{"id":4016,"date":"2012-12-11T20:33:13","date_gmt":"2012-12-11T23:33:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4016"},"modified":"2017-11-09T16:29:53","modified_gmt":"2017-11-09T19:29:53","slug":"pcm-intervencao-no-14d-encontro-internacional-de-partidos-comunistas-e-operarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4016","title":{"rendered":"PCM: Interven\u00e7\u00e3o no 14\u00b0 Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh4.googleusercontent.com\/_CGMSWg7N7ck\/TWU-X-DLr_I\/AAAAAAAAAaE\/UQaqNqgFGPY\/s576\/circlelogo2.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Partido Comunista do M\u00e9xico<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00e3o no 14\u00b0\u00a0Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios<\/p>\n<p>Domingo, 25 de novembro de 2012 10:30 Partido Comunista do M\u00e9xico<\/p>\n<p>http:\/\/www.comunistas-mexicanos.org , mailto:\u00a0 comunista@prodigy.net.mx<\/p>\n<p>Contribui\u00e7\u00e3o do Partido Comunista do M\u00e9xico no 14\u00b0 Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios<\/p>\n<p>Tema: \u201cFortalecer as lutas contra a agressividade imperialista em crescimento, para a satisfa\u00e7\u00e3o dos direitos e aspira\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dos povos, pelo socialismo\u201d.<\/p>\n<p>Beirute, L\u00edbano<\/p>\n<p>22 a 25 de Novembro de 2012<\/p>\n<p>O Comit\u00ea\u00a0Central do Partido Comunista do M\u00e9xico expressa seu reconhecimento ao Partido Comunista do L\u00edbano pelo esfor\u00e7o organizativo para o 14\u00b0\u00a0Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios, por assumir a prepara\u00e7\u00e3o do Encontro Internacional na regi\u00e3o onde o imperialismo mais perigosamente mostra sua tend\u00eancia \u00e0 guerra, onde mais se desenvolve a pugna interimperialista. Assim, reconhecemos sua longa hist\u00f3ria de resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Nos anos anteriores, como refletem as declara\u00e7\u00f5es finais e as in\u00fameras interven\u00e7\u00f5es, o movimento comunista internacional se antecipou \u00e0 inevitabilidade da crise, esclareceu o car\u00e1ter da crise, sua natureza como uma crise de superprodu\u00e7\u00e3o e superacumula\u00e7\u00e3o. Agora, o MCI observa a ofensiva generalizada do capital contra o trabalho em v\u00e1rios pa\u00edses, como uma tend\u00eancia do imperialismo para estabilizar-se.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, contamos com a experi\u00eancia conjunta das lutas maci\u00e7as e militantes da classe oper\u00e1ria, assim como a participa\u00e7\u00e3o direta em m\u00faltiplas frentes de resist\u00eancia dos povos \u00e0s interven\u00e7\u00f5es e agress\u00f5es. Todo o anterior ajuda na busca de uma sa\u00edda favor\u00e1vel aos povos, de uma sa\u00edda que rume para a queda e derrota do capitalismo, do mercado, do imperialismo.<\/p>\n<p>Isto forma parte do patrim\u00f4nio do movimento comunista internacional. Os comunistas sempre foram \u00e0 raiz dos problemas e jamais se contentaram em denunciar os sintomas das contradi\u00e7\u00f5es, se diferenciando de outros movimentos. Somos herdeiros de Marx, Engels, Lenin. Somos portadores das ferramentas do socialismo cient\u00edfico. Somos respons\u00e1veis em levar isto a nossa classe ante a marcha para a barb\u00e1rie do imperialismo.<\/p>\n<p>No mundo inteiro o imperialismo, o poder dos monop\u00f3lios, imp\u00f5e que a classe oper\u00e1ria pague pela crise, desvalorizando a for\u00e7a de trabalho, busca sobre esta base aumentar a extra\u00e7\u00e3o da mais valia. Isto, mediante o prolongamento da jornada de trabalho, o saqueio das pens\u00f5es e das aposentadorias, os cortes do fundo social, o cancelamento de direitos e conquistas trabalhistas, a liquida\u00e7\u00e3o dos contratos coletivos e os sindicatos, a limita\u00e7\u00e3o extrema do consumo popular, etc. Todos estes sacrif\u00edcios deixam claro que vivemos nos limites hist\u00f3ricos do imperialismo, que mostra sinais de uma acelerada decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Frente a ele, observamos cheios de orgulho e alegria que a luta oper\u00e1ria se p\u00f5e de p\u00e9, se coloca de novo no centro da luta de classes e destr\u00f3i na pr\u00e1tica as teorias que falam sobre o fim da classe oper\u00e1ria e de seus partidos de vanguarda. Pode mos citar como exemplo disso as mais de 30 greves gerais na Gr\u00e9cia desde que come\u00e7ou a crise, a potente greve em Portugal, as lutas maci\u00e7as e militantes na Espanha, as mobiliza\u00e7\u00f5es conjuntas na Europa, as sucessivas greves na Nig\u00e9ria, no Sud\u00e3o, etc. O planeta se comove com estas a\u00e7\u00f5es que d\u00e3o mostra da nossa classe na luta para retomar o lugar que \u00e9 seu por direito.