{"id":3944,"date":"2012-11-29T16:56:12","date_gmt":"2012-11-29T16:56:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3944"},"modified":"2012-11-29T16:56:12","modified_gmt":"2012-11-29T16:56:12","slug":"analistas-projetam-pib-de-12-no-3o-tri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3944","title":{"rendered":"Analistas projetam PIB de 1,2% no 3\u00ba tri"},"content":{"rendered":"\n<p>As medidas adotadas pelo governo para estimular o consumo e, com isso, reativar a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, tiveram efeito mais pronunciado no terceiro trimestre, na avalia\u00e7\u00e3o de economistas ouvidos pelo Valor, e contribu\u00edram para que a economia mostrasse retomada mais forte no per\u00edodo. A m\u00e9dia das proje\u00e7\u00f5es de 11 consultorias e institui\u00e7\u00f5es financeiras coletadas pelo Valor Data \u00e9 de expans\u00e3o de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) entre o segundo e o terceiro trimestres, feitos os ajustes sazonais. A estimativa embute forte acelera\u00e7\u00e3o da economia em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento de 0,4% observado entre abril e junho e, se confirmada, refor\u00e7a o discurso das autoridades econ\u00f4micas de que a economia ganhou tra\u00e7\u00e3o recentemente. As proje\u00e7\u00f5es variam de alta de 0,9% a avan\u00e7o de 1,3% no trimestre. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulga o resultado amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Para analistas, ocorreu um equil\u00edbrio maior entre as for\u00e7as que impulsionaram o avan\u00e7o da atividade no per\u00edodo, com contribui\u00e7\u00f5es positivas dos tr\u00eas componentes pelo lado da oferta: ind\u00fastria, servi\u00e7os e agropecu\u00e1ria. J\u00e1 o consumo das fam\u00edlias tamb\u00e9m seguiu firme, com estimativas entre avan\u00e7o de 0,7% e 1,5%, influenciado por est\u00edmulos tribut\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es ainda bastante favor\u00e1veis do mercado de trabalho. A nota negativa, mais uma vez, deve vir dos investimentos. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que a Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em m\u00e1quinas e equipamentos e na constru\u00e7\u00e3o civil) tenha recuado 1% entre julho e setembro, amargando assim o quinto trimestre consecutivo de retra\u00e7\u00e3o dos investimentos.<\/p>\n<p>De acordo com os c\u00e1lculos do Bradesco, entre julho e setembro a economia brasileira cresceu 1,2% em rela\u00e7\u00e3o ao segundo trimestre. Esse n\u00famero, se confirmado, ser\u00e1 a taxa de expans\u00e3o mais forte da economia desde o segundo trimestre de 2010, quando o PIB avan\u00e7ou ligeiramente mais, 1,3%.<\/p>\n<p>Para Robson Pereira, economista do Bradesco, os est\u00edmulos adotados pelo governo para reativar a produ\u00e7\u00e3o industrial, principalmente a redu\u00e7\u00e3o de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para autom\u00f3veis, favoreceram a normaliza\u00e7\u00e3o dos estoques e o aumento da atividade nas f\u00e1bricas no per\u00edodo. Pereira projeta que, no PIB, o segmento industrial ter\u00e1 alta de 0,5% na passagem trimestral, avan\u00e7o apenas um pouco menor do que o do setor de servi\u00e7os, com crescimento esperado de 0,8%. Essa retomada mais &#8220;equilibrada&#8221; vai diminuir o descompasso entre os dois ramos de atividade. O setor de servi\u00e7os, motor da economia no per\u00edodo recente, avan\u00e7ou 1,6% nos quatro trimestres encerrados em junho, enquanto a ind\u00fastria, com dificuldades de competitividade, recuou 0,4% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Marcelo Arnosti, economista-chefe da BB-DTVM, afirma que as medidas de est\u00edmulo, aliadas ao crescimento da renda e da popula\u00e7\u00e3o ocupada no per\u00edodo, tamb\u00e9m contribu\u00edram para que a demanda interna se acelerasse. O economista projeta alta de 1,4% do consumo das fam\u00edlias no per\u00edodo. O setor externo, que pesou no \u00faltimo trimestre, agora deve contribuir com 0,5 ponto percentual de crescimento. Para Arnosti, as importa\u00e7\u00f5es recuar\u00e3o 1%, condizente com cen\u00e1rio de avan\u00e7o ainda muito modesto dos investimentos, que costumam ser grandes demandantes de produtos importados.