{"id":3942,"date":"2012-11-29T00:07:34","date_gmt":"2012-11-29T00:07:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3942"},"modified":"2012-11-29T00:07:34","modified_gmt":"2012-11-29T00:07:34","slug":"memorias-de-uma-ilusao-fatal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3942","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias de uma ilus\u00e3o fatal"},"content":{"rendered":"\n<p>Artista pl\u00e1stico que chegou \u00e0 Palestina em 1935 diz que \u00e9 preciso acabar &#8216;com essa hist\u00f3ria de Israel grande&#8217; e derrubar &#8216;o muro da vergonha&#8217;<\/p>\n<p>Toco a campainha da casa em Santana algumas vezes, mas com a m\u00fasica cl\u00e1ssica em alto e bom som, que d\u00e1 pra escutar do lado de fora, ele certamente n\u00e3o deve ouvir meu chamado. \u00c9 o ateli\u00ea de Gershon Knispel, artista pl\u00e1stico, de 80 anos. Telefono e ele vem abrir a porta. Vai logo baixando o som, &#8220;desse jeito n\u00e3o d\u00e1 nem pra conversar, mas a m\u00fasica \u00e9 minha inspira\u00e7\u00e3o, sem ela n\u00e3o consigo trabalhar&#8221;. Ele mora em um apartamento em Higien\u00f3polis com a namorada, mas passa o dia no ateli\u00ea.<\/p>\n<p>Paula Saccheta\/Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Gerson Knispel. Artista pl\u00e1stico, radicado em SP desde 1995<\/p>\n<p>De origem judaica, Gershon nasceu em K\u00f6ln, na Alemanha, em 1932 e, aos 3 anos, mudou-se para a Palestina. Muitos acreditaram que Hitler n\u00e3o duraria tanto, mas seu pai sabia que aquele que havia chegado ao poder pelo Partido Nacional-Socialista em 1933 seria uma amea\u00e7a \u00e0 fam\u00edlia. E assim, na Palestina, entre \u00e1rabes e judeus, come\u00e7a a vida e a forma\u00e7\u00e3o do simp\u00e1tico velhinho que hoje afirma ser &#8220;um pintor de protesto&#8221;. Tudo que viveu permeia nossa conversa e nos rodeia em pinturas e gravuras espalhadas pelo sobrado de tijolo iluminado por luz natural. Entre quadros e aqu\u00e1rios, ele me recebe com uma camiseta preta na qual d\u00e1 para enxergar a etiqueta para fora com letras em hebraico. No momento est\u00e1 organizando sua obra para um livro que deve sair em abril, mas diz que odeia tudo que o faz parar de pintar. Humanista e humanit\u00e1rio, afirma que sua rotina \u00e9 reagir. Um dos pioneiros na chegada dos judeus \u00e0 &#8220;terra prometida&#8221;, explica como testemunha da hist\u00f3ria a origem dos conflitos de hoje, nos quais judeus e \u00e1rabes continuam se matando entre m\u00edsseis, homens-bomba e assassinatos seletivos.<\/p>\n<p><strong>A hostilidade de um gueto<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O grande erro naquela terra foi que os primeiros judeus que chegaram, russos e poloneses principalmente, vieram com uma cultura de gueto. Chegaram sentindo-se amea\u00e7ados e assim se isolaram. Cercaram suas casas com muros de madeira, pedras, sacos de areia. Compravam terras dos fazendeiros \u00e1rabes endinheirados, os ef\u00eandis, que n\u00e3o avisavam os camponeses que nelas trabalhavam e iam embora para a Europa. Nelas, os judeus faziam os kibutzim (kibutz no plural), com muros, todos cercados. E foram, aos poucos, criando uma atmosfera hostil. Constru\u00edam torres, diziam que era para a caixa d&#8217;\u00e1gua, mas eram torres de vigil\u00e2ncia. Tiravam as pedras e as usavam para cercar e delimitar o territ\u00f3rio de cada um. Expulsavam camponeses que trabalhavam nas terras e as cercavam. Esses pioneiros chegaram sem disposi\u00e7\u00e3o para criar qualquer v\u00ednculo com aqueles que j\u00e1 moravam ali. Os alem\u00e3es, que chegaram pouco depois, eram mais abertos, mas a\u00ed j\u00e1 era tarde.