{"id":3970,"date":"2012-12-04T17:50:21","date_gmt":"2012-12-04T17:50:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3970"},"modified":"2012-12-04T17:50:21","modified_gmt":"2012-12-04T17:50:21","slug":"analistas-preveem-alta-da-producao-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3970","title":{"rendered":"Analistas preveem alta da produ\u00e7\u00e3o industrial"},"content":{"rendered":"\n<p>Crescimento de 1,2% \u00e9 o que esperam, na m\u00e9dia, dez institui\u00e7\u00f5es financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data para a produ\u00e7\u00e3o industrial em outubro, na compara\u00e7\u00e3o com setembro, descontados efeitos sazonais. Apesar do avan\u00e7o projetado, os economistas se mostram cautelosos em suas avalia\u00e7\u00f5es, e destacam que tal aumento n\u00e3o significar\u00e1 que a ind\u00fastria recobrou o caminho do crescimento, ap\u00f3s a queda de 1% em setembro, que interrompeu uma sequ\u00eancia de tr\u00eas altas mensais consecutivas.<\/p>\n<p>Fatores como o arrefecimento da demanda interna e as incertezas que rondam a economia internacional, afirmam eles, colocam um ponto de interroga\u00e7\u00e3o no que se refere ao desempenho da ind\u00fastria nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Para o dado de outubro, que ser\u00e1 divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), as proje\u00e7\u00f5es de crescimento variam entre 0,6% e 1,7%. H\u00e1 a expectativa que outubro seja o primeiro m\u00eas, desde agosto de 2011, de eleva\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o industrial na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, com a alta girando em torno de 3%.<\/p>\n<p>Apesar disso, o clima no mercado n\u00e3o \u00e9 de otimismo. Pelo contr\u00e1rio. O Boletim Focus, do Banco Central, mostrou forte ajuste para baixo nas proje\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o industrial em 2013, que passaram de 4,20% h\u00e1 uma semana para 3,82%. Ao mesmo tempo, os economistas ampliaram as estimativas de contra\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria neste ano, que passou de 2,30% para 2,38%.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que a retomada da ind\u00fastria estava se espalhando pelos setores, diz Rafael Bacciotti, da Tend\u00eancias Consultoria, se dissipou em setembro, quando 16 dos 27 ramos pesquisados pelo IBGE contabilizaram queda na produ\u00e7\u00e3o. O cen\u00e1rio que se desenha para a ind\u00fastria, segundo ele, \u00e9 incerto, com as exporta\u00e7\u00f5es debilitadas, d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade econ\u00f4mica nos Estados Unidos e forte press\u00e3o de custos, devido aos reajustes salariais sem ganhos de produtividade.<\/p>\n<p>&#8220;Reduzimos nossa proje\u00e7\u00e3o de crescimento da ind\u00fastria em 2013 de 3,8% para 3,2%, o que d\u00e1 uma m\u00e9dia de expans\u00e3o mensal de modestos 0,2%&#8221;, diz Bacciotti. &#8220;Esse resultado embute os benef\u00edcios de medidas como a redu\u00e7\u00e3o de energia, as barreiras \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, o c\u00e2mbio mais favor\u00e1vel e a queda dos juros, al\u00e9m da base de compara\u00e7\u00e3o baixa.&#8221;<\/p>\n<p>Bacciotti classifica como &#8220;irregular&#8221; o atual comportamento da ind\u00fastria brasileira, que em sua avalia\u00e7\u00e3o continua ligado ao setor automobil\u00edstico. A expectativa de fim na redu\u00e7\u00e3o do IPI de ve\u00edculos &#8211; que a princ\u00edpio acabaria em 31 de outubro -, elevou em 5,5% os licenciamentos apurados pela Anfavea (entidade que representa as montadoras) entre setembro e outubro, feitos os ajustes sazonais.<\/p>\n<p>Esse avan\u00e7o, segundo Bacciotti, justifica em grande parte o aumento de 1,2% projetado para a produ\u00e7\u00e3o industrial no per\u00edodo. &#8220;Os setores que est\u00e3o mais ligados \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis tamb\u00e9m devem ir bem. J\u00e1 os voltados para o mercado externo e para bens de capital tendem a sofrer.&#8221;<\/p>\n<p>O Bradesco destaca em relat\u00f3rio que h\u00e1 sinais difusos quanto ao desempenho da produ\u00e7\u00e3o industrial entre setembro e outubro, mas ainda assim projeta crescimento de 1,7% para o indicador no per\u00edodo. Entre os dados citados pelo banco, est\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o nacional de produtos qu\u00edmicos, que caiu 2,8%, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Abiquim), considerando a dessazonaliza\u00e7\u00e3o feita pela institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Bradesco ressalta que tal resultado &#8220;foi influenciado pela interrup\u00e7\u00e3o no fornecimento de energia el\u00e9trica que atingiu as regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, al\u00e9m de Minas Gerais, no dia 25 de outubro, comprometendo a produ\u00e7\u00e3o por mais de uma semana&#8221;. Em sentido contr\u00e1rio, a produ\u00e7\u00e3o de celulose cresceu 0,3% e a de papel subiu 0,5% no mesmo per\u00edodo, de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), j\u00e1 livre de efeitos sazonais.