{"id":3847,"date":"2012-11-12T18:41:14","date_gmt":"2012-11-12T18:41:14","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3847"},"modified":"2012-11-12T18:41:14","modified_gmt":"2012-11-12T18:41:14","slug":"correa-formaliza-candidatura-a-reeleicao-para-a-votacao-presidencial-de-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3847","title":{"rendered":"Correa formaliza candidatura \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o para a vota\u00e7\u00e3o presidencial de fevereiro"},"content":{"rendered":"\n<p>O presidente do Equador, Rafael Correa, formalizou no s\u00e1bado \u00e0 noite sua candidatura para reelei\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es de fevereiro, que lhe dariam um novo mandato de quatro anos para continuar aumentando o controle estatal sobre a economia da na\u00e7\u00e3o andina.<\/p>\n<p>Os gastos do governo com rodovias, hospitais e escolas tornaram Correa, economista de 49 anos formado nos EUA, muito popular com a maioria pobre, deixando-o bem \u00e0 frente de seus rivais nas pesquisas de opini\u00e3o. A oposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 dividida e falta um l\u00edder carism\u00e1tico.<\/p>\n<p>&#8220;Fizemos muito, mas ainda h\u00e1 mais para ser feito, para converter um Estado burgu\u00eas em um verdadeiro Estado popular, que servir\u00e1 a todos, especialmente aos pobres&#8221;, disse Correa diante de partid\u00e1rios num est\u00e1dio de futebol.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com a corda no pesco\u00e7o, Gr\u00e9cia aprova Or\u00e7amento<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Parlamento grego aprovou nas primeiras horas desta segunda-feira o Or\u00e7amento do pa\u00eds para 2013, que traz mais cortes de pens\u00f5es e sal\u00e1rios, fundamentais para que o pa\u00eds receba uma nova rodada de um socorro bilion\u00e1rio de seus credores. Do lado de fora do Parlamento, mais de 15 mil pessoas protestavam, enquanto os deputados se preparavam para a vota\u00e7\u00e3o. Com o premi\u00ea Antonis Samaras mantendo uma confort\u00e1vel coaliz\u00e3o de mais de 300 assentos, al\u00e9m da promessa de apoio dos tr\u00eas partidos da coaliz\u00e3o governista, uma vit\u00f3ria do governo j\u00e1 era esperada. &#8220;Nesta noite, n\u00f3s votamos no Or\u00e7amento para eliminar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio, para come\u00e7ar a tornar nossa d\u00edvida sustent\u00e1vel e abrir caminho para um desenvolvimento vi\u00e1vel&#8221;, disse o ministro das Finan\u00e7as, Yannis Stournaras, antes da vota\u00e7\u00e3o. Na foto, manifestante com uma corda de forca no pesco\u00e7o segura cartaz relacionando a premi\u00ea alem\u00e3, Angela Merkel, defensora intransigente das medidas de austeridade, ao nazismo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00danica pasta com volume menor de obras, Minist\u00e9rio dos Transportes \u00e9 ponto fraco do PAC<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Desde sua cria\u00e7\u00e3o em 2007, o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) j\u00e1 executou obras em 4.186 quil\u00f4metros de rodovias. O dado consta do balan\u00e7o que ser\u00e1 divulgado nos pr\u00f3ximos dias. Em ferrovias, foram constru\u00eddos 1.368 km. Tamb\u00e9m foram realizadas 25 obras em portos, 14 nos aeroportos e 12 em hidrovias. A meta do governo, segundo informou o secret\u00e1rio do PAC, Maur\u00edcio Muniz, \u00e9 elevar a execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica da atual vers\u00e3o do programa (2011-2014) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 anterior (2007-2010) em 40%. Ele acredita que isso ser\u00e1 poss\u00edvel porque o governo vem num processo de aprendizado na realiza\u00e7\u00e3o de investimentos. Assim, a expectativa \u00e9 que as obras sejam contratadas e conclu\u00eddas em menos tempo.