{"id":3920,"date":"2012-11-26T18:21:55","date_gmt":"2012-11-26T21:21:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3920"},"modified":"2017-11-09T16:33:41","modified_gmt":"2017-11-09T19:33:41","slug":"intervencao-do-pcb-no-xiv-encontro-mundial-dos-partidos-comunistas-e-operarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3920","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o do PCB no XIV Encontro Mundial dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh6.googleusercontent.com\/-R9JeO9D5bAU\/ULO24AjuNFI\/AAAAAAAACL4\/rVnWbFYtIz4\/s512\/L%25C3%25ADbano%25201%2520152.JPG?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Beirute, 22 a 24 de novembro de 2012<\/p>\n<p>(interven\u00e7\u00e3o do CC do PCB, apresentada pelo Secret\u00e1rio Geral, Ivan Pinheiro)<\/p>\n<p>O Comit\u00ea\u00a0Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) sa\u00fada os partidos comunistas presentes, homenageando o anfitri\u00e3o, o Partido Comunista Liban\u00eas, refer\u00eancia para todos os revolucion\u00e1rios e trabalhadores do mundo, com seu exemplo de luta sem tr\u00e9guas contra o capital.<\/p>\n<p>O aprofundamento da crise sist\u00eamica do capitalismo coloca para o movimento comunista internacional um conjunto de complexos desafios.<\/p>\n<p>Estamos diante de um estado de guerra permanente contra os trabalhadores, uma esp\u00e9cie de \u201cguerra mundial\u201d, na qual o grande capital busca sair da crise colocando o \u00f4nus na conta dos trabalhadores. Esta \u00e9 uma guerra diferente das anteriores, que tinham como centro disputas interimperialistas.<\/p>\n<p>Apesar de persistirem contradi\u00e7\u00f5es interburguesas e interimperialistas na atual conjuntura, as grandes pot\u00eancias (sobretudo os Estados Unidos e os pa\u00edses hegem\u00f4nicos da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia) promovem hoje uma guerra de rapina contra todos os pa\u00edses perif\u00e9ricos, sobretudo aqueles que disp\u00f5em de riquezas naturais n\u00e3o renov\u00e1veis e contra todos os trabalhadores do mundo.<\/p>\n<p>A guerra \u00e9\u00a0o principal recurso do capitalismo para tentar sair da crise: ativa a ind\u00fastria b\u00e9lica e ramos conexos, permite o saque das riquezas nacionais e a queima de capitais; os capitalistas ganham tamb\u00e9m com a reconstru\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses destru\u00eddos.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos s\u00e3o sempre os mesmos: sataniza\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o, est\u00edmulo ao sectarismo e a divis\u00f5es entre nacionalidades e religi\u00f5es, coopta\u00e7\u00f5es, cria\u00e7\u00e3o ou supervaloriza\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica de manifesta\u00e7\u00f5es e rebeldias, atentados de falsa bandeira.<\/p>\n<p>Nesta guerra permanente, pelo menos nesta fase, t\u00eam sido poupados os chamados pa\u00edses emergentes, s\u00f3cios minorit\u00e1rios do imperialismo, que legitimam a pol\u00edtica das grandes pot\u00eancias, compondo, como atores coadjuvantes, o chamado Grupo dos 20.<\/p>\n<p>Estes pa\u00edses (os chamados BRICS) se t\u00eam beneficiado da crise, na medida em que ajudam a super\u00e1-la; em seguida, poder\u00e3o ser as pr\u00f3ximas v\u00edtimas tanto da crise como de agress\u00f5es militares.