{"id":3913,"date":"2012-11-26T14:02:46","date_gmt":"2012-11-26T14:02:46","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3913"},"modified":"2012-11-26T14:02:46","modified_gmt":"2012-11-26T14:02:46","slug":"katrina-sandy-de-um-furacao-ao-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3913","title":{"rendered":"Katrina-Sandy: De um furac\u00e3o ao outro"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>por GEAB\u00a0[*]<\/strong><\/p>\n<p>Tal como antecipado h\u00e1 v\u00e1rios meses pelo LEAP\/E2020, o grande choque para a economia e a estabilidade pol\u00edtica global chegou no Outono de 2012 sob a forma de um acontecimento simb\u00f3lico que ser\u00e1 assinalado na hist\u00f3ria mundial: o furac\u00e3o Sandy.<\/p>\n<p>Em termos de antecipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, m\u00e9todo sobre o qual o LEAP fundamenta suas an\u00e1lises\u00a0<strong>[1]<\/strong> , o Sandy corresponde a duas caracter\u00edsticas: o acontecimento &#8220;gota de \u00e1gua&#8221; que torna insuport\u00e1vel as fracturas acumuladas e rompe um sistema; e o acontecimento simb\u00f3lico que atinge a imagina\u00e7\u00e3o e transforma definitivamente a imagem de uma realidade \u2013 pois \u00e9 preciso sempre distinguir entre a realidade de uma mudan\u00e7a sist\u00e9mica (em marcha desde pelo menos 2008) e sua aceita\u00e7\u00e3o colectiva (no caso presente: a Am\u00e9rica j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era).<\/p>\n<p>O m\u00eas de Outubro de 2012 permanecer\u00e1 portanto nos livros de hist\u00f3ria como a data do fim da Am\u00e9rica tal foi conhecida no s\u00e9culo XX. O dia 29 de Outubro, a passagem do furac\u00e3o Sandy sobre Nova York, 83 anos ap\u00f3s a ter\u00e7a-feira negra da crise de 1929, revela ao mundo o estado real da sociedade americana e do seu s\u00edmbolo, Nova York. A viragem \u00e9 impressionante \u00e0 simples leitura dos media de todo o mundo, que na v\u00e9spera de uma elei\u00e7\u00e3o que tinha tudo para fascinar o planeta fazia manchetes sobre uma Am\u00e9rica &#8220;mudada&#8221;, &#8220;dividida&#8221;, &#8220;do terceiro mundo&#8221;, &#8220;no impasse&#8221;, &#8220;apocal\u00edptica&#8221;, etc&#8230; (ver lista de links mais adiante). Este espelho americano foi o Sandy que o quebrou definitivamente.<\/p>\n<p>Confirmando todas as antecipa\u00e7\u00f5es da equipe do LEAP\/2020 desde h\u00e1 seis anos sobre a degrada\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos Estados Unidos e, mais particularmente aquelas a partir do GEAB n\u00ba 65\u00a0<strong>[2]<\/strong> , o furac\u00e3o Sandy \u00e9 o acontecimento que data a \u00faltima etapa do afundamento do sistema americano. Afectando o centro financeiro do pa\u00eds, pondo em evid\u00eancia a incapacidade da cidade mais poderosa do pa\u00eds mais poderoso para resistir a um &#8220;pequeno&#8221; furac\u00e3o previsto com v\u00e1rios dias de anteced\u00eancia, ele marca o fim da Am\u00e9rica tal como foi conhecida.