Senado, mas os republicanos ainda controlam a C\u00e2mara. Os dois lados t\u00eam at\u00e9 31 de dezembro para chegar a um acordo e evitar o abismo fiscal. Caso contr\u00e1rio, a redu\u00e7\u00e3o nos impostos para toda a popula\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m para empresas, al\u00e9m de uma dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o nos gastos, ser\u00e3o implementadas imediatamente. Na \u00c1sia, as bolsas fecharam com quedas acentuadas, o que j\u00e1 havia ocorrido nos EUA na quarta-feira.<\/p>\n<p>Programas educacionais, de sa\u00fade e militares do governo ser\u00e3o imediatamente afetados. Economistas de diferentes correntes ideol\u00f3gicas preveem uma recess\u00e3o se isso ocorrer.<\/p>\n<p>Para os democratas, \u00e9 necess\u00e1rio um acordo para reduzir os gastos e a manuten\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o dos impostos apenas para os que recebem menos de US$ 250 mil por ano. Os republicanos defendem cortes ainda mais fortes e s\u00e3o a favor da manuten\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o nos impostos para todos os americanos, independentemente da faixa de renda.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de Boehner de quarta-feira foi uma mudan\u00e7a no posicionamento dos opositores, embora ainda n\u00e3o tenha sido apoiada por outras figuras importantes do partido, como o deputado Paul Ryan, candidato a vice na derrotada chapa de Mitt Romney. As ag\u00eancias de risco, como a Moody&#8221;s, amea\u00e7am reduzir a nota dos EUA caso n\u00e3o haja um acordo para evitar o abismo fiscal antes de 31 de dezembro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC prev\u00ea super\u00e1vit prim\u00e1rio &#8220;sem ajustes&#8221; em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Banco Central (BC) n\u00e3o espera que volte a se repetir em 2013 o remendo que ser\u00e1 feito este ano pelo governo para o cumprimento da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio do setor p\u00fablico. Ontem, durante a apresenta\u00e7\u00e3o do Boletim Regional do BC, no Recife, o diretor de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, Carlos Hamilton Ara\u00fajo, disse que as proje\u00e7\u00f5es da autoridade monet\u00e1ria para a economia do pa\u00eds em 2013 est\u00e3o baseadas em um super\u00e1vit prim\u00e1rio &#8220;sem ajustes&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar do desconforto com o aumento dos gastos do governo, Ara\u00fajo preferiu n\u00e3o polemizar com o Minist\u00e9rio da Fazenda, que disse quarta-feira que n\u00e3o seria poss\u00edvel atingir este ano o super\u00e1vit de R$ 139,8 bilh\u00f5es, correspondente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A economia do governo, segundo o ministro Guido Mantega, deve chegar a 2,5% do PIB. A diferen\u00e7a ser\u00e1 abatida dos investimentos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>Hamilton disse que a retomada da atividade econ\u00f4mica deve ajudar o governo a atingir a meta do super\u00e1vit em 2013. &#8220;Sobre as quest\u00f5es fiscais, n\u00f3s ouvimos e, eventualmente, fazemos alguma coloca\u00e7\u00e3o, mas em outras inst\u00e2ncias&#8221;, disse o diretor, que descartou um processo de descaracteriza\u00e7\u00e3o do trip\u00e9 formado por regime de metas de infla\u00e7\u00e3o, c\u00e2mbio flutuante e super\u00e1vit prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>O diretor afirmou que relat\u00f3rios do BC j\u00e1 vinham alertando h\u00e1 algum tempo sobre a escalada nos gastos do governo. &#8220;Do ponto de vista de comunica\u00e7\u00e3o, viemos paulatinamente ajustando. Na ata do Copom de junho, v\u00edamos uma pol\u00edtica fiscal de conten\u00e7\u00e3o; na ata de julho, j\u00e1 v\u00edamos na zona de neutralidade; no relat\u00f3rio de setembro, v\u00edamos a pol\u00edtica fiscal ligeiramente expansionista. Em outubro, v\u00edamos a pol\u00edtica fiscal j\u00e1 expansionista&#8221;, disse Hamilton.