{"id":4066,"date":"2012-12-20T18:09:27","date_gmt":"2012-12-20T18:09:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4066"},"modified":"2012-12-20T18:09:27","modified_gmt":"2012-12-20T18:09:27","slug":"policia-matou-1316-pessoas-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4066","title":{"rendered":"Pol\u00edcia matou 1.316 pessoas em 2011"},"content":{"rendered":"\n<p>No ano passado, 1.316 pessoas morreram em confronto com a pol\u00edcia em 15 estados, e 107 policiais acabaram mortos. O Rio registrou o maior n\u00famero de mortes em confronto policial em 2011 (524), mas, nos \u00faltimos cinco anos, teve uma queda de 60%. J\u00e1 S\u00e3o Paulo registrou 460 mortos em conflito no ano passado e 28 policiais mortos. Os n\u00fameros s\u00e3o do 5\u00ba Relat\u00f3rio Nacional Sobre os Direitos Humanos no Brasil, lan\u00e7ado ontem pelo N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia (NEV), da USP.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio n\u00e3o capta ainda os efeitos da onda de viol\u00eancia vivida em S\u00e3o Paulo neste ano. Foram 96 policiais mortos e, nos primeiros nove meses do ano, 372 pessoas que morreram em suposto confronto com a pol\u00edcia, segundo dados da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio mostra apenas 15 estados porque grande parte das institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a do pa\u00eds n\u00e3o oferecem dados sistematizados. A falta de dados e a dificuldade em obter informa\u00e7\u00f5es, apesar da Lei de Acesso, em vigor desde maio, foram criticadas ontem pelos pesquisadores do NEV.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades de estabelecer com detalhes um perfil nacional dos abusos de direitos humanos por parte da pol\u00edcia, os pesquisadores defendem que, nos estados monitorados, as mortes decorrentes de confrontos com a pol\u00edcia se mant\u00eam constante. Pelo estudo da pesquisadora Viviane Cubas, do NEV, entre 2001 e 2011, 5.205 pessoas foram mortas pela pol\u00edcia em S\u00e3o Paulo. Outras 525 morreram em suposto confronto com policiais que estavam fora de servi\u00e7o. Um determinante do poder de letalidade, segundo o estudo \u00e9 o contraste entre o alto \u00edndice de mortes e o n\u00famero de pessoas que sa\u00edram feridas desses confrontos: 532 em 11 anos. A outra compara\u00e7\u00e3o de Viviane \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de homic\u00eddios totais: dos 5.187 casos no ano passado, 461 ocorreram em supostos confrontos policiais.<\/p>\n<p>Para o coordenador do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Renato S\u00e9rgio de Lima, al\u00e9m de responsabilizar as pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es policiais e as pol\u00edticas de seguran\u00e7a, \u00e9 preciso ficar atento para o papel do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que, segundo ele, n\u00e3o tem uma atua\u00e7\u00e3o de controle externo das atividades policiais. Lima criticou tamb\u00e9m a morosidade do Judici\u00e1rio nos julgamentos dos crimes atribu\u00eddos \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o diria que o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 omisso, mas diria que h\u00e1 uma grande incerteza sobre como agir. E isso se amplia para o Poder Judici\u00e1rio. H\u00e1 um enorme afastamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tem\u00e1tica da seguran\u00e7a, que faz com que todos os problemas de crime e viol\u00eancia, de desrespeito aos direitos humanos, recaiam nas costas das pol\u00edcias. Elas s\u00e3o respons\u00e1veis, mas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas &#8211; disse Lima.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio do NEV, entre 2000 e 2009, a taxa de homic\u00eddios no pa\u00eds cresceu 1,6%. As regi\u00f5es Norte e Nordeste registraram os maiores crescimentos, com 82% e 72% respectivamente. O Sudeste registrou uma grande baixa, de 40%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Procurador diz que Val\u00e9rio entregou documentos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, afirmou ontem que &#8220;nada deixar\u00e1 de ser investigado&#8221; ao ser questionado sobre acusa\u00e7\u00f5es do suposto envolvimento do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lu la da Silva com o esquema do mensal\u00e3o. Gurgel confirmou ter recebido documentos do empres\u00e1rio Marcos Val\u00e9rio Fernandes de Souza, no depoi mento no qual disse que di nheiro do valerioduto pagou despesas pessoais de Lula e que o ex-presidente deu aval para empr\u00e9stimos que irriga ram o esquema.