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, as express\u00f5es de rep\u00fadio a estas agress\u00f5es que recorrem \u00e0\u00a0classe oper\u00e1ria mexicana est\u00e3o anuladas pela falta de independ\u00eancia de classe da esmagadora maioria dos sindicatos. A baix\u00edssima taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 outro fator grave e que tra\u00e7a diante de n\u00f3s a tarefa principal.<\/p>\n<p>Esta debilidade de resposta classista tem limites. J\u00e1\u00a0com a recente reforma laboral, que \u00e9\u00a0 o golpe mais devastador contra o valor da for\u00e7a de trabalho em quase um s\u00e9culo, o descontentamento chegou a um ponto apenas control\u00e1vel. Praticamente se perderam os direitos conquistados com as lutas de princ\u00edpios do s\u00e9culo XX at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930. D\u00e9cada onde eclodiria a \u00faltima greve geral. Isto \u00e9, certamente, um ponto de inflex\u00e3o, pois a classe oper\u00e1ria perdeu sua independ\u00eancia e o hist\u00f3rico PCM se manietou quando se colocou na agenda a falar do governo progressista de C\u00e1rdenas, da Frente com a burguesia nacional, etc. Os comunistas do M\u00e9xico t\u00eam pagado um pre\u00e7o cruelmente elevado por esses erros, t\u00eam que sofrer por pouco mais de 80 anos com o controle estatal dos sindicatos mais importantes. Podem estar certos que temos tomado medidas para desafiar esse controle e inserirmo-nos nos locais de trabalho. N\u00e3o desejamos repetir erros e seria lament\u00e1vel que algum Partido irm\u00e3o tivesse que passar por um cen\u00e1rio similar.<\/p>\n<p>Os direitos que foram cancelados s\u00e3o aqueles conquistados com duras lutas. Esta suspens\u00e3o retrocede o cen\u00e1rio a esse momento. J\u00e1\u00a0existem mobiliza\u00e7\u00f5es e a luta se organiza de local em local de trabalho. S\u00f3 que agora existe a possibilidade de n\u00e3o cometer os mesmos erros, de recompor o movimento oper\u00e1rio com seu pr\u00f3prio car\u00e1ter classista e ligando as lutas imediatas com a quest\u00e3o com a quest\u00e3o do poder. Temos feito absolutamente tudo o que est\u00e1 em nosso alcance para confrontar esta agress\u00e3o. Dezenas de milhares de oper\u00e1rios conheceram nossos chamados de alerta e pudemos desencadear a\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias regi\u00f5es de nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sem renunciar ao trabalho entre os empregados dos servi\u00e7os e outros setores de trabalhadores. Para n\u00f3s, a frente de trabalho pol\u00edtico mais importante \u00e9 a dos oper\u00e1rios industriais. Temos obtido \u00eaxitos parciais neste ano. Novos destacamentos se interaram com a\u00e7\u00f5es militares \u00e0 luta. Novas frentes de massas se incorporam ao Partido. Come\u00e7ou-se a constru\u00e7\u00e3o de sindicatos onde n\u00e3o existiam e de organiza\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias por local de trabalho. Mas, neste mesmo per\u00edodo de \u00eaxitos, estivemos submetidos \u00e0s manipula\u00e7\u00f5es e aos ataques. Assim, temos que assumir nas f\u00e1bricas um trabalho contundente, com m\u00e9todos adequados a responder \u00e0 dur\u00edssima repress\u00e3o existente. Por\u00e9m, existem novos mecanismos dos quais se aproveitam nossos inimigos. Neste mesmo per\u00edodo, surgiu uma s\u00e9rie de montagens virtuais que pretendem implantar confus\u00f5es sobre o Partido Comunista em escala nacional e internacional. O peri\u00f3dico partid\u00e1rio \u201cEl Comunista\u201d, que \u00e9 a continuidade do \u00f3rg\u00e3o anterior, \u201cNuestro Tiempo\u201d, e que acaba de organizar a celebra\u00e7\u00e3o pelos 18 anos de funda\u00e7\u00e3o do Partido Comunista do M\u00e9xico, tamb\u00e9m enfrentou o surgimento de outro peri\u00f3dico, que tenta sequestrar seu nome. Nosso Partido jamais se tornar\u00e1 obediente ao sistema, jamais se submeter\u00e1, jamais renunciar a lutar por levar sua pol\u00edtica \u00e0 classe oper\u00e1ria. Confiamos em contar com o respaldo de nossos partidos irm\u00e3os deste Encontro Internacional para repudiar estes mecanismos de confus\u00e3o.