{"id":390,"date":"2010-04-12T02:51:12","date_gmt":"2010-04-12T02:51:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=390"},"modified":"2010-04-12T02:51:12","modified_gmt":"2010-04-12T02:51:12","slug":"o-imperio-e-o-sub-imperio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/390","title":{"rendered":"O Imp\u00e9rio e o Sub-imp\u00e9rio"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em consequ\u00eancia, qualquer investiga\u00e7\u00e3o objetiva (e realista) sobre o processo de desenvolvimento da atividade militar e dos aparatos de seguran\u00e7a da Am\u00e9rica Latina produz invariavelmente a seguinte confirma\u00e7\u00e3o: os ex\u00e9rcitos, a pol\u00edcia e os servi\u00e7os de intelig\u00eancia dos pa\u00edses da regi\u00e3o (exceto Cuba) mant\u00eam (em v\u00e1rios est\u00e1gios de desenvolvimento) rela\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o militar, treinamento, armamento e tecnologia com o Comando Sul dos EUA. Destes programas de inser\u00e7\u00e3o e, mais amplamente, da estrat\u00e9gia militar dos EUA, n\u00e3o est\u00e3o isentos \u2013 paradoxalmente &#8211; os pr\u00f3prios pa\u00edses que hoje (pela direita e pela esquerda) criticam e rejeitam a instala\u00e7\u00e3o de novas bases militares dos EUA na Col\u00f4mbia. Este quadro de subordina\u00e7\u00e3o \u00e9 verificado, uma vez mais, com o acordo estrat\u00e9gico de coopera\u00e7\u00e3o militar que EUA e Brasil est\u00e3o preparando para assinar, convertendo o gigante sulamericano numa virtual Col\u00f4mbia do Cone Sul. Com o novo acordo estrat\u00e9gico, que ser\u00e1 assinado na pr\u00f3xima segunda-feira, o Brasil reafirma sua alian\u00e7a com Washington, aprofundando seu papel ativo de Sub-imp\u00e9rio regional comprometido ativamente com as hip\u00f3teses de controle militar da Am\u00e9rica Latina pelos EUA.<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">Por Manuel Freytas (*)<\/p>\n<p align=\"justify\"><em>manuefreytas@iarnoticias.com<\/em><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"font-size:10px;text-align: center;\" width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/policial.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"center\" \/>Cr\u00e9dito: <a href=\"..\/\/\" target=\"_new\">PCB<\/a><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">Brasil e EUA preparam-se para assinar na pr\u00f3xima segunda-feira um acordo de coopera\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica global na \u00e1rea de defesa, segundo fontes diplom\u00e1ticas citadas pela <em> BBC<\/em>.<\/p>\n<p align=\"justify\">O texto do acordo est\u00e1 em <strong>fase de revis\u00e3o final<\/strong> e espera-se que o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, viaje a Washington para assinar o documento juntamente com o secret\u00e1rio de Defesa estadunidense, Robet Gates.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda que ambos os pa\u00edses venham sustentando acordos pontuais, no marco da <strong>guerra contra o &#8220;narcoterrorismo&#8221;<\/strong>, este ser\u00e1 o primeiro acordo estrat\u00e9gico entre os dois pa\u00edses na \u00e1rea de defesa desde 1977 \u2013 quando o Brasil cancelou unilateralmente um acordo militar com os EUA que datava de 1952.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dois Estados mantinham acordos setoriais na \u00e1rea de defesa, que inclu\u00eda a venda de equipamentos e interc\u00e2mbios e participa\u00e7\u00e3o em exerc\u00edcios regulares entre suas For\u00e7as Armadas. O &#8220;mega&#8221; acordo que est\u00e1 para ser assinado cria um instrumento de coopera\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica global, n\u00e3o somente no marco da guerra contra o &#8220;narcoterrorismo&#8221;, mas tamb\u00e9m nos planos mais amplos de <strong>defesa continental<\/strong>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os projetos de coopera\u00e7\u00e3o que ser\u00e3o implementados por ambos os pa\u00edses, ainda n\u00e3o definidos, mas \u00e9 sabido que eles envolver\u00e3o o <strong>treinamento, equipamento e desenvolvimento tecnol\u00f3gico e coopera\u00e7\u00e3o global (militar e policial) na \u00e1rea de