<\/p>\n<p>Gurgel afirmou que vai tomar provid\u00eancias para investigar o que for necess\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s declara\u00e7\u00f5es de Val\u00e9rio, cujo teor foi revelado na semana pas sada pelo Estado. O procura dor-geral disse que, se houver algo a ser investigado em rela \u00e7\u00e3o a Lula, o assunto ser\u00e1 enca minhado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal que atua na primeira inst\u00e2ncia, no Distrito Federal ou em S\u00e3o Paulo. Ao deixar a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, no fim de 2010, Lula deixou de ter direito a foro privilegiado no Su premo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto especificamente ao presidente Lula, eventual investi ga\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o compete ao procura dor-geral da Rep\u00fablica, j\u00e1 que o ex-presidente n\u00e3o det\u00e9m prerro gativa de foro&#8221;, disse Gurgel.<\/p>\n<p>Embora tenha dito que vai ana lisar o conte\u00fado do depoimento de Val\u00e9rio, o procurador levan tou algumas d\u00favidas sobre as de clara\u00e7\u00f5es. &#8220;Com muita frequ\u00ean cia, Marcos Val\u00e9rio faz refer\u00ean cia a declara\u00e7\u00f5es que ele conside ra bomb\u00e1sticas. E quando n\u00f3s va mos examinar em profundida de, n\u00e3o \u00e9 bem isso.&#8221;<\/p>\n<p>Dep\u00f3sitos<\/p>\n<p>O procurador disse que Val\u00e9rio prestou um \u00fanico de poimento ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, em setembro. &#8220;Ele en tregou alguns documentos, mui to poucos, e esses documentos agora ser\u00e3o avaliados para que se possa tomar as provid\u00eancias necess\u00e1rias \u00e0 apura\u00e7\u00e3o.&#8221; Segun do Gurgel, o empres\u00e1rio entre gou dois comprovantes de dep\u00f3 sito. &#8220;Isso tem que ser avaliado, quem s\u00e3o os benefici\u00e1rios des ses dep\u00f3sitos, em que contexto isso foi feito.&#8221;<\/p>\n<p>O depoimento de Val\u00e9rio foi prestado em 24 de setembro. Na ocasi\u00e3o, al\u00e9m de apontar o envol vimento de Lula no esquema de compra de apoio ao governo no Congresso, o operador do mensal\u00e3o disse ter sido amea\u00e7ado de morte por Paulo Okamotto, dire tor do Instituto Lula e amigo pes soal do ex-presidente. &#8220;Tem gen te no PT que acha que a gente devia matar voc\u00ea&#8221;, teria dito Oka motto a Val\u00e9rio.<\/p>\n<p>Gurgel disse que preferia espe rar a conclus\u00e3o do julgamento do mensal\u00e3o para come\u00e7ar a an\u00e1 lise das declara\u00e7\u00f5es de Val\u00e9rio. Entre o depoimento, dado por iniciativa do empres\u00e1rio depois de ter sido condenado pelo Su premo, e o fim do processo, na segunda-feira, passaram-se qua se dois meses. &#8220;Conclu\u00eddo o jul gamento, agora eu vou sim anali sar o depoimento e ser\u00e3o toma das as provid\u00eancias, enfim, que s\u00e3o cab\u00edveis para completa investiga\u00e7\u00e3o de tudo que demande apura\u00e7\u00e3o&#8221;, declarou Gurgel.<\/p>\n<p>No julgamento do mensal\u00e3o, que durou quatro meses e meio, o procurador-geral teve grande \u00eaxito. Ele conseguiu convencer o STF a condenar 25 dos 37 r\u00e9us do processo. Desses, 11 condena dos &#8211; entre os quais o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jos\u00e9 Dirceu &#8211; foram punidos com penas que devem come\u00e7ar a ser cumpri das em regime fechado. Os r\u00e9us tamb\u00e9m foram condenados a pa gar multas que, em alguns casos, superam os R$ 2 milh\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ind\u00fastria alerta para racionamento<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A Petrobras alertou Firjan e Fiesp para a possibilidade de desviar g\u00e1s para usinas t\u00e9rmicas diante do risco de racionamento de energia. Isso porque o n\u00edvel dos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas est\u00e1 perto do limite de seguran\u00e7a. Assim, faltaria g\u00e1s para as ind\u00fastrias, que teriam que operar suas t\u00e9rmicas com \u00f3leo diesel.