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o das lutas classistas pela defesa das conquistas sindicais e trabalhistas \u00e9\u00a0hoje dialeticamente insepar\u00e1vel da luta pela derrocada do capitalismo em sua fase imperialista e a constru\u00e7\u00e3o do socialismo-comunismo. Tomamos medidas para que a rela\u00e7\u00e3o do Partido Comunista com os sindicatos se fortale\u00e7a em escala nacional, com trabalho vis\u00edvel e fortale\u00e7a nessa dire\u00e7\u00e3o a FSM.<\/p>\n<p>Pensamos que \u00e9\u00a0uma necessidade para os partidos comunistas especializar seus quadros no movimento oper\u00e1rio e sindical, sobretudo, no per\u00edodo da crise.<\/p>\n<p>Assim, pensamos e defendemos que, diante da crise e das medidas que se tomam, n\u00e3o devemos colocar como sa\u00edda um caminho de gest\u00e3o nos marcos do pr\u00f3prio capitalismo. Uma coisa \u00e9 lutar pelas demandas populares, lutar pelo fim dos sacrif\u00edcios, por deter a barb\u00e1rie, por defender o valor da for\u00e7a de trabalho, por reduzi-lo. Outra \u00e9 semear entre a classe oper\u00e1ria a confian\u00e7a em que seus interesses podem salvaguardar-se por outra fra\u00e7\u00e3o burguesa, por uma cogest\u00e3o do capitalismo. Deve-se colocar a alternativa ao capitalismo, que \u00e9 o socialismo. Certamente, em uma pr\u00f3pria fase de transi\u00e7\u00e3o, onde, desde o primeiro momento, o trabalhador luta pela aboli\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es mercantis, o trabalho adquire um car\u00e1ter diretamente social, s\u00e3o expropriados os meios concentrados e centralizados de produ\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Em breve, n\u00f3s trabalhadores poderemos viver sem os patr\u00f5es, poderemos resolver nossas necessidades sem eles e as f\u00e1bricas nos pertencer\u00e3o!<\/p>\n<p>Sobre a Am\u00e9rica Latina, queremos apontar brevemente que n\u00f3s desejamos tamb\u00e9m o sonho da uni\u00e3o fraterna e da coopera\u00e7\u00e3o amistosa de nossos povos, que somos solid\u00e1rios com o processo bolivariano, que somos a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que, no M\u00e9xico, mais mobilizou em solidariedade com Cuba nos \u00faltimos anos, como podem atestar os amigos da revolu\u00e7\u00e3o cubana em nosso pa\u00eds. Por\u00e9m, no entanto, a natureza com a qual se constr\u00f3i a uni\u00e3o de nossos povos, os resultados ser\u00e3o determinados pela natureza das rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o no interior de cada pa\u00eds que se some. N\u00f3s advertimos que o imperialismo \u00e9 uma categoria que alude n\u00e3o a um pa\u00eds, mas a um grau de desenvolvimento do capitalismo caracterizado pela exist\u00eancia de monop\u00f3lios, da predomin\u00e2ncia da exporta\u00e7\u00e3o de capital, da fus\u00e3o do capital banc\u00e1rio e industrial, da reparti\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e dos mercados, assim como a forma\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es imperialistas.<\/p>\n<p>\u00c9 um enfoque antidial\u00e9tico supor que o capital se desenvolve unilateralmente. A burguesia existente em nossos pa\u00edses, a burguesia que acumula em suas m\u00e3os a maior parte da riqueza social da maioria dos pa\u00edses latino-americanos, independentemente de sua cor ou nacionalidade, \u00e9 uma burguesia plenamente imperialista.<\/p>\n<p>Sabemos que manter as rela\u00e7\u00f5es capitalistas \u00e9 manter a acumula\u00e7\u00e3o capitalista, \u00e9 manter a extra\u00e7\u00e3o de mais valia. Sabemos da exist\u00eancia de poderosos monop\u00f3lios com sede em nossa regi\u00e3o. Falamos da TELMEX, da EMBRAER, da CEMEX, da VALE DO RIO, da BIMBO, etc, dos oligarcas latino-americanos que n\u00e3o sofrem a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o e da mudan\u00e7a que concentram e centralizam. Ent\u00e3o, n\u00e3o vamos saber o papel que jogar\u00e3o estes monop\u00f3lios no meio das alian\u00e7as regionais?