{"id":4091,"date":"2012-12-28T16:27:57","date_gmt":"2012-12-28T16:27:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4091"},"modified":"2012-12-28T16:27:57","modified_gmt":"2012-12-28T16:27:57","slug":"suspenso-do-mercosul-paraguai-aumenta-vendas-para-mercado-brasileiro-em-35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4091","title":{"rendered":"Suspenso do Mercosul, Paraguai aumenta vendas para mercado brasileiro em 35%"},"content":{"rendered":"\n<p>Mesmo suspenso das atividades pol\u00edticas do Mercosul, acusado de n\u00e3o garantir a &#8220;plena vig\u00eancia democr\u00e1tica&#8221;, o Paraguai conseguiu aumentar em 35% suas exporta\u00e7\u00f5es ao Brasil, entre julho e novembro, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>O bom desempenho foi garantido pela demanda aquecida e pela alta nos pre\u00e7os das commodities. Em volume, os embarques paraguaios ao Brasil, no per\u00edodo ap\u00f3s a suspens\u00e3o, somaram 25% a mais do que no mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Para o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ant\u00f4nio Patriota, a continuidade, at\u00e9 em maior volume, das vendas paraguaias ao Brasil demonstra que o Mercosul cumpriu seu compromisso de evitar preju\u00edzos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e \u00e0 economia do pa\u00eds mais pobre do bloco, apesar da puni\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao pa\u00eds. Durante o ano, o aumento das vendas paraguaias ao mercado brasileiro deve chegar a 40%, segundo dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento.<\/p>\n<p>O Paraguai foi suspenso em julho ap\u00f3s o ju\u00edzo pol\u00edtico que, em dois dias, instaurou e encerrou um processo de impeachment contra o ent\u00e3o presidente Fernando Lugo. Os governos da Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul (Unasul), decidiram que n\u00e3o havia sido garantido o direito leg\u00edtimo de defesa ao presidente deposto, e suspenderam o pa\u00eds da organiza\u00e7\u00e3o. O mesmo foi feito no Mercosul, onde o governo argentino chegou a propor san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas aos paraguaios.<\/p>\n<p>De janeiro a novembro, quase 60% das vendas do Paraguai ao Brasil foram em produtos b\u00e1sicos aliment\u00edcios: trigo, milho, soja, carnes de bovino desossadas e arroz. Cerca de metade das exporta\u00e7\u00f5es paraguaias de carne tem origem em frigor\u00edficos de capital brasileiro, segundo o economista Gustavo Rojas de Cerqueira C\u00e9sar, do Centro de An\u00e1lise e Difus\u00e3o da Economia Paraguaia (Cadep).<\/p>\n<p>As vendas paraguaias de carne desossada aumentaram quase 160% de janeiro a novembro de 2012, comparadas \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es em igual per\u00edodo do ano passado. As exporta\u00e7\u00f5es de carne desossada congelada cresceram quase 90%.<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas de com\u00e9rcio bilateral indicam que os brasileiros foram buscar no Paraguai os gr\u00e3os que a situa\u00e7\u00e3o do mercado internacional fez faltar no mercado interno. O principal produto da pauta de exporta\u00e7\u00e3o paraguaia ao Brasil em 2012 (vendas de US$ 170 milh\u00f5es, ou 19% da pauta de exporta\u00e7\u00f5es ao mercado brasileiro) foi o trigo, com aumento de 204% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s importa\u00e7\u00f5es brasileiras de trigo paraguaio em 2011, at\u00e9 novembro.<\/p>\n<p>As vendas de t\u00eaxteis paraguaias aos brasileiros tamb\u00e9m cresceram significativamente, ainda que alguns produtos, como cobertores, tenham sido barrados pelos mecanismos de defesa comercial no Brasil, sob acusa\u00e7\u00e3o de serem produtos chineses travestidos de mercadoria do s\u00f3cio no Mercosul. As vendas de edredons, almofadas e travesseiros cresceram 180%, as de len\u00e7\u00f3is estampados de algod\u00e3o, 79%, e de tecidos impermeabilizados, impregnados com PVC, 375%.