<\/p>\n<p>Ainda assim, a autoridade monet\u00e1ria continua projetando para o terceiro trimestre do pr\u00f3ximo ano a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para o centro da meta, de 4,5%. Segundo Hamilton, o choque nos pre\u00e7os das commodities agr\u00edcolas, causado principalmente pela seca que atingiu os Estados Unidos, j\u00e1 arrefeceu e n\u00e3o deve prejudicar a converg\u00eancia do IPCA para a meta. O diretor do BC recha\u00e7ou as cr\u00edticas de que a trajet\u00f3ria de &#8220;n\u00e3o linearidade&#8221; da infla\u00e7\u00e3o estaria confundindo o mercado.<\/p>\n<p>&#8220;Eu acho que est\u00e1 bem claro. O que foi dito primeiramente \u00e9 que a infla\u00e7\u00e3o estava convergindo para a trajet\u00f3ria de meta e, por conseguinte, recuando. Depois, se disse que a economia estava sendo alcan\u00e7ada por press\u00f5es tempor\u00e1rias de pre\u00e7os, mas que voltaria para a trajet\u00f3ria de converg\u00eancia. Por uma infer\u00eancia l\u00f3gica, \u00e9 imediato que a trajet\u00f3ria de converg\u00eancia sobe e depois volta. Se voc\u00ea junta os tr\u00eas conjuntos de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 pra chegar \u00e0 outra conclus\u00e3o que n\u00e3o essa&#8221;, afirmou Hamilton.<\/p>\n<p>Sobre as perspectivas para a oferta de cr\u00e9dito, o diretor do Banco Central disse que os executivos financeiros ouvidos pela autoridade monet\u00e1ria v\u00eam demonstrando que o &#8220;sentimento mais defensivo ficou para tr\u00e1s&#8221;. De acordo com ele, as perspectivas para o mercado de cr\u00e9dito est\u00e3o melhores tanto no segmento de pessoas f\u00edsicas como entre as empresas. Para o financiamento habitacional, no entanto, Hamilton apontou tend\u00eancia de estabilidade.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pa\u00edses adotam t\u00e1ticas diversas para metas de infla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Brasil, M\u00e9xico, Chile e Turquia t\u00eam seguido trilhas diferentes na implementa\u00e7\u00e3o do regime de metas de infla\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, evidenciando as diverg\u00eancias na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria no p\u00f3s-crise. Enquanto M\u00e9xico e Chile se mant\u00eam bastante fi\u00e9is \u00e0s regras tradicionais do sistema e preservam o c\u00e2mbio flutuante, a Turquia optou por uma trilha bem menos convencional desde o fim de 2010 &#8211; h\u00e1 uma banda para os juros, que variam de 5% a 9,5% ao ano, e um c\u00e2mbio que pouco oscila.<\/p>\n<p>O Brasil fica num meio termo. O Banco Central baixou os juros com for\u00e7a desde agosto de 2011, n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o em trazer a infla\u00e7\u00e3o a ferro e fogo para o centro da meta, de 4,5%, e o c\u00e2mbio passou a flutuar num intervalo estreito, entre R$ 2 e R$ 2,10. Mas, diferentemente da Turquia, a infla\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o tem estourado o teto e a pol\u00edtica monet\u00e1ria \u00e9 bem menos heterodoxa que a do BC turco (ver abaixo).<\/p>\n<p>O M\u00e9xico e, principalmente, o Chile t\u00eam obtido melhores resultados em termos de infla\u00e7\u00e3o e crescimento do que a Turquia, pa\u00eds que v\u00ea neste ano uma combina\u00e7\u00e3o de alta de pre\u00e7os ainda forte e um crescimento baixo, com elevado d\u00e9ficit em conta corrente. No Brasil, a infla\u00e7\u00e3o tem ficado acima do centro da meta, a despeito do fraco crescimento, embora abaixo do teto, de 6,5%.<\/p>\n<p>Chefe de pesquisa para mercados emergentes das Am\u00e9ricas da Nomura Securities, Tony Volpon diferencia a atua\u00e7\u00e3o dos bancos centrais no auge da crise, no momento que se seguiu \u00e0 quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008, e nos anos mais recentes. No per\u00edodo de maior turbul\u00eancia, disseminaram-se estrat\u00e9gias menos ortodoxas, diz ele. Passado o per\u00edodo mais agudo da crise, os BCs de pa\u00edses como Chile e M\u00e9xico a voltaram a um modelo &#8220;bastante ortodoxo&#8221; do regime de metas. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 uma grande mudan\u00e7a se voc\u00ea comparar como eles atuam hoje e como atuavam antes da crise.