{"id":3954,"date":"2012-11-30T19:28:16","date_gmt":"2012-11-30T19:28:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3954"},"modified":"2012-11-30T19:28:16","modified_gmt":"2012-11-30T19:28:16","slug":"carga-tributaria-bate-recorde-e-chega-a-353-do-pib-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3954","title":{"rendered":"Carga tribut\u00e1ria bate recorde e chega a 35,3% do PIB em 2011"},"content":{"rendered":"\n<p>O ritmo fraco da economia em 2011 n\u00e3o evitou que a carga tribut\u00e1ria brasileira ultrapassasse a marca de 35% do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>Segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal, o total de tributos arrecadados pela ; Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios no ano passado atingiu um volume equivalente a 35,3% de todas as riquezas produzidas no Pa\u00eds, um avan\u00e7o de 1,8 ponto porcentual em rela\u00e7\u00e3o a 2010.<\/p>\n<p>Mesmo descontando o valor dos impostos que voltaram para a popula\u00e7\u00e3o como benef\u00edcios previdenci\u00e1rios e seguro-desemprego,por exemplo, a carga tribut\u00e1ria l\u00edquida tamb\u00e9m foi recorde, ao bater em 20,1% do PIB, de acordo com estudo da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE), do Minist\u00e9rio da Fazenda. A expans\u00e3o entre 2010 e 2011 foi a maior registrada na s\u00e9rie hist\u00f3rica do governo, iniciada em 2002.<\/p>\n<p>O aumento j\u00e1 era esperado pelos t\u00e9cnicos do Fisco, uma vez que, no ano passado, houve recolhimentos extraordin\u00e1rios, como o pagamento de R$ 5,8 bilh\u00f5es em tributos devidos pela Vale, forte volume oriundo do lucro das empresas, al\u00e9m da consolida\u00e7\u00e3o do parcelamento de d\u00edvidas inscritas no Refis da Crise e outros programas.<\/p>\n<p>Em 2011, a Receita obteve R$ 14,3 bilh\u00f5es mais recursos por meio desses parcelamentos especiais do que no ano anterior -ao todo, os diversos programas de Refis renderam ao Fisco R$ 27 bilh\u00f5es no ano passado. Descontados os parcelamentos, a carga tribut\u00e1ria bruta atingiu 34,7% do PIB em 2011.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador-geral de estudos econ\u00f4mico-tribut\u00e1rios do Fisco, Othoniel de Sousa, os recursos dos parcelamentos especiais acabam &#8220;inflando&#8221; a arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de um ano . com dinheiro que deveria ter entrado nos cofres p\u00fablicos em anos anteriores.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o fica com a maior parte dos recursos tribut\u00e1rios. No ano : passado, a Receita Federal recolheu pouco mais de R$ 1 trilh\u00e3o por meio de impostos e contribui\u00e7\u00f5es, o equivalente a 24,7% do PIB. A arrecada\u00e7\u00e3o dos Esta; dos representou 8,6% do PIB, enquanto os munic\u00edpios responderam por i,9%do PIB em tributos.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, a carga tribut\u00e1ria deve recuar este ano. Os economistas Amir Khair, ex-secret\u00e1rio de Fazenda de S\u00e3o ; Paulo, e Felipe Salto, da Tend\u00eancias Consultoria, dizem que a carga tribut\u00e1ria deve voltar ao n\u00edvel de 34% do PIB, onde esteve &#8221; entre 2005 e 2006.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tivemos receitas extraordin\u00e1rias em 2012 como tivemos ; em 2011&#8221;, disse Khair. Segundo Khair, o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o de tributos por parte da : Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios no ano passado resistiu \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o da economia por causa da : entrada de recursos at\u00edpicos nos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Para Salto, a carga tribut\u00e1ria deve ficar entre 33% e 35% do PIB nos pr\u00f3ximos anos, se a economia voltar a crescer num ritmo pr\u00f3ximo de 4%. &#8220;O caminho deve ser o da simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e, ao mesmo tempo, o da melhora na gest\u00e3o p\u00fablica, que reduziria a necessidade de uma carga tribut\u00e1ria t\u00e3o elevada para sustentar o Estado.