{"id":3919,"date":"2012-11-26T18:03:21","date_gmt":"2012-11-26T18:03:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3919"},"modified":"2012-11-26T18:03:21","modified_gmt":"2012-11-26T18:03:21","slug":"brasil-tem-pior-crescimento-desde-collor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3919","title":{"rendered":"Brasil tem pior crescimento desde Collor"},"content":{"rendered":"\n<p>A presidente Dilma Rousseff dever\u00e1 encerrar os dois primeiros anos de seu mandato com a segunda pior m\u00e9dia de crescimento da hist\u00f3ria recente do Brasil, s\u00f3 perdendo para o per\u00edodo Collor. No bi\u00eanio 2011-2012, o crescimento m\u00e9dio anual do Produto Interno Bruto (PIB) do Pa\u00eds dever\u00e1 ser da ordem de 2,1%, considerando uma expans\u00e3o de 1,52% prevista para este ano pela mediana do mercado financeiro na pesquisa do Boletim Focus, do Banco Central (BC).<\/p>\n<p>Nos dois primeiros anos do primeiro e do segundo mandato de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, essa m\u00e9dia foi de, respectivamente, 3,4% e 5,6%, e nos de Fernando Henrique Cardoso, de 3,2% e 2,3%. J\u00e1 no de Fernando Collor de Mello, ficou em 0,25%.<\/p>\n<p>Economistas alertam para o risco de 2013 piorar o progn\u00f3stico para o governo, caso n\u00e3o mude o foco da pol\u00edtica de crescimento &#8211; hoje baseada no aumento do consumo &#8211; passando a incentivar mais o investimento e melhorar a produtividade.<\/p>\n<p>&#8220;Esses resultados ruins n\u00e3o ser\u00e3o salvos com pol\u00edticas pontuais, como a desonera\u00e7\u00e3o do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos autom\u00f3veis, que ajudou muito o resultado do terceiro trimestre, que esperamos ser de 0,9% na margem (compara\u00e7\u00e3o com o anterior)&#8221;, afirma S\u00e9rgio Vale, economista-chefe da MB Associados. &#8220;Mesmo com um quarto trimestre ainda melhor (1,1%), o resultado ser\u00e1 de 1,3% no ano&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) vai divulgar os n\u00fameros do PIB referentes ao terceiro trimestre. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prev\u00ea crescimento de 1,2% na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre.<\/p>\n<p>Para o ex-diretor do Banco Central, Carlos Thadeu de Freitas, hoje presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC), a economia n\u00e3o deslancha mais por problema de oferta do que de demanda. Ele argumenta que tanto a demanda n\u00e3o est\u00e1 fraca que a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 acima do centro da meta, de 4,5%.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos de uma mini-agenda de crescimento que comece por desindexar o sal\u00e1rio m\u00ednimo&#8221;, defende. A proposta \u00e9 pol\u00eamica e enfrenta forte resist\u00eancia dos sindicatos, mas ele argumenta que \u00e9 preciso baixar o custo unit\u00e1rio do trabalho no Brasil, &#8220;que est\u00e1 muito alto&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Esse custo \u00e9 pressionado para cima pela pol\u00edtica do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que todo ano tem um aumento real de valor&#8221;, diz o presidente da CNC.<\/p>\n<p>As medidas tomadas recentemente pelo governo ainda n\u00e3o tiveram impacto no aumento da produtividade das empresas, diz o empres\u00e1rio Jos\u00e9 Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de Competitividade e Tecnologia da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp).<\/p>\n<p>&#8220;O governo, em algumas coisas, andou numa velocidade que chegou a impressionar&#8221;, afirma Roriz Coelho. &#8220;S\u00f3 que a queda da Selic (a taxa b\u00e1sica de juros da economia), por exemplo, ainda n\u00e3o pegou o spread banc\u00e1rio e as empresas continuam pagando taxas de 30% ao ano&#8221;, cita.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio reconhece que a queda da taxa de juros, a melhora do c\u00e2mbio e a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos de 40 setores industriais v\u00e3o ter impacto positivo no futuro. &#8220;Mas isso n\u00e3o acontece de uma hora para a outra, sem contar que pegou as empresas descapitalizadas, sem capacidade de investir e numa situa\u00e7\u00e3o em que a produtividade est\u00e1 muito baixa.