defesa continental<\/strong>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Do ponto de vista estrat\u00e9gico, operacional, e por sua magnitude e \u00e1rea de influ\u00eancia, o mega acordo de defesa tra\u00e7a as diretrizes de um novo <strong>&#8220;Plano Col\u00f4mbia&#8221;<\/strong> para o Cone Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">No entanto, e para citar diferen\u00e7as deste com o acordo com a Col\u00f4mbia, o acordo estrat\u00e9gico com o Brasil n\u00e3o inclui instala\u00e7\u00f5es militares ou acesso especial a nenhuma das partes do territ\u00f3rio, nem qualquer tipo de imunidade para as tropas \u2013 por enquanto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas, em sua ess\u00eancia, este \u00e9 um acordo bilateral que introduz \u2013 funcional e operacionalmente \u2013 as for\u00e7as armadas brasileiras nas <strong>hip\u00f3teses de conflitos regionais desenhadas pelo Pent\u00e1gono<\/strong> e pela intelig\u00eancia militar estadunidense, e que t\u00eam o Comando Sul dos EUA como campo de estrutura\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo fontes diplom\u00e1ticas citadas pela <em>BBC,<\/em> o acordo j\u00e1 estava sendo discutido entre os dois pa\u00edses desde a administra\u00e7\u00e3o republicana de George W. Bush. No entanto, foi nos \u00faltimos meses, com Obama, que tomou forma e desenho final.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir do ano 2000 o Pent\u00e1gono come\u00e7ou a operar pelo meio do Comando Sul e do <strong>novo sistema de controle militar regional<\/strong>, atrav\u00e9s dos chamados pontos de opera\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada, denominada <em>Forward Operation Location<\/em> (FOL).<\/p>\n<p align=\"justify\">Esses pontos de opera\u00e7\u00e3o militar, FOL, foram concebidos como centros de &#8220;mobilidade estrat\u00e9gica&#8221; e &#8220;utiliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7a decisiva&#8221;, nas guerras-rel\u00e2mpago, <strong> com bases e tropas aerotransportadas de r\u00e1pida mobiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dessa maneira, na Am\u00e9rica Latina, a democracia de mercado estadunidense convive com uma s\u00e9rie de bases e com a Quarta Frota, cuja miss\u00e3o \u00e9 <strong>preservar a hegemonia militar estadunidense na regi\u00e3o<\/strong> e cercar as grandes fontes de energia, \u00e1gua pot\u00e1vel e biodiversidade, que no futuro poder\u00e3o assegurar a sobreviv\u00eancia do Imp\u00e9rio dos EUA.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste cen\u00e1rio estrat\u00e9gico, o Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM), o articulador operacional da estrat\u00e9gia militar, inclui na sua &#8220;<strong>\u00e1rea de responsabilidade<\/strong>&#8221; 32 na\u00e7\u00f5es: 19 na Am\u00e9rica Central e Am\u00e9rica do Sul e 13 no Caribe.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com o novo acordo estrat\u00e9gico, que ser\u00e1 assinado na pr\u00f3xima segunda-feira, o Brasil reafirma sua alian\u00e7a com Washington aprofundando seu papel ativo de Sub-imp\u00e9rio regional comprometido ativamente com as hip\u00f3teses de controle militar da Am\u00e9rica Latina pelos EUA.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"font-size:10px;text-align: center;\" width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/almapa.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"center\" \/>Cr\u00e9dito: <a href=\"..\/\/\" target=\"_new\">PCB<\/a><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8220;Plano Col\u00f4mbia&#8221; do Cone Sul<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Para a maioria dos especialistas, as opera\u00e7\u00f5es repressivas desatadas contra os \u201cbandos narco\u201d em S\u00e3o Paulo representam o primeiro <strong>m\u00f3dulo experimental de &#8220;guerra contraterrorista&#8221;<\/strong> urbana no Cone Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na realidade &#8211; assinalam &#8211; e utilizando como pretexto a &#8220;guerra contra o narcotr\u00e1fico&#8221;, o ex\u00e9rcito brasileiro executa um exerc\u00edcio de <strong>controle de conflitos