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Tesouro j\u00e1 banca 51% dos empr\u00e9stimos do BNDES<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Impulsionado por financiamentos gigantes como o da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, o maior para um s\u00f3 projeto da sua hist\u00f3ria (R$ 22,5 bilh\u00f5es) e tamb\u00e9m sua maior participa\u00e7\u00e3o como financiador no valor total de um mega investimento (78%), o BNDES depende cada vez mais dos empr\u00e9stimos que lhe v\u00eam sendo feitos pelo Tesouro Nacional para atender a demanda. Um levantamento feito pelo Valor mostra que desde o primeiro empr\u00e9stimo do Tesouro em janeiro de 2009 at\u00e9 agora, os repasses responderam por mais da metade &#8211; 51,4% &#8211; dos desembolsos totais de R$ 538,2 bilh\u00f5es feitos pelo banco estatal no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Dos R$ 285 bilh\u00f5es que o Tesouro foi autorizado a emprestar ao banco de fomento no per\u00edodo, R$ 250,2 bilh\u00f5es j\u00e1 foram sacados que, somados ao retorno dos financiamentos j\u00e1 feitos alcan\u00e7am R$ 276,6 bilh\u00f5es, contra R$ 265,5 de recursos ordin\u00e1rios do banco usados para financiar a produ\u00e7\u00e3o. As fontes convencionais de financiamento do BNDES s\u00e3o o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o retorno dos seus financiamentos e capta\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n<p>No documento em que presta contas do uso dos recursos repassados pelo Tesouro &#8211; e que \u00e9 encaminhado trimestralmente ao Congresso nacional &#8211; o BNDES argumenta que os empr\u00e9stimos totais de R$ 276 bilh\u00f5es possibilitaram um investimento total superior a R$ 374 bilh\u00f5es e foram respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o ou gera\u00e7\u00e3o de 8,6 milh\u00f5es de empregos.<\/p>\n<p>Nas contas da institui\u00e7\u00e3o, 2 milh\u00f5es de empregos foram garantidos de forma direta, outros 2,1 milh\u00f5es por efeito indireto e 4,5 milh\u00f5es decorreram do chamado efeito-renda, resultando do consumo adicional gerado pelas demais contrata\u00e7\u00f5es. Em fun\u00e7\u00e3o da renda extra, o setor de com\u00e9rcio foi o que mais contribui\u00e7\u00e3o para o fortalecimento do mercado de trabalho em decorr\u00eancia dos repasses do BNDES, com 1,2 milh\u00e3o de postos de trabalho mantidos ou gerados.<\/p>\n<p>As transfer\u00eancias do Tesouro ao BNDES surgiram em 2009, no auge da crise internacional desencadeada pelo estouro da bolha imobili\u00e1ria americana, como alternativa para que o banco pudesse dar sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica antic\u00edclica adotada pelo governo para evitar uma contamina\u00e7\u00e3o mais profunda da crise sobre a economia brasileira. A Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 453, de 22 de janeiro daquele ano, transformada em lei pelo Congresso Nacional em 16 de junho do mesmo ano, autorizou o primeiro aporte, de R$ 100 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o inicial era pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2,5% ao ano, n\u00fameros que foram alterados em opera\u00e7\u00f5es posteriores, at\u00e9 chegar a TJLP simples na maioria. Novas autoriza\u00e7\u00f5es se seguiram \u00e0 primeira at\u00e9 os n\u00fameros de hoje, segundo os quais o BNDES tem dispon\u00edveis para saque R$ 30 bilh\u00f5es. O \u00faltimo saque, de R$ 10 bilh\u00f5es, foi em junho deste ano.<\/p>\n<p>Os repasses do Tesouro permitiram que os empr\u00e9stimos do BNDES nos 45 meses de suporte do Tesouro (per\u00edodo entre janeiro de 2009 e setembro deste ano) fossem 65% maiores que os R$ 327,4 bilh\u00f5es desembolsados pela institui\u00e7\u00e3o nos seis primeiros anos de governo do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (2003 a 2008). Os desembolsos quase dobraram em dois anos a partir da decis\u00e3o governamental, passando de R$ 90,9 bilh\u00f5es em 2008 para R$ 168,4 bilh\u00f5es em 2010.