<\/p>\n<p>Hoje, todo mundo compreende o fracasso do projeto de uma Europa social. Essa promessa socialdemocrata se converteu no pesadelo b\u00e1rbaro que tritura a classe oper\u00e1ria e vai ao assalto de todos os direitos dos povos. Faz muito que Lenin, sobre a proposta de cria\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos da Europa, tinha advertido o car\u00e1ter ou bem ut\u00f3pico ou bem reacion\u00e1rio de tal consigna.<\/p>\n<p>Compreendemos a necessidade dos processos revolucion\u00e1rios abertos na Am\u00e9rica Latina para quebrar os monop\u00f3lios com sede nos Estados Unidos. No M\u00e9xico, os comunistas n\u00e3o podem assumir a posi\u00e7\u00e3o de tentar convencer a grande burguesia de melhores condi\u00e7\u00f5es no mercado. O que assumimos \u00e9 buscar a coopera\u00e7\u00e3o amistosa com outros povos, tendo como base a derrocada dos monop\u00f3lios, a destrui\u00e7\u00e3o de seu poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico. Lutamos pelo socialismo porque somente no modo socialista de produ\u00e7\u00e3o as leis econ\u00f4micas estar\u00e3o a servi\u00e7o das necessidades modernas dos povos, fortalecendo os direitos e aspira\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dos povos.<\/p>\n<p>Um \u00faltimo ponto que desejamos tratar \u00e9\u00a0o que na declara\u00e7\u00e3o final anterior estabelecia: \u201cAs classes dominantes desenvolvem uma tentativa multifacet\u00e1ria para atrapalhar o descontentamento dos povos atrav\u00e9s de mudan\u00e7as nos sistemas pol\u00edticos, atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de ONG\u2019s pr\u00f3-imperialistas e outras organiza\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s de tentativa de canalizar o descontentamento dos povos em movimentos com caracter\u00edsticas supostamente apol\u00edticas ou, inclusive, reacion\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<p>Estes movimentos respondem a uma generalidade a escala internacional, o desenvolvimento da crise golpeia n\u00e3o s\u00f3 as posi\u00e7\u00f5es da classe oper\u00e1ria e impulsiona a agressividade do capital, mas que tamb\u00e9m levanta, mobiliza as camadas m\u00e9dias que assistem suas condi\u00e7\u00f5es de vida se arruinarem, inclusive em muitas de suas se\u00e7\u00f5es se vem arrastadas a uma precipitada proletariza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sendo as camadas m\u00e9dias que confere sua natureza, o papel que este fen\u00f4meno joga em cada pa\u00eds\u00a0\u00e9\u00a0determinado por outras circunst\u00e2ncias e n\u00e3o pelas que declara a si mesmo. Depende estritamente das condi\u00e7\u00f5es da luta de classes no pa\u00eds dado, em primeiro lugar o n\u00edvel de aprofundamento do conflito entre burguesia e proletariado, o confronto entre estas duas classes polares \u00e9 a que coloca as camadas m\u00e9dias em um ou outro lugar. Outros fatores incluem o n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, as formas mais ou menos atrasadas mediante as quais a burguesia exerce sua domina\u00e7\u00e3o (ou seja, menos ou mais democr\u00e1ticas), a profundidade que tenha alcan\u00e7ado a crise, a funcionalidade dos espa\u00e7os de media\u00e7\u00e3o social, etc.<\/p>\n<p>Assim, ocorre que, por exemplo, em um pa\u00eds com o m\u00e1ximo atraso nas formas de domina\u00e7\u00e3o (regimes personalistas e militares) e de media\u00e7\u00e3o, com relativa dispers\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho este fen\u00f4meno obteve apoio de mais camada oprimidas da sociedade, desencadeando rebeli\u00f5es e jogando um papel progressivo.<\/p>\n<p>No entanto, imediatamente, as organiza\u00e7\u00f5es imperialistas internacionais, especialmente a OTAN, aplicam sua experi\u00eancia pol\u00edtica e militar (as revolu\u00e7\u00f5es de veludo) para aproveitar a presen\u00e7a destes movimentos para desfazer-se de regimes que favorecem centros imperialistas rivais.