<\/p>\n<p>Apesar da suspens\u00e3o pol\u00edtica, a reuni\u00e3o de c\u00fapula do Mercosul, em Bras\u00edlia, em dezembro, teve representantes paraguaios nos f\u00f3runs de empres\u00e1rios e da sociedade civil. O governo n\u00e3o tem ainda defini\u00e7\u00e3o sobre a readmiss\u00e3o do pa\u00eds no bloco.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desemprego ofusca melhora em Fran\u00e7a e It\u00e1lia<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Duas das maiores economias da zona do euro deram sinais hesitantes de melhora ontem, mas qualquer otimismo sobre as perspectivas foi minimizado por novas provas de que o desemprego continua crescendo.<\/p>\n<p>Os dados sobre o desemprego na Fran\u00e7a, divulgados pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, mostraram que o n\u00famero de pessoas sem trabalho subiu pelo 19\u00ba m\u00eas consecutivo em novembro, com a categoria A de desempregados &#8211; ou seja, os registrados como totalmente desempregados, mas que est\u00e3o procurando emprego &#8211; chegando a 3,1 milh\u00f5es na Fran\u00e7a continental, uma alta de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o a outubro.<\/p>\n<p>&#8220;O aumento no n\u00famero de desempregados na Fran\u00e7a tem sido cont\u00ednuo desde 2008 e foi particularmente forte no \u00faltimo ano e meio&#8221;, afirmou o Minist\u00e9rio do Trabalho em um comunicado.<\/p>\n<p>Os dados do trabalho ofuscaram os n\u00fameros um pouco mais positivos de outras partes da economia francesa, divulgados na quinta-feira.<\/p>\n<p>O Insee, instituto de estat\u00edsticas da Fran\u00e7a, havia informado que a confian\u00e7a do consumidor subiu em dezembro, apesar do aumento do desemprego e das perspectivas desanimadoras.<\/p>\n<p>E, em outras \u00e1reas, pareceu que os esfor\u00e7os do presidente Fran\u00e7ois Hollande para refor\u00e7ar as finan\u00e7as p\u00fablicas da segunda maior economia da zona do euro come\u00e7aram a dar frutos, com a not\u00edcia de uma queda na raz\u00e3o entre a d\u00edvida p\u00fablica e o PIB no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Enquanto isso, na vizinha It\u00e1lia, o instituto nacional de estat\u00edsticas, a Istat, informou que o \u00edndice de confian\u00e7a das empresas subiu em dezembro pelo segundo m\u00eas consecutivo.<\/p>\n<p>Os novos pedidos, que s\u00e3o o componente do \u00edndice mais voltado para o futuro, foi seu elemento mais forte.<\/p>\n<p>Mas a medida mais ampla da Istat de confian\u00e7a das empresas, que inclui os setores de varejo, servi\u00e7os e constru\u00e7\u00e3o, caiu de um n\u00edvel revisado de 76,5 em novembro para 75,4 em dezembro, o mais baixo em quase sete anos.<\/p>\n<p>A confian\u00e7a na It\u00e1lia permanece sob press\u00e3o devido \u00e0 incerteza no cen\u00e1rio pol\u00edtico.<\/p>\n<p>O pa\u00eds deve realizar elei\u00e7\u00f5es gerais no final de fevereiro do ano que vem, e grande parte de ambas as alas pol\u00edticas est\u00e3o questionando as medidas de austeridade de Mario Monti, o primeiro-ministro tecnocrata em vias de deixar o cargo.<\/p>\n<p>O aumento do \u00edndice de confian\u00e7a do consumidor franc\u00eas, de 84 em novembro para 86 em dezembro, foi o primeiro a ser registrado desde maio.<\/p>\n<p>O Insee informou que os consumidores pareciam mais confiantes quanto ao seu futuro padr\u00e3o de vida, mas temem que o desemprego aumente.<\/p>\n<p>O instituto estimou neste m\u00eas que a economia iria se contrair no \u00faltimo trimestre de 2012 e ter um aumento apenas modesto no primeiro semestre de 2013.