<\/p>\n<p><strong>Um outro povo na terra<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A partir desse choque e desse antagonismo foi surgindo um nacionalismo \u00e1rabe. Os judeus rec\u00e9m-chegados tinham sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es, e os \u00e1rabes, que come\u00e7aram a se sentir mais fracos, queriam organizar-se tamb\u00e9m &#8211; e o fizeram. Al\u00e9m disso, a l\u00edngua falada nas ruas passou a ser o hebraico e at\u00e9 o i\u00eddiche foi liquidado, pois era preciso fortalecer uma esp\u00e9cie de orgulho nacional. Toda uma cultura forte que existia na regi\u00e3o foi ignorada e praticamente desapareceu. Quando cheguei \u00e0 Palestina n\u00e3o conseguia falar hebraico direito. Falava alem\u00e3o na rua e era chamado de nazista pelas outras crian\u00e7as judias. J\u00e1 com os vizinhos \u00e1rabes a coisa era diferente: as casas deles estavam sempre com as portas e janelas abertas, n\u00e3o tinham muitos m\u00f3veis, mas eram cheias de tapetes e almofadas onde pod\u00edamos nos encostar e deitar. As casas tinham mosaicos de azulejos coloridos e fontes no quintal. Era diferente da minha pr\u00f3pria casa, onde a gente entrava com os p\u00e9s sujos de lama e tomava bronca da m\u00e3e. Eles recebiam bem quem chegasse. Eu me comunicava com eles em \u00e1rabe, o pouco que aprendi na rua com as outras crian\u00e7as. Para mim j\u00e1 era claro: n\u00e3o haveria futuro se nos fech\u00e1ssemos. E eu queria me adaptar. Minha fam\u00edlia se estabeleceu em Haifa, uma cidade portu\u00e1ria, de pequenas praias, e como meus pais n\u00e3o tinham muito dinheiro, ficamos na parte mais pobre da cidade. Todos os meus vizinhos eram \u00e1rabes. Quando chegamos j\u00e1 havia outro povo na terra, n\u00e3o era um deserto. Tinha um povo que era nosso irm\u00e3o e precis\u00e1vamos respeit\u00e1-lo. E tamb\u00e9m eram donos daquela terra.<\/p>\n<p><strong>Dividir para reinar<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Nos anos 1930, judeus intelectuais da Palestina fundaram uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a Brit Shalom, que pregava a coexist\u00eancia pac\u00edfica entre judeus e \u00e1rabes. Era a primeira tentativa de negocia\u00e7\u00e3o de paz na regi\u00e3o. Pregavam que o maior inimigo era o mandato brit\u00e2nico e que os palestinos, \u00e1rabes e judeus, precisavam se juntar pela paz permanente e tirar os ingleses da terra. Lutavam pelo estabelecimento de um Estado binacional onde \u00e1rabes e judeus tivessem direitos iguais. Abdicavam do sonho sionista da cria\u00e7\u00e3o de um Estado puramente judeu. Mas n\u00e3o conseguiram, pois j\u00e1 estava enraizada toda uma infraestrutura para tornar Israel um Estado judeu. O Grande Levante \u00c1rabe de 1936, que chega at\u00e9 n\u00f3s, hoje, como um levante contra o povo judeu, era contra a Inglaterra e seu mandato na Palestina, contra o dom\u00ednio colonial. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, David Ben Gurion, que viria a ser o primeiro primeiro-ministro de Israel, inventou o conceito de &#8216;trabalho judaico&#8217;. Os camponeses expulsos de suas terras e sem trabalho nas cidades, j\u00e1 que judeus s\u00f3 empregariam judeus, come\u00e7aram a sentir mais raiva ainda. Os conflitos come\u00e7aram a se aprofundar e a Inglaterra, obviamente, usava isso a seu favor. Dividindo os povos, poderia dominar mais facilmente. Em vez de nos juntarmos, nos separamos. Ben Gurion chegou \u00e0 Palestina em 1908, e os judeus alem\u00e3es, mais &#8216;abertos&#8217; \u00e0 conviv\u00eancia com os palestinos, s\u00f3 nos anos 1920 e 30.