{"id":3933,"date":"2012-11-27T19:57:05","date_gmt":"2012-11-27T19:57:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3933"},"modified":"2012-11-27T19:57:05","modified_gmt":"2012-11-27T19:57:05","slug":"chineses-criticam-proposta-brasileira-sobre-cambio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3933","title":{"rendered":"Chineses criticam proposta brasileira sobre c\u00e2mbio"},"content":{"rendered":"\n<p>A China foi o pa\u00eds que reagiu mais negativamente ontem na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Comercio (OMC) \u00e0 proposta do Brasil sobre c\u00e2mbio. O pa\u00eds sugeriu que os parceiros comecem a examinar a necessidade de um instrumento de desafogo para casos de valoriza\u00e7\u00e3o cambial excessiva, que autorize a um pa\u00eds impor sobretaxa na importa\u00e7\u00e3o para proteger a ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>O Brasil reativou a iniciativa na OMC, porque considera que os atuais instrumentos de defesa comercial n\u00e3o parecem adequados para tratar dos efeitos macro e microecon\u00f4micos do desalinhamento cambial sobre as trocas internacionais.<\/p>\n<p>O embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevedo, que na ocasi\u00e3o considerou que o valor da moeda brasileira \u00e9 uma anomalia, prop\u00f4s aos parceiros considerar a necessidade de defesa comercial nas situa\u00e7\u00f5es de desalinhamento, sob estritas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Finan\u00e7as da OMC, ontem, a China reconheceu que o real brasileiro teve &#8220;valoriza\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica&#8221; nos \u00faltimos anos, mas alegou que o pa\u00eds &#8220;n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica v\u00edtima&#8221; da volatilidade cambial. E o culpado, para Pequim, \u00e9 a pol\u00edtica de afrouxamento quantitativo (QE) dos Estados Unidos, que considera &#8220;irrespons\u00e1vel e aos custos dos parceiros.&#8221;<\/p>\n<p>Os chineses se sentem amea\u00e7ados com o risco de novos instrumentos de defesa que podem frear suas exporta\u00e7\u00f5es, quando os parceiros em geral costumam acus\u00e1-los de continuar manipulando sua moeda para favorecer e subsidiar as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para a China, c\u00e2mbio \u00e9 para ser tratado no Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e o pa\u00eds considerou ainda mais errado tentar o resolver o problema com medidas comerciais. Para Pequim, elevar a tarifa questionaria a pr\u00f3pria ess\u00eancia da OMC, de liberaliza\u00e7\u00e3o, facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio e abertura de mercados.<\/p>\n<p>Sem surpresa, Pequim insistiu que o \u00fanico consenso at\u00e9 agora na OMC sobre c\u00e2mbio, trazido pelo Brasil, \u00e9 que o tema \u00e9 &#8220;extremamente sofisticado e que h\u00e1 numerosos fatores que podem causar volatilidade cambial&#8221;.<\/p>\n<p>Pequim insiste que a discuss\u00e3o sobre c\u00e2mbio na OMC &#8220;pode desviar as aten\u00e7\u00f5es&#8221; sobre a combalida Rodada Doha para maior abertura comercial, que j\u00e1 dura 11 anos.<\/p>\n<p>Por sua vez, os EUA tamb\u00e9m n\u00e3o quiseram entrar na discuss\u00e3o sobre um novo mecanismo, alegando que o tema continua sendo examinado em Washington. Mas sua delega\u00e7\u00e3o sugeriu diferenciar as moedas que s\u00e3o manipuladas daquelas que flutuam, num recado aos chineses. Os americanos acham que o tema cambial deve continuar sendo discutido na OMC.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE) tamb\u00e9m acha que \u00e9 preciso uma avalia\u00e7\u00e3o completa do impacto do desalinhamento cambial no com\u00e9rcio, ainda mais num contexto global pautado por cadeias de valor, em que um produto \u00e9 montado com pe\u00e7as origin\u00e1rias de v\u00e1rios paises e afetado por diferentes taxas de c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>A surpresa veio da Su\u00ed\u00e7a que, como a China, manipula a moeda. Diante da valoriza\u00e7\u00e3o excessiva de sua moeda, os su\u00ed\u00e7os estabeleceram um teto para a subida do franco contra o euro, a partir do qual interv\u00eam no mercado. Mas ontem, na OMC, os su\u00ed\u00e7os deram uma li\u00e7\u00e3o de liberalismo e insistiram que um novo instrumento de defesa comercial pode &#8220;frustrar importante e necess\u00e1rio ajuste estrutural numa economia&#8221;. Para os su\u00ed\u00e7os, campe\u00f5es do protecionismo agr\u00edcola, o uso de barreiras j\u00e1 \u00e9 amplo no com\u00e9rcio mundial e eles consideraram que a proposta brasileira deve ser vista como &#8220;meramente acad\u00eamica&#8221;.