&#8221;<\/p>\n<p>O c\u00e2mbio permanece flutuante nos dois pa\u00edses, o que ajuda a absorver eventuais choques externos, como oscila\u00e7\u00f5es de commodities, diz o chefe de pesquisa para a Am\u00e9rica Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos. No Brasil, lembra ele, h\u00e1 quase seis meses a moeda flutua entre R$ 2 e R$ 2,10.<\/p>\n<p>H\u00e1 diferen\u00e7as entre a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria no M\u00e9xico e no Chile. No caso mexicano, a taxa b\u00e1sica, que terminou 2008 em 8,25%, recuou para 4,5% em sete cortes consecutivos ao longo de 2009. Permanece desde julho daquele ano nesse n\u00edvel, mesmo com a infla\u00e7\u00e3o rodando sempre acima do centro da meta, de 3%, e muitas vezes acima do teto, de 4%. No Chile, o juro mergulhou dos 8,25% em dezembro de 2008 para 0,5% ao ano em julho de 2009, n\u00edvel em que ficou at\u00e9 maio de 2010. Em junho daquele ano passou a subir, batendo em 5,25% em junho do ano passado. Em janeiro deste ano, caiu para 5% e a\u00ed ficou, mesmo com a infla\u00e7\u00e3o abaixo de 3% no acumulado em 12 meses desde junho.<\/p>\n<p>Segundo o analista-s\u00eanior para a Am\u00e9rica Latina da Economist Intelligence Unit (EIU), Robert Wood, &#8220;o M\u00e9xico definiu um centro do alvo ambicioso h\u00e1 alguns anos, de 3%, mas na pr\u00e1tica foi incapaz de ancorar as expectativas de infla\u00e7\u00e3o nesse n\u00edvel&#8221;. Nos 12 meses at\u00e9 outubro, a infla\u00e7\u00e3o &#8220;cheia&#8221; mexicana ficou em 4,6%, em grande parte devido \u00e0 alta dos pre\u00e7os agr\u00edcolas, que come\u00e7aram a perder for\u00e7a. O n\u00facleo &#8211; que exclui alguns itens como alimentos &#8211; est\u00e1 em 3,6% em 12 meses e os servi\u00e7os, um pouco acima de 2%, o que ajuda a entender por que o BC mexicano n\u00e3o eleva os juros apesar de o \u00edndice &#8220;cheio&#8221; estar acima do teto. J\u00e1 o crescimento do pa\u00eds neste ano deve ficar um pouco abaixo de 4% &#8211; o FMI projeta 3,8%.<\/p>\n<p>Mesmo sem elevar os juros desde 2009, o BC do M\u00e9xico mant\u00e9m uma ret\u00f3rica de aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 trajet\u00f3ria dos pre\u00e7os. &#8220;Nos comunicados, o BC sempre se mostra preocupado com a infla\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Ramos, que, em compara\u00e7\u00e3o, v\u00ea com reservas o tom adotado pelo BC brasileiro, que pinta um quadro inflacion\u00e1rio favor\u00e1vel mesmo quando as previs\u00f5es para o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) contidas no seu relat\u00f3rio trimestral de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o indicam a converg\u00eancia para os 4,5%.<\/p>\n<p>O BC do Chile n\u00e3o tem hesitado em fazer mudan\u00e7as bruscas nos juros, para cima ou para baixo. Pa\u00eds com elevado grau de abertura comercial, o Chile tem uma infla\u00e7\u00e3o muito mais influenciada pelo cen\u00e1rio externo, lembra Ramos. A infla\u00e7\u00e3o, que bateu em 9,85% nos 12 meses at\u00e9 outubro de 2008, fechou 2009 em queda de 1,5%. Dois anos depois, aumentou para 4,4%, o que levou \u00e0 rea\u00e7\u00e3o do BC chileno.<\/p>\n<p>&#8220;A institui\u00e7\u00e3o tem a maior credibilidade entre os BCs da Am\u00e9rica Latina. Com isso, os cortes agressivos depois da quebra do Lehman Brothers n\u00e3o preocuparam os mercados&#8221;, diz Wood, avaliando, contudo, que em 2008 o BC chileno demorou para elevar os juros num quadro em que o choque de pre\u00e7os de alimentos e combust\u00edveis contaminou a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Chile tem uma combina\u00e7\u00e3o bastante saud\u00e1vel de crescimento e infla\u00e7\u00e3o. Em 2012, o PIB crescer\u00e1 5%, segundo o FMI, e a expectativa \u00e9 que os pre\u00e7os ao consumidor tenham alta um pouco inferior a 3%.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas analistas destacam, no caso chileno, o papel da pol\u00edtica fiscal para a sustenta\u00e7\u00e3o do crescimento robusto com infla\u00e7\u00e3o sob controle. Ramos lembra que o pa\u00eds gera super\u00e1vits expressivos em momentos de fartura e eleva gastos no per\u00edodo de vacas magras.