<\/p>\n<p>Diante do baixo n\u00edvel dos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas e da maior demanda por gera\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, a Petrobras procurou as federa\u00e7\u00f5es das ind\u00fastrias do Rio e de S\u00e3o Paulo pedindo que orientassem as empresas a darem prefer\u00eancia ao uso de \u00f3leo combust\u00edvel e \u00f3leo diesel, pois a empresa ter\u00e1 de elevar a oferta de g\u00e1s natural para as t\u00e9rmicas, segundo fontes do setor. O pedido acendeu o sinal amarelo na Firjan, que distribuiu comunicado a seus associados com o alerta para a possibilidade de racionamento de energia neste fim de ano e no in\u00edcio de 2013. A entidade tamb\u00e9m cobrou do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) provid\u00eancias para garantir o abastecimento. Autoridades descartaram risco de racionamento. Nos governo de Lula e Dilma, o risco de racionamento sempre foi rebatido e considerado um problema do governo de Fernando Henrique Cardoso<\/p>\n<p>Petrobras teria sugerido \u00e0s federa\u00e7\u00f5es de Rio e SP o uso de \u00f3leo diesel para liberar g\u00e1s natural \u00e0s t\u00e9rmicas<\/p>\n<p>A Firjan se diz preocupada especialmente com as regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste, onde as hidrel\u00e9tricas est\u00e3o com o n\u00edvel dos reservat\u00f3rios em 29,86%, abaixo do ano de racionamento (2001), quando estavam em 32,27% em 31 de dezembro, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS). O volume dos reservat\u00f3rios tamb\u00e9m est\u00e1 pr\u00f3ximo ao chamado &#8220;n\u00edvel meta&#8221;, ou seja, o m\u00ednimo para garantir o abastecimento com seguran\u00e7a em 2013\/2014. No Sudeste, esse \u00edndice \u00e9 de 28% em dezembro, sempre considerando o \u00faltimo dia do m\u00eas. O per\u00edodo \u00famido deveria ter come\u00e7ado no fim de outubro ou in\u00edcio de novembro, mas as chuvas t\u00eam sido escassas por causa do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o.<\/p>\n<p>&#8220;Diante do quadro, a possibilidade de ocorr\u00eancia de eventos de desabastecimento tempor\u00e1rio de energia para o fim do ano e in\u00edcio de 2013 aumentou substancialmente, alcan\u00e7ando n\u00edveis preocupantes&#8221;, diz nota da Firjan. &#8220;A diretoria considera que qualquer medida que se reflita em custos ou escassez de insumos energ\u00e9ticos trar\u00e1 impactos significativos \u00e0 competitividade industrial e ao desenvolvimento do pa\u00eds.&#8221;<\/p>\n<p>Oficialmente, Firjan e Fiesp negam que tenham sido procuradas pela Petrobras. A estatal tamb\u00e9m nega. Em nota, garantiu que n\u00e3o existe qualquer risco de desabastecimento aos seus clientes e que &#8220;est\u00e1 cumprindo rigorosamente seus compromissos de suprimento&#8221;.<\/p>\n<p>O diretor do Deparamento de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti, adotou um discurso mais moderado que o da Firjan:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o existe debate sobre racionamento em 2013. Poder\u00edamos falar de racionamento em 2014. Mas 2013, n\u00e3o. Isso j\u00e1 est\u00e1 garantido com a chamada energia de reserva. Ainda ontem (ter\u00e7a-feira) liguei para o Chipp (Hermes Chipp, diretor-geral do ONS). Ele voltou a me falar sobre a import\u00e2ncia de ter as t\u00e9rmicas ligadas para garantir o abastecimento.<\/p>\n<p>Com o baixo n\u00edvel dos reservat\u00f3rios, as t\u00e9rmicas, que costumam ficar desligadas durante o ano, est\u00e3o operando a pleno vapor. Isso significa que est\u00e3o demandando g\u00e1s natural em volumes acima da m\u00e9dia para o ano. O temor da Firjan \u00e9 que o aumento dessa demanda leve as distribuidoras de g\u00e1s a deslocar o g\u00e1s da ind\u00fastria para a gera\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica. De acordo com o gerente de competitividade da federa\u00e7\u00e3o, Cristiano Prado, a gera\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica representava em novembro 23% do total gerado no pa\u00eds. Em novembro de 2011, era de apenas 7%.<\/p>\n<p>&#8220;A elevada demanda de g\u00e1s natural para suprimento das t\u00e9rmicas poder\u00e1 levar as distribuidoras estaduais a exercer junto aos seus clientes industriais as cl\u00e1usulas de flexibilidade e de interruptibilidade dos contratos. Qualquer um dos eventos ter\u00e1 impactos negativos inequ\u00edvocos sobre a atividade industrial&#8221;, diz a Firjan.<\/p>\n<p>O presidente da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), Maur\u00edcio Tolmasquim, afirmou que o risco de racionamento est\u00e1 descartado. Ele admitiu que o per\u00edodo \u00famido est\u00e1 &#8220;atrasado&#8221;, mas assegurou que h\u00e1 g\u00e1s para atender a demanda industrial e de gera\u00e7\u00e3o de energia. Diz que as t\u00e9rmicas est\u00e3o gerando cerca de 13,5 mil megawatts (MW) m\u00e9dios e ainda podem gerar mil megawatts m\u00e9dios adicionais. A EPE \u00e9 respons\u00e1vel pelo planejamento energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>&#8211; A nota da Firjan \u00e9 leviana. \u00c9 uma irresponsabilidade lan\u00e7ar uma nota dessas sem nos procurar antes. N\u00e3o se pode comparar com a \u00e9poca do racionamento justamente porque hoje temos as t\u00e9rmicas. Naquela \u00e9poca n\u00e3o t\u00ednhamos.