<\/p>\n<p>Se essa previs\u00e3o for correta, seria necess\u00e1ria uma r\u00e1pida acelera\u00e7\u00e3o no crescimento da economia no segundo semestre de 2013 para que o governo possa cumprir seu plano de reduzir o d\u00e9ficit para 3% do PIB, ante os estimados 4,5% de 2012.<\/p>\n<p>Em outro comunicado, o Insee informou que o saldo da d\u00edvida p\u00fablica caiu \u20ac 14,5 bilh\u00f5es, para \u20ac 1,818 trilh\u00e3o (US$ 2,4 trilh\u00f5es), no final do m\u00eas de setembro em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. Isso ocorreu gra\u00e7as a uma queda no endividamento das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas centrais.<\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o no saldo abaixou a d\u00edvida p\u00fablica de 91% do PIB para 89,9%. O governo franc\u00eas ainda espera que a propor\u00e7\u00e3o da d\u00edvida alcance um pico de 91,3% no fim do ano que vem, antes de come\u00e7ar a cair em 2014.<\/p>\n<p>Dominique Barbet, economista do BNP Paribas em Paris, disse que a queda da d\u00edvida \u00e9 &#8220;uma boa not\u00edcia&#8221;. Ele nota que isso sugere que a meta de 4,5% do PIB para o d\u00e9ficit deve ser alcan\u00e7ada neste ano.<\/p>\n<p>O governo pretende equilibrar as finan\u00e7as p\u00fablicas at\u00e9 o final do mandato do presidente Hollande, em 2017.<\/p>\n<p>&#8220;Este \u00e9 um plano ambicioso e pretendemos implement\u00e1-lo sem lutar por uma pol\u00edtica or\u00e7ament\u00e1ria antiquada de aumentos nos impostos e nos gastos&#8221;, escreveu o ministro da Fazenda, Pierre Moscovici, na edi\u00e7\u00e3o de quinta-feira do jornal alem\u00e3o &#8220;Handelsblatt&#8221;. &#8220;Ao longo dos pr\u00f3ximos cinco anos, a redu\u00e7\u00e3o nos gastos ser\u00e1 superior aos aumentos nos impostos e trar\u00e1 \u20ac 60 bilh\u00f5es de euros.&#8221;<\/p>\n<p>Moscovici acrescentou que o pa\u00eds j\u00e1 havia alcan\u00e7ado um n\u00edvel de d\u00edvida &#8220;inaceit\u00e1vel&#8221;, de \u20ac 1,7 trilh\u00e3o, no ano passado.<\/p>\n<p>O governo socialista de Hollande est\u00e1 sob estreita vigil\u00e2ncia das ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, pois um crescimento econ\u00f4mico abaixo das expectativas governamentais far\u00e1 com que este n\u00e3o cumpra sua meta.<\/p>\n<p>Duas das tr\u00eas grandes firmas internacionais de classifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 tiraram do pa\u00eds sua cobi\u00e7ada classifica\u00e7\u00e3o AAA, mas a ag\u00eancia Fitch Ratings a confirmou no in\u00edcio deste m\u00eas, embora com um cen\u00e1rio negativo.<\/p>\n<p>Indispens\u00e1vel para uma perspectiva de crescimento \u00e9 aumentar a competitividade das empresas do pa\u00eds, que v\u00eam ficando para tr\u00e1s das alem\u00e3es, em especial, nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>O governo j\u00e1 fez planos para \u20ac 20 bilh\u00f5es em incentivos fiscais ao longo de tr\u00eas anos com o objetivo de ajudar as empresas a reduzir os custos trabalhistas.<\/p>\n<p>Mas o apelo de Hollande para que empregadores e sindicatos cheguem a um acordo mais abrangente, a fim de aumentar a competitividade por meio de mais flexibilidade no trabalho, ainda n\u00e3o foi atendido e continua sendo debatido intensamente pelos dois lados.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desembolsos do BNDES podem superar proje\u00e7\u00e3o de R$ 150 bilh\u00f5es, diz Coutinho<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) podem ultrapassar R$ 150 bilh\u00f5es, volume previsto para este ano. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita ontem pelo presidente da institui\u00e7\u00e3o, Luciano Coutinho. At\u00e9 agora, o banco estimava desembolsos entre R$ 145 bilh\u00f5es e R$ 150 bilh\u00f5es. Coutinho disse que os desembolsos em dezembro &#8220;est\u00e3o muito fortes&#8221; e o acumulado do ano j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3ximo dos R$ 150 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O volume de desembolsos maior que o previsto vai depender de poss\u00edveis opera\u00e7\u00f5es que podem ser realizadas at\u00e9 hoje, com a poss\u00edvel entrega de documentos por parte de empresas n\u00e3o mencionadas por Coutinho.