{"id":3988,"date":"2012-12-06T19:23:30","date_gmt":"2012-12-06T19:23:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3988"},"modified":"2012-12-06T19:23:30","modified_gmt":"2012-12-06T19:23:30","slug":"apos-pib-fraco-governo-anuncia-plano-de-r-100-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3988","title":{"rendered":"Ap\u00f3s PIB fraco, governo anuncia plano de R$ 100 bi"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo ampliou em R$ 100 bilh\u00f5es a linha de cr\u00e9dito para est\u00edmulo ao investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e baixou, de 5,5% para 5% ao ano, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada como refer\u00eancia nos demais empr\u00e9stimos. \u00c9 a segunda rodada de medidas para criar uma agenda positiva, depois da divulga\u00e7\u00e3o do fraco desempenho da economia no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Com o dinheiro, que vir\u00e1 do or\u00e7amento do BNDES, o governo espera elevar em 8% os investimentos, ap\u00f3s cinco trimestres de queda. Essa expans\u00e3o ajudaria o Pa\u00eds a crescer 4% no ano que vem, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os recursos ser\u00e3o liberados pelo Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento (PSI), criado em 2009 por causa da crise internacional.<\/p>\n<p>O governo tenta repetir a f\u00f3rmula. Depois de bater em 7,5% em 2010, o crescimento do PIB caiu a 2,7% no ano passado e neste ano pode ficar abaixo de 1%. Anteontem, Mantega anunciou corte de R$ 3,4 bilh\u00f5es em impostos e uma linha de R$ 2 bilh\u00f5es da Caixa para a constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 \u00f3bvio que emprestar dinheiro barato gera algum efeito. Mas se fosse uma f\u00f3rmula mais poderosa, o investimento j\u00e1 teria deslanchado&#8221;, diz Armando Castelar Pinheiro, coordenador de economia aplicada do Ibre\/FGV. Ele afirma que outros fatores est\u00e3o prejudicando o investimento, como a incerteza regulat\u00f3ria gerada pelas seguidas interfer\u00eancias do governo na economia.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os empr\u00e9stimos do PSI v\u00e3o oferecer juros &#8220;negativos&#8221;, abaixo da infla\u00e7\u00e3o. No primeiro semestre, o financiamento custar\u00e1 at\u00e9 3% ao ano, indo para 3,5% em julho. O \u00edndice vale para compra de bens de capital, al\u00e9m de pe\u00e7as e componentes. Para empreendimentos de energia el\u00e9trica e preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais, a taxa ser\u00e1 de 5,5%.<\/p>\n<p>Hoje, a menor taxa do PSI \u00e9 de 2,5%, valor definido em agosto pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). Por\u00e9m, esse patamar tem impedido que pequenas empresas usufruam do programa, pois os bancos lucram pouco com as opera\u00e7\u00f5es e tendem a n\u00e3o emprestar, segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Da\u00ed a decis\u00e3o do governo de elevar um pouco os juros, para ampliar os beneficiados.<\/p>\n<p>Tesouro<\/p>\n<p>O governo tamb\u00e9m vai bancar a diferen\u00e7a entre a taxa de juros do BNDES e o custo de capta\u00e7\u00e3o, que em geral ronda o n\u00edvel da Selic, hoje em 7,25% ao ano. Desde o in\u00edcio da crise, o Tesouro tem optado por vender pap\u00e9is da d\u00edvida para levantar o dinheiro e &#8220;equalizar&#8221; a taxa, no jarg\u00e3o econ\u00f4mico. Questionado sobre quanto o BNDES vai precisar em 2013, Mantega disse que isso &#8220;n\u00e3o \u00e9 um problema&#8221;. Mas admitiu que ainda n\u00e3o fez a conta.