<\/p>\n<p>Este ano, por\u00e9m, o desempenho do PAC apresenta um ponto fraco: o Minist\u00e9rio dos Transportes. O volume acumulado de gastos em rodovias e ferrovias \u00e9 inferior ao observado em 2011. Foram R$ 8,1 bilh\u00f5es at\u00e9 outubro, ante R$ 9,7 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>&#8211; Nas outras \u00e1reas do PAC, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma que tenha feito menos do que no ano anterior &#8211; comentou.<\/p>\n<p>Segundo explicou, a Pasta passou por uma reformula\u00e7\u00e3o de processos ap\u00f3s a troca de comando, e isso derrubou a conclus\u00e3o de obras nos primeiros meses do ano. Os dados mensais, por\u00e9m, j\u00e1 mostram uma recupera\u00e7\u00e3o. Em outubro, foi pago R$ 1,3 bilh\u00e3o em investimentos do PAC a cargo do Minist\u00e9rio dos Transportes, ante R$ 900 milh\u00f5es em outubro do ano passado.<\/p>\n<p>Obras de grande impacto come\u00e7aram<\/p>\n<p>Apesar da melhora no desempenho, Muniz n\u00e3o arrisca dizer se ser\u00e1 poss\u00edvel alcan\u00e7ar o mesmo volume de 2011. O pr\u00f3prio ministro dos Transportes, Paulo S\u00e9rgio Passos, acha que sua pasta far\u00e1 investimentos cerca de 8% menores do que os do ano passado.<\/p>\n<p>O volume de contratos que est\u00e3o sendo assinados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por\u00e9m, indica que a quantidade de investimentos conclu\u00eddos vai aumentar no ano que vem. Al\u00e9m de contratos para reforma e manuten\u00e7\u00e3o de rodovias, foram iniciadas obras com grande impacto local, como as da duplica\u00e7\u00e3o da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, ambas em Minas Gerais. Segundo Muniz, esse trecho registra alto \u00edndice de acidentes.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio acredita que os investimentos tendem a aumentar tamb\u00e9m por causa da ado\u00e7\u00e3o, pelo Dnit, do Regime Diferenciado de Contrata\u00e7\u00e3o (RDC). Criado para acelerar as obras da Copa, o RDC reduz a possibilidade de questionamentos jur\u00eddicos nas fases intermedi\u00e1rias da licita\u00e7\u00e3o. Portanto, ele permite encurtar prazos.<\/p>\n<p>Os programas de concess\u00e3o em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos que a presidente Dilma est\u00e1 pondo em marcha ter\u00e3o um papel complementar ao PAC, disse Muniz. A iniciativa privada atuar\u00e1 nas \u00e1reas mais rent\u00e1veis. O governo continuar\u00e1 investindo nas \u00e1reas menos desenvolvidas e com menor renda.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Medidas v\u00e3o fazer efeito, diz governo<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do governo, ainda \u00e9 cedo para uma avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada dos efeitos das medidas de est\u00edmulo \u00e0 ind\u00fastria. Integrantes da equipe econ\u00f4mica lembram que apenas tr\u00eas setores se beneficiaram por um per\u00edodo suficientemente longo, de nove meses: autom\u00f3veis, m\u00f3veis e linha branca. Os outros foram \u00a0contemplados mais tarde e ainda n\u00e3o puderam absorver os est\u00edmulos. &#8220;\u00c9 natural que em um primeiro momento as desonera\u00e7\u00f5es ajudem a aumentar a margem mas, em um segundo momento, quando a empresa decidir reinvestir parte do lucro, isso vai se