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses avan\u00e7ados, onde a crise alcan\u00e7ou grande aprofundamento, onde a capacidade de manobra foi cortada e, da\u00ed, o peso dos partidos socialdemocratas tradicionais tenha diminu\u00eddo, onde a burguesia encontra frente a si uma classe oper\u00e1ria combativa, onde existem Partidos Comunistas fortes ou em r\u00e1pida ascens\u00e3o, estes movimentos n\u00e3o desencadearam rebeli\u00f5es, a pequena burguesia retrocedeu atemorizada a posi\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias, a posi\u00e7\u00f5es anticomunistas. Se refugiou em teses ut\u00f3picas que falam de democratizar a vida social que \u00e9 dominada pelos grandes monop\u00f3lios nos marcos do pr\u00f3prio capitalismo. \u00c9 o caso do movimento das pra\u00e7as na Gr\u00e9cia, etc.<\/p>\n<p>Assim, decidimos n\u00e3o perder grandes esfor\u00e7os nem tempo com o trabalho conjuntural das camadas m\u00e9dias que emergem em protestos, mas submergimos na classe trabalhadora. A chamada Revolu\u00e7\u00e3o 15M, o movimento #Yosoy132, Ocupy Wall Street, etc., expressam socialmente camadas m\u00e9dias afetadas pela crise, por\u00e9m a \u00faltima alternativa \u00e0 crise vir\u00e1 dos locais de trabalho, afetando a gera\u00e7\u00e3o de mais valia, confrontando os interesses dos monop\u00f3lios, com greves setoriais e gerais. O dever dos partidos comunistas \u00e9 organizar a classe oper\u00e1ria, o proletariado. Prepar\u00e1-lo para a derrocada, para a tomada do poder, trabalhar cotidianamente para este fim.<\/p>\n<p>Um detalhe recorrente \u00e9\u00a0que n\u00e3o podendo nuclear-se atrav\u00e9s de grandes centros de trabalho recorrem em grande medida para convocar-se a grupos de opini\u00e3o no espa\u00e7o das chamadas \u201credes sociais\u201d. N\u00e3o deixar-se guiar, nem absolutizar os meios eletr\u00f4nicos. A Revolu\u00e7\u00e3o 2.0 \u00e9 um mito perverso, pois, na realidade, \u00e9 instrumentada pelos mecanismos do imperialismo. Para os partidos comunistas \u00e9 necess\u00e1rio contar com suas publica\u00e7\u00f5es impressas, com o peri\u00f3dico agitador organizador central, como v\u00ednculo com o trabalho de massas. \u00c9 claro que podem ser utilizados meios eletr\u00f4nicos como forma de propaganda, por\u00e9m deve considerar-se que o importante \u00e9 o conte\u00fado e a organicidade daqueles que estar\u00e3o por tr\u00e1s das mensagens, que o material impresso \u00e9 insubstitu\u00edvel como organizador, que nada substitui a agita\u00e7\u00e3o direta entre a classe.<\/p>\n<p>Em concreto, sob o lema deste Encontro, propomos:<\/p>\n<p>\u00c9 preciso criar plataformas concretas do movimento oper\u00e1rio e sindical, indicando que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a ruptura e a derrocada do capitalismo e a edifica\u00e7\u00e3o do poder oper\u00e1rio e popular.<\/p>\n<p>Consideramos que deve seguir fortalecendo-se a FSM, a FDIM e dar passos para reconstruir a Uni\u00e3o Internacional de Estudantes, e as outras inst\u00e2ncias de a\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Apoiamos o processo de paz na Col\u00f4mbia, devemos, enquanto movimento comunista internacional, respaldar abertamente a iniciativa das FARC-EP.<\/p>\n<p>Expressamos nossa total solidariedade com a Palestina. No M\u00e9xico, foram os comunistas que organizaram o primeiro protesto contra a agress\u00e3o selvagem do estado israelense e temos somado \u00e0s demais jornadas de solidariedade.<\/p>\n<p>Propomos impulsionar uma Jornada de luta internacional no Primeiro de Maio: Pelos direitos dos trabalhadores e do povo contra a explora\u00e7\u00e3o, contra o poder dos monop\u00f3lios e pelo socialismo. Articul\u00e1-la atrav\u00e9s do Solidnet e do Grupo de Trabalho do Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nPCM\u00e9xico\n\n\n\n\n\n\n\n\nPartido Comunista do M\u00e9xico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4016\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[37,242],"tags":[],"class_list":["post-4016","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c42-comunistas","category-eipco"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-12M","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4016"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4016\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}