sociais<\/strong> que est\u00e1 contemplado no plano de &#8220;guerra contraterrorista global&#8221; no Cone Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m disso, tendo a &#8220;<strong>guerra contraterrorista<\/strong>&#8221; como marco, p\u00f5e-se em pr\u00e1tica um plano geopol\u00edtico estrat\u00e9gico com o qual Washington pretende confirmar seu dom\u00ednio geo-pol\u00edtico-militar sobre as estruturas econ\u00f4micas e sobre os recursos naturais e de biodiversidade da regi\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c1gua, g\u00e1s, petr\u00f3leo, biodiversidade e uma plataforma continental (a Amaz\u00f4nia), vitais \u00e0 sua sobreviv\u00eancia futura, se apresentam como os principais detonadores do plano de <strong>controle geopol\u00edtico-militar das &#8220;cinco fronteiras&#8221;<\/strong>, desenvolvido por Washington sob o disfarce da &#8220;guerra contra o terrorismo&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">A localiza\u00e7\u00e3o militar na tripla fronteira, que usa como argumento o <strong>&#8220;perigo terrorista&#8221;<\/strong>, permite que o Comando Sul fique perto das <strong>cinco fronteiras<\/strong> (Col\u00f4mbia, Equador, Peru, Brasil e Venezuela), onde se encontra uma gigantesca reserva de petr\u00f3leo compartilhada.<\/p>\n<p align=\"justify\">No plano operacional da &#8220;guerra contraterrorista&#8221;, o encarregado de realizar diagn\u00f3sticos e propor pol\u00edticas para a regi\u00e3o \u00e9 o <strong>Comando Sul<\/strong>, e n\u00e3o a Casa Branca ou do Departamento de Estado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os \u00faltimos documentos do Comando Sul dos EUA determinam que as &#8220;<strong>amea\u00e7as<\/strong>&#8221; atuais da regi\u00e3o s\u00e3o o \u201cterrorismo transnacional\u201d, o \u201cnarcoterrorismo\u201d, o tr\u00e1fico il\u00edcito, a falsifica\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro, o sequestro, as quadrilhas urbanas, os movimentos radicais, os desastres naturais e a migra\u00e7\u00e3o massiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">O principal objetivo, segundo esses documentos, \u00e9 fazer com que &#8220;os aliados regionais (e seus ex\u00e9rcitos) tenham capacidade e vontade&#8221; de participar de uma s\u00e9rie de &#8220;opera\u00e7\u00f5es combinadas&#8221;, como a\u00e7\u00f5es antiterroristas, de intercep\u00e7\u00e3o mar\u00edtima, opera\u00e7\u00f5es de paz e ajuda humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste marco se enquadra a atual participa\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito brasileiro na &#8220;guerra contra o narcotr\u00e1fico e o crime organizado&#8221;, cujas opera\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo realizadas sistematicamente desde 2005 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"font-size:10px;text-align: center;\" width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/operacaopolicial.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"center\" \/>Cr\u00e9dito: <a href=\"..\/\/\" target=\"_new\">PCB<\/a><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">Operacionalmente as a\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o desenvolvidas na &#8220;guerra contraterrorista&#8221; buscam alinhar &#8211; mediante acordos de coopera\u00e7\u00e3o militar, tratados, treinamento e opera\u00e7\u00f5es conjuntas &#8211; aos servi\u00e7os de intelig\u00eancia, policiais e ex\u00e9rcitos regionais num plano estrat\u00e9gico de <strong>&#8220;combate ao narcoterrorismo e ao crime organizado&#8221;<\/strong>, cujo eixo organizador e operacional centraliza-se no Comando Sul dos EUA (Plano contraterrorista).<\/p>\n<p align=\"justify\">No plano pol\u00edtico e social, busca-se o alinhamento dos governos regionais em torno de um mesmo <strong>plano repressivo contra os conflitos sociais<\/strong>, cuja consigna aglutinadora \u00e9 a de preservar a sociedade do \u201ccaos e da viol\u00eancia terrorista&#8221; das organiza\u00e7\u00f5es sociais, dos sindicatos e dos partidos de esquerda que prop\u00f5em e realizam greves, ocupa\u00e7\u00f5es de f\u00e1bricas ou de empresas, ou bloqueios de estradas (Plano de conten\u00e7\u00e3o de conflitos sociais).