<\/p>\n<p>O tr\u00e1fego nas estradas pedagiadas, afirma Bacciotti, tamb\u00e9m indica que a produ\u00e7\u00e3o industrial em outubro aumentou. Dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Rodovias (ABCR) contabilizam aumento de 1,4% no fluxo de ve\u00edculos entre setembro e outubro. No per\u00edodo, a produ\u00e7\u00e3o de papel ondulado, usado nas embalagens, teve leve alta, de 0,1%, tamb\u00e9m em termos dessazonalizados.<\/p>\n<p>&#8220;Mas, em novembro, com a menor venda de ve\u00edculos, teremos uma nova queda na produ\u00e7\u00e3o, de cerca de 0,2%, que ser\u00e1 sucedida por mais uma alta, ao redor de 1,2% em dezembro, quando o movimento de antecipa\u00e7\u00e3o de compra puxar\u00e1 de novo as vendas de autom\u00f3veis&#8221;, prev\u00ea Bacciotti, referindo-se ao encerramento do desconto no IPI de ve\u00edculos, previsto para 31 de dezembro.<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia \u00e9 que a ind\u00fastria mantenha por mais algum tempo esse passo de sobe um pouquinho, cai um pouquinho&#8221;, diz, Tha\u00eds Zara, da Rosenberg &amp; Associados. Para ela, \u00e9 dif\u00edcil vislumbrar uma recupera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da ind\u00fastria. O quadro internacional, afirma, ainda \u00e9 incerto &#8211; o que mina a confian\u00e7a do empres\u00e1rio e prejudica as exporta\u00e7\u00f5es -, ao mesmo tempo em que a demanda no ambiente dom\u00e9stico j\u00e1 n\u00e3o cresce no ritmo de antigamente, devido ao alto patamar de endividamento das fam\u00edlias, \u00e0 seletividade dos bancos na concess\u00e3o de cr\u00e9dito e ao j\u00e1 baixo n\u00edvel de desemprego no pa\u00eds. &#8220;Em 2013, a expectativa \u00e9 que a ind\u00fastria cres\u00e7a 2%, o que n\u00e3o neutraliza a queda esperada de 2,5% neste ano&#8221;, diz Tha\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Floresta Amaz\u00f4nica perde 240 mil km2<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o do desmatamento no Brasil, a Floresta Amaz\u00f4nica continua a desaparecer do mapa em ritmo alarmante no continente. Em dez anos, de 2000 a 2010, a Amaz\u00f4nia perdeu cerca de 240 mil quil\u00f4metros quadrados de cobertura florestal, uma \u00e1rea do tamanho do Reino Unido e pouco menor que o Estado de S\u00e3o Paulo. Oitenta por cento desse desmatamento ocorreu no Brasil, que tem &#8211; de longe &#8211; a maior \u00e1rea de floresta do continente (62%).<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o do atlas Amaz\u00f4nia sob Press\u00e3o, publicado hoje pela Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00f5es Socioambientais Georreferenciadas (Raisg), formada por 11 organiza\u00e7\u00f5es dos 9 pa\u00edses amaz\u00f4nicos -Bol\u00edvia, Brasil, Col\u00f4mbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Periodicamente, a Raisg publica mapas, gr\u00e1ficos e tabelas com dados detalhados sobre o desenvolvimento &#8211; e a destrui\u00e7\u00e3o &#8211; da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O desmatamento acumulado na d\u00e9cada corresponde a 4,5% da \u00e1rea de floresta que estava de p\u00e9 at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo (68,8 milh\u00f5es de km\u00b2).<\/p>\n<p>O Brasil foi o pa\u00eds que mais desmatou, mas tamb\u00e9m o que combateu o desmatamento com mais efici\u00eancia nos \u00faltimos cinco anos do per\u00edodo (2005-2010), em que a taxa anual de desmate caiu de 19 mil para 7 mil km\u00b2. Mais recentemente, no per\u00edodo 2011-2012, o \u00edndice caiu ainda mais, para cerca de 4,6 mil km\u00b2 &#8211; a taxa mais baixa j\u00e1 registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde 1988.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo o que o Brasil faz tem enorme influ\u00eancia nos outros pa\u00edses amaz\u00f4nicos&#8221;, diz o coordenador-geral do Raisg, Beto Ricardo, do Instituto Socioambiental (ISA). Nesse sentido, o Pa\u00eds tem dado um bom exemplo com seus sistemas de monitoramento via sat\u00e9lite. Ao mesmo tempo, d\u00e1 sinais preocupantes com a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada e predat\u00f3ria da floresta e com as discuss\u00f5es do C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o geral do atlas \u00e9 preocupante, apesar de 45% da regi\u00e3o estar coberta por unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas (comparado a 41% em 2009). Segundo Ricardo, as amea\u00e7as \u00e0 floresta &#8220;t\u00eam aumentado exponencialmente&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O famoso arco do desmatamento na fronteira leste da Amaz\u00f4nia brasileira se juntou ao das terras baixas da Amaz\u00f4nia boliviana. Em cima disso, temos o arco dos interesses pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, g\u00e1s