{"id":3978,"date":"2012-12-05T18:26:43","date_gmt":"2012-12-05T18:26:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3978"},"modified":"2012-12-05T18:26:43","modified_gmt":"2012-12-05T18:26:43","slug":"israel-leva-adiante-plano-de-assentamento-apesar-de-criticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3978","title":{"rendered":"Israel leva adiante plano de assentamento apesar de cr\u00edticas"},"content":{"rendered":"\n<p>Israel avan\u00e7ou nesta quarta-feira, 5, com os planos para construir cerca de tr\u00eas mil casas de colonos em uma das \u00e1reas mais sens\u00edveis da Cisjord\u00e2nia ocupada, desafiando as obje\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Um funcion\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Defesa disse que arquitetos e empreiteiros apareceram diante de uma subcomiss\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o Civil, comandada por militares, na Cisjord\u00e2nia e registraram seus planos para a constru\u00e7\u00e3o no corredor E1 perto de Jerusal\u00e9m, uma etapa preliminar antes de qualquer licen\u00e7a de constru\u00e7\u00e3o ser emitida.<\/p>\n<p>Irritado com o reconhecimento de fato de um Estado palestino pela Assembleia-Geral da ONU na quinta-feira, Israel anunciou no dia seguinte que iria construir as novas moradias para colonos em terras perto de Jerusal\u00e9m, que os palestinos querem para um futuro Estado.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de construir casas em E1 pela primeira vez causou alarme entre os palestinos e nas capitais do mundo. A habita\u00e7\u00e3o israelense sobre as colinas \u00e1ridas do corredor poderia bifurcar a Cisjord\u00e2nia, barrar os palestinos de Jerusal\u00e9m e enfraquecer as esperan\u00e7as de um estado cont\u00edguo.<\/p>\n<p>A subcomiss\u00e3o Conselho Superior de Planejamento, da Administra\u00e7\u00e3o Civil, reuniu-se horas antes de Netanyahu visitar a Alemanha, onde ele enfrentar\u00e1 uma bronca da chanceler alem\u00e3, Angela Merkel, sobre o projeto de assentamento. &#8220;Esta \u00e9 uma fase processual preliminar, para depositar os planos&#8221;, disse o funcion\u00e1rio da Defesa. &#8220;Cada passo futuro ainda vai exigir mais licen\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<p>O ministro de Habita\u00e7\u00e3o de Israel explicou que o trabalho de constru\u00e7\u00e3o em E1 n\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 por pelo menos um ano.<\/p>\n<p>MEDIDAS DA UE<\/p>\n<p>Em Bruxelas, na ter\u00e7a-feira, os embaixadores da Uni\u00e3o Europeia respons\u00e1veis por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, discutiram a possibilidade de que todos os Estados da UE escrevam a Israel para expressar seu descontentamento com os planos de expans\u00e3o ou convoquem os enviados israelenses para consultas, como cinco pa\u00edses da UE j\u00e1 fizeram.<\/p>\n<p>Nenhuma decis\u00e3o formal foi tomada durante a reuni\u00e3o da UE e a quest\u00e3o ser\u00e1 discutida na sexta-feira, disseram diplomatas europeus \u00e0 Reuters.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, tamb\u00e9m pediram para o pa\u00eds reconsiderar o plano de assentamentos, dizendo que o movimento dificulta os esfor\u00e7os de paz com os palestinos. Israel disse que n\u00e3o vai se curvar, citando a necessidade de defender seus &#8220;interesses vitais&#8221; mesmo diante da cr\u00edtica internacional.<\/p>\n<p>Negocia\u00e7\u00f5es israelo-palestinianas sofreram colapso em 2010 em uma disputa sobre a constru\u00e7\u00e3o de assentamentos.<\/p>\n<p>Tais projetos na Cisjord\u00e2nia e em Jerusal\u00e9m Oriental, que Israel capturou na guerra de 1967, s\u00e3o considerados ilegais pela maioria dos pa\u00edses. Israel cita la\u00e7os hist\u00f3ricos e b\u00edblicos com as duas \u00e1reas, onde cerca de 500.000 israelenses e 2,5 milh\u00f5es de palestinos vivem agora.