{"id":4009,"date":"2012-12-10T22:21:36","date_gmt":"2012-12-10T22:21:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4009"},"modified":"2012-12-10T22:21:36","modified_gmt":"2012-12-10T22:21:36","slug":"fundada-a-unidade-classista-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4009","title":{"rendered":"FUNDADA A UNIDADE CLASSISTA!"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>(Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica do I Congresso Nacional da UNIDADE CLASSISTA)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A crise sist\u00eamica do capitalismo\u00a0revela claramente a natureza,\u00a0os problemas e debilidades desse sistema, bem como confirma as tend\u00eancias\u00a0gerais de concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o\u00a0do capital no plano mundial.\u00a0Ao mesmo tempo, e tamb\u00e9m como decorr\u00eancia das tend\u00eancias do sistema, cresce o processo de proletariza\u00e7\u00e3o das camadas m\u00e9dias e do campesinato e aumenta a pobreza, ampliando o fosso entre propriet\u00e1rios e prolet\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Estamos,\u00a0hoje,\u00a0diante de uma violenta ofensiva do capital para\u00a0precarizar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, reduzir os sal\u00e1rios e tentar retirar dos trabalhadores os poucos direitos que lhes restam.\u00a0Para isso, cada vez mais as sociedades se fascistizam, assim como a pobreza e os movimentos pol\u00edticos e sociais que se antep\u00f5em \u00e0 ordem s\u00e3o criminalizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">As guerras imperialistas s\u00e3o parte deste projeto. Deixaram de ser conflitos pela hegemonia entre pot\u00eancias capitalistas. Estas se uniram para promover guerras de rapina contra os povos, constituindo um cons\u00f3rcio imperialista que partilha o mundo num processo de amplia\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o e da explora\u00e7\u00e3o, em que os que mais sofrem s\u00e3o os trabalhadores e os que se salvam s\u00e3o fra\u00e7\u00f5es da burguesia nativa. Infelizmente, esta ofensiva se d\u00e1 ainda sem a\u00a0consolida\u00e7\u00e3o de um polo de resist\u00eancia prolet\u00e1ria no \u00e2mbito mundial, em que pesem todas as manifesta\u00e7\u00f5es populares, dispersas e difusas, em todo o planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as nos \u00e9\u00a0desfavor\u00e1vel. Ainda sofremos o impacto da contrarrevolu\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e no Leste Europeu e da degenera\u00e7\u00e3o de muitos partidos ditos de esquerda e de setores hegem\u00f4nicos do movimento sindical. Com a queda da URSS e das outras experi\u00eancias de constru\u00e7\u00e3o do socialismo no Leste Europeu, as burguesias em toda a parte vieram tirar os poucos direitos que haviam sido obrigadas a assegurar aos trabalhadores, como express\u00e3o de suas lutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os governos do capital se utilizam de fundos p\u00fablicos para aumentar a sua acumula\u00e7\u00e3o, com a transfer\u00eancia de gigantescos recursos financeiros para \u201csalvar\u201d e alavancar as grandes empresas. Imp\u00f5em dr\u00e1sticos cortes or\u00e7ament\u00e1rios nas \u00e1reas sociais, praticam a ren\u00fancia fiscal e estimulam o consumismo, endividando cada vez mais as fam\u00edlias dos trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Mais do que nunca, v\u00e3o-se as ilus\u00f5es na possibilidade de se reeditar governos de base socialdemocrata, lastreados em um pacto de desenvolvimento entre a classe trabalhadora e os capitalistas, voltado para a distribui\u00e7\u00e3o da renda e para avan\u00e7os sociais, abrindo espa\u00e7o para uma evolu\u00e7\u00e3o gradual da sociedade no rumo do socialismo, na l\u00f3gica do reformismo.\u00a0Tampouco se pode crer que ser\u00e1 poss\u00edvel avan\u00e7ar para o Socialismo cumulativamente, a partir de pequenas conquistas dos trabalhadores.\u00a0Somente com muita\u00a0luta os trabalhadores arrancar\u00e3o qualquer conquista, por menor que seja, e marchar\u00e3o no caminho da constru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do Socialismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O jogo da democracia burguesa \u00e9\u00a0cada vez mais de cartas marcadas,\u00a0com restri\u00e7\u00f5es crescentes \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos partidos comprometidos com o Socialismo. As elei\u00e7\u00f5es, em geral,\u00a0se\u00a0transformam em meras disputas de estilos de administrar a crise, ainda que surjam contraposi\u00e7\u00f5es em alguns pa\u00edses. A luta de massas, em todas as suas formas, continuar\u00e1 sendo a\u00a0principal\u00a0arma de que disp\u00f5e o proletariado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os trabalhadores enfrentam as mais duras batalhas. Na Europa. resistem, fazendo greves e manifesta\u00e7\u00f5es unificadas contra os planos da burguesia de sa\u00edda da crise \u00e0s custas do sangue da classe trabalhadora.