e hidrel\u00e9tricas nos pa\u00edses andinos. Al\u00e9m do enorme volume de interesses de minera\u00e7\u00e3o sobreposto a v\u00e1rias \u00e1reas protegidas&#8221;, diz ele. Segundo o atlas, h\u00e1 171 hidrel\u00e9tricas em opera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia e 246 projetadas ou em estudo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Crescimento fraco muda proje\u00e7\u00f5es do mercado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O crescimento mais fraco que o esperado da economia no terceiro trimestre provocou uma rodada de revis\u00f5es em estimativas para a expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, que agora est\u00e3o mais pr\u00f3ximas de 1%. As d\u00favidas quanto \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o projetada para 2013 tamb\u00e9m ficaram mais fortes ap\u00f3s a alta de apenas 0,6% do PIB entre o segundo e o terceiro trimestres, feitos os ajustes sazonais, e apontam para avan\u00e7o abaixo de 4% no pr\u00f3ximo ano, segundo analistas.<\/p>\n<p>Divulgado ontem pelo Banco Central, o boletim Focus mostrou que a mediana de apostas para o PIB recuou de 1,50% para 1,27% entre a semana passada e a atual, enquanto as proje\u00e7\u00f5es para 2013 foram reduzidas de 3,94% para 3,70%.<\/p>\n<p>Economistas n\u00e3o descartaram o cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o mais expressiva da economia nos tr\u00eas meses finais do ano, mas afirmam que o dado decepcionante do terceiro trimestre impede crescimento acima de 1% em 2012, assim como colocam perspectivas menos otimistas para o investimento em 2013.<\/p>\n<p>Para aumentar 1,5% na m\u00e9dia do ano, o PIB precisaria subir 3,7% no \u00faltimo trimestre em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011, calcula Thiago Carlos, da Link Investimentos. &#8220;No terceiro trimestre, o crescimento nessa compara\u00e7\u00e3o foi de apenas 0,9%&#8221;, observa o economista, que revisou de 1,4% para 1% sua estimativa para a alta do PIB em 2012.<\/p>\n<p>Segundo Carlos, o setor de intermedia\u00e7\u00e3o financeira, que recuou 1,7% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, vai mostrar desempenho mais favor\u00e1vel no fim do ano, assim como o investimento, que caiu 2% na compara\u00e7\u00e3o anterior, mas apenas um trimestre positivo da Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida do que se investe em m\u00e1quinas e constru\u00e7\u00e3o civil) ser\u00e1 pouco para salvar o resultado do ano, diz. Para 2013, o analista da Link cortou sua previs\u00e3o para o crescimento econ\u00f4mico de 4% para 3,2%, tendo em vista comportamento menos robusto dos investimentos.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria tamb\u00e9m deve crescer menos no pr\u00f3ximo ano de acordo com as novas estimativas do mercado, cen\u00e1rio que tamb\u00e9m acaba por afetar decis\u00f5es de investir no per\u00edodo. De acordo com o Focus, a mediana de proje\u00e7\u00f5es para a alta da produ\u00e7\u00e3o em 2013 diminuiu de 4,2% para 3,8% entre a semana passada e a atual.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pa\u00eds compra menos m\u00e1quinas e equipamentos em novembro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Como ocorreu em agosto, as importa\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas e equipamentos para a ind\u00fastria voltaram a cair em novembro em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado &#8211; um indicativo da disposi\u00e7\u00e3o de investimento dos empres\u00e1rios nacionais. A queda chegou a 11,5% quando comparadas as m\u00e9dias di\u00e1rias de novembro deste ano com as registradas no mesmo m\u00eas de 2011. Em rela\u00e7\u00e3o a outubro deste ano, as compras no exterior dos chamados bens de capital ca\u00edram 2,4%.<\/p>\n<p>Entre janeiro e novembro, as compras de bens de capital no exterior ainda mostram uma pequena alta, de 1,1% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e9dias di\u00e1rias do mesmo per\u00edodo do ano passado. A maior influ\u00eancia na queda das importa\u00e7\u00f5es em novembro se deu com as compras de autom\u00f3veis (menos 45%), o que fez ca\u00edrem em 28% as importa\u00e7\u00f5es de bens dur\u00e1veis. Houve queda tamb\u00e9m nas compras de mobili\u00e1rio dom\u00e9stico (16%) e de m\u00e1quinas e aparelhos para casa (15%).<\/p>\n<p>J\u00e1 as compras externas de bens n\u00e3o dur\u00e1veis continuam crescendo, ainda que ligeiramente, 0,8%, uma indica\u00e7\u00e3o de que parte dos est\u00edmulos ao consumo ainda t\u00eam provocado demanda por produtos do exterior. \u00c9 not\u00e1vel o aumento nas importa\u00e7\u00f5es de produtos de beleza e higiene pessoal, que chegou a 24%, de vestu\u00e1rio e outras confec\u00e7\u00f5es t\u00eaxteis (mais 12%) e produtos aliment\u00edcios (6,2% acima da m\u00e9dia di\u00e1ria de novembro de 2011).