<\/p>\n<p><strong>O primeiro choque<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Sou da chamada &#8216;gera\u00e7\u00e3o de 1948&#8217;. Participei de cinco guerras como oficial do Ex\u00e9rcito, mas foi em 1953 que tive meu maior choque, que foi a morte de todo aquele idealismo pra mim. Aos 12 fui morar em um kibutz socialista ao norte de Israel. Meus pais ficaram em Haifa e fui recebido por Shlomo e Tzilla Rozen. Eu era do Mapam, o partido socialista sionista em 1953, quando um amigo me levou para visitar Nazar\u00e9. Passamos por um hotel para peregrinos que se chamava Casa Nova. Fiquei horrorizado. O hotel era sujo, tinha um cheiro horr\u00edvel de urina e muita gente e colch\u00f5es amontoados nos quartos. Comecei a andar pelos corredores e vi que conhecia a gente que estava ali. Eles eram de Maalul, um dos centenas de vilarejos tirados do mapa e apagados por Israel depois de 1948. Eles confirmaram que eram de l\u00e1, tamb\u00e9m me conheciam e estavam esperando, me disseram. Estavam naquela situa\u00e7\u00e3o havia mais de cinco anos. Esperando o qu\u00ea? Nas guerras contra o mandato brit\u00e2nico seus vizinhos do kibutz, o mesmo onde eu morava, os tiraram da aldeia para proteg\u00ea-los, disseram. Eles ficariam longe de casa durante a guerra, mas voltariam depois, s\u00e3os e salvos. Cinco anos haviam se passado e eles continuavam esperando. Fiquei com raiva. Voltei ao kibutz e perguntei a Shlomo o que significava aquilo. Contei tudo que havia visto em Nazar\u00e9. Ele ficou branco e me respondeu: &#8216;Voc\u00ea conhece Ben Gurion? Ele \u00e9 imposs\u00edvel. N\u00e3o deixa que devolvamos as aldeias aos \u00e1rabes&#8217;. Mas essas aldeias ainda existem?, perguntei. E ele: &#8216;N\u00e3o vamos entrar em detalhes&#8217;. Mas por que ent\u00e3o ele fazia parte do governo de Ben Gurion (Shlomo era ministro da Imigra\u00e7\u00e3o)? &#8216;\u00c9 melhor assim porque sem ele ficaremos pior&#8217;, respondeu. Rasguei a carteira do partido na cara dele e sa\u00ed sem me despedir. Entrei no Partido Comunista logo depois.<\/p>\n<p><strong>Brasil, um painel e um passaporte<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Em 1958, Nina, que tinha sido minha namorada em Israel e veio para o Brasil com a fam\u00edlia, me avisou de um concurso promovido pela TV Tupi para a execu\u00e7\u00e3o de um mural no pr\u00e9dio deles. Eu j\u00e1 era artista pl\u00e1stico. Me inscrevi, mandei os croquis e venci. O painel ainda est\u00e1 l\u00e1: s\u00e3o \u00edndios de 7,5 metros de altura, no lugar mais alto de S\u00e3o Paulo, no Sumar\u00e9, onde hoje funciona a MTV. Uma vez no Brasil, me juntei ao pessoal do CPC, Centro Popular de Cultura, o Guarnieri, o Juca de Oliveira, o Augusto Boal e, entusiasmado com eles, fui ficando. Fiz uma gr\u00e1fica para imprimir gravuras. O Brasil se tornou minha p\u00e1tria tamb\u00e9m. Me juntei ao Partido Comunista com M\u00e1rio Schenberg, Villanova Artigas e Oscar Niemeyer, que se tornou um amigo pr\u00f3ximo. O pr\u00e9dio da MTV foi tombado recentemente, recebi a not\u00edcia com muita alegria. \u00c9 uma garantia de que aquilo ser\u00e1 preservado. Em 1964, no dia seguinte ao golpe militar, j\u00e1 comecei a ser procurado. Estava envolvido demais com o Partido Comunista e o CPC, era perigoso para eles. Peguei um cachimbo, tabaco, um passaporte e um tal\u00e3o de cheques e fui atr\u00e1s de gente do Mapam, aquele mesmo partido do qual eu havia rasgado a carteirinha, em S\u00e3o Paulo. T\u00ednhamos diverg\u00eancias, mas numa hora dessas eles precisavam me ajudar. Me transferiram para o Rio, onde ficava a Embaixada de Israel. Fiquei l\u00e1 alguns dias e arranjaram um voo para Israel. De 1964 a 1986 morei em Haifa e trabalhei como conselheiro de arte da prefeitura. Em 1986, virei presidente do conselho dos artistas pl\u00e1sticos de Israel. Em 1987, 20 anos depois da Guerra dos Seis Dias, fizemos uma exposi\u00e7\u00e3o com 67 artistas, metade \u00e1rabes e metade judeus, contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense de terras palestinas. Voltei ao Brasil em 1995 e fiquei.