<\/p>\n<p>Ao comparar o regime de metas de infla\u00e7\u00e3o brasileiro com o mexicano e o chileno, os analistas enfatizam outra diferen\u00e7a. Enquanto no Chile e no M\u00e9xico o alvo \u00e9 de 3%, com 1 ponto porcentual de toler\u00e2ncia para cima ou para baixo, a meta brasileira \u00e9 consideravelmente mais alta &#8211; o centro \u00e9 de 4,5%, com 2 pontos de intervalo.<\/p>\n<p>Para Ramos, mesmo com um alvo mais alto, a autoridade monet\u00e1ria brasileira tem se mostrado confort\u00e1vel com um IPCA entre 5% e 5,5%, tendendo a reagir apenas se o indicador se aproximar de 6%. E o mais prov\u00e1vel, segundo ele, \u00e9 que o primeiro instrumento a ser usado pelo BC nessa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 a taxa de juros, mas uma eventual valoriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio e medidas fiscais e de restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Para Wood, v\u00e1rios fatores t\u00eam impedido a ado\u00e7\u00e3o pelo Brasil de um arcabou\u00e7o de controle da infla\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3ximo de pa\u00edses como M\u00e9xico, Chile e Col\u00f4mbia. &#8220;Eles incluem um maior n\u00edvel de indexa\u00e7\u00e3o, uma d\u00edvida mais pesada e uma infraestrutura financeira constru\u00edda num cen\u00e1rio de alta infla\u00e7\u00e3o e juros elevados que ainda n\u00e3o foi totalmente desmontada&#8221;, afirma ele, ressalvando, a import\u00e2ncia das mudan\u00e7a nas regras de remunera\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a. Gargalos estruturais resultantes de uma baixa taxa de investimento tamb\u00e9m atrapalham, diz Wood, que destaca a necessidade de conten\u00e7\u00e3o dos gastos correntes.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Argentina trava importa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Os exportadores brasileiros est\u00e3o frustrados com a maneira como o governo vem conduzindo as negocia\u00e7\u00f5es para reduzir as barreiras n\u00e3o tarif\u00e1rias impostas pela Argentina \u00e0s importa\u00e7\u00f5es. A demora em conquistar avan\u00e7os \u00e9 quase a mesma enfrentada pelas empresas para obter as pol\u00eamicas Declara\u00e7\u00f5es Juradas de Antecipa\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00e3o (Djai) \u2014 uma das dificuldades para a entrada de produtos estrangeiros criadas em fevereiro deste ano pela presidente Cristina Kirchner.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem procurado dialogar com a Argentina, mas a grande quest\u00e3o \u00e9 que essa negocia\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorre quando a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito cr\u00edtica. Ela atinge s\u00f3 o varejo, ou seja, caso a caso, e isso irrita os exportadores porque n\u00e3o se chega a uma solu\u00e7\u00e3o para todos\u201d, explicou o consultor Welber Barral.<\/p>\n<p>Os exportadores de carne su\u00edna viram suas exporta\u00e7\u00f5es despencar 40% em outubro e t\u00eam procurado equilibrar a situa\u00e7\u00e3o aumentando as vendas no mercado interno e para a \u00c1sia. Montadoras instaladas na Argentina est\u00e3o com problemas nas linhas de produ\u00e7\u00e3o devido ao atraso na entrega de pe\u00e7as do Brasil, e algumas tiveram que adiar o lan\u00e7amento de novos modelos.<\/p>\n<p>Perdas<\/p>\n<p>Ontem, foi realizada em S\u00e3o Paulo uma nova rodada de conversas entre a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior brasileira, Tatiana Prazeres, e o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Interior argentino, Gillermo Moreno, mas sem qualquer avan\u00e7o. Em nota, o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (Mdic) informou apenas que a secret\u00e1ria relatou os problemas enfrentados pelos exportadores brasileiros e avaliou, que \u201cap\u00f3s reuni\u00e3o realizada em junho, na Argentina, o com\u00e9rcio apresentou melhoras\u201d.