{"id":3972,"date":"2012-12-04T22:15:42","date_gmt":"2012-12-04T22:15:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3972"},"modified":"2017-08-25T00:58:05","modified_gmt":"2017-08-25T03:58:05","slug":"a-seca-em-procissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3972","title":{"rendered":"A Seca em Prociss\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o de Gil, em sua\u00a0Prociss\u00e3o (1968), certamente continua v\u00e1lida nessa trag\u00e9dia que vive o semi\u00e1rido brasileiro hoje, j\u00e1 na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI. Em determinado trecho da can\u00e7\u00e3o, diz Gil:\u00a0Entra ano, sai ano, e nada vem, meu sert\u00e3o continua ao Deus dar\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o de Gil n\u00e3o fala em seca. Em 1968 n\u00e3o houve seca nos sert\u00f5es nordestinos. Na d\u00e9cada de 60 foram poucas e pontuais as estiagens. Portanto, a cr\u00f4nica de Gil se refere, aparentemente, a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas permanentes e conseq\u00fcentes para o hoje demarcado Semi\u00e1rido Brasileiro.<\/p>\n<p>Existem duas secas nos \u201csert\u00f5es nordestinos\u201d, regi\u00e3o diversa climatol\u00f3gica e culturalmente falando, historicamente e formalmente delimitada recentemente como a regi\u00e3o semi\u00e1rida brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 importante compreender que a seca \u00e9, inicialmente, a falta de chuvas \u2013 fen\u00f4meno natural, infal\u00edvel e inevit\u00e1vel. Esse fen\u00f4meno ocorre de v\u00e1rias formas e em v\u00e1rios n\u00edveis. A chuva ocorre por vezes em grande volume, mas de forma irregular em sua distribui\u00e7\u00e3o temporal e espacial, impedindo o desenvolvimento de determinadas culturas, inaptas a esse regime pluviom\u00e9trico pr\u00f3prio, que em sua irregularidade, n\u00e3o deixa de apresentar certa regularidade. Ou seja, todos os anos, por mais chuvoso que seja, em nosso semi\u00e1rido, \u00e9 absolutamente natural haver veranicos (per\u00edodos de 20 a 60 dias sem chuvas em plena quadra chuvosa). Esses veranicos, em pleno inverno nordestino n\u00e3o podem ser considerados, ainda, uma seca. Por\u00e9m, em virtude de uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas na regi\u00e3o, como desmatamentos, uso intensivo dos solos e outras pr\u00e1ticas agron\u00f4micas, agr\u00edcolas e pecu\u00e1rias danosas ao ecossistema agravaram e acentuaram o processo de secagem das terras, da vegeta\u00e7\u00e3o e do meio ambiente. Em outras palavras. Hoje, submetido ao mesmo regime pluviom\u00e9trico de sempre, as terras do semi\u00e1rido secam mais rapidamente e como conseq\u00fc\u00eancia, os problemas de produ\u00e7\u00e3o de determinadas culturas como milho e feij\u00e3o se agravaram, trazendo graves problemas sociais, inclusive nos veranicos, com perdas de lavouras e de todas as safras.<\/p>\n<p>Ainda como fen\u00f4meno natural \u00e9\u00a0importante entender que h\u00e1\u00a0anos em que a precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica \u00e9\u00a0muito baixa em toda regi\u00e3o semi\u00e1rida. Nesses anos vivenciamos a seca. Quando a estiagem se prolonga sobre a quadra chuvosa. Fen\u00f4meno absolutamente conhecido e previs\u00edvel. Observem que, se o meio ambiente do semi\u00e1rido, constru\u00eddo historicamente pelo homem em suas rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o, encontra-se agredido e desprotegido para os veranicos, mais comuns e frequentes, o fen\u00f4meno da seca passa a ser ent\u00e3o, o estabelecimento da trag\u00e9dia anunciada.<\/p>\n<p>Essas secas de curta dura\u00e7\u00e3o, interrompendo e desnutrindo lavouras e pastagens, assim como a seca de longa dura\u00e7\u00e3o, de estio prolongado por anos, fazem parte do que eu chamo de seca natural. Essa \u00e9 a propalada, divulgada, cantada e mesmo atacada (sic).<\/p>\n<p>Mas h\u00e1\u00a0a outra seca, a sociohist\u00f3rica. Muito mais grave e devastadora.<\/p>\n<p>A outra seca que existe no semi\u00e1rido, a segunda, n\u00e3o em ordem de import\u00e2ncia, mas apenas para efeito did\u00e1tico, para facilitar a compreens\u00e3o dos leitores estranhos ao tema, n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno natural, embora se nutra dela. N\u00e3o se trata apenas da falta de chuvas seja em veranicos ou em longas estiagens. Trata-se de uma seca produzida historicamente ao longo do processo de ocupa\u00e7\u00e3o do semi\u00e1rido e de sua inser\u00e7\u00e3o na din\u00e2mica do capitalismo brasileiro. Essa se instala em tempos de seca e desespero, mas tamb\u00e9m em tempos de chuvas e invernos abundantes.