transformar em amplia\u00e7\u00e3o de emprego e produ\u00e7\u00e3o&#8221;, defende um t\u00e9cnico que pede quer ser identificado. Na vis\u00e3o dele, houve redu\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo, n\u00e3o avan\u00e7o do lucro. &#8220;No mercado externo nossos pre\u00e7os tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e3o mais competitivos&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, enquanto a ind\u00fastria n\u00e3o cresce e os investimentos n\u00e3o deslancham, n\u00e3o h\u00e1 como garantir uma taxa robusta para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um ano). &#8220;O crescimento parece mais fraco do que o esperado para este trimestre e aponta para um ritmo mais lento no pr\u00f3ximo ano. As empresas ainda est\u00e3o cautelosas, adiando seus planos de investimento&#8221;, explica o economista chefe do Ita\u00fa Unibanco, Ilan Goldfajn. &#8220;Elas permanecem preocupadas com o cen\u00e1rio internacional e com a consist\u00eancia da recupera\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Para a s\u00f3cia da Gibraltar Investimentos Zeina Latif, o problema das empresas industriais n\u00e3o est\u00e1 na dificuldade de vender, mas na competitividade. Ela explica que o custo da m\u00e3o de obra e a p\u00e9ssima infraestrutura do pa\u00eds t\u00eam travado a ind\u00fastria. &#8220;O problema est\u00e1 no lado da oferta, n\u00e3o da demanda&#8221;, acrescenta.O economista Jos\u00e9 M\u00e1rcio Camargo faz avalia\u00e7\u00e3o semelhante. &#8220;Sem investimento, n\u00e3o h\u00e1 como crescer&#8221;, sentencia. Eles, por\u00e9m, afirmam que o governo compreendeu essas quest\u00f5es e deu os primeiros passos na dire\u00e7\u00e3o de amenizar esses problemas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Israel lan\u00e7a m\u00edssil &#8216;de advert\u00eancia&#8217; contra S\u00edria<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A guerra civil na S\u00edria ecoa na fronteira do pa\u00eds com Israel. Pela primeira vez em quase 40 anos, desde a Guerra do Yom Kipur, em 1973, Israel lan\u00e7ou um m\u00edssil antitanques (o nov\u00edssimo modelo Tamuz) contra solo s\u00edrio depois de ser atingido, pela quarta vez em uma semana, por proj\u00e9teis lan\u00e7ados do pa\u00eds \u00e1rabe contra as Colinas de Gol\u00e3. A troca de hostilidades tem o potencial de incendiar o Oriente M\u00e9dio, principalmente se for acompanhada de bombardeios m\u00fatuos tamb\u00e9m na fronteira entre S\u00edria e Turquia.<\/p>\n<p>&#8220;As for\u00e7as do Ex\u00e9rcito de Defesa de Israel fizeram tiros de advert\u00eancia e transmitiram uma mensagem \u00e0s for\u00e7as s\u00edrias atrav\u00e9s das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Qualquer fogo adicional ir\u00e1 provocar uma resposta r\u00e1pida&#8221;, afirmou o Ex\u00e9rcito, em comunicado.<\/p>\n<p>Para a maioria dos analistas, o fogo s\u00edrio que atingiu Israel n\u00e3o foi intencional, e sim fruto dos confrontos entre o Ex\u00e9rcito e a oposi\u00e7\u00e3o ao governo do presidente Bashar al-Assad. Os militares tentam, h\u00e1 semanas, retomar as cidades de Kuneitra e Bir Adjam, a poucos quil\u00f4metros da fronteira com Israel, controladas atualmente pelos rebeldes. O mesmo tem acontecido na fronteira com a Turquia.