{"id":4004,"date":"2012-12-10T19:39:59","date_gmt":"2012-12-10T19:39:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4004"},"modified":"2012-12-10T19:39:59","modified_gmt":"2012-12-10T19:39:59","slug":"barreiras-argentinas-e-pib-do-brasil-preocupam-mercosul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4004","title":{"rendered":"Barreiras argentinas e PIB do Brasil preocupam Mercosul"},"content":{"rendered":"\n<p>O baixo crescimento do Brasil, as barreiras protecionistas da Argentina, a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do Paraguai e a demora da Venezuela em abrir plenamente seu mercado s\u00e3o fatores que causam uma onda de des\u00e2nimo nos empres\u00e1rios do Mercosul. Quase todos apontam a dificuldade em transformar o potencial de neg\u00f3cios em aumento efetivo do com\u00e9rcio e dos investimentos.<\/p>\n<p>Um dos alvos preferenciais das queixas \u00e9 o protecionismo argentino. &#8220;As nossas vendas para a Argentina, at\u00e9 novembro, ca\u00edram 15% na compara\u00e7\u00e3o com mesmo per\u00edodo do ano passado&#8221;, disse o presidente da Uni\u00e3o dos Exportadores do Uruguai, \u00c1lvaro Queijo. Para ele, a crise internacional acentuou a tend\u00eancia do bloco de impor barreiras ao com\u00e9rcio, mesmo entre seus pr\u00f3prios s\u00f3cios.<\/p>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m est\u00e1 satisfeito com o ritmo em que o Mercosul vem caminhando&#8221;, completou o uruguaio. Ele pediu que os governos do bloco preservem os pa\u00edses vizinhos de barreiras erguidas para evitar a entrada de produtos asi\u00e1ticos. E cobrou o principal membro do Mercosul: &#8220;Reconhe\u00e7o que o pa\u00eds tem suas lutas internas, entre os Estados, mas o Brasil tamb\u00e9m deveria imprimir mais velocidade na sua lideran\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com Luis Gonz\u00e1lez Arias, representante da Uni\u00e3o Industrial Paraguaia (UIP) e ex-embaixador do Paraguai no Brasil, a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do pa\u00eds do Mercosul dificultou ainda mais a entrada de seus produtos na Argentina. Ele relatou que embarca\u00e7\u00f5es paraguaias transportando cont\u00eaineres para a Argentina, por rio, t\u00eam sido parados na fronteira para uma inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a que \u00e9 cobrada dos exportadores e atrasa a entrega das mercadorias.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 nenhum di\u00e1logo com o governo argentino&#8221;, protestou Gonz\u00e1lez Arias, que defende a legalidade do processo de destitui\u00e7\u00e3o do ex-presidente Fernando Lugo, fato que gerou a suspens\u00e3o do Paraguai. &#8220;Nem sequer a diretora paraguaia da aduana \u00e9 recebida oficialmente pelos argentinos. \u00c9 um disparate&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>O presidente da se\u00e7\u00e3o venezuelana da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria Venezuela-Brasil, Nelson Quijada, destacou a possibilidade de crescimento dos neg\u00f3cios entre os dois pa\u00edses, mas reclamou do desequil\u00edbrio na balan\u00e7a comercial. No ano passado, o Brasil exportou US$ 4,5 bilh\u00f5es para a Venezuela, mas comprou apenas US$ 1,2 bilh\u00e3o. &#8220;Nenhuma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o desbalanceada se sustenta por muito tempo&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para Rubens Gama, diretor do departamento de promo\u00e7\u00e3o comercial e investimentos do Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, \u00e9 necess\u00e1rio ter uma maior integra\u00e7\u00e3o produtiva entre as na\u00e7\u00f5es do bloco e o fortalecimento de pequenas e m\u00e9dias companhias.<\/p>\n<p>Gama avalia que ainda h\u00e1 muito potencial de com\u00e9rcio entre os pa\u00edses do Mercosul. No caso brasileiro isso ocorre principalmente em rela\u00e7\u00e3o a produtos manufaturados &#8211; setor em que o pa\u00eds \u00e9 &#8220;mais competitivo&#8221; frente \u00e0s outras economias do bloco.