<\/p>\n<p>De janeiro a novembro deste ano, os desembolsos somaram R$ 121,8 bilh\u00f5es, 3% acima das libera\u00e7\u00f5es feitas em igual per\u00edodo em 2011. No mesmo per\u00edodo de compara\u00e7\u00e3o, houve 41% de aumento nas aprova\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos -R$ 211 bilh\u00f5es nos primeiros 11 meses de 2012.<\/p>\n<p>Houve, tamb\u00e9m, eleva\u00e7\u00e3o de 58% nas consultas de janeiro a novembro deste ano ante o mesmo per\u00edodo de 2011, para R$ 263 bilh\u00f5es. Cl\u00e1udio Leal, superintendente da \u00e1rea de Planejamento do BNDES, disse que o crescimento das consultas &#8211; primeiro passo para pedido de empr\u00e9stimo junto ao banco e &#8220;term\u00f4metro&#8221; do interesse para novos investimentos &#8211; sinalizam retomada mais robusta de aportes para 2013.<\/p>\n<p>Segundo Leal, a ind\u00fastria deve estar entre os setores que ajudar\u00e3o a impulsionar os investimentos na economia em 2013. &#8220;Bons desempenhos na ind\u00fastria indicam um cen\u00e1rio mais auspicioso [para o setor industrial] em 2013&#8221;, declarou o executivo. Coutinho destacou que o principal objetivo da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 ajudar a aumentar a participa\u00e7\u00e3o dos investimentos no PIB.<\/p>\n<p>&#8220;Esperamos que a infraestrutura e a log\u00edstica sejam vetores de dinamismo para o investimento [em 2013]&#8221;, disse, ao participar de cerim\u00f4nia para a assinatura de contrato de financiamento para o Estado de S\u00e3o Paulo de R$ 1,9 bilh\u00e3o, no \u00e2mbito do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal do BNDES (Proinveste), com a presen\u00e7a do governador Geraldo Alckmin (PSDB).<\/p>\n<p>Os instrumentos adotados pelo governo para estimular a economia foram apontados por Leal como um dos motivos para o bom desempenho deste ano. Criado este ano, o Proinveste tem um montante de R$ 20 bilh\u00f5es a serem liberados para os Estados e para o Distrito Federal.<\/p>\n<p>Segundo Alckmin, o volume de R$ 1,9 bilh\u00e3o ser\u00e1 totalmente aplicado na expans\u00e3o da linha 5 (Lil\u00e1s) do metr\u00f4 paulista, entre as esta\u00e7\u00f5es Largo Treze e Ch\u00e1cara Klabin. O financiamento permitir\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de 11,5 quil\u00f4metros de trilhos e 11 esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4. Atualmente, segundo Alckmin, a linha 5 transporta 275 mil passageiros por dia. &#8220;As obras v\u00e3o agregar um total de 770 mil passageiros por dia&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Alckmin destacou que sistema de transportes sobre trilhos de S\u00e3o Paulo, incluindo trem e metr\u00f4, transporta 7,5 milh\u00f5es de passageiros por dia, sendo 2,7 milh\u00f5es por trem e 4,8 milh\u00f5es por metr\u00f4. At\u00e9 o fim do ano, a expectativa \u00e9 atingir cerca de 8 milh\u00f5es de passageiros por dia. &#8220;A meta \u00e9 expandir mais rapidamente a rede de metr\u00f4, porque ela ainda \u00e9 pequena. Temos 76 quil\u00f4metros de rede de metr\u00f4, o que \u00e9 pouco para o tamanho da cidade.&#8221;<\/p>\n<p>Incluindo o valor de R$ 1,9 bilh\u00e3o assinado ontem, S\u00e3o Paulo tem um total de R$ 4,4 bilh\u00f5es contratados junto ao BNDES. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m tem R$ 5,7 bilh\u00f5es em an\u00e1lise com o banco. Segundo o governador, 70% do montante, incluindo contratado e em an\u00e1lise, ser\u00e3o voltados para a \u00e1rea de transportes. O restante ser\u00e1 dividido principalmente entre sa\u00fade, saneamento b\u00e1sico e habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fundos de pens\u00e3o planejam investir mais em a\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os gestores de fundos de pens\u00e3o planejam mudan\u00e7as no portf\u00f3lio de investimentos em 2013. Maiores aportes em renda vari\u00e1vel, em t\u00edtulos de cr\u00e9dito privado e tamb\u00e9m em fundos de private equity, que compram participa\u00e7\u00e3o em empresas, est\u00e3o entre os planos desses grandes investidores brasileiros. Essas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es de uma pesquisa in\u00e9dita por sua abrang\u00eancia, organizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades Fechadas de Previd\u00eancia Complementar (Abrapp).<\/p>\n<p>Em um trabalho que durou pouco mais de tr\u00eas meses, os gestores de 120 fundos de pens\u00e3o revelaram como pretendem enfrentar o desafio de cumprir as metas atuariais em um ambiente de rentabilidade menor. Juntas, as funda\u00e7\u00f5es ouvidas na pesquisa administram aproximadamente 81% do total dos ativos do setor. Segundo a Abrapp, em junho, os fundos reuniam patrim\u00f4nio de R$ 620 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na pesquisa, mais da metade dos gestores respondeu que pretende aumentar a aloca\u00e7\u00e3o em renda vari\u00e1vel nos pr\u00f3ximos 12 meses. Atualmente, a participa\u00e7\u00e3o dessa classe de ativo n\u00e3o chega a 40% do total dos recursos geridos pelos fundos de pens\u00e3o com benef\u00edcio definido. Quando observados os fundos com contribui\u00e7\u00e3o definida ou vari\u00e1vel, a renda vari\u00e1vel se faz ainda menos presente. Em m\u00e9dia, 14,9% dos recursos est\u00e3o nessa modalidade.<\/p>\n<p>Para Carlos Garcia, s\u00f3cio da Itajub\u00e1 Investimentos, gestora voltada para clientes institucionais, a mudan\u00e7a nos planos dos gestores \u00e9 emblem\u00e1tica. Mostra a preocupa\u00e7\u00e3o com o cumprimento das metas atuariais e uma r\u00e1pida corre\u00e7\u00e3o de rota. &#8220;A resposta dos fundos ao novo patamar dos juros no Brasil veio de forma muito r\u00e1pida, na minha opini\u00e3o. No mercado americano, a resposta levou mais tempo&#8221;, afirma Garcia, um dos coordenadores da pesquisa da Abrapp.<\/p>\n<p>Garcia salienta que o levantamento captou a inten\u00e7\u00e3o dos gestores e n\u00e3o propriamente as novas aloca\u00e7\u00f5es. Mesmo que se confirmem, os planos para aumentar a aplica\u00e7\u00e3o em renda vari\u00e1vel &#8211; seja com aportes em a\u00e7\u00f5es ou cotas em fundos imobili\u00e1rios &#8211; n\u00e3o devem mudar o perfil dos portf\u00f3lios brutalmente. Como heran\u00e7a das d\u00e9cadas de juros altos e t\u00edtulos p\u00fablicos com farta rentabilidade, a renda fixa comporta o maior volume de recursos. Na carteira dos planos com benef\u00edcio definido, 50,7% dos recursos est\u00e3o alocados nessa modalidade, segundo a pesquisa. No portf\u00f3lio dos planos com contribui\u00e7\u00e3o definida ou vari\u00e1vel, o percentual \u00e9 ainda maior: 77,7%.<\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a que deve acontecer nessa fatia de renda fixa \u00e9 a caracter\u00edstica dos t\u00edtulos. Atualmente, 80% dos recursos est\u00e3o em pap\u00e9is p\u00fablicos. Nos pr\u00f3ximos meses, 33,3% dos gestores dos planos de contribui\u00e7\u00e3o definida ou vari\u00e1vel pretendem reduzir a posi\u00e7\u00e3o que t\u00eam no Tesouro Nacional, e 61,3% querem aumentar as aplica\u00e7\u00f5es em cr\u00e9dito privado. &#8220;A disposi\u00e7\u00e3o em aportar em FIDCs [fundos de investimento em direitos credit\u00f3rios] e t\u00edtulos privados foi o que mais surpreendeu&#8221;, diz Garcia.