<\/p>\n<p>O Chile foi na mesma linha de ceticismo e de inquieta\u00e7\u00e3o com o que poderia ser &#8220;uma nova forma de protecionismo comercial&#8221;. Cobrou do Brasil os compromissos assumidos no G-20 e na Unasul para evitar medidas protecionistas. Para o governo chileno, o tipo de medidas descritas pelo Brasil poderia gerar &#8220;uma volatilidade ainda maior no c\u00e2mbio, em raz\u00e3o de poss\u00edveis distor\u00e7\u00f5es no equil\u00edbrio do mercado e grande incerteza, tudo que seria percebido de maneira negativa por investidores externos&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Turquia e a Austr\u00e1lia mostraram mais simpatia pelo desenvolvimento da proposta brasileira.<\/p>\n<p>A presid\u00eancia do grupo da OMC vai agora convidar o FMI para discutir o tema com os pa\u00edses, numa pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Finan\u00e7as.<\/p>\n<p>Para o embaixador brasileiro, Roberto Azevedo, o resultado do debate foi &#8220;\u00f3timo&#8221;, pois, segundo ele, ficou clara a disposi\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses de continuarem a discuss\u00e3o do tema e &#8220;sobretudo, a disposi\u00e7\u00e3o de di\u00e1logo com o FMI&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Endividamento diminui confian\u00e7a do consumidor<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O elevado patamar de endividamento das fam\u00edlias brasileiras, aliado \u00e0s incertezas que rondam as perspectivas futuras do mercado de trabalho, derrubaram o \u00cdndice de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC), que caiu 1,4% em novembro.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora t\u00e9cnica de an\u00e1lises econ\u00f4micas do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV), Viviane Seda, o consumidor antecipou as compras em meados deste ano, aproveitando os est\u00edmulos do governo de isen\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens dur\u00e1veis como autom\u00f3veis e itens de linha branca, como fog\u00f5es e geladeiras.<\/p>\n<p>Isso, na pr\u00e1tica, comprometeu grande parcela do or\u00e7amento das fam\u00edlias que efetuaram compras a prazo. Mas, ao mesmo tempo, a lenta retomada no crescimento da economia brasileira come\u00e7ou a levantar d\u00favidas, na mente do consumidor, quanto \u00e0 abertura de novas vagas de trabalho no futuro.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado de trabalho ainda est\u00e1 aquecido, mas n\u00e3o d\u00e1 para dizer com certeza por quanto tempo continuar\u00e1 assim&#8221;, disse Viviane. Esse novo contexto esfriou as expectativas de consumo das fam\u00edlias, que n\u00e3o parecem inclinadas a tomar novas d\u00edvidas.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio tamb\u00e9m derrubou a inten\u00e7\u00e3o de compras de bens dur\u00e1veis em novembro. Segundo Viviane, esse t\u00f3pico, componente do ICC, caiu 2,6% no m\u00eas. Nas fam\u00edlias pesquisadas para c\u00e1lculo do indicador classificadas como faixa 1, com ganhos de at\u00e9 R$ 2,1 mil mensais, a inten\u00e7\u00e3o de compra de bens dur\u00e1veis caiu 8,7% no per\u00edodo. &#8220;As fam\u00edlias de baixa renda est\u00e3o com or\u00e7amento bem comprometido.&#8221;<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m afetou as perspectivas do consumidor quanto as suas finan\u00e7as. A expectativa de finan\u00e7as familiares caiu 1,3% em novembro &#8211; sendo que na faixa 1 houve queda de 4,3% nesse quesito, neste m\u00eas. &#8220;Tudo isso conferiu maior cautela \u00e0 confian\u00e7a do consumidor&#8221;, afirmou Viviane.