{"id":4012,"date":"2012-12-11T20:20:25","date_gmt":"2012-12-11T20:20:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4012"},"modified":"2012-12-11T20:20:25","modified_gmt":"2012-12-11T20:20:25","slug":"colombia-lisrael-da-america-latinar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4012","title":{"rendered":"Col\u00f4mbia, \u00abIsrael da Am\u00e9rica Latina\u00bb"},"content":{"rendered":"\n<p>Na sua recente visita a Portugal, o presidente da Col\u00f4mbia trazia na sua comitiva Germ\u00e1n Efromovich, dono do Synergy Group, \u00fanico candidato, at\u00e9 ao momento, \u00e0 compra da companhia a\u00e9rea portuguesa. Efromovich n\u00e3o s\u00f3 det\u00e9m a maior empresa de avia\u00e7\u00e3o do seu pa\u00eds, a Avianca, como est\u00e1 a ser investigado por queixas de viola\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores aeroportu\u00e1rios. \u00c9 um exemplar t\u00edpico da oligarquia delinquente que controla o mais fiel aliado do imperialismo na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Quando o presidente da Col\u00f4mbia aterrou em Lisboa, para uma visita de dois dias, levantava-se em Portugal a maior greve geral das duas \u00faltimas d\u00e9cadas. Em confronto com o governo portugu\u00eas, rejeitando a inger\u00eancia externa da troika e sem medo de dar a cara, milhares de trabalhadores, de bra\u00e7o dado, davam corpo aos piquetes \u00e0 porta das empresas. Um dos mais importantes membros da comitiva colombiana, provavelmente, n\u00e3o ter\u00e1 ficado agradado com o n\u00edvel de ades\u00e3o dos trabalhadores da TAP \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o. \u00c9 que Germ\u00e1n Efromovich, dono do Synergy Group, \u00fanico candidato, at\u00e9 ao momento, \u00e0 compra da companhia a\u00e9rea portuguesa, n\u00e3o s\u00f3 det\u00e9m a maior empresa de avia\u00e7\u00e3o do seu pa\u00eds, a Avianca, como est\u00e1 a ser investigado por queixas de viola\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores aeroportu\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>As liga\u00e7\u00f5es perigosas entre o potencial comprador da TAP e Israel<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no dia da greve geral, do outro lado do Mediterr\u00e2neo, ca\u00eda assassinado, na Faixa de Gaza, o respons\u00e1vel pela ala militar do Hamas. A morte de Ahmed Jabari ter\u00e1 feito esquecer ao mais velho dos irm\u00e3os Efromovich, pelo menos por momentos, a combatividade dos trabalhadores da TAP. Germ\u00e1n e Jos\u00e9, nascidos na capital da Bol\u00edvia com cinco anos de diferen\u00e7a, s\u00e3o fruto da rela\u00e7\u00e3o entre dois judeus polacos que para a\u00ed fugiram durante a II Guerra Mundial. Cresceram em S\u00e3o Paulo, no Brasil, e estenderam, mais tarde, os neg\u00f3cios \u00e0 Col\u00f4mbia. Entre o grupo econ\u00f3mico Synergy Group, com sede em Bogot\u00e1 e com neg\u00f3cios em v\u00e1rios sectores, destaca-se a EAE Solu\u00e7\u00f5es Aeroespaciais, criada no ano passado, em parceria com a Israel Aerospace Industries (IAI). Trata-se nada mais, nada menos do que o maior fabricante israelita de produtos aeroespaciais e aeron\u00e1uticos para uso militar e civil e que \u00e9 propriedade do Estado de Israel.<\/p>\n<p>\u00c9 muito prov\u00e1vel que os avi\u00f5es e os m\u00edsseis que rasgam os c\u00e9us de Gaza \u00e0 procura de novas v\u00edtimas tenham o selo de ambas as marcas. \u00c0 indigna\u00e7\u00e3o que possa crescer entre os leitores que j\u00e1 imaginam a TAP nas m\u00e3os de um grupo que tem liga\u00e7\u00f5es t\u00e3o fortes com a ind\u00fastria de guerra e o Estado sionista h\u00e1 que esclarecer: a Bedek, empresa subsidi\u00e1ria da IAI, j\u00e1 usa, no Brasil, os centros de manuten\u00e7\u00e3o e de produ\u00e7\u00e3o da TAP Maintenance &amp; Engineering. A aliena\u00e7\u00e3o da companhia a\u00e9rea portuguesa aos interesses privados permitiria, neste caso, refor\u00e7ar os v\u00ednculos com a b\u00e1rbara ocupa\u00e7\u00e3o da Palestina por parte de Israel e abrir as portas a uma companhia que foi considerada culpada e condenada a pagar uma multa milion\u00e1ria por usar cooperativas para a subcontrata\u00e7\u00e3o ilegal de trabalhadores. A