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo anuncia medidas para desonerar folha de pagamentos e estimular a constru\u00e7\u00e3o civil<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Preocupado com o fraco desempenho da economia, o governo aproveitou a solenidade de entrega simb\u00f3lica de um milh\u00e3o de moradias pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, no Pal\u00e1cio do Planalto, e anunciou um conjunto de medidas para estimular a constru\u00e7\u00e3o civil. O setor foi inclu\u00eddo na desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento, passar\u00e1 a pagar menos impostos e ter\u00e1 acesso a uma linha de financiamento de capital de giro na Caixa Econ\u00f4mica Federal, em condi\u00e7\u00f5es mais favorecidas. Al\u00e9m disso, a equipe econ\u00f4mica avalia elevar o valor m\u00e1ximo dos im\u00f3veis financiados pelo Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o (SFH), de R$ 500 mil para R$ 750 mil.<\/p>\n<p>Segundo estimativas do Minist\u00e9rio da Fazenda, s\u00f3 a desonera\u00e7\u00e3o da folha dar\u00e1 al\u00edvio de R$ 2,850 bilh\u00f5es em 2013 ao setor. J\u00e1 o impacto do corte de impostos da constru\u00e7\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o federal ser\u00e1 de R$ 508 milh\u00f5es. Ao todo, as desonera\u00e7\u00f5es chegar\u00e3o a R$ 45 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Entre as medidas anunciadas ontem, est\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o patronal de 20% para o INSS sobre a folha por uma al\u00edquota de 2% sobre o faturamento; a redu\u00e7\u00e3o do Regime Especial de Tributa\u00e7\u00e3o-RET da constru\u00e7\u00e3o, que unifica impostos federais, de 6% para 4%; a amplia\u00e7\u00e3o do chamado RET Social, que tem al\u00edquota de 1%, com o aumento do valor m\u00e1ximo do im\u00f3vel de R$ 85 mil para R$ 100 mil e uma linha de capital de giro na Caixa, com juros de 0,94% ao m\u00eas.<\/p>\n<p>Ao divulgar as medidas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 setor importante da economia, gerador de empregos, al\u00e9m de responder por quase metade dos investimentos do pa\u00eds:<\/p>\n<p>&#8211; Estimular a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o \u00e9 estimular os investimentos no pa\u00eds &#8211; afirmou.<\/p>\n<p>Um dos motivos para a estagna\u00e7\u00e3o da economia, que cresceu apenas 0,6% no trimestre, segundo o IBGE, \u00e9 o recuo nos investimentos. A presidente Dilma Rousseff disse que as medidas reduzem custo, facilitam contrata\u00e7\u00f5es e tornam a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o mais competitiva:<\/p>\n<p>&#8211; Eu queria destacar que o que foi anunciado pelo Guido (ministro da Fazenda) \u00e9 um reconhecimento da import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o civil para a gera\u00e7\u00e3o de emprego, para estimular v\u00e1rias cadeias produtivas, para acelerar o Minha Casa, Minha Vida &#8211; disse a presidente.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil (Cbic), Paulo Safady, disse que as medidas dar\u00e3o f\u00f4lego ao setor, que passou por uma desacelera\u00e7\u00e3o forte, sobretudo no primeiro semestre:<\/p>\n<p>&#8211; Vai ser um grande est\u00edmulo &#8211; disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o cai em setores desonerados<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Embora seja considerada uma medida positiva pelos setores beneficiados, a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos ainda n\u00e3o foi suficiente para impulsionar a produ\u00e7\u00e3o e o faturamento em ind\u00fastrias que est\u00e3o nesse regime desde o in\u00edcio do ano, tampouco para aumentar o n\u00edvel de emprego desses segmentos. Para especialistas e representantes do setor, as medidas impediram deteriora\u00e7\u00e3o mais acentuada dos indicadores de atividade nesses ramos, mas mesmo com c\u00e2mbio mais desvalorizado, a competi\u00e7\u00e3o com importados continua forte e impede recupera\u00e7\u00e3o de fato