<\/p>\n<p>O levantamento mostrou que a propens\u00e3o dos gestores dos fundos n\u00e3o mudou, entretanto, quanto a investimentos estrangeiros. Segundo o estudo, 0,004% dos ativos est\u00e3o alocados em aplica\u00e7\u00f5es no exterior. Somente 12,7% dos gestores de planos de contribui\u00e7\u00e3o definida ou vari\u00e1vel pretendem aumentar a parcela &#8220;offshore&#8221; do portf\u00f3lio. Desse total, 77,3% planejam ter entre 0% e 2% dos recursos alocados em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para Garcia, essa modalidade de investimentos merece entrar no radar dos investidores. Ele argumenta que os mercados estrangeiros possuem classes de ativos que n\u00e3o existem no Brasil e que, naturalmente, possuem correla\u00e7\u00e3o negativa com as oportunidades no pa\u00eds. &#8220;No atual cen\u00e1rio, em que ficou mais dif\u00edcil conseguir a rentabilidade, a busca por ativos com correla\u00e7\u00e3o negativa passa a ser importante.&#8221;<\/p>\n<p>O s\u00f3cio da Itajub\u00e1 afirma que o cen\u00e1rio de juros mais baixos exige mudan\u00e7a de comportamento de todos os investidores, inclusive dos fundos de pens\u00e3o. &#8220;A migra\u00e7\u00e3o para ativos novos e rent\u00e1veis \u00e9 dif\u00edcil, porque eles s\u00e3o escassos. Quem for mais \u00e1gil vai conseguir as melhores oportunidades&#8221;, afirma Garcia. &#8220;O bom ativo n\u00e3o espera.&#8221; Alguns gestores ter\u00e3o de repensar o processo de tomada de decis\u00e3o sobre seus investimentos, segundo Garcia. Ele explica que h\u00e1 fundos que precisam, por norma, aguardar a pr\u00f3xima reuni\u00e3o do comit\u00ea para decidir sobre uma nova aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A magnitude dos gastos com juros<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre pol\u00edtica fiscal no Brasil costuma deixar em segundo plano as despesas financeiras, apesar de os gastos com juros do setor p\u00fablico superarem com folga os R$ 200 bilh\u00f5es por ano. Nos 12 meses at\u00e9 outubro, a diferen\u00e7a entre os juros pagos e os recebidos pelo conjunto formado por Uni\u00e3o, Estados, munic\u00edpios e estatais (exceto Petrobras e Eletrobr\u00e1s) somou R$ 217 bilh\u00f5es, ou cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa montanha de dinheiro equivale a quase 11 vezes o or\u00e7amento de 2012 do Bolsa Fam\u00edlia, que beneficia 13,7 milh\u00f5es de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que os gastos financeiros est\u00e3o em queda, tanto em valores absolutos como em propor\u00e7\u00e3o do PIB. O corte expressivo da taxa Selic desde o ano passado colaborou para reduzir as despesas l\u00edquidas com juros, que em janeiro deste ano haviam atingido R$ 237 bilh\u00f5es no acumulado em 12 meses, ou 5,7% do PIB. Os gastos l\u00edquidos levam em conta o saldo entre os juros pagos e recebidos pelo setor p\u00fablico.<\/p>\n<p>O ponto \u00e9 que a diminui\u00e7\u00e3o das despesas com juros tem sido mais lenta que a sugerida pelo tombo da Selic &#8211; de agosto de 2011 a outubro de 2012, caiu de 12,5% para 7,25% ao ano. Como adverte h\u00e1 tempos o especialista em contas p\u00fablicas Jos\u00e9 Roberto Afonso, a Selic deixou de ser uma boa refer\u00eancia para a magnitude dos gastos com juros no Brasil. O custo efetivo da d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico, dado pela chamada taxa impl\u00edcita, \u00e9 hoje muito mais alto que a Selic, al\u00e9m de ter ca\u00eddo menos, diz Afonso, assessor t\u00e9cnico da subcomiss\u00e3o de assuntos tribut\u00e1rios do Senado. A taxa impl\u00edcita acumulada em 12 meses recuou de 16,7% ao ano em agosto de 2011 para 15,3% em outubro de 2012, uma queda de 8,4% em termos relativos. Nesse per\u00edodo, a Selic em 12 meses caiu de 11,4% para 9,2%, uma baixa de 19,3%.