<\/p>\n<p>Os chineses s\u00e3o os principais fornecedores dos produtos importados pelo Brasil, embora, em novembro, os Estados Unidos tenham vendido mais ao mercado brasileiro. O resultado acumulado desde janeiro levou a China ao primeiro lugar entre as origens das importa\u00e7\u00f5es brasileiras, o que fez o pa\u00eds trocar de lugar com os Estados Unidos como maior parceiro comercial tamb\u00e9m na importa\u00e7\u00e3o. Chega a US$ 31,7 bilh\u00f5es o total vendido pelos chineses, US$ 300 milh\u00f5es a mais do que os EUA venderam ao Brasil em 2011 e quase US$ 700 milh\u00f5es acima do que os brasileiros compraram dos americanos entre janeiro e novembro deste ano.<\/p>\n<p>Segundo a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, o desempenho das vendas do Brasil \u00e0 Uni\u00e3o Europeia foi uma surpresa em novembro, com um aumento, na m\u00e9dia di\u00e1ria das exporta\u00e7\u00f5es, de 2,1%. &#8220;Chama aten\u00e7\u00e3o a retomada das vendas brasileiras para a Uni\u00e3o Europeia&#8221;, comentou a secret\u00e1ria, lembrando que, desde o ano passado, a crise externa vem afetando o com\u00e9rcio com os europeus.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a outubro, a m\u00e9dia di\u00e1rias das vendas brasileiras ao bloco europeu aumentou mais de 5%, embora a soma das exporta\u00e7\u00f5es do ano ainda seja quase 8% inferior \u00e0 do mesmo per\u00edodo de 2011. A exporta\u00e7\u00f5es aos EUA deixaram de crescer e ca\u00edram 24%.<\/p>\n<p>Tatiana reconheceu que os brasileiros ainda enfrentam dificuldades nas vendas \u00e0 Argentina, mas atribuiu a queda de 21% nas exporta\u00e7\u00f5es ao vizinho a produtos n\u00e3o sujeitos ao controle de importa\u00e7\u00f5es exercido pelo governo local. &#8220;Houve queda nas vendas de avi\u00f5es e combust\u00edvel, que n\u00e3o dependem de monitoramento oficial&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ind\u00fastria se estabiliza na Europa e na China, mas cai nos EUA e Jap\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A atividade industrial global se estabilizou em novembro, em meio a evid\u00eancias de recupera\u00e7\u00e3o na China e contra\u00e7\u00e3o menor na Europa. Mas, para analistas, os indicadores continuam a apontar para fr\u00e1gil crescimento econ\u00f4mico global e fortes diverg\u00eancias regionais.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em ingl\u00eas) da ind\u00fastria global subiu de 48,8 em outubro para 49,7 em novembro. Foi a primeira melhora na atividade em cinco meses, ainda que marginal. O fluxo de novas encomendas caiu em ritmo menor. Para a Markit, empresa brit\u00e2nica que elabora o \u00edndice, foi a menor deteriora\u00e7\u00e3o na demanda desde junho.<\/p>\n<p>Qualquer leitura abaixo de 50 indica contra\u00e7\u00e3o da atividade; acima disso, h\u00e1 expans\u00e3o. Andrew Kenningham, da Capital Economics, de Londres, disse em nota que a experi\u00eancia recente sugere que \u00edndice acima de 45 j\u00e1 \u00e9 consistente com crescimento global. Os dados de novembro, em todo caso, indicam expans\u00e3o de apenas cerca de 2% da economia mundial, n\u00edvel considerado historicamente baixo e com muita capacidade ociosa.<\/p>\n<p>O resultado de novembro \u00e9 misto. Houve melhoras em algumas grandes economias, como China, zona do euro e Reino Unido, mas deteriora\u00e7\u00e3o nos EUA e no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>O contraste \u00e9 claro entre os setores industriais da zona do euro e dos EUA em novembro. Subiu 0,7% o primeiro, e caiu 2,2% os EUA. A queda americana foi a surpresa, considerando a melhora na produ\u00e7\u00e3o nas outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Certos analistas atribuem o resultado ao impacto do furac\u00e3o Sandy. Mas outros acham que o principal fator de queda em novas encomendas, portanto em novos neg\u00f3cios, \u00e9 o abismo fiscal (&#8220;fiscal cliff&#8221;) &#8211; mistura de cerca de US$ 650 bilh\u00f5es (4% do PIB) de corte de gastos e aumento de impostos que pode entrar em vigor no ano que vem, a menos que um acordo seja alcan\u00e7ado at\u00e9 31 de dezembro entre o governo e o Congresso. Assim, se democratas e republicanos chegarem a um acordo para evitar o abismo, poder\u00e3o ajudar numa recupera\u00e7\u00e3o maior nos EUA.<\/p>\n<p>O desenvolvimento mais encorajador \u00e9 a nova evid\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o da economia chinesa. O PMI industrial chin\u00eas alcan\u00e7ou seu melhor n\u00edvel em 13 meses, de 50,5. A flexibiliza\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria teve o efeito desejado de estabilizar a economia. Mas, se o quadro geral \u00e9 encorajador, a recupera\u00e7\u00e3o chinesa parece desequilibrada, quase inteiramente atribu\u00edda \u00e0s grandes empresas. N\u00e3o houve melhora entre as m\u00e9dias, e as pequenas empresas dizem ter enfrentado em novembro as piores condi\u00e7\u00f5es em seis meses.