<\/p>\n<p>Dos R$ 100 bilh\u00f5es do PSI, R$ 85 bilh\u00f5es vir\u00e3o do or\u00e7amento do BNDES. Os R$ 15 bilh\u00f5es restantes ser\u00e3o de dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios dos bancos privados no Banco Central. As empresas poder\u00e3o usar o dinheiro para desenvolver projetos de inova\u00e7\u00e3o, aumentar capacidade tecnol\u00f3gica e exportar equipamentos.<\/p>\n<p>Segundo Coutinho, o volume mensal de empr\u00e9stimos do PSI ultrapassou a m\u00e9dia de R$ 5,5 bilh\u00f5es em oito meses depois da redu\u00e7\u00e3o da TJLP no fim de agosto. Em outubro foram R$ 6,4 bilh\u00f5es, no m\u00eas passado chegou a R$ 7,4 bilh\u00f5es e deve fechar este m\u00eas em R$ 8 bilh\u00f5es. Essa varia\u00e7\u00e3o indicaria, para o economista, a retomada do investimento.<\/p>\n<p>O ex-secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda J\u00falio S\u00e9rgio Gomes de Almeida diz que o incentivo de juro, embora positivo, n\u00e3o \u00e9 o mais eficaz neste momento para promover o investimento. &#8220;O investimento est\u00e1 baixo n\u00e3o \u00e9 porque falta um bom financiamento, e sim porque os empres\u00e1rios est\u00e3o receosos com o futuro, seja pela situa\u00e7\u00e3o internacional complicada, seja pela situa\u00e7\u00e3o aqui dentro.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma sinaliza que bancar\u00e1 corte de 20%<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff reafirmou ontem o compromisso de reduzir em 20% as contas de luz a partir do ano que vem. Sem citar nomes, a presidente criticou a &#8220;insensibilidade&#8221; das empresas que n\u00e3o aceitaram renovar seus contratos, com a obriga\u00e7\u00e3o de reduzir drasticamente o valor das tarifas.<\/p>\n<p>As el\u00e9tricas de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Paran\u00e1 &#8211; Estados comandados pelo PSDB &#8211; rejeitaram a proposta do Planalto. O Tesouro Nacional poder\u00e1 ser acionado para evitar que a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da energia fique abaixo do planejado.<\/p>\n<p>&#8220;Reduzir o pre\u00e7o da energia \u00e9 uma decis\u00e3o da qual o governo federal n\u00e3o recuar\u00e1, apesar de lamentar profundamente a imensa insensibilidade daqueles que n\u00e3o percebem a import\u00e2ncia disso agora para garantir que o nosso Pa\u00eds cres\u00e7a de forma sustent\u00e1vel&#8221;, afirmou Dilma, durante encontro de empres\u00e1rios promovido pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). &#8220;Eu reitero aqui o meu compromisso de, partir do in\u00edcio de 2013, buscar o m\u00e1ximo esfor\u00e7o do governo federal para reduzir essas tarifas de energia&#8221;, avisou.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia do Pal\u00e1cio do Planalto \u00e9 politizar a discuss\u00e3o sobre a renova\u00e7\u00e3o antecipada das concess\u00f5es p\u00fablicas do setor el\u00e9trico, culpando os dirigentes do PSDB pela possibilidade de n\u00e3o cumprimento da meta preestabelecida de redu\u00e7\u00e3o dos custos da eletricidade para empresas e consumidores residenciais. &#8220;O pre\u00e7o da n\u00e3o redu\u00e7\u00e3o da conta de luz em 20% ter\u00e1 de ser pago pelos tucanos&#8221;, comentou um auxiliar da presidente, lembrando que &#8220;eles ter\u00e3o de explicar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o por que a conta s\u00f3 vai diminuir 16%&#8221;.