{"id":393,"date":"2010-04-13T16:36:36","date_gmt":"2010-04-13T16:36:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=393"},"modified":"2010-04-13T16:36:36","modified_gmt":"2010-04-13T16:36:36","slug":"7500-presos-politicos-silenciados-falta-torna-los-visiveis-pelas-trocas-justas-com-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/393","title":{"rendered":"7.500 presos pol\u00edticos silenciados&#8230; Falta torn\u00e1-los vis\u00edveis&#8230; Pelas trocas justas! (com V\u00cdDEO)"},"content":{"rendered":"\n<p>A quantidade de presos pol\u00edticos na Col\u00f4mbia \u00e9 escandalosa e suas condi\u00e7\u00f5es de vida s\u00e3o inumanas, j\u00e1 que o Estado colombiano \u00e9 um dos principais torturadores do mundo (OMCT). Por\u00e9m, a desvaloriza\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica destes milhares de presos pol\u00edticos vem domesticando, inclusive, as mentes de pessoas de \u201cesquerda\u201d, que n\u00e3o os reclamam devidamente&#8230;<\/p>\n<p>Assistimos a uma supervaloriza\u00e7\u00e3o dos 20 militares presos de guerra, detidos pelas FARC. Nas grandes m\u00eddias e, inclusive, em parte dos meios alternativos de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 dado a eles uma maior cobertura. Contudo, n\u00e3o se fala quase nada (ou nada) dos presos e presas pol\u00edticas dos c\u00e1rceres do Estado colombiano.<\/p>\n<p>Nessas pris\u00f5es, existem uns 500 presos guerrilheiros e os demais, umas 7000 pessoas, presas por seu pensamento cr\u00edtico e seu trabalho social.<\/p>\n<p>Se os 20 presos de guerra que as FARC det\u00e9m s\u00e3o chamados de \u201csequestrados\u201d, ent\u00e3o, obviamente, por justi\u00e7a, tamb\u00e9m deveriam ser chamados de \u201csequestrados\u201d os 500 guerrilheiros presos do Estado&#8230; Ou, se a ambos grupos chamam de prisioneiros de guerra, ent\u00e3o, em todo caso, o grupo de 7000 pessoas presas por vontade do Estado, com o intuito de calar suas vozes (estudantes, professores, sindicalistas, lideran\u00e7as do movimento de mulheres, etc&#8230;), deve ser chamado de sequestrados. Muitas pessoas est\u00e3o presas por conta de montagens judiciais. Temos que dar a m\u00e1xima visibilidade aos presos pol\u00edticos. (1)<\/p>\n<p>O caso da Col\u00f4mbia e sua realidade de ditadura camuflada, mediante o sil\u00eancio c\u00famplice da m\u00eddia, se norteia pela brutalidade do genoc\u00eddio e do sil\u00eancio aplicado. O terrorismo de Estado na Col\u00f4mbia desapareceu com mais de 50.000 pessoas, sendo esse trabalho feito por seus militares e seu bra\u00e7o paramilitar. Assim, o Estado vem ofertando terras vazias, inabitadas (cujos habitantes foram assassinados ou expulsos) \u00e0s multinacionais e aos agro-industriais.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio acerca desta cifra colossal de presos e presas pol\u00edticas \u00e9 outra prova do mascaramento midi\u00e1tico sobre a situa\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia. O Estado busca \u201chumanizar\u201d alguns e \u201cdesumanizar\u201d outros. Para a propaganda da m\u00eddia de massa, s\u00f3 parecem ser humanos os 20 soldados sob cust\u00f3dia da guerrilha. J\u00e1 os 7.500 presos pol\u00edticos n\u00e3o parecem \u201cser humanos\u201d&#8230; O trato dispensado a eles \u00e9 como se n\u00e3o merecessem ser assim chamados e reclamados&#8230;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os presos pol\u00edticos s\u00e3o duramente golpeados. Sofrem n\u00e3o somente a tortura exercida pelo INPEC (autoridade carcer\u00e1ria), mas tamb\u00e9m a tortura, o desaparecimento e assassinato de seus familiares. O servi\u00e7o \u00e9 perpetrado pelo Estado e pelos paramilitares, no caso dos presos pol\u00edticos n\u00e3o aceitarem se converter em informantes do Estado. (3) e (4)<\/p>\n<p>Existem muitos casos de desaparecimento e assassinatos de familiares dos presos. O mundo deve se inteirar deste b\u00e1rbaro crime estatal&#8230;<\/p>\n<p>CARLOS IV\u00c1N PE\u00d1A ORJUELA vem sendo subjugado e pressionado por funcion\u00e1rios da pol\u00edcia judicial da SIJIN para que testemunhe contra camponeses inocentes da regi\u00e3o de Magdalena Medio. Ante sua negativa, a pol\u00edcia desapareceu e assassinou seu irm\u00e3o ca\u00e7ula, prendeu sua companheira e tamb\u00e9m amea\u00e7a assassinar seu filho de 6 anos. (4)<\/p>\n<p>Entre os casos de tortura, cabe lembrar aqui o ocorrido com Diomedes Meneses. Ele foi brutalmente torturado pelo Estado colombiano. Com uma faca, os militares colombianos arrancaram um olho. Depois, o deixaram em cadeira de rodas. E agora, a institui\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria permanece o torturando: deixa a gangrena devorar uma das pernas, negando assist\u00eancia m\u00e9dica enquanto seu corpo apodrece literalmente, devorando sua vida (5)<\/p>\n<p>Devemos recordar tamb\u00e9m o caso de todas as m\u00e3es solteiras, chefes de fam\u00edlia, que n\u00e3o possuem familiares que acolham seus filhos. Dessa maneira,os mesmos s\u00e3o levados para orfanatos. Essas m\u00e3es est\u00e3o presas por conta de suas ideias e pensamentos cr\u00edticos&#8230; \u00c9 o caso de Liliany Obando. Obando \u00e9 soci\u00f3loga e pesquisadora, presa pol\u00edtica do regime colombiano, acusada arbitrariamente em raz\u00e3o do trabalho que desenvolvia em defesa dos direitos dos trabalhadores agricultores. Prisioneira pol\u00edtica de consci\u00eancia, v\u00edtima de uma montagem jur\u00eddica. Foi castigada por sua opini\u00e3o cr\u00edtica&#8230; Liliany Obando sofre press\u00f5es e abusos por parte da autoridade carcer\u00e1ria, para que cesse as den\u00fancias. Al\u00e9m disso, n\u00e3o foi concedida a ela a pris\u00e3o domiciliar durante os julgamentos preliminares, direito constitucional assegurado a todas as m\u00e3es chefes de fam\u00edlia (6).<\/p>\n<p>Como disse um preso pol\u00edtico numa carta aberta ao mundo:<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s devemos suportar que nossas fam\u00edlias n\u00e3o possam nos reivindicar, levantar suas vozes por nossa liberdade (devido ao terror estatal e ao sil\u00eancio midi\u00e1tico que reagem sobre elas); mas as fam\u00edlias daqueles que est\u00e3o sob a cust\u00f3dia de nossas organiza\u00e7\u00f5es podem manifestar-se\u201d. (7)<\/p>\n<p>Veja neste v\u00eddeo em que condi\u00e7\u00f5es vivem os presos e presas na Col\u00f4mbia: insalubridade e superlota\u00e7\u00e3o&#8230; Estas condi\u00e7\u00f5es geram enfermidades e morte:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/user\/cocal0#p\/u\/4\/7Pggbqp-9Y4\" target=\"_blank\">http:\/\/www.youtube.com\/user\/cocal0#p\/u\/4\/7Pggbqp-9Y4<\/a><\/p>\n<p>Neste outro v\u00eddeo, veja como o Estado colombiano aplica a tortura: priva de assist\u00eancia m\u00e9dica os enfermos terminais e deixa que a gangrena coma as feridas dos presos. Vejam como vivem os presos nessas condi\u00e7\u00f5es de insalubridade dram\u00e1tica:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hyP5g3k_NoI\" target=\"_blank\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hyP5g3k_NoI<\/a><\/p>\n<p>Urge sermos justos! Devemos dar cobertura midi\u00e1tica aos presos e presas pol\u00edticas, de forma proporcional a sua quantidade e realidade. J\u00e1 basta de tanta farsa cruel, que se chama de \u201ctroca\u201d, onde, na realidade, apenas a guerrilha demonstra boa vontade! Necessitamos de uma verdadeira troca: exigir que o Estado colombiano libere as presas e presos pol\u00edticos, em vez de seguir com sua pol\u00edtica de criminaliza\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Temos que come\u00e7ar a enxergar a realidade e a situa\u00e7\u00e3o dos presos e presas pol\u00edticos. Em cada not\u00edcia acerca das libera\u00e7\u00f5es unilaterais, devemos, por justi\u00e7a, clamar pelos presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>*********<\/p>\n<p>*********<\/p>\n<p>NOTAS:<\/p>\n<p>(1) <a href=\"http:\/\/www.arlac.be\/A2009\/2009\/Tlaxcala.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.arlac.be\/A2009\/2009\/Tlaxcala.htm<\/a> . Campanha europeia de 2009-2011 pela libera\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos da Col\u00f4mbia. S\u00e3o 7500, na sua maioria, presos de opini\u00e3o e ativistas sociais que lutam por uma Col\u00f4mbia digna, com paz e justi\u00e7a social. As associa\u00e7\u00f5es e pessoas do mundo que queiram apoiar a campanha pela liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos da Col\u00f4mbia, s\u00e3o bem-vindas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: pt.indymedia.org\n\n\n\n\nPor Azalea Robles\nExistem 7.500 presos pol\u00edticos na Col\u00f4mbia. S\u00e3o completamente invis\u00edveis para a m\u00eddia&#8230; S\u00e3o sindicalistas, estudantes, professores, camponeses, ecologistas, todos do povo. Foram encarcerados, em sua maioria, gra\u00e7as a grosseiras montagens judiciais e condenados por \u201cterrorismo\u201d e \u201crebeli\u00e3o\u201d&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/393\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-393","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6l","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=393"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/393\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}