{"id":3955,"date":"2012-12-03T02:15:09","date_gmt":"2012-12-03T02:15:09","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3955"},"modified":"2012-12-03T02:15:09","modified_gmt":"2012-12-03T02:15:09","slug":"mapa-da-violencia-aponta-crescimento-de-homicidios-de-jovens-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3955","title":{"rendered":"Mapa da viol\u00eancia aponta crescimento de homic\u00eddios de jovens negros"},"content":{"rendered":"\n<p>Jornalista da Adital<\/p>\n<p>O Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e a Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias sociais &#8211; FLACSO Brasil divulgaram nesta semana mais uma edi\u00e7\u00e3o do Mapa da Viol\u00eancia 2012:\u00a0A Cor dos Homic\u00eddios no Brasil. O mapeamento faz um comparativo do homic\u00eddio de negros e brancos, entre os anos de 2002 e 2010, e faz o recorte para a popula\u00e7\u00e3o jovem, uma das maiores v\u00edtimas da viol\u00eancia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio revela que, no total, 159.543 jovens negros foram v\u00edtimas de homic\u00eddio no Brasil, entre os anos de 2002 e 2010, um n\u00famero muito superior aos 70.725 jovens brancos que morreram no mesmo per\u00edodo. De acordo com o Mapa, \u00e9 a partir dos 12 anos de idade \u2013 e at\u00e9 os 21 anos &#8211; que se acentuam tanto os n\u00fameros de homic\u00eddios, quanto as diferen\u00e7as no registro de mortes violentas entre jovens negros e brancos.<\/p>\n<p>Prova disso est\u00e1 nos dados: 9.701 jovens brancos foram v\u00edtimas de homic\u00eddios em 2002, enquanto 16.083 jovens negros morreram da mesma forma neste mesmo ano. Em 2006, 7.607 jovens brancos e 17.434 jovens negros foram v\u00edtimas da viol\u00eancia letal. Seguindo a mesma tend\u00eancia, em 2010, 6.503 jovens brancos e 19.840 jovens negros morreram de forma violenta.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros demonstram uma queda no \u00edndice de homic\u00eddio de jovens brancos e o aumento da viol\u00eancia contra jovens negros, revelando que o problema atinge uma quest\u00e3o de ra\u00e7a e traz implica\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>&#8220;Para o pa\u00eds como um todo, enquanto o n\u00famero de homic\u00eddios de jovens brancos cai 33%, o de jovens negros cresce 23,4%, ampliando ainda mais a brecha hist\u00f3rica pr\u00e9-existente\u201d, analisa o documento.<\/p>\n<p>Os estados de Alagoas, Esp\u00edrito Santo, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Par\u00e1, Para\u00edba e Pernambuco registram mais de 100 homic\u00eddios por cada 100 mil jovens negros, taxa que \u00e9 considerada preocupante. Os n\u00fameros mais alarmantes est\u00e3o em Alagoas, onde para cada jovem branco assassinado, morrem proporcionalmente acima de 20 jovens negros; na Para\u00edba s\u00e3o 19 negros por 1 branco.<\/p>\n<p>Segundo o Mapa da Viol\u00eancia, a vitimiza\u00e7\u00e3o de jovens negros, que em 2002 era de 71,7%, no ano de 2010 pulou para 153,9%. &#8220;Inquieta a tend\u00eancia crescente dessa mortalidade seletiva. E segundo os dados dispon\u00edveis, isso acontece paralelamente a fortes quedas nos assassinatos de brancos\u201d, ressaltam.<\/p>\n<p>A mesma tend\u00eancia registrada nas mortes violentas de jovens brancos e negros, com redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios de brancos e aumento nos homic\u00eddios de negros, vem sendo seguida na popula\u00e7\u00e3o geral. &#8220;Preocupa mais ainda a tend\u00eancia crescente do problema. Os n\u00edveis atuais de vitimiza\u00e7\u00e3o negra j\u00e1 s\u00e3o intoler\u00e1veis, mas se nada for feito de forma imediata e dr\u00e1stica, a vitimiza\u00e7\u00e3o negra no pa\u00eds poder\u00e1 chegar a patamares inadmiss\u00edveis pela humanidade\u201d, alerta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Confira o Mapa da Viol\u00eancia 2012:\u00a0A Cor dos Homic\u00eddios no Brasil completo em:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mapadaviolencia.org.br\/\">http:\/\/mapadaviolencia.org.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nSindmetal\n\n\n\n\n\n\n\n\nTatiana F\u00e9lix\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3955\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-3955","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-11N","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3955"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3955\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}