\u00a0 H\u00e1\u00a0ainda luta nos EUA, na \u00c1sia, na \u00c1frica e na\u00a0\u00a0Am\u00e9rica Latina, onde as popula\u00e7\u00f5es enfrentam terr\u00edveis planos do capital para a supera\u00e7\u00e3o da crise, sem preju\u00edzo dos lucros e interesses burgueses. Assim, a ofensiva do capital provoca o acirramento da luta de classes e suscita, em contrapartida, uma intensa mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, permitindo que o cen\u00e1rio da hist\u00f3ria se abra para futuras transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais, colocada a necessidade da alternativa socialista. Reafirmamos nosso compromisso internacionalista, levantando bem alto a bandeira da solidariedade de classe e impulsionando a organiza\u00e7\u00e3o unificada dos trabalhadores al\u00e9m das fronteiras nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Todo esse quadro aponta para o surgimento e o fortalecimento de novas formas de organiza\u00e7\u00e3o e luta, as quais poder\u00e3o fazer com que o movimento sindical e oper\u00e1rio,\u00a0hoje\u00a0majoritariamente domesticado pelo capital,\u00a0seja\u00a0\u00a0sacudido por fortes ventos vindo de baixo, varrendo dirigentes conciliadores, recolocando o sindicato no trilho da luta de classes. \u00c9 fundamental, assim, que o movimento sindical se engaje fortemente, em conjunto com outros movimentos sociais, nas lutas anticapitalistas que tenham como objetivo, no caminho da\u00a0 constru\u00e7\u00e3o contra-hegem\u00f4nica do ide\u00e1rio socialista e comunista, a materializa\u00e7\u00e3o do bloco revolucion\u00e1rio do proletariado e a constru\u00e7\u00e3o das bases materiais para a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">No Brasil, a ordem do capital se mant\u00e9m com o imenso poder da burguesia monopolista,\u00a0internacionalizada, associada subalternamente \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es, a oligarquia industrial e financeira que tem como base os pa\u00edses desenvolvidos (no que L\u00eanin classificou como Imperialismo), coligada a grupos nacionais, em sua maioria, de menor porte.\u00a0\u00a0A democracia de fachada necessita da coopta\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as sindicais e populares, para o apassivamento dos trabalhadores. Para tal, tamb\u00e9m se ameniza a pobreza absoluta, ao mesmo tempo em que se intensifica a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.\u00a0Em nosso pa\u00eds, nunca os banqueiros, as empreiteiras, o agroneg\u00f3cio e os monop\u00f3lios\u00a0tiveram tanto lucro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A pol\u00edtica econ\u00f4mica e a pol\u00edtica externa do Estado brasileiro est\u00e3o a servi\u00e7o do projeto de fazer do Brasil uma grande pot\u00eancia capitalista internacional, nos marcos do imperialismo. Este projeto, refor\u00e7ado pelo relativo crescimento observado pelo Brasil nos \u00faltimos 10 anos, trouxe para o mercado uma nova leva de consumidores que, alavancados pela oferta de cr\u00e9dito, adquirem bens de consumo\u00a0e se sentem \u201cinclu\u00eddos\u201d, fazendo com que quest\u00f5es como os direitos sociais e a garantia de emprego sejam deixados em segundo plano. Esta \u00e9 a base material da hegemonia conservadora, de car\u00e1ter apassivador, de que desfruta,\u00a0hoje, a burguesia brasileira, uma hegemonia que se espelha, com clareza, no terreno eleitoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O Brasil est\u00e1\u00a0passando por um processo\u00a0de avan\u00e7o monopolista\u00a0que vive um momento crucial. A amea\u00e7a de a crise bater \u00e0 nossa porta exige um salto de qualidade, com o aumento da mais valia e a ado\u00e7\u00e3o de mais medidas liberalizantes. Para fugir da crise \u2013 na \u00f3tica do capital e de seus representantes no governo -, \u00e9 fundamental facilitar as condi\u00e7\u00f5es para o capital se reproduzir, reduzindo o custo do trabalho, desonerando a folha de pagamento, renunciando a impostos e retomando a privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O avan\u00e7o monopolista\u00a0por que passa o Brasil vem levando a uma forte transforma\u00e7\u00e3o do papel do Estado,\u00a0fortalecido para garantir recursos aos grandes grupos privados e cada vez mais precarizado no que diz respeito \u00e0 oferta de servi\u00e7os p\u00fablicos em geral, muitos dos quais v\u00eam sendo privatizados de forma crescente. Como instrumento dessa transforma\u00e7\u00e3o e como decorr\u00eancia dela, o funcionalismo p\u00fablico vem sofrendo