<\/p>\n<p>Tal como antecipado em Janeiro de 2006, o &#8220;muro d\u00f3lar&#8221;\u00a0<strong>[3]<\/strong> rachou continuamente ao longo dos \u00faltimos seis anos e o Sandy atingiu este muro rachado com plena for\u00e7a, revelando um &#8220;rei nu&#8221;\u00a0<strong>[4]<\/strong> . A devasta\u00e7\u00e3o de Nova Orleans em 2005 pelo furac\u00e3o Katrina pode ser comparada a Chernobil para a URSS de 1986 (surpreendendo o mundo inteiro pela fraca gest\u00e3o da crise e o estado real da economia) e o muro d\u00f3lar ao muro de Berlim. Dois anos ap\u00f3s a queda do muro de Berlim, a URSS afundava. Destru\u00eddo pela crise, o muro d\u00f3lar j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 presente e 2013 ser\u00e1 o ano do afundamento da Am\u00e9rica do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/crise\/imagens\/geab_69_1.jpg?w=747\" border=\"0\" alt=\"Figura 1.\" \/><\/p>\n<p>Do Katrina ao Sany, passando pelo Lehman Brothers, esta sucess\u00e3o de choques p\u00f4s o poder estado-unidense de rastros: a confian\u00e7a do resto do mundo esfumou-se. \u00c9 preciso ler em particular, a este respeito, o incr\u00edvel artigo da\u00a0<em>Spiegel, <\/em><em>Divided States of America: Notes on the Decline of a Great Nation <\/em><strong>[5]<\/strong> , um verdadeiro condensado de seis anos de antecipa\u00e7\u00f5es do LEAP&#8230; numa revista &#8220;convic\u00e7\u00f5es firmes&#8221; como a\u00a0<em>Spiegel, <\/em>isso n\u00e3o \u00e9 realmente an\u00f3dino.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o Sandy e a elei\u00e7\u00e3o presidencial, os media fizeram claramente uma meia volta, inclusive os media europeus habitualmente admiradores dos Estados Unidos, e agora encaram este pa\u00eds com o olho cr\u00edtico da realidade\u00a0<strong>[6]<\/strong> . A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime: a grande pot\u00eancia sa\u00edda da segunda guerra mundial j\u00e1 n\u00e3o o \u00e9.<\/p>\n<p>No rastro do Sandy, a reelei\u00e7\u00e3o de Obama tem um sabor amargo para metade dos americanos e para o resto do mundo, como se v\u00ea nas manchetes da sua imprensa: aquilo que deveria ser uma boa not\u00edcia, pois Obama era o candidato natural do resto mundo, anuncia claramente a aus\u00eancia de mudan\u00e7a, o que \u00e9 inevitavelmente a pior das coisas \u00e0 luz do que se sabe sobre a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-econ\u00f3mica dos Estados Unidos. Todos os problemas n\u00e3o resolvidos nestes \u00faltimos quatro anos est\u00e3o novamente sobre a mesa. O per\u00edodo de campanha eleitoral tendo-os artificialmente aplainado, eles ressaltam agora mais poderosos, mais insol\u00faveis.<\/p>\n<p>Com o ressurgimento dos problemas evadidos durante a campanha eleitoral e uma reelei\u00e7\u00e3o de Obama dif\u00edcil de engolir pelos republicanos, os Estados Unidos n\u00e3o ultrapassar\u00e3o os desafios que se anunciam no fim de 2012 e princ\u00edpios de 2013: do lado econ\u00f3mico, &#8220;precip\u00edcio fiscal&#8221;, eleva\u00e7\u00e3o do tecto da d\u00edvida, &#8220;bolha de t\u00edtulos&#8221;, bolha dos cr\u00e9ditos para estudantes; do lado social, a fractura explosiva do pa\u00eds entre os brancos maioritariamente pr\u00f3 Romney e as &#8220;minorias&#8221; maioritariamente pr\u00f3 Obama e, como antecipado no GEAB n\u00ba 68, tumultos que se arriscam a degenerar em secess\u00e3o e guerra civil considerando a quantidade de armas em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds; do lado pol\u00edtico, um bloqueio que perdura e que corre o risco de desembocar num golpe de Estado militar num pa\u00eds em que o ex\u00e9rcito parece cada vez mais claramente como a \u00fanica coisa a funcionar correctamente, a \u00fanica portanto capaz de retomar o controle. Desenvolvemos esta an\u00e1lise do afundamento americano neste n\u00famero 69 do GEAB.