<\/p>\n<p>Em nosso pa\u00eds, nunca os banqueiros, as empreiteiras, o agroneg\u00f3cio e os monop\u00f3lios tiveram tanto lucro. A pol\u00edtica econ\u00f4mica e a pol\u00edtica externa do estado burgu\u00eas brasileiro est\u00e3o a servi\u00e7o do projeto de fazer do Brasil uma grande pot\u00eancia capitalista internacional, nos marcos do imperialismo. As empresas multinacionais de origem brasileira, alavancadas por financiamentos p\u00fablicos, j\u00e1 dominam alguns mercados em outros pa\u00edses, notadamente na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Hoje, o governo brasileiro \u00e9\u00a0o organizador da transfer\u00eancia da maior parte da renda e da riqueza produzida pelo pa\u00eds para as classes dominantes (atrav\u00e9s do super\u00e1vit prim\u00e1rio, da pol\u00edtica de juros altos e do sistema tribut\u00e1rio altamente regressivo). Cerca de 50% do or\u00e7amento se destina a pagar os juros e a amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida (externa e interna), para satisfa\u00e7\u00e3o dos banqueiros internacionais e nacionais, assim como dos nossos rentistas (que n\u00e3o chegam a 1% da popula\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Para atender aos interesses dos grandes empres\u00e1rios, das empreiteiras e do agroneg\u00f3cio, o governo promove a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente, desde o desmatamento da floresta amaz\u00f4nica \u00e0\u00a0 demoli\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o ambiental. O novo C\u00f3digo Florestal brasileiro, um total desrespeito ao meio-ambiente, contou com o apoio de partidos que se dizem de esquerda, mas se caracterizam por um esvaziamento ideol\u00f3gico, pela ades\u00e3o \u00e0s medidas neoliberais e por se curvarem aos ditames do imperialismo. Em per\u00edodos eleitorais, rebaixam ainda mais o discurso e abandonam os s\u00edmbolos que vagamente os ligam ao ide\u00e1rio socialista.<\/p>\n<p>Em meio a esta grave crise, e sem a consolida\u00e7\u00e3o ainda de um importante p\u00f3lo de resist\u00eancia prolet\u00e1ria, o capital realiza uma violenta ofensiva para retirar dos trabalhadores os poucos direitos que lhes restam. Para faz\u00ea-lo, tentam cada vez mais fascistizar as sociedades e criminalizar os movimentos pol\u00edticos e sociais antag\u00f4nicos \u00e0 ordem. A correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as ainda nos \u00e9 desfavor\u00e1vel. Ainda sofremos o impacto da contra-revolu\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e da degenera\u00e7\u00e3o de muitos partidos ditos de esquerda e de setores do movimento sindical.<\/p>\n<p>Por outro lado, estamos muito preocupados com o verdadeiro cerco militar que o imperialismo promove na Am\u00e9rica Latina. Realmente, a reativa\u00e7\u00e3o da IV Frota norte-americana, com um poderio b\u00e9lico maior do que a soma de todas as for\u00e7as armadas dos pa\u00edses latino-americanos, traz amea\u00e7as \u00e0 soberania e \u00e0 paz na regi\u00e3o. O estabelecimento de dezenas de bases militares dos EUA na Am\u00e9rica Latina inquieta os latinoamericanos. A considerar ainda a constru\u00e7\u00e3o de um aeroporto militar ianque na cidade de Mariscal Estigarribia, no Paraguai, que possibilita o controle da regi\u00e3o da tr\u00edplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) e onde se assenta a maior reserva mundial de \u00e1gua doce, o Aqu\u00edfero Guarani.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o imperialismo estadunidense que cerca a Nossa Am\u00e9rica. A OTAN construiu, em 1986, na Ilha Soledad do Arquip\u00e9lago das Malvinas, a grande base militar de Mount Pleasant, que disp\u00f5e de aeroporto e porto naval, de \u00e1guas profundas, onde atracam submarinos at\u00f4micos e foram constru\u00eddos silos para armazenar armas nucleares e instala\u00e7\u00f5es para aquartelar milhares\u00a0 de efetivos militares. Essa fortaleza das Malvinas contraria, expressamente, o contido na Resolu\u00e7\u00e3o 41 da ONU, que considera o Atl\u00e2ntico Sul zona de paz e coopera\u00e7\u00e3o, isenta de armamentos e engenhos nucleares.<\/p>\n<p>A considerar, ainda, a ilha de Ascens\u00e3o, outra base militar da OTAN que fica a meio caminho da costa brasileira e da costa africana.