<\/p>\n<p>Para especialistas, os m\u00e9todos usados por Cristina Kirchner para barrar as importa\u00e7\u00f5es e elevar o saldo comercial e as reservas em d\u00f3lares (atualmente de US$ 45 bilh\u00f5es) visam, principalmente, garantir o pagamento das compras de energia. O pa\u00eds vizinho n\u00e3o para de sofrer apag\u00f5es, como o que causou o cancelamento do jogo entre as sele\u00e7\u00f5es do Brasil e da Argentina no Supercl\u00e1ssico das Am\u00e9ricas, no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 a maior v\u00edtima das barreiras. Um levantamento do Mdic com base nos dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica e Censos da Argentina (Indec) revela que, de janeiro a setembro deste ano, as exporta\u00e7\u00f5es nacionais recuaram 19,4% sobre o mesmo per\u00edodo de 2011. Enquanto isso, as vendas dos demais fornecedores ca\u00edram apenas 3,4%.<\/p>\n<p>\u201cO pa\u00eds est\u00e1 perdendo espa\u00e7o para China, Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia\u201d, destacou Barral. O superavit de quase US$ 6 bilh\u00f5es no ano passado foi reduzido para menos de US$ 2 bilh\u00f5es at\u00e9 outubro deste ano, conforme dados do Mdic. No m\u00eas passado, pela primeira vez desde junho de 2009, o pa\u00eds registrou saldo negativo na balan\u00e7a com o pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>Panela\u00e7o<\/p>\n<p>Nem os argentinos aguentam mais os desmandos de Cristina Kirchner. Os opositores, convocados por redes sociais, marcaram um panela\u00e7o ontem para protestar contra a inseguran\u00e7a, o limite na compra de d\u00f3lares e os planos de uma segunda reelei\u00e7\u00e3o da presidente. Manifesta\u00e7\u00f5es ocorreram em Buenos Aires e at\u00e9 em Londres. Cristina, que sucedeu ao marido, N\u00e9stor Kirchner, morto em 2010, foi eleita com 54% dos votos em outubro de 2011. Tem mandato at\u00e9 2015<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos aumentam provis\u00e3o contra calote em R$ 9 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Banco do Brasil (BB), Bradesco, Ita\u00fa Unibanco e Santander aumentaram em 26,4% as provis\u00f5es para pagamentos em atraso em setembro deste ano contra o mesmo m\u00eas de 2011: de R$ 37,13 bilh\u00f5es para R$ 46,92 bilh\u00f5es, R$ 9,7 bilh\u00f5es a mais, mostra estudo da Austin Rating. No BB, as provis\u00f5es cresceram 20,4%, de R$ 8,76 bilh\u00f5es para R$ 10,55 bilh\u00f5es. Simultaneamente, os \u00edndices de inadimpl\u00eancia acima de 90 dias continuam em ascens\u00e3o, embora em ritmo mais lento que no in\u00edcio do ano. At\u00e9 agora, s\u00f3 Bradesco e Ita\u00fa registraram retra\u00e7\u00e3o no calote, de 0,1% e de 0,2%, respectivamente. J\u00e1 a inadimpl\u00eancia do BB subiu 0,02%: de 2,15%, em junho, para 2,17% em setembro.<\/p>\n<p>&#8211; As provis\u00f5es tiveram impacto nos resultados, sim, sobretudo no Santander e no Ita\u00fa. Mas \u00e9 importante ter provis\u00e3o. Provis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 perda, \u00e9 apenas uma estimativa do n\u00e3o recebimento. \u00c9 preciso acompanhar esses n\u00fameros ao longo do tempo. Se consecutivamente as provis\u00f5es crescerem muito, a\u00ed sim pode preocupar &#8211; disse Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Rating.<\/p>\n<p>Maior institui\u00e7\u00e3o financeira da Am\u00e9rica Latina, o BB viu seu lucro encolher 10,5% no acumulado dos primeiros nove meses deste ano. De acordo com balan\u00e7o publicado ontem, o ganho no per\u00edodo foi de R$ 8,24 bilh\u00f5es, contra R$ 9,21 bilh\u00f5es de janeiro a setembro de 2011. Considerando apenas o terceiro trimestre, a queda foi de 5,6% (de R$ 2,89 bilh\u00f5es, no mesmo per\u00edodo do ano passado, para R$ 2,72 bilh\u00f5es agora). Assim como os tr\u00eas principais bancos privados do pa\u00eds (Bradesco, Ita\u00fa Unibanco e Santander), o BB tamb\u00e9m foi afetado pela queda dos juros b\u00e1sicos (Selic), que reduziu a margem financeira das opera\u00e7\u00f5es, e pelo aumento das despesas com provis\u00f5es para devedores, que pesaram nos resultados.