{"id":4033,"date":"2012-12-13T19:11:13","date_gmt":"2012-12-13T19:11:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4033"},"modified":"2012-12-13T19:11:13","modified_gmt":"2012-12-13T19:11:13","slug":"acao-na-justica-pede-bndes-transparente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4033","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a pede BNDES transparente"},"content":{"rendered":"\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) entrou na Justi\u00e7a contra o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) por falta de transpar\u00eancia em suas opera\u00e7\u00f5es. A Procuradoria da Rep\u00fablica no Distrito Federal, autora da a\u00e7\u00e3o, quer que o banco torne p\u00fablicas informa\u00e7\u00f5es sobre todos os financiamentos concedidos a empresas e entidades p\u00fablicas nos \u00faltimos dez anos e daqui em diante &#8211; incluindo qualquer tipo de apoio a programas, projetos, obras e servi\u00e7os que envolvam recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O MP pede detalhes desses neg\u00f3cios, como a forma e a condi\u00e7\u00e3o de capta\u00e7\u00e3o dos recursos, os crit\u00e9rios para definir onde o dinheiro \u00e9 investido, o risco das opera\u00e7\u00f5es, prazos, taxas de juros cobradas, garantias exigidas e o retorno obtido. A a\u00e7\u00e3o pede que os dados sejam publicados integralmente na internet no prazo de 60 dias.<\/p>\n<p>Apesar de ser uma empresa p\u00fablica federal, o BNDES n\u00e3o divulga informa\u00e7\u00f5es sobre aportes e financiamentos a empresas privadas, com a justificativa de que est\u00e3o protegidas por sigilo banc\u00e1rio. A Procuradoria da Rep\u00fablica no DF argumenta que, como se trata de dinheiro p\u00fablico, o sigilo banc\u00e1rio n\u00e3o se aplica. A a\u00e7\u00e3o afirma que o banco est\u00e1 descumprindo a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (Lei 12.527\/2011), al\u00e9m dos princ\u00edpios constitucionais da transpar\u00eancia, publicidade, efici\u00eancia e moralidade.<\/p>\n<p>&#8220;Essa resist\u00eancia em fornecer dados que permitam saber como o BNDES gasta os recursos \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz a procuradora da Rep\u00fablica Luciana Loureiro Oliveira, que assina a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. &#8220;Se fosse um banco privado, as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o teriam relev\u00e2ncia para o cidad\u00e3o. Mas no caso do BNDES \u00e9 importante saber como o dinheiro p\u00fablico est\u00e1 sendo tratado.&#8221;<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi motivada por um inqu\u00e9rito aberto pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico no ano passado, diante da not\u00edcia de que o BNDES faria um aporte de at\u00e9 R$ 4,5 bilh\u00f5es na fus\u00e3o entre o grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e as opera\u00e7\u00f5es brasileiras da rede francesa Carrefour. O neg\u00f3cio acabou n\u00e3o se concretizando, mas gerou protesto na \u00e9poca contra o uso de dinheiro do contribuinte para financiar grandes grupos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico abriu um inqu\u00e9rito para avaliar se havia interesse p\u00fablico na entrada do BNDES na opera\u00e7\u00e3o. O MP tamb\u00e9m queria saber os crit\u00e9rios de escolha dos investimentos feitos pelo banco p\u00fablico e a BNDESPar, seu bra\u00e7o de investimentos em participa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Luciana Oliveira relata que, durante a investiga\u00e7\u00e3o, o BNDES se negou a fornecer dados solicitados pelo MP &#8211; mais especificamente, detalhes e justificativas sobre os dez maiores projetos de financiamento concretizados, quais deixaram de ser aprovados e por que motivos. Consta na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que o banco alegou &#8220;privacidade dos atos atinentes \u00e0 gest\u00e3o banc\u00e1ria&#8221; e &#8220;dever de guardar sigilo&#8221; sobre as opera\u00e7\u00f5es da BNDESPar.