<\/p>\n<p>Para Br\u00e1ulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, o investimento repetiu no terceiro trimestre a queda de 0,7% verificada entre abril e junho. &#8220;O investimento s\u00f3 deve se recuperar no quarto trimestre, quando teremos um avan\u00e7o forte, de cerca de 4% sobre o terceiro trimestre&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Aur\u00e9lio Bicalho, do Ita\u00fa, projeta alta de 1% do investimento no \u00faltimo trimestre do ano, mas \u00e9 cauteloso ao afirmar que os projetos n\u00e3o deslancham com mais rapidez porque o ambiente externo segue conturbado e h\u00e1 d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o ao desempenho da economia com a retirada dos incentivos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cai uso de energia na ind\u00fastria<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio econ\u00f4mico internacional desfavor\u00e1vel foi o principal respons\u00e1vel pela queda de 0,9% no consumo de energia da ind\u00fastria em outubro, na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas de 2011, segundo a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE). A Resenha Mensal do Mercado de Energia El\u00e9trica, divulgada ontem pela EPE, ressalta que a baixa demanda internacional afeta a produ\u00e7\u00e3o e o consumo de energia dos setores exportadores brasileiros.<\/p>\n<p>&#8220;Continua-se verificando menor consumo de energia el\u00e9trica nos setores voltados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, como os da cadeia minero-metal\u00fargica&#8221;, diz a EPE.<\/p>\n<p>O consumo industrial de energia em outubro, de 15.034 GWh, ficou em linha com o do m\u00eas exatamente anterior, mas foi 0,9% menos que os 15.671 GWh de outubro do ano passado.<\/p>\n<p>No geral, o consumo de energia el\u00e9trica no pa\u00eds subiu 2,8% em outubro, na compara\u00e7\u00e3o com outubro de 2011. O consumo no m\u00eas passado ficou em 37.764 GWh, diante de 36.745 GWh em outubro de 2011.<\/p>\n<p>Com o resultado de outubro, a EPE revisou para baixo a previs\u00e3o de crescimento do consumo de energia em 2012, de 3,5% em setembro para 3,3% agora.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma quer maior integra\u00e7\u00e3o com Argentina<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff defendeu, ontem, na Argentina, uma maior integra\u00e7\u00e3o entre as ind\u00fastrias dos dois pa\u00edses. Conciliadora, a presidente foi pouco contundente nas cr\u00edticas \u00e0 pol\u00edtica comercial do pa\u00eds vizinho e parceiro do Mercosul.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos negar o impacto adverso das restri\u00e7\u00f5es administrativas sobre o interc\u00e2mbio comercial, mas temos que admitir que o desempenho do com\u00e9rcio em 2012 sofre impacto da situa\u00e7\u00e3o global&#8221;, disse a presidente, minimizando o efeito que as restri\u00e7\u00f5es argentinas provocaram nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Para Dilma, &#8220;a integra\u00e7\u00e3o entre Brasil e Argentina exige de n\u00f3s um di\u00e1logo permanente&#8221; para que os pa\u00edses possam construir &#8220;uma das mais importantes parcerias deste hemisf\u00e9rio e no mundo&#8221;, afirmou. &#8220;Temos que olhar Brasil e Argentina como s\u00f3cios de um grande empreendimento binacional. Somos s\u00f3cios de primeira grandeza.