&#8221;<\/p>\n<p>Para ele, se o atual modelo de crescimento n\u00e3o mudar &#8220;o mais r\u00e1pido poss\u00edvel&#8221; para um modelo baseado em investimento, em 2013 vai ocorrer o mesmo que hoje. &#8220;O consumo cresce, mas quem captura o aumento do poder de compra do brasileiro s\u00e3o os produtos importados.&#8221;<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Vale, da MB, vai al\u00e9m. &#8220;Em 2013, junto \u00e0 continuidade de falta de reformas, e com a tend\u00eancia de o governo interferir ainda mais nas decis\u00f5es privadas, fica dif\u00edcil imaginar uma recupera\u00e7\u00e3o significativa.&#8221;<\/p>\n<p>Para piorar, no come\u00e7o do ano, o Pa\u00eds poder\u00e1 sentir os efeitos do chamado abismo fiscal americano. O problema se refere ao fim de incentivos fiscais implementados h\u00e1 quase dez anos pela administra\u00e7\u00e3o de George Bush e ao in\u00edcio de cortes autom\u00e1ticos no or\u00e7amento em programas sociais e militares a partir de janeiro de 2013. O valor a ser retirado da economia chega a US$ 607 bilh\u00f5es, caso n\u00e3o haja acordo entre o governo Obama e o Congresso do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;A diferen\u00e7a \u00e9 que o impacto negativo em 2013 j\u00e1 \u00e9 esperado, ao contr\u00e1rio do ano passado&#8221;, pontua Vale. &#8220;Mas o fato \u00e9 que isso joga o crescimento mundial para baixo e refor\u00e7a perspectivas negativas para Europa e China. Com isso, o cen\u00e1rio externo continua ruim e o dom\u00e9stico, sem grande melhora. Assim fica dif\u00edcil imaginar crescimento expressivo para o Brasil&#8221;, diz Vale.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Na contram\u00e3o, ind\u00fastria contrata mais em outubro de 2012<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o dos setores de com\u00e9rcio e servi\u00e7os, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o acelerou o ritmo de cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho formais em outubro e criou tr\u00eas vezes mais vagas no m\u00eas passado do que em outubro de 2011. De acordo com os n\u00fameros do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na sexta-feira, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o abriu 17.520 vagas formais em outubro. No mesmo m\u00eas de 2011, o setor havia ampliado em 5.206 os postos de trabalho.<\/p>\n<p>No per\u00edodo, o com\u00e9rcio diminuiu o ritmo de abertura de vagas de 60.878 em outubro de 2011 para 49.597 no m\u00eas passado. J\u00e1 o segmento de servi\u00e7os, que havia registrado cria\u00e7\u00e3o de 77.201 vagas, foi o que mais contribuiu &#8211; entre os tr\u00eas setores &#8211; para a gera\u00e7\u00e3o de 66,9 mil vagas no pa\u00eds, ao expandir em 32.724 os postos de trabalho no m\u00eas passado. No conjunto dos setores, o pa\u00eds criou 66.988 empregos formais em outubro, n\u00famero 46,9% inferior ao de igual m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>Para o diretor do departamento de emprego e sal\u00e1rio do MTE, Rodolfo Torelly, o desempenho da ind\u00fastria foi influenciado pelas medidas de est\u00edmulo do governo. &#8220;A ind\u00fastria estava numa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil na \u00e9poca [em 2011] e agora est\u00e1 reagindo. Quando a ind\u00fastria gera emprego, as outras \u00e1reas d\u00e3o um repique&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Dez dos 12 setores da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o criaram empregos formais em outubro. Apenas os segmento de produ\u00e7\u00e3o de minerais n\u00e3o met\u00e1licos e cal\u00e7ados registraram fechamento de vagas. A demiss\u00e3o l\u00edquida foi de 229 postos de trabalho e 315 vagas, respectivamente. Cal\u00e7ados \u00e9 um dos setores beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento. A ind\u00fastria qu\u00edmica, farmac\u00eautica e veterin\u00e1ria foi a que mais criou empregos no m\u00eas (3.640 vagas).