tamb\u00e9m\u00a0grande\u00a0precariza\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, com o aviltamento dos sal\u00e1rios e a utiliza\u00e7\u00e3o da terceiriza\u00e7\u00e3o em escala crescente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O recente pacote econ\u00f4mico anunciado pelo governo, envolvendo imensos recursos para obras de infraestrutura, \u00e9 parte deste esfor\u00e7o. Ele\u00a0 consolida e aprofunda a op\u00e7\u00e3o pelo grande capital e amplia de maneira acelerada o processo de privatiza\u00e7\u00e3o da economia brasileira. Mais uma vez fica demonstrado o car\u00e1ter\u00a0de classe do governo Dilma: enquanto endurece as negocia\u00e7\u00f5es com os trabalhadores p\u00fablicos, abre os cofres do governo, atrav\u00e9s do mecanismo da d\u00edvida interna e via BNDES, para os empres\u00e1rios adquirirem o pr\u00f3prio patrim\u00f4nio p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O \u201cespet\u00e1culo do crescimento\u201d, prometido por Lula em sua primeira posse e assegurado pelos seus governos, \u00e9 fomentado ainda pelos recursos incalcul\u00e1veis dos fundos de pens\u00e3o de estatais, dirigidos por ex-sindicalistas cutistas que se sofisticaram na administra\u00e7\u00e3o do capital. O mais vergonhoso \u00e9 que a CUT e outras centrais pelegas, que deveriam estar ao lado dos trabalhadores, defendem as medidas privatizantes, o que demonstra a completa degenera\u00e7\u00e3o do sindicalismo chapa branca e pelego no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Dentro em breve estaremos diante da maior amea\u00e7a aos trabalhadores das \u00faltimas d\u00e9cadas: a proposta de flexibiliza\u00e7\u00e3o para baixo de direitos trabalhistas, que em breve o governo enviar\u00e1\u00a0 ao Congresso Nacional. Para criar ilus\u00f5es, o projeto ser\u00e1 apresentado pelo simb\u00f3lico Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC, com o aval de Lula e de um Ministro do Trabalho de sobrenome Brizola. Como o projeto tramitar\u00e1 num Congresso Nacional hegemonizado pelo capital, a emenda ser\u00e1 pior que o soneto, \u00e0 semelhan\u00e7a do que aconteceu com o C\u00f3digo Florestal,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O \u201cAcordo Coletivo de Trabalho com Prop\u00f3sito Espec\u00edfico\u201d, caso aprovado, consagrar\u00e1 o grande objetivo dos empres\u00e1rios, de que \u201co acordado prevale\u00e7a sobre o legislado\u201d, como se houvesse \u201clivre negocia\u00e7\u00e3o\u201d entre a forca e o enforcado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Ao inv\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho e do fim das horas extras, generaliza-se o Banco de Horas,\u00a0que desestabiliza o tempo livre do trabalhador, pois esse ficar\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do capital de acordo com os picos de produ\u00e7\u00e3o. No lugar do aumento real de sal\u00e1rios, prevalece a Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros, que n\u00e3o incide sobre as verbas salariais, \u00e9 isenta de encargos sociais e n\u00e3o se incorpora aos sal\u00e1rios. Al\u00e9m disso, a l\u00f3gica do &#8220;associado&#8221; coopta a classe trabalhadora na sua subjetividade, abafando o antagonismo de classe. Infelizmente,\u00a0neste caso, a a\u00e7\u00e3o\u00a0dos poucos setores combativos do sindicalismo brasileiro \u00e9 equivocada, pois nada fazem\u00a0 para desconstruir o pano de fundo perverso relacionado ao aumento dos &#8220;ganhos&#8221; da PLR,\u00a0que de fato representa a intensifica\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o da mais valia. No setor de servi\u00e7os, a d\u00e9bil organiza\u00e7\u00e3o sindical facilita a precariza\u00e7\u00e3o e o desrespeito aos mais elementares direitos dos trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A vig\u00eancia destes \u201cacordos espec\u00edficos\u201d inviabilizar\u00e1 campanhas salariais e greves unificadas e esmorecer\u00e1 o esp\u00edrito de classe entre os trabalhadores. Querem levar os conflitos para serem conciliados dentro das empresas, ambiente favor\u00e1vel para a press\u00e3o e a chantagem contra os trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Outro objetivo do projeto \u00e9\u00a0a implanta\u00e7\u00e3o no Brasil do modelo norte-americano de sindicato por empresa, prop\u00edcio \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o de classe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Este projeto \u00e9\u00a0o ponto alto dos recentes ataques do governo aos trabalhadores, j\u00e1\u00a0materializados na desonera\u00e7\u00e3o generalizada da folha de pagamentos na ind\u00fastria, no projeto de nova contrarreforma da previd\u00eancia e na correria para aprovar a lei de greve no servi\u00e7o p\u00fablico, medidas que contam com o apoio expl\u00edcito ou o