<\/p>\n<p>Na realidade ocupamos esse ambiente, essa regi\u00e3o, com sua enorme diversidade, de grande varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, mas guardando caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, particulares. De solos, vegeta\u00e7\u00e3o, fauna e meio ambiente em geral com caracter\u00edsticas f\u00edsicas muito peculiares, transplantando e copiando tecnologias de \u00e1reas com outras forma\u00e7\u00f5es e caracter\u00edsticas f\u00edsicas e clim\u00e1ticas. Desenvolvemos sobre esse ambiente, atividades produtivas ineptas, inadequadas e, em muitos casos, absolutamente agressoras e delet\u00e9rias do ponto de vista ambiental, al\u00e9m de onerosas e ineficientes do ponto de vista econ\u00f4mico e social.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0 de se perguntar. Por qu\u00ea? Qual a raz\u00e3o de o ser humano, no esplendor de sua intelig\u00eancia e sabedoria, ocupar um espa\u00e7o por tanto tempo (j\u00e1\u00a0se v\u00e3o tr\u00eas s\u00e9culos), de forma t\u00e3o equivocada? Causando tanto sofrimento, fome, mis\u00e9ria, emigra\u00e7\u00e3o, desespero.<\/p>\n<p>A resposta parece batida, chav\u00e3o, mas \u00e9\u00a0inevit\u00e1vel. N\u00e3o ocupamos esse espa\u00e7o geogr\u00e1fico conforme orienta\u00e7\u00f5es de nossas sabedorias, necessidades ou instintos. Muito menos das necessidades da natureza ou dos povos aqui instalados h\u00e1 mil\u00eanios. Ocupamos esse territ\u00f3rio induzidos por rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, estabelecidas e determinadas pelo processo hist\u00f3rico, inseridas numa l\u00f3gica nacional e global da din\u00e2mica e l\u00f3gica do capitalismo brasileiro e mundial; em fun\u00e7\u00e3o de embates sociais e interesses escusos \u00e0s necessidades humanas prementes ou hist\u00f3ricas, e muito menos \u00e0s do meio ambiente.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do gado, algod\u00e3o, sisal, caro\u00e1\u00a0ou de qualquer atividade produtiva erguida nessas terras, independentemente de como e de quanto, ao longo do tempo, no campo ou na cidade, foram e s\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital. No caso do semi\u00e1rido brasileiro, sobretudo, em espa\u00e7os externos ao pr\u00f3prio semi\u00e1rido.<\/p>\n<p>Com outras palavras poder\u00edamos afirmar: a riqueza produzida com os bra\u00e7os, a energia e a sabedoria dos sertanejos, muitas vezes em desacordo com as exig\u00eancias do meio ambiente em que est\u00e1 inserido, foi acumulada em m\u00e3os de alguns na pr\u00f3pria regi\u00e3o semi\u00e1rida, ou emigrou antes dele (o sertanejo), para outras paragens. No sert\u00e3o ficaram os solos degradados, a caatinga devastada e a popula\u00e7\u00e3o empobrecida.<\/p>\n<p>E o Estado? Para que serviu o Estado brasileiro ao longo dessa trajet\u00f3ria? Para viabilizar esses saques contra o povo trabalhador dos sert\u00f5es. Foi e \u00e9 atrav\u00e9s do aparelho estatal que oligarquias locais se locupletaram e se locupletam com as riquezas produzidas a duras penas pelos trabalhadores rurais, agricultores, pequenos propriet\u00e1rios, etc. O Estado brasileiro, para citar apenas um exemplo, nunca se dignou a oferecer educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita, de qualidade, contextualizada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do semi\u00e1rido aos povos trabalhadores do semi\u00e1rido.<\/p>\n<p>O clima seco que \u00e9\u00a0uma grande vantagem \u00e0\u00a0constru\u00e7\u00e3o de escolas e \u00e0\u00a0pr\u00e1tica educacional formal em toda parte do mundo foi inescrupulosamente desculpa para os poderosos locais evitarem o crescimento educacional dessa popula\u00e7\u00e3o. Em seu document\u00e1rio:\u00a0\u201cOdorico \u2013 O Imperador do Sert\u00e3o\u201d, o cineasta Eduardo Coutinho arranca essa confiss\u00e3o desavergonhada do coronel oligarca em tela. Nunca quiseram que nossas crian\u00e7as e jovens recebessem educa\u00e7\u00e3o de qualidade e contextualizada. A educa\u00e7\u00e3o formal sempre representou uma amea\u00e7a aos seus dom\u00ednios. O Estado a servi\u00e7o e dominado por oligarquias locais e nacionais cumpriu o papel de deseducar o povo.<\/p>\n<p>Sa\u00fade, moradia, estrada, cr\u00e9dito&#8230; Tudo que, em um Estado, verdadeiramente democr\u00e1tico, deveria ser oferecido a todos e todas por igual direito, no Brasil, e em especial, no semi\u00e1rido, foram negados historicamente aos povos trabalhadores.