<\/p>\n<p>A OTAN criou uma zona de exclus\u00e3o pesqueira de mais de um milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados em torno das ilhas Georgia e Sandwich do Sul, destinando essa zona exclusivamente \u00e0s suas for\u00e7as b\u00e9licas.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o militar imperialista no Atl\u00e2ntico Sul permite o controle das rotas mar\u00edtimas que unem a Am\u00e9rica do Sul \u00e0 \u00c1frica e sua conex\u00e3o com o continente da Ant\u00e1rtica e com os pa\u00edses do Pac\u00edfico, atrav\u00e9s do Estreito de Magalh\u00e3es. Ademais, permite o controle dos in\u00fameros recursos naturais da plataforma continental da Am\u00e9rica do Sul. \u00c9 assim que a Am\u00e9rica Latina est\u00e1 cercada por terra e por mar pelas for\u00e7as militares imperialistas, com a omiss\u00e3o da grande maioria dos governos locais.<\/p>\n<p>Analisando este quadro, o PCB tem feito algumas reflex\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos marcos da ordem burguesa, o futuro \u00e9\u00a0sombrio. Mais do que nunca o regime do capital vir\u00e1\u00a0acompanhado de crescente instabilidade econ\u00f4mica, absoluta irracionalidade no uso e na distribui\u00e7\u00e3o da riqueza, escandalosa desigualdade social, escalada da prepot\u00eancia imperialista e inexor\u00e1vel perigo para as conquistas populares e dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A nosso ju\u00edzo, n\u00e3o h\u00e1\u00a0mais espa\u00e7o para ilus\u00f5es reformistas. Ali\u00e1s, os reformistas, mais do que nunca, s\u00e3o grandes inimigos da revolu\u00e7\u00e3o socialista, pois iludem os trabalhadores e os desmobilizam, facilitando o trabalho do capital. Em cada pa\u00eds, as classes dominantes forjam um bipartidarismo \u2013 em verdade um monopartidarismo bic\u00e9falo \u2013 em que as diverg\u00eancias, cada vez menores, se d\u00e3o no campo da administra\u00e7\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>Cada vez mais tamb\u00e9m faz menos sentido a \u201cescolha\u201d de aliados no campo imperialista e mesmo entre seus coadjuvantes emergentes, como se houvesse imperialismo do \u201cbem\u201d e do \u201cmal\u201d. A diferen\u00e7a \u00e9 apenas na forma, n\u00e3o no conte\u00fado. Isto n\u00e3o significa subestimar as contradi\u00e7\u00f5es que vicejam entre eles.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos conciliar com ilus\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o ao socialismo por vias fundamentalmente institucionais, atrav\u00e9s de maiorias parlamentares e de ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os governamentais e estatais. A luta de massas, em todas as suas formas, adaptada \u00e0s diferentes realidades locais, \u00e9 e continuar\u00e1 sendo a \u00fanica arma de que disp\u00f5e o proletariado.<\/p>\n<p>Temos avaliado tamb\u00e9m que o atual modelo de encontros de partidos comunistas e oper\u00e1rios, que v\u00eam cumprindo importante papel de resist\u00eancia, precisa se adaptar \u00e0s complexas necessidades da conjuntura mundial, com suas perspectivas sombrias no curto prazo e suas possibilidades de acirramento da luta de classes, com a emerg\u00eancia das lutas oper\u00e1rias.<\/p>\n<p>Pensamos que \u00e9\u00a0preciso romper com o \u201cencontrismo\u201d em que, ao final dos eventos, nossos partidos formulam um documento gen\u00e9rico e decidem a sede do pr\u00f3ximo encontro e se despedem at\u00e9 o ano seguinte, inclusive aqueles dos pa\u00edses da mesma regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Para potencializar o protagonismo dos partidos comunistas e do proletariado no \u00e2mbito mundial, \u00e9 necess\u00e1ria e urgente a constitui\u00e7\u00e3o de uma coordena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que, sem funcionar como uma nova internacional, tenha a tarefa de organizar campanhas mundiais e regionais de solidariedade, contribuir para o debate de ideias, socializar informa\u00e7\u00f5es sobre as lutas dos povos.