<\/p>\n<p>Tesouro<\/p>\n<p>Dilma sinalizou que o governo poder\u00e1 usar recursos do Tesouro, se for preciso, para ampliar a redu\u00e7\u00e3o de 16,7% &#8211; \u00edndice m\u00e1ximo poss\u00edvel sem a renova\u00e7\u00e3o dos contratos de Cesp, Cemig e Copel &#8211; para os 20,2% previamente anunciados. Ao reiterar essa disposi\u00e7\u00e3o, justificou que isso vai implicar em aumento dos gastos da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Isso vai onerar bastante o governo federal, e, quando perguntarem para onde v\u00e3o os recursos or\u00e7ament\u00e1rios, uma parte ir\u00e1 para suprir, para a ind\u00fastria brasileira e para a popula\u00e7\u00e3o, aquilo que outros n\u00e3o tiveram a sensibilidade de fazer&#8221;, desabafou, atacando de novo os tucanos, mas novamente sem cit\u00e1-los.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que ainda n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o para garantir o corte de 20,2% do custo da energia. &#8220;A desist\u00eancia desses Estados nos coloca um problema para resolver de modo a n\u00e3o frustrarmos a expectativa da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, o governo gostaria de &#8220;contar com a colabora\u00e7\u00e3o&#8221; dos Estados que recusaram a proposta de renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es com redu\u00e7\u00e3o de tarifas.<\/p>\n<p>O diretor-geral da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), Nelson Hubner, tamb\u00e9m jogou a responsabilidade para os Estados. Para ele, os governos estaduais teriam que cortar o ICMS de energia para ajudar a baixar o pre\u00e7o da eletricidade para os consumidores. &#8220;\u00c9 f\u00e1cil falar que o Tesouro Nacional deve assumir mais encargos, mas a iniciativa tamb\u00e9m devem partir dos Estados.&#8221;<\/p>\n<p>A presidente deve voltar a criticar a postura das estatais el\u00e9tricas em outros pronunciamentos. A estrat\u00e9gia do Planalto \u00e9 deixar que outros integrantes do governo ataquem os tucanos, pois o tema tem apelo popular.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Reservat\u00f3rios atingem pior n\u00edvel desde 2001, aponta ONS<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas do Sudeste e Centro-Oeste, respons\u00e1veis por cerca de 70% da capacidade de armazenamento do pa\u00eds, tiveram o pior in\u00edcio de dezembro desde 2001, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS). O n\u00edvel de armazenamento das usinas das duas regi\u00f5es come\u00e7ou o m\u00eas apenas 6,7% acima da curva de avers\u00e3o ao risco &#8211; indicador que garante o atendimento pleno da demanda do pa\u00eds. Na ter\u00e7a-feira, o \u00edndice caiu para 6%.<\/p>\n<p>Apesar de o pa\u00eds estar no in\u00edcio do per\u00edodo chuvoso (que come\u00e7a em novembro e termina em abril), com a possibilidade de eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos reservat\u00f3rios e de redu\u00e7\u00e3o do risco de racionamento, a tend\u00eancia \u00e9 que o ano de 2013 seja mais cr\u00edtico, porque n\u00e3o h\u00e1 garantias de que a chuva vai recompor os reservat\u00f3rios a n\u00edveis satisfat\u00f3rios.<\/p>\n<p>&#8220;Passamos por um ano de chuvas muito abaixo da m\u00e9dia. Em janeiro, t\u00ednhamos a previs\u00e3o de que seria um ano tranquilo. Em fevereiro, esper\u00e1vamos uma chuva 20% acima da m\u00e9dia, mas veio 15% abaixo. Em mar\u00e7o, [a chuva]<\/p>\n<p>veio 40% abaixo da m\u00e9dia. Foi assim o ano inteiro&#8221;, afirmou o presidente da comercializadora Comerc, Cristopher Vlavianos.<\/p>\n<p>Segundo o executivo, quando h\u00e1 uma queda muito acentuada do n\u00edvel dos reservat\u00f3rios em um determinado ano, \u00e9 preciso um regime de chuvas intenso no ano seguinte para recuperar a capacidade de armazenamento de \u00e1gua. &#8220;Mas a meteorologia est\u00e1 com previs\u00f5es bem aqu\u00e9m do que gostar\u00edamos&#8221;, ressaltou ele.