<\/p>\n<p>Abordamos igualmente os problemas do grande vizinho dos Estados Unidos, o Canad\u00e1, com a explos\u00e3o da sua bolha imobili\u00e1ria e suas consequ\u00eancias. Se bem que a situa\u00e7\u00e3o canadiana esteja por enquanto longe de ser t\u00e3o grave quanto aquela dos Estados Unidos, a Am\u00e9rica do Norte prepara-se para viver momentos dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Mas a nossa equipe recorda que a crise \u00e9 mundial e n\u00e3o poupa sequer os pa\u00edses emergentes, a China \u00e0 cabe\u00e7a: revemos neste n\u00famero os desafios que aguardam a China, nomeadamente os movimentos sociais que v\u00e3o afect\u00e1-la em 2013 (como vimos para a Europa e os Estados Unidos nos dois n\u00fameros anteriores).<\/p>\n<p>Apresentamos tamb\u00e9m, naturalmente, nossas recomenda\u00e7\u00f5es mensais (divisas, bolsas, etc) e o GlobalEurom\u00e8tre.<\/p>\n<p>Se enfatizamos os Estados Unidos neste n\u00famero, n\u00e3o h\u00e1 que perder de vista a situa\u00e7\u00e3o explosiva mundial e nomeadamente geopol\u00edtica, que tamb\u00e9m est\u00e1 ligada \u00e0 perda de influ\u00eancia americana. V\u00ea-se nomeadamente no papel voluntariamente secund\u00e1rio que desempenharam na L\u00edbia, no Mali, na S\u00edria: devido a constrangimentos or\u00e7amentais, sua nova estrat\u00e9gia consiste em &#8220;delegar&#8221; as suas agendas aos seus parceiros, a Fran\u00e7a e o Reino Unido na L\u00edbia, a CEDEAO no Mali\u00a0<strong>[7]<\/strong> , Israel na S\u00edria\u00a0<strong>[8]<\/strong> , &#8230; A aus\u00eancia do l\u00edder geopol\u00edtico dos \u00faltimos 80 anos torna a situa\u00e7\u00e3o no M\u00e9dio Oriente particularmente intrincada: todos os interesses, os mais d\u00edspares, ali se misturam numa vasta cacofonia.<\/p>\n<p>\u00c9 do lado europeu ou russo-chin\u00eas que de facto se encontram as solu\u00e7\u00f5es mas os europeus ainda n\u00e3o est\u00e3o prestes a dessolidarizar-se do seu antigo aliado americano, auto-neutralizando-se de facto. Quanto aos russos e aos chineses, eles ainda beneficiam da aura ideol\u00f3gica das &#8220;boas pot\u00eancia&#8221;, a saber, aquelas cujos interesses combinam com verdadeiros valores universais. Devido a este facto, nem a R\u00fassia nem a China, que v\u00e3o seriamente ter de trabalhar nestes valores sem os quais n\u00e3o h\u00e1 verdadeira pot\u00eancia, est\u00e3o ainda em condi\u00e7\u00f5es de substituir o l\u00edder perdido&#8230; ao menos pela for\u00e7a, o que \u00e9 a pior das solu\u00e7\u00f5es para eles&#8230; e para todo o mundo com certeza.