<\/p>\n<p><strong>Ref\u00e9ns de um Estado distante<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que a pol\u00edtica do Estado de Israel, desde sempre, foi de derrubar tentativas de negocia\u00e7\u00e3o de paz, pois eles n\u00e3o queriam um Estado palestino ou um Estado binacional. N\u00f3s, da gera\u00e7\u00e3o de 1948, chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que a grande euforia por um Estado n\u00e3o levou em conta que ir\u00edamos nos tornar um pa\u00eds ocupante e, com o tempo, um pa\u00eds baseado nos princ\u00edpios fascistas mais radicais. Temos agora uma bomba at\u00f4mica e um muro de 650 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e 8 metros de altura. Nos jornais dos \u00faltimos dias, senti uma tristeza enorme ao ver fotos de israelenses procurando abrigo nas ruas das cidades bombardeadas. Afinal, os m\u00edsseis e foguetes que sa\u00edram de Gaza n\u00e3o passaram por cima do muro? Ent\u00e3o para que ele serve? Serve para separar fam\u00edlias, tornar o caminho dos palestinos mais dif\u00edcil, e eles j\u00e1 est\u00e3o fartos disso. Um pacifista israelense, Gershon Baskin, disse que o assassinato de Ahmed Jabari, l\u00edder militar do Hamas, foi um &#8216;erro estrat\u00e9gico&#8217;. N\u00e3o foi um erro estrat\u00e9gico, \u00e9 a estrat\u00e9gia de sempre. A estrat\u00e9gia \u00e9 n\u00e3o querer a paz. Yitzhak Rabin (primeiro-ministro de Israel em 1974-1977 e 1992-1995) e Yasser Arafat (l\u00edder da Autoridade Palestina) representavam os maiores perigos para Israel, pois eram capazes de estabelecer uma paz de fato na regi\u00e3o. Rabin foi morto por um judeu ortodoxo de extrema direita e Arafat ter\u00e1 seu corpo exumado ainda este m\u00eas porque suspeita-se que ele tenha sido morto por exposi\u00e7\u00e3o a subst\u00e2ncias radioativas pelo servi\u00e7o secreto israelense. Quando come\u00e7aram esses \u00faltimos ataques jovens sa\u00edram \u00e0s ruas aqui em S\u00e3o Paulo, na Av. Paulista, para protestar contra o Hamas. Eu me pergunto, o que eles est\u00e3o fazendo? Aqui, por serem judeus, ficam ref\u00e9ns de um Estado que pratica essas atrocidades. N\u00e3o t\u00eam o direito de votar l\u00e1, mas assumem, aqui, os crimes deles.<\/p>\n<p><strong>A ilus\u00e3o final<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Manter Israel como \u00e9 mantido hoje, como uma coisa \u00fanica e completa, \u00e9 suic\u00eddio. Hannah Arendt, em seu relato sobre o julgamento de Adolf Eichmann, nazista executado nos anos 1960, criticou a tend\u00eancia dos israelenses de fazerem uma expans\u00e3o desenfreada, criando uma situa\u00e7\u00e3o em que todos os esfor\u00e7os se concentram em armas, transformando a cultura e o Estado &#8216;modelo&#8217; que eles queriam em uma ilus\u00e3o fatal. Quanto tempo, perguntou ela, vai durar um Estado que s\u00f3 sobrevive \u00e0 base da for\u00e7a? Precisamos acabar com essa hist\u00f3ria de Israel grande, precisamos devolver os territ\u00f3rios ocupados e derrubar o muro da vergonha. Nossa gera\u00e7\u00e3o, que achava que estava libertando o Oriente M\u00e9dio do colonialismo, percebeu que aquilo era uma ilus\u00e3o. Em 1956, na Guerra do Suez, eu era paraquedista e fui enganado. Derrubamos o projeto do Nasser para nacionalizar o Canal de Suez, que era leg\u00edtimo. Achei que estava ajudando, mas foi uma aventura colonialista ao lado da Inglaterra e da Fran\u00e7a. Hoje somos usados de novo: Israel \u00e9 o maior parceiro das aventuras imperialistas norte-americanas no Oriente M\u00e9dio. E eu n\u00e3o paro de falar, escrever e pintar. N\u00e3o paro porque \u00e9 um bom jeito de ficar vivo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nestadao.com.br\n\n\n\n\n\n\n\n\nPAULA SACCHETTA &#8211; O Estado de S.Paulo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3942\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-3942","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-11A","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3942"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3942\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}