<\/p>\n<p>O lucro l\u00edquido de BB, Bradesco, Ita\u00fa e Santander, somado, caiu 7,42% de setembro de 2011 para o mesmo m\u00eas deste ano &#8211; de R$ 31,14 bilh\u00f5es para R$ 28,83 bilh\u00f5es, ainda segundo o levantamento da Austin. A concess\u00e3o de empr\u00e9stimos nos quatro bancos, por\u00e9m, cresceu 12,27% do terceiro trimestre de 2011 para este ano, de R$ 1,18 trilh\u00e3o para R$ 1,33 trilh\u00e3o. S\u00f3 no BB, a carteira atingiu R$ 532,3 bilh\u00f5es, aumento de 20,5% em 12 meses. A previs\u00e3o do banco \u00e9 encerrar o ano com crescimento entre 17% e 21%. O resultado do BB puxou forte queda das a\u00e7\u00f5es do banco na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa): os pap\u00e9is ordin\u00e1rios (ON, com direito a voto) recuaram 4,45%, terceira maior queda do Ibovespa, \u00edndice de refer\u00eancia da Bolsa.<\/p>\n<p>&#8211; A queda do nosso lucro foi muito pequena. A compara\u00e7\u00e3o da Selic de hoje com a de um ano atr\u00e1s j\u00e1 explica a maior parte dessa queda. Tamb\u00e9m houve a press\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o dos spreads , que era natural. Mas os volumes compensar\u00e3o. Ter uma grande carteira de cr\u00e9dito \u00e9 a nossa aposta &#8211; afirmou o vice-presidente de Gest\u00e3o Financeira e de Rela\u00e7\u00f5es com Investidores do BB, Ivan Souza Monteiro.<\/p>\n<p>Fase de transi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Apesar dos lucros menores e de provis\u00f5es e inadimpl\u00eancia maiores, analistas do setor financeiro veem uma fase de transi\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras. Segundo eles, os bancos est\u00e3o se adaptando ao novo cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico e financeiro, \u00e0 procura de um modelo de neg\u00f3cios adequado aos juros em queda, compensando-os com o ganho de escala na concess\u00e3o de cr\u00e9dito com menos risco. Jo\u00e3o Augusto Frota Salles, analista de bancos da Lopes Filho Consultoria, pondera ainda que as provis\u00f5es crescem naturalmente quando a carteira de cr\u00e9dito aumenta.<\/p>\n<p>Como alternativa \u00e0s perdas, nos primeiros nove meses do ano os bancos refor\u00e7aram seu caixa com a cobran\u00e7a de tarifas, cuja receita cresceu 13,37%. Mas analistas ponderam que esse aumento se deve muito \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o na base de correntistas dos bancos. S\u00f3 no BB, por exemplo, foram tr\u00eas milh\u00f5es de novos clientes desde janeiro.<\/p>\n<p>&#8211; Os bancos buscam fazer com que as receitas de servi\u00e7os cubram o custo com pessoal. Hoje eles t\u00eam uma folga. Essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 130% ou 120%. Mas creio que isso caia um pouco a curto prazo, pela concorr\u00eancia dos bancos p\u00fablicos. Para mim, o diferencial de ganhos, que o Bradesco j\u00e1 mostra, ser\u00e1 em seguro e previd\u00eancia &#8211; explicou Salles, da Lopes Filho<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cortes assombram institui\u00e7\u00f5es europeias<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os bancos de investimentos europeus v\u00e3o cortar os gastos com pessoal em pelo menos um quinto e eliminar dezenas de milhares de empregos nos pr\u00f3ximos anos, segundo preveem consultores e especialistas em recrutamento. Isso porque a regulamenta\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida e a economia mais fraca est\u00e3o levando as institui\u00e7\u00f5es a repensarem seus modelos de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o tomada pelo UBS na semana passada, de eliminar 10 mil empregos lan\u00e7ou as aten\u00e7\u00f5es sobre um setor que, cinco anos depois da crise financeira, ainda tenta resolver sua inefici\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas opera\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios com t\u00edtulos foram constru\u00eddas em torno da maximiza\u00e7\u00e3o da receita &#8211; as t\u00e9cnicas de gerenciamento de custos ficaram em segundo plano&#8221;, diz Adrian Harkin, s\u00f3cio da KPMG. &#8220;Se prestar aten\u00e7\u00e3o ao que os bancos anunciaram ap\u00f3s a crise financeira, ver\u00e1 que isso chega a 10% de suas bases de custos. Mas o sentimento do mercado \u00e9 de que os custos ter\u00e3o de baixar pelo menos duas vezes para que os bancos voltem a ser competitivos.&#8221;<\/p>\n<p>Stephane Rambosson, s\u00f3cia administrativa da Veni Partners, que atua na \u00e1rea de consultoria executiva, estima que os bancos europeus eliminar\u00e3o v\u00e1rios milhares de empregos mais nos pr\u00f3ximos anos, enquanto tentam melhorar os fracos n\u00edveis de lucratividade.