<\/p>\n<p>Outro sinal de enfraquecimento da pot\u00eancia americana, as san\u00e7\u00f5es sobre o Ir\u00e3o parecem impotentes salvo para difundir entre os iranianos o \u00f3dio para com o Ocidente. Este \u00e9 outro espinho que os europeus cravaram voluntariamente no p\u00e9 ao inv\u00e9s de comprar o petr\u00f3leo iraniano em euro. Com efeito, o Ir\u00e3o agora escoa sem problemas seu petr\u00f3leo para a China e a Turquia. Apesar de membro da NATO, a Turquia paga-o em ouro via Dubai\u00a0<strong>[9]<\/strong> com toda a legalidade. Este sistema mostra em simult\u00e2neo a fragilidade da alian\u00e7a ocidental e a facilidade dos pa\u00edses para prescindirem do d\u00f3lar a fim de pagar o petr\u00f3leo, princ\u00edpio que \u00e9 a pe\u00e7a fundamental da hegemonia do d\u00f3lar e dos Estados Unidos no mundo. Num futuro n\u00famero do GEAB faremos um ponto da situa\u00e7\u00e3o sobre os desafios mundiais em torno do petr\u00f3leo, elemento central da geopol\u00edtica actual.<\/p>\n<p>Finalmente, segundo o LEAP\/E2020, a influ\u00eancia dos Estados Unidos sobre a Europa faz-se tamb\u00e9m sentir cada vez menos. Se a situa\u00e7\u00e3o na Europa \u00e9 pouco brilhante, com um desemprego elevado, um aumento da pobreza na Gr\u00e9cia e na Espanha, nomeadamente, os media anglo-sax\u00f3nicos n\u00e3o agitam sen\u00e3o esporadicamente o espectro da explos\u00e3o do Euro e de maneira cada vez menos virulenta, porque isto \u00e9 cada vez menos cr\u00edvel e porque os problemas dos Estados Unidos \u2013 e os da Inglaterra \u2013 s\u00e3o cada vez mais vis\u00edveis. As mudan\u00e7as na Eurol\u00e2ndia iniciadas na dor nestes \u00faltimos quatro anos come\u00e7am a dar os seus frutos\u00a0<strong>[10]<\/strong> . O desligamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Wall Street e \u00e0 City fez-se no decorrer da &#8220;crise do Euro&#8221; e continua actualmente (11); no caso da City, \u00e9 o Reino Unido que se afasta (12). Assim, se a Eurol\u00e2ndia ser\u00e1 como todo o mundo sacudida pelo afundamento do sistema americano, pelo menos n\u00e3o ser\u00e1 aspirada por ele. No entanto, numerosos desafios aguardam os europeus, nomeadamente o facto de a atitude de Angela Merkel n\u00e3o facilitar as discuss\u00f5es com os seus parceiros. Retornaremos ao assunto no GEAB n\u00ba 70, sobre o futuro pol\u00edtico da Alemanha em 2013 e posteriormente.<\/p>\n<p><strong>Notas: <\/strong><\/p>\n<p>(1) Ver Manuel d&#8217;Anticipation Politique, Marie-H\u00e9l\u00e8ne Caillol,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.anticipolis.eu\/fr_5_presentation.php\" target=\"_blank\">Editions Anticipolis<\/a><\/p>\n<p>(2) Retorno antecipado precisamente para o Outono.<\/p>\n<p>(3) Cf. GEAB n\u00b01 e n\u00b052.<\/p>\n<p>(4) Como no conto de Andersen, As novas roupas do imperador. Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Les_Habits_neufs_de_l'empereur\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n<p>(5) Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.spiegel.de\/international\/world\/divided-states-of-america-notes-on-the-decline-of-a-great-nation-a-865295.html\" target=\"_blank\"><em>Der Spiegel,<\/em><\/a> 05\/11\/2012<\/p>\n<p>(6) Ler por exemplo: L&#8217;avenir sombre de l&#8217;Am\u00e9rique, nouvel adversaire d&#8217;Obama (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.liberation.fr\/monde\/2012\/11\/07\/obama-attendu-au-tournant-par-la-presse-internationale_858715\" target=\"_blank\"><em>Lib\u00e9ration<\/em><\/a> e\u00a0<em>S\u00fcddeutsche Zeitung <\/em>, 07\/11\/2012), Les \u00c9tats-D\u00e9sunis d&#8217;Am\u00e9rique (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.latribune.fr\/opinions\/editos\/20121106trib000729048\/les-etats-desunis-d-amerique.html\" target=\"_blank\"><em>La Tribune<\/em><\/a> , 06\/11\/2012), Rebuilding America (Foreign Policy, 14\/11\/2012), Waarom Amerika niet langer wereldmacht is (&#8220;Pourquoi l&#8217;Am\u00e9rique n&#8217;est plus la puissance mondiale&#8221;, Elsevier.nl, etc.)