&#8221;<\/p>\n<p>Ao participar da cerim\u00f4nia de encerramento da 18\u00aa Confer\u00eancia da Uni\u00e3o Industrial Argentina, Dilma convidou os empres\u00e1rios argentinos a investir massivamente no Brasil. Ela enfatizou que o Brasil est\u00e1 de portas abertas para o investimento, principalmente nos setores de petr\u00f3leo e g\u00e1s, e destacou a atratividade do Brasil para o mercado argentino.<\/p>\n<p>Para a presidente, &#8220;os investimentos rec\u00edprocos ser\u00e3o cada vez mais decisivos &#8220;, explicou. &#8220;Temos um quadro internacional que nos imp\u00f5e a necessidade de coopera\u00e7\u00e3o&#8221; disse Dilma, referindo-se a crise econ\u00f4mica mundial. &#8220;Nossa tarefa \u00e9 trabalhar por uma mentalidade de negocio binacional.&#8221;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, o Brasil investiu US$ 6 bilh\u00f5es na Argentina em setores como minera\u00e7\u00e3o, t\u00eaxtil e constru\u00e7\u00e3o civil. No mesmo per\u00edodo, vieram da argentina cerca de US$ 3 bilh\u00f5es para investimentos produtivos. A corrente de com\u00e9rcio entre Brasil e Argentina passou de US$ 2 bilh\u00f5es em 1990 para US$ 39,6 bilh\u00f5es em 2011. At\u00e9 outubro de 2012, o fluxo foi de US$ 28,3 bilh\u00f5es, que representa 82% de todo o com\u00e9rcio brasileiro com o Mercosul.<\/p>\n<p>Durante o evento, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou que o pa\u00eds n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de dar outro calote nos pagamentos aos credores internacionais. A afirma\u00e7\u00e3o ocorreu semanas ap\u00f3s o &#8220;Financial Times&#8221; ter sugerido que o pa\u00eds pode estar \u00e0 beira de um &#8220;default&#8221;, em consequ\u00eancia de uma decis\u00e3o da Justi\u00e7a americana, determinando que o pa\u00eds fa\u00e7a o pagamento do servi\u00e7o da d\u00edvida sobre os b\u00f4nus n\u00e3o reestruturados, em a\u00e7\u00e3o movida nos Estados Unidos. &#8220;Vamos honrar nossos compromissos como corresponde a um pa\u00eds que recuperou a autoestima &#8220;, disse Cristina.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s 8 meses, endividamento das fam\u00edlias cai pela primeira vez<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O endividamento das fam\u00edlias caiu pela primeira vez no ano, depois de subir por oito meses seguidos. Segundo o Banco Central, a d\u00edvida total dos brasileiros com o sistema banc\u00e1rio correspondia, em setembro, a 44,39% da renda acumulada nos \u00faltimos 12 meses, abaixo do recorde de 44,5% em agosto.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de tend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao verificado, principalmente, no in\u00edcio do ano \u00e9 confirmada por outro indicador. Tamb\u00e9m houve queda no comprometimento da renda do consumidor com o pagamento mensal de presta\u00e7\u00f5es com d\u00edvidas banc\u00e1rias, que recuou pelo segundo m\u00eas, para 22% do sal\u00e1rio, ante 22,2% no m\u00eas anterior. O porcentual ainda est\u00e1 pr\u00f3ximo do recorde de 22,4% de outubro de 2011.<\/p>\n<p>Esse \u00faltimo dado \u00e9 dividido em duas partes pelo Banco Central. A parcela das presta\u00e7\u00f5es que corresponde ao pagamento de juros caiu pelo terceiro m\u00eas, para 7,62% em setembro, menor n\u00edvel em 15 meses.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos principais fatores que ajudaram a reduzir o gasto mensal com d\u00edvidas e \u00e9 explicado pela queda dos juros banc\u00e1rios nos \u00faltimos meses, que est\u00e3o nos menores n\u00edveis da hist\u00f3ria. J\u00e1 a parte que se refere \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o do principal das d\u00edvidas caiu pelo segundo m\u00eas, de 14,41% para 14,38% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Casa pr\u00f3pria<\/p>\n<p>Apesar de o endividamento continuar em n\u00edveis elevados, o Banco Central avalia que parte da alta nos \u00faltimos anos se deve \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, que s\u00e3o d\u00edvidas de alto valor, mas com prazo de pagamento mais longo.