<\/p>\n<p>Os bancos europeus est\u00e3o sofrendo com problemas c\u00edclicos como a economia fraca, a menor atividade nos neg\u00f3cios com t\u00edtulos, os custos mais altos de financiamento e o cen\u00e1rio de juros baixos, que contribuem para as dificuldades estruturais que surgem sob uma regulamenta\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida, e tornam certas \u00e1reas de neg\u00f3cios antiecon\u00f4micas para todos os participantes, menos os maiores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os cortes amplos dos \u00faltimos anos, v\u00e1rios bancos decidiram este ano adotar medidas mais decisivas para desativar neg\u00f3cios menos satisfat\u00f3rios. O UBS vai desistir de quase todos os neg\u00f3cios com renda fixa, e em algum momento ter\u00e1 reduzido sua for\u00e7a de trabalho em mais de um ter\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel pr\u00e9-crise.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 o banco japon\u00eas Nomura, que vai eliminar v\u00e1rias centenas de empregos em suas opera\u00e7\u00f5es europeias de banco de investimentos e t\u00edtulos negociados \u00e0 vista, como parte de um esfor\u00e7o de corte de custos de US$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>E o Royal Bank of Scotland (RBS) do Reino Unido anunciou este ano 3,5 mil demiss\u00f5es no momento em que decide pelo fechamento ou venda de seus neg\u00f3cios de corretagem de valores, negocia\u00e7\u00e3o \u00e0 vista de t\u00edtulos e neg\u00f3cios com a\u00e7\u00f5es, para se concentrar em \u00e1reas como as de renda fixa e gerenciamento de riscos.<\/p>\n<p>Alguns dos maiores bancos da Europa, como o Deutsche Bank e o Cr\u00e9dit Suisse, est\u00e3o em sua maioria reduzindo os custos em todos os seus setores, e n\u00e3o apenas em \u00e1reas de neg\u00f3cios espec\u00edficas, o que est\u00e1 levando analistas a questionar se medidas mais arrojadas n\u00e3o seriam necess\u00e1rias para o setor como um todo.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos testemunhar uma revers\u00e3o da expans\u00e3o exagerada do pr\u00e9-crise&#8221;, diz Jon Terry, um s\u00f3cio da PwC. &#8220;Esses bancos que est\u00e3o com problemas estar\u00e3o mais inclinados a adotar medidas mais radicais. Isso est\u00e1 sendo refor\u00e7ado pela necessidade de os bancos de investimentos concentrarem-se nas \u00e1reas em que podem ganhar dinheiro.&#8221;<\/p>\n<p>Essas \u00e1reas estar\u00e3o espalhadas de maneira mais esparsa num mundo de regras de capital muito mais r\u00edgidas. A regulamenta\u00e7\u00e3o que se aproxima &#8211; como a CRD4, a aplica\u00e7\u00e3o europeia das regras de capital do Acordo da Basileia 3 &#8211; tornar\u00e1 algumas linhas de neg\u00f3cios, como as opera\u00e7\u00f5es com renda fixa, economicamente vi\u00e1veis apenas para os bancos maiores, ou aqueles com estruturas de financiamento menores.<\/p>\n<p>Analistas acreditam que o Cr\u00e9dit Suisse, que assim como o UBS est\u00e1 amarrado por regras de capital particularmente duras na Su\u00ed\u00e7a, e que nunca figurou entre as principais institui\u00e7\u00f5es em neg\u00f3cios com renda fixa, sofrer\u00e1 press\u00f5es parecidas para encolher, assim como ocorre com seus concorrentes dom\u00e9sticos maiores. O banco j\u00e1 est\u00e1 trabalhando em um programa, anunciado no ano passado, de 3,5 mil demiss\u00f5es, e fontes acreditam que seu plano para a redu\u00e7\u00e3o dos custos em outros 2 bilh\u00f5es de francos (US$ 2,1 bilh\u00f5es) levar\u00e1 \u00e0 demiss\u00e3o de pelo menos mais 2 mil funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em outras \u00e1reas, como a de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es, ou consultoria de mercados de capitais, que n\u00e3o est\u00e3o sendo atingidas pelas despesas maiores, e sim pela fraqueza da economia e pelo des\u00e2nimo do mercado, a maioria dos bancos dever\u00e1 manter suas credenciais, mas recorrendo a profissionais mais jovens e com sal\u00e1rios menores.