<\/p>\n<p>Mesmo com o saldo positivo de 17 mil empregos na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o em outubro, a LCA Consultores avalia que o setor est\u00e1 com um n\u00edvel de cria\u00e7\u00e3o de empregos abaixo da m\u00e9dia dos \u00faltimos anos. De acordo com Caio Machado, economista da consultoria, a m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos, contando o fraco desempenho do ano passado, \u00e9 de 40 mil admiss\u00f5es a mais do que demiss\u00f5es para outubro. &#8220;O mercado de trabalho como um todo mostrou-se mais fraco em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre. A ind\u00fastria mostrou recupera\u00e7\u00e3o, mas ainda em um ritmo lento&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Machado, os n\u00fameros s\u00e3o reflexos do baixo crescimento da economia nos tr\u00eas primeiros trimestres. &#8220;Os empregadores estavam segurando, em fun\u00e7\u00e3o da dificuldade de achar m\u00e3o de obra qualificada e dos custos de demiss\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo reduz para 1% proje\u00e7\u00e3o para arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Assim como a esperada retomada da atividade que ainda n\u00e3o veio, a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos tamb\u00e9m n\u00e3o avan\u00e7a. Em outubro ocorreu a quinta queda consecutiva na arrecada\u00e7\u00e3o federal, descontada a infla\u00e7\u00e3o. O governo ainda mant\u00e9m a expectativa de crescimento na compara\u00e7\u00e3o com 2011, mas reduziu a proje\u00e7\u00e3o de avan\u00e7o de cerca de 1,5% para 1%. No ano at\u00e9 outubro, o avan\u00e7o \u00e9 de apenas 0,18%.<\/p>\n<p>&#8220;Essa recupera\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o aconteceu, temos dois meses&#8221;, disse a secret\u00e1ria-adjunta da Receita, Zayda Bastos Manatta, em entrevista concedida em Bras\u00edlia na sexta-feira. De acordo com a secret\u00e1ria, a previs\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o tem como par\u00e2metro a proje\u00e7\u00e3o de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo governo, que foi mantida em 2% no \u00faltimo relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Receitas e Despesas, divulgado no come\u00e7o da semana.<\/p>\n<p>Portanto, para que esse crescimento de arrecada\u00e7\u00e3o se torne realidade, o PIB tem de confirmar o avan\u00e7o de 2%, um cen\u00e1rio cada vez mais remoto. O pr\u00f3prio Banco Central estima avan\u00e7o de 1,6%.<\/p>\n<p>Em outubro, a arrecada\u00e7\u00e3o federal de impostos totalizou R$ 90,5 bilh\u00f5es, queda real de 3,27% (corrigida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo &#8211; IPCA) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado. O resultado mostra uma piora com rela\u00e7\u00e3o a setembro, quando a queda foi de 1,08%.<\/p>\n<p>De acordo com Zayda, a diferen\u00e7a de arrecada\u00e7\u00e3o de outubro desse ano para outubro do ano passado decorre, basicamente, de dois eventos. Uma arrecada\u00e7\u00e3o at\u00edpica de quase R$ 2 bilh\u00f5es vista no ano passado, que n\u00e3o se repetiu, e o custo das desonera\u00e7\u00f5es promovidas pelo governo, que tiraram do caixa outros R$ 2,5 bilh\u00f5es. &#8220;Sem esses dois grupos ter\u00edamos crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o&#8221;, disse a secret\u00e1ria.<\/p>\n<p>A receita n\u00e3o apresentou n\u00fameros detalhados, mas indicou que as desonera\u00e7\u00f5es feitas entre janeiro e outubro de 2012 causaram uma &#8220;perda&#8221; de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 10,7 bilh\u00f5es. S\u00e3o R$ 2,3 bilh\u00f5es referentes \u00e0s mudan\u00e7as na folha de sal\u00e1rios de alguns setores e outros R$ 8,46 bilh\u00f5es decorrentes da redu\u00e7\u00e3o da Cide (imposto que incide sobre os combust\u00edveis), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) autom\u00f3veis e Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) sobre cr\u00e9dito \u00e0 pessoa f\u00edsica.