<\/p>\n<p>Ele explicou que h\u00e1 tr\u00eas contratos de fornecimento de g\u00e1s entre a Petrobras e seus clientes: firme, flex\u00edvel e interrupt\u00edvel. No primeiro caso, h\u00e1 a garantia do fornecimento de g\u00e1s. No segundo, a Petrobras se compromete em oferecer outra fonte de combust\u00edvel, como o \u00f3leo diesel. Na \u00faltima modalidade, pode cortar o fornecimento de g\u00e1s, e o cliente ter\u00e1 de buscar alternativas.<\/p>\n<p>Para Tolmasquim, n\u00e3o haver\u00e1 falta de g\u00e1s, mas o pre\u00e7o tende a ser mais alto. Isso porque a demanda por g\u00e1s nessa \u00e9poca do ano \u00e9 grande no Hemisf\u00e9rio Norte, por causa do inverno. As importa\u00e7\u00f5es de G\u00e1s Natural Liquefeito (GNL) pela Petrobras, portanto, tendem a custar mais. Num ano em que a estatal est\u00e1 cortando gastos e chegou a ter preju\u00edzo bilion\u00e1rio, \u00e9 natural que tente convencer os clientes a reduzir o consumo de g\u00e1s, para que suas despesas com a compra do insumo n\u00e3o cres\u00e7am tanto, dizem fontes.<\/p>\n<p>Os especialistas se dividem quanto ao racionamento. Para Nivalde de Castro, do Grupo de Estudos do Setor El\u00e9trico (Gesel) da UFRJ, o abastecimento energ\u00e9tico est\u00e1 assegurado porque as t\u00e9rmicas devem se manter operantes no per\u00edodo \u00famido (at\u00e9 mar\u00e7o\/abril), algo que nunca aconteceu. J\u00e1 Roberto Ara\u00fajo, diretor da ONG Ilumina, diz que o risco \u00e9 real e critica &#8220;a fragmenta\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o do setor el\u00e9trico&#8221;.<\/p>\n<p>Espanh\u00f3is e chineses na energia de Belo Monte<\/p>\n<p>A espanhola Abengoa e o cons\u00f3rcio liderado pela chinesa State Grid arremataram ontem, em leil\u00e3o na Bovespa, as principais linhas de transmiss\u00e3o que entregar\u00e3o a energia de Belo Monte. As duas ficaram com metade dos oito lotes leiloados. O des\u00e1gio m\u00e9dio foi de 21,7%. No total, as linhas ter\u00e3o investimentos de R$ 5 bilh\u00f5es e devem ficar prontas em at\u00e9 36 meses. Analistas esperavam des\u00e1gios menores, por causa da indefini\u00e7\u00e3o com a MP 579, que antecipa renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es para garantir redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da luz. Para o governo, o resultado do leil\u00e3o \u00e9 prova de que o setor mant\u00e9m a atratividade.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Avan\u00e7o do cr\u00e9dito em 2013 pode ser o menor em dez anos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ao estimar um crescimento nominal de 14% no estoque de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito para 2013, ontem, o Banco Central cravou uma proje\u00e7\u00e3o que, se confirmada, representar\u00e1 o menor avan\u00e7o dos financiamentos desde 2003 &#8211; mais baixo inclusive que as taxas vistas durante a crise de 2009.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de inferior ao que esperava a m\u00e9dia das institui\u00e7\u00f5es financeiras, a estimativa da autoridade monet\u00e1ria reflete um &#8220;novo normal&#8221; no comportamento do cr\u00e9dito no pa\u00eds, em que &#8220;modera\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 a palavra-chave e a contribui\u00e7\u00e3o dos financiamentos para o crescimento econ\u00f4mico fica mais discreta.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um crescimento moderado, em linha com o discurso do BC para infla\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Carlos Kawall, ex-secret\u00e1rio do Tesouro e atual economista-chefe do Banco J.Safra. &#8220;Mostra um quadro mais desafiador para a retomada da atividade, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 mais uma contribui\u00e7\u00e3o t\u00e3o contundente do cr\u00e9dito.&#8221;<\/p>\n<p>Um quadro que, at\u00e9 a semana passada, n\u00e3o era o principal cen\u00e1rio das institui\u00e7\u00f5es financeiras brasileiras. Pesquisa da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada na quinta-feira passada, mostrava que os 31 analistas ouvidos projetavam um crescimento de 16,2% do estoque das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito em 2013, quase o mesmo avan\u00e7o que deve ser registrado neste ano.