<\/p>\n<p>O MP recorreu ent\u00e3o \u00e0 Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU), pedindo conclus\u00f5es das auditorias feitas no BNDES, para avaliar se os financiamentos a empresas privadas eram de interesse social ou de desenvolvimento econ\u00f4mico relevante.<\/p>\n<p>Mas, conforme a a\u00e7\u00e3o, a CGU informou que as auditorias s\u00e3o feitas apenas em rela\u00e7\u00e3o a financiamentos a entidades p\u00fablicas &#8211; quanto aos recursos destinados a empresas privadas, o banco n\u00e3o presta informa\u00e7\u00f5es aos \u00f3rg\u00e3os de controle alegando sigilo banc\u00e1rio, segundo of\u00edcio da CGU mencionado pelo MP. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 relat\u00f3rios de auditorias relacionados a financiamentos concedidos pelo BNDES e BNDESPar a entes privados&#8221;, menciona o texto.<\/p>\n<p>O BNDES informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que n\u00e3o tem conhecimento da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, mas que cumpre as exig\u00eancias legais. &#8220;Al\u00e9m de oferecer uma grande quantidade de informa\u00e7\u00f5es sobre as opera\u00e7\u00f5es que realiza em seu site, o banco tem atendido rigorosamente dentro dos prazos a todos os pedidos feitos com base na Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o. Da mesma forma, o BNDES tem respondido a todas as solicita\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00e3o feitas pelo Minist\u00e9rio Publico Federal&#8221;, afirmou a institui\u00e7\u00e3o por meio de nota.<\/p>\n<hr \/>\n<p>EUA ter\u00e3o juro zero ao menos at\u00e9 2015<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) surpreendeu &#8211; e tamb\u00e9m agradou &#8211; o mercado financeiro global ao informar que manter\u00e1 a taxa de juros em n\u00edveis historicamente baixos at\u00e9 pelo menos 2015. O BC americano foi al\u00e9m: informou que os Fed Funds s\u00f3 voltar\u00e3o a subir quando o desemprego baixar para 6,5% (dos atuais 7,7%), desde que a infla\u00e7\u00e3o anual fique em, no m\u00e1ximo, 2,5%.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do Fed, Ben Bernanke, a nova orienta\u00e7\u00e3o torna o processo pol\u00edtico mais \u00a0transparente e previs\u00edvel. Muitos no mercado concordam. \u201cEm um caminho saud\u00e1vel, isso significa o retorno de como a pol\u00edtica monet\u00e1ria deveria ser guiada, ou seja, com base nos fundamentos econ\u00f4micos\u201d, afirmou o diretor do TD Securities em New York, Matthew Alexy.<\/p>\n<p>O Fed tamb\u00e9m informou que estender\u00e1 para 2013 seu programa de compra de b\u00f4nus. A ideia \u00e9 manter a compra de t\u00edtulos de ag\u00eancias lastreados em hipotecas ao ritmo de US$ 40 bilh\u00f5es por m\u00eas. O Fed tamb\u00e9m vai comprar t\u00edtulos do Tesouro de prazos mais longos no total de US$3 45 bilh\u00f5es\/m\u00eas.<\/p>\n<p>Segundo Bernanke, a capacidade do Fed de fornecer ajuda \u00e0 economia n\u00e3o \u00e9 ilimitada. Por isso, argumentou, \u201c\u00e9 bom fazer mais agora para estimular a economia do que deixar para depois\u201d. Mas ele lembrou que o Fed \u201cinovou bastante nos \u00faltimos anos\u201d, dando a entender que outras ferramentas de est\u00edmulo poderiam ser desenvolvidas, j\u00e1 que os juros est\u00e3o pr\u00f3ximos de zero e o balan\u00e7o patrimonial deve ser recorde nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Para alguns analistas, a decis\u00e3o pode significar um fluxo maior de entrada de d\u00f3lares nos mercados emergentes, como o Brasil. \u201cOs mercados ter\u00e3o muito mais liquidez\u201d, disse o analista. Durval Correa, da Multi-Money. Ontem, o d\u00f3lar perdeu 0,29% em rela\u00e7\u00e3o ao real, cotado a R$5 2,074.<\/p>\n<p>O Fed informou que a economia americana continua a crescer em \u201critmo moderado\u201d e reconheceu que a taxa de desemprego tem ca\u00eddo desde o meio do ; ano, mas continua elevada. A autoridade monet\u00e1ria registrou tamb\u00e9m que a infla\u00e7\u00e3o tem permanecido \u201cum pouco abaixo\u201d da meta de 2% ao ano.