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o encaminhado ao Congresso Nacional referente ao terceiro trimestre de 2012 mostra que 63% dos recursos repassados pelo Tesouro de 2009 at\u00e9 setembro deste ano foram utilizados pelo BNDES para financiar empresas de grande porte. O n\u00famero \u00e9 ligeiramente menor do que a participa\u00e7\u00e3o das grandes empresas nos financiamentos totais do banco no mesmo per\u00edodo que alcan\u00e7a 68%.<\/p>\n<p>De 2003 a 2008 a participa\u00e7\u00e3o das grandes empresas nos desembolsos totais do BNDES foi de 74,6%, uma m\u00e9dia que se manteve em 2009 (85,5% do total) e 2010 (70,2%). Em 2011 e nos nove primeiros meses deste ano houve uma queda substancial da participa\u00e7\u00e3o anual das grandes empresas nos desembolsos do banco estatal, para 57,7% e 58,3%, respectivamente.<\/p>\n<p>Em parte, essa queda foi influenciada por uma mudan\u00e7a da classifica\u00e7\u00e3o das empresas por porte que aparece nas estat\u00edsticas do banco a partir de 2010. Com o objetivo de adequar suas estat\u00edsticas ao perfil das empresas, o BNDES passou a usar o conceito de empresa m\u00e9dia-grande, cujo faturamento operacional bruto vai de mais de R$ 90 milh\u00f5es at\u00e9 R$ 300 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O conceito de m\u00e9dia empresa, que ia de mais de R$ 10,5 milh\u00f5es at\u00e9 R$ 60 milh\u00f5es passou a abarcar as empresas que faturam mais de R$ 16 milh\u00f5es at\u00e9 90 milh\u00f5es por ano. A classifica\u00e7\u00e3o de grande, que antes abarcava todas aquelas que faturavam mais de R$ 60 milh\u00f5es, agora subiu para as firmas que faturam mais de R$ 300 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>Houve reclassifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para as micro e pequenas empresas. Com as mudan\u00e7as, parte dos financiamentos que antes eram computados como sendo destinados \u00e0s grandes empresas passaram a se encaixar nos conceitos de m\u00e9dia-grande e de m\u00e9dia empresa. De 2010 a setembro de 2012 as m\u00e9dias-grandes empresas receberam R$ 19,4 bilh\u00f5es do BNDES, 3,61% dos desembolsos do banco no per\u00edodo de 2009 a setembro deste ano.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do BNDES mostram tamb\u00e9m que embora o empr\u00e9stimo aprovado esta semana para a usina de Belo Monte &#8211; um projeto da sociedade formada pelas estatais federais Eletrobras, Chesf e Eletronorte mais os fundos de pens\u00e3o de estatais Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa) e ainda as empresas Neoenergia, Cemig, Light, J. Malucelli Energia, Vale e Sinobras &#8211; seja o maior da hist\u00f3ria para um mesmo empreendimento, o empr\u00e9stimo de R$ 25 bilh\u00f5es contratado pelo banco com a Petrobras em julho de 2010 ainda \u00e9 o maior da hist\u00f3ria, s\u00f3 que destinado a v\u00e1rios projetos, como o da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco), que sozinha recebeu R$ 9,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O financiamento \u00e0 Petrobras representou na \u00e9poca 55,4% do valor dos investimentos totais previstos (R$ 45,1 bilh\u00f5es). A usina de Jirau, no rio Madeira, recebeu R$ 9,5 bilh\u00f5es em duas etapas, somando 60,5% do valor do investimento. Santo Antonio, tamb\u00e9m no Madeira, recebeu R$ 6,1 bilh\u00f5es (65,7% do total), o mesmo que a usina nuclear Angra 3 (58,6% do total do investimento). Vale (R$ 7,3 bilh\u00f5es), Oi (R$ 4,4 bilh\u00f5es) e Vivo (3 bilh\u00f5es) tamb\u00e9m assinaram contratos gigantes com o BNDES, mas para projetos pulverizados. Os limites de financiamento \u00e0s hidrel\u00e9tricas da Amaz\u00f4nia estavam previamente definidos em editais divulgados pelo banco estatal e n\u00e3o foram atingidos em