<\/p>\n<p>No caso dos emergentes, houve maior expans\u00e3o no M\u00e9xico e na \u00cdndia. R\u00fassia, Brasil, Indon\u00e9sia, Turquia e Vietn\u00e3 tiveram alta fraca.<\/p>\n<p>Sem surpresa, a zona do euro continua a ser o grande problema da economia mundial. Apesar de ligeira melhora no PMI, o \u00edndice ainda \u00e9 consistente com queda no PIB. A Capital Economics prev\u00ea recess\u00e3o mesmo nas grandes economias, como Alemanha e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 que a moderada recupera\u00e7\u00e3o na China e nos EUA vai continuar. A queda continua na Europa, e o Jap\u00e3o segue fr\u00e1gil.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Gr\u00e9cia vai recomprar 30 bi em t\u00edtulos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia anunciou que vai usar 10 bilh\u00f5es para recomprar 30 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da pr\u00f3pria d\u00edvida, na esperan\u00e7a de reduzir seu d\u00e9ficit. A medida era uma das exig\u00eancias impostas pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e pela Europa para liberar recursos no valor de 44 bilh\u00f5es. A recompra ser\u00e1 feita com um desconto de at\u00e9 70% e vai representar perdas para os investidores privados que det\u00eam pap\u00e9is do Tesouro grego.<\/p>\n<p>No entanto, para investidores, existe a garantia de que esses pap\u00e9is ser\u00e3o trocados por b\u00f4nus do fundo de resgate europeu. Alguns j\u00e1 advertiram ontem mesmo que n\u00e3o est\u00e3o dispostos perder mais. Mas o mercado reagiu de forma positiva, com o risco dos pa\u00edses do sul da Europa em franca queda depois do an\u00fancio.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim da semana, investidores poder\u00e3o registrar o interesse em fechar acordos com o Estado grego. As vendas ocorrer\u00e3o por meio de leil\u00f5es na Holanda. Ontem, o ministro grego de Finan\u00e7as, Yannis Stournaras, apresentou o projeto aos demais governos da zona do euro, esperando convencer seus parceiros de que j\u00e1 podem liberar o cheque de resgate para a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Os gregos est\u00e3o aguardando o dinheiro desde junho e t\u00eam alertado que, se n\u00e3o receberem os recursos, ter\u00e3o s\u00e9rias dificuldades para pagar as contas. &#8220;A Gr\u00e9cia precisa ainda fazer esfor\u00e7os e mostrar que vai cumprir suas responsabilidades&#8221;, declarou a ministra de Finan\u00e7as da \u00c1ustria, Maria Fekter. &#8220;Eles n\u00e3o podem s\u00f3 esperar que haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida e que n\u00e3o precisar\u00e3o fazer mais nada&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo vai depender da vontade das autoridades gregas&#8221;, declarou Pierre Moscovici, ministro de Finan\u00e7as da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda tenho d\u00favidas de quantos investidores v\u00e3o participar da recompra diante dos pre\u00e7os oferecidos&#8221;, disse Diego Iscaro, da IHS Global Insight. Para Ricardo Barbieri, analista do Mizuho, a oferta feita pelos gregos pode ser uma boa oportunidade para o investidor que esteja pensando em reduzir ao m\u00e1ximo sua exposi\u00e7\u00e3o no mercado grego. Bancos locais t\u00eam sido pressionados pelas autoridades para que participem do esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Se a medida promete reduzir o valor da d\u00edvida grega e levar perdas ao setor privado, o que ainda n\u00e3o est\u00e1 claro \u00e9 o que os governos europeus est\u00e3o dispostos a fazer para ajudar. Pelo plano, a Gr\u00e9cia ter\u00e1 de ter uma d\u00edvida m\u00e1xima de 124% do PIB at\u00e9 2020. Em 2014, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a taxa seja de 191% do PIB.<\/p>\n<p>O governo alem\u00e3o insiste que n\u00e3o tem como apoiar um perd\u00e3o da d\u00edvida grega, principalmente diante do fato de que a chanceler Angela Merkel enfrenta elei\u00e7\u00f5es em 2013. No fim de semana, por\u00e9m, a alem\u00e3 deu sinal de flexibiliza\u00e7\u00e3o de sua posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria<\/p>\n<p>Enquanto a situa\u00e7\u00e3o grega ainda domina a agenda da UE, o bloco sabe que ter\u00e1 de lidar de forma urgente com a competitividade industrial. Ontem, o \u00edndice que mede o grau de encomendas das ind\u00fastrias, elaborado pela Markit, registrou a marca de 46,2 pontos em novembro. N\u00fameros abaixo de 50 representam contra\u00e7\u00e3o. Mas a taxa \u00e9 melhor do que o registrado em outubro.<\/p>\n<p>A queda de novembro representou a 16.\u00aa seguida. Para Chris Williamson, economista-chefe da Markit, os dados revelam que a recess\u00e3o na zona do euro teria se aprofundado no \u00faltimo trimestre de 2012. Analistas, por\u00e9m, comemoraram o fato de que a contra\u00e7\u00e3o do m\u00eas passado tenha sido a menor. Mas admitem que uma reviravolta na economia europeia estaria distante.