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 c\u00fapula de chefes de Estados do Mercosul, foi realizado o 1\u00ba F\u00f3rum Empresarial do Mercosul, uma forma de que o encontro n\u00e3o fosse apenas governamental.<\/p>\n<p>As discuss\u00f5es foram centradas em quatro \u00e1reas: agroneg\u00f3cio, energia, inova\u00e7\u00e3o e infraestrutura. Gama destacou que o setor empresarial aponta a necessidade de melhorias, principalmente, em log\u00edstica para aumentar a integra\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Estudo feito pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) mostrou que, se R$ 12,9 bilh\u00f5es fossem investidos em oito eixos de transporte de cargas do Mercosul at\u00e9 2020, os gastos com log\u00edstica cairiam R$ 1,8 bilh\u00e3o por ano. O eixo rodovi\u00e1rio Buenos Aires-S\u00e3o Paulo foi uma das obras citadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, com problemas econ\u00f4micos internos, a Argentina passou a adotar uma pol\u00edtica cambial e medidas que mudaram o com\u00e9rcio internacional do pa\u00eds, de acordo com Soraya Rosar, gerente-executiva de negocia\u00e7\u00f5es internacionais da CNI. &#8220;O Brasil tem sido um dos pa\u00edses mais afetados, tendo em vista que temos um grande com\u00e9rcio com a Argentina&#8221;. Outra demanda dos empres\u00e1rios \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de burocracias nas fronteiras.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Atividade ganha ritmo na China<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>V\u00e1rios indicadores da economia chinesa de novembro mostram acelera\u00e7\u00e3o da atividade, mas com alta moderada da infla\u00e7\u00e3o ao consumidor. J\u00e1 os pre\u00e7os no atacado n\u00e3o foram pressionados e at\u00e9 recuaram.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a produ\u00e7\u00e3o industrial cresceu 10,1% em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2011, segundo o Escrit\u00f3rio Nacional de Estat\u00edsticas da China. O resultado superou a expectativa e indica que houve acelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a outubro, quando a alta anual havia sido de 9,6%.<\/p>\n<p>Ocorreu tamb\u00e9m acelera\u00e7\u00e3o no ritmo da ind\u00fastria na compara\u00e7\u00e3o mensal. Em novembro, a produ\u00e7\u00e3o industrial da China aumentou 0,86% em rela\u00e7\u00e3o a outubro, quando o indicador tinha crescido 0,81% ante setembro.<\/p>\n<p>O ritmo mais intenso da ind\u00fastria reflete o avan\u00e7o das vendas no varejo. Em novembro, o com\u00e9rcio ampliou em 14,9% as vendas ante igual per\u00edodo de 2011, ap\u00f3s terem subido 14,5% em outubro na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>O movimento de alta mensal da produ\u00e7\u00e3o industrial se repetiu no varejo. De outubro para novembro, as vendas do com\u00e9rcio cresceram 1,47%. \u00c9 um ritmo maior comparado ao de setembro para outubro, que havia sido de 1,34%.<\/p>\n<p>Pre\u00e7os<\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o da atividade teve algum impacto nos pre\u00e7os ao consumidor. No m\u00eas passado, a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor (CPI, na sigla em ingl\u00eas) foi de 2% em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2011. O resultado ficou ligeiramente abaixo da previs\u00e3o de mercado (2,1%), mas avan\u00e7ou em rela\u00e7\u00e3o a alta anual de 1,7% em outubro. Mensalmente, a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor tamb\u00e9m se acelerou: saiu do terreno negativo, isto \u00e9, queda de 0,1% de setembro para outubro, e subiu 0,1% de outubro para novembro.