nenhum dos tr\u00eas casos. Em Belo Monte era de 80%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Investimento p\u00fablico mant\u00e9m desacelera\u00e7\u00e3o no semestre<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mesmo com a necessidade de aumentar os investimentos p\u00fablicos para assegurar a retomada da atividade econ\u00f4mica, o ritmo de desembolsos para essa finalidade desacelera desde o m\u00eas de julho. O pico da expans\u00e3o do investimento foi de 30,7% nos seis primeiros meses do ano ante mesmo per\u00edodo de 2011. Depois disso, a taxa passou para 29,4% no acumulado at\u00e9 julho e para 22,9% at\u00e9 outubro na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos dez meses deste ano, os investimentos somaram R$ 50,9 bilh\u00f5es, sendo R$ 11,2 bilh\u00f5es do programa Minha Casa, Minha Vida. No mesmo per\u00edodo de 2011, o disp\u00eandio foi de R$ 41,4 bilh\u00f5es, sendo R$ 5,8 bilh\u00f5es do programa habitacional.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin, o importante \u00e9 que o investimento est\u00e1 crescendo e vai se acelerar no fim deste ano e em 2013, puxado n\u00e3o apenas por constru\u00e7\u00e3o de moradias como tamb\u00e9m por obras em infraestrutura, principalmente, transporte.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 acontecendo o fen\u00f4meno que esper\u00e1vamos&#8221;, disse Augustin. A tend\u00eancia, na avalia\u00e7\u00e3o otimista do secret\u00e1rio, \u00e9 que os investimentos em infraestrutura ganhem mais espa\u00e7o no fim deste ano e em 2013. &#8220;Enxergamos um pagamento maior dessas despesas&#8221;, disse. &#8220;O navio est\u00e1 ganhando velocidade.&#8221;<\/p>\n<p>Um aumento mais consistente do investimento, por\u00e9m, est\u00e1 sendo impedido pela eleva\u00e7\u00e3o de outras despesas, e pela frustra\u00e7\u00e3o de receitas, provocada pelo baixo ritmo de atividade econ\u00f4mica. Enquanto a despesa total teve alta de 12,1%, a receita l\u00edquida avan\u00e7ou 7,3%.<\/p>\n<p>Com isso, o super\u00e1vit prim\u00e1rio acumulado no ano caiu de R$ 86,7 bilh\u00f5es, em 2011, para R$ 64,7 bilh\u00f5es. Em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, a economia feita para pagamento de juros d\u00edvida caiu de 2,54% para 1,77%. Esse cen\u00e1rio obrigou o governo a admitir que vai descontar R$ 25,6 bilh\u00f5es em investimentos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 139,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo com a desconfian\u00e7a do mercado, que v\u00ea a necessidade de um abatimento maior que o anunciado para atingir o super\u00e1vit prim\u00e1rio, o secret\u00e1rio disse que o governo n\u00e3o trabalha com a possibilidade de desconto superior. Lembrou que, em 12 meses, a economia \u00e9 de R$ 71,4 bilh\u00f5es, o equivalente \u00e0 meta do governo central descontada para o ano. &#8220;Estamos em linha com o programado&#8221;, disse. Augustin n\u00e3o informou se o abatimento ser\u00e1 maior, caso os Estados e munic\u00edpios n\u00e3o atinjam a economia esperada no fim do ano.<\/p>\n<p>Segundo ele, o desconto da meta foi necess\u00e1rio, porque a prioridade do governo neste ano tem sido adotar medidas de est\u00edmulo \u00e0 economia para que o impacto da situa\u00e7\u00e3o da crise internacional no Brasil fosse amenizado. &#8220;Em nenhum momento deixamos de tomar iniciativas de est\u00edmulo ao crescimento econ\u00f4mico, mesmo que isso viesse a gerar necessidade de abatimento&#8221; do PAC na meta fiscal. Augustin explicou que as receitas caem devido \u00e0s desonera\u00e7\u00f5es feitas pela \u00e1rea econ\u00f4mica, de R$ 45 bilh\u00f5es neste ano, e pelo crescimento menor.