<\/p>\n<hr \/>\n<p>40 bi para bancos<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Os bancos espanh\u00f3is que foram estatizados pelo governo (Bankia, Caixa Catalunya, Novagal\u00edcia e Banco de Valencia) receber\u00e3o uma inje\u00e7\u00e3o de 37 bilh\u00f5es de euros, quase a totalidade do empr\u00e9stimo europeu de 40 bilh\u00f5es destinado ao setor financeiro espanhol, afirmou o ministro da Economia da Espanha Luis de Guindos.<\/p>\n<p>O ministro fez o an\u00fancio dois dias antes de o vice-presidente da Comiss\u00e3o Europeia (CE), Joaqu\u00edn Almunia, apresentar o plano de resgate do setor banc\u00e1rio do pa\u00eds, que entrou em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica com a explos\u00e3o da bolha imobili\u00e1ria, em 2008. O programa detalhar\u00e1 os ajustes que devem ser aplicados a cada uma das institui\u00e7\u00f5es, assim como o capital que dever\u00e3o receber. No total, os pa\u00edses europeus colocaram 100 bilh\u00f5es de euros \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do governo de Madri.<\/p>\n<p>O socorro dever\u00e1 incluir ainda fundos para o &#8220;banco podre&#8221; que absorver\u00e1 os ativos t\u00f3xicos do sistema financeiro espanhol, e a ajuda que ser\u00e1 dada \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o sob controle do Estado. O ministro evitou dizer quantas demiss\u00f5es ter\u00e3o que ser feitas e quantas ag\u00eancias precisar\u00e3o ser fechadas no processo de ajuste do sistema financeiro.<\/p>\n<p>A Zona do Euro n\u00e3o aprovou ainda um Sistema Supervisor Financeiro, condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para a recapitaliza\u00e7\u00e3o direta dos bancos, sem passar pelos Estados. Por isso, o empr\u00e9stimo aumentar\u00e1 a d\u00edvida da Espanha em cerca de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vendas est\u00e3o estagnadas no varejo<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A menos de um m\u00eas do Natal, indicadores do com\u00e9rcio varejista mostram que as vendas ainda n\u00e3o deslancharam. O elevado n\u00edvel de endividamento dos consumidores continua atrapalhando as compras. A expectativa dos lojistas \u00e9 que os neg\u00f3cios ganhem ritmo a partir do pr\u00f3ximo fim de semana, depois do pagamento da primeira parcela do 13\u00ba sal\u00e1rio, que ocorre na sexta-feira.<\/p>\n<p>Na primeira quinzena deste m\u00eas, as vendas ficaram praticamente estagnadas, aponta a pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP). Depois do crescimento anual de 6,3% em outubro, as consultas para vendas a prazo aumentaram s\u00f3 0,3% na primeira quinzena deste m\u00eas em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Nos neg\u00f3cios \u00e0 vista, houve queda 0,3% em novembro, nas mesmas bases de compara\u00e7\u00e3o. Em outubro, as consultas para vendas \u00e0 vista tinham crescido 1,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;As vendas est\u00e3o empatadas. N\u00e3o estamos esperando nada de novembro&#8221;, afirma o economista da ACSP, Em\u00edlio Alfieri, levando em conta os resultados da primeira quinzena deste m\u00eas e que foi marcada pela emenda de feriados.<\/p>\n<p>Os lojistas de shoppings confirmam que os neg\u00f3cios ainda n\u00e3o ganharam ritmo. &#8220;Os consumidores de shoppings viajaram muito nos feriados e as compras devem aumentar a partir deste fim de semana com o recebimento da primeira parcela do 13\u00ba sal\u00e1rio&#8221;, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun. Levantamento preliminar da Alshop indica que as vendas da primeira quinzena deste m\u00eas est\u00e3o entre 3% e 4% menores que as do mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>A expectativa dos lojistas de que as vendas se acelerem a partir do pr\u00f3ximo fim de semana pode n\u00e3o se confirmar. Quase um ter\u00e7o dos consumidores (32,6%) relatou que pretende usar esse dinheiro para quitar d\u00edvidas, segundo pesquisa realizada no m\u00eas passado com mil pessoas pelo instituto de pesquisas Ipsos Public Affairs para avaliar a confian\u00e7a dos brasileiros. Desde que essa quest\u00e3o foi inclu\u00edda na enquete em 2009, o resultado deste ano \u00e9 o maior da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>Liquida\u00e7\u00e3o. A liquida\u00e7\u00e3o rel\u00e2mpago da sexta-feira passada, a Black Friday, ajudou a movimentar as vendas das lojas que participaram do evento. Na rede ga\u00facha