<\/p>\n<p>No atacado, no entanto, os pre\u00e7os continuaram bem comportados. O \u00edndice de pre\u00e7os ao produtor (PPI, na sigla em ingl\u00eas) da China caiu 2,2% em novembro ante o mesmo m\u00eas de 2011. Em outubro, a queda do indicador havia sido de 2,8%. Mensalmente, de outubro para novembro, o PPI caiu 0,1%, ap\u00f3s ter subido 0,2% de setembro para outubro.<\/p>\n<p>J\u00e1 os investimentos mantiveram o ritmo de crescimento. De janeiro a novembro, o investimento cresceu 20,7% ante igual per\u00edodo de 2011. O resultado repetiu o desempenho de janeiro a outubro, mas ficou ligeiramente abaixo da proje\u00e7\u00e3o do mercado (20,8%) na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Em um ano, bancos europeus cortaram quase US$ 100 bi em cr\u00e9ditos ao Brasil<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os bancos europeus reduzi ram sua exposi\u00e7\u00e3o, cr\u00e9ditos e empr\u00e9stimos no Brasil em qua se US$ 100 bilh\u00f5es em apenas um ano. Os dados s\u00e3o do Ban co de Compensa\u00e7\u00f5es Interna cionais (BIS), O \u00f3rg\u00e3o destaca que a crise na zona do euro tem provocado retra\u00e7\u00e3o da ati vidade internacional dos ban cos da regi\u00e3o e uma queda dr\u00e1stica dos empr\u00e9stimos, mesmo diante da inje\u00e7\u00e3o de trilh\u00f5es de d\u00f3lares pelos ban cos centrais dos pa\u00edses ricos.<\/p>\n<p>Para a entidade com sede na Basileia, reformas prometidas n\u00e3o est\u00e3o sendo realizadas e a a\u00e7\u00e3o de socorro dos BCs &#8220;tem seus limites&#8221;. Dados do BIS, por tanto, explicitam como o siste ma financeiro ainda n\u00e3o conse guiu se recuperar e, no caso dos bancos europeus, perdem espa \u00e7o de forma radical pelo mundo.<\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras do colapso do Lehman Brothers, em 2008,78% dos I cr\u00e9ditos internacionais concedi dos ao Brasil vinham da Europa. Hoje, essa taxa caiu para 63%. A rela\u00e7\u00e3o entre a Europa e o Brasil, por\u00e9m, \u00e9 apenas um reflexo de um cen\u00e1rio mais amplo.<\/p>\n<p>Apenas no segundo trimestre de 2012, os bancos de todo o mundo voltaram a fechar suas torneiras e os empr\u00e9stimos so freram a segunda maior queda desde 2009. A contra\u00e7\u00e3o apenas no trimestre foi de US$ 575 bi lh\u00f5es, em grande parte por culpa dos bancos de pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>Europa, Jap\u00e3o e Estados Uni dos apresentaram queda de em pr\u00e9stimos de US$ 318 bilh\u00f5es en tre mar\u00e7o e junho, aprofundan do a redu\u00e7\u00e3o de US$ 64 bilh\u00f5es que j\u00e1 havia sido identificada no in\u00edcio do ano. Na zona do euro, a queda foi de US$ 75 bilh\u00f5es, ante uma redu\u00e7\u00e3o de mais US$ 187 bi lh\u00f5es pelos bancos brit\u00e2nicos.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o de bancos interna cionais nos mercados do sul da Europa tamb\u00e9m voltou a cair, em US$ 16 bilh\u00f5es. Com essa queda de 7%, bancos t\u00eam US$ 201 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos na Espa nha, It\u00e1lia, Portugal e Gr\u00e9cia. Par te desses bancos est\u00e1 trocando sua exposi\u00e7\u00e3o nesses mercados<\/p>\n<p>\u00ed por pap\u00e9is da d\u00edvida do setor p\u00fa blico da Alemanha e Fran\u00e7a. No total, pap\u00e9is da d\u00edvida na Europa j\u00e1 atra\u00edram US$ 1,7 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>O BIS deixa claro que a inje\u00e7\u00e3o de recursos pelos BCs nos merca dos est\u00e1 apenas dando tempo pa ra permitir que os bancos fa\u00e7am as reformas necess\u00e1rias para vol tarem a atuar com solidez. O pro\u00adblema \u00e9 que, segundo o BIS, as reformas n\u00e3o est\u00e3o ocorrendo e bancos continuam sem empres tar, aprofundando a crise.