<\/p>\n<p>Na Alemanha, o \u00edndice registrou o nono m\u00eas de queda. Mas, assim como no resto da Europa, a redu\u00e7\u00e3o perdeu for\u00e7a. A queda foi a menor desde mar\u00e7o. &#8220;Os n\u00fameros continuam em queda. Mas est\u00e3o caindo menos&#8221;, disse Tim Moore, da Markit.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Energia barata em xeque<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O prazo para as concession\u00e1rias de energia aderirem aos termos da medida provis\u00f3ria (MP) 579 para a renova\u00e7\u00e3o dos contratos se encerra hoje, e com a recusa de Celesc, Copel e Cesp \u00e0 ades\u00e3o integral das novas regras, pelo menos um quarto da pot\u00eancia de gera\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 de fora, o que, segundo analistas, coloca em risco a meta de redu\u00e7\u00e3o das tarifas em 20,2%, em m\u00e9dia, a partir de fevereiro. S\u00f3 a Cesp tem duas das cinco maiores usinas com contrato por vencer. Com a revis\u00e3o do c\u00e1lculo das indeniza\u00e7\u00f5es, na sexta-feira, que ampliou o valor em R$ 10 bilh\u00f5es, o governo esperava a ades\u00e3o integral das empresas.<\/p>\n<p>Dessa queda, 13,2 pontos percentuais referem-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o por conta da renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o nos moldes propostos, e o resto, a desonera\u00e7\u00f5es. No setor de transmiss\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 de ades\u00e3o total ap\u00f3s o aumento das indeniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a recusa de parte das empresas, o Tesouro Nacional poder\u00e1 elevar ainda mais os aportes no setor el\u00e9trico, previstos inicialmente em R$ 3,3 bilh\u00f5es, para fazer frente \u00e0 quebra das expectativas e para cumprir a promessa da presidente Dilma Rousseff de redu\u00e7\u00e3o das tarifas. As empresas torcem por mudan\u00e7as na MP ao longo de sua tramita\u00e7\u00e3o por condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para a renova\u00e7\u00e3o de seus contratos.<\/p>\n<p>Cesp rejeita e a\u00e7\u00e3o dispara 8,88%<\/p>\n<p>Os acionistas da Eletrobras, que responde por mais de 60% do total da pot\u00eancia a vencer, aprovaram a renova\u00e7\u00e3o em Assembleia Geral Extraordin\u00e1ria, com 95,06% de votos a favor e 4,9% contra. As a\u00e7\u00f5es PNB (preferenciais, sem direito a voto) da Eletrobras recuaram 0,21%, a R$ 9,63, na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa), enquanto Eletrobras ON (ordin\u00e1ria, com voto) caiu 2,61%, a R$ 7,45.<\/p>\n<p>Parte dos acionistas minorit\u00e1rios da Eletrobras ingressou com representa\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) alegando conflito de interesses. O argumento \u00e9 que a Uni\u00e3o, controladora da empresa, tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela indeniza\u00e7\u00e3o. A CVM, por\u00e9m, entendeu que agora n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de avaliar a quest\u00e3o, disse o diretor financeiro e de rela\u00e7\u00f5es com Investidores da Eletrobras, Armando Casado, que presidiu a assembleia.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 possibilidade de os acionistas recorrerem \u00e0 Justi\u00e7a, ele explicou que permitiu que todos os votos contr\u00e1rios a decis\u00e3o fizessem parte do dossi\u00ea da AGE, para serem avaliados. A assembleia aprovou as regras para a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es do grupo que vencem entre 2015 e 2017, sendo 16 usinas hidrel\u00e9tricas e 49 mil quil\u00f4metros de linhas de transmiss\u00e3o. Com a renova\u00e7\u00e3o, a partir de 2013 a remunera\u00e7\u00e3o da Eletrobras passar\u00e1 para 70% do valor atual.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte que participou da assembleia, um dos questionamentos \u00e9 que a Eletrobras n\u00e3o encomendou um estudo aprofundado sobre a prorroga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es. Na sede da empresa, do lado de fora da assembleia, representantes dos funcion\u00e1rios fizeram manifesta\u00e7\u00e3o contra a medida. Eles temem demiss\u00f5es. Apesar de ter admitido a possibilidade de venda de ativos, o diretor financeiro da Eletrobras garantiu que n\u00e3o haver\u00e1 cortes. Mas disse que existem Planos de Demiss\u00e3o Volunt\u00e1ria (PDV) sendo realizados, por exemplo em Furnas.<\/p>\n<p>Pela manh\u00e3, a Eletrobras divulgou comunicado ao mercado, afirmando que o novo decreto que rev\u00ea as indeniza\u00e7\u00f5es assegura a possibilidade de a empresa submeter \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), at\u00e9 31 de dezembro de 2013, informa\u00e7\u00f5es complementares necess\u00e1rias para o c\u00e1lculo das obras de refor\u00e7o e melhoramentos dos empreendimentos de gera\u00e7\u00e3o realizados at\u00e9 31 de dezembro de 2012, o que favorecer\u00e1 os acionistas.