{"id":3873,"date":"2012-11-19T20:45:27","date_gmt":"2012-11-19T20:45:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3873"},"modified":"2017-11-19T10:00:58","modified_gmt":"2017-11-19T13:00:58","slug":"a-batalha-que-abriu-caminho-a-grande-vitoria-fotos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3873","title":{"rendered":"A batalha que abriu caminho \u00e0 grande vit\u00f3ria (fotos)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/m.ruvr.ru\/data\/2012\/11\/19\/1278882873\/6565560dff.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Svetlana Kalmykova<\/p>\n<p>H\u00e1 setenta anos, no dia 19 de novembro de 1942, o Ex\u00e9rcito Vermelho iniciou a sua contra-ofensiva na Batalha de Stalingrado. Essa opera\u00e7\u00e3o resultou na derrota completa das tropas alem\u00e3s nazistas. A partir das ru\u00ednas de Stalingrado se inciou o caminho at\u00e9 \u00e0 Grande Vit\u00f3ria da primavera de 1945.<\/p>\n<p>(<a href=\"http:\/\/portuguese.ruvr.ru\/photoalbum\/95155620\/95155623\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Veja as fotos dos defensores de Stalingrado<\/a>)<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de 19 de novembro de 1942, milhares de pe\u00e7as de artilharia do Ex\u00e9rcito Vermelho despejaram uma tempestade de fogo sobre as posi\u00e7\u00f5es inimigas e a ofensiva come\u00e7ou. Dias depois, as tropas sovi\u00e9ticas fecharam o cerco, no qual ficaram 330 mil soldados, oficiais e generais do ex\u00e9rcito hitleriano. Os combates encarni\u00e7ados continuaram durante os tr\u00eas meses seguintes, mas todas as tentativas dos alem\u00e3es de romper o cerco e sair foram infrut\u00edferas.<\/p>\n<p>Esta opera\u00e7\u00e3o no Rio Volga, batizada de\u00a0Uran, foi preparada durante dois meses. Junto \u00e0 Stalingrado (atual Volgogrado) cercada, em condi\u00e7\u00f5es de segredo rigoroso, se concentraram refor\u00e7os provenientes da Sib\u00e9ria Ocidental e foi criado um poderoso grupo de assalto.<\/p>\n<p>Os historiadores consideram esse um momento culminante, um ponto de virada de toda a Segunda Guerra Mundial. Para a m\u00e1quina de guerra alem\u00e3, que at\u00e9 esse momento tinha conquistado quase toda a Europa, isso foi um golpe devastador, do qual ela j\u00e1 n\u00e3o conseguiu recuperar, diz o perito do Instituto de Hist\u00f3ria Geral da Academia das Ci\u00eancias da R\u00fassia Mikhail Miagkov:<\/p>\n<p>\u201cFoi precisamente aqui que se deu a virada moral na guerra. N\u00e3o s\u00f3 porque os alem\u00e3es concentraram a\u00ed as suas unidades principais e Hitler deva uma enorme import\u00e2ncia pol\u00edtica a essa cidade. Nesse momento se deu uma quebra moral do ex\u00e9rcito alem\u00e3o e o ex\u00e9rcito sovi\u00e9tico sentiu que o inimigo podia ser vencido.\u201d<\/p>\n<p>A contra-ofensiva foi precedida de meses de duros combates. As tropas do\u00a0Terceiro Reich avan\u00e7aram em meados de julho em dire\u00e7\u00e3o a Stalingrado e estavam convencidas que at\u00e9 agosto a cidade iria cair, abrindo-lhes o caminho para as \u00e1reas petrol\u00edferas do C\u00e1ucaso. Mas elas esbarraram na incr\u00edvel resist\u00eancia por parte dos defensores da cidade que lutavam at\u00e9 \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Os defensores recordavam como a colina de Mamaev Kurgan e como decorriam combates por cada rua e por cada pr\u00e9dio. Todo o mundo seguiu, com o cora\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os, o decorrer dessa confronta\u00e7\u00e3o nas margens do Volga. O seu desfecho iria decidir o destino de toda a humanidade. Os defensores de Stalingrado n\u00e3o defenderam s\u00f3 a cidade, eles salvaram toda a Europa e todo o mundo do nazismo. A derrota das tropas hitlerianas junto a Stalingrado permitiu o desenvolvimento do movimento da\u00a0Resist\u00eancia nos pa\u00edses da Europa.<\/p>\n<p>A batalha de Stalingrado, que durou 200 dias e noites na sua totalidade, foi a batalha de maior escala e a mais sangrenta da hist\u00f3ria da humanidade. Na defesa da cidade morreram e ficaram feridos cerca de um milh\u00e3o de soldados e oficiais sovi\u00e9ticos. Os ex\u00e9rcitos do bloco nazi-fascista perderam em Stalingrado um quarto das for\u00e7as que combatiam na frente germano-sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Sobre a Batalha de Stalingrado foram escritas montanhas de literatura, os acontecimentos foram reconstru\u00eddos literalmente ao minuto. Mas o trabalho continua, diz Elena Tsunaeva, historiadora de Volgogrado, um dos autores da enciclop\u00e9dia dedicada \u00e0 Batalha de Stalingrado:<\/p>\n<p>\u201cSim, se sabe muito, mas se come\u00e7armos a analisar os detalhes, ainda muito est\u00e1 por descobrir. H\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o sobre determinados destacamentos militares, \u00e9 dif\u00edcil encontrar documentos de arquivo, visto que muito foi destru\u00eddo durante a guerra. Falta informa\u00e7\u00e3o mesmo sobre alguns comandantes. Ou seja, n\u00f3s sabemos quem foram her\u00f3is, quem foram os condecorados, mais \u00e9 muito complicado encontrar a descri\u00e7\u00e3o detalhada do seu feito. Quanto ao fato de terem sido escritos muitos livros, posso dizer que alguns epis\u00f3dios s\u00e3o simplesmente copiados. Por isso seria errado dizer que o estudo da Batalha de Stalingrado terminou.\u201d<\/p>\n<p>A continua\u00e7\u00e3o do estudo da Batalha de Stalingrado dever\u00e1 receber o contributo da quinta edi\u00e7\u00e3o da enciclop\u00e9dia, assim como da nova edi\u00e7\u00e3o biogr\u00e1fica\u00a0Batalha de Stalingrado e os seus Habitantes. Ela ir\u00e1 descrever o contributo que os habitantes da cidade deram para a vit\u00f3ria tanto na retaguarda como na frente de combate. Pois se olharmos para a vit\u00f3ria, esta foi tecida de milh\u00f5es de feitos e vit\u00f3rias das mais diversas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nm.ruvr.ru\n\n\n\n\n\n\n\n\nSvetlana Kalmykova\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3873\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[74],"tags":[],"class_list":["post-3873","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c87-revolucao-russa"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-10t","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3873"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3873\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}