<\/p>\n<p>Segundo Stephen Cecchetti, economista-chefe do BIS, o siste ma financeiro est\u00e1 mais seguro hoje e os bancos reconheceram suas perdas. Mas as reformas e a aplica\u00e7\u00e3o do acordo da Basileia III ainda est\u00e3o incompletos. &#8220;Sem reformas, economias n\u00e3o voltar\u00e3o a crescer&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>Retra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do BIS, um dos fatores que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a retra\u00e7\u00e3o das atividades internacionais dos bancos europeus, em busca de solu\u00e7\u00f5es aos problemas de suas sedes. 1 Apesar de os cr\u00e9ditos para emer-; gentes terem se mantido est\u00e1veis no segundo trimestre de 20i2? com alta de 0,2% (US$ 6 bilh\u00f5es), a redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o aos emergentes foi de US$ 128&#8243; bilh\u00f5es. No caso do Leste Euro peu, a queda foi de 57%. O caso brasileiro \u00e9 tamb\u00e9m um dos destaques. Em meados de 2011, os empr\u00e9stimos e posi \u00e7\u00f5es de bancos europeus no Bra sil somavam US$ 416 bilh\u00f5es. Ao final daquele ano, o volume j\u00e1 ti nha sido reduzido para US$ 351 bilh\u00f5es. Agora, os novos n\u00fame ros apontam um total de apenas US$ 322 bilh\u00f5es. Em um ano, a redu\u00e7\u00e3o foi de US$ 94 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Grande parte desse fen\u00f4meno se explica pelos bancos espa nh\u00f3is no Brasil, que ao final do primeiro semestre tinha no Pa\u00eds um estoque de participa\u00e7\u00e3o de US$ 169 bilh\u00f5es, US$ 20 bilh\u00f5es a menos que em mar\u00e7o de 2012. .Bancos brit\u00e2nicos tamb\u00e9m redu ziram suas exposi\u00e7\u00f5es em US$ 9 bilh\u00f5es em tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o dos bancos euro peus acabou afetando o resulta do geral do Brasil. No segundo trimestre do ano, o Pa\u00eds regis trou uma contra\u00e7\u00e3o de empr\u00e9sti mos de US$ 5,5 bilh\u00f5es, a segun da maior entre todos os pa\u00edses emergentes e superado apenas pelo Gatar. R\u00fassia, \u00edndia, M\u00e9xi co e China registraram no mes mo per\u00edodo uma forte expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros apontam que, des de 2010, o volume ao Brasil vem caindo. H\u00e1 dois anos, o Pa\u00eds atraiu US$ 83 bilh\u00f5es em novos cr\u00e9ditos. Em 2011, foram US$ 31 bilh\u00f5es. Parte das atividades dos bancos europeus tem sido substi tu\u00edda por capital nacional e mes mo por bancos de outras re gi\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es americanas, aumentaram sua participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bancos asi\u00e1ticos tamb\u00e9m esta riam tomando o lugar deixado pelos europeus. Um exemplo \u00e9 a pr\u00f3pria \u00c1sia, com a substitui\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos que antes vi nham de bancos.da Su\u00ed\u00e7a por ca pital local. O aumento foi de US$ 613 bilh\u00f5es entre 2008 e 2012, al ta de 41%. Mas a participa\u00e7\u00e3o dos bancos europeus despencou de 27% para apenas 13%.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, a expans\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o mundial tamb\u00e9m foi verificada entre 2008 e 2012.<\/p>\n<p>Os estoques de exposi\u00e7\u00e3o au mentaram 34%, de US$ 377 bi lh\u00f5es para US$ 507 bilh\u00f5es. Mas, assim como na \u00c1sia, a tend\u00eancia foi acompanhada por uma margi naliza\u00e7\u00e3o dos bancos europeus.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Recompra de d\u00edvida grega fica abaixo da meta<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O ambicioso plano do governo da Gr\u00e9cia para recomprar dezenas de bilh\u00f5es de euros em d\u00edvida, como foi exigido pelos credores oficiais do pa\u00eds em troca de nova ajuda, ficou abaixo da meta e pode obrigar os bancos locais a aumentarem as promessas para garantir o sucesso da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo fontes, a Gr\u00e9cia atraiu entre 26 bilh\u00f5es e 28 bilh\u00f5es em ofertas, pouco abaixo dos 30 bilh\u00f5es que o governo tinha como meta. As fontes disseram que a Gr\u00e9cia est\u00e1 considerando reabrir a recompra hoje, tr\u00eas dias depois de fechar os livros do acordo, em um esfor\u00e7o para atrair propostas melhores dos investidores.