<\/p>\n<p>(7) Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lemonde.fr\/afrique\/article\/2012\/11\/11\/la-cedeao-prete-a-envoyer-3-300-soldats-au-mali_1788982_3212.html\" target=\"_blank\"><em>Le Monde<\/em><\/a> , 11\/11\/2012<\/p>\n<p>(8) Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/11\/13\/world\/middleeast\/israel-strikes-at-syria-again-in-response-to-mortar-attacks.html\" target=\"_blank\"><em>The New York Times,<\/em><\/a> 12\/11\/2012<\/p>\n<p>(9) Fontes:\u00a0<a href=\"http:\/\/in.reuters.com\/article\/2012\/10\/23\/us-emirates-iran-gold-idINBRE89M0SW20121023\" target=\"_blank\">Reuters<\/a> , 23\/10\/2012;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.zerohedge.com\/news\/2012-10-23\/how-iran-evades-western-blocakde-turkey-dubai-iran-petrogold-triangle\" target=\"_blank\"><em>ZeroHedge<\/em><\/a> , 23\/10\/2012<\/p>\n<p>(10) \u00daltimo exemplo at\u00e9 \u00e0 data: um melhor enquadramento europeu de certos produtos especulativos (CDS &#8220;nu&#8221; e venda a descoberto sobre a d\u00edvida dos Estados) passou relativamente desapercebido mas refor\u00e7a as defesas dos pa\u00edses europeus contra ofensivas financeiras. Fonte:\u00a0<em>Le Monde, <\/em>01\/11\/2012.<\/p>\n<p>(11) No dom\u00ednio banc\u00e1rio por exemplo, ver\u00a0<a href=\"http:\/\/seekingalpha.com\/article\/314595-severe-dollar-funding-constraints-will-push-eu-banks-out-of-u-s-markets\" target=\"_blank\">Seeking Alpha<\/a> (18\/12\/2011). Ou o pedido dos alem\u00e3es para ter o direito de olhar o seu ouro armazenado nos Estados Unidos (fonte\u00a0<a href=\"http:\/\/www.spiegel.de\/international\/germany\/german-politicians-demand-to-see-gold-in-us-federal-reserve-a-864068.html\" target=\"_blank\"><em>Der Spiegel,<\/em><\/a> 30\/10\/2012).<\/p>\n<p>(12) Fontes:\u00a0<em>Financial Times <\/em>(04\/11\/2012),\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lemonde.fr\/economie\/article\/2012\/10\/31\/budget-de-l-ue-cameron-desavoue-au-parlement_1783896_3234.html\" target=\"_blank\"><em>Le Monde<\/em><\/a> (31\/10\/2012),\u00a0<a href=\"http:\/\/www.spiegel.de\/international\/europe\/eu-budget-commissioner-challenges-uk-loyalty-to-europe-a-864941.html\" target=\"_blank\"><em>Der Spiegel<\/em><\/a> (02\/11\/2012), etc&#8230;<\/p>\n<p>15\/Novembro\/2012<\/p>\n<p><strong>[*] Global Europe Anticipation Bulletin. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.leap2020.eu\/GEAB-N-69-est-disponible-Katrina-Sandy-D-un-ouragan-a-l-autre-la-fin-de-l-Amerique-telle-qu-on-l-a-connue_a12562.html\" target=\"_blank\">www.leap2020.eu\/&#8230;<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nResistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nO fim da Am\u00e9rica tal como era conhecida\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3913\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-3913","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-117","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3913"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3913\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}