de m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos, a Lojas Colombo, as vendas pela internet no Black Friday bateram todos os recordes e registraram faturamento quatro vezes maior do que a marca hist\u00f3rica da rede, em um \u00fanico dia, informa o diretor de vendas e marketing, C\u00e9sar Siqueira. Segundo ele, houve um rescaldo da promo\u00e7\u00e3o no s\u00e1bado, quando a rede faturou o dobro do que normalmente vende nesse dia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das liquida\u00e7\u00f5es rel\u00e2mpago, o com\u00e9rcio popular n\u00e3o tem do que reclamar por enquanto. A rede de lojas Armarinhos Fernando, com 3 das 16 lojas instaladas na rua 25 de Mar\u00e7o, j\u00e1 ampliou em 6,5% o faturamento neste m\u00eas em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. A rede varejista \u00e9 especializada em brinquedos, presentes e produtos sazonais.<\/p>\n<p>&#8220;No nosso caso, o feriado s\u00f3 agregou vendas&#8221;, diz o gerente geral da matriz, Ondamar Ferreira. Ele explica que boa parte da sua clientela \u00e9 de lojistas do interior que aproveitaram os feriados para ir \u00e0s compras.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil quer Paraguai de volta \u00e0 Unasul depois de elei\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de retorno do Paraguai ao conv\u00edvio pol\u00edtico dos pa\u00edses do continente ser\u00e3o, para o governo brasileiro, a principal decis\u00e3o da Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul (Unasul), nesta sexta-feira, segundo apurou o Valor. A presidente Dilma Rousseff vai a Lima, no Peru, para a reuni\u00e3o da Unasul, com o objetivo de aceitar o reingresso do Paraguai no bloco, assim que se realizarem as elei\u00e7\u00f5es no pa\u00eds, em abril. O governo argentino e outros membros do bloco t\u00eam defendido que s\u00f3 ap\u00f3s a posse do novo presidente, em agosto, o Paraguai poderia voltar \u00e0 Unasul.<\/p>\n<p>Antes da reuni\u00e3o da Unasul, a presidente Dilma Rousseff manifesta amanh\u00e3 apoio ao governo de Cristina Kirchner, na Argentina. Dilma participar\u00e1 do congresso da Uni\u00e3o Industrial Argentina (UIA), com uma mensagem de otimismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 rela\u00e7\u00e3o bilateral &#8211; embora o governo brasileiro esteja disposto a pressionar a Argentina para mudar o desvio de com\u00e9rcio provocado pelo protecionismo vizinho. Na compara\u00e7\u00e3o entre as importa\u00e7\u00f5es argentinas de junho a setembro de 2011 e de 2012, a parcela de produtos vendidos pelo Brasil caiu de 28,6% para 24,6%, enquanto subiram as fatias de mercado ocupadas pelos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Norte (de 13,5% para 17,3%), da Uni\u00e3o Europeia (de 15,1% para 17,3%), e da China (2,5% para 3,1%).<\/p>\n<p>Dilma deve deixar para a reuni\u00e3o do Mercosul, no fim de semana seguinte, a discuss\u00e3o mais dif\u00edcil, sobre as condi\u00e7\u00f5es de reincorpora\u00e7\u00e3o do Paraguai ao Mercosul. O Paraguai foi suspenso do Mercosul e da Unasul devido ao impeachment sem condi\u00e7\u00f5es de defesa do presidente Fernando Lugo. Durante a suspens\u00e3o, o Senado local, que retardava a vota\u00e7\u00e3o sobre a incorpora\u00e7\u00e3o da Venezuela no bloco, decidiu rejeitar a entrada dos venezuelanos, que foi oficializada, por\u00e9m, pelos demais pa\u00edses, sem consulta aos paraguaios.<\/p>\n<p>Com a volta do pa\u00eds ao Mercosul, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 no governo quem saiba dizer como acomodar a decis\u00e3o dos senadores paraguaios com o fato consumado do ingresso da Venezuela.<\/p>\n<p>Ontem, o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ant\u00f4nio Patriota, comentou que a reuni\u00e3o da Unasul avaliar\u00e1 o relat\u00f3rio da miss\u00e3o enviada a Assun\u00e7\u00e3o, para acompanhar o processo eleitoral. O Executivo paraguaio ignorou a miss\u00e3o do ex-primeiro-ministro peruano Salom\u00e3o Lerner, que foi bem recebido, por\u00e9m, pelo Tribunal Superior Eleitoral do pa\u00eds, com promessas de livre acesso durante as elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Esperamos que, de fato, o processo eleitoral paraguaio transcorra da maneira mais transparente e democr\u00e1tica&#8221;, disse Patriota. &#8220;E que pavimente o caminho da reincorpora\u00e7\u00e3o do Paraguai \u00e0 comunidade sul-americana e \u00e0 comunidade do Mercosul.