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por cerca de 8% da capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia do pa\u00eds, a Cesp rejeitou as condi\u00e7\u00f5es para a renova\u00e7\u00e3o antecipada da concess\u00e3o de tr\u00eas de suas principais usinas (Ilha Solteira, Tr\u00eas Irm\u00e3os e Jupi\u00e1), que juntas respondem por mais de 70% de sua produ\u00e7\u00e3o. Com isso, as a\u00e7\u00f5es da Cesp saltaram 8,88%, a R$ 19, maior varia\u00e7\u00e3o da Bovespa e o maior avan\u00e7o desde 12 de dezembro de 2008 (9,09%).<\/p>\n<p>&#8211; A proposta, analisada do ponto de vista econ\u00f4mico e financeiro, tornava a situa\u00e7\u00e3o da empresa inadequada por v\u00e1rios motivos &#8211; disse o presidente da Cesp, Mauro Arce.<\/p>\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o, se mantida, significar\u00e1 que a energia da Cesp continuar\u00e1 sendo vendida pelos pre\u00e7os atuais, o que dificultaria o cumprimento da meta de redu\u00e7\u00e3o nas tarifas. Mas Mario Roque Bonini, t\u00e9cnico em planejamento e gest\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o do Desenvolvimento Administrativo de S\u00e3o Paulo (Fundap), diz que essa redu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dilu\u00edda entre v\u00e1rias regi\u00f5es, pois a composi\u00e7\u00e3o da tarifa para o consumidor conta com diversos fornecedores:<\/p>\n<p>&#8211; O impacto da decis\u00e3o da Cesp tem signific\u00e2ncia, mas n\u00e3o \u00e9 o fim do mundo. Tem de ver a carteira de fornecedores de energia de cada distribuidora.<\/p>\n<p>Apesar da recusa, o governo de S\u00e3o Paulo, controlador da Cesp, deixou claro que est\u00e1 disposto a negociar. O secret\u00e1rio de Energia do estado, Jos\u00e9 An\u00edbal, ir\u00e1 a Bras\u00edlia hoje:<\/p>\n<p>&#8211; A MP n\u00e3o foi votada ainda, ent\u00e3o h\u00e1 tempo para conversar. O prop\u00f3sito de reduzir o pre\u00e7o da energia \u00e9 bom e convergimos integralmente com o governo, mas dentro do que \u00e9 razo\u00e1vel.<\/p>\n<p>O presidente da Cesp afirmou que toda a gera\u00e7\u00e3o dessas usinas ficaria comprometida para o mercado cativo, o que obrigaria a companhia a comprar energia no mercado livre para cumprir o que j\u00e1 foi vendido at\u00e9 2015. Ele estimou que isso representaria um gasto de R$ 800 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>A Cemig, geradora, transmissora e distribuidora de energia do governo de Minas Gerais, s\u00f3 tomar\u00e1 uma decis\u00e3o hoje pela manh\u00e3, pois ontem o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o obteve consenso. Cemig PN recuou 0,97%, a R$ 25,42. J\u00e1 a assembleia da Companhia de Transmiss\u00e3o de Energia El\u00e9trica Paulista (Cteep) aceitou a proposta. Com isso, suas a\u00e7\u00f5es PN ca\u00edram 2,72%, a R$ 30,40. Na sexta-feira, a Celesc rejeitou a proposta, mas a Copel aprovou.<\/p>\n<p>Com ganhos fortes de incorporadoras, o Ibovespa, principal \u00edndice da Bolsa, avan\u00e7ou 1,27%, aos 58.202 pontos. Petrobras PN subiu 1,82%, a R$ 19,00, enquanto OGX Petr\u00f3leo ON caiu 5,64%, a R$ 4,35. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,46%, e Nasdaq, 0,27%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Balan\u00e7a comercial registra pior saldo para o m\u00eas em 12 anos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A regulariza\u00e7\u00e3o dos registros das importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e lubrificantes pela Petrobr\u00e1s levou a balan\u00e7a comercial brasileira a registrar o pior saldo para meses de novembro dos \u00faltimos 12 anos. O d\u00e9ficit comercial no m\u00eas passado foi de US$ 186 milh\u00f5es. Este ano, a balan\u00e7a s\u00f3 havia apresentado d\u00e9ficit comercial em janeiro.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, a balan\u00e7a registra um super\u00e1vit de US$ 17,185 bilh\u00f5es, 33,9% a menos que o valor registrado de janeiro a novembro de 2011. As exporta\u00e7\u00f5es acumulam queda de 4,7%, ao somarem US$ 222,8 bilh\u00f5es, e as importa\u00e7\u00f5es apresentam uma retra\u00e7\u00e3o de 1,1%, totalizando US$ 205,6 bilh\u00f5es. A secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, previu ontem que as vendas externas este ano fechar\u00e3o com uma queda em torno de 5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. &#8220;O cen\u00e1rio de fechamento \u00e9 pr\u00f3ximo do que temos hoje&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Apesar da retra\u00e7\u00e3o, a secret\u00e1ria ressaltou que o resultado estar\u00e1 perto do recorde de 2011. &#8220;Estamos muito mais pr\u00f3ximos do ano recorde de 2011 do que de outros anos anteriores&#8221;, afirmou. Em setembro, o MDIC avisou que estava abandonando a meta de atingir vendas externas de US$ 264 bilh\u00f5es em 2012, mas previu que elas ficariam pr\u00f3ximas ao valor do ano passado de US$ 257 bilh\u00f5es. &#8220;Este ano tende a ser importante para o com\u00e9rcio exterior. Ser\u00e1 o segundo melhor resultado para exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Regulariza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Tatiana disse que o d\u00e9ficit comercial em novembro pode ser explicado pela regulariza\u00e7\u00e3o dos registros das importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e lubrificantes pela Petrobr\u00e1s. &#8220;Boa parte das opera\u00e7\u00f5es que precisariam ser regularizadas j\u00e1 ocorreu em novembro&#8221;, disse a secret\u00e1ria. O saldo da terceira semana de novembro, que ficou negativo em USS 952 milh\u00f5es, j\u00e1 tinha sido o pior resultado semanal dos \u00faltimos 15 anos por conta do aumento das importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e lubrificantes.