<\/p>\n<p>As autoridades do Fed optaram por manter a taxa de juros pr\u00f3xima a zero, onde tem permanecido desde o fim de 2008. \u201cPara determinar por quanto tempo manter a pol\u00edtica monet\u00e1ria acomodat\u00edcia, o Fomc (Comit\u00ea de Mercado Aberto do Fed) vai considerar tamb\u00e9m outras informa\u00e7\u00f5es\u201d, disse o comunicado do Fed, o que inclui o mercado de trabalho, a infla\u00e7\u00e3o e outros acontecimentos financeiros.<\/p>\n<p>O presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, votou contra a a\u00e7\u00e3o do Fomc por \u201cse opor ao programa de compra de ati. vos e \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es sob as quais ser\u00e1 apropriado manter a baixa taxa de juros\u201d Lacker foi o dissidente em todas as oito reuni\u00f5es do Fed este ano.<\/p>\n<p>Abismo fiscal<\/p>\n<p>Bernanke disse que se os EUA ca\u00edrem no chamado abismo fiscal, a economia ser\u00e1 prejudicada de maneira que o banco central n\u00e3o pode controlar. O presidente do Fed, que cunhou o termo \u201cabismo fiscal\u201d para se referir aos aumentos de impostos e cortes de gastos autom\u00e1ticos que entrar\u00e3o em vigor no come\u00e7o de 2013 caso n\u00e3o haja um acordo como Congresso, disse n\u00e3o acreditar que a institui\u00e7\u00e3o tenha as ferramentas para amenizar os efeitos de tais medidas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos de moderar as expectativas do que podemos fazer\u201d, comentou. Segundo ele, embora o Fed possa aumentar as compras de ativos \u201cum pouco\u201d, o banco central n\u00e3o pode compensar totalmente os efeitos do abismo fiscal. Bernanke disse tamb\u00e9m que os receios com o abismo fiscal j\u00e1 est\u00e3o afetando as decis\u00f5es de investimento e contrata\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n<p>\u201cClaramente isso \u00e9 um grande fator de risco e uma grande fonte de incertezas sobre a economia\u201d, comentou. O presidente do Fed disse suspeitar que seus companheiros do banco central, ao fazerem suas proje\u00e7\u00f5es para crescimento, infla\u00e7\u00e3o e desemprego, assumiram que o abismo \u2018 fiscal ser\u00e1 resolvido \u201cde alguma forma intermedi\u00e1ria\u201d, o que ainda prejudicaria a economia em alguma extens\u00e3o. Ele disse tamb\u00e9m esperar que o Congresso \u201cfa\u00e7a a coisa certa\u201d em rela\u00e7\u00e3o ao abismo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Aumenta a concentra\u00e7\u00e3o de riqueza entre munic\u00edpios do pa\u00eds<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o regional entre os munic\u00edpios brasileiros voltou a avan\u00e7ar em 2010, ap\u00f3s recuo por tr\u00eas anos seguidos, segundo os dados da pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) dos munic\u00edpios, divulgados ontem pelo IBGE. A m\u00e9dia de 10% dos munic\u00edpios com maior PIB geraram 96,8 vezes mais renda do que a m\u00e9dia de 60% das cidades com menor PIB, pelos dados de 2010. Em 2006, a taxa era de 99,7 vezes. Em 2009, havia baixado para 95,4 vezes, subindo em 2010 para 96,8 vezes.<\/p>\n<p>O movimento, segundo a t\u00e9cnica do IBGE Sheila Zani, respons\u00e1vel pela pesquisa, est\u00e1 ligado \u00e0 depend\u00eancia da economia brasileira das commodities :<\/p>\n<p>&#8211; Os munic\u00edpios que vivem de commodities passam por per\u00edodos de bonan\u00e7a e de recess\u00e3o. Em 2010, o pre\u00e7o das commodities estava extremamente alto, principalmente do min\u00e9rio de ferro. E isso levou a mais concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2009, quando o mundo mergulhou numa profunda crise econ\u00f4mica ap\u00f3s o colapso dos mercados financeiros de 2008, as commodities tiveram forte queda de pre\u00e7o. Em 2010, houve uma recupera\u00e7\u00e3o, sobretudo das commodities met\u00e1licas. O pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro subiu 83%.