<\/p>\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o administrada pela Secretaria da Receita totalizou R$ 85,1 bilh\u00f5es em outubro, redu\u00e7\u00e3o real de 3,87%. No ano, as receitas administradas totalizam R$ 808,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Captando o baixo ritmo de atividade, os tributos que incidem sobre a renda do setor produtivo apresentaram nova retra\u00e7\u00e3o. Refletindo a queda de lucratividade das empresas, o recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ), que somou R$ 11,7 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, caiu 11,47% sobre igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Na mesma situa\u00e7\u00e3o, a Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) apresentou queda de 1,02% em outubro, tamb\u00e9m na compara\u00e7\u00e3o anual, para R$ 6,181 bilh\u00f5es. Ilustrando a dicotomia entre produ\u00e7\u00e3o e consumo, a arrecada\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins, mais relacionada aos servi\u00e7os, mostra alta 6,74% em outubro, no comparativo anual, para R$ 19,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>E mostrando outra dualidade da economia brasileira, que \u00e9 a for\u00e7a do mercado de trabalho em um ambiente de baixo crescimento, a arrecada\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria apontou alta de 3,69% em outubro desde ano na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano passado, ao somar R$ 24,698 bilh\u00f5es. De acordo com Zayda, esse aumento \u00e9 reflexo direto do aumento da massa salarial, que cresceu 14,12% sobre outubro de 2011.<\/p>\n<p>Reflexo das desonera\u00e7\u00f5es feitas para estimular a economia, a arrecada\u00e7\u00e3o do IPI caiu, sempre em termos reais, 20,52% em outubro ante mesmo per\u00edodo de 2011, somando R$ 3,646 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Sem surpresa, a maior queda na arrecada\u00e7\u00e3o de IPI foi registrada no segmento de autom\u00f3veis, com retra\u00e7\u00e3o real de 72,29%, passando de R$ 715 milh\u00f5es em outubro do ano passado para R$ 198 milh\u00f5es em outubro deste ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Empresas alem\u00e3s t\u00eam inten\u00e7\u00e3o de investir mais no Brasil, mostra pesquisa<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Pesquisa da C\u00e2mara Brasil &#8211; Alemanha feita no terceiro trimestre com os associados mostra que os executivos alem\u00e3es confiam na melhora do cen\u00e1rio econ\u00f4mico no curto prazo. De acordo com a sondagem, 77% dos entrevistados afirmam ter projetos concretos de investimentos no Brasil. A mesma pesquisa feita no segundo trimestre indicava projetos concretos de 61% das empresas. O levantamento foi feito com 1.200 empres\u00e1rios ou executivos de companhias alem\u00e3s que, segundo estimativas da C\u00e2mara, respondem por cerca de 10% do PIB brasileiro.<\/p>\n<p>As empresas tamb\u00e9m estimam que o cen\u00e1rio para efetuar os investimentos estar\u00e1 mais prop\u00edcio dentro de seis meses. Cerca de 36% dos entrevistados avaliaram que o clima geral no terceiro trimestre era desfavor\u00e1vel para investimentos e apenas 23% consideraram o cen\u00e1rio favor\u00e1vel. Para o cen\u00e1rio daqui a seis meses, a fatia de entrevistados que estima ambiente desfavor\u00e1vel para investimentos \u00e9 de 23% e a que considera clima favor\u00e1vel \u00e9 de 32%.<\/p>\n<p>Weber Porto, presidente da C\u00e2mara Brasil &#8211; Alemanha, reconhece, por\u00e9m, que a avalia\u00e7\u00e3o de algumas empresas sobre o cen\u00e1rio para investimento ficou mais pessimista. No terceiro trimestre, 5% dos entrevistados chegou a declarar que o clima era extremamente desfavor\u00e1vel para investimento. Essa avalia\u00e7\u00e3o mais pessimista n\u00e3o existia nos dois primeiros trimestres do ano. &#8220;O fato de uma parcela maior das empresas ter declarado projetos concretos no pa\u00eds, por\u00e9m, mostra que, num prazo mais longo, o Brasil ainda \u00e9 considerado local interessante para investimentos.&#8221; Para ele, pesam a favor do Brasil perspectivas de melhora do consumo dom\u00e9stico, com demanda maior em \u00e1reas como de infraestrutura e energia.