<\/p>\n<p>A Rosenberg Consultores Associados, por exemplo, afirmou em relat\u00f3rio que esperava um crescimento do estoque de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito &#8220;um pouco maior&#8221; no ano que vem do que em 2012. J\u00e1 a LCA Consultores defendia um avan\u00e7o de 17% do estoque de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito em 2013.<\/p>\n<p>Mais do que um sinal de cautela do BC, h\u00e1 quem interprete o menor ritmo de crescimento dos estoques como produto da queda nos juros banc\u00e1rios ocorrida ao longo deste ano. Rodrigo Alves de Melo, economista da Mau\u00e1 Sekular Investimentos, lembra que a taxa m\u00e9dia de juros banc\u00e1rios, que come\u00e7ou 2012 perto de 38% ao ano, vai terminar o ano em 29%. Isso traria um &#8220;efeito matem\u00e1tico&#8221; no crescimento do estoque de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, em que o juro da opera\u00e7\u00e3o faz parte do c\u00e1lculo.<\/p>\n<p>&#8220;A d\u00favida \u00e9 qual a magnitude desse efeito no crescimento do estoque&#8221;, afirma. &#8220;Podemos ter um ano em que as novas concess\u00f5es de cr\u00e9dito crescem mais que em 2012, mas que a taxa de juros menor faz o estoque como um todo avan\u00e7ar menos&#8221;. Esse efeito \u00e9 favorecido pelo curto prazo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito no pa\u00eds. Em novembro, o prazo m\u00e9dio foi de 524 dias.<\/p>\n<p>Os dados de novembro, por\u00e9m, n\u00e3o trouxeram boas not\u00edcias no front das concess\u00f5es. A velocidade de crescimento em doze meses da m\u00e9dia di\u00e1ria de concess\u00f5es desacelerou para 2,3% no pen\u00faltimo m\u00eas do ano, ante 5,1% em outubro. No cr\u00e9dito corporativo, o crescimento das origina\u00e7\u00f5es caiu de 7,9% para 2,8%. A pr\u00e9via de dezembro mostra recupera\u00e7\u00e3o nesse indicador, mas, como os dados de cr\u00e9dito foram divulgados mais cedo que o habitual, foram analisados poucos dias \u00fateis<\/p>\n<p>Para a equipe de analistas do Credit Suisse, o enfraquecimento dos desembolsos sugere que uma recupera\u00e7\u00e3o &#8220;significativa&#8221; do cr\u00e9dito n\u00e3o deve acontecer no curto prazo. O cen\u00e1rio da casa para um prazo mais longo \u00e9 mais otimista. &#8220;Mantemos nossa avalia\u00e7\u00e3o que menores taxas de juros ir\u00e3o ajudar a reduzir a taxa de comprometimento de renda das fam\u00edlias brasileiras, o que vai promover uma redu\u00e7\u00e3o na taxa de inadimpl\u00eancia nos pr\u00f3ximos trimestres&#8221;, escreve a equipe de analistas comandada por Nilson Teixeira.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse ambiente, transa\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito provavelmente v\u00e3o acelerar em 2013, em um cen\u00e1rio de crescimento mais forte do PIB&#8221;, afirma o Credit Suisse.<\/p>\n<p>Se o cr\u00e9dito de fato avan\u00e7ar 14% no ano que vem, vai crescer em velocidade inferior ao que \u00e9 considerado como taxa de equil\u00edbrio pela equipe econ\u00f4mica do Banco Central. Em estudo recente publicado no site da autoridade, que tem entre seus autores o diretor de regula\u00e7\u00e3o do BC, Luiz Awazu Pereira da Silva, o n\u00edvel \u00f3timo de equil\u00edbrio para o crescimento do cr\u00e9dito seria uma taxa de 16%.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo que avance a 14%, o cr\u00e9dito continua crescendo &#8211; e n\u00e3o \u00e9 pouco. Eu acho que, com esse percentual, o BC est\u00e1 tentando evitar surpresas negativas&#8221; afirma Rodrigo Del Claro, diretor da Crivo TransUnion, que desenvolve ferramentas de an\u00e1lise de cr\u00e9dito.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC: Calote de pessoas f\u00edsicas recua para 7,8%<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Depois de tr\u00eas meses inalterada, a inadimpl\u00eancia da pessoa f\u00edsica caiu em novembro. No caso das fam\u00edlias, passou de 7,9% para 7,8%, e nos contratos de financiamento de autom\u00f3veis, de 5,9% para 5,6%, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. Esse tipo de cr\u00e9dito foi o centro das preocupa\u00e7\u00f5es do governo nos \u00faltimos dois anos. O BC, preocupado com a inadimpl\u00eancia, chegou a alterar as regras e diminuir o prazo dos empr\u00e9stimos para a compra de carros, que ultrapassavam, em alguns casos, 60 meses.<\/p>\n<p>&#8211; Com esse \u00faltimo resultado, a gente pode falar que o momento cr\u00edtico nessa modalidade foi superado &#8211; afirmou o chefe do Departamento Econ\u00f4mico do BC, T\u00falio Maciel.