<\/p>\n<p>Despesas financeiras superam R$ 200 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>A Selic influencia hoje menos os gastos com juros em parte porque corrige uma fatia menor da d\u00edvida p\u00fablica. Os pap\u00e9is prefixados ou atrelados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o respondem por mais de tr\u00eas quartos da d\u00edvida interna em t\u00edtulos do governo federal.<\/p>\n<p>Outro motivo fundamental \u00e9 que, nos \u00faltimos anos, houve um aumento expressivo dos reservas internacionais e dos empr\u00e9stimos do Tesouro para os bancos p\u00fablicos. Com isso, cresceu a diferen\u00e7a entre o rendimento e o prazo dos ativos do setor p\u00fablico (como as reservas e os empr\u00e9stimos aos bancos) e os seus passivos (como os t\u00edtulos da d\u00edvida), o que fez saltar a dist\u00e2ncia entre a taxa impl\u00edcita e a Selic.<\/p>\n<p>As reservas internacionais est\u00e3o hoje pr\u00f3ximas de US$ 380 bilh\u00f5es. No fim de 2004, estavam abaixo de US$ 53 bilh\u00f5es. Ao comprar d\u00f3lares no mercado, o BC aumenta o volume de reais na economia, retirados de circula\u00e7\u00e3o por meio de opera\u00e7\u00f5es compromissadas, pelas quais vende t\u00edtulos p\u00fablicos, com a promessa de recompr\u00e1-los, pagando juros pr\u00f3ximos \u00e0 Selic. Os d\u00f3lares adquiridos pelo BC, por sua vez, s\u00e3o aplicados no exterior a taxas bem mais baixas do que a Selic. O custo de ter reservas elevadas \u00e9 alto, ainda que o recuo recente dos juros b\u00e1sicos por aqui tenha diminu\u00eddo a dist\u00e2ncia das taxas em vigor nos pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>H\u00e1 discuss\u00e3o entre os economistas se vale a pena continuar a acumular reservas internacionais, mas elas s\u00e3o um trunfo importante para proteger o pa\u00eds em caso de agravamento do cen\u00e1rio externo, caso haja risco de diminui\u00e7\u00e3o ou interrup\u00e7\u00e3o do fluxo de capitais. Depois da quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008, o n\u00edvel elevado de reservas contribuiu para reduzir o impacto da crise global sobre o Brasil.<\/p>\n<p>Os empr\u00e9stimos para os bancos p\u00fablicos aumentaram muito depois da crise de 2008. Os cr\u00e9ditos do Tesouro para institui\u00e7\u00f5es financeiras oficiais pularam de R$ 14 bilh\u00f5es em 2007 para os atuais R$ 390 bilh\u00f5es, com os empr\u00e9stimos para o BNDES totalizando R$ 354,6 bilh\u00f5es. &#8220;\u00c9 um volume enorme, que n\u00e3o para de subir&#8221;, diz Afonso. Os aportes continuaram a ser realizados em montantes significativos, mesmo num quadro bem diverso do registrado em 2008 e 2009, quando os bancos privados travaram o cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Afonso aposta em novos empr\u00e9stimos do Tesouro para o BNDES no ano que vem, lembrando que o governo anunciou a prorroga\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim de 2013 do Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento (PSI), a linha subsidiada do banco para financiar bens de capital, no valor de R$ 100 bilh\u00f5es. Para fazer essas opera\u00e7\u00f5es, o Tesouro lan\u00e7a t\u00edtulos em grande parte atrelados \u00e0 Selic, e fica com cr\u00e9ditos junto ao BNDES corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que em janeiro vai cair dos atuais 5,5% para 5% ao ano. A diferen\u00e7a entre as taxas \u00e9 menor do que no passado, mas a Selic ainda est\u00e1 mais alta que a TJLP, havendo tamb\u00e9m um descasamento de prazos entre cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos do Tesouro. Tudo isso contribui para manter elevada a dist\u00e2ncia entre o custo m\u00e9dia da d\u00edvida e os juros b\u00e1sicos. Afonso critica ainda o fato de esses empr\u00e9stimos n\u00e3o constarem do or\u00e7amento, n\u00e3o passando pelo crivo do Congresso.