<\/p>\n<p>Mas, para al\u00e9m da indispens\u00e1vel articula\u00e7\u00e3o dos comunistas, parece-nos importante a forma\u00e7\u00e3o de uma frente mundial mais ampla, de car\u00e1ter antiimperialista, onde cabem for\u00e7as pol\u00edticas e individualidades progressistas, que se identifiquem com as lutas em defesa da autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos, da paz entre eles, da preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, das riquezas nacionais, dos direitos trabalhistas, sociais e pol\u00edticos; contra as guerras imperialistas e a fascistiza\u00e7\u00e3o das sociedades. Em resumo, as lutas em defesa da humanidade.<\/p>\n<p>Deixamos claro que o nosso Partido valoriza qualquer forma de luta. N\u00e3o podemos cair no oportunismo de fazer vistas grossas ao direito dos povos \u00e0\u00a0rebeli\u00e3o e \u00e0\u00a0resist\u00eancia armada. Em muitos casos, esta \u00e9 a \u00fanica forma de fazer frente \u00e0 viol\u00eancia do capital e de super\u00e1-lo. Os povos s\u00f3 podem contar com sua pr\u00f3pria for\u00e7a.<\/p>\n<p>Saudamos os povos que hoje enfrentam as mais duras batalhas. Saudamos os trabalhadores gregos, portugueses, espanh\u00f3is, que j\u00e1 se levantam em greves nacionais e grandes jornadas e os demais trabalhadores da Europa, que enfrentam terr\u00edveis planos do capital para tentar superar a crise, hoje mais acentuada no continente europeu mas que poder\u00e1 agravar-se e espalhar-se para outros pa\u00edses e regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Saudamos o povo palestino, em sua saga duradoura e dolorosa no enfrentamento ao sionismo que o sufoca e reprime, ocupa seu territ\u00f3rio, derruba suas casas, prende seus melhores filhos e impede seu direito a um Estado soberano.<\/p>\n<p>Valorizamos o cessar-fogo celebrado recentemente no Egito, como uma vit\u00f3ria importante mas parcial da resist\u00eancia palestina em Gaza. O sionismo &#8211; cuja inten\u00e7\u00e3o era claramente mais uma vez invadir Gaza com tropas e tanques &#8211; surpreendeu-se com a atual capacidade de rea\u00e7\u00e3o militar palestina neste pequeno, isolado e sofrido territorio, de fato sob ocupa\u00e7\u00e3o israelense: uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 altura das necesidades de autodefesa e da amplia\u00e7\u00e3o dos direitos do povo palestino.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o podemos, de maneira alguma, subestimar a agressividade do imperialismo e do sionismo, que n\u00e3o desistir\u00e3o de seu intento de dobrar a combatividade e destruir a identidade do povo palestino, ocupando todo seu territorio, como parte do plano expansionista que chamam de \u201cNovo Oriente M\u00e9dio\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, a considerar a justa e proporcional rea\u00e7\u00e3o do povo de Gaza e a extraordin\u00e1ria solidariedade internacional \u00e0 luta dos palestinos, melhoram as condi\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia aos planos sionistas.<\/p>\n<p>E aqui pedimos a manifesta\u00e7\u00e3o deste encontro em solidariedade \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o na pr\u00f3xima semana, no Brasil, do Forum Social Mundial Palestina Livre, que vem sofrendo amea\u00e7as da comunidade sionista em nosso pa\u00eds, inclusive, em desrespeito \u00e0 soberan\u00eda brasileira, por parte da representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica israelense.