<\/p>\n<p>Outro exemplo de melhora pode ser visto na queda ainda maior dos financiamentos de outros bens, de 12,8% para 12,1%. J\u00e1 a inadimpl\u00eancia das empresas ficou est\u00e1vel em 4,1%, tendo registrado apenas leves oscila\u00e7\u00f5es durante o ano.<\/p>\n<p>O estoque do cr\u00e9dito aumentou 13,5% no ano at\u00e9 novembro, para R$ 2,3 bilh\u00f5es. A proje\u00e7\u00e3o para 2012 \u00e9 crescer 14%. Nos bancos p\u00fablicos, a alta deve ficar em 26% (24% antes). Nos privados, a proje\u00e7\u00e3o caiu de 10% para 7%. Para 2013, a previs\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 de alta de 14%. J\u00e1 os juros ca\u00edram pelo nono m\u00eas consecutivo, de 35,4% para 34,8% ao ano, novo piso hist\u00f3rico. Para empresas, foram de 22,1% para 21,7%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma: Em 2013, redu\u00e7\u00e3o de impostos ser\u00e1 prioridade<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Em solenidade de entrega de certificados aos formandos dos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino T\u00e9cnico e ao Emprego (Pronatec) em Palmas, capital de Tocantins, a presidente Dilma Rousseff disse que, em 2013, uma de suas principais lutas ser\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o de impostos. Ela evitou falar sobre a confus\u00e3o no Congresso em torno dos vetos \u00e0 lei dos royalties do petr\u00f3leo, mas voltou a defender a utiliza\u00e7\u00e3o desses recursos para ampliar e melhorar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8211; Quando cheguei aqui, um jornalista me perguntou: &#8220;E a economia, presidente?&#8221; Pois eu quero dizer: a economia n\u00f3s estamos resolvendo em muitos lugares, baixando juros; fazendo o c\u00e2mbio ser um c\u00e2mbio &#8220;mais real; assegurando redu\u00e7\u00e3o nas tarifas de energia, diminuindo os impostos, o que \u00e9 muito importante para o pa\u00eds. E eu quero dizer que, no pr\u00f3ximo ano, essa vai ser uma das minhas maiores lutas: a redu\u00e7\u00e3o dos impostos no nosso pa\u00eds. E construindo o futuro do pa\u00eds no presente, que \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o profissional &#8211; disse a presidente.<\/p>\n<p>Mais tarde, na cerim\u00f4nia de entrega do Pr\u00eamio Finep 2012, no Pal\u00e1cio do Planalto, a presidente voltou a destacar medidas como redu\u00e7\u00e3o de juros, impostos e tarifa de energia, al\u00e9m das parcerias com o setor privado, para reduzir os gargalos no pa\u00eds:<\/p>\n<p>&#8211; Este pa\u00eds tem de crescer. Tem de crescer e precisa dos empres\u00e1rios, dos inovadores. Por isso que \u00e9 t\u00e3o importante desatar os n\u00f3s, reduzir os gargalos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ensino prec\u00e1rio atrapalha produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Sem condi\u00e7\u00f5es de equacionar os problemas de ensino, o pa\u00eds vive uma crise na educa\u00e7\u00e3o que tem se refletido fortemente na produtividade dos nossos trabalhadores e ajudou a jogar a ind\u00fastria na recess\u00e3o. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), 49,3% da popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais n\u00e3o conclu\u00edram o ensino fundamental ou n\u00e3o t\u00eam qualquer instru\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma multid\u00e3o que mal sabe ler e escrever, mas que tem de operar computadores e m\u00e1quinas. Contudo, mesmo tendo estudado pouco, ocupa cargos de chefia. Esses n\u00fameros explicam por que s\u00e3o necess\u00e1rios cinco brasileiros para produzir o que apenas um norte-americano faz no ch\u00e3o da f\u00e1brica.<\/p>\n<p>Os dados apresentados pelo IBGE fazem parte do Censo 2010 e foram divulgados ontem. A pesquisa mostra ainda que o baixo n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 enraizado em quase todos os ramos de atividade. Entre os diretores e gerentes que est\u00e3o \u00e0 frente de empresas, 15,03% n\u00e3o terminaram o ensino fundamental. Entre os trabalhadores do agroneg\u00f3cio classificados como qualificados, esse percentual \u00e9 de 77,2%. Nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos, esse n\u00famero ficou em 60,80%. O segmento que apresenta o melhor resultado \u00e9 o das for\u00e7as armadas, policiais e bombeiros militares: 5,21%.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que tem sofrido com a concorr\u00eancia imposta sobretudo pelos asi\u00e1ticos, a fatia dos que n\u00e3o t\u00eam fundamental \u00e9 de 34,07%. Mesmo no ramo da educa\u00e7\u00e3o, existem profissionais com baixa escolaridade: 9,8% com pouca ou quase nenhuma instru\u00e7\u00e3o. Em cidades e povoados no interior do pa\u00eds, \u00e9 comum pessoas da pr\u00f3pria regi\u00e3o, que nunca frequentaram uma faculdade, ensinem matem\u00e1tica, biologia e, at\u00e9 mesmo sem saber a l\u00edngua, ensinando ingl\u00eas. \u201cIsso impacta na nossa produtividade. Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um ponto decisivo. N\u00e3o se pode ser um pa\u00eds rico com n\u00edvel educacional baixo\u201d, alertou Sim\u00e3o Silber, professor de economia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Ainda segundo o professor, se for levado em conta o volume de recursos que o Brasil aplica na educa\u00e7\u00e3o \u2014 algo ao redor de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) \u2014, o pa\u00eds tem o pior desempenho do mundo em ci\u00eancias e matem\u00e1tica. \u201cN\u00f3s estamos aproximadamente na metade do caminho, do ponto de vista educacional, de um pa\u00eds como a Coreia\u201d, avalia Silber. \u201cA escolaridade m\u00e9dia de um coreano \u00e9 15 anos, a nossa \u00e9 metade disso. O brasileiro tem um n\u00edvel de conhecimento apenas b\u00e1sico, que vai de leitura e passa por ci\u00eancia, mas que eu chamaria, pelo padr\u00e3o internacional, de elementar\u201d, argumentou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o dispara e assusta governo<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O governo recebeu com preocupa\u00e7\u00e3o o resultado do IPCA-15 de dezembro, de 0,69%, que confirmou reajustes disseminados de pre\u00e7os por toda a economia. A taxa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), ficou acima tanto do 0,54% de novembro, quanto do 0,56% do mesmo per\u00edodo do ano passado. No acumulado do ano, a pr\u00e9via do \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o ficou em 5,78%, abaixo dos 6,56% de 2011, mas muito longe dos 4,5% definidos como meta pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). Foi o terceiro ano seguido em que o indicador ficou distante do objetivo perseguido pelo Banco Central (BC).<\/p>\n<p>Alimentos, com alta de 0,97% e servi\u00e7os pessoais, que tiveram eleva\u00e7\u00e3o de 1,10%, foram os dois grupos de produtos que mais contribu\u00edram para o \u00edndice. No entanto, Luiz Ot\u00e1vio de Souza Leal, do Banco ABC Brasil chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que itens importantes como habita\u00e7\u00e3o (0,74% de alta) e transportes (0,71%) tamb\u00e9m deram forte contribui\u00e7\u00e3o para acelerar a carestia. Ou seja, a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente em todos os elementos que comp\u00f5em o IPCA-15 e j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais a desculpa para o BC dizer que o pa\u00eds est\u00e1 tendo que acomodar choques de pre\u00e7os dos alimentos, movimento que come\u00e7ou com a forte seca deste ano nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou minimizar a import\u00e2ncia da acelera\u00e7\u00e3o do indicador em dezembro. \u201cTodo fim de ano a infla\u00e7\u00e3o sobe. Mas a de 2012 ser\u00e1 menor que a de 2011\u201d, afirmou. J\u00e1 os consumidores se assustam com o pre\u00e7o dos alimentos expostos nas g\u00f4ndolas dos supermercados. A aposentada Ivete Santana, 67 anos, disse que os gastos semanais com a alimenta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia dobraram, passando de R$ 80 para R$ 160 nos \u00faltimos meses. \u201cApesar das promo\u00e7\u00f5es, tudo continua muito caro\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Acostumada a pagar R$ 2,80 pelo quilo do maracuj\u00e1, Ivete conta que hoje a mesma quantidade n\u00e3o sei por menos de R$ 6,70. \u201cAs frutas s\u00f3 tem pre\u00e7o. A qualidade passa longe\u201d, lamentou. O pre\u00e7o das frutas foi um dos destaques de alta em dezembro, com reajuste m\u00e9dio de 1,27%, ao lado da carne de frango (4,16%) e do leite (2,03%). A aposentada se queixou tamb\u00e9m da alta do pre\u00e7o do arroz. \u201cAntes eu pagava R$ 7, \u00e0s vezes R$ 8, pelo saco de cinco quilos. Agora, custa R$ 12\u201d, disse.