<\/p>\n<p>Escalada na \u00faltima semana<\/p>\n<p>Apesar de Israel e S\u00edria estarem, tecnicamente, em estado de guerra desde 1974, quando assinaram um acordo de cessar-fogo, a fronteira era considerada uma das mais calmas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Desde o come\u00e7o da guerra civil s\u00edria, no entanto, a tens\u00e3o aumentou. Em julho e setembro, houve casos espor\u00e1dicos de proj\u00e9teis que ca\u00edram nas Colinas do Gol\u00e3. Mas, na \u00faltima semana, eles se acentuaram. Na quinta-feira, tr\u00eas morteiros atingiram a regi\u00e3o. Um deles caiu no quintal de uma casa no vilarejo de Alonei HaBashan. Dias antes, tr\u00eas tanques s\u00edrios entraram na zona desmilitarizada estabelecida pela ONU em 1974 e um foguete s\u00edrio alcan\u00e7ou um jipe militar israelense na fronteira.<\/p>\n<p>&#8211; O problema s\u00edrio pode acabar se transformando em problema nosso &#8211; disse, em rea\u00e7\u00e3o \u00e0 escalada na tens\u00e3o, o general Benny Gantz, chefe do Estado-Maior das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>Ontem, um morteiro s\u00edrio de 120 mil\u00edmetros atingiu a base militar de Tel Hazka, no Norte do Gol\u00e3, explodindo numa \u00e1rea n\u00e3o populada. O ex\u00e9rcito israelense enviou uma queixa formal \u00e0s For\u00e7as Observadoras de Separa\u00e7\u00e3o da ONU (Undof), afirmando que &#8220;o fogo que chega a Israel a partir da S\u00edria n\u00e3o vai ser tolerado e poder\u00e1 ser respondido com severidade&#8221;. Paralelamente, os militares dispararam o m\u00edssil Tamuz, teleguiado, alvejando intencionalmente uma \u00e1rea despopulada.<\/p>\n<p>&#8211; A inten\u00e7\u00e3o da resposta de Israel n\u00e3o foi a de instigar guerra, e sim enviar um sinal \u00e0 S\u00edria que Israel n\u00e3o vai ignorar fogo contra seu territ\u00f3rio &#8211; afirma o analista pol\u00edtico Ron Ben-Yishai.<\/p>\n<p>Mas, apesar disso, os moradores das Colinas do Gol\u00e3 se preparam para uma eleva\u00e7\u00e3o na viol\u00eancia. Muitos est\u00e3o limpando abrigos antia\u00e9reos para o caso de uma nova guerra com a S\u00edria.<\/p>\n<p>Segundo o professor Ely Carmon, do Centro Interdisciplinar Hertzelyia, o lan\u00e7amento de ontem contra Israel pode ter sido intencional, mas tamb\u00e9m pode ser uma provoca\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito de Assad com o objetivo de atrair Israel para dentro do conflito e, dessa forma, conseguir o apoio de parte da popula\u00e7\u00e3o e do resto do mundo \u00e1rabe. Outra teoria \u00e9 a de que &#8220;jihadistas&#8221; estrangeiros estejam preparando o terreno para um conflito com o Estado Judeu.<\/p>\n<p>&#8211; Nos \u00faltimos dois meses, entraram na S\u00edria e se estabeleceram na fronteira com Israel elementos &#8220;jihadistas&#8221; e membros da rede terrorista al-Qaeda. Eles j\u00e1 dizem claramente que assim que &#8220;acabarem com o trabalho&#8221; contra o governo s\u00edrio, v\u00e3o continuar a lutar tamb\u00e9m contra o pa\u00eds &#8211; acredita Carmon. &#8211; De qualquer forma, a situa\u00e7\u00e3o do Gol\u00e3 s\u00f3 ficar\u00e1 mais complicada.<\/p>\n<p>Troca de hostilidades com Gaza<\/p>\n<p>Se a fronteira Norte est\u00e1 agitada, o mesmo se pode dizer da fronteira sul de Israel, com a Faixa de Gaza. Na sexta-feira, come\u00e7ou uma nova rodada de ataques e contra-ataques entre o ex\u00e9rcito israelense e militantes de grupos radicais palestinos como o Hamas e a Jihad Isl\u00e2mica.<\/p>\n<p>A escalada da viol\u00eancia come\u00e7ou quando um jipe de Israel foi atingido por um m\u00edssil quando patrulhava a fronteira. Em resposta, a For\u00e7a A\u00e9rea israelense atacou alvos no Sul de Gaza, matando seis pessoas: dois militantes de grupos isl\u00e2micos e quatro civis. Nas 48 horas seguintes, mais de 120 m\u00edsseis, foguetes e morteiros lan\u00e7ados de Gaza aterrissaram em Israel, ferindo tr\u00eas civis e paralisando todo o Sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8211; O mundo precisa entender que Israel n\u00e3o vai ficar de bra\u00e7os cruzados quando enfrenta tentativas de nos ferir &#8211; disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.