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos fatores que explicam por que o endividamento total \u00e9 quase o dobro da parcela que \u00e9 usada mensalmente para pagar d\u00edvidas. Al\u00e9m disso, a institui\u00e7\u00e3o vem afirmando que muitos consumidores trocaram o comprometimento da renda com aluguel &#8211; que n\u00e3o entra nas estat\u00edsticas do Banco Central &#8211; pela presta\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria. O governo diz ainda que o grau de endividamento de fam\u00edlias e empresas no Brasil \u00e9 muito mais baixo que em pa\u00edses avan\u00e7ados que hoje est\u00e3o em crise.<\/p>\n<p>O comprometimento da renda \u00e9 calculado pelo Banco Central com base nos valores mensais pagos no servi\u00e7o das d\u00edvidas, apenas com o sistema financeiro, e na renda das fam\u00edlias (descontados os impostos). Para calcular o endividamento total, considera a massa salarial em 12 meses e o valor total das d\u00edvidas banc\u00e1rias em um determinado m\u00eas.<\/p>\n<p>Hoje, o Banco Central divulga os dados de cr\u00e9dito para o m\u00eas de outubro. Em setembro, a greve dos bancos contribui para o aumento dos juros e para a redu\u00e7\u00e3o na libera\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos. Dados parciais para o m\u00eas passado ainda mostravam queda nas concess\u00f5es e alta de juros para pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Calotes aumentam<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O brasileiro est\u00e1 menos endividado, mas tem mais contas em atraso.De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic) referente a novembro, o percentual das fam\u00edlias com contas a pagar foi de 59,0%, ante 59,2% em outubro. Por outro lado, o \u00edndice dos inadimplentes passou de 20,5% no m\u00eas passado para 21,0% neste. Das pessoas que admitiram n\u00e3o estar em dia com os d\u00e9bitos, 6,8% declararam n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de honr\u00e1-los.<\/p>\n<p>De acordo com Marianne Hanson, economista da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), entidade respons\u00e1vel pela Peic, a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de endividados \u00e9 considerada pequena para esta \u00e9poca do ano. &#8220;O 13\u00ba sal\u00e1rio tende a limitar a alta das d\u00edvidas em novembro e em dezembro. E, em 2012, ainda h\u00e1 uma s\u00e9rie de est\u00edmulos para que as pessoas possam pegar empr\u00e9stimos e financiar bens de consumo dur\u00e1veis.Mas n\u00f3s estamos vendo que isso n\u00e3o est\u00e1 tendo muito impacto. Os brasileiros est\u00e3o mais cautelosos&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Apesar de ter as mais elevadas taxas de juros, o cart\u00e3o de cr\u00e9dito continua sendo o principal tipo de d\u00edvida\u201474,9%. Em seguida, aparecem os carn\u00eas (17,2%) e o financiamento de carros (12,3%). O cheque pr\u00e9-datado \u00e9 o que tem menos registros (2,0%). Segundo Marianne, apesar disso, as fam\u00edlias est\u00e3o mais otimistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua capacidade de pagamento. &#8220;O perfil do endividamento melhorou. As pessoas est\u00e3o usando o cr\u00e9dito mais para a compra de bens dur\u00e1veis, categoria que elas consideram um investimento. E isso certamente vai se refletir nas compras de Natal.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>China vai crescer 7,5%<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O governo da China est\u00e1 seguro de que vai alcan\u00e7ar a meta de crescimento econ\u00f4mico de 7,5% em 2012, afirmou ontem o ministro do Com\u00e9rcio, Chen Deming. \u201cNos primeiros tr\u00eas trimestres, a economia cresceu 7,7% ante o ano anterior. Portanto, com certeza, n\u00f3s podemos atingir a meta, ou mesmo super\u00e1-la\u201d, afirmou Chen.