<\/p>\n<p>Reportagem do Estado mostrou que as importa\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e derivados realizadas pela Petrobr\u00e1s estavam subestimadas por uma diferen\u00e7a de metodologia de registro das opera\u00e7\u00f5es entre o MDIC e a estatal. O minist\u00e9rio registra a compra ap\u00f3s o desembara\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio exterior, o que ocorre com defasagem. A Receita d\u00e1 at\u00e9 50 dias para que a Petrobr\u00e1s entregue os documentos ao MDIC. O prazo para regulariza\u00e7\u00e3o desses produtos foi alterado em julho, o que provocou um represamento dos dados.<\/p>\n<p>Outro destaque no m\u00eas passado foi o recorde das exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados para novembro, que somaram US$ 8,259 bilh\u00f5es. Foi a \u00fanica categoria a registrar alta em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. Os embarques de manufaturados cresceram 5% puxados por plataforma para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, \u00f3leos combust\u00edveis, avi\u00f5es, laminados planos, a\u00e7\u00facar refinado e etanol.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A menos de um m\u00eas do Natal, calote em alta emperra o varejo<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O varejo encerrou novembro com fraco desempenho de vendas e em trajet\u00f3ria de desacelera\u00e7\u00e3o no ano. Isso indica que, at\u00e9 momento, os neg\u00f3cios, especialmente a prazo, ainda n\u00e3o deslancharam por ocasi\u00e3o do Natal, apesar dos juros cadentes. Endividamento e inadimpl\u00eancia elevados s\u00e3o os principais obst\u00e1culos a uma rea\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito ao consumidor que, segundo proje\u00e7\u00e3o da Serasa Experian, deve ocorrer a partir de abril de 2013.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, as consultas para venda financiadas cresceram apenas 0,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2012, levando-se em conta o mesmo n\u00famero de dias \u00fateis, segundo pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP), baseada numa amostra de dados de clientes da empresa Boa Vista Servi\u00e7os. O volume de neg\u00f3cios com cheque aumentou 1,8%, nas mesmas bases de compara\u00e7\u00e3o. E, na m\u00e9dia dos dois sistemas, o ritmo de crescimento foi de 1%.<\/p>\n<p>De janeiro a novembro, a taxa m\u00e9dia de crescimento das vendas \u00e0 vista e a prazo foi de 2,7%. Em outubro, esse indicador era maior, crescia 2,9%. Isso indica uma tend\u00eancia de desacelera\u00e7\u00e3o. &#8220;O feriados prolongados de novembro prejudicaram as vendas. Foi uma desacelera\u00e7\u00e3o circunstancial&#8221;, diz o economista da ACSP, Em\u00edlio Alfieri. Mas o progn\u00f3stico do presidente da entidade, Rog\u00e9rio Amato, \u00e9 que o pagamento da 1.\u00aa parcela do 13\u00ba sal\u00e1rio combinado com o aumento do emprego e da renda deve mudar essa tend\u00eancia este m\u00eas.<\/p>\n<p>De toda forma, o crescimento de 2,7% do varejo no ano, at\u00e9 novembro, \u00e9 consistente com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), diz Alfieri. Como varejo normalmente cresce dois pontos a cima do PIB, por esses n\u00fameros a economia brasileira estaria crescendo 0,7%.<\/p>\n<p>Calote<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise do assessor econ\u00f4mico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, a venda a prazo n\u00e3o deve ser nada espetacular neste Natal e s\u00f3 vai reagir em abril do ano que vem, conforme aponta o indicador de perspectiva de cr\u00e9dito ao consumidor para seis meses, que considera 325 vari\u00e1veis. Endividamento elevado e calote em alta impedem o deslanche do cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a inadimpl\u00eancia l\u00edquida, que considera o saldo entre calotes e renegocia\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vendas a cr\u00e9dito de tr\u00eas meses anteriores voltou a subir e atingiu 3,7%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3970\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3970","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-122","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3970\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}