<\/p>\n<p>&#8220;Veremos uma situa\u00e7\u00e3o em que os banqueiros mais bem pagos sair\u00e3o e pessoas com sal\u00e1rios menores ser\u00e3o recrutadas para as mesmas posi\u00e7\u00f5es, para fazer o modelo de neg\u00f3cios trabalhar nessas \u00e1reas espec\u00edficas&#8221;, diz Terry.<\/p>\n<p>Mas alguns dos maiores cortes ocorrer\u00e3o nos frequentemente ineficientes departamentos de apoio administrativo. Rambosson, da Veni Partners, diz: &#8220;Um dos maiores problemas \u00e9 que a rela\u00e7\u00e3o entre as \u00e1reas de atendimento e apoio administrativo explodiu. Em certas \u00e1reas, a propor\u00e7\u00e3o est\u00e1 em um para tr\u00eas ou um para quatro. S\u00e3o custos fixos enormes e isso ter\u00e1 de mudar&#8221;.<\/p>\n<p>O n\u00famero de empregos nos departamentos de atendimento caiu &#8211; 9% nos dez maiores bancos de investimentos globalizados desde 2010, segundo dados da Coalition -, mas os bancos aumentaram os &#8220;staffs&#8221; de apoio administrativo nos \u00faltimos anos, especialmente em \u00e1reas como as de conformidade e preven\u00e7\u00e3o de riscos.<\/p>\n<p>Mas os bancos est\u00e3o mudando de caminho, uma vez que precisam encontrar meios para melhorar seus retornos historicamente baixos. &#8220;Os bancos de investimentos est\u00e3o finalmente caminhando para um modelo de servi\u00e7os em \u00e1reas que n\u00e3o t\u00eam contato direto com os clientes, que \u00e9 algo que outros setores j\u00e1 fizeram h\u00e1 muitos anos&#8221;, afirma Harkin.<\/p>\n<p>Os custos com funcion\u00e1rios respondem por at\u00e9 70% dos gastos dos bancos de investimentos, um n\u00edvel muito maior que o das institui\u00e7\u00f5es de varejo, que partiram para a redu\u00e7\u00e3o de despesas h\u00e1 duas d\u00e9cadas. O Deutsche Bank, por exemplo, pretende reduzir seus custos de infraestrutura em 23% nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Parte desses empregos est\u00e1 sendo transferida para lugares como o leste europeu e a \u00c1sia, mas outros simplesmente deixam de existir, uma vez que fun\u00e7\u00f5es de apoio anteriormente separadas est\u00e3o agora sendo unificadas. &#8220;H\u00e1 dois jeitos de os bancos de investimentos reduzirem seus altos custos com a remunera\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios: demitir pessoas ou substitu\u00ed-las por outras mais baratas&#8221;, diz Terry.<\/p>\n<hr \/>\n<p>FMI v\u00ea risco nos EUA<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O crescimento global parece estar se estabilizando ap\u00f3s esfor\u00e7os recentes para lidar com a crise da d\u00edvida em que a Zona do Euro est\u00e1 submersa, embora a atividade econ\u00f4mica permane\u00e7a lenta, avalia o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio preparado para a reuni\u00e3o dos \u00faltimos dias 4 e 5 entre ministros das Finan\u00e7as do G-20, grupo que re\u00fane as principais economias do mundo, publicado ontem, o FMI alerta que a crise europeia e a amea\u00e7a de um impasse nos Estados Unidos sobre aumentos de impostos e cortes de gastos representam os maiores riscos para o mundo.<\/p>\n<p>\u201cAutoridades dos EUA devem agir com rapidez para evitar o chamado \u2018abismo fiscal\u2019 e elevar o teto da d\u00edvida\u201d, afirma o relat\u00f3rio. A economia norte-americana pode cair em recess\u00e3o caso o Congresso n\u00e3o consiga contornar um pacote de eleva\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e cortes de gastos autom\u00e1ticos no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>O FMI considerou ainda apropriado colocar a consolida\u00e7\u00e3o fiscal de lado em mercados emergentes, em favor de esfor\u00e7os para impulsionar a demanda. E que pa\u00edses da Zona do Euro devem implementar planos de ajuste fiscal e, se necess\u00e1rio, solicitar apoio financeiro de fundos europeus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. Paulo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3833\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3833","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ZP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3833"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3833\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}