<\/p>\n<p>A expectativa dominante entre os analistas \u00e9 que a Selic ficar\u00e1 muito tempo nos atuais 7,25%. Mesmo quando voltar a subir, a taxa n\u00e3o tende aumentar com for\u00e7a. Juros b\u00e1sicos de dois d\u00edgitos parecem hoje fora do radar. Nesse cen\u00e1rio, os gastos financeiros do setor p\u00fablico dever\u00e3o seguir em baixa, mas o ritmo de queda poder\u00e1 frustrar os que esperam uma grande economia de juros por causa da queda da Selic.<\/p>\n<p>O recuo dos juros b\u00e1sicos \u00e9 positivo, mas n\u00e3o vai se traduzir numa redu\u00e7\u00e3o expressiva dos gastos financeiros, diz Afonso. Para ele, a Selic mais baixa n\u00e3o vai abrir um grande espa\u00e7o fiscal para cortes de impostos ou eleva\u00e7\u00e3o dos investimentos do governo em infraestrutura.<\/p>\n<p>Em 2011, o saldo entre o que o setor p\u00fablico pagou e recebeu de juros ficou em R$ 236,7 bilh\u00f5es, ou 5,7% do PIB. Neste ano, o n\u00famero pode ficar na casa de 4,8% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 212 bilh\u00f5es. Para um pa\u00eds que j\u00e1 gastou mais de 9,5% do PIB com juros, como nos 12 meses at\u00e9 agosto de 2003, os quase 5% do PIB at\u00e9 parecem razo\u00e1veis, mas ainda \u00e9 muito dinheiro &#8211; para comparar, a Uni\u00e3o deve investir algo como 1% do PIB neste ano, sem incluir os subs\u00eddios ao programa Minha Casa, Minha Vida.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Varejo prev\u00ea alta de 7,5% nas vendas em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio varejista deve come\u00e7ar o ano &#8220;sem preocupa\u00e7\u00f5es&#8221;, nas palavras do economista da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), F\u00e1bio Bentes. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 nada que preocupe o empres\u00e1rio do com\u00e9rcio para o ano que vem&#8221;, frisou o especialista.<\/p>\n<p>Bentes fez a observa\u00e7\u00e3o ao comentar a alta de 0,3% no \u00cdndice de Confian\u00e7a do Empres\u00e1rio do Com\u00e9rcio (Icec) de dezembro ante novembro. O economista minimizou o recuo de 1,5% do \u00cdndice de Expectativas (IEEC), um dos sub-indicadores componentes do Icec, para o mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Segundo ele, a queda ocorreu, porque as expectativas j\u00e1 operam em patamar muito elevado. &#8220;Podemos observar que o IEEC atingiu 160,6 pontos em dezembro, sendo que 100 pontos significam neutralidade. Ent\u00e3o, podemos dizer que as perspectivas do com\u00e9rcio est\u00e3o muito acima da neutralidade&#8221;, disse. Na pr\u00e1tica, afirma, houve em dezembro uma pequena diminui\u00e7\u00e3o do &#8220;superotimismo&#8221; do empres\u00e1rio do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para carros e para a linha branca de eletrodom\u00e9sticos, al\u00e9m de cortes de tributos para o com\u00e9rcio, anunciados recentemente pelo governo, impulsionar\u00e3o as vendas do setor varejista no pr\u00f3ximo ano, prev\u00ea o economista.<\/p>\n<p>A CNC projeta aumento de 9,1% nas vendas do varejo em 2012 ante 2011; e avan\u00e7o de 7,5% nas vendas de 2013 ante ano anterior, afirmou o t\u00e9cnico. &#8220;Esperamos patamar menos intenso de eleva\u00e7\u00e3o em 2013, porque as vendas do com\u00e9rcio crescer\u00e3o em cima de uma base de compara\u00e7\u00e3o j\u00e1 elevada.&#8221;<\/p>\n<p>Nem a amea\u00e7a de avan\u00e7o de inadimpl\u00eancia e o elevado n\u00edvel de endividamento das fam\u00edlias, devem afastar o consumidor das lojas no ano que vem, afirmou Bentes. O economista da CNC espera diminui\u00e7\u00e3o na taxa de inadimpl\u00eancia e menor endividamento em 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4091\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4091","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-13Z","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4091\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}