<\/p>\n<p>No entanto, dois grandes bancos comerciais gregos, que det\u00eam quase 25% dos b\u00f4nus do pa\u00eds e disseram estar prontos para apoiar o plano de recompra, ainda mant\u00eam entre 4 bilh\u00f5es e 5 bilh\u00f5es em d\u00edvida do governo, o bastante para cobrir o rombo, segundo as fontes.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia encerrou na sexta-feira um per\u00edodo de oferta de uma semana para seu programa de recompra de d\u00edvida, que pretende retomar quase metade dos cerca de 62 milh\u00f5es em d\u00edvida detida por credores privados. O plano foi colocado em pr\u00e1tica quase duas semanas ap\u00f3s os ministros de Finan\u00e7as europeus concordarem com uma complexa s\u00e9rie de medidas para cortar a d\u00edvida.<\/p>\n<p>A mais significativa dessas medidas era o plano pelo qual o governo usaria at\u00e9 10 bilh\u00f5es para recomprar b\u00f4nus soberanos em circula\u00e7\u00e3o por cerca de um ter\u00e7o de seu valor de face, reduzindo, assim, a d\u00edvida do pa\u00eds em 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Nenhum dos maiores bancos da Gr\u00e9cia revelou quantos b\u00f4nus venderiam ao governo, mas, de acordo com autoridades banc\u00e1rias, os bancos se comprometeram a vender apenas 10 bilh\u00f5es em t\u00edtulos ou cerca de 67% do total de suas carteiras.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s Doha, meta de ambientalistas \u00e9 fechar acordo global em 2015<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas terminaram um cap\u00edtulo em Doha, no Qatar, e t\u00eam \u00e0 frente um desafio muito maior: chegar a um acordo global em 2015 que resolva o problema a partir de 2020. No s\u00e1bado \u00e0 noite, quando se encerrou a COP18, isso parecia dif\u00edcil e distante. N\u00e3o h\u00e1 dinheiro, n\u00e3o h\u00e1 vontade pol\u00edtica e n\u00e3o h\u00e1 lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 duro&#8221;, confidenciou a comiss\u00e1ria do Clima europeia, Connie Hedegaard, a Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace nos \u00faltimos minutos do encontro em Doha. \u00c0 imprensa, instantes depois, ela disse que &#8220;agora vamos ter que construir o futuro regime. Temos que ver como podemos deixar o que \u00e9 velho para tr\u00e1s&#8221;.<\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica chegou a uma fase cr\u00edtica. O Protocolo de Kyoto entrou em seu segundo per\u00edodo de compromisso. Isso garante um arcabou\u00e7o legal para o futuro e estimados 18% de redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de gases-estufa em 2020 em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 1990. Estudos cient\u00edficos dizem que \u00e9 preciso chegar a algo entre 25% e 40% nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, mas esses n\u00fameros n\u00e3o est\u00e3o sobre a mesa. O financiamento a uma economia de baixo carbono \u00e9 o tema-chave da transi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o avan\u00e7a.<\/p>\n<p>Em Doha os negociadores conseguiram apenas prolongar a atua\u00e7\u00e3o de um plano de trabalho para discutir o assunto. Dinheiro de curto prazo para que pa\u00edses mais pobres e vulner\u00e1veis possam se adaptar aos impactos da mudan\u00e7a do clima n\u00e3o foi acertado como um compromisso dos pa\u00edses ricos. N\u00e3o h\u00e1 um caminho claro para que se chegue aos US$ 100 bilh\u00f5es ao ano para enfrentar o problema a partir de 2020, como promessa feita pelos governos na confer\u00eancia de Copenhague, em 2009. Ao ser negociado a partir do ano que vem, o novo acordo, que pretende finalmente reunir todas os pa\u00edses na mesma moldura, ter\u00e1 que resolver as pend\u00eancias que est\u00e3o aqui: quem paga a conta, quem corta mais, quem faz os maiores esfor\u00e7os, como se ajudam os mais pobres, como transferir tecnologias limpas, como financiar tudo isso.