<\/p>\n<p>Mesmo atingindo o objetivo, a China ter\u00e1 neste ano o ritmo de expans\u00e3o mais fraco desde 1999, depois de apresentar desacelera\u00e7\u00e3o por sete trimestres consecutivos. Apesar disso, a taxa de crescimento do pa\u00eds do ultrapassa de longe todas as principais economias do mundo. De acordo com analistas, a segunda economia do planeta deve crescer 7,7% em 2012.<\/p>\n<p>Pequim tem feito um programa de ajuste das pol\u00edticas econ\u00f4micas \u2014 cortando taxas de juros, liberando mais dinheiro para empr\u00e9stimos e aprovando uma s\u00e9rie de projetos de infraestrutura\u2014 num esfor\u00e7o para estimular o n\u00edvel de atividade. Bastante exposta ao com\u00e9rcio global, a economia chinesa foi prejudicada pela lenta recupera\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos e pela crise persistente na Uni\u00e3o Europeia \u2014 os dois maiores mercados dos produtos fabricados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de US$ 1,9 trilh\u00e3o foram equivalentes a aproximadamente 31% do PIB em 2011, de acordo o Banco Mundial. Estima-se que cerca de 200 milh\u00f5es de empregos chineses sejam sustentados pelo setor externo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fed v\u00ea expans\u00e3o moderada nos EUA<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>A economia norte-americana avan\u00e7ou \u201cmoderadamente\u201d entre as \u00faltimas tr\u00eas semanas de outubro e a primeira quinzena de novembro, segundo o Livro Bege, um relat\u00f3rio de conjuntura publicado periodicamente pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos).<\/p>\n<p>O Fed registrou, al\u00e9m disso, uma situa\u00e7\u00e3o d\u00edspar entre as diferentes \u00e1reas do pa\u00eds, devido \u00e0s consequ\u00eancias da passagem do furac\u00e3o Sandy pela Costa Leste dos Estados Unidos. \u201cA piora da situa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o de Nova York foi atribu\u00edda \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es ocasionadas pela supertempestade no fim de outubro, que se estenderam em novembro\u201d, informou a autoridade monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, que re\u00fane evid\u00eancias sobre a economia baseadas nos contatos corporativos do Fed, tamb\u00e9m encontrou poucos sinais de press\u00e3o inflacion\u00e1ria. Isso deve tranquilizar o \u00f3rg\u00e3o, que lan\u00e7ou em setembro um programa de aquisi\u00e7\u00e3o mensal de US$ 40 bilh\u00f5es em ativos lastreados em hipotecas. A autoridade monet\u00e1ria disse que a compra de ativos continuar\u00e1 at\u00e9 que haja uma melhora significativa na perspectiva do mercado de trabalho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC interrompe ciclo de cortes e juro fica em 7,25%<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Banco Central manteve ontem a taxa b\u00e1sica de juros em 7,25% ao ano e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em agosto de 2011, quando a Selic estava em 12,5%. A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m indicou que n\u00e3o deve mexer t\u00e3o cedo na taxa que serve de refer\u00eancia para o custo do cr\u00e9dito e para a maioria das aplica\u00e7\u00f5es financeiras, pois a economia brasileira s\u00f3 agora come\u00e7a a se recuperar e a crise nos pa\u00edses desenvolvidos segue sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime e j\u00e1 era esperada pela maioria dos economistas. A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m repetiu as afirma\u00e7\u00f5es feitas ao final da reuni\u00e3o anterior, em outubro, quando foi realizado o \u00faltimo corte de juros.