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que o leitor desavisado possa pensar o Estado Brasileiro n\u00e3o esteve ausente do semi\u00e1rido n\u00e3o. N\u00e3o! Foram in\u00fameras as pol\u00edticas p\u00fablicas para \u201ccombater\u201d a seca. Para resolver a \u201cQuest\u00e3o Nordeste\u201d. Do final da 2\u00aa Guerra aos dias atuais se sucederam uma s\u00e9rie de iniciativas que, sob outra l\u00f3gica, poderiam ter transformado essa regi\u00e3o, de longe, a mais desenvolvida do planeta. DNOCS, CODEVASF, CHESF, BNB, SUDENE e uma s\u00e9rie de projetos especiais como PROHIDRO, PAPP, Projeto Sertanejo, etc., etc., etc., carrearam recursos, \u201cci\u00eancia\u201d e tecnologias para o semi\u00e1rido brasileiro. No entanto, a l\u00f3gica dominante foi sempre explorar a natureza e o trabalho para carrear riquezas para outras \u00e1reas, a maioria fora da pr\u00f3pria regi\u00e3o, como agora acontece intensivamente com os projetos de fruticultura irrigada, cana-de-a\u00e7\u00facar e a minera\u00e7\u00e3o, sob o financiamento e apoio de infraestrutura do Estado brasileiro, essa m\u00e3e para os capitais e capitalistas atuantes no pa\u00eds e cruel algoz contra o trabalho e os trabalhadores que geram toda essa riqueza.<\/p>\n<p>A seca, fen\u00f4meno natural, est\u00e1\u00a0dada. \u00c9\u00a0para todos e todas e sua ocorr\u00eancia independe de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A seca, fruto do processo hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o semi\u00e1rido n\u00e3o. Essa \u00e9\u00a0resultado da vit\u00f3ria parcial, nesse embate social, dos interesses de uns poucos poderosos e gananciosos, da l\u00f3gica perversa do individualismo capitalista; que desagrega, devasta a natureza e escraviza o trabalho e o trabalhador. Essa seca, por\u00e9m, pode ter seu rumo alterado.<\/p>\n<p>S\u00e3o perfeitamente pass\u00edveis de mudan\u00e7a, os caminhos do futuro. \u00c9 poss\u00edvel escrevermos outra hist\u00f3ria sobre o semi\u00e1rido brasileiro. Para isso \u00e9 preciso que os trabalhadores, agricultores familiares que produzem a riqueza desse sert\u00e3o tomem seu destino em vossas m\u00e3os. Que a produ\u00e7\u00e3o e o uso da ci\u00eancia e das diversas tecnologias de conviv\u00eancia com a seca e de viv\u00eancia no semi\u00e1rido, desde o recaatingamento, manejo da caatinga, recupera\u00e7\u00e3o de solos, forma\u00e7\u00e3o de forragens, estocagem de forragens para os animais, estocagem de alimentos humanos, armazenamento de sementes \u201cnativas\u201d e\/ou adaptadas, sistemas de estocagem e uso da \u00e1gua de chuva ou de po\u00e7os e uma gama de conhecimento hist\u00f3rico acumulado no semi\u00e1rido seja direcionado para o desenvolvimento da vida com dignidade em nossas terras. Isso significa sem explora\u00e7\u00e3o do trabalho, com educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, habita\u00e7\u00e3o, estradas e acesso aos bens e servi\u00e7os que a vida contempor\u00e2nea exige e oferece.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1\u00a0escrito em nenhum lugar do mundo que os povos do semi\u00e1rido est\u00e3o fadados \u00e0\u00a0mis\u00e9ria, \u00e0\u00a0pobreza, ao analfabetismo ou \u00e0 ignor\u00e2ncia. Nossa hist\u00f3ria e nossa efervesc\u00eancia cultural demonstram nossa capacidade criativa e nossa sabedoria. Precisamos elevar nossa consci\u00eancia pol\u00edtica e em conseq\u00fc\u00eancia nosso n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o, bases da constru\u00e7\u00e3o de um novo amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Se as classes dominantes e o Estado Brasileiro, por elas controlado d\u00e3o raz\u00e3o aos versos prof\u00e9ticos de Gilberto Gil, escritos em plena Ditadura, cabe aos povos criativos do sert\u00e3o escrever outra hist\u00f3ria nessas p\u00e1ginas do futuro, ainda em branco, esperando as tintas das lutas sociais. O futuro est\u00e1 em aberto, pronto para ser escrito. A cada picada aberta na selva do futuro, delineia-se o caminho a ser seguido.<\/p>\n<p>Hoje est\u00e1\u00a0evidente que o combate eficiente aos efeitos da seca natural, s\u00f3\u00a0ocorrer\u00e1, sobretudo, com o enfrentamento da seca produzida pelo processo hist\u00f3rico. Nessa dire\u00e7\u00e3o, faz-se mister a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, da ci\u00eancia e da produ\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gicas sob outros patamares, outros valores, outra l\u00f3gica e certamente outra \u00e9tica. Que privilegie o ser humano em harmonia com o meio ambiente que ele ocupa, em detrimento da l\u00f3gica e cultura da acumula\u00e7\u00e3o do capital. Que submeta a l\u00f3gica economicista \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da vida, da cultura e da felicidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n2.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nJonas Duarte\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3972\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-3972","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-124","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3972"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3972\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}