Avianca, por exemplo, tem processos por persegui\u00e7\u00e3o sindical e por limita\u00e7\u00e3o ao direito \u00e0 sindicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mercen\u00e1rios israelitas na forma\u00e7\u00e3o do paramilitarismo<\/strong><\/p>\n<p>Os v\u00ednculos entre a Col\u00f4mbia e Israel s\u00e3o imposs\u00edveis de esconder. Por estes dias, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os di\u00e1logos de paz, entre as FARC e o governo, que enchem as capas dos jornais colombianos. A imprensa destaca as declara\u00e7\u00f5es por videoconfer\u00eancia desde Israel a um tribunal colombiano por parte de uma das figuras mais sinistras da hist\u00f3ria recente da Col\u00f4mbia. Yair Klein, ex-militar israelita e mercen\u00e1rio em v\u00e1rios pa\u00edses, foi contratado por Gonzalo Rodriguez Gacha, traficante de droga e s\u00f3cio de Pablo Escobar, para treinar grupos paramilitares criados pelos latifundi\u00e1rios colombianos. Carlos Casta\u00f1o, ex-l\u00edder do principal grupo paramilitar, as Audefensas Unidas de Col\u00f4mbia, admitiu na sua autobiografia, em 2002, sem qualquer pudor, que o conceito de auto-defesa havia sido copiado de Israel. Vinte anos antes, havia estado um ano no Estado hebreu para um curso. \u201cAo regressar ao pa\u00eds, eu era outra pessoa\u2026Aprendi uma infinidade de temas em Israel e a esse pa\u00eds lhe devo parte da minha cultura, das minhas conquistas humanas e militares\u201d, destacou Carlos Casta\u00f1o com orgulho. A sua fam\u00edlia passou, ent\u00e3o, de informadora do ex\u00e9rcito a l\u00edder do maior grupo paramilitar da Am\u00e9rica Latina. Nessa \u00e9poca, o jornalista Antonio Caballero, do El Espectador, que veria o seu director assassinado e a redac\u00e7\u00e3o despeda\u00e7ada por uma bomba, exclamava: \u201co rio Magdalena \u00e9 a coluna vertebral da Col\u00f4mbia e por ele j\u00e1 s\u00f3 descem cad\u00e1veres de homens assassinados\u201d. As principais v\u00edtimas eram, com a cumplicidade da oligarquia e do Estado, sindicalistas e comunistas.<\/p>\n<p>Puerto Boyac\u00e1, controlado totalmente pelos paramilitares, era j\u00e1 considerada a capital anti-subversiva da Col\u00f4mbia e por l\u00e1 passavam importantes personalidades dos servi\u00e7os secretos do Estado hebreu. Em 1988, Yair Klein foi contratado por uma sociedade do Minist\u00e9rio colombiano de Defesa. Naquela \u00e9poca, a Col\u00f4mbia era o melhor cliente da ind\u00fastria de guerra israelita. Foi tamb\u00e9m nessa d\u00e9cada que se perpetrou o genoc\u00eddio contra a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, partido de esquerda criado durante o processo de paz entre as FARC, o ELN e o governo de Belisario Betancur com a participa\u00e7\u00e3o destas organiza\u00e7\u00f5es e do Partido Comunista Colombiano. Mais de cinco mil membros desse partido foram assassinados, entre os quais dois candidatos presidenciais, oito deputados nacionais, 13 deputados regionais, 11 presidentes de autarquias e 70 vereadores. Em 2008, Yair Klein foi detido na R\u00fassia e o Kremlin anunciou a sua extradi\u00e7\u00e3o para a Col\u00f4mbia onde os tribunais o condenaram \u00e0 revelia. Dois anos depois, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos bloqueou essa decis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Col\u00f4mbia, ponta-de-lan\u00e7a do imperialismo<\/strong><\/p>\n<p>A Col\u00f4mbia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo. Em 2009, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, \u00e9 o terceiro pa\u00eds do mundo com mais cidad\u00e3os que procuram ref\u00fagio e asilo ou que se deslocam dentro das pr\u00f3prias fronteiras para escapar \u00e0 viol\u00eancia. S\u00e3o mais de tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas nestas condi\u00e7\u00f5es. A guerra ininterrupta que assola o povo colombiano, desde que, em 1948, assassinaram o candidato presidencial liberal Jorge Eli\u00e9cer Gait\u00e1n, tem nas suas origens a propriedade da terra. A mar\u00e9 humana que ainda hoje abandona os campos agr\u00edcolas amea\u00e7ada pelo terror latifundi\u00e1rio e narcotraficante n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o fugir para as cidades ou ingressar na guerrilha. O Estado, desde cedo, tomou a decis\u00e3o de apoiar a oligarquia e de votar os camponeses ao abandono.