<\/p>\n<p>Para o Banco Central, a estabilidade dos juros &#8220;por um per\u00edodo de tempo suficientemente prolongado \u00e9 a estrat\u00e9gia mais adequada para garantir a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta, ainda que de forma n\u00e3o linear&#8221;.<\/p>\n<p>Ao justificar a manuten\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o citou ainda o balan\u00e7o de riscos para a infla\u00e7\u00e3o, a recupera\u00e7\u00e3o da atividade dom\u00e9stica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, mesma avalia\u00e7\u00e3o feita no come\u00e7o do m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Essa foi a \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) deste ano. Agora, os diretores do BC s\u00f3 voltam a se reunir nos dias 15 e 16 de janeiro. A expectativa da maior parte do mercado financeiro \u00e9 que os juros continuem no patamar atual, pelo menos at\u00e9 o fim de 2013.<\/p>\n<p>Sequ\u00eancia<\/p>\n<p>Entre agosto do ano passado e outubro de 2012, foram realizados dez cortes seguidos nos juros, que est\u00e3o hoje no menor patamar da hist\u00f3ria recente. As taxas para consumidores e empresas tamb\u00e9m atingiram m\u00ednimos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o, por outro lado, est\u00e1 em 5,45% nos \u00faltimos 12 meses, acima do centro da meta de 4,5%. J\u00e1 a atividade econ\u00f4mica s\u00f3 agora come\u00e7a a se recuperar, o que deve fazer com que o crescimento nos dois primeiros anos do governo Dilma Rousseff registre a segunda pior m\u00e9dia da hist\u00f3ria recente, atr\u00e1s apenas do governo Collor.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es oficiais de crescimento para este ano s\u00e3o de 1,6%, pelo BC, e de 2%, pelo Minist\u00e9rio da Fazenda. Para o pr\u00f3ximo ano, analistas j\u00e1 come\u00e7aram a reduzir suas estimativas, cuja m\u00e9dia est\u00e1 agora abaixo de 4%.<\/p>\n<p>Na semana passada, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que os juros est\u00e3o hoje mais pr\u00f3ximos do verificado no resto do mundo.<\/p>\n<p>Disse, no entanto, que a institui\u00e7\u00e3o poder\u00e1 fazer ajustes nos juros, para cima ou para baixo, quando necess\u00e1rio. Segundo Tombini, a explica\u00e7\u00e3o para a contradi\u00e7\u00e3o entre o consumo alto estimulado pelos juros baixos e o fraco crescimento econ\u00f4mico \u00e9 que o BC s\u00f3 administra a demanda. E o entrave hoje est\u00e1 na oferta, que depende de outras pol\u00edticas de governo.<\/p>\n<p>O diretor de investimentos da Lecca, Samy Balassiano, projeta um crescimento em torno de 3,5%. Para o economista, esse patamar j\u00e1 deve puxar para cima a infla\u00e7\u00e3o e levar o BC a elevar os juros no segundo semestre de 2013. &#8220;Eu acredito em uma retomada mais forte da economia a partir de mar\u00e7o, com o cen\u00e1rio mundial come\u00e7ando a melhorar um pouco, e a infla\u00e7\u00e3o vai levar a um ajuste nos juros.&#8221;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos cortes j\u00e1 realizados, Balassiano diz que alguns analistas ficaram assustados no come\u00e7o, mas a decis\u00e3o de reduzir os juros j\u00e1 em 2011 foi acertada. &#8220;N\u00e3o foi uma pol\u00edtica inflacion\u00e1ria, porque havia uma demanda mundial reprimida. O BC deu a pancada nos juros para tentar reanimar a economia, mas isso n\u00e3o aconteceu devido ao tamanho da crise internacional&#8221;, afirmou. &#8220;A gente n\u00e3o conseguiu crescer, mesmo com juros baixos, mas n\u00e3o tivemos nenhuma disparada da infla\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3944\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3944","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-11C","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3944\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}