da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto, na m\u00e9dia, a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o medida pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) recuou 3% entre janeiro e outubro sobre igual per\u00edodo de 2011, a queda no setor de vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios, na mesma compara\u00e7\u00e3o, chega a 10,6%, ao passo que a ind\u00fastria de cal\u00e7ados e artigos de couro encolheu 4% no acumulado do ano. Para esses dois setores, a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria deixou de ser de 20% sobre a folha de pagamentos desde janeiro. At\u00e9 agosto, vigorou al\u00edquota de 1,5% sobre o faturamento, percentual que foi reduzido para 1% desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Com desempenho pouco alentador da produ\u00e7\u00e3o no per\u00edodo, a varia\u00e7\u00e3o do faturamento real nesses dois ramos de atividade tamb\u00e9m teve evolu\u00e7\u00e3o modesta. No caso de vestu\u00e1rio, a alta de 3% na compara\u00e7\u00e3o de janeiro a setembro deste ano frente o mesmo per\u00edodo de 2011 acompanhou a m\u00e9dia da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, enquanto o setor de couro e cal\u00e7ados viu suas receitas ca\u00edrem 3,1% nesse per\u00edodo, de acordo com os \u00faltimos dados divulgados pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>O al\u00edvio nos custos de m\u00e3o de obra tamb\u00e9m parece n\u00e3o ter feito diferen\u00e7a nas contrata\u00e7\u00f5es. O estoque de ocupados na ind\u00fastria recuou 1,6% no acumulado de janeiro a setembro, segundo o IBGE, tombo menor do que os 8,6% e 6,3% observados nos setores de vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados e couro, respectivamente.<\/p>\n<p>Sem a desonera\u00e7\u00e3o na folha, os resultados fracos do ramo de cal\u00e7ados neste ano poderiam estar ainda piores, avalia Heitor Klein, diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Cal\u00e7ados (Abical\u00e7ados). Segundo Klein, a medida \u00e9 interessante particularmente para empresas exportadoras, que, junto ao novo patamar de c\u00e2mbio, conseguem melhorar a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, assim como para ind\u00fastrias que n\u00e3o possuem alto \u00edndice de uso de m\u00e3o de obra terceirizada.<\/p>\n<p>A &#8220;folga&#8221; gerada pelos gastos menores com m\u00e3o de obra, por\u00e9m, foi insuficiente para fazer frente \u00e0 concorr\u00eancia dos importados, que continua forte na vis\u00e3o do diretor da Abical\u00e7ados. Levantamento da associa\u00e7\u00e3o com base em dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (Mdic) aponta que o pa\u00eds importou at\u00e9 outubro US$ 443,3 milh\u00f5es em cal\u00e7ados, eleva\u00e7\u00e3o de 17% sobre os primeiros dez meses de 2011.<\/p>\n<p>Para enfrentar esse quadro, afirma Klein, o setor precisa de redu\u00e7\u00f5es adicionais de custos indiretos que incidem sobre a m\u00e3o de obra, tais como extin\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a de 10% sobre dep\u00f3sitos do Fundo de Garantia de empregados demitidos sem justa causa e flexibiliza\u00e7\u00e3o da lei que obriga que 5% do quadro de funcion\u00e1rios seja preenchido por menores aprendizes e pessoas com algum tipo de defici\u00eancia. &#8220;H\u00e1 localidades onde a ind\u00fastria de cal\u00e7ados est\u00e1 presente, como cidades pequenas, em que \u00e9 imposs\u00edvel cumprir essa legisla\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Para J\u00falio Gomes de Almeida, ex-secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da Fazenda e professor da Unicamp, a desonera\u00e7\u00e3o da folha, aliada ao real mais fraco, impediu preju\u00edzos ainda maiores em empresas de vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados, setores mais afetados pela competi\u00e7\u00e3o de importados. Em sua opini\u00e3o, o impacto dessa medida n\u00e3o se transformou em aumento