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio tra\u00e7ado pelas empresas alem\u00e3es para a exporta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 menos otimista. No terceiro trimestre 32% dos executivos consideraram as condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis para a exporta\u00e7\u00e3o. Olhando para daqui a seis meses, sobe para 41% os que consideram que as vendas ao exterior ter\u00e3o ambiente desfavor\u00e1vel. Para Porto, a quest\u00e3o est\u00e1 relacionada ao c\u00e2mbio. A sondagem mostra que 72,7% das empresas veem necessidade de maior desvaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar. Apenas 18,7% consideram a atual taxa adequada.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, Porto tamb\u00e9m ressalta que houve mudan\u00e7a de avalia\u00e7\u00e3o das empresas. No segundo trimestre, quando o d\u00f3lar j\u00e1 estava sendo mantido no patamar pr\u00f3ximo de R$ 2, apenas 33,3% dos entrevistados consideravam a necessidade de desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda nacional, sendo que 55,6% julgavam a taxa de ent\u00e3o adequada. &#8220;Na verdade, as empresas acreditavam que essa taxa garantiria ganho de competitividade suficiente, mas o c\u00e2mbio n\u00e3o surtiu esse efeito.&#8221;<\/p>\n<p>As companhias alem\u00e3s, diz Porto, n\u00e3o reivindicam maior desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. O recado impl\u00edcito na sondagem, avalia ele, \u00e9 de que as empresas instaladas no Brasil precisam ter mais condi\u00e7\u00f5es de competir. Nesse sentido, ele diz que as empresas ainda n\u00e3o tiveram condi\u00e7\u00f5es de medir o alcance de medidas como a desonera\u00e7\u00e3o de folha e a redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros, por exemplo. Segundo Porto, ainda \u00e9 cedo para fazer essa avalia\u00e7\u00e3o. &#8220;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o, muitas das empresas est\u00e3o em setores que acabaram de ter diss\u00eddios salariais&#8221;, diz. Mesmo assim, a pesquisa da C\u00e2mara mostra que 63,6% das empresas declaram ter inten\u00e7\u00e3o de contratar nos pr\u00f3ximos seis meses, e as vagas s\u00e3o dirigidas principalmente para setores de produ\u00e7\u00e3o e de vendas.<\/p>\n<p>As empresas demonstram preocupa\u00e7\u00e3o com a infla\u00e7\u00e3o. Isso se reflete, segundo Porto, na opini\u00e3o sobre o que pode acontecer com os juros. &#8220;O governo pode elevar a taxa caso a infla\u00e7\u00e3o aumente mais do que o previsto&#8221;, diz Porto. Contribui para a avalia\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria da taxa de juros, que continuou caindo do segundo para o terceiro trimestre. Por isso fica menor, no terceiro trimestre, a parcela de entrevistados que ainda acha que h\u00e1 mais espa\u00e7o para redu\u00e7\u00e3o. No segundo trimestre, 55,6% acreditavam que a taxa de juros iria cair no per\u00edodo de seis meses. No terceiro uma fatia menor de executivos &#8211; 31,8% &#8211; acredita em mais queda, sendo que 9,1% dos entrevistados declararam acreditar que a taxa deve aumentar. No segundo trimestre n\u00e3o havia empresas com expectativa de aumento dos juros.<\/p>\n<hr \/>\n<p>onfer\u00eancia do Clima buscar\u00e1 ajuda a pa\u00edses pobres<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Um dos maiores desafios da nova confer\u00eancia sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que come\u00e7a hoje em Doha, com a participa\u00e7\u00e3o de quase 200 na\u00e7\u00f5es, \u00e9 aumentar a ajuda a pa\u00edses pobres num momento em que o or\u00e7amento dos pa\u00edses mais desenvolvidos anda apertado por causa da crise econ\u00f4mica mundial, especialmente na Europa.