<\/p>\n<p>Como Israel, a Col\u00f4mbia recebe, h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, o apoio financeiro, log\u00edstico e militar dos Estados Unidos e \u00e9, como Israel, ponta-de-lan\u00e7a continental do imperialismo. Em 1951, as \u00fanicas for\u00e7as armadas latino-americanas que aceitaram participar na guerra contra a Coreia foram enviadas pelo Estado colombiano. Actualmente, a Col\u00f4mbia tem o maior n\u00famero de efectivos militares de toda a Am\u00e9rica Latina. Para uma popula\u00e7\u00e3o de 46 milh\u00f5es, Bogot\u00e1 financia, com o apoio dos Estados Unidos que dizem querer combater o narcotr\u00e1fico, uma estrutura com mais de dois milh\u00f5es de soldados. A Argentina que tem 40 milh\u00f5es de habitantes n\u00e3o tem mais do que 120 mil efectivos militares. Em 2009, o governo colombiano aceitou a pol\u00e9mica proposta de Washington para a constru\u00e7\u00e3o de sete bases militares norte-americanas. A resposta do presidente venezuelano Hugo Ch\u00e1vez foi perempt\u00f3ria: \u201ca Col\u00f4mbia vai converter-se em Israel da Am\u00e9rica Latina\u201d.<\/p>\n<p>A moderniza\u00e7\u00e3o e a militariza\u00e7\u00e3o ao exagero do Estado colombiano foi o resultado do terror vivido no fim dos anos 90 pela burguesia quando assistiram em choque \u00e0 tomada, por parte das FARC, de Mit\u00fa, cidade com 30 mil habitantes e capital da regi\u00e3o de Vaup\u00e9s. A mudan\u00e7a t\u00e1ctica da organiza\u00e7\u00e3o guerrilheira, da tradicional guerra de guerrilha para a guerra de posi\u00e7\u00f5es, e a proximidade cada vez maior da capital colombiana fez soar os alarmes em Bogot\u00e1 e em Washington. Hoje, quando as FARC regressaram \u00e0 guerra de guerrilha, a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as \u00e9 ainda mais desigual. A utiliza\u00e7\u00e3o de sofisticados meios militares, com o apoio dos Estados Unidos e Israel, trouxe ao Estado colombiano alguns \u00eaxitos indesment\u00edveis. Por isso, \u00e9 ainda mais incr\u00edvel o crescente n\u00famero de ac\u00e7\u00f5es guerrilheiras para n\u00edveis pr\u00f3ximos do pico hist\u00f3rico de 2002. \u00c9 que, apesar da propaganda, as FARC n\u00e3o se batem somente com o Estado colombiano. Batem-se tamb\u00e9m com os Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Estado terrorista<\/strong><\/p>\n<p>Meses antes do an\u00fancio das negocia\u00e7\u00f5es de paz, a esquerda colombiana lan\u00e7ou a Marcha Patri\u00f3tica. As grandes expectativas que envolvem o projecto e as mobiliza\u00e7\u00f5es que o precederam fizeram lan\u00e7aram o p\u00e2nico entre os latifundi\u00e1rios e as grandes empresas desse pa\u00eds. A estrat\u00e9gia estatal e oligarca para anular a for\u00e7a do povo organizado \u00e9 a mesma em rela\u00e7\u00e3o a todas as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda. Assinal\u00e1-las como bra\u00e7os pol\u00edticos da guerrilha e transform\u00e1-las em alvos militares da extrema-direita paramilitar. Desde o primeiro momento, os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social apresentaram a Marcha Patri\u00f3tica como uma cria\u00e7\u00e3o das FARC. Apesar da sua recente funda\u00e7\u00e3o, este movimento pol\u00edtico j\u00e1 tem os seus mortos. O \u00faltimo caiu assassinado em Soacha, zona pobre de Bogot\u00e1, no princ\u00edpio de Novembro. Edgar S\u00e1nchez Paredes, sobrevivente do exterm\u00ednio da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, tinha 54 anos e era tamb\u00e9m membro do Partido Comunista Colombiano.<\/p>\n<p>O terror que vivem milh\u00f5es de colombianos \u00e9 vivido tamb\u00e9m nas universidades. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, milhares de professores e alunos universit\u00e1rios foram amea\u00e7ados e assassinados. H\u00e1 quem receba uma chamada pela madrugada de algu\u00e9m que lhe adverte que se n\u00e3o abandonar a cidade no dia seguinte ser\u00e1 assassinado. E no dia seguinte, bloqueado pelo medo, deixa-se a terra onde se viveu e trabalhou durante anos sem sequer se poder levar consigo a maioria dos seus bens. H\u00e1 v\u00e1rias semanas, nove professores da Universidade do Magdalena foram amea\u00e7ados de morte atrav\u00e9s de uma mensagem enviada por correio electr\u00f3nico: \u201cVoc\u00eas, politiqueiros, promotores do voto em branco e da queixas contra o processo de elei\u00e7\u00e3o do reitor abstenham-se de continuar a torpedear o processo de autonomia universit\u00e1ria ou pagar\u00e3o com as vossas vidas. Por cada queixa ou processo judicial contra n\u00f3s morrer\u00e1 um de voc\u00eas, porcos. Est\u00e3o avisados que se n\u00e3o gostam da forma de gerir esta universidade, h\u00e1 outras onde vossas excel\u00eancias podem exercer. Vamos tirar-vos daqui, vivos ou mortos. Voc\u00eas decidem. Se tornam p\u00fablico esta carta obrigam-nos a mostrar a nossa contund\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 esta a trag\u00e9dia de um pa\u00eds em que o Estado, atrav\u00e9s das for\u00e7as armadas, e a oligarquia latifundi\u00e1ria e narcotraficante, atrav\u00e9s dos paramilitares, conjugam esfor\u00e7os para derrotar quem se levanta em armas para exigir a reforma agr\u00e1ria. A acumula\u00e7\u00e3o de terras cada vez maior entre os grandes grupos econ\u00f3micos \u00e9 o resultado desta guerra profundamente desigual. A correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as favor\u00e1vel aos agr\u00e1rios \u00e9 o que permite que, por exemplo, a mesma Synergy Group que quer comprar a TAP tenha entrado no sector agr\u00edcola e que esteja a ser acusada de adquirir grandes por\u00e7\u00f5es de terra roubadas aos camponeses pela for\u00e7a das armas.<\/p>\n<p>A propaganda estatal e oligarca tenta fazer passar a imagem de um pa\u00eds moderno que conseguiu praticamente derrotar os insurgentes comunistas. Escondem que por ano morrem mais soldados na Col\u00f4mbia que soldados americanos no Afeganist\u00e3o. As televis\u00f5es difundem imagens de companhias das FARC que se entregam ao Estado para depois se descobrir que, afinal, n\u00e3o passavam de desempregados e indigentes aos quais se vestiram fardas da guerrilha para simular uma vit\u00f3ria do ex\u00e9rcito. Foi o que aconteceu, em 2006, com a forjada companhia das FARC Cacica La Gaitana. Outras vezes, as for\u00e7as armadas recorrem aos falsos positivos para atingirem as metas de guerrilheiros abatidos e apresent\u00e1-los como trof\u00e9us de guerra. Em 2008, rebentou o esc\u00e2ndalo e descobriu-se que uma parte desses combatentes da guerrilha eram, afinal, cad\u00e1veres de jovens dos bairros pobres de Bogot\u00e1 assassinados para ilustrar, com o equipamento das FARC, as capas dos jornais. N\u00e3o foi por acaso que uma das porta-vozes da Marcha Patri\u00f3tica, Piedad C\u00f3rdoba, denunciou que a Col\u00f4mbia \u00e9 uma imensa vala comum e o maior cemit\u00e9rio da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Desta barb\u00e1rie de contabilidade incerta diz-se que a guerra pode ter levado \u00e0 morte de quase 300 mil pessoas em meio s\u00e9culo. Para l\u00e1 dos n\u00fameros, fica a esperan\u00e7a de um processo de paz que acaba de come\u00e7ar e dentro do qual as FARC j\u00e1 anunciaram um cessar-fogo unilateral de dois meses. O Estado j\u00e1 respondeu que n\u00e3o deixar\u00e1 de atacar a guerrilha. \u00c9, pois, tamb\u00e9m a incerteza de um sistema que sempre preferiu a guerra ao sil\u00eancio dos fuzis e que nunca duvidou em usar o terrorismo para manter o poder nas suas m\u00e3os. A guerrilha comunista j\u00e1 tem, contudo, a sua primeira conquista. Em comunicado conjunto, as FARC e o governo anunciaram a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o para a participa\u00e7\u00e3o do povo colombiano nas negocia\u00e7\u00f5es. Uma coisa \u00e9 certa e n\u00e3o o diz s\u00f3 a guerrilha. Sem justi\u00e7a social n\u00e3o pode haver paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nBruno Carvalho\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4012\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-4012","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-12I","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4012\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}