<\/p>\n<p>Investimentos criam enclaves<\/p>\n<p>Enquanto isso, os pre\u00e7os n\u00e3o t\u00e3o favor\u00e1veis de commodities agr\u00edcolas, como a soja, que teve alta de 1,7% em 2010, contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o na renda de algumas cidades. A regi\u00e3o Centro-Oeste viu sua participa\u00e7\u00e3o no PIB recuar 0,3% de 2009 para 2010, para 9,6%, enquanto os estados de Minas Gerais e Par\u00e1, com ind\u00fastria extrativa forte, avan\u00e7aram para 9,5% (de 9%) e 2,2% (de 1,9%), respectivamente.<\/p>\n<p>&#8211; Vemos uma prolifera\u00e7\u00e3o de grandes investimentos que inserem o Brasil na economia internacional, mas que se constituem como enclaves. S\u00e3o investimentos altamente concentrados espacialmente, e isso aumenta as desigualdades dos munic\u00edpios &#8211; afirma o professor da UFF e da Universidade Candido Mendes Jos\u00e9 Luis Vianna da Cruz.<\/p>\n<p>Para o professor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas Jos\u00e9 Cezar Castanhar, os elevados recursos para os grandes eventos &#8211; concentrados em alguns locais &#8211; e o impacto maior da crise de 2009 nos munic\u00edpios menores podem ter rela\u00e7\u00e3o com o aumento da concentra\u00e7\u00e3o do PIB municipal em 2010.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do IBGE mostram tamb\u00e9m que um quarto do PIB nacional (25%) est\u00e1 concentrado em apenas seis cidades brasileiras (S\u00e3o Paulo, Rio, Bras\u00edlia, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus). Em 2009, eram cinco. Na lista entrou Manaus, com a Zona Franca de Manaus.<\/p>\n<p>Capitais t\u00eam 34% do PIB nacional<\/p>\n<p>Outro indicador de concentra\u00e7\u00e3o, ainda que em recuo, \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o das capitais na composi\u00e7\u00e3o do PIB nacional. Em 2010, a fatia foi de 34%, a menor desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 1999, quando era de 38,7%.<\/p>\n<p>Esse movimento de desconcentra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ocorre quando se olha as duas maiores cidades do pa\u00eds. S\u00e3o Paulo respondia por 14,2% do PIB nacional em 1999, fatia que caiu para 11,8% em 2010. J\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o do Rio passou de 6,8% para 5%.<\/p>\n<p>&#8211; A atividade econ\u00f4mica tende a n\u00e3o se concentrar mais nas grandes cidades e se desloca para munic\u00edpios pr\u00f3ximos. Mas \u00e9 preciso lembrar que perder participa\u00e7\u00e3o no PIB n\u00e3o significa que a economia n\u00e3o cresceu. A economia brasileira ficou 3,2 vezes maior entre 2000 e 2010 &#8211; diz o diretor-adjunto de Estudos e Pol\u00edticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Miguel Matteo.<\/p>\n<p>Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que os n\u00fameros refletem um Brasil mais justo, que distribui melhor a riqueza.<\/p>\n<p>&#8220;Rio e S\u00e3o Paulo continuam crescendo, mas outros centros tamb\u00e9m ganham import\u00e2ncia. \u00c9 o pa\u00eds que todos os brasileiros querem, onde a produ\u00e7\u00e3o de riquezas n\u00e3o fique concentrada numa \u00fanica cidade ou regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Varejo avan\u00e7a em outubro, preveem analistas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dois meses de quase estabilidade no desempenho mensal, os economistas esperam acelera\u00e7\u00e3o das vendas do varejo em outubro. A m\u00e9dia das estimativas de dez institui\u00e7\u00f5es financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data aponta avan\u00e7o de 0,8% nas vendas do varejo restrito (que n\u00e3o inclui autom\u00f3veis e materiais de constru\u00e7\u00e3o) em outubro frente ao m\u00eas anterior, feitos os ajustes sazonais. As proje\u00e7\u00f5es para a Pesquisa Mensal de Com\u00e9rcio (PMC), que ser\u00e1 divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), variam de 0,2% a 1,1%.