<\/p>\n<p>A expectativa do Operador Nacional do Sistema para dezembro \u00e9 de um volume de chuvas 4% acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica para o m\u00eas. Nesta primeira semana, no entanto, o \u00edndice de chuvas correspondeu a 61% da m\u00e9dia para o per\u00edodo.<\/p>\n<p>O quadro para 2013 \u00e9 agravado pelo fato de o sistema brasileiro estar perdendo a capacidade de regulariza\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios. Isso porque o consumo de energia vem crescendo ao longo dos anos e as hidrel\u00e9tricas que est\u00e3o entrando em opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o a &#8220;fio d&#8221;\u00e1gua&#8221; &#8211; sem reservat\u00f3rio de acumula\u00e7\u00e3o. Com isso, a rela\u00e7\u00e3o entre toda a energia &#8220;armazen\u00e1vel&#8221; nos reservat\u00f3rios e a demanda do pa\u00eds caiu de 6,7, no ano 2000, para 4,5, em 2011, de acordo com dados do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o dos agentes o aspecto operacional do sistema, j\u00e1 que as hidrel\u00e9tricas iniciaram 2012 com o maior n\u00edvel de armazenamento dos \u00faltimos dez anos e perderam o estoque rapidamente.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 que ocorreu em 2010. Naquele ano, os reservat\u00f3rios iniciaram o ano em n\u00edveis muito elevados e fecharam o per\u00edodo com n\u00edveis bastante reduzidos, devido ao atraso na decis\u00e3o de ligar as usinas termel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Em setembro deste ano, o Operador Nacional do Sistema identificou que as usinas t\u00e9rmicas precisavam ser acionadas para fins de seguran\u00e7a e manuten\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios, o que implicaria custo adicional para o consumidor. As usinas, por\u00e9m, n\u00e3o foram ligadas naquele momento, quando a presidente Dilma Rousseff anunciava o pacote de redu\u00e7\u00e3o de tarifas de energia, durante as campanhas eleitorais municipais.<\/p>\n<p>No fim de novembro, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, Hermes Chipp, havia afirmado que a expectativa era desligar as termel\u00e9tricas a partir deste m\u00eas. O operador, por\u00e9m, reviu a estrat\u00e9gia e encaminhou ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia documento solicitando a perman\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o de todas as termel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Essas usinas, que possuem capacidade instalada praticamente igual \u00e0 de Itaipu (14 mil MW), est\u00e3o gerando hoje 13.200 MW m\u00e9dios, o equivalente a 21,7% de toda a energia que foi consumida pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para o presidente da consultoria Andrade &amp; Canellas, Jo\u00e3o Carlos Mello, todas as termel\u00e9tricas, inclusive aquelas a \u00f3leo combust\u00edvel e diesel, mais caras e poluentes, dever\u00e3o operar at\u00e9 mar\u00e7o. &#8220;Evidentemente depende do volume de chuvas de janeiro e fevereiro, mas acredito que as t\u00e9rmicas v\u00e3o rodar, para segurar a \u00e1gua que vai entrar&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio cr\u00edtico j\u00e1 \u00e9 refletido nos pre\u00e7os negociados no mercado livre de energia. Os contratos com in\u00edcio de entrega em janeiro de 2013, com um ano de dura\u00e7\u00e3o, est\u00e3o sendo negociados, em m\u00e9dia, a R$ 140 por MWh. Em meados de 2012, o mesmo contrato era fechado a R$ 90 por MWh. Os contratos de tr\u00eas meses de dura\u00e7\u00e3o, de janeiro a mar\u00e7o de 2013, est\u00e3o sendo negociados a R$ 165 por MWh.