&#8221; A realiza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es \u00e9 um &#8220;elemento importante&#8221; no restabelecimento da &#8220;plena vig\u00eancia da democracia&#8221;, condi\u00e7\u00e3o imposta pelos chefes de Estado para aceitar o Paraguai nos organismos regionais, adiantou.<\/p>\n<p>O Paraguai deve ser um dos principais itens do comunicado oficial dos chefes de Estado da Unasul, que tamb\u00e9m firmar\u00e3o um acordo de coopera\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de defesa e seguran\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Indeniza\u00e7\u00e3o a el\u00e9tricas pode ser revista<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O presidente da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), Mauricio Tolmasquim, admite que o governo poder\u00e1 revisar alguns valores das indeniza\u00e7\u00f5es para as empresas de energia expostas \u00e0 Medida Provis\u00f3ria 579, que trata da renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es do setor el\u00e9trico. &#8220;Est\u00e1 sendo analisado. Eventualmente vai sair uma outra portaria corrigindo os valores. Eventualmente&#8221;, frisou Tolmasquim, que responde pelo planejamento energ\u00e9tico do pa\u00eds e \u00e9 um dos porta-vozes do governo para a \u00e1rea el\u00e9trica. &#8220;Tem casos em que est\u00e1 sendo encontrado algum tipo de problema que vai ser revisto. Vai ser corrigido.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o presidente da EPE, as empresas est\u00e3o recorrendo para questionar alguns pontos, como, por exemplo, o per\u00edodo de deprecia\u00e7\u00e3o dos ativos, j\u00e1 que a reclama\u00e7\u00e3o \u00e9 de que alguns investimentos ainda n\u00e3o foram amortizados. Entre fontes do setor circulavam informa\u00e7\u00f5es no fim de semana de que o governo j\u00e1 aceitaria reconhecer investimentos n\u00e3o amortizados aplicados em moderniza\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e ambiente pass\u00edveis de uma indeniza\u00e7\u00e3o adicional de R$ 6 bilh\u00f5es a R$ 7 bilh\u00f5es para ativos de gera\u00e7\u00e3o. Tolmasquim disse desconhecer os valores.<\/p>\n<p>Entre as empresas que entraram com recurso administrativo questionando o valor da indeniza\u00e7\u00e3o est\u00e3o Cesp, Cteep, a paulista Empresa Metropolitana de \u00c1guas e Energia (Emae), Cemig, e Celesc. O no Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) s\u00f3 confirma as tr\u00eas primeiras, informando que os recursos est\u00e3o sob an\u00e1lise.<\/p>\n<p>&#8220;Foi falado que existem dados que est\u00e3o sendo questionados pela Cesp etc. E est\u00e3o mesmo. Tem quest\u00f5es como per\u00edodo de deprecia\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 sendo analisado pela Aneel. Eventualmente, tendo equ\u00edvoco, vai ser corrigido. Tem esse prazo. As empresas est\u00e3o recorrendo&#8221;, disse Tolmasquim.<\/p>\n<p>Uma portaria com a revis\u00e3o dos valores teria de ser publicada pelo MME antes do dia 4 de dezembro, data em que as empresas ter\u00e3o de assinar os aditivos ao contrato de concess\u00e3o para renov\u00e1-la por mais 30 anos, caso aceitem os termos propostos pelo governo federal. Os valores de indeniza\u00e7\u00e3o estimados pelo governo foram detalhados em uma portaria interministerial, a n\u00ba 580, publicada no dia 1\u00ba de novembro. Ao desconsiderar investimentos em gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o (antes de 2000), o governo for\u00e7a as empresas a dar baixa desses ativos em seus balan\u00e7os de forma abrupta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3933\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3933","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-11r","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3933","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3933"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3933\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3933"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}