<\/p>\n<p>Entre as seis institui\u00e7\u00f5es financeiras e consultorias que fazem proje\u00e7\u00f5es para o varejo ampliado (que inclui autom\u00f3veis e materiais de constru\u00e7\u00e3o), a expectativa tamb\u00e9m \u00e9 de acelera\u00e7\u00e3o. A m\u00e9dia das previs\u00f5es indica eleva\u00e7\u00e3o de 3,4%, variando de 2,5% a 4,9%.<\/p>\n<p>Os economistas divergem quanto aos segmentos que puxar\u00e3o o aumento no ritmo de vendas. Para Leandro Padulla, da MCM Consultores, a maior demanda em outubro foi por m\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados, produtos de inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de autom\u00f3veis. Segundo ele, as consultas ao Servi\u00e7o Central de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SCPC) para vendas a cr\u00e9dito subiram 11% entre setembro e outubro, com ajuste sazonal. Houve alta tamb\u00e9m das consultas \u00e0 UseCheque &#8211; 1,6% sobre setembro, em termos dessazonalizados, segundo Padulla.<\/p>\n<p>&#8220;Como h\u00e1 evid\u00eancias de que as vendas \u00e0 prazo impulsionaram os resultados do varejo, a principal contribui\u00e7\u00e3o para essa acelera\u00e7\u00e3o veio de dur\u00e1veis e semidur\u00e1veis&#8221;, diz Padulla, que prev\u00ea alta de 0,9% nas vendas do varejo restrito e de 4,9% nas do ampliado, sempre na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Segundo Padulla, o levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras) mostra crescimento leve, de 0,3%, nas vendas dos supermercados entre setembro e outubro. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 a PMC tamb\u00e9m registrar avan\u00e7o leve nas vendas de supermercados, o que permitir\u00e1 creditar a acelera\u00e7\u00e3o no varejo restrito a dur\u00e1veis e semidur\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n<p>Essa, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o que faz Paulo Neves, da LCA. Para ele, as condi\u00e7\u00f5es ainda bastante favor\u00e1veis do mercado de trabalho ajudaram a impulsionar as vendas dos supermercados no per\u00edodo. A consultoria projeta alta de 0,5% do segmento na passagem mensal, resultado que, se confirmado, marcar\u00e1 acelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao avan\u00e7o m\u00e9dio de 0,3% ao m\u00eas observado no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Neves tamb\u00e9m projeta resultado positivo para as vendas de bens dur\u00e1veis, principalmente m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos, favorecidos pela redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de IPI. Ap\u00f3s a queda de 1,5% em setembro, a expectativa para outubro \u00e9 de aumento em torno de 1% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior. &#8220;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao varejo ampliado, Neves estima que os resultados seguir\u00e3o vol\u00e1teis em fun\u00e7\u00e3o do incentivo tribut\u00e1rio para compra de carros. Em agosto, a antecipa\u00e7\u00e3o de compras devido \u00e0 expectativa de fim do benef\u00edcio levou a alta de 2,7% das vendas no segmento. O IPI reduzido foi prorrogado por mais dois meses e em setembro houve forte tombo do com\u00e9rcio ampliado, com queda de 9,2%, sempre na compara\u00e7\u00e3o mensal. Para outubro, a LCA projeta alta de 3,1% nas vendas do varejo ampliado, mais uma vez beneficiadas pela perspectiva de fim do incentivo, prorrogado at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>A Tend\u00eancias \u00e9 a \u00fanica que n\u00e3o projeta aumento no ritmo das vendas do varejo restrito em outubro. Para Mariana Oliveira, o setor dever\u00e1 apresentar certa acomoda\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim do ano, ap\u00f3s o avan\u00e7o m\u00e9dio mensal de 1,5% em junho e julho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Discuss\u00f5es sobre acordo Mercosul-UE podem ser retomadas em janeiro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A ades\u00e3o da maioria dos empres\u00e1rios nacionais \u00e0 reabertura das negocia\u00e7\u00f5es de livre com\u00e9rcio entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia (UE) surpreendeu o governo e deve levar o Brasil a propor, apoiado pelo Uruguai, a retomada das discuss\u00f5es com os europeus no pr\u00f3ximo encontro de autoridades dos dois blocos, em janeiro de 2013.