<\/p>\n<p>Pa\u00edses ricos j\u00e1 entregaram cerca de US$ 30 bilh\u00f5es em ajuda financeira com a qual haviam se comprometido em 2009, mas esses acordos expiram neste ano. Al\u00e9m disso, o Fundo Verde Clim\u00e1tico, criado na confer\u00eancia do ano passado com o objetivo de arrecadar at\u00e9 US$ 100 bilh\u00f5es de ajuda por ano, ainda n\u00e3o entrou em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que os pa\u00edses mais pobres, que s\u00e3o os que mais t\u00eam a perder com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, est\u00e3o diante de um &#8220;abismo clim\u00e1tico fiscal&#8221;, nas palavras de Tim Gore, da organiza\u00e7\u00e3o Oxfam. &#8220;Precisamos nas pr\u00f3ximas duas semanas de compromissos fortes por parte dos pa\u00edses ricos de continuar a ajudar financeiramente os pa\u00edses pobres a lidar com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de mecanismos financeiros foi um dos poucos sucessos tang\u00edveis das negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas at\u00e9 agora, j\u00e1 que o objetivo principal &#8211; de reduzir a emiss\u00e3o global de gases do efeito estufa &#8211; continua muito longe de ser alcan\u00e7ado. As emiss\u00f5es continuam a subir e o \u00fanico acordo internacional para reduzi-las, o Protocolo de Kyoto, termina tamb\u00e9m neste ano. Chegar a um acordo para prorrog\u00e1-lo \u00e9 o outro grande desafio da confer\u00eancia em Doha.<\/p>\n<p>Falta de for\u00e7a<\/p>\n<p>Um desafio que dificilmente ser\u00e1 conquistado. Apenas a Uni\u00e3o Europeia (UE) e mais alguns pa\u00edses est\u00e3o dispostos a prorrogar Kyoto, o que implicaria em novas metas e prazos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. Artur Runge-Metzger, o negociador chefe da UE, reconhece que um grupo t\u00e3o pequeno dificilmente ter\u00e1 peso pol\u00edtico suficiente para for\u00e7ar um acordo. &#8220;Acho que representamos, no m\u00e1ximo, 14% das emiss\u00f5es globais&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos sempre rejeitaram Kyoto, pelo fato de o acordo n\u00e3o incluir metas para grandes pa\u00edses emergentes, que tamb\u00e9m emitem muito. A China j\u00e1 passou os EUA nos \u00faltimos anos e agora \u00e9 o pa\u00eds que mais emite gases do efeito estufa.<\/p>\n<p>Conforme acordado na confer\u00eancia de 2011, em Durban, na \u00c1frica do Sul, come\u00e7ar\u00e1 a ser negociado agora um outro acordo clim\u00e1tico, incluindo a China e outros pa\u00edses emergentes (como \u00cdndia e Brasil), previsto para ser adotado em 2015 e come\u00e7ar a funcionar em 2020.<\/p>\n<p>Na parte financeira, Runge-Metzger disse que a UE quer continuar a ajudar os pa\u00edses pobres, apesar da crise. Mas disse que esses pa\u00edses n\u00e3o podem esperar um &#8220;cheque em branco&#8221; dos ricos e por isso precisam apresentar &#8220;projetos banc\u00e1veis&#8221; se quiserem receber dinheiro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>China muda perfil de neg\u00f3cios no Brasil<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os an\u00fancios de investimentos chineses no Brasil est\u00e3o em queda, mas o perfil das aplica\u00e7\u00f5es melhorou, na avalia\u00e7\u00e3o do governo. Dados da Rede Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre o Investimento (Renai), do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), mostram que desde 2011 entram mais recursos para investimentos novos (chamados de greenfield) do que para fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m houve uma mudan\u00e7a dos setores que mais recebem os recursos chineses. &#8220;H\u00e1 um foco no mercado dom\u00e9stico brasileiro. Est\u00e3o apostando no dinamismo do consumo no Brasil&#8221;, disse ao Estado o coordenador-geral de Investimentos da Renai, Eduardo Celino.<\/p>\n<p>Os setores automotivo, de energia el\u00e9trica e de servi\u00e7os financeiros registraram crescimento no volume de investimentos chineses recebidos em 2012. At\u00e9 o in\u00edcio do ano passado, grande parte dos recursos no Brasil estava ligada a commodities, o que evidenciava a estrat\u00e9gia de garantir o fornecimento de mat\u00e9rias-primas. A maior parte das opera\u00e7\u00f5es era em forma de fus\u00f5es ou aquisi\u00e7\u00f5es em setores ligados \u00e0 extra\u00e7\u00e3o e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, g\u00e1s e minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De janeiro a setembro deste ano, o an\u00fancio de investimentos chineses considerados greenfield somou US$ 4,43 bilh\u00f5es e os de