da produ\u00e7\u00e3o nessas ind\u00fastrias porque, al\u00e9m da importa\u00e7\u00e3o seguir em alta, as exporta\u00e7\u00f5es perderam \u00edmpeto. Entre janeiro e setembro, calcula Almeida, as vendas externas dos segmentos t\u00eaxtil, de vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e couro encolheram 7,7% sobre o mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do cen\u00e1rio externo pouco promissor, diz Almeida, a incerteza quanto \u00e0 dura\u00e7\u00e3o dos incentivos governamentais tamb\u00e9m pesa contra o aumento do quadro de funcion\u00e1rios e da capacidade produtiva em setores beneficiados. &#8220;Mesmo a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento \u00e9 provis\u00f3ria. Quando o empres\u00e1rio tiver certeza de que esses incentivos ser\u00e3o permanentes, seus efeitos poder\u00e3o ser maiores&#8221;, diz.<\/p>\n<p>S\u00f4nia Hess, presidente da Dudalina, empresa de confec\u00e7\u00e3o de camisa que espera fechar o ano com faturamento de R$ 380 milh\u00f5es, afirma que a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos &#8220;\u00e9 muito bem-vinda e d\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es para continuidade da empresa&#8221;. A empres\u00e1ria diz que neste ano a Dudalina aumentou o quadro de funcion\u00e1rios em 500 profissionais, em parte por causa dos custos mais vantajosos com a troca na contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. &#8220;J\u00e1 que reforma tribut\u00e1ria mais profunda est\u00e1 distante, essa medida d\u00e1 al\u00edvio para os setores que mais empregam.&#8221;<\/p>\n<p>Edgard Pereira, professor da Unicamp, afirma que as conversas com representantes do setor de vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados mostram que os empres\u00e1rios do ramo est\u00e3o mais otimistas. A desonera\u00e7\u00e3o da folha, combinada a outras medidas para injetar competitividade na ind\u00fastria, como desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, est\u00e1 permitindo que as empresas retomem espa\u00e7o no exterior, diz. No entanto, afirma, ainda n\u00e3o houve aumento da produ\u00e7\u00e3o industrial porque as empresas estavam muito estocadas e precisaram passar por um per\u00edodo de ajuste, que aparentemente s\u00f3 se completou no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano, afirma Pereira, a matura\u00e7\u00e3o das medidas j\u00e1 anunciadas pelo governo, inclusive a queda das tarifas de energia el\u00e9trica, vai permitir que a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria tenha varia\u00e7\u00e3o positiva de at\u00e9 3%, ante queda projetada de 2,7% em 2012. Para Pereira, no entanto, \u00e9 o quadro de lenta retomada dos investimentos que impede recupera\u00e7\u00e3o mais acentuada do segmento. &#8220;O conjunto de a\u00e7\u00f5es j\u00e1 adotadas para aumentar competitividade da ind\u00fastria d\u00e1 f\u00f4lego pontual ao setor, mas a retomada s\u00f3 se manter\u00e1 no longo prazo se o investimento puxar o crescimento.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cr\u00e9dito cresce 24%<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O volume de empr\u00e9stimos para a compra de im\u00f3veis cresceu 24% em outubro na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2011. O total dos recursos concedidos pelo Sistema Brasileiro de Poupan\u00e7a e Empr\u00e9stimo (SBPE) chegou a R$ 7,56 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, conforme dados divulgados ontem pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio e Poupan\u00e7a (Abecip).