<\/p>\n<p>Para Augustin, a economia brasileira j\u00e1 come\u00e7ou a reagir. Por\u00e9m, destacou que o efeito da redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros e do c\u00e2mbio mais favor\u00e1vel demora entre seis e nove meses para aparecer. Sobre o c\u00e2mbio, o secret\u00e1rio ressaltou que est\u00e1 &#8220;num patamar bem melhor do que no passado, mais pr\u00f3ximo daquilo que entendemos o melhor para a economia brasileira. &#8220;<\/p>\n<p>Ontem, o Tesouro Nacional divulgou que o super\u00e1vit prim\u00e1rio em outubro foi de R$ 9,914 bilh\u00f5es, o quarto melhor da s\u00e9rie hist\u00f3rica para meses de outubro. Assim como j\u00e1 havia sido antecipado pelo secret\u00e1rio no m\u00eas passado, o resultado veio &#8220;forte&#8221;, devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de pagamentos de tributos no in\u00edcio de trimestre. &#8220;Foi alto mesmo sem dividendos&#8221;, disse. No m\u00eas passado, as empresas p\u00fablicas repassaram ao Tesouro Nacional apenas R$ 16 milh\u00f5es em dividendos.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, o Tesouro recebeu R$ 19,7 bilh\u00f5es em dividendos, ou seja, ainda restam R$ 9,3 bilh\u00f5es para entrar no caixa at\u00e9 o fim do ano. A previs\u00e3o \u00e9 de recebimento de R$ 29 bilh\u00f5es em 2012 &#8211; um patamar recorde.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Super\u00e1vit do governo cai 25% e soma R$ 64,7 bi<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previd\u00eancia) acumulou super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 64,7 bilh\u00f5es no per\u00edodo de janeiro a outubro, uma queda de R$ 22,1 bilh\u00f5es, ou 25%, em rela\u00e7\u00e3o aos dez primeiros meses de 2011, quando foram contabilizados R$ 86,8 bilh\u00f5es. Em outubro, a economia que o governo fez para pagar juros da d\u00edvida foi de R$ 9,9 bilh\u00f5es, o terceiro melhor resultado do ano, mas, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, quando o valor ficou em R$ 11,5 bilh\u00f5es, houve uma queda de 13,9%.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, o Tesouro contribuiu com um super\u00e1vit de R$ 12,8 bilh\u00f5es para o resultado de outubro. J\u00e1 a Previd\u00eancia Social e o Banco Central apresentaram d\u00e9ficits de R$ 2,8 bilh\u00f5es e R$ 65,3 milh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio do Tesouro, Arno Augustin, reconheceu que o governo central n\u00e3o cumprir\u00e1 a meta cheia de super\u00e1vit prim\u00e1rio neste ano, no valor de R$ 97 bilh\u00f5es. Ele lembrou que ser\u00e1 realizado um abatimento de R$ 25,6 bilh\u00f5es de gastos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), o que diminui a meta para R$ 71,4 bilh\u00f5es em 2012.<\/p>\n<p>&#8211; Sempre dissemos que a prioridade em 2012 \u00e9 a economia e que far\u00edamos um conjunto de a\u00e7\u00f5es de incentivo para que o impacto da crise internacional fosse o m\u00ednimo poss\u00edvel &#8211; afirmou o secret\u00e1rio. &#8211; O Brasil pode trabalhar dessa forma e priorizar o crescimento. E vamos monitorando. \u00c9 a melhor op\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica fiscal e monet\u00e1ria, mas n\u00e3o deixaremos de tomar medidas para evitar o abatimento da meta.<\/p>\n<p>Despesa de custeio sobe 16%<\/p>\n<p>Ele negou que a queda do saldo tenha sido causada pelas desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias feitas ao longo dos \u00faltimos meses para diversos setores, como a diminui\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento. Segundo Augustin, a receita foi impactada, principalmente, pela queda na atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Pelos dados divulgados ontem, as despesas de custeio, para manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica, aumentaram 16,4% de janeiro a outubro, contra 5,2% no mesmo per\u00edodo de 2011. J\u00e1 os investimentos federais, como o programa Minha Casa, Minha Vida, cresceram 22,9%, atingindo R$ 50,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os gastos do PAC somaram R$ 26,6 bilh\u00f5es em 2012, um aumento de 27,7% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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