aquisi\u00e7\u00f5es, US$ 1,34 bilh\u00e3o. Em 2011, foram US$ 8,33 bilh\u00f5es e US$ 6,96 bilh\u00f5es, respectivamente. Por outro lado, em 2010, a maior parte dos an\u00fancios era de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es, que somaram US$ 13,3 bilh\u00f5es. Os investimentos que partiam do zero totalizaram US$ 3,76 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Celino diz que os n\u00fameros ainda s\u00e3o preliminares e, embora sinalizem que devem ficar abaixo de 2011, podem mudar at\u00e9 o final de dezembro. Segundo ele, an\u00fancios recentes de investimentos chineses na Zona Franca de Manaus, na \u00e1rea de eletroeletr\u00f4nicos e motocicletas, ainda n\u00e3o foram inclu\u00eddos nos dados da Renai. Al\u00e9m disso, ressalta que basta ter o an\u00fancio de apenas um projeto com recursos vultosos para que o volume de investimentos supere o ano passado.<\/p>\n<p>O crescimento mais consistente dos investimentos chineses no Brasil teve in\u00edcio em 2009, quando somaram quase US$ 5 bilh\u00f5es, mas foi em 2010 que tiveram um boom e alcan\u00e7aram US$ 17,05 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do expressivo aumento da entrada de capital chin\u00eas nessa per\u00edodo, o MDIC decidiu mapear os an\u00fancios de investimentos no Brasil, feitos por empresas chinesas, para tra\u00e7ar uma estrat\u00e9gia de atua\u00e7\u00e3o. Celino disse que a a\u00e7\u00e3o governamental foi importante para direcionar algumas iniciativas e os resultados come\u00e7aram a ser sentidos em 2011. &#8220;O ano passado foi o ano de transi\u00e7\u00e3o. D\u00e1 para ver claramente na evolu\u00e7\u00e3o dos an\u00fancios de investimento por setor&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Diversifica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em 2011, investimentos no setor de petr\u00f3leo, g\u00e1s, carv\u00e3o e de minera\u00e7\u00e3o ainda representaram uma parte significativa dos an\u00fancios chineses, mas os setores automotivo, alimenta\u00e7\u00e3o e fumo, telecomunica\u00e7\u00f5es e m\u00e1quinas industriais come\u00e7aram a ter uma fatia expressiva no bolo. Celino acredita que o maior an\u00fancio de investimentos no setor automotivo \u00e9 resultado da pol\u00edtica de taxa\u00e7\u00e3o maior sobre carros importados.<\/p>\n<p>Os dados deste ano mostram que os chineses ainda devem colocar mais recursos em minera\u00e7\u00e3o, mas os an\u00fancios neste \u00e1rea ca\u00edram de US$ 2,7 bilh\u00f5es em 2011 para US$ 651,1 milh\u00f5es at\u00e9 agora. No setor automotivo, que s\u00f3 recebeu US$ 60 milh\u00f5es em 2010, os an\u00fancios de investimentos subiram para US$ 1,92 bilh\u00e3o em 2011 e US$ 2,12 bilh\u00f5es at\u00e9 setembro. Os chineses tamb\u00e9m mostraram interesse este ano pelo setor de energia el\u00e9trica. Os valores saltaram de US$ 115,8 milh\u00f5es para US$ 2,52 bilh\u00f5es..<\/p>\n<p>Outro movimento percebido pelo governo \u00e9 a vinda para o Brasil de mais institui\u00e7\u00f5es financeiras chinesas. &#8220;Neste cen\u00e1rio adverso, a China se coloca como grande fonte de recursos para financiar empresas chinesas na rela\u00e7\u00e3o com o Brasil e vice-versa&#8221;, destacou. Os an\u00fancios de investimentos no setor de servi\u00e7os financeiros somou US$ 250 milh\u00f5es de janeiro a setembro deste ano. Em 2011, n\u00e3o houve an\u00fancio chin\u00eas nesta \u00e1rea.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil quer mecanismo para tarifar importa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Brasil coloca \u00e0 prova hoje na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) sua proposta de criar um mecanismo que permita aos pa\u00edses elevarem tarifas de importa\u00e7\u00e3o quando suas moedas sofrerem uma valoriza\u00e7\u00e3o considerada como prejudicial.<\/p>\n<p>O Pa\u00eds ter\u00e1 pela frente a resist\u00eancia da China, que n\u00e3o v\u00ea com bons olhos o uso do tema cambial para justificar a cria\u00e7\u00e3o de uma nova barreira. O Jap\u00e3o tamb\u00e9m se diz contr\u00e1rio, enquanto os Estados Unidos adotam um tom de cautela.