<\/p>\n<p>A consulta p\u00fablica aberta em setembro pela C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex) resultou em ofertas de abertura de mercado equivalentes a mais de 80% dos produtos comercializados pelo Brasil. A pr\u00f3xima reuni\u00e3o da Camex, ainda neste m\u00eas, dever\u00e1 decidir a estrat\u00e9gia a ser seguida dentro do Mercosul e com os europeus.<\/p>\n<p>Embora o acordo entre os dois blocos tenha merecido apenas um par\u00e1grafo protocolar no comunicado oficial de 61 par\u00e1grafos da c\u00fapula do Mercosul, o tema chegou a ser discutido pelos presidentes. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, mostrou-se mais reservada e a delega\u00e7\u00e3o da Venezuela mostrou pouco interesse. O prosseguimento das negocia\u00e7\u00f5es foi defendido por Dilma Rousseff e pelo presidente uruguaio, Jos\u00e9 Mujica, que det\u00e9m, at\u00e9 julho, a presid\u00eancia tempor\u00e1ria do Mercosul.<\/p>\n<p>Representantes do Mercosul e da Uni\u00e3o Europeia (UE) ter\u00e3o um encontro no fim de janeiro, \u00e0s margens da reuni\u00e3o da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e caribenhos (Celac), em Santiago. O Brasil deve propor que a reuni\u00e3o com os europeus, em lugar de ministerial, como no ano passado, seja em n\u00edvel de presidentes. Antes, o Mercosul deve se reunir para decidir se apresenta \u00e0 UE uma proposta de data para troca de ofertas de liberaliza\u00e7\u00e3o comercial (passo essencial para fechar o acordo de livre com\u00e9rcio).<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, ainda, defini\u00e7\u00e3o sobre o que querem os empres\u00e1rios argentinos ou uruguaios. No Brasil, o Itamaraty chegou a propor em setembro, na Camex, a defini\u00e7\u00e3o das propostas a serem discutidas com os s\u00f3cios do Mercosul e apresentadas aos europeus. A pedido dos minist\u00e9rios da Fazenda e Desenvolvimento, decidiu-se, por\u00e9m, abrir a consulta aos empres\u00e1rios, o que resultou em grau inesperado de interesse, semelhante ao que havia em 2004, quando houve a \u00faltima tentativa de acordo.<\/p>\n<p>Para surpresa no governo, o total de produtos com ofertas de liberaliza\u00e7\u00e3o pelo setor privado chegou pr\u00f3ximo de 88% das mercadorias comercializadas pelo Brasil, em uma primeira lista &#8211; reduzida, depois, com a avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada, mas ainda acima de 80%. Alguns setores, no Brasil, por\u00e9m, preferiram evitar ofertas de liberaliza\u00e7\u00e3o e manter tarifas altas contra os europeus, como \u00e9 o caso do setor sider\u00fargico, que j\u00e1 entra na Europa com tarifa zero.<\/p>\n<p>O setor agr\u00edcola est\u00e1 engajado na retomada das negocia\u00e7\u00f5es. Em novembro, dez das maiores associa\u00e7\u00f5es do setor enviaram cartas aos ministros cobrando a retomada, aproveitando o trunfo do mercado interno brasileiro para obter concess\u00f5es maiores dos europeus.<\/p>\n<p>Segundo uma autoridade brasileira que acompanha a discuss\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que boa parte dos empres\u00e1rios interessados no acordo esteja procurando op\u00e7\u00f5es ao mercado argentino, travado por barreiras do governo local, em busca de super\u00e1vit nas contas externas a qualquer custo. O protecionismo argentino \u00e9 apontado por empres\u00e1rios brasileiros, em conversas reservadas, como o maior obst\u00e1culo \u00e0 retomada das discuss\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4033\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4033","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-133","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4033"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4033\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}