<\/p>\n<p>O gerente de risco e intelig\u00eancia de mercado da comercializadora Ecom Energia, Carlos Caminada, acredita que, ap\u00f3s cair 34%, nesta semana, o Pre\u00e7o de Liquida\u00e7\u00e3o das Diferen\u00e7as (PLD) &#8211; que baliza o pre\u00e7o do mercado de energia de curto prazo &#8211; deve sofrer nova alta na pr\u00f3xima semana. &#8220;Estamos verificando que a chuva prevista pelo modelo n\u00e3o se realizou. E n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de chuva significativa para a pr\u00f3xima semana&#8221;, afirmou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Venda de carros cai e com\u00e9rcio recua 2% em novembro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O indicador de atividade do com\u00e9rcio, medido e divulgado pela Serasa Experian, caiu 2% em novembro, na compara\u00e7\u00e3o com outubro, feitos os ajustes sazonais. O recuo foi puxado pela queda de 5,6% no movimento de consumidores nas lojas de ve\u00edculos, motos e pe\u00e7as, e pelos v\u00e1rios feriados registrados no m\u00eas. &#8220;O segmento de ve\u00edculos ainda n\u00e3o se recuperou da forte antecipa\u00e7\u00e3o de compras que ocorreu em agosto&#8221;, afirma a Serasa, em nota.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) se encerraria naquele m\u00eas, mas o governo decidiu prorrogar o benef\u00edcio at\u00e9 o fim de dezembro. &#8220;O efeito da prorroga\u00e7\u00e3o nas vendas tem sido modesto, pelo menos nesses \u00faltimos meses do ano&#8221;, diz a nota.<\/p>\n<p>Todos os outros setores varejistas registraram menor atividade em novembro ante outubro. A ocorr\u00eancia de tr\u00eas feriados em dias \u00fateis no m\u00eas passado, sendo dois deles prolongados, tamb\u00e9m diminuiu o fluxo dos consumidores nos estabelecimentos comerciais. Os setores menos afetados foram os de combust\u00edveis e lubrificantes e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, que experimentaram quedas de apenas 0,1% e 0,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o segmentos que, normalmente, s\u00e3o menos afetados pelos feriados prolongados, dado o tradicional aumento de demanda por itens de primeira necessidade por parte das fam\u00edlias que se deslocam para outras localidades, observa a Serasa.<\/p>\n<p>Ainda na compara\u00e7\u00e3o mensal, houve queda de movimento nos segmentos de m\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos e inform\u00e1tica (-4,6%), tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (-1,1%) e material de constru\u00e7\u00e3o (-1,7%).<\/p>\n<p>No confronto com o mesmo per\u00edodo do ano passado, houve quedas apenas em tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (-4%) e ve\u00edculos, motocicletas e pe\u00e7as (-6,9%). Supermercados (5,4%), m\u00f3veis (7,8%), combust\u00edveis (5,1%) e material de constru\u00e7\u00e3o (6,7%), por outro lado, tiveram altas expressivas.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, todos os setores registram taxas positivas: tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (4%) e ve\u00edculos, motos e pe\u00e7as (6,1%), supermercados (4,0%), m\u00f3veis (8,1%), combust\u00edveis (1,1%) e material de constru\u00e7\u00e3o (8,1%). No confronto com o mesmo per\u00edodo do ano passado a atividade do com\u00e9rcio em geral teve expans\u00e3o de 8,9%, segundo o levantamento divulgado pela Serasa. No acumulado do ano, a alta \u00e9 de 9,4%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES pode ter aporte em 2013<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Para manter em 2013 o mesmo n\u00edvel de desembolsos dos dois \u00faltimos anos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) precisar\u00e1 de aportes adicionais em torno de R$ 45 bilh\u00f5es, revelaram ao \u2018Estado\u2019 fontes ligadas ao banco. Em 2011 e 2012, o Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento (PSI) teve grande contribui\u00e7\u00e3o para a libera\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 145 bilh\u00f5es anuais.