<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o de hoje em Genebra, o governo brasileiro apresentar\u00e1 sua proposta de que a OMC passe a legislar sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o com\u00e9rcio e o c\u00e2mbio, criando um novo instrumento para compensar os pa\u00edses.<\/p>\n<p>O Brasil argumenta que o real sofreu uma valoriza\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos que tem afetado a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es. Parte da explica\u00e7\u00e3o seria a inje\u00e7\u00e3o de trilh\u00f5es de d\u00f3lares por pa\u00edses ricos em suas economias, inundando o mercado internacional e migrando ao Brasil.<\/p>\n<p>Pelas contas do governo brasileiro, o Pa\u00eds teria de adotar um imposto de importa\u00e7\u00e3o de 180% para garantir o mesmo resultado que tinha com a tarifa de 35% antes da valoriza\u00e7\u00e3o do real.<\/p>\n<p>O debate come\u00e7ou no ano passado, com o Brasil tendo de enfrentar s\u00e9rias resist\u00eancias para conseguir incluir o tema na agenda da OMC. A diplomacia brasileira estima que a primeira etapa foi superada e que hoje h\u00e1 uma aceita\u00e7\u00e3o de que o com\u00e9rcio \u00e9 afetado pelo c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Agora o Itamaraty acredita que chegou o momento de passar para uma nova fase, colocando aos pa\u00edses da OMC a quest\u00e3o direta se um mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o deve ser criado.<\/p>\n<p>Parte do Mercosul e alguns pa\u00edses emergentes teriam indicado ao Brasil que apoiam o projeto. Mas uma das maiores resist\u00eancias vem de Pequim. A China n\u00e3o quer aceitar que um f\u00f3rum internacional se transforme em palco para que pa\u00edses a acusem de manipular o c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>&#8220;A OMC n\u00e3o \u00e9 o f\u00f3rum adequado para negociar uma solu\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio&#8221;, disse um diplomata chin\u00eas em conversa com o Estado. &#8220;N\u00e3o vemos como pa\u00edses poderiam adotar novas barreiras por conta do c\u00e2mbio de outra economia&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Parte da resist\u00eancia chinesa, por\u00e9m, n\u00e3o vem de uma oposi\u00e7\u00e3o direta ao Brasil, mas do temor de que a ideia se transforme em uma ocasi\u00e3o para que os EUA ataquem sua pol\u00edtica cambial.<\/p>\n<p>Do lado dos Estados Unidos, a diplomacia americana tem participado dos debates na OMC. Mas o governo brasileiro admite que a resposta da Casa Branca tem sido de cautela.<\/p>\n<p>Isso porque parte da culpa pela valoriza\u00e7\u00e3o do real e de outras moedas \u00e9 da pol\u00edtica americana de injetar trilh\u00f5es na economia. A presidente Dilma j\u00e1 deixou claro que essa pol\u00edtica inunda mercados emergentes de dinheiro e pressiona o c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Mecanismo<\/p>\n<p>Bras\u00edlia sabe que essa cruzada ser\u00e1 longa, mas quer dar o ponta p\u00e9 inicial no debate sobre o conte\u00fado do que poderia ser um mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o. Na reuni\u00e3o de hoje na OMC, os governos ir\u00e3o reagir \u00e0s propostas do Brasil.<\/p>\n<p>No centro do debate est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma medida compensat\u00f3ria que seria imposta se um pa\u00eds sentisse que seu c\u00e2mbio havia valorizado ao ponto de afetar as exporta\u00e7\u00f5es. Na pr\u00e1tica, o Brasil teria o direito de elevar suas tarifas de importa\u00e7\u00e3o se o real se valorizar.<\/p>\n<p>Por enquanto, o Brasil n\u00e3o apresenta um receitu\u00e1rio, mas coloca perguntas sobre como os pa\u00edses acreditam que tal mecanismo poderia ser acionado e par\u00e2metros que regulariam sua implementa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 mais quest\u00f5es em aberto que propostas concretas. N\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o se a barreira deveria ser criada por produto, por setor ou para toda a economia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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