<\/p>\n<p>O premi\u00ea &#8211; que concorre \u00e0 reele\u00e7\u00e3o pelo partido conservador Likud no dia 22 de janeiro &#8211; est\u00e1 sob press\u00e3o popular para acabar com os bombardeios de Gaza, ao mesmo tempo em que n\u00e3o parece ter interesse em melindrar a opini\u00e3o p\u00fablica internacional &#8211; e o novo governo do Egito &#8211; com uma nova guerra no territ\u00f3rio palestino.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estados ter\u00e3o R$ 172 bi ap\u00f3s fim da guerra fiscal<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo federal pretende liberar R$172 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos 16 anos para os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, al\u00e9m do Esp\u00edrito Santo, como forma de evitar seu esvaziamento econ\u00f4mico ap\u00f3s o fim da guerra fiscal. Se at\u00e9 agora eles atra\u00edam ind\u00fastrias \u00e0 custa de descontos no Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), agora ter\u00e3o de usar outras armas: uma infraestrutura eficiente e financiamentos a juros baixos para as empresas. Os recursos ter\u00e3o como origem o Fundo de Desenvolvimento Regional, que veio acoplado \u00e0 proposta de reforma tribut\u00e1ria apresentada pelo governo na semana passada. Desse total, R$ 43 bilh\u00f5es sair\u00e3o do Tesouro Nacional e o restante ser\u00e3o recursos de origem financeira, como empr\u00e9stimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), por exemplo.<\/p>\n<p>Com esse dinheiro, os Estados poder\u00e3o investir em infraestrutura. \u201c\u00c9 importante que eles possam garantir o escoamento da produ\u00e7\u00e3o, do contr\u00e1rio n\u00e3o vale a pena para a empresa se instalar l\u00e1\u201d, disse o secret\u00e1rio de Fazenda de Goi\u00e1s, Sim\u00e3o Cirineu. O principal uso, por\u00e9m, tende a ser a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos \u00e0s empresas que se instalarem no Estado. O recurso poderia ser usado para pagar o ICMS devido. Assim, na pr\u00e1tica, a empresa adiaria o desembolso de recursos pr\u00f3prios para pagar o tributo estadual. E, como os juros s\u00e3o muito baixos (a Taxa de Juros de Longo Prazo, hoje em 5,5%, mais uma taxa do banco operador) e os prazos para pagamento poder\u00e3o ser longos, o efeito ser\u00e1 o mesmo de um desconto no pagamento do imposto. \u201cO Fundo de Desenvolvimento Regional vai permitir que os Estados continuem fazendo o que vinham fazendo\u201d, diz o secret\u00e1rio de Fazenda da Bahia, Luiz Petitinga.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7a<\/p>\n<p>Assim, o Fundo de Desenvolvimento Regional cumprir\u00e1 o mesmo papel hoje desempenhado pelos incentivos fiscais. A diferen\u00e7a \u00e9 que os incentivos estaduais foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e n\u00e3o poder\u00e3o mais existir. Al\u00e9m disso, o Fundo ser\u00e1 um substituto limitado para os incentivos da guerra fiscal, que hoje n\u00e3o t\u00eam controle. O governo estima que os descontos de ICMS concedidos at\u00e9 agora somem mais de R$ 100bilh\u00f5es. Segundo o secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Nelson Barbosa, os Estados ainda v\u00e3o decidir como usar os re-cursos do Fundo. Foi criado um grupo de trabalho para