<\/p>\n<p>Os representantes dos governos, em Doha, come\u00e7aram a falar com mais frequ\u00eancia sobre a necessidade de se ter mais recursos privados para as quest\u00f5es do clima. &#8220;Todos sabem que os governos n\u00e3o v\u00e3o conseguir solucionar esse desafio sem recursos do setor privado&#8221;, disse o embaixador Andr\u00e9 Corr\u00eaa do Lago, chefe dos negociadores brasileiros em Doha.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o vamos conseguir resolver o problema da mudan\u00e7a do clima sem grandes quantidades de dinheiro tanto em mitiga\u00e7\u00e3o dos gases-estufa como em adapta\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Jennifer Morgan, diretora do programa de clima e energia do World Resources Institute, um think tank de pesquisa nesse campo com base em Washington. \u00c9 preciso direcionar a economia para uma produ\u00e7\u00e3o mais limpa e menos emissora, com mais fontes de energia renov\u00e1vel e menos dependente dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. &#8220;Isso tem que acontecer em todos os lugares&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>&#8220;Se quisermos ficar nos 2\u00baC de aquecimento da temperatura temos que ter dinheiro p\u00fablico e dinheiro privado&#8221;, diz Samantha Smith, a coordenadora da iniciativa de clima e energia do WWF. S\u00e3o os governos, diz ela, que t\u00eam que providenciar recursos para que seja poss\u00edvel se adaptar aos impactos do clima fazendo obras caras de infraestrutura. &#8220;E tamb\u00e9m \u00e9 preciso dinheiro p\u00fablico para estimular que a economia se volte a atividades e fontes de baixo carbono.&#8221;<\/p>\n<p>A busca por novas fontes de recursos para financiar a transi\u00e7\u00e3o \u00e0 economia de baixo carbono vem sendo feita nos \u00faltimos anos. H\u00e1 iniciativas para criar uma taxa de carbono e tamb\u00e9m para taxar as emiss\u00f5es a\u00e9reas e mar\u00edtimas, mas h\u00e1 forte oposi\u00e7\u00e3o dos governos em tomar tais medidas. &#8220;Esse processo n\u00e3o vai a lugar nenhum sem a lideran\u00e7a dos chefes de governo&#8221;, diz Martin Kaiser, especialista em clima do Greenpeace. &#8220;Se essas confer\u00eancias continuarem como &#8220;business as usual&#8221;, ou seja, com tudo como sempre foi, ir\u00e3o acabar com a sua reputa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Carlos Rittl, coordenador do programa de mudan\u00e7a do clima do WWF-Brasil diz que h\u00e1 &#8220;um abismo moral&#8221; entre o que dizem os cientistas e o que vem sendo negociado nas confer\u00eancias do clima. &#8220;Esse \u00e9 um processo multilateral que \u00e9 falho, mas o rel\u00f3gio est\u00e1 girando e \u00e9 preciso que os governos liderem e assumam esse problema&#8221;, diz ele. &#8220;Continuamos com compromissos vagos, metas sem ambi\u00e7\u00e3o e sem dinheiro.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Temos que ter lideran\u00e7as nacionais fortes que implementem pol\u00edticas p\u00fablicas e vejam que a mudan\u00e7a do clima \u00e9 um grande risco para todos n\u00f3s&#8221;, diz Jennifer Morgan, do WRI. &#8220;Os chefes de Estado deveriam dizer que esse \u00e9 o desafio da nossa gera\u00e7\u00e3o e enfrentar o problema.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4004\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4004","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-12A","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4004"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4004\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}