<\/p>\n<p>Da mesma forma, saudamos os tamb\u00e9m sofridos povos do Iraque, do Afeganist\u00e3o, da L\u00edbia. Saudamos os povos do Egito, do I\u00eamen e de v\u00e1rios pa\u00edses \u00e1rabes, em sua luta contra a tirania e a opress\u00e3o.<\/p>\n<p>Saudamos s\u00edrios e iranianos, contra os quais batem os tambores de guerra do imperialismo. Nosso Partido est\u00e1 incondicionalmente solid\u00e1rio \u00e0 grande maioria do povo s\u00edrio e a seu direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o. Como na L\u00edbia, trata-se na S\u00edria do plano imperialista de fomentar guerras civis sect\u00e1rias, valendo-se de mercen\u00e1rios e equipamentos militares estrangeiros, para dividir e ocupar o pa\u00eds. No caso da S\u00edria, procura o imperialismo criar condi\u00e7\u00f5es para uma posterior agress\u00e3o militar ao Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Solidarizamo-nos com os comunistas, os trabalhadores e as for\u00e7as antiimperialistas libanesas diante da movimenta\u00e7\u00e3o de setores da burgues\u00eda nacional aliados ao imperialismo, que procuram fomentar uma nova guerra civil, no contexto da divis\u00e3o dos pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio por criterios sect\u00e1rios e religiosos, para facilitar a recoloniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Chegando at\u00e9\u00a0nossa Am\u00e9rica Latina, saudamos nossa querida Cuba Socialista em sua luta contra o cruel bloqueio ianque. Saudamos nossos Cinco Her\u00f3is. Saudamos os processos de mudan\u00e7as na Am\u00e9rica do Sul (Venezuela, Bol\u00edvia e Equador), neste momento decisivo, uma encruzilhada entre o avan\u00e7o dos processos ou sua derrota.<\/p>\n<p>Saudamos nossos irm\u00e3os colombianos que, nas cidades e nas montanhas, resistem, atrav\u00e9s de variadas formas de luta, contra o estado terrorista de seu pa\u00eds, a grande base militar norte-americana na Am\u00e9rica Latina. Saudamos os revolucion\u00e1rios colombianos, na express\u00e3o de seu partido comunista e guerrilhas.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1\u00a0solu\u00e7\u00e3o militar para o conflito colombiano. Por isso, saudamos os di\u00e1logos que t\u00eam como objetivo buscar uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Este di\u00e1logo s\u00f3 foi poss\u00edvel pelo surgimento e desenvolvimento da Marcha Patri\u00f3tica, um combativo e amplo movimento de massas, e pela constata\u00e7\u00e3o da impossibilidade de vit\u00f3ria militar do estado contra a guerrilha.<\/p>\n<p>Sabemos que n\u00e3o ser\u00e1 simples este di\u00e1logo, pois as classes dominantes colombianas e o imperialismo querem a paz dos cemit\u00e9rios. Assim sendo, propomos que este Encontro assuma a organiza\u00e7\u00e3o de uma campanha mundial de solidariedade ao povo colombiano por uma verdadeira paz democr\u00e1tica com justi\u00e7a social e econ\u00f4mica<\/p>\n<p>Finalmente, reiteramos nossa proposta de cria\u00e7\u00e3o de coordena\u00e7\u00f5es pol\u00edticas internacionais e regionais dos Partidos Comunistas, tendo como princ\u00edpio fundamental o internacionalismo prolet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Beirute (L\u00edbano), 22 de novembro de 2012<\/p>\n<p>PCB \u2013 Partido Comunista Brasileiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nPCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nBeirute, 22 a 24 de novembro de 2012\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3920\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[37,242],"tags":[],"class_list":["post-3920","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c42-comunistas","category-eipco"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-11e","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3920\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}