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a setembro, os desembolsos computaram aumento de 9%. E, no acumulado dos 10 meses do ano, os financiamentos imobili\u00e1rios somaram R$ 66,2 bilh\u00f5es \u2014 expans\u00e3o de apenas 1,9% ante o mesmo per\u00edodo do ano passado. A Abecip projeta que o financiamento para compra e constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis em 2012 alcance R$ 95,9 bilh\u00f5es. Foram financiados 39,3 mil im\u00f3veis em outubro, alta de 4,2% em rela\u00e7\u00e3o a setembro e de 3,8% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>&#8220;A queda dos juros e do spread banc\u00e1rio (diferen\u00e7a entre o que os bancos pagam aos investidores e o que cobram dos devedores) tem ajudado a aumentar o volume de financiamentos, e a acelera\u00e7\u00e3o em outubro \u00e9 vis\u00edvel. Al\u00e9m disso, a perspectiva de manuten\u00e7\u00e3o da Selic (taxa b\u00e1sica de juros, hoje em 7,25% ao ano, o menor patamar da hist\u00f3ria) teve forte contribui\u00e7\u00e3o para o crescimento no m\u00eas passado&#8221;, avaliou o professor da Universidade de Bras\u00edlia Jos\u00e9 Lu\u00eds Oreiro.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do economista, o aumento do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio n\u00e3o dever\u00e1 replicar em uma inadimpl\u00eancia futura maior. De acordo com dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), o \u00edndice de fam\u00edlias inadimplentes avan\u00e7ou de 20,5%, em outubro, para 21%, em novembro. &#8220;A queda dos custo dos empr\u00e9stimos e a estabilidade do emprego ajudar\u00e3o as fam\u00edlias a controlar os gastos. N\u00e3o acredito em aumento de inadimpl\u00eancia&#8221;, afirmou Oreiro.<\/p>\n<p>At\u00e9 outubro, os financiamentos com recursos da poupan\u00e7a permitiram a compra de 371,6 mil unidades, queda de 8% no ano, conforme os dados da Abecip. &#8220;Isso mostra que os recursos aplicados no setor imobili\u00e1rio est\u00e3o vindo, provavelmente, de outras fontes, como fundos imobili\u00e1rios&#8221;, apostou Oreiro. Visando ampliar os investimentos do setor, o governo anunciou ontem novas medidas de est\u00edmulo para o setor da constru\u00e7\u00e3o civil, incluindo a desonera\u00e7\u00e3o na folha de pagamento. &#8220;Isso \u00e9 paliativo e n\u00e3o ataca o problema da baixa competitividade da economia. Essa medida, se der certo, pode aumentar os neg\u00f3cios, o que ajuda a reduzir a taxa de desemprego, que j\u00e1 est\u00e1 baixa&#8221;, frisou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bol\u00edvia e Equador buscam ingresso pleno no Mercosul<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Bol\u00edvia e Equador aproveitar\u00e3o a C\u00fapula do Mercosul, que reunir\u00e1 os chefes de Estado do bloco na sexta-feira, em Bras\u00edlia, para pedir o ingresso na entidade como membro pleno. Ambos os pa\u00edses j\u00e1 integram o Mercosul na qualidade de membros associados.<\/p>\n<p>O presidente boliviano, Evo Morales, e seu colega equatoriano, Rafael Correa, pretendem seguir o exemplo da Venezuela, de Hugo Ch\u00e1vez, que formalizou sua entrada no bloco em julho. Para isso, Caracas se beneficiou da suspens\u00e3o do Paraguai &#8211; cujo Senado resistia a aprovar o ingresso venezuelano.<\/p>\n<p>Os paraguaios foram sancionados pelo Mercosul, diante do entendimento dos demais membros do bloco de que o impeachment do presidente Fernando Lugo, em junho, violou a cl\u00e1usula democr\u00e1tica da entidade.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, as negocia\u00e7\u00f5es para a a entrada do Equador est\u00e3o em est\u00e1gio avan\u00e7ado, en quanto as tratativa com a Bol\u00edvia est\u00e3o come\u00e7ando. Amanh\u00e3, tem in\u00edcio a reuni\u00e3o dos ministros da Economia e das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, al\u00e9m dos presidentes de bancos centrais do Mercosul. Paralelamente ocorre o F\u00f3rum Empresarial do Mercosul, que deve reunir mais de 300 empres\u00e1rios da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, ocorre a C\u00fapula dos Chefes de Estado. A presen\u00e7a mais esperada \u00e9 a de Hugo Ch\u00e1vez, que deve chegar a Bras\u00edlia vindo direto de Havana &#8211; onde faz tratamento contra um c\u00e2ncer p\u00e9lvico &#8211; e a presidente argentina, Cristina Kirchner, que estar\u00e1 na capital brasileira no mesmo dia em que pretende p\u00f4r em pr\u00e1tica sua Lei de M\u00eddia, que tem como principal alvo o Grupo Clar\u00edn (mais informa\u00e7\u00f5es nesta p\u00e1gina).