detalhar esse ponto. \u201cA ideia \u00e9 que eles definam uma cota para cada um\u201d, comentou. Embora bem recebido, o Fundo n\u00e3o escapou de cr\u00edticas. A primeira \u00e9 que os \u00a0recursos ser\u00e3o insuficientes para substituir totalmente os incentivos fiscais. Al\u00e9m disso, as taxas de juros, embora baixas, ainda s\u00e3o superiores a algumas do BNDES. \u201cEst\u00e1 longe de ser a reden\u00e7\u00e3o do Norte, Nordeste e Centro-Oeste\u201d, diz Petitinga. Ele avalia que o Fundo manter\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o mais ou menos como hoje, mas n\u00e3o avan\u00e7ar\u00e1 na desconcentra\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com economia fraca, ind\u00fastria adia planos de expans\u00e3o<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Sem saber de onde vir\u00e1 o crescimento da economia, que dever\u00e1 avan\u00e7ar s\u00f3 1,5% este ano, os empres\u00e1rios ficam com um p\u00e9 atr\u00e1s e protelam investimentos. Para o economista Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), a esperada retomada da ind\u00fastria no terceiro trimestre, em fun\u00e7\u00e3o das encomendas de fim de ano, n\u00e3o veio. Com queda na produ\u00e7\u00e3o em setembro e capacidade ociosa nas f\u00e1bricas, os empres\u00e1rios s\u00f3 dever\u00e3o come\u00e7ar a investir a partir de mar\u00e7o de 2013, quando come\u00e7ar\u00e3o a sentir os efeitos positivos dos cortes nas tarifas de energia el\u00e9trica e o impacto da amplia\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha, em janeiro.<\/p>\n<p>&#8211; Para este ano, a conta j\u00e1 est\u00e1 fechada &#8211; disse Fonseca.<\/p>\n<p>Term\u00f4metro da atividade, o setor de m\u00e1quinas e equipamentos, viu a utiliza\u00e7\u00e3o de sua capacidade instalada cair de 85% para 75%. Mario Bernardini, assessor econ\u00f4mico da associa\u00e7\u00e3o que representa o segmento, a Abimaq, disse que o ramo dever\u00e1 fechar este ano com recuo de 2% a 3%.<\/p>\n<p>&#8211; O pa\u00eds que investe pouco est\u00e1 comprometendo seu futuro. O governo n\u00e3o conseguiu gastar por problemas de projeto, de gest\u00e3o, passando por problemas de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e, principalmente, devido \u00e0s &#8220;limpezas&#8221; feitas no Minist\u00e9rio dos Transportes.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tem como piorar&#8221;<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Leme, presidente da Dedini Ind\u00fastria de Bases, do segmento de bens de capital, disse que adiou um investimento de R$ 80 milh\u00f5es para ampliar a f\u00e1brica e permitir a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e outro de mais de R$ 60 milh\u00f5es para melhoria de competitividade. Devido aos investimentos represados no setor sucroalcooleiro, para o qual a Dedini \u00e9 voltada, a empresa est\u00e1 operando com metade de sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o desde meados deste ano. Normalmente, o uso da capacidade gira em torno de 80%. Leme disse, no entanto, estar mais otimista com rela\u00e7\u00e3o a 2013.<\/p>\n<p>&#8211; O setor j\u00e1 sofreu muito e n\u00e3o tem como piorar.<\/p>\n<p>Luiz Tarquinio Sardinha Ferro, presidente da ind\u00fastria de fundi\u00e7\u00e3o Tupy, disse que 2012 foi um ano de demanda menor, sobretudo devido ao contexto econ\u00f4mico e \u00e0 queda na venda de ve\u00edculos comerciais. Para o ano que vem, ele espera uma melhora &#8220;discreta&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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