sil\u00eancio c\u00famplice das centrais sindicais oficiais, correias de transmiss\u00e3o do capital entre os trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Retiram-se direitos consagrados e ainda querem que os trabalhadores acreditem que a \u00fanica possibilidade de seus interesses serem atendidos depende do crescimento da economia capitalista e dos vultosos lucros que da\u00ed\u00a0derivam. \u00c9\u00a0a velha e surrada cantilena de \u201cdeixar primeiro crescer o bolo para depois distribuir\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Como consequ\u00eancia da forte hegemonia de que as ideias e pol\u00edticas neoliberais desfrutaram, principalmente na d\u00e9cada de 90 e parte da d\u00e9cada passada, e refletindo a fragmenta\u00e7\u00e3o e a fragiliza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora em geral, \u00a0o atual sindicalismo, com poucas exce\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito mundial, foi cooptado e estatizado pela ordem burguesa, seja na aceita\u00e7\u00e3o da ordem capitalista \/ liberal, seja na proposi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e medidas para a suaviza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o, abrindo m\u00e3o, definitivamente, da perspectiva socialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A prec\u00e1ria articula\u00e7\u00e3o internacional entre os trabalhadores mostra a necessidade de fortalecer a FSM (Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial) que vem se recuperando do esvaziamento dos anos 90 do s\u00e9culo passado, como \u00e9 prova o combativo e expressivo \u00faltimo Congresso da Federa\u00e7\u00e3o, realizado em 2011, na cidade de Atenas, onde esteve presente uma delega\u00e7\u00e3o de sindicalistas do PCB, hoje fundadores da Unidade Classista. A FSM, hoje, tem um papel primordial na deflagra\u00e7\u00e3o do movimento grevista na Europa, contra as medidas de austeridade dos governos que jogam a conta da crise do capitalismo para os trabalhadores pagarem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Chegou o momento de dizer basta! Basta de alian\u00e7as com a classe que se apodera dos meios sociais de produ\u00e7\u00e3o e da riqueza socialmente constru\u00edda. Basta de pagar a conta da crise e de fazer sacrif\u00edcios para os capitalistas sa\u00edrem de suas crises; basta de ver o trabalho de muitos se transformando na riqueza e poder de poucos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Devemos ampliar e aprofundar a\u00e7\u00f5es voltadas para o fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o e da consci\u00eancia de classe dos trabalhadores, no sentido da constru\u00e7\u00e3o e aprofundamento dos mecanismos necess\u00e1rios ao desenvolvimento da luta contra-hegem\u00f4nica. \u00c9\u00a0tarefa premente para UNIDADE CLASSISTA contribuir na organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores da cidade e do campo,\u00a0dos setores privado e p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Dessa forma, al\u00e9m de priorizar a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos locais de trabalho, \u00e9\u00a0necess\u00e1rio lutar junto aos jovens, mulheres, negros, desempregados, aposentados, terceirizados e demais movimentos populares, articular suas lutas e movimentos, contribuindo na constru\u00e7\u00e3o de uma frente anticapitalista e anti-imperialista\u00a0que possa organizar grandes jornadas de lutas capazes de unificar a classe trabalhadora e preparar o eixo central da estrada revolucion\u00e1ria rumo ao Socialismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Neste momento crucial para os trabalhadores e a humanidade,\u00a0torna-se\u00a0inadi\u00e1vel a consolida\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o da UNIDADE CLASSISTA, um instrumento de a\u00e7\u00e3o dos comunistas brasileiros no movimento sindical e oper\u00e1rio para contribuir no resgate do sindicalismo classista<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Rio de Janeiro,\u00a018 de novembro de 2012.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/csunidadeclassista.blogspot.com.br\/2012\/12\/declaracao-politica-do-i-congresso.html\" target=\"_blank\">http:\/\/csunidadeclassista.blogspot.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nPCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nFUNDADA A UNIDADE CLASSISTA!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4009\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-4009","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c31-unidade-classista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-12F","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4009"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4009\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}