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da presidente brasileira, Dilma Rousseff, tamb\u00e9m estar\u00e1 na reuni\u00e3o o l\u00edder uruguaio, Jos\u00e9 Pepe Mujica.<\/p>\n<p>Interc\u00e2mbio. De 2007 a 2011, as exporta\u00e7\u00f5es intrarregionais aumentaram 58,44% e o interc\u00e2mbio comercial do bloco com o mundo cresceu 53,82%. O Mercosul \u00e9 considerado uma pot\u00eancia agr\u00edcola por ser o maior exportador l\u00edquido mundial de a\u00e7\u00facar e o maior produtor e exportador mundial de soja.<\/p>\n<p>Desde 2007, o Fundo de Converg\u00eancia Estrutural do Mercosul (Focem) aprovou 40 projetos nas mais distintas \u00e1reas, totalizando US$ 1,2 bilh\u00e3o. O maior projeto apresentado ao fundo foi a cria\u00e7\u00e3o da linha de transmiss\u00e3o el\u00e9trica Brasil-Paraguai, estimada em US$ 555 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a ades\u00e3o da Venezuela ao Mercosul, o bloco passou a abranger 72% do territ\u00f3rio da Am\u00e9rica do Sul &#8211; aproximadamente tr\u00eas vezes a \u00e1rea da Uni\u00e3o Europeia, com um PIB de US$ 3,32 trilh\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma diz que governo n\u00e3o vai recuar em reduzir conta de energia<\/p>\n<p>Reuters<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff reafirmou seu compromisso com a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia el\u00e9trica. Ela disse que o governo federal arcar\u00e1 com uma parcela maior do que o programado porque algumas estatais de energia n\u00e3o fecharam o acordo que derrubaria as tarifas em 20,2% no ano que vem. Com o boicote, a queda garantida at\u00e9 agora \u00e9 de 16,7%. Dilma ressaltou que o governo federal ser\u00e1 onerado pela &#8220;insensibilidade&#8221; daqueles que n\u00e3o viram a import\u00e2ncia disso para crescimento, ao se referir estados de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1, cujas empresas optaram por n\u00e3o aderir ao plano do executivo.<\/p>\n<p>&#8211; O governo federal n\u00e3o recuar\u00e1 da decis\u00e3o (de reduzir as tarifas de energia), apesar de lamentar a imensa insensibilidade daqueles que n\u00e3o souberam ver a import\u00e2ncia disso para o crescimento sustent\u00e1vel. Isso vai onerar bastante o governo federal &#8211; disse.<\/p>\n<p>Segundo a presidente, quando perguntarem para onde vai o dinheiro do governo, a resposta \u00e9 que parte ir\u00e1 para compensar a industria e popula\u00e7\u00e3o, o que &#8221; que outros n\u00e3o tiveram sensibilidade para fazer&#8221;.<\/p>\n<p>-Reitero meu compromisso a partir do inicio de 2013 de buscar refor\u00e7o do governo federal para reduzir o pre\u00e7o das tarifas de energia. Isso \u00e9 t\u00e3o importante quanto juros, c\u00e2mbio e respeito a contratos.<\/p>\n<p>Durante seu discurso no Encontro Nacional da Ind\u00fastria, ela afirmou que as medidas de est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o tomadas durante este ano ainda nao tiveram todo o impacto e deve ser sentido nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>&#8211; A busca da competitividade: esse \u00e9 o meu desafio. Defesa de uma industria forte uma quest\u00e3o central.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Emprego cresce menos na constru\u00e7\u00e3o civil<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Com a economia crescendo aqu\u00e9m do desejado, a cria\u00e7\u00e3o de emprego com carteira assinada na constru\u00e7\u00e3o civil cresceu menos e foi sustentada pelas obras de infraestrutura, principalmente, p\u00fablicas. Em 2012, at\u00e9 outubro, foram criados 204 mil novos empregos formais no setor de constru\u00e7\u00e3o, um n\u00famero 18% menor do que as 249 mil novas vagas abertas em igual per\u00edodo de 2011. No setor de infraestrutura, contudo, foram abertas 100 mil novas vagas com carteira assinada este ano, n\u00famero 9,5% maior que nos primeiros 10 meses do ano passado. No setor de edifica\u00e7\u00f5es, agora beneficiado pelas medidas do governo, as novas admiss\u00f5es foram mais fracas: 49 mil este ano ante 86 mil em 2011, sempre at\u00e9 outubro.