<\/p>\n<p>Ontem, em Bras\u00edlia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, n\u00e3o descartou a possibilidade de novos refor\u00e7os financeiros, mas transferiu para o ano que vem essa defini\u00e7\u00e3o. Para alguns segmentos do PSI, como o de m\u00e1quinas e equipamentos, que inclui tratores e m\u00e1quinas industriais, o or\u00e7amento do banco j\u00e1 estava quase zerado. Outros, como caminh\u00f5es, ainda t\u00eam alguma sobra de caixa. A flutua\u00e7\u00e3o de taxas do programa, que sofreu quatro altera\u00e7\u00f5es ao longo deste ano, dificultou a sua operacionalidade. Para o ano que vem, o governo j \u00e1 determinou que ser\u00e3o duas vers\u00f5es, com um ligeiro aumento de taxas no segundo semestre.<\/p>\n<p>A necessidade de refor\u00e7o de caixa \u00e9 certa. O banco est\u00e1 dentro das normas de prud\u00eancia para a concess\u00e3o de empr\u00e9stimo determinadas pelo acordo de Basileia, mas precisa de or\u00e7amento de longo prazo (funding) para garantir o aumento ; do ritmo de financiamentos. Os t\u00e9cnicos ainda trabalham com uma pequena possibilidade de que os repasses n\u00e3o ocorram no primeiro semestre. Mas, se a procura pelos financiamentos subsidiados exceder a expectativa \u00e9 poss\u00edvel que o banco busque \u201caportes marginais\u201d do Tesouro j\u00e1 no primeiro per\u00edodo do ano.<\/p>\n<p>Em novembro e dezembro houve aumento consider\u00e1vel na busca por recursos do PSI, que deve fechar o terceiro trimestre com libera\u00e7\u00f5es em torno de R$ 20 bilh\u00f5es, elevando o acumulado anual a R$ 60 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com juros mais baixos nos financiamentos para m\u00e1quinas e equipamentos e capital de giro associado, o PSI foi criado em 2009, em car\u00e1ter emergencial, para combater efeitos da crise no setor produtivo. J\u00e1 est\u00e1 na quarta vers\u00e3o. At\u00e9 o dia 4 de dezembro, o BNDES j\u00e1 havia liberado R$ 167 bilh\u00f5es em financiamentos de um total de R$ 190 bilh\u00f5es contratados no \u00e2mbito do PSI. A dota\u00e7\u00e3o total do programa chega a R$ 219 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O PSI \u00e9 dividido em quatro subprogramas: Bens de Capital, Inova\u00e7\u00e3o, Exporta\u00e7\u00e3o Pr\u00e9-Em-barque e Projetos Transformadores. Somente o subprograma Bens de Capital teve as taxas de juros reduzidas a 2,5% ao ano, para opera\u00e7\u00f5es contratadas at\u00e9 31 de dezembro deste ano &#8211; medida anunciada no fim de agosto.<\/p>\n<p>O PSI faz parte da estrat\u00e9gia do governo de aportar recursos do Tesouro no BNDES e respondeu por 93,7% do total desembolsado nos programas com equaliza\u00e7\u00e3o do Tesouro, segundo o relat\u00f3rio enviado ao Congresso. A queda, de 5,5% para 5%, da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), refer\u00eancia para as opera\u00e7\u00f5es diretas e indiretas do BNDES, reduz tamb\u00e9m a necessidade de equaliza\u00e7\u00e3o do Tesouro. E tamb\u00e9m diminui a remunera\u00e7\u00e3o que o banco d\u00e1 ao Tesouro.<\/p>\n<p>O Tesouro j\u00e1 autorizou repasses de R$ 285 bilh\u00f5es para o BNDES. Desse valor, R$ 270 bilh\u00f5es j\u00e1 foram liberados para o banco de fomento emprestar, incluindo uma parcela de R$ 20 bilh\u00f5es repassada em outubro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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