<\/p>\n<p align=\"justify\">No marco das alian\u00e7as regionais contra o &#8220;terrorismo&#8221; o Comando Sul <strong>privilegia suas alian\u00e7as<\/strong> regionais com os ex\u00e9rcitos do Chile, em primeiro lugar, e do Brasil em segundo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Discutindo o cen\u00e1rio da &#8220;guerra contra o terrorismo&#8221;, o Ex\u00e9rcito do Brasil enviou 20.000 homens para suas fronteiras com a Venezuela (considerada pelo Comando Sul como o principal sustentador da &#8220;narcoguerrilha&#8221;), um n\u00famero que dobrar\u00e1 nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m disso, o Comando Sul dos EUA tem instalado tanto no Chile como no Brasil um sistema de videoconfer\u00eancia que conecta em tempo real os estados maiores das tr\u00eas for\u00e7as armadas. Este sistema tem tamb\u00e9m incorporado um programa de comunica\u00e7\u00e3o em tempo real criptografado para interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00e3o sobre os movimentos de terroristas, do narcotr\u00e1fico e do \u201ccrime organizado\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo seus documentos, o Comando Sul considera o ex\u00e9rcito brasileiro como um <strong>complemento estrat\u00e9gico do ex\u00e9rcito chileno<\/strong> no balan\u00e7o regional de &#8220;combate ao terrorismo, \u00e0s drogas e ao crime organizado&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo os especialistas, neste sentido \u00e9 preciso interpretar a opera\u00e7\u00e3o e os objetivos subjacentes \u00e0 &#8220;<strong>guerra contra o narcotr\u00e1fico e o crime organizado<\/strong>&#8220;, lan\u00e7ada em S\u00e3o Paulo por sete dias consecutivos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A opera\u00e7\u00e3o \u2013 afirmam &#8211; tem como objetivo central a implica\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito brasileiro (como um primeiro m\u00f3dulo experimental do Cone Sul) no marco da &#8220;guerra contraterrorista&#8221; interna, com a consequente aplica\u00e7\u00e3o futura nos conflitos sociais projetados para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na realidade, e utilizando como desculpa a &#8220;guerra contra os bandos do narcotr\u00e1fico e do crime organizado&#8221;, o ex\u00e9rcito brasileiro e a pol\u00edcia brasileira est\u00e3o executando em S\u00e3o Paulo um <strong>plano de controle de conflitos sociais<\/strong> que est\u00e1 contemplado no plano global de &#8220;guerra contraterrorista&#8221; de baixa intensidade no Cone Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">O novo acordo Brasil-EUA a ser assinado na segunda-feira aprofunda e amplia o marco global de integra\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas e da pol\u00edcia brasileira no dispositivo militar de dom\u00ednio e controle dos EUA na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p align=\"justify\">(*) <strong>Manuel Freytas <\/strong>\u00e9 jornalista, pesquisador, analista de estruturas de poder, especialista em intelig\u00eancia e comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. \u00c9 um dos autores mais difundidos e referenciados na Web na \u00e1rea. Veja seus trabalhos no <a href=\"http:\/\/www.google.com\/search?hl=es&#038;q=manuel+freytas&#038;btnG=Buscar&#038;lr=\" target=\"_blank\">Google<\/a> e em <a href=\"http:\/\/www.iarnoticias.com\/2009\/especiales\/manuel_freytas\/02_manuel_freytas.html\" target=\"_blank\">IAR Noticia<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">(Traduzido por Roberta Moratori)<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n&#8220;Plano Col\u00f4mbia&#8221; no Cone Sul: Brasil e EUA assinam acordo militar\n(IAR Noticias) 08-Abril-2010\nA estrat\u00e9gia de controle militar atua como chave de sustenta\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social dos EUA na Am\u00e9rica Latina.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/390\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6i","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=390"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}