<\/p>\n<p>Esses dados fazem parte de levantamento feito pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), a pedido do Valor, com base nos n\u00fameros do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Minist\u00e9rio do Trabalho. Considerando apenas outubro, o levantamento da CNI aponta que os tr\u00eas subsetores &#8211; o levantamento tamb\u00e9m considera o segmento de servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o &#8211; apresentaram redu\u00e7\u00e3o na quantidade de vagas abertas em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011. Na constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, foram fechadas 5,2 mil vagas, enquanto o saldo foi positivo em 2,8 mil novas contrata\u00e7\u00f5es em igual m\u00eas de 2011. Nas obras de infraestrutura, houve perda l\u00edquida de 4,2 mil empregos ante a cria\u00e7\u00e3o l\u00edquida de 4,6 mil postos de trabalho em outubro do ano passado.<\/p>\n<p>O Distrito Federal \u00e9 uma das regi\u00f5es que mais sofrem com a forte desacelera\u00e7\u00e3o do emprego no setor. Somente em outubro, o saldo entre admitidos e demitidos foi negativo em 1.341 vagas. Segundo o vice-presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Luiz Carlos Botelho Ferreira, os investimentos em Bras\u00edlia est\u00e3o concentrados nas obras do Est\u00e1dio Man\u00e9 Garrincha, que sediar\u00e1 jogos da Copa do Mundo de 2014.<\/p>\n<p>Segundo Ferreira, houve acomoda\u00e7\u00e3o do investimento privado. Em 2011, foram lan\u00e7ados 86 empreendimentos de incorpora\u00e7\u00e3o. Neste ano, esse n\u00famero n\u00e3o passa de 25. Esse cen\u00e1rio negativo comp\u00f4s o pano de fundo para as negocia\u00e7\u00f5es com o governo para a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento e da linha de cr\u00e9dito especial subsidiada para viabilizar a acelera\u00e7\u00e3o dos investimentos. Na reuni\u00e3o com o o Minist\u00e9rio da Fazenda, os empres\u00e1rios argumentaram que o elevado n\u00edvel de endividamento das companhias em rela\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio estava impedindo uma acelera\u00e7\u00e3o dos investimentos.<\/p>\n<p>O gerente-executivo de rela\u00e7\u00f5es do trabalho da CNI, Emerson Casali, disse que &#8220;o alto custo da m\u00e3o de obra tem jogado contra o investimento&#8221;, que \u00e9 essencial para o aumento do emprego. &#8220;As empresas est\u00e3o receosas em investir, porque o custo da m\u00e3o de obra subiu muito. &#8220;A desonera\u00e7\u00e3o da folha, segundo ele, pode amenizar o problema.<\/p>\n<p>Os financiamentos imobili\u00e1rios mostram baixo ritmo de expans\u00e3o, o que tamb\u00e9m sinaliza que o investimento n\u00e3o est\u00e1 crescendo. Nos primeiros nove meses do ano, de acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio e Poupan\u00e7a (Abecip), os financiamentos imobili\u00e1rios somaram R$ 58,6 bilh\u00f5es, o que representa estabilidade em rela\u00e7\u00e3o a 2011 (-0,4%).<\/p>\n<p>Sobre o mercado de trabalho como um todo, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), Carlos Henrique Corseuil, acredita que a recupera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais consistente apenas no segundo semestre de 2013, quando estar\u00e1 mais clara como ser\u00e1 a retomada do crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Reuters\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3978\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3978","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-12a","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}