<\/p>\n<p>Tend\u00eancia<\/p>\n<p>No caso das despesas pessoais, as maiores eleva\u00e7\u00f5es foram a dos cigarros (2,66%) e de empregados dom\u00e9sticos (0,82%). Do lado dos transportes, o item passagens a\u00e9reas foi o destaque, com varia\u00e7\u00e3o de 17,08%. No entender de Leal, a trajet\u00f3ria da infla\u00e7\u00e3o parece ser de alta, seja qual for o \u00e2ngulo utilizado para an\u00e1lise. \u201cO resultado de dezembro est\u00e1 contaminado pelo impacto das passagens a\u00e9reas, mas, considerando que o IPCA-15 fechou o ano em 5,78%, n\u00e3o d\u00e1 para ficar aliviado com o fato desse n\u00famero ser menor do que os 6,56% de 2011\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o economista Rafael Le\u00e3o, da Austin Rating, \u00e9 mais otimista. \u201cTeremos uma infla\u00e7\u00e3o mais baixa no ano que vem, mesmo com atividade econ\u00f4mica maior. A alta no setor de alimentos n\u00e3o deve se repetir, j\u00e1 que o sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o ter\u00e1 reajuste t\u00e3o forte\u201d, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Gr\u00e9cia &#8216;vai ou racha&#8217; em 2013, diz ministro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O ano que vem ser\u00e1 &#8220;ou vai ou racha&#8221; para o futuro da Gr\u00e9cia enquanto pa\u00eds membro da zona do euro, disse ontem o ministro das Finan\u00e7as Yannis Stournaras, alertando os l\u00edderes da Europa que Atenas ainda corre o &#8220;poss\u00edvel risco&#8221; de sair da uni\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Poderemos conseguir no ano que vem se nos ativermos ao programa acertado com a Uni\u00e3o Europeia e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional&#8221;, disse ele ao &#8220;Financial Times&#8221;. Mas &#8220;haver\u00e1 um rompimento se o sistema pol\u00edtico achar a situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil demais para ser conduzida&#8221;, acrescentou ele, referindo-se ao perigo de instabilidade social que poderia acabar com a coaliz\u00e3o que apoia o governo.<\/p>\n<p>&#8220;O que fizemos at\u00e9 agora foi necess\u00e1rio, mas n\u00e3o o suficiente para se chegar a uma solu\u00e7\u00e3o permanente&#8221;, afirmou Stournaras. &#8220;O problema agora \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Seu alerta fere o otimismo predominante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Gr\u00e9cia, cujo rendimento dos b\u00f4nus de dez anos caiu ontem ao menor n\u00edvel em 21 meses, depois que o Banco Central Europeu (BCE) disse que vai aceitar mais uma vez a d\u00edvida soberana do pa\u00eds como garantia.<\/p>\n<p>A melhoria em seis pontos da classifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds pela ag\u00eancia de avalia\u00e7\u00e3o de risco Standard &amp; Poor&#8221;s (S&amp;P), depois da bem sucedida recompra de d\u00edvida da semana passada, deu um \u00edmpeto ao governo, embora os b\u00f4nus gregos ainda estejam com a condi\u00e7\u00e3o &#8220;junk&#8221;.<\/p>\n<p>Stournaras disse que Atenas vai se concentrar no ano que vem na evas\u00e3o fiscal, no cumprimento das metas de privatiza\u00e7\u00e3o e na remo\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos burocr\u00e1ticos \u00e0 entrada de investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O desembolso nesta semana de uma parcela de ajuda de \u20ac 34,2 bilh\u00f5es por credores internacionais, ap\u00f3s cinco meses de duras negocia\u00e7\u00f5es, representou um &#8220;voto de confian\u00e7a&#8221; na capacidade do governo de realizar as reformas fiscais e estruturais, disse Stournaras, apesar da oposi\u00e7\u00e3o dos sindicatos e dos partidos pol\u00edticos ao socorro financeiro. &#8220;A decis\u00e3o de nossos parceiros de nos conceder tanto dinheiro &#8211; mais que o esperado &#8211; remove uma grande parte do risco.&#8221;<\/p>\n<p>No entanto, alertou ele, &#8220;ainda corremos o poss\u00edvel risco de quebrar&#8221;. Qualquer falha da Gr\u00e9cia em honrar suas d\u00edvidas junto aos credores internacionais resultar\u00e1 na sa\u00edda inevit\u00e1vel do euro.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia enfrentar\u00e1 o sexto ano consecutivo de recess\u00e3o em 2013, per\u00edodo em que a economia dever\u00e1 encolher cerca de 4%, ap\u00f3s uma contra\u00e7\u00e3o projetada de 6% para este ano. Stournaras prev\u00ea uma rea\u00e7\u00e3o para o quarto trimestre de 2013 e um crescimento modesto para 2014. At\u00e9 mar\u00e7o, Atenas receber\u00e1 mais tr\u00eas parcelas da ajuda financeira &#8211; num total de \u20ac 18 bilh\u00f5es de euros -, desde que conclua as reformas exigidas sob os termos de seu segundo socorro de \u20ac 172 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4066\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4066","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-13A","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4066"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4066\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}